Redação Pragmatismo
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Política 19/Feb/2016 às 13:00
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Sérgio Moro e Gilmar Mendes dão última cartada

Nos últimos dias, Sérgio Moro explicitou de vez seu ativismo político. Com a proposta de transformar o TSE em um tribunal criminal, o juiz joga a última grande cartada

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Luis Nassif, GGN

Nos últimos dias, o juiz Sérgio Moro explicitou de vez seu ativismo político:

1- Manteve um fluxo interminável de vazamentos contra Lula, em relação ao tal tríplex de Guarujá e o sítio de Atibaia.

2- Quebrou “inadvertidamente” o sigilo que a própria Polícia Federal solicitava para a ampliação das investigações sobre o sítio, a fim de não interromper o fluxo de vazamentos.

3- Mandou deter funcionários da Murray, empresa controlada pela Mossak Fonseca, lavanderia panamenha, em nome da qual estavam vários imóveis do edifício Solaris de Guarujá. Quando se soube que a Murray detinha o controle também da mansão dos Marinho, das Organizações Globo, em Paraty, foram soltos imediatamente e o assunto morreu.

Essas preliminares são importantes para se analisar os antecedentes de sua decisão de “oferecer” ao  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) três delatores visando incriminar o Caixa 1 da campanha de Dilma Rousseff.

Esse jogo estava desenhado desde novembro de 2014, logo após o encerramento das eleições:

No dia 18 de novembro de 2014, alertado por fonte altamente informada, publiquei o post “Armado por Toffoli e Gilmar já está em curso o golpe sem impeachment”. Lá, explicava que o processo de impeachment exigiria 2/3 do Congresso a favor. Já a rejeição das contas impediria a diplomação. A estratégia de Toffoli e Gilmar consistiria em trabalhar o conceito de irregularidade no caixa 1. “Gilmar alegará que algum financiamento oficial de campanha, isto é Caixa 1, tem alguma relação com os recursos denunciados pela Operação Lava Jato. Aproveitará o enorme alarido em torno da Operação para consumar o golpe”.

No dia 21 de novembro, Gilmar montou uma operação de guerra para analisar as contas de Dilma, inclusive digitalizando todos os recibos e colocando na Internet, confirmando o que antecipara.

No dia 22 de novembro, sob o título “Juiz Moro monta a segunda garra da pinça do impeachment” relatava o segundo passo da operação, a decisão de Moro de estender a quebra de sigilo das empresas de Alberto Yousseff até 2014.

Nos dias seguintes, Moro e a Lava Jato trataram de abastecer a imprensa de notícias insistentes sobre o Caixa 1 visando preparar o clima para a votação final no TSE.

No dia 25 de novembro, por exemplo, o pessoal de Moro vazou para o Estadão uma tal “Operação Apocalipse”, um executivo da Galvão Engenharia teria feito em junho desembolso a emissário da Petrobras. Informava que, segundo Paulo Roberto Costa, o dinheiro ia para Renato Duque que repassaria parte para o PT.

Por aqueles dias, advogados de empreiteiros acusaram Moro de estar ocultando o nome de políticos mencionados nas delações, visando manter o controle sobre aspectos políticos da operação.

No dia 26 de novembro Moro veio a público defender-se da acusação. Admitiu que crimes de agentes políticos eram da alçada do STF e sustentou que se limitava a apurar “crimes licitatórios, de lavagem e, quanto à corrupção, apenas de agentes da Petrobras”.

Por pouco Gilmar não logrou emplacar a tese do Caixa 1.

Já tinha assegurado 3 votos a favor quando Luiz Fux, o esperado quarto voto, refugou. Sem ter maioria, Gilmar acabou votando pela aprovação das contas com ressalvas.

Gilmar não desistiu. No dia 30 de agosto de 2015, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot arquivou pedido de Gilmar para investigar duas prestadoras de serviços da campanha de Dilma.

Janot alegou “a inconveniência” da Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral se tornarem “protagonistas exagerados do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores”, demonstrando ainda preocupação de haver judicialização exagerada capaz de atrapalhar as condições de governabilidade do país.

Agora, Moro joga a última grande cartada, com essa proposta de transformar o TSE em um tribunal criminal, para ouvir depoimentos de presos da Lava Jato. Comprova que a Lava Jato virou o fio e se despiu das preocupações de aparentar uma postura neutra.

Por já ter virado o fio, provavelmente será a última tentativa de Gilmar Mendes e Moro de atuar politicamente através da Justiça.

Leia também:

Sérgio Moro acaba de rasgar a Constituição Brasileira
Tempo de prisão de delatores cai 276 anos na Lava Jato

Superado mais esse movimento, espera-se que volte uma relativa normalidade política para que o governo comece a governar e a oposição a fazer a crítica política – como ocorre nas democracias maduras, e não nas republiquetas de Terceiro Mundo.

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Comentários

  1. Eduardo Postado em 19/Feb/2016 às 17:20

    tudo isto eles estão fazendo porque quem está no comando está sendo condescendente, visto que não pode ser correto parcialidade nem na justiça nem nas polícias, não existe um lado só onde existem podres nesta história, e só um lado é massacrado.... e o SENHOR MINISTRO DA JUSTIÇA..... vejam bem, DA JUSTIÇA..... nada faz a respeito... a não ser dizer que Dilma é honesta e Lula é honesto.... mas então porque a caça pela entidade comandada por ele.... a mídia noticia todo dia, mesmo que entrelinhas as maracutaias de outros indivíduos e não se vê o mesmo tratamento.

  2. Moacir Postado em 20/Feb/2016 às 10:42

    A não ser que o Sr. Ministro estivesse esperando justamente isso: a última cartada.

  3. John Jahnes Postado em 20/Feb/2016 às 12:05

    Quem tem poder para investigar os PODEROSOS do STF E DA MPF? Ou será que eles não podem ser investigados por ninguém pois estão acima de todas leis e consequentemente da constituição? ELES PODEM ERRAR À VONTADE, PODEM FALSEAR A VERDADE, PODEM INCRIMINAR SEM PROVAS, PODEM PRENDER E SOLTAR SEM SEREM INCOMODADOS. HÁ ALGO APODRECIDO NA JUSTIÇA NACIONAL E APESAR DO POVO SENTIR O MAU CHEIRO, NINGUÉM, DOS QUE PODEM FAZER UMA LIMPEZA NA PODRIDÃO, FAZ ABSOLUTAMENTE NADA A RESPEITO.

  4. John Jahnes Postado em 20/Feb/2016 às 12:05

    Quem tem poder para investigar os PODEROSOS do STF E DA MPF? Ou será que eles não podem ser investigados por ninguém pois estão acima de todas leis e consequentemente da constituição? ELES PODEM ERRAR À VONTADE, PODEM FALSEAR A VERDADE, PODEM INCRIMINAR SEM PROVAS, PODEM PRENDER E SOLTAR SEM SEREM INCOMODADOS. HÁ ALGO APODRECIDO NA JUSTIÇA NACIONAL E APESAR DO POVO SENTIR O MAU CHEIRO, NINGUÉM, DOS QUE PODEM FAZER UMA LIMPEZA NA PODRIDÃO, FAZ ABSOLUTAMENTE NADA A RESPEITO.

  5. Professora Postado em 21/Feb/2016 às 10:07

    A manipulação é tao visível, visível obviamente, para quem sabe ler e não engole o que lhe diz a mídia. Então, juro! A vontade que tenho é de chacoalhar o Ministro e então perguntar: Se a balança ainda é simbolo da justiça ele que cumpra seu dever de fazer voltar o pendulo ao equilíbrio.

  6. Aristóteles Postado em 21/Feb/2016 às 13:33

    Esse Ministro da Justiça, esse tal de Moro e outras figuras menos escrotas, têm, sim, cara de paisagem, como quem diz: Não estou nem aí! Que tal colocar essa gente para escanteio?

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