Redação Pragmatismo
Compartilhar
Contra o Preconceito 03/Feb/2016 às 13:04
49
Comentários

Brasileiros na Irlanda denunciam agressões e xenofobia

"'Puta'. Foi como um rapaz que eu conheci me chamou quando falei que era brasileira. Revidei a ofensa e algumas de suas amigas se aproximaram e começaram a me xingar e bater. Quando caí no chão, chutaram minha cabeça. Quem chuta a cabeça de alguém assim? Nunca vi isso". Confira mais relatos a seguir

brasileiros irlanda xenofobia agressão preconceito
O estudante Bruno Omena, 21, diz ter levado uma ovada no olho em Dublin (Reprodução)

“‘Puta’. Foi assim que um rapaz que eu tinha acabado de conhecer na rua me chamou quando eu falei que era brasileira. Depois que eu revidei a ofensa, algumas amigas dele se aproximaram e começaram a me xingar e me bater. Quando caí no chão, chutaram minha cabeça. Quem chuta a cabeça de alguém assim? Nunca vi isso.”

É dessa maneira que a paulista Maria Guimarães, 23, estudante, se lembra da violência que sofreu em Dublin, na Irlanda. Assim como Maria, diversos outros brasileiros afirmam ter sofrido preconceito e xenofobia no país.

Encontrar esses relatos de agressão física ou ofensas por parte de irlandeses não é difícil. Com mais de 11 mil brasileiros morando na Irlanda (segundo a imigração do país europeu), os casos se repetem. Em 2014 os brasileiros foram responsáveis por 12% dos pedidos de visto para permanência no país – maior índice entre os países de fora da Europa.

Uma das histórias mais comuns inclui ser alvo de ovadas nas ruas. Bruno Omena, 21, estudante, estava trabalhando quando passou por essa situação e correu o risco de perder a visão de um dos olhos.

“Aqui em Dublin eu trabalho transportando os turistas pela cidade em uma bicicleta. Uma noite, um grupo de dez irlandeses jogou ovos em mim e um deles acertou em cheio meu olho. Por sorte, foi só o susto. É isso que você ganha por mudar para outro país”, conta.

Já casos mais leves acontecem sem ofensas explícitas, de forma velada. O supervisor comercial Everton Roberto da Silva, 26, de Santa Catarina, conta como acabou sendo enganado.

Leia também:
Irlanda oferece vagas de emprego para fluentes na Língua Portuguesa
As babás brasileiras humilhadas e sexualmente assediadas na Irlanda

“Fui até um lugar procurar peças para minha bicicleta. Os irlandeses da loja disseram que não possuíam o produto, mas me passaram o endereço de outro lugar onde tinha. Quando cheguei lá, era um cemitério. Depois percebi que eles estavam rindo de mim quando o rapaz digitou o endereço no meu celular. É triste pensar que no fundo eles querem que a gente morra.”

Apesar de tantas histórias, o departamento de estatísticas do governo irlandês relata apenas seis ocorrências de xenofobia desde 2003. Os casos de racismo somam 1.399 no mesmo período.

Esses números são muito inferiores aos registrados pela instituição independente Enar (Rede irlandesa contra o racismo, em português), que recolhe denúncias pelo site Report.ie. Somente entre os meses de outubro de 2013 e dezembro de 2014 foram cerca de 500 ocorrências envolvendo xenofobia e racismo.

“Não há dados oficiais confiáveis sobre o racismo na Irlanda. Isso porque o governo não registra as denúncias corretamente ou as vítimas não têm fé na justiça e não reportam os casos”, explica Shane O’Curry, diretor da organização.

O departamento de polícia irlandês, chamado de Garda, afirma que existe uma política específica contra os crimes de ódio.

“A polícia irlandesa tem realizado ações para melhorar sua interação com diversas comunidades. Há um departamento específico dentro do órgão, que tem a responsabilidade de coordenar, acompanhar e aconselhar as diversas comunidades da Irlanda. Além disso, existem 349 oficiais treinados e destinados a trabalhar com as minorias.

O objetivo é promover a tolerância, respeito e compreensão, evitando os crimes de ódio, além de prestar assistência às vítimas”, afirma um comunicado emitido pela polícia.

“As ações da Garda foram recentemente citadas pela Comissão Europeia de combate ao racismo, como bons exemplos aos outros países”, completa o material divulgado. As penas para crime de ódio no país são até dois anos de prisão e multa de até 25.500 euros (cerca de R$ 102 mil).

Os brasileiros que passam por esses problemas podem solicitar ajuda à embaixada em Dublin. O órgão presta atendimento aos brasileiros e oferece aconselhamento.

“Nos casos de agressão, ouvimos os relatos e prestamos orientação. Geralmente, é sugerido que as vítimas procurem os órgãos competentes para lidar com situação, como a polícia local, e prestem queixa. Caso um inquérito seja instaurado para apurar o ocorrido ou haja um processo na justiça, o setor consular, se solicitado pelo cidadão, pode acompanhar as audiências”, conta Carolina Miceli, vice-cônsul da embaixada brasileira.

Flávio Carneiro, UOL

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook.

Recomendados para você

Comentários

  1. eu daqui Postado em 03/Feb/2016 às 13:28

    Há que se ficar por aqui memso e resolver a propria terra. Escapismo é só escapismo. E mais nada.

    • João Paulo Postado em 03/Feb/2016 às 16:55

      Concordo. E que sintam o mesmo desprezo que sentem pelo nosso país. Um ex-amigo da época do colégio mora lá e eventualmente posta notícias tripudiando do nosso país e Presidenta.

      • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:18

        Os irlandeses tem sido historicamente considerados os "negros da Europa", inclusive no dizer de uma das grandes estrelas deles, o Bono Vox. A forma deles tratarem os brazucas somente ratifica a condição e o mérito viralatista do país deles. Perdi a vontade de conhece-los. Grata ao PP por contribuir pra limpar minha lista de destinos turisticos.

  2. Raquel Postado em 03/Feb/2016 às 13:45

    Eu acho isso muit relativo. Eu moro na Irlanda faz 5 anos , numa cidade super turistica e universitaria chamada Galway e nunca sofri nenhuma agressão fisica ou verbal dos irlandes. Muito pelo contrário. Onde vou e falo que sou brasileira, sou recebida muito bem. Acredito que isso esteja ligado a cidades maiores, capitais, como em qualquer lugar do mundo voce pode encontrar pessoas xenofobas.

    • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:19

      Cidades grandes saõ realmente mais complicadas no mundo inteiro........

  3. Jonas Schlesinger Postado em 03/Feb/2016 às 14:12

    Adoro a Irlanda, um dia quero visitá-la. Como tenho traços europeu, acredito que não vou sofrer xenofobia por lá. Vou até me sentir em casa.

    • Luiz C. Cardoso Postado em 03/Feb/2016 às 15:15

      Só não poderá dizer que é brasileira, se não o coro come.

    • magda Postado em 03/Feb/2016 às 15:26

      Jonas, na hora que vc abrir a boca vão identifica-lo como estrangeiro..se fala bem inglês vai ter sempre o sotaque pra te denunciar..just saying!

    • Marcia Guerra Postado em 03/Feb/2016 às 15:27

      Lamentável seu comentario! No primeiro preconceito que vc sofrer lembre-se dele!

    • Joao Pedregulho Postado em 03/Feb/2016 às 15:33

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk boa piada amigo, assim que vc abri a boca ja vai ser julgado ou por acaso nasceu com fluencia em ingles? que visao ridicula meu deus vai la campeao bancar europeu vai la brasil precisa de menos pessoas como vc

    • Juliana Postado em 03/Feb/2016 às 15:39

      Ajudou muito na questão, amigo. Parabéns.

    • júnior Postado em 03/Feb/2016 às 16:21

      Primeiro levaram os negros Mas não me importei com isso Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários Mas não me importei com isso Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados Mas como tenho meu emprego Também não me importei Agora estão me levando Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém Ninguém se importa comigo. Bertolt Brecht

      • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:20

        E vc se importa com quem? com quem te serve de ferramenta?

    • ALFREDO DE VITA Postado em 03/Feb/2016 às 16:32

      Jonas não vá visitá-la, mude-se para lá, por que aqui vc não vai fazer falta.

    • marc Postado em 03/Feb/2016 às 17:01

      Ledo engano as pessoas notaram q vc não é de lá só de te verem de longe, pode acreditar, ou vc jura q não percebe quando alguém é um gringo aqui independente da cor q ele tenha ?

    • Renata Postado em 03/Feb/2016 às 18:58

      Vai nessa! Quando abrir a boca e eles escutarem teu sotaque você vai sentir o preconceito. Eles não gostam de estrangeiros, não importa se é branco, pardo ou negro.

    • Salomon Postado em 03/Feb/2016 às 19:54

      Um dos comentários mais desgraçadamente infelizes que já li. Falta à língua portuguesa o termo exato para qualificar esse tipo de postagem. Uma excrescência, talvez.

    • Pedro Postado em 04/Feb/2016 às 09:08

      Seu comentario é perverso. Por parecer europeu, você seria, ou mereceria ser poupado de preconceito ou agressões. E como ficam legítimos cidadãos Irlandeses que são negros, hindus, entre outras diferentes versões humanas que existem la? Não podem ser vitimas de xenofobia porque são, ora, irlandeses! Imagine-se vitima de xenofobia praticado por um grupo multi-étnico de irlandeses brancos e negros, e mesmo um Sikh. Na Irlanda isso pode ser improvável, mas na Inglaterra tal ataque poderia acontecer. Para onde vai sua tez alva, que não te protegeria de tal agressão? A questão começou a transcender apenas a cor da pele.

    • João Paulo Postado em 04/Feb/2016 às 20:56

      Não se esqueça se esmurrar um brasileiro com "traços de brasileiros". Quem sabe os irlandeses o chamem de conterrâneo.

  4. Bruno Silva Postado em 03/Feb/2016 às 14:34

    Fui para Irlanda ano passado. Os irlandeses foram ótimos comigo. Preconceito mesmo eu senti vindo dos meus conterrâneos. Uma carioca me disse - antes de saber que eu era potiguar - que não gostaria de ter que dividir quarto do albergue com nordestinos. Em um passeio pela ilha encontrei uma brasileira. Iniciamos uma conversa e quando falei que era de Natal fui surpreendido com a reação dela. Ela disse que odiava minha cidade, que a UFRN era uma porcaria, que nem no supermercado o povo sabia se comportar e finalizou dizendo que os natalenses não eram evoluídos como a população de São Paulo.

    • Davi Postado em 03/Feb/2016 às 15:14

      Eu também, quando estive em Londres, sofri preconceito de brasileiros. Nunca mais esqueço!

    • Antonio Nunes Postado em 03/Feb/2016 às 15:36

      boto fé, brasilero vai pras gringa e se acha o bonzao ... da pena desses tipo de brasilero que nao sao patriotas, sao esses imundos que nao representam o povo brasilero, aconselho que fiquem por la até sofrerem preconceito e agressao pq foi mta falta de surra pra chega a ponto de denegrir a propria nacionalidade fora do pais ao inves de se aliar

      • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:24

        Denegrir o proprio Brasil? E precisa? Não é redundancia?

    • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:23

      Foi o que eu disse lá em cima (não sei se vão publicar): o viralatismo é um dos combustíveis da agressão gratuita. Por isso é muito mais provável encontrar xenofobia na Irlanda, Portugal e Espanha do que na Escandinávia. E mais fácil ainda no Brasil.

  5. Rosane Postado em 03/Feb/2016 às 15:12

    Que horror!!! Mas isso me lembrou tanto as muitas historias de agressão que os negros e pobres sofrem no Brasil, com a diferença que muitas vezes morrem assassinados. Nesse caso o conceito não é xenofobia mas racismo mesmo.

  6. Isaac Postado em 03/Feb/2016 às 15:29

    Sou negro, se for pra Irlanda serei bem recebido?

    • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:24

      Entendi aqui que o problema lá é ser brasileiro e não negro.

      • Thiago Teixeira Postado em 05/Feb/2016 às 12:41

        Responda então mina, ele ia ser bem tratado? O Zé Pequeno da Cidade de Deus e a Marina Ruy Barbosa serão recebidos de igual forma?

      • Jonas Schlesinger Postado em 06/Feb/2016 às 15:12

        Quero saber, Thiago, quem você iria tratar bem melhor se caso um desses dois fossem visitar a sua casa. Hein?

  7. Thales Assis Postado em 03/Feb/2016 às 15:34

    Morei lá por 1 ano e em geral os Irlandeses sempre foram receptivos... só tive 2 casos de preconceito, em 1 foi com grupo de pré adolescentes que moravam na minha rua.. eu passava e eles ficavam falando merda, até que um dia entrei rápido e eles ficaram jogando pedras na minha janela e dando murros na porta... fui até a janela do 2 segundo andar e joguei um balde de água gelada neles.. isso num dia de 0 graus kkkk depois os pais vieram reclamar e mandei chamar a polícia caso tivessem problema pois eram eles que estavam na minha porta enchendo o saco e ninguém fez nada... ficou por isso mesmo e passaram até a me respeitar depois!! O 2 caso foi um pouco mais grave, fiquei com uma Irlandesa em um bar e estávamos curtindo bastante até chegar uma amiga dela bêbada gritando que não queria a amiga dela perto de preto.. mandando eu sair.. discuti com ela e continuei com a menina, só saímos da balada pra amiga dela não ficar enchendo o saco... no fim da noite estávamos no McDonald's e essa amiga dela nos reencontrou.. na hora veio correndo falando um monte de merda que não conseguia entender, chegou bem perto deu uma cuspida e um tapa na minha cara.... Eu fiquei tão espantado(envergonhado) e surpreso que nem tentei desviar na hora.. só acordei com o estalo do tapa, e paguei na mesma moeda, dei um tapao na cara da menina e um rodo aí vieram separar e teve até polícia... o que me salvou foram os funcionários do mc que viram tudo e me defenderam... obs: Nunca tinha batido em mulher antes deste dia e nunca mais aconteceu.. Acho hiper errado mas nesse caso foi mais do que merecido!

    • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:25

      Bem feito pra ela ser bebum......kkkkkkkkkk

  8. Guilhermo Postado em 03/Feb/2016 às 16:38

    Estou começando a pensar que o melhor é omitir o fato de ser brasileiro. Não tenho interesse de conhecer a Irlanda, mas por via das dúvidas vou dizer que sou estadunidense. Não posso dizer que sou inglês porque os europeus vão perceber que meu sotaque definitivamente não é inglês. Quando fui para o nordeste um cara veio falar inglês comigo pensando que eu era gringo. kkk

    • Renata Postado em 03/Feb/2016 às 19:14

      Ô complexo de Vita-latas hein?! Qual o problema em ser brasileiro e se assumiu brasileiro? O problema está neles e não nas vítimas. Falando assim vc deixa a entender que a culpa é da vítima por ser brasileira.

  9. professora Postado em 03/Feb/2016 às 16:42

    ... "Como tenho traços europeu, acredito que não vou sofrer xenofobia por lá" ... Ah vai! vai sim! Os "traços" não vão fazer a menor diferença.

    • Jonas Schlesinger Postado em 03/Feb/2016 às 18:07

      professora, quanto tu cobras por aula particular?

  10. DANIEL Postado em 03/Feb/2016 às 17:46

    aqui ZELITE, lá terceiro mundista!

    • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:28

      Aqui vítimopata. Lá vitima de verdade. Vibrando com as agressoes sofirdas pelos compatriotas, né? Por causa de gente como vc é que brasileiro as vezes é tratado como o lixo do mundo.

  11. Jonas Schlesinger Postado em 04/Feb/2016 às 00:16

    Sim, eu tenho vontade de conhecer a Irlanda e o Reino Unido e sim quem me ver pensa que é gringo, até porque aqui na minha cidade mesmo já me confundiram e começo a rir. Mas tenho consciência de que eu posso sim sofrer xenofobia por lá, SE EU QUE SOU DO NORDESTE POSSO SOFRER NO SUL E NO SUDESTE FÁCIL, imagine por lá. Só quis dizer que poderia enganar com minha aparência, mas com certeza ao falar eles logo perceberiam o sotaque. Na verdade nos grandes centros urbanos é que existe mais xenofobia, ao se aproximar mais no interior o preconceito diminui até porque há preconceito do povo urbano sobre o povo rural. E volto a repetir que me sentiria em casa mesmo, mas nunca disse que moraria lá. Só falei isso pois na minha árvore genealógica começa na Europa e termina no Brasil. Mas vou fazer o quê? O povo não sabe a diferença entre "quero visitar tal lugar" (como me explanei) com "quero morar lá". Nunca tive espírito de vira-lata. Vai saber por que me atacaram...

  12. Claudia Postado em 04/Feb/2016 às 00:17

    Não tenho pena. Quem emigra para a Europa é o típico coxinha que odeia e despreza o Brasil e acha europeu o supra sumo da sofisticação, educação e cultura. Aí dão de cara com os coxinhas de lá e sofrem o mesmo preconceito que praticam aqui contra pobres, negros, nordestinos, trans... BEM FEITO!

    • Pedro Postado em 04/Feb/2016 às 09:04

      Muito estranha sua observação. Ha muitos grupos de pessoas que emigram para Europa, EUA, e outras partes do mundo. Pessoas que o fazem por razoes pessoais, econômicas ou familiares. E muitas delas não tem como serem taxadas de "coxinhas". Como taxar de coxinhas nossos travestis que vao a Europa satisfazer o mercado de bons homens, europeus, sedentos por mulheres com algo a mais? Ou o caipira de Valadares que atravessa fronteiras para lavar pratos, entregar pizzas e fazer o possível nos EUA? Sao coxinhas? Ou o cientista, que não encontra possibilidades no Brasil para executar sua linha de pesquisa, trabalha, estuda e se aperfeiçoa nos EUA ou Europa, sonhando todos os dias com uma infra-estrutura similar no Brasil, com educação verdadeiramente universal no Brasil. Sao todos coxinhas que merecem serem vitimas de preconceitos? E o funcionário de uma empresa, que é oferecido a opção "ou muda para europa, ou não tem mais o emprego", e precisa levar toda a familiar? Ninguém, nem mesmo "coxinhas", merecem serem vitimas de preconceitos: muito triste sua visão revanchista da vida.

    • eu daqui Postado em 04/Feb/2016 às 09:30

      Por causa de brasileiros como vc que vibram com a tragedia do outro por purro RESSENTIMENTO E INVEJA VITIMOPATA é que nosso povo é as vezes tratado como o lixo do mundo. Mas é bom saber que vc nem precisa ir a Irlanda pra ser e se sentir lixo. .

      • Thiago Teixeira Postado em 05/Feb/2016 às 12:37

        Nazikisidanismo!!!!!

      • poliana Postado em 06/Feb/2016 às 12:32

        "Nazikisidanismo"!!! morri, thiago. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Armando Postado em 04/Feb/2016 às 13:48

      Que pensamento de merda hein!? E os tantos brasileiros que vão lá para trabalhar no pesado? Tenho primas que estão lá trabalhando de babá e seus esposos no trabalho pesado, em construção civíl, garçons, faxina, isso é coxinha? Ou você é mais um que acredita naquela classificação que nem sei se existe, que ganhou entre 300 e 1000 reais é classe média e se é classe média é coxinha (ignorando alguns "ídolos de esquerda" que ganham muito em seus shows, passeiam em Paris, mas não são coxinhas)?

    • Thiago Teixeira Postado em 05/Feb/2016 às 12:37

      Assino em baixo Claudia. Tudo POSER.

  13. Pedro Postado em 04/Feb/2016 às 09:19

    Olha, vou fazer um comentário polêmico e provavelmente impopular. Morei 15 anos fora do Brasil, entre EUA e Europa. A nossa noção de "primeiro mundo" é baseada em estereótipos 1- de organização e padrões de qualidade de vida material e urbana e 2- no nível de educação e civilidade dos primeiro mundistas. No primeiro item, os países de "primeiro mundo" (seja la o que essa definição anacrônica da segunda guerra ainda reflita) são realmente legais, devem nos servir de exemplo. Mas no segundo item, o assunto é muito mais complexo. Mesmo com níveis educacionais bons, com oportunidades de desenvolver empatia e humanidade, ha pessoas que simplesmente possuem ma indole, não absorvem todo o conhecimento que têm a disposição e se comportam de forma lamentável: isso é universal. O que eu quero enfatizar é que, mesmo que no Brasil, alcançássemos um nível Suiço/Noruegues de desenvolvimento para toda a população (que paraíso seria....imaginem), ainda contaríamos com os nossos filhos, irmãos e amigos canalhas, ruins, e que fazem o mal. A Irlanda não é imune a isso, e esta muito longe dos países de verdadeiro alto padrão como a Noruega. A Irlanda não é nenhuma grande nação, desenvolvedora de tecnologias, com uma população na ponta da modernidade. Trata-se de um pais católico, com suas contradições e seus atrasos: essa noticia não surpreende em nada. O brasileiro no exterior é que precisa entender os riscos que corre, onde vai pisar, e fazer sua parte para se integrar e também se proteger.

    • Pedro Postado em 04/Feb/2016 às 11:46

      nota: "noçao anacrônica da guerra fria, não segunda guerra".

  14. Eduardo Ribeiro Postado em 04/Feb/2016 às 11:40

    """""""""Em 2014 os brasileiros foram responsáveis por 12% dos pedidos de visto para permanência no país – maior índice entre os países de fora da Europa""""""""". Isso não pode passar em branco. Não era na Irlanda que teve uns problemas com brasileiras que iam pra lá trabalhar como babás e eram exploradas e assediadas moral e sexualmente? Agora isso aí, xenofobia e agressões, brasileiros sendo agredidos e esculhambados POR SEREM brasileiros. E mesmo assim, é um país especialmente atraente para brasileiros. Essa dissonância merece um estudo.

  15. Thiago Teixeira Postado em 05/Feb/2016 às 12:36

    Vai pra Europa. Lá é bom. Ruim é Porto Seguro, Blumenau, Cabo Frio, Floripa, Fortaleza ...