Redação Pragmatismo
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Curiosidades 24/Feb/2016 às 20:30
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Cinco coisas que você precisa saber antes de ir morar fora do Brasil

Jornalista que vive há dois anos na Holanda aponta cinco situações que precisam ser consideradas e/ou desmistificadas antes de ir morar no exterior

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Por Marjorie Rodrigues*

Outro dia compartilhei um texto no Facebook no qual um cara afirmava que “nunca antes na história deste país” houve tanta gente ingênua dizendo que quer se mandar para o exterior. Se isso procede, não sei - e houve uma boa discussão na minha timeline sobre a questão, com muitos dizendo que o cara provavelmente não viveu a ditadura e a inflação desgovernada. Mas fato é que há mesmo muita gente que fantasia sobre a vida de imigrante.

Estou há quase dois anos e meio na Holanda. Antes disso, morei um ano e meio na Hungria. Primeiro como estudante de mestrado, depois trabalhando. Então tenho um tiquinho de experiência para falar sobre imigração, né?

Não acho que ter o desejo de morar fora seja necessariamente um reflexo do complexo de vira-lata, como sugeriu o moço do texto que compartilhei. Tem gente que simplesmente tem fome de alhures. Que não se identifica com um só pedaço de chão, que quer mais é ver e sentir o que há por esse mundo. Foi o meu caso.

Defendo a todo mundo que queira e possa morar fora que o faça, nem que seja por alguns meses. O contato mais prolongado com outras culturas e modos de vida é uma excelente forma de aprendizado. Infelizmente, este é um aprendizado que não obtemos apenas fazendo turismo. É preciso tempo. É preciso não estar apenas passeando. Viver o dia a dia, alugar apartamento, pagar contas, fazer supermercado, ir ao médico, construir uma rede de amigos, lidar com colegas de trabalho. Só assim é que vamos lentamente desvendando as miudezas que fazem de um americano um americano, um chinês um chinês e um espanhol um espanhol. Mas, em outro país, desvendamos sobretudo a nós mesmos. Quando as pessoas ao nosso redor não são exatamente como nós, acabamos por refletir sobre o que faz a gente ser como é.

Recomendo a imigração porque esta é uma experiência maravilhosa e, ao mesmo tempo, dolorida. Portanto, se você tem o sonho de morar fora porque acha que sua vida vai ser muito mais fácil em um país de primeiro mundo onde o ônibus vem na hora certa e as pessoas não têm cerca elétrica em casa, reveja seus conceitos. Pegar o ônibus será mais fácil, mas em compensação haverá uma série de novas buchas. O grande barato da imigração é justamente não ser fácil. É como um quebra-cabeça com três mil peças. É aterrorizante, desafiador, chato, divertido, frustrante, cansativo. Tudo ao mesmo tempo.

Antes de considerar partir, eis cinco coisas que você deve saber/desmistificar. Depois não diga que não avisei!

1. País rico não é sinônimo de gente rica

Tem gente que acredita que os habitantes dos Estados Unidos e Europa nadam em dinheiro. Toda uma população de Narcisas Tamborideguy. Quando digo onde moro, há quem reaja dizendo: “que chique!”. Como assim chique? Já imagino as vacas holandesas com sinos de cristais Svarovski no pescoço e os pastos sendo adubados por Veuve Clicquot. É apenas um lugar, gente. Onde as pessoas estão nascendo, crescendo, se reproduzindo e morrendo. Ralando. Igualzinho à gente. Todo mundo faz cocô.

Muitos já escreveram sobre isso melhor do que eu, mas não custa repetir: se você faz parte da classe média no Brasil, muito provavelmente tem bem mais mordomias do que uma pessoa de classe média na Europa. Afinal, como a disparidade de renda não é absurdamente alta como no Brasil, não existe uma série de serviços a custo de banana, prestados p0r pessoas que tiveram pouco ou nenhum acesso à educação. Não tem empregada para lavar sua privada, cozinhar e passar sua roupa, tudo incluído no mesmo pacote. Não tem quem empacote sua compra no supermercado e depois leve até seu porta-malas. Não tem manicure para fazer suas unhas toda semana. Não tem quem monte seus móveis quando você se muda. Não tem porteiro, não tem elevador de serviço. E por aí vai. Pelo menos não sem que isso cause um rombo no seu orçamento. As pessoas se viram sozinhas, afinal de contas a mão delas não vai cair se empacotarem as próprias compras.

(E, como disse o Ducs, existe uma relação direta entre ter que limpar a própria privada e poder sair com seu MacBook na rua, sem medo. A violência no Brasil nunca vai melhorar enquanto a renda e as oportunidades não forem melhor distribuídas. Mas parabéns para vocês que acham que basta diminuir a maioridade penal e descer o cacete na favela. Viver entrincheirado em carros blindados e condomínios fechados é o preço que você paga pela privada que não lava)

País rico/desenvolvido significa país onde toda ou a grande maioria da população tem acesso a condições dignas de sobrevivência. Um teto sobre sua cabeça, comida, roupas. Não é democracia de carro Mercedes e bolsa Chanel. A maioria dos europeus está vivendo de uma maneira bem mais simples que você. Fazendo festas infinitamente menores para seus filhos. Comprando muito menos pares de sapato. Não têm chão de porcelanato e não estão nem aí para o formato da cuba do banheiro. Afinal, só precisa ostentar quem precisa se diferenciar a todo custo dos pobres para ser bem tratado. Viver bem é uma coisa, luxo é outra.

Se você curte uma vida de luxos, mordomias e tratamento de dotô, nascer classe média em um país tão desigual é o melhor que poderia ter te acontecido. Afinal, por aqui até o ministro vai trabalhar de bicicleta e metrô.

2. Nem tudo funciona perfeitamente sempre

Vivo reclamando do sistema de saúde holandês, focado quase que exclusivamente em cura. Eles não têm uma mentalidade voltada para a prevenção. Este é o país europeu onde mais se morre de câncer, por exemplo, porque as pessoas o descobrem tarde demais. Sempre acham que não carece ir ao médico por algo “pequeno”. Quando vão, mesmo o médico pode achar que a reclamação é muito “pequena” e não a investigam. Faça um dramalhão mexicano ou voltará para casa apenas com um paracetamol. Conseguir autorização para fazer um reles exame de sangue me dá o mesmo sentimento de passar uma fase difícil num vídeo game. Um dia desabafei sobre isso no Facebook e recebi o seguinte comentário: “nossa, mas eu achava que aí era perfeito!”.

Mas como poderia ser perfeito? Sistemas e instituições são geridos por pessoas. Logo, são suscetíveis a falhas. Aqui também coisas atrasam ou são feitas nas coxas. Humanos. O país pode ter mais recursos e, por isso, as coisas tenderem a ser mais bem geridas. Mas depende da coisa em questão. Diversas variáveis além de dinheiro podem influenciar a qualidade dos serviços — como neste exemplo, em que a praticidade holandesa acaba gerando uma mentalidade “deixa de frescura” que impacta o sistema de saúde. Perfeição não existe.

3. Saudade será o menor dos seus problemas

Se medo de sentir muita saudade é o que te prende ao Brasil, não tema. É claro que isso depende de quão apegado você é às pessoas. Mas, se já considera a possibilidade de ir morar em um país distante, assumo que você já seja mais desprendido (caso contrário, por que causaria tamanho sofrimento a si mesmo?).

A grande verdade é que você vai se acostumar com a ausência física de familiares e amigos. O que não significa que eles ficarão de fora da sua vida. Skype quebra demais o galho – e, acredite, sua relação com seus pais ficará até mais próxima. Converso muito mais com minha mãe hoje, em nossos encontros no Skype, do que quando morávamos juntas.

Você vai aprender que amizades são circunstanciais. A maioria delas só perdura enquanto vocês partilham um determinado espaço ou situação. Tanto é que perdemos contato com a maioria dos amigos de escola, faculdade, antigos empregos. Poucas são as pessoas que ficam depois de muitas temporadas. Você vai fazer novos amigos em seu novo país e, mais consciente de que as pessoas vêm e vão, vai se tornar menos apegado. Vai aprender a ficar sozinho, se ainda não sabe.

A maioria dos amigos que vai fazer serão outros imigrantes. Normal, afinal é a circunstância que vos une. Boi preto reconhece boi preto. Como não haverá família por perto para ajudar na hora do aperto, essas amizades podem se tornar bem intensas. Mas expatriados estão sempre indo embora. Seja porque o mestrado acabou, porque surgiu uma oportunidade de emprego melhor em outro canto ou simplesmente porque deu na telha. Aí, se for se apegar a todo mundo, ai de você. Brinco que a vida de imigrante é uma cópia mais acelerada da vida comum. Todo mundo vai embora, eventualmente. Conosco, o ciclo só acontece mais rápido.

Saudade de coisas e comidas também é facílimo de lidar. A comida do Brasil é ótima? É, mas os outros povos também têm suas gostosuras. Ninguém morre sem mandioca e a gente acaba se acostumando com os novos hábitos alimentares. Dependendo de onde você for morar, sempre haverá a lojinha de produtos brasileiros para quebrar um galho.

Resumindo: a saudade só vai te matar se você não estiver aberto às novas experiências. Mas, se for este o caso, sair do Brasil pra quê mesmo?

4. Ser diferente o tempo todo será o maior problema

Vamos supor que você fale inglês fluente, aprendeu desde pequeno, e vá para um país onde este seja o idioma oficial. Tire o cavalinho da chuva que você não vai se passar por um local. Não por muito tempo. Pode ter o melhor sotaque do mundo, em algum momento algo vai te denunciar. Alguém vai se referir a uma musiquinha infantil que você não cantou. Ou a uma celebridade da qual nunca ouviu falar. Uma gíria que você não conhece. Você pode ter o domínio da língua, mas não domina todas as referências. Simplesmente porque não nasceu ali.

Se você for louco como eu e for para um país cuja língua você não fala, pior ainda. Na Hungria, eu vivia numa bolha de estudantes estrangeiros, já que não planejava ficar lá por muito tempo e, como escreveu Chico Buarque, o húngaro é a única língua que o diabo respeita. Toda vez que saía da bolha e precisava resolver um pepino com um atendente que mal falava inglês, me sentia uma pateta.

Depois, tive que aprender holandês do zero, enquanto todo o resto do mundo falava holandês à minha volta. Ok, aqui todo mundo tem um bom nível de inglês, então jamais fiquei incomunicável (pré-condição para que eu cogitasse ficar aqui no longo prazo). Mas não é essa a língua das ruas. Não é essa a língua da televisão, dos jornais. Se quisesse participar da sociedade, tinha que aprender holandês. Porém, mesmo que você seja o melhor aluno do mundo, não se domina um idioma da noite para o dia. Será um longo processo, durante o qual você se sentirá um pateta incontáveis vezes. Hoje, tenho um bom nível do idioma. Entendo uns 80% do que falam e consigo me expressar razoavelmente, contanto que não seja um assunto demasiado complexo. Sou capaz de resolver pepino no banco e declarar o imposto de renda. Mas não sem cometer alguns erros gramaticais. Ou falar frases gramaticalmente corretas, mas que soam um pouco estranhas. E é sempre um pequeno parto. Ainda não me sinto 100% à vontade com a língua.

Não conseguir se expressar a contento é das coisas mais frustrantes que já senti. Querer dizer algo mas não saber a palavra. Ter a palavra desejada vindo em 479 línguas na sua cabeça, menos na que você precisa. Ter que fazer sua frase dar mil voltas para expressar algo que seria simples – e no fim não ter muita certeza se o outro entendeu o que você queria dizer. Saber responder ao que lhe perguntaram, mas demorar mais que um segundo para as palavras saírem da sua boca e aí a pessoa trocar para o inglês julgando que você não sabe nada. Tudo isso me acontece diariamente e sem dúvida afeta as minhas relações. Não sou um deles. Mesmo quando me tornar fluente, jamais serei.

A diferença não está apenas estampada na forma como falo, mas no meu rosto (apesar da Holanda ser um dos países mais multiculturais da Europa, a maioria continua sendo alta, loira dos olhos azuis). Está na cara – literalmente – que não sou daqui. Está também evidente na forma como penso, sinto e reajo a diversas coisinhas, desde o jeito como lavo a louça (holandeses enchem a pia inteira de água e lavam seus pratos ali dentro) até a forma como falo com meu chefe (ele me deu uma nota negativa em minha avaliação anual, dizendo que eu deveria ser mais assertiva ao… Criticá-lo!).

Embora desvendar esse novo mundo e seus códigos seja interessante e divertido – foi para montar esse quebra-cabeça que vim, afinal – , tem hora que cansa. Tem hora que você só gostaria de estar num lugar onde todo mundo te entendesse e você entendesse todo mundo. Não precisar fazer esforço algum. É disso que você sentirá mais saudade.

Houve uma época em que sofri um bullying danado na escola. Mas, por pior que fosse, não ficava na escola o dia inteiro. Havia outros lugares onde eu não me sentia a única diferente. Hoje, não tem folga. Sou a diferente o tempo todo.

5. Você vai sofrer preconceito

Se você é uma pessoa branca, heterossexual, de classe média e com curso superior como eu, não está acostumado a sofrer preconceito. Ok, sou mulher e existe o machismo – mas, tirando isso, no Brasil as demais portas estão abertas para mim. As pessoas me tratam bem automaticamente. Nem preciso dizer que não é sempre o caso quando se é imigrante, certo? Para começar, aqui eu não sou considerada branca. E, muito provavelmente, você também não será.

Não há um só dia em que eu não abra o jornal e não veja pelo menos uma coluna dizendo que o país já está “cheio”, que é preciso apertar ainda mais as leis de imigração, que são os imigrantes a aumentar os níveis de criminalidade. Apesar dos privilégios acima mencionados também me quebrarem um bom galho aqui (definitivamente, é melhor ser um imigrante altamente qualificado do que o contrário), há pessoas que não vão hesitar em demonstrar que não sou exatamente bem-vinda por eles. É preciso criar uma casca grossa para lidar com isso.

Alguns holandeses parecem querer que os imigrantes se livrem de todo e qualquer traço cultural de seu lugar de origem, comportando-se como ventríloquos ou tietes da cultura holandesa. Temos que puxar o saco deles para demonstrar agradecimento por estar neste pedaço de chão. Mas, como disse acima, jamais seremos um deles. O máximo que conseguiremos é ser uma cópia mal feita. E eles, mais do que ninguém, sabem disso. Xenófobos jamais admitirão que os forasteiros sejam iguais. Mas eles querem que a gente tente mesmo assim. Felizmente, o bullying da época da escola me mostrou que isso não compensa. Viver querendo agradar “a turminha popular”, viver para ganhar uma estrelinha de aprovação na testa, não é vida.

Então é preciso diariamente empinar o nariz e jogar um beijinho no ombro – o que nem sempre é fácil. Tem hora que o azedume dos outros acaba te afetando. Vira e mexe tenho de repetir a mim mesma que estou aprendendo holandês porque EU quero, porque me interessa, porque enriquece a minha experiência por aqui, porque me conecta melhor com meu namorado e sua família. E não porque uma pessoa aleatória na rua foi grossa comigo ao perceber que eu não dominava o idioma. O país não é propriedade dela, não devo satisfações a ela, não é a ela que eu devo ser agradecida. Se eu não faço questão de agradar todos os brasileiros, por que me imporia a obrigação de agradar todos os holandeses? Não gostou, pega eu.

Basicamente, você troca um país onde tem problemas por um país onde você é o problema. Esta queda, esta perda de privilégios te faz criar consciência sobre as pessoas que nem precisam sair de seu país para serem tratadas assim. Lembra na época das eleições, quando circulou o tweet de uma pessoa dizendo: “malditos nordestinos que elegeram a Dilma, vou me mudar pra França“? A primeira coisa que pensei foi: “vá mesmo! Aí você vai ser tratado pelos franceses da mesma forma como trata os nordestinos“.

Lidar com eventuais babacas é, no entanto, a parte mais fácil. A pior faceta do preconceito é a burocracia. Se você não tem cidadania europeia, prepare-se para ser inundado por ela, afinal os babacas elegem políticos que lutam para deixar as leis de imigração cada vez mais Kafkianas. Tem um post enorme em meu blog sobre como consegui meu primeiro visto de trabalho. Engraçado ver como estava aliviada quando o escrevi, como se meus problemas tivessem acabado. Mal sabia eu que, no ano seguinte, enfrentaria mais burocracia para renovar o visto. Todo ano tem novas regrinhas, todo ano tem mais encheção de saco. Você tem que ficar o tempo todo se justificando e suplicando para continuar dentro de uma linha imaginária que traçaram sobre um pedaço de terra.

***

Você está preparado para passar por tudo isso? Bom, na verdade, ninguém está. É daquelas coisas que a gente só aprende fazendo, dançando conforme a música. Tem que se jogar. Mas é preciso que você se jogue de forma realista. Se você sonha em sair do Brasil para fugir de problemas, pense novamente. Mas, se você gosta de um bom quebra-cabeças, divirta-se. Vale a pena. Eu faria tudo de novo.

*Marjorie Rodrigues é jornalista formada pela ECA-USP e mestre em estudos de gênero pela Central European University (Hungria) e Universiteit Utrecht (Holanda). Para acessar seu blog, clique aqui. (Brasil Post)

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Comentários

  1. Eduardo Postado em 24/Feb/2016 às 21:28

    nem se eu ganhar na mega sena da virada sozinho, 10 vezes.... moraria fora do meu país...... meu pensamento é BRASIL e quem é por ele.

    • Wilson Postado em 25/Feb/2016 às 20:56

      eu também! o melhor lugar do mundo é dentro da gente mesmo! a maior riqueza do mundo é a família que te ama incondicionalmente. ir para outro país até topo mas só de passeio e não me toquem!!

    • Bob Sky Postado em 26/Feb/2016 às 15:25

      Se gosta de viver perigosamente vâ em frente ou seja fique aqui neste país de corruptos, assassinos e o resto não preciso nem dizer... Boa sorte ou Vitoria na Guerra.... Buuummm

  2. Marcelo Postado em 24/Feb/2016 às 22:40

    Bastante esclarecedor o texto.

  3. Nayara Dornelas Postado em 25/Feb/2016 às 03:24

    Gostei muito do texto, Marjorie. Bastante esclarecedor para pessoas que sonham em viver essa aventura de vivenciar experiências culturais e naturais. Você dissertou claramente que a premissa é força, admirável!

  4. João Batista Postado em 25/Feb/2016 às 06:22

    Ótimo texto Marjorie, meus parabéns.....

  5. CLÁUDIO LUIZ PESSUTI Postado em 25/Feb/2016 às 10:45

    Muito bom e instrutivo, deveria ser lido por todos esses que gostam de divinizar o estrangeiro.

  6. André Luis Postado em 25/Feb/2016 às 11:07

    Texto maravilhoso !

  7. André Luis Postado em 25/Feb/2016 às 11:07

    Texto maravilhoso !

  8. Eduardo Ribeiro Postado em 25/Feb/2016 às 11:18

    Leiam com bastante atenção 1 e 5, meninada "classe-média-sofre". Leiam 1 e 5 antes de sairem, porque do contrário o choque de realidade será forte demais, não garanto suas vidas se vocês sairem sem ler e forem obrigados a vivenciar isso na pele.

  9. Will Postado em 25/Feb/2016 às 11:22

    A disparidade de renda do brasileiro só é possível melhorar se o estado parar de intervir tanto na economia, começando por flexibilizar essas leis trabalhistas absurdas, facilitar a criação e a entrada de empresas no país, baixar consideravelmente os impostos, etc. Junto a isso, criar um sistema educacional que qualifique de verdade, escolas publicas ou privadas (com sistema de voucher) bem estruturadas, onde o foco da aprendizagem é em, coisas realmente importante como ciências e EMPREENDEDORISMO, e não baboseiras marxistas, é muito importante também que o esporte seja uma parte fundamental e importante no currículo escolar/acadêmico. Ou seja tem que começar do 0, acabar com esse sistema educacional atual, começar tudo de novo, e sem a tal pedagogia do oprimido! A consequência de todas essas mudanças é mais empresas, mais empregos, mais gente qualificada. E isso só é possível se o estado se meter apenas no que lhe cabe, tudo isso só é possível em um sistema capitalista liberal!

    • Luciano Postado em 26/Feb/2016 às 10:06

      Que merda hein, a mulher vem falar de experiência fora do país e um complexado. Vc esqueceu que a classe média tem que mudar o pensamento de senhor de escravo encrustado nela, acorda ai cara. Provavelmente vc é um dis que não limpa a própria privada.

      • Luis calos Postado em 26/Feb/2016 às 15:50

        Vdd concordo com vc

    • flvr Postado em 26/Feb/2016 às 11:07

      Acabar com a pedagogia do oprimido, num país onde as opressões são escancaradas. Você leu o texto ao menos? Quem decide o que cabe ao estado? Só cabe ao estado o que VOCÊ considera importante? Para de vomitar lugar-comum e presta atenção no país em que você vive.

    • Silney Postado em 27/Feb/2016 às 11:23

      Demorou para aparecer um Neo qualquer coisa falar besteira.

    • Flávio Oliveira Postado em 01/Mar/2016 às 22:34

      Will você é burro ou burra ou retardada ou retardado, não dá para saber.

    • Manuel Postado em 04/Mar/2016 às 15:37

      O neoliberalismo que vostede propom nao foi quem fizo da Europa uma zona com un nivel de vida próspera, se nao a socialdemocracia. Si na Europa temos un sistema sanitario universalizado, um sistema educacional público e gratuito, uma proteçao ao desemprego, um sistema de apossentoria garantido é grazas a un sistema fiscal progressivo, que grava as rendas mais altas e o estado actúa como redistribuidor da riqueza. E tudo esto se conseguiu por a luita das classes trabalhadoras e por o medo da burguesía europea ao avance da revoluçao soviética.A formatura de uma persoa nao e so técnica, nao somos simples productores, a formaçao humana e tam importarte como a técnica ou cientifica. O liberalismo capitalista que aplicou Margaret Thacher so provocou pobreza e desigualdade e o afundimento da classe traballadora e media. Espero que me comprenda coa minha escrita em galego.

    • Samantha Postado em 05/Mar/2016 às 10:09

      Achei excelente seu post!!! Parabéns! Escreve muito bem! Não sei se já tem, mas se não, que tal escrever um livro? Um beijo

    • Kire Postado em 05/Mar/2016 às 12:44

      Will tem toda a razão. Morei 10 anos na Hlanda e lá existe uma capitalismos de verdade, que permite ao país ser rico. E justamente por ser rico aHolanda tabém possui várias "bolsas" para aqueles que realmente precisam.

  10. Isabel Postado em 25/Feb/2016 às 11:34

    Assino em baixo! E provar para acreditar e ainda é bem pior quando você tem uma família ( metade européia e metade brasileira, experiência própria de morar vários anos na Itália e na Inglaterra).

  11. Aurélio Vulcão Postado em 25/Feb/2016 às 11:44

    Marjorie, Amiga! Você escolheu o país errado. Eu estou há 17 anos na Austrália. Cheguei aqui para aperfeiçoar meu inglês e acabei ficando. Resolvi minha papelada de imigração em 3 anos no 4 eu já era cidadão australiano. 30% dos meus amigos são australianos, os outros 60% são europeus, americanos e sul-americano e alguns sul-africano. O sistema de saúde aqui é por gravidade. O que é urgente vai primeiro. Se eu tenho que extrair um dente. Se não estiver doendo vai levar umas 6 semanas para ser atendido. Eu vou fazer 50 anos este ano e eu participei de passeada do diretas-ja em Brasília Blá-blá-blá. No Brasil eu trabalhava para o governo federal (concursado), vi muita bandalheira passar pela minha frente. Eu tinha uma vida ótima no Brasil, mais tenho uma vida melhor aqui.A maioria dos brasileiros na Austrália migraram devido uma abertura do país por proficionais qualificado. Ninguém que conheço tem complexo de vira-lata. Agente por aqui não precisa deixar de ser brasileiro para se tornar australiano. Você só tem que absorver uma cultura nove. O multiculturalismo é levado há sério. A nova zelandia é mesma coisa, e pelo que conheço Singapura e hongkong na China também trata bem seus imigrantes. Mais eu entendo seu ponto de vista.

    • Sandra Postado em 25/Feb/2016 às 22:04

      Querida vc está na Australia, é só entender a história desse país que vc entenderá porque aí é mais "suave" até "ontem" isso era uma colônia

    • Luciano Postado em 26/Feb/2016 às 10:02

      Poder ser por conta d continente. Ela ta na europa e vc na Oceania. Ela mesma comenta que cada um terá uma experiencia diferente.

    • Andre Postado em 26/Feb/2016 às 15:07

      De acordo com o Aurelio, a escolha do país ou região do país que pretende se mudar é fundamental . Nos EUA se for morar em determinadas cidades, será forasteiro para sempre, se escolher a cidade certa, poderá facilmente se adaptar.

    • Luis calos Postado em 26/Feb/2016 às 15:51

      Gostei da sua colocação

    • Silney Postado em 27/Feb/2016 às 11:28

      Claro que sua experiência desqualifica a dela e a de milhares de brasileiro, e depois de 17 anos algumas coisas são esquecidas... mas tudo bem, a sua experiência é exemplo para todos... Que sorte a sua não é?

    • Fabiana Postado em 28/Feb/2016 às 07:43

      Moro na Australia 11 Anos e me identifiquei com o testo da Marjorie...demorei 5anos Pra pegar a cidadania e seus 4 Anos tambem nao Foram poucos..Tem muita gente legal e muita gente preconceituosa tambem, principalmente os Anglos Saxos e Moro em um bairro assim em Sydney..por mais fluente que seja, muitas coisas eu me expresso melhor na Minha Primeira Lingua, Meu filho de 3 Anos Volta da escolinha cantando musicas ou historinhas Que nunca ouvi, muitas girias ou piadas que nao faz sentindo e nao tem graca Pra quem nao nasceu aqui e nao entende...sou formada, qualificafa com master e lavei muita privada aqui na Australia que by the way australianos na grande maioria Sao bem porcos e desleixados. Nao troco Australia pelo Brasil porque me sinto segura aqui...Australia nao tem a violencia que existe no Brasil e aqui qualquer profissao que voce tem ou escolhe, vai Te Dar seguranca e conforto. Os dois paises Sao privilegiados com clima e belezas naturais..a saudade da terra natal sempre vai existir, mas Pra cada escolha Uma renuncia...eu escolho Australia, Mas sejamos realistas que nao eh eh facil e Como disse a Marjorie, todo mundo faz coco!

    • Lucas Genaro Postado em 01/Mar/2016 às 15:49

      Texto para desmotivar o povo a sair do país? Já passei por mais de 5 países diferentes. Gosto de variar pois tenho a possibilidade de trabalhar com a internet. Nunca sofri nem vi nenhum dos meus amigos espalhados pelo mundo sofrer nenhum tipo de preconceito. O Brasil está uma grande M... e afirmo, no país mais pobre que já passei, por ter 2 filhos argentinos a saúde pública sempre atendeu bem. Nas férias fui ao Brasil visitar minha família, meu filho pegou zika (na época que nem se ouvia falar da doença)... tive que ir correndo ao UPA e adivinha, um tiroteio na favela do nada, gente correndo pra dentro do hospital, uma MEGA ZONA! Enfim, depois desse dia minha esposa pediu para que NUNCA mais viesse ao Brasil. Hoje meus pais estão desempregados, eram empresários bem sucedidos e o país está quebrando. Atualmente estou no Paraguai e aqui o "BRAZIKA" (carinhosamente chamado) é notícia TODOS OS dias pelos atos ilícitos do Lula, Dilma, PSDB e toda essa corja de políticos podres. Infelizmente é a realidade... infelizmente é assim...

  12. Gilson Paes Postado em 25/Feb/2016 às 11:57

    Nos Pernambucanos expulsamos os Holandeses no passado, portanto eles tem todo o direito de retaliar.kkkkkkk

    • Djalma Postado em 29/Feb/2016 às 00:13

      Verdade! Sempre pensei que nosso destino poderia ter cido melhor. Porém não há registro de algum país colonizado pela Holanda esteja entre melhores situação economica. Todos foram explorados.

    • Juca Postado em 02/Mar/2016 às 06:49

      Verdade. Mas expulsar os outros soltando pum alto e comendo de boca aberta não é algo exatamente digno de menção kkkk.

  13. Sandro Postado em 25/Feb/2016 às 12:01

    Este texto conseguiu abarcar grande parte do que tenho passado na ultima semana morando na Polonia. É bom ler alguém quem passou por experiencias semelhantes, nos faz sorrir. Ler esse texto foi excelente. Alguém pode até questionar, mas onde está a parte boa de morar fora do Brasil então? A resposta que eu daria seria: cada um tem a sua descoberta.

  14. Renato Postado em 25/Feb/2016 às 12:11

    Sempre detestei frescuras de classe média, desigualdade social, ter que ir no médico toda hora e gente que não se importa com os outros, com o bom funcionamento da sociedade. Acho que sou holandês e não sabia

    • Antonio Carlos Postado em 25/Feb/2016 às 15:37

      Muito oportuno o texto. Também penso que nao sairia de um lugar por ter problemas - os quais tenho obrigação moral de tentar resolve-los, e iria pra um lugar onde eu seria parte integrante do problema

  15. Luciana Trindade da Silva Postado em 25/Feb/2016 às 12:13

    Subscrevo tudo o que foi escrito, morei quase 3 anos em Portugal e agira estou na África do Sul, a gente aprende a desapegar e a respeitar o próximo como jamais fizemos antes. Morar fora do Brasil, me inserir na cultura de outro país foi o melhor aprendizado da minha vida. Faria tudo de novo.

  16. Francisco Sarmento Postado em 25/Feb/2016 às 12:28

    Plausivel sua forma poetica de descrever tua experiencia,porem tenho a impressao de morreres muitas vezes em tuas experenciacoes,valhe a pena tal preco?

    • Betania Pimentel Postado em 26/Feb/2016 às 09:23

      Parabéns pelo texto, bem escrito e fundamentado. Eu tinha apenas uma ideia, evidentemente, não com tamanha riqueza de detalhes. Amo o Brasil, mas, ultimamente, vivo numa angústia por tudo que hora acontece que por vezes, desejei ter nascido na Europa. Estou prestes a me aposentar como professora do Ensino Básico e o pior sem vê a mudança tão almejada pelos brasileiros, apesar de reconhecer que houve avanço. Parabéns mais uma vez pelo texto.

  17. Adriano Postado em 25/Feb/2016 às 12:52

    Será que no Canadá (onde existem diversos programas que incentivam a imigração), os imigrantes também passam pelas mesmas dificuldades? Apesar de uma ideia "geral" de viver em outro país, acredito que boa parte do que foi dito se deve ao país específico, ou de repente ao continente. Mas como não tenho experiencia nenhuma, fica apenas a dúvida. Ótimo texto.

    • Claiton Postado em 25/Feb/2016 às 18:40

      Sim, passam por situações semelhantes. Eu morei no Canadá por 1 ano, em função de doutorado e, embora numa condição privilegiada, eu era apenas mais um latino. Os canadenses são muito gentis mas não te convidam para visitar a casa deles. Passei muitos finais-de-semana absolutamente sozinho. Conheci muitos imigrantes altamente qualificados que gramaram muito para conseguir um bom emprego. E teve muita gente que teve que trocar de área. Adorei o Canadá mas a experiência serviu para me mostrar que não quero migrar para lá.

    • Vanessa Postado em 26/Feb/2016 às 07:18

      Adriano, a maior parte do que ela disse vale para todos os países. O Canadá mudou as leis de imigração recentemente para facilitar apenas para quem tem as formações desejadas por eles, para estudantes e principalmente para quem quer aprender o idioma dificultou bastante

  18. Lili Taylor Postado em 25/Feb/2016 às 13:07

    Gostei muito do número um e do dois na relação. Moro na Alemanha a mais de 6 anos e é bem assim mesmo. Me incômodo muito com a falta de prevenção aqui. É inacreditável, um povo sem saúde como os alemães. Tem toda a tecnologia e a educação para ter boa saúde, e mesmo assim tem uma saúde pior de que a maioria dos brasileiros tem. Não concordo tanto na parte sobre preconceito. Claro que sofro mais preconceito do que teria sofrido se tivesse ficado em casa, mas acho completamente natural, e eu dou graça a deus que eles são mais abertos do que eu seria se a situação fosse ao contrário. Dificilmente eu trataria um imigrante tão bem quanto eles me tratam. Morrei dois anos na Inglaterra e lá a propaganda contra os imigrantes propagada pelo o governo é bem maior, do que aqui, e mesmo assim acho eles muito aberto aos imigrantes, se essa idéia de que imigrante é coisa ruim fosse feito no Brasil, seria um deus nos acuda. Seria guerra mesmo, com muito imigrante sendo mortos pelos brasileiros. Na Europa mesmo não sento bem vindo a gente normalmente é tratado como um ser humano.

  19. Daniela Postado em 25/Feb/2016 às 13:11

    Excelente texto, realista, pé no chão, mas sem ser desanimador. Todos que querem morar fora deveriam ler

  20. Angela Postado em 25/Feb/2016 às 13:22

    Frase emblemática: " Você troca o país em que você tem problemas por um onde você é o problema". Perfeito!

  21. DANIEL Postado em 25/Feb/2016 às 14:11

    os complexados vira latas não podem ficar sem ler esse texto. é o preço que pagamos por não limpar nossa privada...muito bom!

  22. DANIEL Postado em 25/Feb/2016 às 14:11

    os complexados vira latas não podem ficar sem ler esse texto. é o preço que pagamos por não limpar nossa privada...muito bom!

  23. Alice Postado em 25/Feb/2016 às 14:18

    Excelente texto.

  24. Daniel Postado em 25/Feb/2016 às 14:21

    Estou passando por essa experiência atualmente em Portugal. O bom de você passar por experiências assim é que você faz suas escolhas, de forma realista e objetivas. Tem pessoas que vão para o exterior e ficam de vez, outras, retornam para o Brasil. Acho que mesmo as primeiras, quanto as segundas, sabem muito bem da realidade e tomam suas decisões de forma realistas. Estou em Portugal, fazendo um intercâmbio e tenho a certeza absoluta que o Brasil, pode não ser o melhor lugar do mundo, muito menos o pior. Aliás, acho que não existem melhores, nem piores. O lugar é melhor para você, onde vc se sentir bem. Sair do Brasil para fugir de problemas é o maior problema. Porque, seja lá em qual lugar você for, encontrará problemas.

  25. Carmem Postado em 25/Feb/2016 às 14:52

    Morei na Suiça ... Concordo com tudo o que vc fala . Tem mais , até houve um mal entendido com a minha neta , ela queria o último modelo de um tênis , eu respondi que se tivesse tempo iria comprar na França . Disse que na Suiça não encontrei ,que eles não são bobocas como os brasileiros comprando o último modelo se o do ano passado tem a mesma qualidade e custa 1/4 do preço , a minha neta ficou magoada ... As crianças lá se vestem como crianças , nada da última moda dos adultos ...O que tem lá fora é apenas segurança . Existem crimes , mas talvez um a cada cem no Brasil .

  26. Ívna Postado em 25/Feb/2016 às 15:45

    Sei não, mas essa guria se acha a caucasiana. Tive a curiosidade de ver seu perfil no Facebook e filha, você é parda e não branca. Por isso não te consideram "branca" na Holanda!

    • Marcelo Postado em 25/Feb/2016 às 20:27

      Imaginei exatamente isso quando li esta parte do texto.

    • poliana Postado em 25/Feb/2016 às 22:58

      filha, põe uma coisa na cabeça; NENHUM latino americano é considerado branco no exterior!!! para o mundo, somos todos mestiços!

      • DANIEL Postado em 26/Feb/2016 às 14:02

        mestiços e terceiro mundistas!

      • Soerlys Postado em 27/Feb/2016 às 11:08

        Sou catarinense, loira de olho azul, e moro há 8 anos na Europa, 3 desses na Suécia. A maioria dos europeus se espanta quando digo que sou Brasileira. E sim, sou considerada "branca como as suecas" onde moro. O ponto principal é que esses aspectos (étnicos) não parecem ser tão importantes fora do Brasil quanto os brasileiros costumam imaginar. E mesmo se fossem, prudência com generalizacões do tipo "nenhum latino é considerado branco" sempre é bem vinda. Especialmente considerando que o Brasil é super diversificado e tem, inclusive, pessoas que parecem "puramente" japonesas, índias e inclusive "escandinavas". As questões sobre integracão numa sociedade e percepcão dos nativos com o migrante são tão mais complexas que cor da pele... esse tipo de cherry picking realmente reduz a discussão texto a um nível que o texto não merece. Interessante que parece ser feito justamente por pessoas que jamais passaram um tempo morando fora do Brasil.

    • Matheus Postado em 26/Feb/2016 às 01:05

      Parabéns hein...ponto importantíssimo da história toda.

    • Vanessa Postado em 26/Feb/2016 às 07:21

      No Brasil qualquer pessoa mais clara é considerada branca, mesmo que seja mestiça (meu caso). Na Europa branco é somente quem tem realmente traços europeus e mesmo que este seja seu caso, quando notarem pelo seu sotaque que você não é de lá vem a pergunta de onde você é, automaticamente, você é latino americana, hispanica, portando não é considerada branca

    • Carla Postado em 01/Mar/2016 às 17:19

      achei o texto otimo, mas também fiquei curiosa e realmente, se ela nao é branca no Brasil porque ela ia ter que ser branca na Holanda?

  27. Tamy Camara Batista Postado em 25/Feb/2016 às 16:14

    Parabéns pelo texto simplesmente impecável.

  28. Tamy Camara Batista Postado em 25/Feb/2016 às 16:14

    Parabéns pelo texto simplesmente impecável.

  29. Leila D. Postado em 25/Feb/2016 às 17:17

    Ótimo texto, mas não entendi uma coisa: vc não é branca nem no Brasil, Marjorie.

  30. Dennis Postado em 25/Feb/2016 às 19:04

    E a diferença do respeito entre as pessoas, da noção de ética e cidadania muito mais comuns no cotidiano, do nível cultural da população em geral... Não acha que destoam radicalmente da realidade brasileira?

  31. Wilson Postado em 25/Feb/2016 às 21:05

    o melhor lugar do mundo é dentro da gente em paz conosco, se a política e economia te traz pertubações não é trocando de país que vai resolver a situação, mas mudando sua mentalidade, concordo que há casos por exemplo, não há emprego nem oportunidades de crescimento profissional e etc. mas todo país hoje em dia tem oportunidades para seus cidadões, salvo excessões como países em guerras e alguns países africanos, fora isso, é só deixar de ser preguiçoso e ir a luta, aliás a preguiça é o grande mal do brasileiro, só querer moleza faz com que muitos vão para fora. As vezes até dão certo lá, mas perdem oportunidade de vencer grandes dificuldades e se tornarem grandes seres humanos. Ao se mudar para fora atrás de moleza, se tornam apenas seres normais sem maiores qualidades. A famosa vidinha mais ou menos. Vencem mais não convencem!

    • Mcris Postado em 29/Feb/2016 às 20:00

      Tenho que discordar de voce, Wilson. Em outros paises, encontramos mais RESPEITO as leis e aos cidadãos. Coisa que estamos a anos-luz... Impera o clientelismo, oportunismo, tráfico de influencia em vários niveis, e mesmo pessoas dedicadas e qualificadas são substituidas por outros mais incapazes, mais "baratos", mas com um Q.I. ou apadrinhamento ou algo que o valha... Que procura empreender, bate de frente com taxas escorchantes, burocracia gigante e desmandos na economia! E quem quer moleza, com certeza não vai encontrar "lá fora".

  32. Marcelo Postado em 25/Feb/2016 às 23:28

    "apesar da Holanda ser um dos países mais multiculturais da Europa, a maioria continua sendo alta, loira dos olhos azuis" Então tá. Vá à França, Portugal, Espanha e Itália - quatro dos países mais populosos da Europa - e avalie a proporção de altos, loiros e de olhos azuis em relação ao total da população. NÃO CONFUNDA o povo dos países escandinavos e germânicos com o de toda a Europa.

  33. FABIO LIMA Postado em 26/Feb/2016 às 00:52

    Muitas pessoas que querem sair do Brasil, o querem fazer por causa da criminalidade, uma vez que é certeza que vai sempre aumentar e nunca terá um termo final. Mas, é um texto que faz pensar e repensar.

  34. Anderson Luiz Postado em 26/Feb/2016 às 03:52

    O texto e' muito bom, mas ele me passa a impressão de que a autora passa dificuldades no outro pais pelo fato dela nunca ter passado pelo minimo que a grande maioria da população de um pais subdesenvolvido passa. Sei la, parece que ela nunca lavou uma louca, fez comida ou ate pior, andou de ônibus na vida. E ao ir a um outro pais, onde ela seria forcada a fazer isto, ela se sente gravemente afetada e enfraquecida, e assim acha que muitos não gostaram de morar fora. Coisas como um atendimento medico, fica a impressão dela ter um pouco de hipocondria, pois aqui especificamente no Brasil, uma pessoa ao passar em um hospital publico sofre para conseguir exames e consultas. Tem também o fato de preconceitos contra estrangeiro, me estranha muito o nível de abalo psicológico da autora, parece que ela nem veio do Brasil. Aqui existe inúmeros tipos de preconceito, mesmo se a pessoa e' da etnia branca, e' o de contra pobres: os olhares, desrespeito são exemplos, e bem resumidos por sinal. Então, uma pessoa morar em um pais onde ela tenha as minimas condições de vida, digo, de um pais de primeiro mundo, não importa os contratempos que pode ter, que de acordo com a minha visão e relatados no texto, são irrelevantes comparados a um pobre no Brasil. Falei demais, mas foi somente uma critica meio que construtiva. Acredito que se mudasse o titulo do texto ficaria melhor. Algo assim: Cinco coisa que vc precisa saber antes e ir morar fora do Brasil. Isto se vc de classe media alta, branco, que morou em condomínio, nunca andou de ônibus ou lavou louca

    • Marcelo Postado em 26/Feb/2016 às 11:51

      Exatamente! Parabéns pela lucidez!

    • Wallace Postado em 26/Feb/2016 às 22:42

      No Brasil eu não era classe media alta, não morava na Zona Sul do Rio, não sou branco, não morei em condomínio e andei muito de ônibus. Moro no Canadá e faço das palavras dela as minhas.

    • João Batista Postado em 01/Mar/2016 às 08:43

      Uma pergunta, se puder responder: você teve essa experiência de morar fora? Pois parece que você não entendeu o que a autora comentou e alimenta as ilusões com o exterior ("primeiro mundo"?) mencionado por ela...

  35. Fábio Postado em 26/Feb/2016 às 04:46

    Isso que você falou de preconceito não é nada. Você é branca e mulher. Eu sou negro e a noite tenho que andar com cautela pra não ser confundido com criminoso. Já fui parado por policiais na rua, no aeroporto... Aí mesmo na Holanda lembro que uma vez cheguei num ponto de ônibus e uma mulher que estava lá deu aquele olhar lateral. Depois de ela chamou o filho que brincava perto de mim pra ficar perto dela. Eu aprendi a empinar o nariz, set bem humorado e responder quando devido.

    • Maria Clara Postado em 01/Mar/2016 às 17:27

      Pois é Fabio, a coisa mais triste é que o racismo nao é um problema europeu, é mundial mesmo, e pra falar a verdade, eu que sou negra (eu sou muito parecida com a autora do texto, mas nunca me achei branca so porque tenho a pele mais clara) sempre sofri muito mais preconceito no Brasil do que na Europa onde eu moro a 15 anos

  36. Jose Jorge Postado em 26/Feb/2016 às 08:41

    Muito bom seu texto, é uma luz fora do lugar comum para os que pensam que o mundo fora do Brasil é uma Disneyland ... Trabalhei por 3 meses na região central dos EUA e vi muito bem isso - mesmo a população de lá sendo super educada, ordeira e receptiva (mais que no Brasil), todo momento vc encara as situações que mostram que és um estranho, que não é um deles e que um estrangeiro, mesmo qualificado, terá que ralar muuuuito e nem chegará perto das comodidades da nossa classe média.

  37. Cintia Postado em 26/Feb/2016 às 09:09

    Excelente texto, moro na Holanda á quase 4 anos e faço das suas as minhas palavras.

  38. Thelma - Jundiaí Postado em 26/Feb/2016 às 09:41

    É o texto mais sensato, realista e equilibrado que já li sobre imigração. Parabéns!

  39. Carolina Vasconcelos Postado em 26/Feb/2016 às 10:33

    Concordo 😉 com o meu sobrinho,Aurélio Vulcão ,tenho uma filha que mora em um país da África,Moçambique,Tete,vive bem,tem os problemas naturais,eu no alto dos meus 64 anos,estou muito inclinada em mudar para Portugal,não sei se conseguirei,se for,sei que passarei por uma série de coisas,mas no final o que vale é ser e sentir felicidade ,a onde se mora!😍

  40. Ronald Groot Postado em 26/Feb/2016 às 13:01

    Muito bom, principalmente o iten 1.

  41. Leandro Magnavita de Souz Postado em 26/Feb/2016 às 13:24

    Um dos poucos lugares que eu moraria na Europa seria a Itália, pois a minha família é descendente de italianos.

  42. Leonardo Postado em 26/Feb/2016 às 14:24

    Só achei infeliz esse trecho: "A violência no Brasil nunca vai melhorar enquanto a renda e as oportunidades não forem melhor distribuídas" A India tem disparidade tão grandes ou até maiores q no Brasil e não possui a violência q possui aqui. De resto o texto está de acordo.

  43. Fabiano Postado em 26/Feb/2016 às 17:01

    Que texto fantástico! Eu já fui a muitos países como turista, mas ainda tenho vontade experimentar viver fora por um prazo determinado. Seu depoimento é super esclarecedor para os desafios que estão por vir.

  44. Raquel Postado em 26/Feb/2016 às 19:08

    Não é verdade que "você vai sofrer preconceito", como se fosse uma lei determinista. É, na verdade, uma impressão muito subjetiva e em termos de informação, é muito errada e específica. Moro na Espanha há 11 anos, sempre fui extremamente bem tratada, sempre tive excelentes oportunidades profissionais e recebo muito carinho continuamente. Muito cuidado com as generalizações!!

  45. João Rafael Postado em 27/Feb/2016 às 11:31

    Engraçado que até na hora de elogiar o texto, algumas pessoas desavisadas ou quem sabe alheias ao mundo,tecem comentários que deixam a pensar, que é um texto vertical e polarizado. Querida Marjorie, teu texto traz alento a quem quer buscar novos horizontes,como tu disseras: tem fome de alhures. Que Deus te proteja e abençoe a tua vida constantemente e que o teu coração seja o teu principal pedaço de chão.O sentimento de pertença é o que nos difere de outrem,saber quem de fato somos. Beijo flor!!!

  46. Cristina Postado em 27/Feb/2016 às 11:39

    Texto interessante! Moro há 8 anos fora do Brasil e foi a primeira vez que li um texto tão "acertou na lata" em com relacão a comunicacão/língua que a autora comenta no ponto 4. É realmente frustrante quando, mesmo se virando bem na língua do país, as pessoas revertem para o inglês se não respondermos tudo em 2 segundos... Concordo 100% que o que mais dá saudades é "de estar num lugar onde todo mundo te entendesse e você entendesse todo mundo. Não precisar fazer esforço algum." Me alegrei em finalmente achar alguém que sente o mesmo, e em saber que tem alguns por aí que me entenderão! PS: Talvez esse "mal" afete mais fortemente os que moram em países com línguas mais "estranhas" (não espanhol, inglês por ex) e que não falam português no seu dia a dia?

  47. Johan Postado em 27/Feb/2016 às 20:53

    Beste Marjorie Em Holandês : Wat een geweldige tekst heb je geschreven en zo herkenbaar. Mijn vrouw is Braziliaanse en heeft 6 jaar in Nederland gewoont. Ook zij is blank, middenklasse en universitaire achtergrond. Alles wat je beschreef heeft zij meegemaakt. Wat veel Brazilianen maar niet willen begrijpen is dat leven en werken in het buitenland iets heel anders is dan op vakantie gaan ergens. Ik ga je tekst gebruiken om mijn vrienden te laten zien waarom ik al 7 jaar met veel plezier in Brazilië woon. Natuurlijk zijn er erg veel problemen momenteel, maar deze worden vooral veroorzaakt door de Brazilianen zelf. En nu willen ze er voor wegvluchten. Ga maar lekker naar de US, dat is nog slechter dan Nederland, daar ben je slechts een latino, en als je geen specialist bent en/of vloeiend Engels spreekt zal je het er zeker zo moeilijk hebben als in Nederland. Mij wordt gevraagd wanneer ik terug ga verhuizen, mijn antwoord is: mijn paradijs is hier in Brasil. Dank voor je uitgebreide tekst en veel succes in Nederland. Um abraço Johan

  48. Johan Postado em 27/Feb/2016 às 20:53

    Beste Marjorie Em Holandês : Wat een geweldige tekst heb je geschreven en zo herkenbaar. Mijn vrouw is Braziliaanse en heeft 6 jaar in Nederland gewoont. Ook zij is blank, middenklasse en universitaire achtergrond. Alles wat je beschreef heeft zij meegemaakt. Wat veel Brazilianen maar niet willen begrijpen is dat leven en werken in het buitenland iets heel anders is dan op vakantie gaan ergens. Ik ga je tekst gebruiken om mijn vrienden te laten zien waarom ik al 7 jaar met veel plezier in Brazilië woon. Natuurlijk zijn er erg veel problemen momenteel, maar deze worden vooral veroorzaakt door de Brazilianen zelf. En nu willen ze er voor wegvluchten. Ga maar lekker naar de US, dat is nog slechter dan Nederland, daar ben je slechts een latino, en als je geen specialist bent en/of vloeiend Engels spreekt zal je het er zeker zo moeilijk hebben als in Nederland. Mij wordt gevraagd wanneer ik terug ga verhuizen, mijn antwoord is: mijn paradijs is hier in Brasil. Dank voor je uitgebreide tekst en veel succes in Nederland. Um abraço Johan

  49. Irene tozzi Postado em 28/Feb/2016 às 02:09

    Eu vivi nos USA por 6 meses, nao senti muito preconceito nao, talvez porque frequentamos a igreja presbiteriana americana lá, e claro, pois somos evangélicos presbiterianos aqui no Brasil, e portanto nos sentimos em casa, em meio a irmaos. Nesses 6 meses lá fizemos muitos amigos norte-americanos e fomos convidados para almoçar 3x em casas de americanos mesmos genuinos e de brasileira com americano 1x . Realmente a fé que nos une é universal, a Biblia nossa regua de fé e prática é a mesma apesar das diversas traduçoes, amei a experiencia, ja sabia q a cultura norte-americana é totalmente bíblica e por isso q eu a admiro !!! Uma coisa q vc nao diz mas q é vdd é q o pessoal q vive em países ricos nao sao ricos, mas sao suficientemente respeitados e muito assegurados fisicamente, pois nao correm riscos ao ir e vir no país e portanto nao necessitam de tanto dinheiro para se sentirem bem, bem diferente do Brasil, onde o espírito de salve-se quem puder porque o governo só quer te ferrar é muito forte, infelizmente !!!

  50. Soraia lentos Postado em 28/Feb/2016 às 06:23

    Esse texto me chamou a atencao pois ela fala sobre a realidade de viver no norte da Europa. Nos Brasileiros precisamos aprender 3 coisas: 1- que os paises da Europa nao sao tao bons como muitos dizem, existem tambem problemas la e algumas coisas que sao piores do que no Brasil, 2- brasileiros que moram fora normalmente nao se tornam europeus (geralmente nao sao considerados europeus ainda que sejam descendentes ou consigam cidadania morando la) , e 3) pele clara nao eh sinonimo de ser branco, se fosse assim os japoneses tbm seriam brancos! Porem ser mestico ou ser negro nao deve ser considerado uma coisa ruim pois pessoas brancas nao sao melhores do que as outras!

  51. claudina de castro quinta Postado em 28/Feb/2016 às 13:35

    RESPEITAR OPINIAO DE CADA UM. ESTA FOI A DELA. CADA UM VAI TER PAIS, LOCAL E PESSOAS DIFERENTE. ELA QUIS PASSAR O LADO RUIM DA HISTORIA. PQ O BOM TDS QUEREMOS.

  52. CECI BORCARD Postado em 28/Feb/2016 às 14:04

    Excelente texto. Esclarecedor.

  53. marcelo Postado em 28/Feb/2016 às 18:29

    Qualquer forma de preconceito no exterior é infinitamente menor do que aquela que sofremos de nosso governo!!! Cinco meses de trabalho para pagar impostos que no final nos proporcionam morte, ignorancia e desespero? Duvido da inteligencia daqueles que defendem esse lixo chamado Brasil! Ainda bem que ja saí desde manicomio!

  54. Carlos Eduardo Postado em 28/Feb/2016 às 18:43

    Não moro tão longe (Chile) mas me identifiquei com essa coisa de querer dizer algo e não encontrar as palavras certas ou de não ser entendido. Para mim, a pior parte... Vim com espanhol do 0 e aos poucos vou me adaptando, é uma experiência fantástica conhecer nova cultura, costumes e rotinas. Mas.. No geral.. São pessoas, pedaços de chão e problemas como em qualquer parte do mundo. Texto excelente, parabéns por retratar de forma tão simples o que nós imigrantes passamos.

  55. Paula Postado em 28/Feb/2016 às 19:25

    Adorei o texto, mas não se preocupe, depois de 10 anos fora do Brasil, quando bater a saudade e vc for ver o Brasil que vc deixou pra tras, na sua volta para a "nova" casa vc pensará: que bom voltei para a minha verdadeira casa (no meu caso a Italia).

    • Daywison Cogo Postado em 05/Mar/2016 às 19:57

      Oi Paula! Li diversos textos aqui nos comentários, e ngm que fale bem ou mal da Itália. Pretendo ir em julho para cidadania e pretendo ficar. Gostaria da sua opinião sobre alguns pontos positivos e negativos da Itália mesmo sendo um "cidadão"?! Desde já agradeço!

  56. Matheus Farias Postado em 28/Feb/2016 às 21:01

    Que bosta de texto. Simplesmente um texto de gente mole e recalcada. Fique no Brasil com o Lula, Dilma, Renan Calheiros, Eduardo cunha, corrupção e violência sem limites. Bom mesmo é o Brasil.

  57. Gisele Postado em 28/Feb/2016 às 23:51

    Seu texto ate hoje foi o que melhor expressou tudo o que aprendi vivendo 1 ano longe do Brasil. Simplesmente perfeito!

  58. Gus Brunson Postado em 29/Feb/2016 às 00:05

    Moro nos Estado Unidos a 27 anos, e o texto é perfeito até aqui para os Estados Unidos. As coisas mais interessantes que eu ja vi aqui é pessoas de classe media alta lavando a sua propia roupa nas maquinas de lavar em casa, ricos dirigindo Bugattis parados num posto de gasolina abastecendo o seu propio carro, e crianças num bairro rico (Pacific Palisades) vendendo limonada para arrecadar fundos para a escola. Coisas que eu ao que me lembre seriam impensáveis no Brasil.

  59. Bernadete Postado em 29/Feb/2016 às 09:30

    Adorei o texto. Agora, um lembrete: não fique muito tempo fora, pois quando resolver voltar você se sentirá imigrante na própria terra. Já vi acontecer. Ah, e parabéns pela disposição em enfrentar duas linguas tão difíceis quanto hungaro e holandes

  60. Lucílio mots Postado em 29/Feb/2016 às 10:10

    Eu concordo, e muito bom conhecer outros países, o que eu vejo muitos Brasileiros, que se acha o máximo, e ficam de difamando o Brasil, dizendo isto é o Brasil o Brasil não presta só pode ser no Brasil, Pois é não existe país melhor que o Brasil, o que não presta são alguns políticos, que não são ppatriotas, como estes que difamam o nosso país, e lamentável.(Brasil ame ou deixe o)

  61. Hélio Postado em 29/Feb/2016 às 16:08

    Texto excepcional. Só quem já morou fora e mora, sabe da autenticidade deste texto. Para completar, quando se mora fora do país de origem, você será eternamente rotulado de " o imigrante", por mais qualificações que tenha, por mais tempo que se more ou até mesmo casado com uma pessoa do país.

  62. João Batista Postado em 01/Mar/2016 às 08:39

    Muito boas as observações, e muito úteis. Dá logo vontade de postar e enviar por email para muitas pessoas, algumas porque teriam uma boa leitura independentemente de sua visão das coisas e outras porque "precisariam" ouvir isso que vc falou. Eu também tive minha experiência de imigrante e entendi perfeitamente o que vc descreve. Minha vida foi um pouco mais fácil,pois estava estudando apenas e era tratado geralmente como turista, mas morei 4 anos em Israel, e nos meses de férias de verão trabalhava em restaurantes e/ou fazia cursos de idioma na Alemanha e no Canadá. Muito legal a interação com gente do mundo inteiro.

  63. Camila Neves Postado em 01/Mar/2016 às 12:14

    Alguns holandeses parecem querer que os imigrantes se livrem de todo e qualquer traço cultural de seu lugar de origem, comportando-se como ventríloquos ou tietes da cultura holandesa. Temos que puxar o saco deles para demonstrar agradecimento por estar neste pedaço de chão. Isso acontece aqui na Alemanha também. Quando me casei, minha ex-sogra me disse algo parecido um dia: "Você tem que entender que agora NÓS somos a sua família, você tem que se comportar como alema e esquecer tudo o que você deixou para trás no Brasil." E ela nao é um caso isolado. É claro que eu sou grata por estar aqui, onde eu tenho mais chances de educacao (nao é fácil, mas as chances sao bem maiores que no Brasil), mas eu sempre deixo claro: "Eu gosto da Alemanha, eu gosto dos alemaes e os respeito também. Mas eu nasci brasileira e MORREREI brasileira.

  64. Camila Neves Postado em 01/Mar/2016 às 12:26

    E ainda tem mais: você pode ter ensino superior no Brasil, pode falar três ou quatro idiomas (quando vim para cá eu me comunicava em Inglês), hoje eu falo Alemao, Holandês (fluente) e estou aprendendo Dinamarquês e Sueco, que você sempre será um "brasileirinho fuleiragem" (nos melhores dos casos). Escutei (inúmeras vezes) que brasileiras sao todas "putas" e que só vêm para cá por causa do dinheiro do alemao com quem elas pretendem se casar. Isso irrita. Eu nao tenho nada contra putas, mas nao sou uma. Vim de uma família pobre no Brasil, mas nao sou analfabeta. Muitos acham que por alguém ser latino, ele acabou de sair da latrina. E por mais que você se esforce para ter seu trabalho e sua competências reconhecidos, você ainda continua sendo um cidadao de "segunda classe". Outra coisa que eu já ouvi de familiares: "Ah, você mora na Alemanha? Que chique??? Agora você é rica!" - Nao, meu bem, alemaes também nao têm árvore de dinheiro plantada no quintal, aqui tem muita gente pobre também, e para conseguir qualquer coisa, você precisará lutar até mais do que você talvez precisasse lutar no Brasil. Nao entendo o porquê enxergar a vida no exterior com tanto "glamour". Aqui as pessoas ralam pra caramba também, nem todo mundo tem um BMW, um Audi ou um Mercedes na garagem. Muito menos um Porsche.

  65. Patricia Postado em 01/Mar/2016 às 18:35

    Eu acredito que todos que pudessem ter a oporrunidade de morar fora deveriam agarrar essa experieencia, nao precisa ser para morar mas apenas ficar um tempo fora. Eu moro há 10 anos na Nova Zelandia, é lindo, mas é um país pequeno, tem problemas tambem como todo país. quase tudo é imoprtado, onde eu moro é o lugar mais caro do mundo mas tambem o que dá oportunidade de emprego. Eu jamais deixarei de amar meu Brasil pq eu cresci, estudei, trabalhei , conquistei bons empregos, me formei mas nada é eterno. tenho 47 anos mas nao desisti, experiencias nos fazem amadurecer. Nenhum lugar será bom se você não estiver bem consigo e acreditar que é capaz de superar as dificuldades. . A felicidade, só depende de nós. Tenho um bom emprego e ganho o suficiente para me manter, mas sao 10 horas diarias, nunca foi fácil mas não desisti. Respeito quem nao mora fora, porque isto é uma escolha, se você quer algo lute por isto, nem que tenha que pagar sua passagem em 12 meses você vai fazer isto acontecer. Problemas existem em todos os países, aqui OMG saude para muitos é boa pq nao usam mas para mim é pessima pq quando preciso nao me ajudam. Tenho endometriose e tenho que fazer a cirurgia, faz 4 anos que luto com isto, Já me disseram que tinha cancer, tumor...etc... infelizmente EU nao tive boas experiencias, nao confio na medicina daqui. Mas falo por mim nao pelos outros. Em setembro vou ao Brasil pq me sinto segura, e estarei perto de minha familia. Vou fazer pelo SUS sim, já tenho meu cadastro, se algo acontecer paciencia, Deus está no controle. Pessoas ricas fazem lipo e morrem, aviaoes particulares caem o tempo todo, se eu tiver medo de tudo nao tenho vida. Posso levar um tiro no Brasil como posso sofrer um terremoto aqui e morrer. A vida é cheia de riscos e nós fazemos nossas escolhas. Voltei de férias ha 3 meses e ja estou com saudades do Brasil. Amo e sofro em saber o que se passa por ai, porque sempre serei BRASILEIRA, posso ter até um passaporte Kiwi mas nao muda quem eu sou. A experiencia nao pode ser comparada pq cada pessoa é diferente mas sim dividida. Eu nao vou cuspir no prato que eu comi. Tenho orgulho de ser brasileira, e valorizo meu povo pq sei que aí é uma luta diária. Mas tambem sei que a luta é geral, estou lutando aqui tambem. Pode ter certeza nao é facil mas agradeço a Deus todos os dias pela minha vida. Hoje podemos estar vivos amanha ninguem sabe. Entao valorizemos o quanto ou o pouco que temos pq somos apenas mortais.

  66. Paulo Postado em 01/Mar/2016 às 23:18

    Gostei muito do seu texto - parabens. Um abraço.

  67. Gheysa Pires Postado em 02/Mar/2016 às 08:52

    Muito bom o texto para quem tem o sonho de morar fora. Morei 3 anos na Alemanha e já escutei muitas vezes: "Nossa e porque você não ficou lá?". Aí então eu tenho que explicar exatamente isso, que nem só porque o país é desenvolvido que seja o melhor lugar do mundo para se viver. O sistema de saúde alemão me lembrou a sua história, sofro de uma doença crônica de pele e para eu me tratar lá era extremamente difícil. Dentista então se precisasse estaria sem dentes agora. A única coisa que realmente invejo é a educação de base, que fez destes países serem mais desenvolvidos e o seu povo mais independente e com menos diferenças sociais. Parabéns pelo texto.

  68. Alessandra Postado em 02/Mar/2016 às 09:38

    Eu sou Italiana, sempre morei na Itália. Fui ao Brasil várias vezes, e também vi alguns Países europeus. Acho este texto mais ou menos útil e apreciável pra quem gostaria de sair do Brasil, sem ter a menor idéia do que existe por fora. Pra quem pensa que "País rico = [País que hospeda] SOMENTE gente rica", e não "País rico = sinônimo de gente rica", que obviamente sinônimo não é, porém que exista nele até gente rica ninguém pode negar. Artigo útil pra quem pensa que no exterior tudo seja perfeito e paradisíaco. Quem pensa assim, ao meu ver é um ignorante, ou uma criança que precisa acordar do mundo dos sonhos. Reparei, no texto, de alguns exageros e generalizações que não me parecem afirmações muito profissionais, ou objetivas, sinceramente... Nunca morei na Holanda, porém fiquei pasma ao ler que lá não se faz prevenção e se morre de câncer mais que no restante da Europa (qual a fonte dessa notícia?), já que os médicos de familia fazem mil dificuldades ao receitar análises ou ao acreditar que talvez certo sintoma não seja apenas coisa boba (!)... Me desculpem, mas se fosse assim, isso seria um escândalo, e bem conhecido na Europa... Nunca ouvi falar disso, e pertencendo a Hollanda áquele grupo de Países considerados mais "evoluidos" da Europa (diferentemente dos ex do Pacto de Varsovia, influençados por décadas pela velha URSS, e tradicionalmente menos ricos e ainda um pouco atrasados), não consigo acreditar que a Saude Nacional seja gerenciada daquele jeito. Parece País de babacas, essa Holanda, sei lá. Mudando de assunto, confirmo que é verdade que a classe média brasileira dispõe facilmente de mordomia (coisa da qual eu não teria muito orgulho, sinceramente.. Mas eu falo como Italiana, que não gosta muitissimo dá logica "Master and Servant", Senhor e Servo), enquanto na Europa somente os verdadeiros ricos têm mordomo e serventes. Porém, por outro lado, não é bem assim como se lê no artigo: "...Não tem empregada para lavar sua privada, cozinhar e passar sua roupa, tudo incluído no mesmo pacote..... Não tem manicure para fazer suas unhas toda semana. Não tem quem monte seus móveis quando você se muda. Não tem porteiro, não tem elevador de serviço..." O que??... Não tem isso na Europa? Ou na Holanda? Ou talvez apenas no bairro holandês onde a autora mora? Eu posso afirmar sem dúvida que aqui na Itália, se poucas famílias têm mordomo e/ou empregada "fixa", que mora em casa e faz tudo, pelo contrario é muito comum que famílias "normais", sem ser "ricas", contratem uma empregada que dê uma mão em casa duas ou três vezes por semana, ou que ajude todos os dias, mesmo que seja só por uma hora. Nem todo mundo lava a propria privada! A manicure? A maioria das mulheres mandam cuidar das proprias unhas no salão de cabeleireiro. Ninguém monta seus móveis quando você se muda? O que é isso? Tá falando sério? Bom, pelo menos aqui na Itália é o pessoal da empresa de mudança de móveis que os monta também, na nova casa... Não tem porteiro? Posso dizer que a figura do porteiro hoje em dia é menos comum do que no passado. Grandes predios, em bons bairros, ainda tem, mas a tendencia é construir edifícios diretamente sem portaria. A sociedade está lentamente mudando; as famílias tem menos filhos do que no passado e já não tem aquela "explosão" demográfica que continua no Brasil. Aqui já houve, principalmente na decada dos '60. O sociedade brasileira de hoje se parece com a da Itália que eu lembro de criança, nos anos '70. Posso dizer que - em certo sentido - nós estamos uns 35-40 anos pra frente. O que não significa que isso seja necessariamente melhor, hein... Bom, eu poderia continuar, mas prefiro parar por aqui. Só quero concluir dizendo que a minha impressão é que a Marjorie esteja vivendo num País de que não gosta, e por várias razões. Um País com uma língua muito difícil, gutural, completamente diferente de qualquer língua latina... Não é que brasileiro (o Italiano, Chinês, etc.) deva necessariamente se dar bem 100% em qualquer lugar do mundo, né? A mesma Europa, não é toda igual.

  69. Judite Pinho Postado em 02/Mar/2016 às 11:28

    Tudo certo, mas até nos comentários que li (um tanto por alto) , não vi nenhum reparo sobre o facto de o texto se referir aos problemas da emigração e dos emigrantes e não da imigração e imigrantes. Para mim é um pouco estranho a autora do texto, que até escreve bem,não saber distinguir os dois termos.. Mas eu explico: A saída de alguém do seu país para ir viver no estrangeiro é imigração. A chegada de estrangeiros a um país para aí viverem é que é imigração. Portanto, brasileiros que saem do Brasil são emigrantes; estrangeiros que vivem no Brasil, neste país são imigrantes. Entendido?

  70. Maria Postado em 02/Mar/2016 às 14:06

    Pra quem vai morar fora só digo uma coisa: boa sorte!!! Se for, va muuuito bem estruturado!!! Pois vai sofrer. O principal é a parte burocratica, seu RG vao custar caro, vai ser penoso, e talvez vc lute e nao consigo obter. E ai vai ficar a merce! Eu ja morei fora nos eua por 2 anos e foi bom, mas quando precisei gastar 2000 dolares de medico por causa de um simples abcesso na virilha, e lembrei de todas as privadas q limpei pra juntar aquele dinheiro vi q nao vale a pena o sacrificio. E ainda nuncaaaa vai se alimentar tao bem quanto no brasil. A comida pode ser mais barata fora do brasil mas nao Sera saudavel, ou se for nao Sera tao boa. Em suma, sofrer longe de casa é a pior sensação. E ainda nem um prato de arroz e feijao vc vai ter pra acalmar! Vc pode ate fazer em casa, mas aquele buffetzao cheio de comida boa vao ficar na sua memoria...eu fui, e voltei sem pensar mto. Alias faz 2 dias q estou de volta ao brasil com toda a crise, estou melhor aqui. ALOHA

  71. Bruno Postado em 03/Mar/2016 às 14:53

    Fantástico o texto, detalhado e absolutamente realista. Só não concordo quando ela diz que é considerada branca no Brasil (e não na Holanda). Pela foto que consta em seu blog pessoal, ela me parece mulata clara, de cabelos crespos e feições faciais características. Inclusive ela escreve em blog de valorização de cabelos crespos etc, no que está absolutamente certa, portanto, não me admira que também na Holanda não seja considerada branca. A média dos brasileiros brancos é considerado branco também na Europa, visto que são geralmente do mesmo tom de pele e características faciais de portugueses, espanhois, italianos, franceses etc...

  72. Jonara Postado em 05/Mar/2016 às 15:02

    Excelente texto! Li alguns comentários de gente contestando o item 5 e dizendo que a autora não pode ser considerada branca nem no Brasil. Para estes eu gostaria de dizer que o imigrante sofre preconceito pelo simples fato de ser imigrante. Morei 2 anos nos EUA e estou no Canadá há quase 2. Tenho amigos russos, eslovacos, polacos, húngaros, croatas e escandinavos. Brancos, olhos azuis, cabelos loiros ou castanho claro. Eles também são alvo de preconceito assim que abrem a boca e seus sotaques os denunciam. Acredito que eles não sofram tanto preconceito quanto meus amigos indianos, egípcios, iranianos, chineses, filipinos e nigerianos. Mas o preconceito existe e se o imigrante nunca sentiu nada é porque teve muita sorte.

  73. Ncapucci Postado em 06/Mar/2016 às 16:26

    Marjorie, apesar de alguns clichês esquerdistas no seu texto, ele é muito rico de informações novas. Sobre o sistema de saúde, poucas pessoas sabem como o SUS é um dos melhores sistemas de saúde do mundo, porém, a carga horária dos médicos é escravizadora, diminuindo a produtividade dos mesmos. Os recursos nem sempre chegam aonde devem chegar. Enfim, problemas que devemos reconhecer! Além do que, enquanto aí eles não vão por qualquer coisa, aqui as pessoas vão sim por qualquer coisa, que faz com que os hospitais fiquem lotados. Sobre a classe média, rsrsrs, a situação de não querer limpar privada não se limita apenas a essa classe, mas sim em todas camadas. Isso é uma herança cultural infeliz que vemos infectando a todos brasileiros. Se tiverem condição de pagar a metade de um salário pra alguém limpar a privada, as pessoas o fazem, e ainda ostentam. Não dá pra negar a infeliz realidade do Brasileiro. Esse deslumbramento que se mora no exterior é ser chique, também está em todas camadas. Nunca entendi. Como vc mesma disse, todo mundo faz seu cocozinho. Obrigada pelo texto

  74. Lauro Misko Soler Postado em 06/Mar/2016 às 20:41

    Parabéns Marjorie! Belíssimo texto! Real, impactante, muito útil! Bom para que pessoas não alimentem ilusões ou falsas expectativas!!

  75. Pedro Postado em 08/Mar/2016 às 18:27

    Velho, isso é lance de morar no primeiro mundo. Morar em pais latino-americano é sussa, a galera gente fina, igual no Brasil. No primeiro mundo somos cães.

    • maria Postado em 13/Jul/2016 às 22:52

      Parabens! texto muito bem escrito! Esse texto mostrou exatamente o que a maioria dos imigrantes sofrem.... Digo isso porque tenho vivencia. E que os nossos antepassados sofreram ao imigrar pro Br. Nao eh facil pertencer a classe minoritaria seja em qual pais estiver e mesmo no Brasil. Aqui nao ha igualdade total,basta pertencer a classe minoritaria. Sera que o nordestino pobre e sem estudo seria bem tratado no sudeste num restaurante classe media? Ou um indio que fez uma boa universidade,seria aceito numa entrevista de servico? muito bom texto, tudo que foi escrito realmente acontece e olha que a autora pertence a uma classe de imigrante com nivel superior e pelo visto trabalha num bom local. Imagine aqueles que trabalham em sub empregos,a dificuldade que deve ser.... Todo mundo fala que o Brasil eh otimo,e tambem concordo mas na hora do aperto:todo mundo some,e cade os amigos,parentes? Depois que a pessoa resolve ir pro exterior soh criticam,pelo menos esta pessoa nao fica dependendo de ninguem e nem incomoda ninguem e nem pede dinheiro emprestado.

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