Redação Pragmatismo
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Dilma Rousseff 28/Mar/2016 às 17:44
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10 curiosidades sobre o impeachment que o Brasil precisa saber

Confira 10 informações sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff que todo brasileiro precisa saber

impeachment dilma rousseff

por Igor Fuser*

É preciso que todos os brasileiros tenham conhecimento de que:

1. O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não tem NADA A VER com a Operação Lava Jato, nem com qualquer outra iniciativa de combate à corrupção. Dilma não é acusada de roubar um único centavo. O pretexto usado pelos políticos da oposição para tentar afastá-la do governo, a chamada “pedalada fiscal”, é um procedimento de gestão do orçamento público de rotina em todos os níveis de governo, federal, estadual e municipal, e foi adotado nos mandatos de Fernando Henrique e de Lula sem qualquer problema. Ela, simplesmente, colocou dinheiro da Caixa Econômica Federal em programas sociais, para conseguir fechar as contas e, no ano seguinte, devolveu esse dinheiro à Caixa. Não obteve nenhum benefício pessoal e nem os seus piores inimigos conseguem acusá-la de qualquer ato de corrupção.

2. O impeachment é um golpe justamente por isso, porque a presidente só pode ser afastada se estiver comprovado que ela cometeu um crime – e esse crime não aconteceu, tanto que, até agora, o nome de Dilma tem ficado de fora de todas as investigações de corrupção, pois não existe, contra ela, nem mesma a mínima suspeita.

3. Ao contrário da presidenta Dilma, os políticos que pedem o afastamento estão mais sujos que pau de galinheiro. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que como presidente da Câmara é o responsável pelo processo do impeachment, recebeu mais de R$ 52 milhões só da corrupção na Petrobrás e é dono de depósitos milionários em contas secretas na Suíça e em outros paraísos fiscais. Na comissão de deputados que analisará o pedido de impeachment, com 65 integrantes, 37 (mais da metade!) estão na mira da Justiça, investigados por corrupção. Se eles conseguirem depor a presidenta, esperam receber, em troca, a impunidade pelas falcatruas cometidas.

4. Quem lidera a campanha pelo impeachment é o PSDB, partido oposicionista DERROTADO nas eleições presidenciais de 2014. Seu candidato, Aecio Neves, alcançar no tapetão o mesmo resultado político que não foi capaz de obter nas urnas, desrespeitando o voto de 54.499.901 brasileiros e brasileiras que votaram em Dilma (3,4% mais do que os eleitores de Aecio no segundo turno).

5. Se o golpe se consumar, a oposição colocará em prática todas as propostas elitistas e autoritárias que Aecio planejava implementar se tivesse ganho a eleição. O presidente golpista irá, com toda certeza, mudar as leis trabalhistas, em prejuízo dos assalariados; revogar a política de valorização do salário mínimo; implantar a terceirização irrestrita da mão-de-obra; entregar as reservas de petróleo do pré-sal às empresas transnacionais (como defende o senador José Serra); privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal; introduzir o ensino pago nas universidades federais, como primeiro passo para a sua privatização; reprimir os movimentos sociais e a liberdade de expressão na internet; expulsar os cubanos que trabalham no Programa Mais Médicos; dar sinal verde ao agronegócio para se apropriar das terras indígenas; eliminar a política externa independente, rebaixando o Brasil ao papel de serviçal dos Estados Unidos. É isso, muito mais do que o mandato da presidenta Dilma ou o futuro político de Lula, o que está em jogo na batalha do impeachment.

6. É um engano supor que a economia irá melhorar depois de uma eventual mudança na presidência da república. Todos os fatores que conduziram o país à atual crise continuarão presentes, com vários agravantes. A instabilidade política será a regra. Os líderes da atual campanha golpista passarão a se digladiar pelo poder, como piranhas ao redor de um pedaço de carne. E Dilma será substituída por um sujeito fraco, Michel Temer, mais interessado em garantir seu futuro (certamente uma cadeira no Supremo Tribunal Federal) e em se proteger das denúncias de corrupção do que em governar efetivamente. A inflação continuará aumentando, e o desemprego também.

7. No plano político, o Brasil mergulhará num período caótico, de forte instabilidade. A derrubada de uma presidenta eleita, sacramentada pelo voto, levará o país em que, pela primeira vez desde o fim do regime militar, estará à frente do Executivo um mandatário ilegítimo, contestado por uma enorme parcela da sociedade.

8. O conflito dará a tônica da vida social. As tendências fascistas, assanhadas com o golpe, vão se sentir liberadas para pôr em prática seus impulsos violentos, expressos, simbolicamente, nas imagens de bonecos enforcados exibindo o boné do MST ou a estrela do PT e, de uma forma mais concreta, nas invasões e atentados contra sindicatos e partidos políticos, nos ataques selvagens a pessoas cujo único crime é o de vestir uma camisa vermelha. O líder dessa corrente de extrema-direita, o deputado Jair Bolsonaro, já defendeu abertamente, num dos comícios pró-impeachment, que cada fazendeiro carregue consigo um fuzil para matar militantes do MST.

9. Os sindicatos e os movimentos sociais não ficarão de braços cruzados diante da truculência da direita e da ofensiva governista e patronal contra os direitos sociais durante conquistados nas últimas duas décadas. Vão resistir por todos os meios – greves, ocupações de terras, bloqueio de estradas, tomada de imóveis, e muito mais. O Brasil se tornará um país conflagrado, por culpa da irresponsabilidade e da ambição desmedida de meia dúzia de políticos incapazes de chegar ao poder pelo voto popular. Isso é o que nos espera se o golpe contra a presidenta Dilma vingar.

10. Mas isso não acontecerá. A mobilização da cidadania em defesa da legalidade e da democracia está crescendo, com a adesão de mais e mais pessoas e movimentos, independentemente de filiação partidária, de crença religiosa e de apoiar ou não as políticas oficiais. A opinião de cada um de nós a respeito do PT ou do governo Dilma já não é o que importa. Está em jogo a democracia, o respeito ao resultado das urnas e à norma constitucional que proíbe a aplicação de impeachment sem a existência de um crime que justifique essa medida extrema. Mais e mais brasileiros estão percebendo isso e saindo às ruas contra os golpistas. Neste dia 31 de março, a resistência democrática travará mais uma batalha decisiva.

É essencial a participação de todos, em cada canto do Brasil, Todos precisamos sair às ruas, em defesa da legalidade, da Constituição e dos direitos sociais. Todos juntos! O fascismo não passará! Não vai ter golpe!

(*) O texto incorpora trechos de artigos de Jeferson Miola e de Fabio Garrido. Igor Fuser é professor de relações internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC).

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Comentários

  1. Maria Postado em 28/Mar/2016 às 21:16

    Um cuuuuu essa matéria.. beeem ridículo e exagerado esse item 5

    • Orlando Pinheiro Postado em 29/Mar/2016 às 03:20

      Exagerado é seu cuuuuuuuuu!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 29/Mar/2016 às 11:05

      Meio neurônio em funcionamento meia boca já permite deduzir certas coisas: esse GOLPE vai dar, digamos, pouco mais de 2 anos de poder a um governo que, quase certamente, não terá a menor pretensão de se reeleger. Ou seja: num momento em que a direita está focada, extremamente mobilizada e mais forte do que eu jamais vi, o PMDB de Temer (nós vamos nos referir a essa época como: "o governo Michel Temer"...meu Deus) terá o poder na mão por pouco tempo e sem nenhuma pretensão de reeleição, portanto sem medo de nada, e em especial sem medo de perder voto presidencial = vão socar TUDO SEM DÓ do povo brasileiro e farão o "ridículo e exagerado item 5" (que de ridiculo e exagerado não tem nada) parecer um carinho, um "cafuné gostosinho".

  2. Alex Postado em 28/Mar/2016 às 21:28

    Bom texto, mas perdeu muitos pontos por não ser parcial, por "decretar" o que acontecera no futuro (como se você tivesse bola de cristal). Por achar que ocupação de terras (que é CRIME) algo normal.. enfim... Sua visão é esquerdista ou petista ou sei-la qual o nome, e isso não é o problema ate porque eu também sou contra o impeachment, mas publicar uma matéria totalmente parcial é bem entediante e de baixo nível jornalístico.

  3. Phelipe Postado em 28/Mar/2016 às 21:58

    "Um cu", Maria, é tirar a Dilma e colocar bandidos no poder

    • Orlando Pinheiro Postado em 29/Mar/2016 às 03:22

      Aí não é um cu. É um cuuuuuuuu, como ela mesma disse.

  4. Jorge Luiz Postado em 28/Mar/2016 às 23:02

    Já que é para ter golpe, preferiria que a Dilma fechasse a câmara dos deputados até que tudo fosse investigado e todos punidos. Nessas eleições de 2016 elegeríamos deputados, ficando somente os que não tivessem sido condenados, por mais 4 anos além dos 2 que já cumpriram.

  5. Wylie Postado em 28/Mar/2016 às 23:40

    Eu ri do item 5!!!

    • Orlando Pinheiro Postado em 29/Mar/2016 às 03:23

      Tu tens CTPS assinada? Vai rindo...

  6. Jonas Schlesinger Postado em 29/Mar/2016 às 00:43

    Deveria ter um poder moderador assim como é na Alemanha. Será que eu sou o único que me simpatizo do Brasil voltar a ser uma monarquia, mas desta vez como nos países europeus?

  7. Guitarman Postado em 29/Mar/2016 às 02:52

    Golpe descarado!e um monte de babaca apoiando!lamentavel!

  8. Bruno Postado em 29/Mar/2016 às 05:52

    Materia extremamente fraca. O autor compensa a falta de conteudo e fatos concretos com certezas futuras infundaveis, se colocando na posicao de conhecedor do que nao aconteceu. É essa a qualidade que o pragmatismo politico deseja?

  9. Paulo Postado em 29/Mar/2016 às 09:04

    Pragmatismo, revisem melhor seus textos. Acredito que buscamos informação séria e não um texto de facebook tão tendencioso quanto os discursos da direita golpista. Mesmo sendo de esquerda acredito que para um site com pretensões jornalísticas vocês mandaram mal nessa.

  10. Rodrigo Postado em 29/Mar/2016 às 09:39

    (Outro Rodrigo) Está parecendo o áudio reproduzido pelo "carro da manifestação", flagrado e divulgado nas redes sociais: "eles vão acabar com isso, eles vão acabar com aquilo, eles vão fazer mais não sei o quê, vão tirar o negro da escola etc.". Aí eu me pergunto quem é que quer mexer no PAC, quem mexeu no seguro desemprego, quem mexeu na aposentadoria, quem propôs privatizar a CEF, quem quer programa de demissão voluntária, quem cortou os repasses para combate à dengue, quem cortou da Educação, da Saúde etc. etc. etc. Se quiserem, pois, analisar as "causas de pedir" dos pedidos de impeachment, basta publicar os pedidos e impugnar especificamente cada uma dessas causas de pedir e respectivos pedidos. Seja o prévio, elaborado por juristas como Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Reale Junior, seja o mais recente, da OAB. Espero, aliás, que a defesa de Dilma vá por este último rumo, sob pena de restar configurada a confissão por ausência de impugnação. P.S.: a quem for eleitor paulista, aviso desde já que, a princípio, muito da fundamentação do pedido contra Dilma teria cabimento em eventual pedido contra Alckmin, a consequência primeira sendo apenas reconhecer que é devido nos dois casos (salvo engano, em tese seria cabível contra 16 outros Governadores).

  11. Bruno Postado em 29/Mar/2016 às 10:01

    Acho que eu nunca ri tanto na minha vida

    • Vitor Postado em 29/Mar/2016 às 10:37

      rico e bobo riem à toa

  12. Silvlio Postado em 29/Mar/2016 às 10:38

    Não tens um argumento melhor? melhor calar

  13. afonso Postado em 29/Mar/2016 às 19:05

    Jornaleco de quinta categoria a mando dos petistas! Devem achar que o povo é trouxa pra postar que a Dilma não em "NADA" a ver com a lava a jato. De certo foi eu o presidente que quebrou a Petrobrás e usou dinheiro sujo nas eleições... e fui eu quem nomeei o Lula ministro pra fugir da prisão! Caras de pau! E praqueles que chamam hipócrita por ter usado um dos programas do governo (PRONATEC) peço que se atualizem, pois faz tempo que tais programas que me fizeram votar uma vez na Dilma foram cortados e amplamente divulgado nos meios de comunicação a que custos tais programas com fins de arrecadação de votos foram implantados!