Redação Pragmatismo
Compartilhar
Direita 12/Feb/2016 às 12:46
29
Comentários

Jovem negra que se fantasiou de “paneleira” no Carnaval publica desabafo

Mestre pela Universidade Sorbonne Nouvelle em Paris, Luana Teofillo foi às ruas no carnaval vestida de Lolo – personagem cômico que representa a tradicional família brasileira e está indignada com tudo, embora não saiba exatamente o que é esse “tudo”. Ela bate panela na janela para mudar o Brasil

racismo carnaval Lolo 2016
Luanna Teofillo (Reprodução)

Luanna Teofillo*, Revista Fórum

Quem é Lolo?

“Teatro é uma arma. Uma arma muito eficiente.” Augusto Boal

Heloísa Clarice Figueiroa dos Santos, paulistana da gema e, apesar dos pais não serem casados no papel (o avô de Lolo era militar e a mãe recebe a pensão destinada a filhas solteiras de militares), representa a família tradicional brasileira e é um personagem cômico. Entre leituras de Brecht e Augusto Boal e seu Teatro do Oprimido, surgiu a ideia de Lolo – a Paneleira, sátira criada para o Carnaval de 2016.

Os detalhes da sua caracterização contam mais a sua história: a bolsa Channel para lembrar os dias em Paris (lugar muito superior a São Paulo), a camiseta vintage da seleção herdada do avô militar e a panela na mão como símbolo de sua indignação. Lolo está indignada com tudo o que está aí, mas não sabe exatamente o que é esse tudo. Ela bate panela na janela para mudar nosso país.

Lolo não é racista, mas acha que lugar de moreninho não é na universidade ao seu lado, pois cada um deve ficar no seu devido lugar. As flores no cabelo mostram um certo climahippie chic, afinal ela quer paz e amor com o apoio do aparelho policial do Estado para defender seu patrimônio e os seus.

Trata-se de um personagem complexo, dadas as incongruências nas esferas subjetiva, social e política da sua psique e por ser tão psicologicamente completo quanto as pessoas reais, mas ela não é real. A composição é baseada em um tipo que vemos todos os dias na internet, no trabalho, na TV. Sabemos o que ela pensa e o que vai dizer, como se veste e as baladas que frequenta. A Lolo é um personagem do cotidiano, especialmente em São Paulo. Todos conhecemos uma Lolo.

A questão é que, uma vez lançado na internet, em manobra de percepção e identificação simbólica do público, o pensamento coletivo dos espectadores mudou os rumos do personagem. A complexa Lolo foi, digamos, reduzida à Branca Maluca. E isso é bom.

No começo foi interessante, as pessoas entendiam o personagem e continuavam sua história. Um personagem esférico tende a evoluir ao longo de sua existência e foi o que aconteceu. Os primeiros compartilhamentos falavam de como Lolo estava cansada de morar no Brasil e já estava de mala e cuia para Miami, como Lolo não era racista por ter um amigo preto e que seu objetivo era tirar uma selfie com a polícia para demonstrar seu apoio a quem garante a ordem.

O conteúdo e a riqueza da interação criativa das pessoas fizeram Lolo rapidamente se transformar de forma satírica em uma mensagem política e social. A problemática surgiu quando Lolo foi erroneamente comparada com a já conhecida Nega Maluca e se tornado seu oposto, a Branca Maluca. Por que Lolo é mais do que uma “branca maluca”?

A fatídica fantasia de Nega Maluca, que alguns de vocês que leem esse texto já utilizaram, até mesmo neste Carnaval, é apenas racista e preconceituosa. Nada mais e por isso não deve ser usada. A Nega Maluca é considerada cômica somente porque é negra, por seu cabelo crespo e porque é uma empregada doméstica como são nossas mães, nossas irmãs e nós mesmas. Uma mulher preta é engraçada apenas por ser preta e isso é racismo.

Já Lolo é muito mais do que uma cara branca, ela é um pensamento que nos assombra, uma palavra que nos ofende, um movimento que nos oprime por sermos pretos, pobres, moreninhos, empregadas, gordos, necessitados, nordestinos. A graça que vemos na Lolo não está apenas na cor, mas porque, na realidade, longe dos dias de confete e serpentina onde os papéis se invertem, Lolos nos oprimem com seu dinheiro, suas opiniões e sua indignação seletiva. Mas, neste Carnaval, pudemos rir dela e algo mudou.

Não existe whiteface

Não existe whiteface. Não existe movimento artístico grotesco, em paralelo ao blackface, que sirva apenas para fazer rir a partir da humilhação e degeneração de pessoas brancas. Não existe escola teatral ou artifício cômico que se utilize desse artificio grosseiro para discriminar o branco e sua cultura. Brancos não sofrem racismo. Brancos não sofrem preconceito por serem brancos.

Naturalmente a comparação cresceu conforme as imagens foram compartilhadas. Muitos riram e gozaram do fato de que, pelo menos desta vez, a risada era deles, dos que sempre são o motivo da piada. “Chegou o dia, chegou a nossa vez!”, disseram. Com prazer vi pessoas se deleitarem com a oportunidade única de rir dos símbolos do opressor de forma pungente, a vingança de anos de perucas black power e pessoas pintadas com piche. É óbvio que Lolo Figueiroa se vestiu de Nega Maluca em algum carnaval. Alguém tem alguma dúvida?

Whiteface seria pouco

Seria muito fácil simplesmente me utilizar dos artifícios grotescos e fazer algo que poderíamos chamar de whiteface, a caracterização grotesca do branco, seus trejeitos e cultura. Mas seria pouco, seria baixo. Seria limitar um personagem em sua profundidade e atribuir apenas o caráter cor, e isso não tem graça. O problema da Lolo vai muito além de ser branca, é seu caráter, sua ideologia e sua posição social. Lolo tem uma empregada preta que bate a panela quando ela se sente indignada e para ela essa é a ordem das coisas.

Esse tipo de personagem, o burguês canastrão e preconceituoso, é popular na cultura brasileira. Em todas as novelas e programas de humor tem um rico mau, ganancioso, sem escrúpulos, preconceituoso, que usa de sua posição social para explorar aqueles que não pertencem a seu grupo. Tem também a patricinha sem noção que vai levando a vida em ritmo de sinhazinha com sua empregada de confiança, seu motorista e sua ojeriza ao pobre. E são todos brancos, ou ninguém percebe? O rico estereotipado na TV, as Lolos das novelas são sempre brancas, mas parece que as pessoas não se veem ou não se importam que outros brancos representem seus defeitos e estereótipos, mas se uma mulher preta se torna protagonista desse debate e interpreta o personagem, bem, aí é racismo.

Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa. É compreensível: eles já comeram. Bertold Brecht

Mas, estamos falando da internet, lar do ódio, do escárnio, da discussão infinita, dos crimes da palavra. “Racismo inverso”, gritaram, “Então quer dizer que Nega Maluca não pode e Branca Maluca pode?”, “Petralha” etc… Alguns se ofenderam e gritaram as palavras que já conhecemos e querem ter assegurado seu direito de gozar de seus privilégios sem serem ridicularizados com o riso do outro. Com eles, não! Já temos as negas malucas pra isso, oras.

Enquanto isso, hoje é segunda e Lolo já cumpriu seu papel. Muitos riram, se divertiram, se sentiram vingados, mas muitos também pensaram que o mundo poderia ser diferente. Guardo minha fantasia e fico pensando. E se no próximo ano sairmos juntos num bloco de paneleiros, gritando palavras de ordem como “viva a democracia, intervenção militar já”, rindo de nossas histórias sobre baladas top, sonhos de fugir do Brasil, com nossas empregadas que são quase da família, o que poderia acontecer? O que vai acontecer com Lolo Figueiroa, só o Carnaval e o tempo dirão…

* Luanna Teofillo é mestre pela Universidade Sorbonne Nouvelle em Paris, cujo tema de Mémoire foi “O Homem e os Negros – Da alteridade e racismo na linguagem”. Há mais de 8 anos publica o blog Efigenias sobre linguística, humor, mundo pop e o racismo cotidiano.

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Guilhermo Postado em 12/Feb/2016 às 15:28

    Por que alguém se ofenderia com essa fantasia? Creio que a classe média se irrita porque aqui no país quase tudo é caro. Enquanto isso, na maioria dos países desenvolvidos, a classe média tem um poder de compra muito maior do que à brasileira. Nos Estados Unidos e Japão, por exemplo, é super fácil comprar carro, casa, artigos de alta tecnologia e roupas de marca pertencendo à classe média. Aqui não é bem assim.

    • José Ferreira Postado em 12/Feb/2016 às 17:09

      Na verdade a fantasia de "Branca Paneleira" não é ofensiva. O problema é que tem pessoas que fazem mimimi por conta de uma fantasia de "Nega Maluca", mas acham normal a fantasia da paneleira. Se uma é ofensiva a outra também é. Independente de quem foi que começou ou quem escravizou quem.

      • Guilhermo Postado em 12/Feb/2016 às 20:43

        Realmente vc tem razão. A classe média, ao meu ver, é tão povo quanto os pobres e tem o direito de reclamar, se achar necessário. Não que bater panela vai fazer alguma diferença, mas é uma forma, mesmo que rudimentar, de ser ouvido. Eu, por exemplo, quero comprar algumas coisas que, no exterior, é bem acessível. Já aqui, é quase necessário vender um rim para conseguir comprar. E se importar, o imposto é matador. kkk

      • rafa santos Postado em 14/Feb/2016 às 22:46

        o problema é que NADA é "independente de quem foi que começou ou quem escravizou quem", justamente

    • Leandro Ilek Postado em 12/Feb/2016 às 18:29

      Então Guilhermo, o que você chama de classe média não é classe média. Além disso, muitas coisas "caras" são porque as próprias empresas deixam-nas caras para convencer de que quem consegue comprá-las é melhor do que quem não consegue (ou não quer).

      • Rosangela Postado em 12/Feb/2016 às 20:19

        👏👏👏👏👏

      • Guilhermo Postado em 12/Feb/2016 às 20:39

        No Brasil, a maioria da população está na classe C, que seria a classe média, junto com a B2. O grande problema, ao meu ver, são os impostos absurdos e o valor atual do dólar. Isso em conjunto impede a grande massa de fazer ou comprar qualquer coisa "melhorzinha".

      • Leonardo Postado em 12/Feb/2016 às 23:21

        O governo diz que são classe media.

    • Olegário Postado em 12/Feb/2016 às 18:53

      Muda pra lá bongão idiota. Canalha sem vergonha. Você vai ver como que é baratinho as coisas lá. Vira lata sem vergonha.

      • Guilhermo Postado em 12/Feb/2016 às 21:07

        Adoraria! Principalmente para o Japão. O problema é que eles não deixam a pessoa morar lá se não for descendente. Preciso antes encontrar uma japa ou uma sensei/nisei para casar. Tenho ascendência italiana e posso pedir a cidadania. Mas não tenho muito interesse de viver na Europa, sei lá por quê. Tente não se estressar tanto, tio. ^^

    • Eduardo Ribeiro Postado em 12/Feb/2016 às 20:49

      Se ofenderam porque enxergam na personagem uma das maiores e mais desonestas mentiras que a humanidade já concebeu em milênios: "racismo reverso". Identificaram "racismo reverso" na personagem, e começaram a dar seus pulos.

      • José Ferreira Postado em 13/Feb/2016 às 11:25

        Na verdade é uma ofensa racial. Não existe racismo inverso ou injúria racial reversa. Racismo e Injúria Racial é válido para qualquer caso, independente de quem seja a vítima ou o algoz.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 13/Feb/2016 às 15:58

        Mas é evidente que "racismo reverso" não existe. Mas "existe", na cabeça dos debilóides que se sentiram ofendidos ao se enxergarem numa personagem que transborda boçalidade, ódio e preconceito. Quanto a suposta ofensa racial, a graça da personagem é ESPECIFICA E UNICAMENTE por ela ser branca? O humor vem ESPECIFICA E UNICAMENTE da cor/raça? ( ) sim ( ) não. A resposta é óbvia e nos leva a uma conclusão inequivoca: na verdade na verdade mesmo, é mimimi medio-classista por serem a piada da vez. Obs: rir da classe média é importante, finalmente este humor está ganhando força.

      • José Ferreira Postado em 13/Feb/2016 às 23:17

        Na verdade ela poderia ter feito a sátira da "paneleira" sem passar o pó de arroz na cara e colocar a peruca loira. A panela e a camisa da CBF já indicariam a personagem que ela queria fazer. Lembrando que haviam negros nos protestos contra o atual governo. Foi injúria racial (sem esse negócio de "reversa").

      • Eduardo Ribeiro Postado em 14/Feb/2016 às 10:15

        Poderia. Mas pra que ela faria isso? Pra não ofender as susceptibilidades da sensivel, boazinha e injustificada elite-branca que passou 500 anos rindo de "preto por ser preto"? Isso na verdade é irrelevante. Na verdade, na verdade mesmo, a pergunta que vai na jugular do problema segue convenientemente sem resposta, porque se respondermos a pergunta encerraremos a discussão: a graça da personagem é ESPECIFICA E UNICAMENTE por ela ser branca? O humor vem ESPECIFICA E UNICAMENTE da cor/raça? ( ) sim ( ) não. É só fazer um X. Vou até te ajudar, pois a resposta está no texto, Istoriador. """""""""""poderíamos chamar de whiteface, a caracterização grotesca do branco, seus trejeitos e cultura. Mas seria pouco, seria baixo. Seria limitar um personagem em sua profundidade e atribuir apenas o caráter cor, e ISSO NÃO TEM GRAÇA. O problema da Lolo vai MUITO ALEM DE SER BRANCA, é seu caráter, sua ideologia e sua posição social."""""""""""

      • José Ferreira Postado em 14/Feb/2016 às 15:28

        A questão seria o bom senso, que ela convenientemente não teve. O argumento que ela utiliza não justifica o ato da peruca loira e do pó de arroz. Como disse, ela já estaria caracterizada como paneleira mesmo sem a peruca e o pó de arroz.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 15/Feb/2016 às 10:20

        Nada disso valida teorias de "racismo reverso" ou "ofensa racial". São escolhas que ela, enquanto artista, teve no sentido de compor sua personagem. Lembrando que - já que a pergunta não foi respondida convenientemente - a graça do personagem EM NENHUM MOMENTO vem da cor/raça. Vem de seu carater e sua ideologia. E o fato de tanto "elite branca paneleira e marchadeira" estar se doendo e dando pulos é prova cabal de que a moça acertou em cheio na composição e mais ainda na crítica. Demorou demais pra surgir humor assim, para rirmos do RIDÍCULO padrão moral e ideológico dessa fatia tão peculiar e sui generis do povo brasileiro.

      • José Ferreira Postado em 15/Feb/2016 às 14:25

        Se a graça não vem "EM NENHUM MOMENTO vem da cor/raça", então seria desnecessário essa pintura no rosto e essa peruca. E essa conversa de "elite branca" já foi usada muito, até pelo então presidente Lula, mas essa falácia foi desmascarada a muito tempo. Existem críticos do Governo Federal brancos pobres e negros da elite econômica. A injúria racial é evidente.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 15/Feb/2016 às 15:31

        Se a graça não vem em nenhum momento da cor/raça - e isso é um fato, não há meios de discutir isso - , automaticamente não existe nenhum indicio de "injuria racial". Só haveria a tal injuria se a graça viesse da cor/raça, e sabemos que não vem. Ninguem está rindo do personagem PORQUE ele é branco. É diferente da piada do negro-macaco, de jogar uma banana pra cima de um negro, ou da nega-maluca (o que é a nega-maluca senão exclusivamente...rir de preto??). O assunto se encerra aqui. Porem, ela como artista tem a liberdade de criar o personagem do jeito que achar melhor. Não tem essa de "desnecessário". O que é "necessário"??? A própria sátira dela é "desnecessária". No entanto ela foi lá e fez. E ficou linda. Quem somos nós pra dizer pra artista o que é "necessário" e o que é "desnecessário", dizer pra ela como ela deve compor um personagem que foi criado por ela? Isso é ridículo. Aliás, pelas profundas dores generalizadas identificadas em meio a "elite branca paneleira e marchadeira", tem muita, mas muita dondoca se doendo por ter se auto-reconhecido no ridículo moral da personagem. É uma pena que em tempos de redes sociais as coisas sejam tão efêmeras. Até o fim da semana não vai ter ninguem que lembra disso. A guria foi gênia e merecia uma esquete semanal, de preferencia na Globo, de preferencia no Fantástico, pra "familia tradicional brasileira" assistir reunida no sofá, na TV de led, e dar umas risadas constrangedoras juntinhos..."olha nós ali...ela bate panela igual nós...he...he...he...he..."

      • José Ferreira Postado em 15/Feb/2016 às 21:50

        Você está bem excitado. Cuidado para não gozar. Já vi que a seu opinião é aquela em que todo caucásico é culpado pela escravidão (mesmo que descenda de branco pobre) e que xingar caucásico é permitido. Também acabo por aqui. Afinal, apenas nós dois ainda estávamos comentando essa reportagem.

    • Vinicius Postado em 13/Feb/2016 às 18:37

      Concordo totalmente, bato panela mesmo! Eu tinha que ir para Miami para comprar o último lançamento do Iphone e minhas roupas de marca. Um absurdo!Agora por causa desse DESGOVERNO com o dólar alto não posso ir mais, agora sou obrigado comprar coisinhas chinfrim da indústria brasileira. Não posso ter nada "melhorzinho".Um absurdo! Sou obrigado a financiar meu apartamento e meu carro. Um absurdo! Não posso ter mais empregada todos os dias, agora só posso ter diarista 2 vezes por semana. Um absurdo! (Ironia) *Outro Vinicius

    • rafa santos Postado em 14/Feb/2016 às 22:44

      a frança protege sua agricultura. os EUA protegem seu aço. a OTAN fez o terceiro mundo ficar trocando zilhões de bananas por cada computador - o que foi muitíssimo vantajoso para os membros da OTAN. vc precisa estudar.

    • Yara dos Reis Steinfatt Postado em 16/Feb/2016 às 00:26

      Mais o Japao e´ ainda o Pais mais caro do mundo.

  2. Onda Vermelha Postado em 12/Feb/2016 às 17:12

    Kkkkk. Achei genial a fantasia! Mitou! E que no ano que vem os paulistanos botem na rua o Bloco das Paneleiras...Vai ser hilário!

  3. Eduardo Ribeiro Postado em 12/Feb/2016 às 20:46

    Absolutamente genial. Uma das melhores coisas que o carnaval deste ano nos proporcionou.

  4. Márcio Ramos Postado em 13/Feb/2016 às 12:04

    Fantasia simples, mas bastante poderosa!

  5. alexandre Postado em 15/Feb/2016 às 16:10

    que absurdo ela ter feito faculdade em paris, não é? ela devia saber o lugar dela, que é na cozinha. porque quando não faz na entrada, esse povinho faz na saída. acorda pra vida, meu chapa. hipócrita é você.

  6. Thiago Teixeira Postado em 15/Feb/2016 às 23:47

    Pixuleco fazendo baderna em frente o prédio do ex-presidente Lula ... PÓDI.

  7. George Postado em 17/Feb/2016 às 13:38

    Texto muito bom. Brasil que é um país racista tenta se esconder em "gente de bem", gente paneleira, "de família", "de deus". By the way: melhor fantasia de carnaval.