Redação Pragmatismo
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Racismo não 12/Feb/2016 às 12:03
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Pai que fantasiou filho negro de macaco comenta repercussão da imagem

Depois da polêmica envolvendo a escolha da fantasia de macaco para o filho negro, pai fala sobre a repercussão do episódio e explica a opção pela vestimenta. Imagem viralizou e foi uma das mais compartilhadas no carnaval de 2016

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Domingo de Carnaval. O produtor de teatro Fernando Bustamante sai de casa com a mulher e o filho para aproveitar o Carnaval de rua em Belo Horizonte.

Os três estão fantasiados de personagens de um clássico da Disney. O pai, vestido como Aladim, a mãe, Cyntia, como a princesa Jasmine, e o filho do casal, Mateus, como o macaco de estimação Abu.

No dia seguinte, uma foto que mostra o menino nos ombros do pai, publicada nas redes sociais, já havia viralizado. Nas seções de comentários, Fernando foi xingado e acusado de racismo, por conta da associação entre a criança, negra, e o macaco.

Depois da polêmica, ele publicou no Facebook um texto no qual explica a situação e pede desculpas a quem se sentiu ofendido.

No texto, Bustamente diz que jamais imaginava tamanha repercussão diante das fantasias escolhidas para o Carnaval e classifica a polêmica como “descontextualizada da realidade”.

“Realmente o meu filho Mateus vai me ensinar muito como nos blindarmos do preconceito na cabeça das pessoas”, diz o produtor.

Fernando justifica a escolha da fantasia de Abu para vestir o filho por considerá-lo “o melhor amigo do Aladim, que vai conhecer o mundo ideal com ele e a Jasmine”.

Segundo a postagem, Mateus é o primeiro filho de Fernando e Cyntia –“já estamos novamente na fila da adoção porque ele está ansioso por um irmãozinho do coração”.

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Comentários

  1. Fran Oliveira Postado em 12/Feb/2016 às 12:38

    Aff, nem vou comentar o que pensei, mas posso dizer, "de boas inteções o inferno está cheio"

    • Paulo Rozendo Ferreira Postado em 15/Feb/2016 às 18:23

      Gostei de sua resposta, e eu digo: Ele explica, mas não justifica, provavelmente ele usou o menino para criar uma polemica, e aparecer na mídia, O CARA É MAL

  2. poliana Postado em 12/Feb/2016 às 14:20

    eu não acredito q um pai e uma mãe fantasiaria seu filho de macaco por racismo. dentro do contexto q ele trouxe (a história do aladim), a fantasia faz sentido. porém, nos tempos do politicamente correto, realmente pode pegar (e pegou!) mal! eu teria escolhido outra história e outros personagens.

  3. majeana Postado em 12/Feb/2016 às 14:23

    O garoto é filho adotivo. Qual o pai ama verdadeiramente seu filho fantasiaria seu filho de macaco, expondo a uma situação constrangedora?

    • poliana Postado em 12/Feb/2016 às 16:10

      e pq é filho adotivo os pais não o amam? q raciocínio é esse? por ser filho adotivo, os pais n gostam dele, logo, racistas q são, o fantasiaram de macaco!? é isso mesmo!?

      • nadja Postado em 15/Feb/2016 às 02:59

        Mas o pai é ´branco, com certeza não sabe o que é sentir na pele racismo

    • poliana Postado em 12/Feb/2016 às 16:11

      eles são tão cruéis e racistas,q adotaram uma criança negra e vão adotar mais outro filho!? viu q racismo absurdo!!???

    • Leonardo Postado em 12/Feb/2016 às 16:20

      Vcs eh q estão constragendo o garoto.

    • Lopes Postado em 13/Feb/2016 às 21:54

      Porque tanto preconceito contra o macaco?

  4. luis Postado em 12/Feb/2016 às 14:59

    Força para a família e que resista ao assédio esquerdista falso-moralista-mimista de plantão.

  5. Guilhermo Postado em 12/Feb/2016 às 15:10

    Uma lei deve ser criada proibindo as pessoas de usarem fantasias de macaco.

  6. Valle Postado em 12/Feb/2016 às 15:43

    Enquanto a juventude politizada fica escrevendo textão no facebook e se achando o ó do borogodó, o Fernando foi lá, tirou o menino do orfanato, dá casa, comida e trabalho. Ele FEZ alguma coisa, saiu da sua zona de conforto e mudou a vida de uma alma humana. Mas claro, é preferível um orfanato do que uma fantasia de um personagem de desenho.

    • Leonardo Postado em 12/Feb/2016 às 16:18

      Perfeito!

    • Guilhermo Postado em 12/Feb/2016 às 17:29

      Obrigado por esse comentário. Sensatez descreve. Não vejo nada de mais na fantasia do menininho.

    • Ingrid Postado em 12/Feb/2016 às 19:11

      Muito bem colocado.

    • Henrique Postado em 12/Feb/2016 às 19:49

      Baita!!!

    • Vinicius Postado em 13/Feb/2016 às 18:04

      Quanta demagogia! *Outro Vinicius

    • Henrique Postado em 15/Feb/2016 às 16:16

      perfeito, irretocável o seu comentário!

  7. marc Postado em 12/Feb/2016 às 16:09

    Q bom q hj as pessoas ao menos se indignam com isto, o pai por menos racista q seja sua ação foi sim racista para os nossos padrões e aos q acha q isto é esquerdismo ou bla bla, sinto-lhes dizer q seu racismo não passará, se tá achando ruim pega o caminho das fronteiras pra algum lugar onde a civilidade ainda não tenha chegado. No próximo carnaval fatasie o garoto de aladin e vc mesmo de macaco, fica a dica.

  8. sergio ribeiro Postado em 12/Feb/2016 às 16:28

    O cara foi ingênuo, ainda mais em tempos de internet, de não ver nada demais na fantasia. Para ele sem dúvida não há problema algum, mas e para a sociedade que o cerca. Imagine o garoto indo a escola e os coleguinhas o chamando de macaco. Vai continuar achando que não é nada? Alguns energúmenos pegaram essa imagem para fazer piadas racistas. Se pudesse sugeriria ao rapaz mais cuidado com essas coisas.

  9. Samara Postado em 12/Feb/2016 às 16:40

    Está acontecendo um tremendo exagero, apesar de infelizmente existir, muitas pessoas enxergam racismo onde não existe. Parece que virou "moda" chamar as pessoas de racista. Quanta bobagem...Poxa, são os pais. Agora tem que pensar em tudo, no apelido, na brincadeira, no personagem, na fantasia ... aff....E qual é o problema com o animal macaco? Se fosse um gato, um cachorro, um peixe, uma girafa... Deixem as pessoas em paz e pensem realmente o que é o racismo!

  10. Eduardo Ribeiro Postado em 12/Feb/2016 às 17:11

    Foi uma escolha profundamente infeliz. Errou. Mas não é safado. Foi um baita de um ato falho que prova que as vezes podemos errar mesmo tendo as melhores intenções possíveis. A carta-justificativa sim, é feia. Assumir que errou e um simples pedido de desculpa estaria de ótimo tamanho já.

    • Henrique Postado em 12/Feb/2016 às 19:54

      Errou? segundo quem? não vejo motivo nenhum para pedir desculpas. Fantasiou o filho adotivo e negro, saiu, se divertiram, ponto. Com certeza o casal ama a criança e fez mais do que eu, você e 99% os que postam balelas aqui sobre como a sociedade deve se portar. Além disso, o fato de ser adotivo e negro escrevo em minúscula porque para a felicidade da família não pode e não deve fazer a mínima diferença.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 12/Feb/2016 às 20:29

        Não neguei nem nego nada do que você disse. Mas...ele errou na escolha da fantasia, ué. Na melhor das intenções, mas errou. Uma infelicidade. E errou bizarramente na justificativa. Fale somente por você sobre se ele "fez mais ou menos".

      • Rafael Martini Postado em 13/Feb/2016 às 00:28

        Esse é o cerne da questão: eu já não vejo erro algum do pai. A fantasia está completamente de acordo com o contexto, a escolha não foi feita para ridicularizar ou causar quaisquer outros prejuízos à criança. Neste caso, especificamente, entendo que o racismo está nos olhos de quem vê.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 13/Feb/2016 às 16:39

        Não falei em racismo. O pai é gente boa. Falei em erro. Escolheu mal. Macaco é a ofensa mais comum, mais amplamente difundida, e também a mais dolorida que se pode fazer a um negro, porque o animaliza, inferiorizando-o em relação a um ser humano, e tornando-o, portanto, justificadamente susceptível a todo tipo de barbárie vinda do homem branco, pois como se sabe, "o negro é um animal". Os pais não sabem disso? Aliás, todo mundo se esqueceu disso? A familia tinha obrigação de pensar duas vezes antes de vestir o filho assim. Olhando pelo lado da criança, amanhã ou depois alguem chama ela de Abu, o apelido pega, e lá vamos nós atravessar mais uma geração chamando um negro de macaco. Nisso ninguem pensa. Olhando pelo lado da causa, da luta contra o preconceito, esse pai, maravilhoso porém infeliz, fez a alegria daqueles cujo preconceito foi aflorado, pois tem muito racista por ai feliz com a foto, e que ficou incomodado com a reação contraria, porque a imagem traz a tona o que estava reprimido (preto = macaco) e supostamente pode ser "defendida", escorando-se em "contexto" e "ele é o próprio pai".....e alem disso, agora temos um salvo-conduto pra reproduzir a piada ad infinitum, "se um pai veste o filho negro de macaco,por que que eu não posso mandar uma banana pra aquele outro pretinho ali?". Ele criou o álibi perfeito pros racistinhas deitarem e rolarem. E a coisa vai muito além do paupérrimo lugar-comum "o racismo está nos olhos de quem vê", isso é corporativismo branco, e com isso não dá nem pra começar a pensar em analisar a situação. ELE VESTIU A CRIANÇA NEGRA DE MACACO, e nós que apontamos o problema é que estamos errados, nós que passamos do limite, nós que fomos infelizes? Tem mais um detalhe: se fosse uma criança BRANCA gordinha vestida de Pepa Pig nos ombros de um atencioso e amoroso Papai Pig ("completamente de acordo com o contexto"), ou uma baleia orca junto com o papai-treinador ("completamente de acordo com o contexto"), esse país estaria pegando fogo.

      • Rafael Martini Postado em 14/Feb/2016 às 01:10

        Eduardo, respeito sua opinião, mas não acho prudente ignorar o contexto e a intenção das pessoas em episódios que repercutem tanto. O intento de alguém que, por exemplo, lança uma banana para um jogador em campo é completamente diferente do que teve esse pai. Quanto ao seu argumento de que a foto é "um salvo-conduto" para os racistas, se ele for aplicado em situações de outras vítimas comuns de opressão, como as mulheres ou a população LGBTT, acaba por transferir a culpa do agressor para a vítima. Para ilustrar: sabendo que vivemos num país tão machista e homofóbico como o Brasil, partindo do seu ponto de vista, se uma mulher usa roupas curtas ou um(a) transsexual sai por aí "montado(a)", estarão sendo “imprudentes”, pois os machistas e homofóbicos poderiam muito bem argumentar que “se ela se veste como uma ‘vadia’, posso tratá-la como uma ‘vadia’” ou “não quis se ‘vestir de viado’? Tem que aguentar a zoeira”. Todos temos preconceitos, de diferentes tipos e em maior ou menor grau. A diferença se dá em como lidamos com isso. Entendo que precisamos combater o racismo das pessoas, e não buscar evitar as situações que possam causar “desconforto” (usei esta palavra por não encontrar outra melhor), sob o risco de tolher em parcelas a liberdade das pessoas, sobretudo das mais vitimadas pela opressão.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 14/Feb/2016 às 11:30

        Mas não estamos ignorando o contexto/intento. O contexto/intento é o que faz ser apenas um erro, uma infelicidade. É o contexto/intento - ele ser o pai, com a intenção de se divertir com a familia - que salvou a situação de ser um absurdo extremo. Mas que não salva de ser um erro e uma infelicidade. Ele reproduziu, em uma criança, a ofensa - seja em forma de piada cotidiana, seja em forma de xingamento - mais agressiva que se pode fazer contra um negro. É inadmissível. Ele viu lá as fantasias dos três, Aladim, Macaco e Jasmine, e achou que "encaixava e ia dar certo na família", todo empolgadão. Se ele, o pai, fosse negro, ele JAMAIS faria isso. Haveria algo nele que frearia essa empolgação e o faria refletir sobre as implicações de vestir o filho negro de macaco. Quanto a "transferir a culpa do agressor para a vítima", esquecemos um detalhe: a mulher se veste como quer e ninguem tem nada com isso. O transsexual sai montado como quer. O garoto foi vestido pelo pai. É sujeito passivo na história. Não pode ser culpado de nada. Não cabe essa transferência que o pai - aí sim, ele foi boçal - tentou fazer. O garoto nem sabe o que está acontecendo, vai entender a que foi submetido pelo próprio pai daqui 15 anos. O racismo contra o garoto JÁ existe, as pessoas racistas JÁ o olham como macaco. E o próprio pai foi lá e CONCRETIZOU o que as pessoas pensam quando o vêem (dá pra ouvir o "som do orgasmo" dessas pessoas). Isso é muito sério e me chama muita atenção o esforço de tanta gente pra ocultar isso. Como eu disse, se tivesse no lugar do Abu uma criança BRANCA vestida de baleia orca no colo do seu treinador - uma ofensa a que toda nossa elite branca está sujeita, e conhece - doeria forte no coração da maioria esmagadora de quem está defendendo o pai. Porque haveria EMPATIA. No caso do bebê-macaco, não há. Há sim, a chance de perpetuar a piada, e até de justificar a piada. Um pai negro, com base na sua própria história de vida, teria essa empatia, essa pré-percepção de que seria um erro, e não submeteria sua criança a isso.

      • Rafael Martini Postado em 14/Feb/2016 às 19:57

        Você afirma que as pessoas racistas já olham o garoto como "macaco" e que o pai concretizou isso através da fantasia. Pois bem, na sua opinião, o problema reside: A) Na fantasia; B) Na "insensibilidade" do pai, ou; C) No racismo das pessoas que já veem a criança como "macaco" e fazem a associação com a fantasia. Usando novamente de uma situação hipotética: Neste mesmo dia, a família pararia para almoçar em algum estabelecimento próximo ao desfile do bloco. Após o almoço, se o garoto quisesse comer uma banana como sobremesa ali, em público, seria um alvo óbvio para os racistas, não? Neste caso, você acha que o pai não deveria permitir que o filho comesse a banana, para evitar possíveis ofensas raciais?

      • Eduardo Ribeiro Postado em 15/Feb/2016 às 11:18

        1- Reside fundamentalmente em C. Num mundo ideal C não existiria. Em existindo C, reside tambem em B. Já A é irrelevante, o personagem do desenho, até onde sei (nunca refleti a respeito), não carrega por si só uma ideologia racista, portanto o problema não pode residir em A. 2- O paralelo não se justifica uma vez que o garoto na suposta situação não é sujeito passivo (é o mesmo caso da "mulher de roupa curta" e do "transexual montado"). É diferente do pai expor, por iniciativa dele próprio, o filho a essa situação. No entanto se alguem entregasse a banana ao garoto, sim, o pai deveria negar e teria o direito e o dever de agredir com extrema violência quem ofereceu. O verdadeiro paralelo é esse: o garoto exposto a piada do macaco pela ação de adultos, sejam eles os pais, pessoas fantásticas - estou frisando muito isso, porque tem um povo aí que gosta de distorcer tudo e acha que os pais estão sendo acusados de racismo e não é isso - , porem ingênuos e infelizes, ou safados que merecem sangrar até a morte (no caso do exemplo).

  11. gustavo0 Postado em 12/Feb/2016 às 17:49

    Definitivamente não houve maldade, a explicação do pai do garoto é categórica. Obviamente a imagem descontextualizada pode, e foi o que passou, gerar um desconforto para com os leigos. Esclarecido o imbróglio é hora de seguir em frente.

  12. Carlos Postado em 12/Feb/2016 às 18:49

    Eu n sei o q vcs tem contra os macacos.. sao uns bichinhos tao legais

  13. Rafael Martini Postado em 13/Feb/2016 às 00:19

    Não vejo ato falho, maldade e tampouco racismo na imagem. Vejo apenas um pai, uma mãe e um filho pulando o carnaval, fantasiados e felizes. Dispensável apontar a importância de discutir o racismo, sobretudo num país como o nosso. Mas, verdade seja dita, existe uma parcela da esquerda (pelo menos, é como se apresentam) que "problematiza" qualquer coisa, por mais aleatória e fora de contexto que seja, como neste caso. Aliás, o bendito Facebook é um prato cheio para isso. Não estou apoiando o nosso "racismo velado" ou algo que o valha, absolutamente. Apenas penso que essa falta de critério só contribui ainda mais para afastar o grande público de discussões relevantes e necessárias acerca do racismo.

  14. João Paulo Postado em 13/Feb/2016 às 03:18

    E dá-lhe mimimi ... A escolha só foi infeliz, porque vivemos num mundo racista (não, vira-latas pseudo-esquerdistas, não há racismo só no Brasil). Neste caso (felizmente), o preconceito está apenas na cabeça de quem vê e acha que há algo errado. Este cara não vê a cor, apenas uma criança; do contrário, adotaria uma criança mais "clarinha" e que poderia ser confundida com seu filho biológico.

  15. Jonas Schlesinger Postado em 13/Feb/2016 às 13:29

    Racismo foi quem viu racismo. Agora pra todo mundo a figura de um macaco é associado a negro. Se um negro saísse com uma blusa com estampa de macaco eu tenho certeza que ele seria olhado de uma outra maneira. Eita povinho ignorante. O pior que essa ralé imunda não tem coragem de adotar um cãozinho um gatinho abandonado de rua quanto mais uma criança órfã, mas só sabem falar.

    • Jonas Schlesinger Postado em 13/Feb/2016 às 18:58

      Esse menino quando crescer vai sentir orgulho do pai e vai mandar os haters (humanos inferiores que são pragas digitais tais como os ratos são pragas urbanas) pastar longe. Agora pronto, chamam o pai de racista, querem a torto e a direito querer condenar o homem. Sequer pensam que ele adotou uma criança negra. O que querem para essa criança? Que viva num orfanato para depois ficar exposta aos perigos do mundo e num futuro incerto se tornar bandido? Ou não seria melhor dar os parabéns a essa família que o adotou? Só sabem reclamar, meu deus, adotar, fazer uma caridade, uma doação nada. Só sabem ficar atrás do PC digitando merda, pqp. E sim racismo está nos olhos de quem o vê, pelo menos nesta ocasião em específico.

  16. Leandro Postado em 13/Feb/2016 às 13:46

    O racismo em nosso país se máscara de inúmeras formas , das quais sequer os que o expressam focam cientes. Sutilmente, informa cada uma de nossas ações na relação com os negros. A reação atual que taxa "exagero, mimimi, radicalismo" as críticas ao racismo profundamente arraigado na cultura brasileira, são o exemplo mais claro disso. É extremamente difícil é requer muita coragem e honestidade para "os homens e mulheres de bem" , reconhecerem o racismo em suas veias. Durante 400 anos, a população brasileira legitimou a escravidão. Esse não foi um privilégio de nossa aristocracia. Qualquer família com um mínimo de posses incluía pelo um escravo entre seus bens. Era como ter um carro popular. O movimento abolicionista não foi generalizado e não resultou de uma tomada de consciência coletiva. A abolição foi engolida por boa parte da população que se viu "prejudicsda" ao ter que se "desfazer de seu bem". No inconsciente cultural do branco brasileiro de todas as classes, fala o dono do escravo, cada vez mais sutilmente: "todo esse quiproco por um negrinho?" . Certamente, o pai da criança em questão não teve a menor intenção consciente de fazer de seu filho um macaco. Mas, a própria incapacidade de pensar o racismo revela que este não é um problema para nós. Não porque sejamos inocentes quanto a isso, mas, porque somos, todos os brancos, tão enraizada mente, culpados, temos o racismo tão profundamente naturalizado por 500 anos de opressão aos negros, que sequer pensamos a respeito. Sim, esse país foi construído às custas do suor, sangue e lágrimas dos negros e todos os brancos, há 500 anos nos beneficiamos dele. Sim, somos todos culpados. Todos racistas. Só nos resta uma profunda penitência e a coragem que poucos terão para desconstruir as desumanidade s seculares que vivem nos ossos de cada brasileiro.

    • Vinicius Postado em 13/Feb/2016 às 17:49

      Perfeito Comentário! Há uma dificuldade muito grande de reconhecer o racismo na sociedade brasileira, muitos também acham que o racismo é alheio a eles e utilizam argumentos deploráveis como "mimimi radicalizado", " pseudo-esquerdistas", "vitimismo" e outros.Alguns têm esses tipos de pensamentos por falta de algumas aulas de história e outros por mal caratismo mesmo. Também acho que o pai não teve intenção racista diante do filho, só foi um erro inconsciente mesmo. Apesar disso, fico feliz por algumas pessoas se incomodarem com essas atitudes. *Outro Vinicius

  17. Márcio Ferreira Postado em 13/Feb/2016 às 16:09

    Esse fato simplesmente bugou o cérebro de certos esquerdopatas. Foram tão ansiosos na sanha de recriminar tudo e todos que não sejam politicamente corretos que cometeram o ato falho que mostrou o seu preconceito velado. Um casal que se diverte descompromissadamente com seu filho, que o cria e o fantasia com naturalidade é acusado injustamente de racismo. Já aplaudiram aqui antes um pai que deu uma boneca ao filho, mas agora condenam os pais do menino que o fantasiaram do personagem Abu, um macaquinho esperto e carismático. Por que mesmo? Ah sim, porque o menino é negro! Como o pai depois mencionou, em outra ocasião o fantasiou daquele personagem branco, loiro, de cabelos cacheados, o Pequeno Príncipe. Não sei a repercussão sobre essa segunda fantasia, mas sei que aqui foi zero. Quem diz que o casal errou, que não faria o mesmo é racista e preconceituoso. Não é autêntico quando critica um ato de racismo. Apenas se traveste de socialmente consciente. Quando o racismo é fácil de avaliar, essa gente "puxa ar" e proclama toda classe de adjetivos, mas numa situação um pouco mais complexa como uma fantasia de macaco, se embanana (sem trocadilho) toda e expõe seu preconceito oculto e encarnado. Pelo visto negros não podem fazer certas coisas. É, daí a achar que outras pessoas também deveriam se "resguardar" é um pulo. Meninos não podem ter boneca. Mulheres não podem usar roupa curta. Gays não podem ser gays. Vira uma bola de neve. Como eu já disse antes, há pessoas com boas ideias, mas péssima postura. Preconceito é nojento e deve ser combatido, mas um mínimo de inteligência e discernimento é recomendado.

    • Henrique Postado em 16/Feb/2016 às 21:52

      Fatality!

  18. Caio Postado em 14/Feb/2016 às 12:12

    É por estas que acho que o politicamente correto está deixando o mundo uma bosta, acabam que eles são mais racistas que os que acusam, a criança esta se divertindo, e é temática da fantasia... Povo fresco e chato que não sabe distinguir um caso de racismo real. em que Tudo é racismo. É assim que se aumenta os "bolsomito"

  19. Thiago Teixeira Postado em 15/Feb/2016 às 23:44

    Racismo no Brasil ocorre de forma descarada na segregação de cargos e atribuições diferenciadas a população branca. Essa fantasia de carnaval pra mim está longe de ser racismo, é coisa de desocupados on-line, babacas, que querem desviar a luta da população negra a casos isolados e sem importância como este. É tudo para desviar o foco.

  20. Monica Postado em 19/Feb/2016 às 09:44

    Apenas um questionamento, se o menino fosse branco e a fantasia da família fosse exatamente a mesma, haveria preconceito?? O preconceito está nos olhos de quem o enxerga ou existiu nesse caso realmente? Quantas pessoas que julgaram a mãe e o pai por esse episódio já adotaram uma criança branca, negra ou amarela?