Redação Pragmatismo
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Meio Ambiente 17/Feb/2016 às 23:17
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Turistas tiram golfinho da água na Argentina para fazer 'selfies' e matam animal

Turistas matam golfinho ao tirá-lo da água para fazer sessão de fotos. Golfinho do tipo franciscana mede entre 1,30 e 1,70 metro e é encontrado apenas na Argentina, Uruguai e Brasil; espécie está ameaçada de extinção

Argentina golfinho fotos selfie
Argentina: turistas tiram golfinho ameaçado de extinção da água para fazer sessão de fotos

A fundação argentina Vida Silvestre denunciou que um golfinho morreu na cidade de Santa Teresita, na província de Buenos Aires, após ter sido removido da água por turistas para que tirassem fotos, conforme divulgado nesta terça-feira (16/02).

Segundo a fundação, há pelo menos dois registros de golfinhos do tipo franciscana — um dos menores do mundo, que mede entre 1,30 e 1,70 metro — sendo tirados da água por banhistas que posavam com os animais na praia. A entidade confirma que pelo menos um dos animais morreu poucos minutos depois e seu corpo foi deixado na areia.

“O franciscana, como outros golfinhos, não pode ficar muito tempo fora da água. Tem a pele muito grossa e gordurosa que, fora da água, rapidamente provoca desidratação e morte”, explicou a Vida Silvestre por comunicado.

O golfinho franciscana, ou golfinho-do-rio-da-prata, é uma espécie em extinção e só é encontrado na Argentina, Uruguai e Brasil. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, devem existir menos de 30 mil golfinhos na costa argentina.

“Esta ocasião serve para informar a população sobre a necessidade urgente de devolver esses golfinhos ao mar quando encontrarem um na praia. É fundamental que as pessoas ajudem no resgate desses animais”, disse a fundação.

Já a Fundação Mundo Marinho esclareceu, em nota divulgada no último dia 13 de fevereiro e republicada hoje no Facebook, que quando sua equipe chegou ao local, o golfinho já não estava e, segundo relato de banhistas, o animal teria sido levado para mar adentro por um grupo de pessoas. A organização reforça que em casos como esse é preciso entrar em contato com entidades especializadas para socorrer os animais e não entrar em contato com eles.

Opera Mundi

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Comentários

  1. Hugo Ferreira Postado em 18/Feb/2016 às 11:30

    Nossa espécie é doente e merece acabar para sempre

  2. Carlos Augusto Normann Postado em 18/Feb/2016 às 11:49

    a imbecilidade humana não tem limites...

  3. Kátia Morelli Postado em 18/Feb/2016 às 13:32

    Me amem ou me odeiem, não curto o excesso de exposições fotográficas. A mania "selfie" ultrapassou e ultrapassa limites. O falso glamour, sensações vazias, sentimentos irreais e a vida como ela não é são seus requisitos primordiais. Imagem de mundo de aparências que projeta o inexistente. Banalização do todo com uma digitalização. Quanto à vida, foi deixada pra lá em nome do que os outros pensam. Likes, seguidas e comentários, muitas vezes sem importância, parecem valer mais. O amor, amizade, carinho, união e respeito, entre tantos sentimentos, poderiam nos fazer mais felizes. E o golfinho está morto, jogado como uma embalagem vazia e descartável.

  4. Rodrigo Postado em 19/Feb/2016 às 12:25

    (Outro Rodrigo) E o site "e-farsas" dá nova contribuição, agora analisando essa história: "A verdade (ou parte dela) veio à tona Dias depois de várias fotos do ocorrido terem se espalhado pela web, um turista chamado Hernán Coria deu entrevistas a vários veículos explicando que o filhote já estava morto ao ser resgatado pelos presentes na praia. No vídeo feito por ele podemos ver que o golfinho parece já estar desfalecido quando foi pego por um homem (perceba que no vídeo podemos ouvir algumas pessoas falando que o mamífero já estava morto e que o bicho não se debate e tampouco tenta fugir dos humanos):" http://www.e-farsas.com/banhistas-mataram-um-bebe-golfinho-para-tirar-selfies.html

  5. Thiago Teixeira Postado em 23/Feb/2016 às 02:57

    Humanos = PRAGA DO PLANETA.

  6. DANIEL Postado em 24/Feb/2016 às 14:44

    é se o golfinho já estava morto a situação é mais grave ainda!

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