Redação Pragmatismo
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EUA 01/Mar/2016 às 17:47
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Depois de 44 anos atrás das grades, homem se espanta com o mundo atual

Homem que passou 44 anos na prisão tenta se reintegrar à sociedade, mas se espanta com mundo atual (vídeo)

Otis Johnson EUA homem preso 44 anos
Otis Johnson após 44 anos atrás das grades (reprodução)

Otis Johnson, 69, foi solto recentemente após ficar 44 anos preso nos Estados Unidos. Convenhamos, muita coisa mudou de 1970 para 2014, quando o cidadão americano foi solto.

Em um vídeo (assista abaixo) que se tornou viral na internet, Johnson visita a Times Square, famoso ponto turístico de Nova York, a pedido da rede de televisão Al Jazeera. Johnson relata seu espanto com as novas tecnologias do mundo moderno:

O homem fica impressionado e confuso com uma infinidade de coisas banais: de pessoas usando fones de ouvido (que ele compara com agentes da CIA) a novidades no supermercado como bebidas coloridas (lembrou de um certo energético?).

“As pessoas nem olham mais para onde estão indo. Elas apenas caminham enquanto usam o telefone. E isso é incrível para mim”, disse Johnson em determinado momento do vídeo, quando comenta sobre a relação entre as pessoas e celulares.

Andar de metrô é outra coisa que chama a atenção do homem. “Prefiro o ônibus. A vista é melhor e o espaço é maior. São menos pessoas”.

Mesmo o simples ato de ir até o mercado parece bagunçar a cabeça de Johnson. “Eu provo muitas coisas diferentes. Vocês têm comidas loucas agora e eu as quero provar”, disse.

Sobre o processo de adaptação e o passado na cadeia, Johnson disse: “Todas as coisas acontecem por uma razão, eu acredito. Apenas lido com o futuro, não mais com o passado”.

A razão pela qual Otis ficou detido por tanto tempo foi uma tentativa de homicídio contra um policial, quando tinha 25 anos.

Atualmente, Johnson tenta se acostumar com a vida fora da cadeia – e com as modernidades que transformam o mundo de maneira cada vez mais rápida.

Além do relato sobre as novidades tecnológicas, Otis ainda relatou sua felicidade por estar livre.

Momentos banais como simplesmente tomar sol e meditar à noite no parque são valorizados por Johnson, que diz não ter família ou amigos.

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