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Racismo não 19/Feb/2016 às 17:21
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Justiça determina que professor demitido por racismo volte a lecionar

A certeza da impunidade: Professor demitido após comentário racista vai voltar a dar aulas na Ufes. Luiz Manoel Malaguti afirmou, em sala de aula, que preferia ser atendido por um médico branco a um negro e também condenou as cotas raciais nas universidades federais

professor universitario debocha negros cotistas

O professor Manoel Luiz Malaguti, que foi demitido da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) após denúncias de declarações racistas na sala de aula, será readmitido na instituição por decisão judicial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, pela seção judiciária do Rio de Janeiro. Pela determinação, ele deve voltar às atividades como docente até o dia 20 de fevereiro. Ufes informou que vai recorrer da decisão.

Na decisão, o juiz Antônio Henrique Corrêa da Silva não questionou o posicionamento da comissão da Universidade que puniu o professor, mas destacou que “no aspecto da urgência, a privação de verba alimentar recomenda a revisão imediata do ato demissório”.

Assim sendo, segundo o magistrado, para garantir que Malaguti tenha comida em casa, o vínculo com a instituição deve ser mantido até que o processo chegue a uma decisão final, sem mais recursos.

Além disso, o juiz também pontuou que Malaguti não deu publicidade às suas opiniões e nem fez “escândalo” em sua conduta, por mais questionáveis e reprováveis que suas opiniões possam ser, e que limitou-se a defender-se da repercussão pública “ensejada por terceiros” nas entrevistas que concedeu.

A decisão diz ainda que o professor “manifestou sua opinião a poucos alunos” após uma aula e que quem fez questão de divulgar amplamente foram os próprios alunos.

Esponja

O acontecimento, destacou Corrêa da Silva, foi em uma Universidade, “na qual é normal a coexistência de diversos tipos de pensamentos, inclusive retrógrados”.

O juiz pontuou que “espera-se de um estudante universitário, diferentemente de uma criança, que tenha discernimento para não ser uma mera ‘esponja’ de um professor e que tenha a capacidade de valorar as ideias pelo seu conteúdo”.

Reintegração

O pedido de reintegração foi enviado na segunda-feira (15) para o departamento pessoal da Ufes e deve ser efetivado até sexta-feira (19), último dia útil antes de 20 de fevereiro, e então, a partir da próxima segunda (22), Malaguti voltará a suas atividades de pesquisa e ensino.

A Universidade informou que irá recorrer na Procuradoria-Regional Federal da Advocacia da União. O advogado de Malaguti não atendeu à reportagem.

Relembre o caso:

Novembro de 2014 – Denúncias
Primeira denúncia: A Ouvidoria da Ufes recebeu duas denúncias envolvendo o professor. Uma delas realizada por alunos do curso de Ciências Sociais. Na ocasião, Malaguti teria feito declarações racistas dentro da sala de aula, durante uma discussão sobre cotas raciais.
Segunda denúncia: A segunda denúncia era de que o professor teria estacionado seu veículo de forma irregular. Na ocasião, ele teria parado seu carro junto à rampa de acesso para cadeirantes no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da Ufes.

VEJA: Professor universitário debocha de negros e cotistas em sala de aula
Professor racista é afastado e desembargador aciona o MPF

Dezembro de 2014 – Apuração
Com o intuito de apurar as denúncias, foi nomeada uma Comissão de Sindicância dentro da Universidade. O trabalho foi encerrado em dezembro de 2014, e o relatório final indicou a instauração de processos disciplinares para os dois casos.

Novembro de 2015 – Demitido
A universidade confirmou que o professor foi demitido pela instituição após conclusão dos processos.

Carla Sá, Gazeta

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 20/Feb/2016 às 02:15

    JOSÉ FERREIRA: Ué, mas ele apenas falou que não queria ser atendido por um médico negro. A escolha é dele, cadê o racismo aí? /// EDUARDO RIBEIRO: Você é safado, burro, cego ou troll mesmo? Coloque-se numa dessas situações para eu te tratar como tal "Istoriador" /// POLIANA: Tomeee!! Xupaa!! kkkkk /// NARO SOLBO: Aff agora o cara deu a opinião dele e é esculhambado desse jeito /// THIAGO TEIXEIRA: Os coxinhas racistas, tucanos, evangélicos, homens brancos agradecem. Malditos nazinegristas né mina /// EU DAQUI: Mino, querer colocar a culpa em todo homem branco não deixa de ser uma atitude nazi /// DEISI: lamentável! /// GUILHERMO: Ele cometeu injúria racial e tem que pagar pelo que fez. Infelizmente a justiça às vezes atrapalha mais do que ajuda (eis aqui um raro caso de inteligência nesse personagem) /// TRAJANO: Bom, para começar esse senhor... DEPOIS DE 20 LINHAS ... Infelizmente é o retrato do nosso Brasil /// JONAS LINDÃO: Pronto gente, já comentei por todos vocês. Não precisam mais comentar. Só tem 1 pessoa que falta nesse debate. PEREIRA: *moderação do PP: infelizmente esse sujeito está banido deste debate. Tente na próxima :P

    • poliana Postado em 20/Feb/2016 às 10:37

      Pq eu falaria "tome, chupa", se esse imbecil foi reintegrado ao cargo? Estou revoltada com a decisão desse juiz tão ou mais racista q esse pseudo professor!! Prefiro nem comentar o q eu gostaria q acontecesse com esse imbecil! P.s.: mas confesso q ri em alguns pensamentos q vc postou. Foi certeiro em alguns deles. Rsrsrs

      • Jonas Schlesinger Postado em 20/Feb/2016 às 14:01

        o seu comentário seria respondendo o José Ferreira depois do comentário do Eduardo kkk

    • Guilhermo Postado em 20/Feb/2016 às 11:33

      Na verdade Jonas, você, com sua previsibilidade e ignorância costumeira, comentaria algo nesse sentido: "Não concordo, pois o pessoal de São Paulo e do sul são racistas e minha família veio de Nárnia". Aliás, estou até um pouco preocupado que já faz alguns dias que vc não comenta nada sobre a origem de seus parentes ou esculhamba a melhor região do país. Seus dois neurônios desplugaram? O.O

      • Jonas Schlesinger Postado em 20/Feb/2016 às 14:03

        noffa!!

      • julio Postado em 20/Feb/2016 às 14:23

        O racismo e preconceito estao em todos os lugares ,mas nao em todas as pessoas, sou negro sempre nascido e criado no sul do Brasil nos tres estados , e posso observar que e uma questao de civilidade,educaçao e mentalidade desenvovida (independe de ser um academico) ;por sua vez o juiz deste caso nao deveria estar num cargo tao importante.

      • poliana Postado em 21/Feb/2016 às 16:37

        "A melhor região do país"...kkkkkkkkkk...só rindo mesmo!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 20/Feb/2016 às 20:05

      Eu ia na verdade me limitar a falar sobre esse ninho de pomba que esse assim chamado professor - vergonha da nossa classe - ostenta na cabeça...mas se o Istoriador aparecer, reconheço que já está pré-respondido seja o que for que ele defeque aqui.. :D

      • José Ferreira Postado em 22/Feb/2016 às 09:19

        A critica que o professor faz é em relação aos cotistas e não aos negros como um todo. Se você pudesse escolher o médico que iria te atender, certamente escolheria o mais competente (independente de raça, pois inteligência não tem raça. Conforme palavras de Nilton Santos), e não o que teve a infância mais sofrida. A maior prova de que o Dudu das Aspas tem a cabeça fechada é que, antes de alguns darem os seus depoimentos, ele já classifica alguns comentaristas de "defecadores". Ele pode ter sido duro com as palavras, e ele poderia ter falado de outra forma, se foram essas mesmo as palavras utilizadas por ele.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 22/Feb/2016 às 10:59

        E não é que o comentário fecal veio mesmo? Profecia cumprida. Istoriador não falha. O assim chamado """professor" afirmou abertamente, "entre um medico preto e um branco, com competencias iguais, escolho o branco, por ser branco, e rejeito o preto, por ser preto"""...nem a mãe do tal "professor" defende ele nessa. Mas o Istoriador defende.

      • José Ferreira Postado em 22/Feb/2016 às 13:57

        Comentário Fecal? Eu admiro a sua elegância, Dudu. Ele aponta que tem receio de ser atendido por um cotista, que nesse caso a maioria é de "negros" (sejam os negros mesmo ou aqueles que são mestiços, mas são enquadrados como "negros" para fazer número). Se fosse na Índia, os que seriam vítimas da desconfiança seriam em sua maioria os "dalits".

      • Eduardo Ribeiro Postado em 22/Feb/2016 às 14:13

        O suposto "professor" afirmou que entre ser atendido por um médico branco e um preto, escolheria o branco. E deixou claro duas coisas: 1- que escolheria o branco ESPECIFICAMENTE por ser branco, e rejeitaria o negro ESPECIFICAMENTE por ser negro (não tem nada a ver que é "por ser cotista", o critério é objetivo e declarado: é pela cor/raça, e ele deixa isso estupidamente claro sem margem sequer pra sonhar em discutir); e 2- ele faria essa escolha pelo branco por ser branco MESMO SENDO AMBOS IGUALMENTE COMPETENTES E CAPAZES. Ele não teve vergonha nenhuma de dizer exatamente e rigorosamente o que eu acabei de transcrever. Está gravado, filmado. Me recuso a debater sobre uma transcrição ipsis litteris. Distorça aí do jeito que achar melhor e que for mais conveniente pra você e suas convicções.

    • Deisi Postado em 21/Feb/2016 às 13:17

      Jonas, não só lamentável, mas também inadmissível.

  2. João Paulo Postado em 20/Feb/2016 às 11:41

    Sem discutir o mérito desta decisão, até porque não sabemos exatamente quais foram as conclusões da sindicância e as falas do professor, é melhor que sua reintegração seja imediata e a demissão seja confirmada e efetivada daqui 10 anos pelo Judiciário. Do contrário, o cidadão ainda poderia retornar ao trabalho daqui anos e receber indenização equivalente aos salários que deixou por receber durante todo o tempo de afastamento.

  3. Eduardo Postado em 20/Feb/2016 às 18:24

    TAÍ VAMOS FAZER UMA VAQUINHA E AJUDAR A ESTA UNIVERSIDADE METER O PÉ NA BUNDA DELE, A JUSTIÇA ATÉ PODE MANDAR ELE DE VOLTA, MAS A EMPRESA NO CASO UNIVERSIDADE PODE NÃO QUERE-LO....

  4. Antônio Palhares Postado em 21/Feb/2016 às 10:02

    Este juiz não pode me impedir de achar este professor mais um racista filho da puta.

  5. Guga Postado em 22/Feb/2016 às 00:13

    Nós negros temos é deixar de mimimi e partir para a reação fisica, popularmente dito como VAMOS PARA A PORRADA, PAULADA E QUALQUER COISA contra esses canalhas racistas.!

    • cintia Postado em 30/Mar/2016 às 01:50

      Colega eu não deveria ter esse sentimento, mas sinceramente, se fosse em minha aula te ajudaria a sentar a lenha nesse cara.

  6. eu daqui Postado em 22/Feb/2016 às 09:26

    Ele partiu do pressuposto que o medico negro seria então formado pelas cotas. Mas não necessariamente.

    • Thiago Teixeira Postado em 23/Feb/2016 às 03:11

      Formado pelas cotas? Isso já é histeria, cotas dá acesso a universidade, não ao diploma em si.

  7. Thiago Teixeira Postado em 23/Feb/2016 às 03:12

    Se a classe média branca não quer ser atendida por um médico negro, imagina a quem eles segregam os melhores cargos e salários de suas empresas: tic tac tic tac ...

  8. cintia Postado em 30/Mar/2016 às 01:46

    É como dizer que o racismo velado pode, em uma sala de aula, roda de amigos etc.. Absurdo!

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