Redação Pragmatismo
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Saúde 26/Feb/2016 às 15:33
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Vídeo: Pai é impedido de assistir nascimento da filha e chama a polícia

Pai desabafa em rede social após ser impedido por médica de assistir ao parto da filha em hospital do Rio de Janeiro. "Perdi o parto da minha filha e ainda passei por esse constrangimento com essa médica, que me humilhou diante das outras mães, só por eu estar com a lei"

pai nascimento impedido hospital

Laís de Andrade, MdeMulher

Desde 2005, o direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto – seja na rede pública ou privada – é garantido pela lei 11.108, conhecida como “Lei do Acompanhante”.

Mais de 10 anos em vigor, no entanto, ela ainda não é cumprida por diversas instituições de saúde. Prova disso é o vídeo publicado no Facebook pelo pai Gabriel Alves.

Na madrugada desta terça-feira, 23, ele tentou assistir ao nascimento da filha, Safira, mas foi impedido pelo hospital Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no interior do Rio de Janeiro, de estar ao lado da namorada, Amanda, enquanto a pequena chegava ao mundo.

“Com a lei embaixo do braço fui barrado de ver o parto da minha filha e não queriam deixar eu ficar como acompanhante”, contou o pai na rede social.

Gravado por um conhecido de Gabriel, o vídeo mostra uma médica afirmando que ele não poderia entrar na sala de parto, pois não há a permissão do diretor do local. Segundo ela, o hospital não possui estrutura com box individual para cada mulher que acabou de dar à luz, deixando-as expostas no alojamento coletivo.

“Todas as mulheres estão amamentando, sem roupa, só por isso, por respeito às outras mulheres”, tentou justificar a médica.

Com o intuito de fazer valer o seu direito, Gabriel chegou a ligar duas vezes para a polícia, comunicando o descumprimento da norma, porém as autoridades disseram que não poderiam fazer nada a respeito. Diante das circunstâncias, ele pediu ajuda para um amigo e só assim uma viatura foi enviada ao hospital.

A médica, então, tentou argumentar com o policial: “Foi explicado a esse senhor, a esposa dele inclusive já teve o bebê e está quieta lá no canto dela, fazendo o papel lindamente dela de mãe, e o senhor (referindo-se a Gabriel) está aporrinhando desde a hora que chegou aqui”. Depois de tanta discussão, ela acabou cedendo: “O senhor quer entrar? Pode entrar, porque pra mim é indiferente o senhor assistir o parto, não assistir o parto”.

Vale lembrar que proibir a entrada de um acompanhante é considerado um ato de violência obstétrica.

“Se a mulher pode amamentar em qualquer lugar, por que eu não poderia ficar lá dentro junto a outros pais?”, defendeu Gabriel nos comentários da postagem no Facebook, que relatou ainda: “Perdi o parto da minha filha e ainda passei por esse constrangimento com essa médica que, depois, dentro da maternidade, me humilhou diante das outras mães, só por eu estar com a lei”.

Por fim, ele fez um apelo para que os pais corram atrás dos seus direitos e tenham participação ativa desde o nascimento dos filhos.

Vídeo:

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Comentários

  1. Samara Postado em 26/Feb/2016 às 16:07

    Absurdo total! É lei, ele tinha esse direito e foi negado.

  2. Paty Postado em 26/Feb/2016 às 16:13

    Pra "deusa" do galeco era indiferente o pai assistir ou não o nascimento de sua filha, mas para o pai, mãe e bebê faria toda diferença. Inadmissível o comportamento desumanizado de alguns deuses da medicina

    • Rodrigo Postado em 29/Feb/2016 às 09:49

      (Outro Rodrigo) Imagine para as "deusas sem jaleco", em posição de parto (com as pena abertas e tendo expostas suas partes íntimas) na mesma sala? Em um momento tal, vendo um homem entrar na sala... Para salvaguardar o direito de um "deus sem jaleco", todas as demais "deusas sem jaleco" teriam seu direito à intimidade violado.

      • Rodrigo Postado em 29/Feb/2016 às 11:41

        (Outro Rodrigo) *pernas

  3. Elizabete Pinheiro Postado em 26/Feb/2016 às 16:35

    No mínimo o Sr deve ser um trabalhador, ter saído rapidamente do seu local de trabalho, não estar bem "vestido" para está médica preconceituosas, só gostaria de saber, se haverá nem uma punição para está médica? e o respeito a universalidade, equidade principios básicos do SUS e assegurado pela Constituição Federal, e toda lei incorporada como as do direito de acompanhante em partos estão previstos na lei do SUS e espero com a seriedade que trato o assunto SUS, algo seja feito até mesmo porque está médica não tem nada de humanização assunto trabalhado e desenvolvido dentro de instituições privadas e públicas.

  4. Márcio Ferreira Postado em 26/Feb/2016 às 16:37

    Esse foi um dos motivos porque minha mulher e eu escolhemos o parto domiciliar. Em nenhum hospital teríamos a atenção, o conforto e a paciência que usufruímos graças à equipe que nos assistiu. A quem acha que gastei uma fortuna, informo que foi mais barato do que um parto cesárea (e muito mais ainda do que um "normal" hospitalar). Poderíamos ter usado o plano de saúde, mas foi um ótimo investimento. Meu filho está com ótima saúde e minha mulher não se arrepende de nada. Tudo ocorreu mediante um acompanhamento de toda a gestação sem qualquer problema de saúde e uma médica de plantão. Mas precisa de muita coragem e sangue-frio, pois moleza não é não!

  5. Rodrigo Postado em 26/Feb/2016 às 16:45

    (Outro Rodrigo) Então não há box individual e, no mesmo local, havia mulheres em procedimento pré, durante ou pós parto, algumas delas com suas partes íntimas expostas e passíveis de serem sujeitas a constrangimento com a presença de um homem... Hum... Entendo a grande insatisfação do pai, mas, no caso concreto, entendo também o cuidado da médica com a grande insatisfação de mulheres outras dando a luz no mesmo ambiente. Assim, confrontando o direito do pai a acompanhar sua namorada e assistir o nascimento com o direito das demais mulheres à intimidade, parece ser sensato preservar o direito destas últimas, não?

    • Plínio Postado em 26/Feb/2016 às 18:24

      Existindo a lei, penso que o hospital deveria ter criado (teve 10 anos para isso) as condições para cumpri-la - pondo cortinados entre os leitos, por exemplo, que nem sai muito caro. Quanto ao direito à intimidade das outras parturientes, tendo a concordar com você, mas penso que, se fosse invocado com um mínimo de educação pela "doutora" (e ponho aspas porque não sei se ela defendeu tese), em vez de gritado no corredor, poderia mesmo ter sensibilizado o rapaz. Ela, no entanto, como vimos, não é exatamente uma pessoa educada,, por mais instruída que possa ser.

    • Jorge Viana Postado em 26/Feb/2016 às 22:50

      E não seria constrangedor também o fato de o hospital manter as parturientes expostas umas diantes das outras? Onde esta o direito à privacidade? Um simples sistema de cortinas resolveria o problema. O que existe é má vontade da administração hospitalar em conceder o mínimo de conforto e dignidade aos pacientes. Mau comparando, é como jogar corpos numa vala comum.

      • Amanda Postado em 27/Feb/2016 às 12:07

        Assim fica mais fácil atender sem passar por portas e corredores. Agiliza o trabalho de médico e enfermeiro. Cortinas são fundamentais e deve ter sempre. Nenhuma mulher (pelo que eu saiba) vai olhar pra um acompanhante de outra mulher e mandar sair, ela vai estar mais ocupada com a dor dela

      • Rodrigo Postado em 27/Feb/2016 às 19:20

        (Outro Rodrigo) Plínio e Jorge, vejam que eu não discordo da exigência de aplicação da lei, nem da grande insatisfação do pai. Observo, sim, que infelizmente a devida reclamação fez-se de forma, no local e junto à pessoa correta, implicando em constrangimento e risco: 1- num hospital sem estrutura adequada; 2- salvo engano em atendimento pelo SUS, em; 3- no meio do atendimento pela médica a diversas parturientes (ou seja, momento de risco à vida da mãe e do neonato); 4- cobrança feita a quem não é gestora do hospital. O pai tem todo direito a reclamar, mas junto a quem de direito e lembrando ainda que nenhum direito é absoluto, cedendo espaço frente à possibilidade concreta de lesão maior a direitos de outrem.

    • Sílvio Postado em 27/Feb/2016 às 01:26

      VC é um gozador...e com ctz não tem filhos

      • Rodrigo Postado em 27/Feb/2016 às 19:24

        (Outro Rodrigo) Só isso? Imposição de pecha e argumento "ad hominem"? Tentando ainda me excluir da discussão por não ter filhos? Se for assim, você já começaria errado, pois não seria mulher parturiente.

    • Sílvio Postado em 27/Feb/2016 às 01:26

      VC é um gozador...e com ctz não tem filhos

    • Kan Robert Postado em 27/Feb/2016 às 07:48

      A lei no Brasil é para reduf o pobre! cadê o CRM, MP, Ministério da saúde para fiscalizar se estão cumprindo a Lei?

    • Diana Postado em 27/Feb/2016 às 11:02

      Achei tb sensato o posicionamento da médica. As pessoas estão muito sensacionalistas.. querem direitos mais precisa haver bom senso.

      • Lenise Postado em 27/Feb/2016 às 12:48

        Sensacionalista? É uma hora única na vida assistir ao parto de um filho!!! Isto não tem replay, minha senhora! E lei é lei. Foi feita para ser cumprida.

    • poliana Postado em 27/Feb/2016 às 13:24

      rodrigo, estou totalmente de acordo com vc! infelizmente,o hospital não tinha a estrutura adequada pra q a lei fosse cumprida. agora imagine um monte de mulher em trabalho de parto, absolutamente expostas, e vários homens lá dentro assistindo o parto de seus filhos. realmente não dá. eu n consigo nem me imaginar passando por uma situação dessas. infelizmente, nesse caso específico, dos males o menor! estou totalmente de acordo com o seu posicionamento!

      • Rodrigo Postado em 29/Feb/2016 às 09:51

        (Outro Rodrigo) Tem vezes que é muito simples mesmo, Poliana. Bastava colocar-se no lugar das parturientes que estão na sala - não apenas em razão da exposição da intimidade das mesmas (seus órgãos genitais), mas ainda em razão do risco a que estão submetidas elas e as crianças nascidas ou por nascer, enquanto a médica que deveria atendê-las tem de lidar com a queixa do pai em questão.

    • Guilhermo Postado em 27/Feb/2016 às 15:21

      Obrigado. Já estava achando que os comentaristas perderam o juízo nesse post. Você disse exatamente o que eu penso.

  6. Estacio Gavinho Postado em 26/Feb/2016 às 16:46

    Essa médica precisa de reciclamento, trata-se como ficou demonstrado de uma profissional com deficiência no treinamento, como pessoa é uma alma pequena, tem muito que aprender na vida...

    • Fabio Hideki Postado em 26/Feb/2016 às 22:35

      Essa médica é cubana ? Um médico cubano teria uma atitude diferente ?

      • Lenise Postado em 27/Feb/2016 às 12:49

        Com certeza, um médico cubano jamais faria isto.

      • Rodrigo Postado em 29/Feb/2016 às 09:55

        (Outro Rodrigo) Um médico cubano pensaria da mesma forma: confrontando dois direitos justos (1- pai assistir parto do filho x 2- direito à intimidade e à assistência médica de diversas mulheres em trabalho de parto ou dando à luz, bem como das crianças nascidas ou por nascer), certamente também tomaria a defesa das mães e crianças. Ao digno pai em questão, pois, seria dito que a estrutura local não comporta o exercício dos dois direitos a um só tempo e pediria a compreensão do mesmo, assim permitindo que ele (médico) retornasse ao seu digno ofício.

  7. Thiago Teixeira Postado em 26/Feb/2016 às 17:31

    Comigo aconteceu a mesma coisa no CAISM da UNICAMP em 2009. Eram 7 casais. A minha mulher estava com 5 de dilatação, as demais, 1, 2 ou 3. Ela foi a última a ser atendida, os casais branquinhos primeiro. Eu os demais 6 pais (brancos) ficamos na sala de espera. A enfermeira (branca) trouxe 6 jalecos apenas. Eu fiquei sozinho na sala de espera. Logo depois entra a médica (branca) com sorriso amarelo dizendo que minha filha nasceu primeiro. Nem perdi tempo fazendo mi mi mi, sou adulto suficiente para saber que CAMPINAS-SP é a cidade mais nojenta e racista do Brasil. Ainda por cima, na sala de recuperação, uma família de "brancos" foi embora primeiro que todos e misteriosamente nossa máquina fotográfica sumiu. Procurei as porcarias de atendentes (todas brancas), nem me deram atenção. Recebemos alta e sumimos do local. Depois vem gente aqui falar de vitimismo e mal sabe o que é ser tratado com indiferença.

    • Daniel Postado em 28/Feb/2016 às 11:12

      Claro, se tiver um engarrafamento, é porque os motoristas (brancos) querem te atrasar no trânsito. Se a fila no banco estiver grande é porque os bancários (brancos) querem te impedir de sacar dinheiro. Se a pizza demorou a chegar é porque o entregador (branco) quer que você coma pizza fria. Se choveu é porque São Pedro (santo católico branco) quer que você se molhe. "TUDO é racismo" é tão ridículo quanto "Não existe racismo".

      • juliano Postado em 29/Feb/2016 às 09:18

        Daniel acho que cê tá no site errado, o da veja cê encontra assim: http://lmgtfy.com/?q=veja

  8. Ricardo Postado em 26/Feb/2016 às 17:43

    Por outro lado, sou contra a exposição das outras mulheres que não o conhecem.. Esse caso é difícil, pois até onde vale cumprir uma lei, mas expor outras mulheres que poderiam não querer aquele homem lá? Acho que antes de tudo os hospitais devem estar preparados, com os boxes individuais. Se não estão, como fazer? É complicado...

  9. Eduardo Ribeiro Postado em 26/Feb/2016 às 17:43

    Esse pai LENDO A LEI calmamente no meio do chilique da suposta médica é absolutamente impagável...atitude foda do pai. Humilde, porem guerreiro, com a lei LITERALMENTE debaixo do braço, não baixou a cabeça pra doutorazinha em momento nenhum. Aliás, admiro a calma dele nesse momento. Conseguiu, no meio do turbilhão que é o nascimento de um filho, calma e racionalidade para JANTAR a infeliz que o tratou como um animal, e sem sequer levantar a voz. Guria toda errada, esbanjando preconceito, sem nenhuma capacidade de lidar com o momento de um pai que está com a mulher parindo seu filho. """ainnn pra mim é indiferente""".....foda-se se pra ela é indiferente. Para o PAI, que estava com a LEI debaixo do braço e com um bebê nascendo a poucos metros dali, não era indiferente, era importante. Criatura egoísta, umbiguista. É um puto de um ser humano que está na sua frente em um momento único na vida dele, não é um cachorro ou uma máquina ou um pedaço de madeira. Qual é o segredo dessa categoria que nos oferece vexame em cima de vexame? Por que a medicina é especialmente atrativa pra tanta gente sem carater e sem humanidade?

  10. Eduardo Postado em 26/Feb/2016 às 18:36

    Olha, a situação é absurda. Mas não vamos ser simplistas de culpar a médica. O erro aí é do Estado, que não providencia uma estrutura razoável para que não haja constrangimento de ninguém. É óbvio o direito do pai de participar do parto - inclusive o fiz no do meu filho - e também não creio que era interesse da médica simplesmente evitar que ele participasse. Afinal, como ela disse, o problema é constranger outras mulheres. Assim, será que é caro criar boxes individuais? Apesar da raiva ser descontada na profissional, no fundo o problema vem de outro lugar. Temos que ter atenção pois nem a opinião da mãe sobre o tratamento dela no parto foi abordado. E se ela teve um parto super bem acompanhada e o único porém foi essa norma interna - norma esta que se repetia, até onde sei há coisa de 2 anos atrás - no HRAN em Brasília e imagino que centenas de hospitais Brasil a fora. Concluindo, é triste e vexatória a situação, mas cuidado para não achar que é a médica lá a algoz, quando na verdade é ou a direção do hospital ou mesmo o governo que não faz questão de cumprir a lei e promover as adaptações necessárias para o conforto de todos, o que perpassa por despesas.

  11. Davi Postado em 26/Feb/2016 às 19:09

    Se fosse branquinho e engravatadinho, queria ver se não entrava. Deusa de jaleco, deslumbrada com o status social e a ditadura da verdade. Todo mundo tem uma história de médicos cometendo abusos e jogando nas costas do "você é leigo e não entende", mesmo quando é uma questão legal ou de mero bom senso. Essa situação seria compreensível se a mãe tivesse passado por alguma complicação, se fosse uma situação anormal, mas não, e portanto é de fato uma questão legal, onde quem tem a autoridade é ele, que está amparado pela lei! Mas não. O elitismo da classe médica brasileira desumaniza a medicina. Façam parto domiciliar, onde a família é tratada com o mínimo de dignidade, ou procurem médicos cujo status da profissão não tenha subido a cabeça.

  12. Guilhermo Postado em 27/Feb/2016 às 15:26

    Exato. Sem mais.

  13. Daniel Postado em 27/Feb/2016 às 23:53

    O governo é muito bom em dar canetadas, mas muito incompetente em criar as condições necessárias para que as leis sejam cumprida

  14. Aliança Nacional Libertad Postado em 28/Feb/2016 às 02:08

    Sabe como é médico brasileiro da iniciativa privada.....acha que é um juiz que acha que é deus.....ele pagou?

  15. Eduardo Ribeiro Postado em 29/Feb/2016 às 14:52

    Procon já foi pra cima. Agora vai feder, porque vão ter que explicar certinho por que a mãe teve o direito a acompanhante negado e se é ou não praxe do hospital desrespeitar flagrantemente leis federais, ou se a médica negou um direito previsto em lei para a mãe por mero capricho. Rapaziada comprando muito rápido a versão da médica, como se ela por si só explicasse ou amenizasse alguma coisa. A diretoria do hospital vai ter que explicar sobre o """blablabla não tem estrutura, blablabla não tem estrutura, blablabla não tem estrutura""", mas quando a polícia chegou o pai rapidinho entrou e usufruiu da estrutura. É mágica essa polícia aí? Cria estrutura hospitalar do nada? Aguardemos as supostas "explicações".

  16. Rodrigo Postado em 01/Mar/2016 às 12:29

    (Outro Rodrigo) Rapaziada comprando rapidinho a ideia de que havia estrutura porque, com a chegada da polícia, o pai teve acesso à sala de atendimento em que diversas mulheres estavam com suas partes íntimas expostas... A médica ia se prestar ao risco de ser presa e atrasar ainda mais o atendimento que já estava prejudicado? Ah, como faz falta colocar-se no lugar dos outros, por mais justa que nossa reclamação seja... Como faz bem lembrar que nenhum direito é absoluto e que direitos não colidem, havendo de ter seu exercício harmonizado ou, até mesmo, relativizado em caso de outro mais relevante...