Redação Pragmatismo
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Cultura 18/Feb/2016 às 16:22
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Artigo do New York Times esbanja preconceito contra brasileiros

New York Times destila preconceito sobre Brasil, zika e Carnaval. Publicação americana minimizou a preocupação da população com o vírus e atacou a maneira como as pessoas se comportam e se vestem

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Em um artigo intitulado ‘Brasileiros ignoram o medo da zika para cair na alegria do Carnaval‘, publicado na quarta-feira de cinzas (10), o New York Times esbanjou preconceito contra a cultura brasileira. A publicação americana minimizou a preocupação da população com o vírus e atacou a maneira como as pessoas se comportam e se vestem.

Do ponto de vista do mosquito, as multidões suadas e minimamente vestidas nas ruas das cidades do Nordeste na segunda-feira devem ter parecido especialmente deliciosas”, inicia o texto. “Bêbados de cerveja e preocupados com as prodígias possibilidades carnais, jovens dançavam ao longo da Avenida Oceânica (em Salvador) acompanhando ícones da música brasileira”, segue.

A publicação afirma que, apesar da preocupação da comunidade internacional com relação ao vírus, os brasileiros esqueceram o zika para celebrar o Carnaval.

Argumenta que poucas pessoas vestiam calças ou blusas de mangas longas, sem lembrar do verão mais quente de todos os tempos, com o calor de quase 40ºC que atinge algumas cidades brasileiras nesta época do ano.

Ressalta que uma pessoa citada no artigo estava vestida de short curto e top justo, alheia a proliferação do mosquito e “momentaneamente distraída do bacanal”.

O autor do texto diz ainda que, em Salvador, o cheiro dominante é de colônia misturado com suor e não de repelente.

Aproveita para criticar que os brasileiros mal notam o vírus, diante o aumento no desemprego, a queda no valor da moeda e a expansão do escândalo de corrupção que ameaça a presidente Dilma Rousseff, e justifica com a declaração do dono de uma pousada que diz que o Brasil tem problemas maiores que o zika.

Ainda assim, para estrangeiros, ver tantas pessoas em busca de prazer, em vários estágios de nudez e aparentemente alheios aos perigos potenciais de Zika pode ser impressionante.”

Tratando o Carnaval como válvula de escape dos problemas do País, o New York Times chega a reconhecer que há brasileiros preocupados com o vírus, mas alega que mesmo estes argumentam que os períodos difíceis não os tiram do caminho de uma boa festa.

Grasielle Castro, HuffPost Brasil

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Comentários

  1. Matheus B. Postado em 18/Feb/2016 às 17:15

    Não vi nenhum preconceito, apenas a descrição objetiva da realidade.

  2. Trajano Postado em 18/Feb/2016 às 18:00

    É muito cômodo para o Andrew Jacobs que escreveu essa pérola do jornalismo atacar os brasileiros em uma suposta negligência das pessoas ao problema durante o carnaval. Quer dizer que todo mundo que “pulou carnaval” em fevereiro não cumpriu sua obrigação de evitar a ampliação da epidemia? Em um artigo (Conspiracy Theories About Zika Spread Through Brazil With the Virus), Jacobs ataca a disseminação de mitos sobre a epidemia entre os brasileiros e complementa, por exemplo, que médicos argentinos do Physicians in the Crop-Sprayed Towns associaram equivocadamente pyriproxyfen ao surto de microcefalia. É verdade: até o Conselho Estadual das Secretarias Municipais de Saúde do RS entrou na onda e recomendou a proibição do larvicida, ao passo que nem se trata de um estudo empírico dos argentinos, mas um relatório apontado como recheado de interpretações incorretas. Então Jacobs fala da influência negativa de opiniões pseudocientíficas de países estrangeiros sobre a epidemia; critica o governo brasileiro tendo como base a opinião de pessoas aleatórias que entrevistou em Salvador, critica os médicos argentinos, as superstições dos brasileiros (como se não existissem, por exemplo, estadunidenses que acham que vacina tríplice causa autismo), enfim, critica todo mundo. Muito cômodo. Tão cômodo como o seu artigo Shanghai Is Trying to Untangle the Mangled English of Chinglish em que ridiculariza os chineses e o uso do “Chinglish” como se o inglês fosse uma língua intocável e que não poderia ser adaptada às conveniências de outros países. Dos artigos que li desse senhor, todos estão na corda bamba do sensacionalismo, em que a cereja do bolo é criticar quem “sambou” no carnaval sem estar devidamente agasalhado neste calor de Moisés e sem estar em um canto escuro qualquer para se proteger do mosquito. Qual a equivalência entre carnaval e aumento de casos de Zika? Não se sabe, mas para Jacobs parece não ter importância, afinal, da mesma forma que é muito cômodo para um grupo de argentinos chegarem a certas conclusões incorretas sobre o assunto e influenciarem políticas de saúde pública no Brasil, é muito cômodo para um jornalista estadunidense culpar a população pelo surto de uma doença. Na verdade é cômodo para qualquer um. E, sim, da mesma forma que o Cosems/RS não se importa em checar a validade e fidedignidade de um relatório argentino e já assume como verdadeiro, também, ao que parece, não deve ser importante para alguns brasileiros a verificação do que está sendo dito por Andrew Jacobs em seu artigo, afinal, a adulação de elementos estranhos e a subserviência a qualquer coisa estrangeira não é coisa tão difícil de encontrar em nossa cultura. Triste isso.

    • Katia Postado em 18/Feb/2016 às 23:07

      Muito bom seu texto Trajano. Parabéns !

      • Trajano Postado em 20/Feb/2016 às 20:19

        Obrigado pela gentileza, Katia! Um abraço! =)

    • Antônio Palhares Postado em 20/Feb/2016 às 10:28

      Trajano. O brasileiro em sua maioria não ta nem ai para o mosquito. Não gostaria de ter um pais lembrado somente pelo carnaval que e' o opio do povo. O cara tem um pouco de razão.

      • Trajano Postado em 20/Feb/2016 às 20:19

        Palhares, Jacobs abordou pontos importantes, mas sempre com uma perspectiva de culpabilidade de alguém: culpa do brasileiro, a culpa do governo, culpa dos equívocos de outros países da América do Sul... É uma matéria sobre um tema importante, com alcance global, escrito em um jornal famoso dos Estados Unidos, mas com uma postura muito reducionista, por vezes bem pejorativas, com direito até a (des)moralizar a coisa como nesta matéria aí de cima. O Brasil possui um histórico de muita competência no controle de doenças com características de epidemia e na administração das emergências; combater a proliferação de mosquitos é uma tarefa dificílima para qualquer país tropical; se no passado isso foi possível, deve-se lembrar que o país não é o mesmo após o salto populacional e o crescimento das cidades. Por outro lado, se existem lugares em que a população não está contribuindo (em um país com mais de 200 milhões de pessoas isso não é surpresa), não significa que todos os brasileiros estejam fazendo o mesmo. Pela reportagem do NY Times, nada disso vale, em troca, muito de estereotipo ali, preconceito... Diria mais, etnocentrismo da parte do jornalista. Sobre o carnaval, nunca será o ópio do povo: os eventos do carnaval tem data e hora para acabar, não há “ópio do povo” que tenha seu expediente de tão curto tempo durante o ano. “Ópio” são os produtos midiáticos de entorpecimento social, por exemplo. Entendo sua opinião, mas, ao menos pra mim, o fato do Brasil ser lembrado pelos gringos por algo tão ligado ao turismo como o carnaval é maravilhoso: existem inúmeros países, desenvolvidos até, que não conseguem emplacar uma característica que o diferencie. Pergunte para alguém no Brasil, por exemplo, o que tem na Dinamarca, na Suécia, enfim. A coisa não é tão simples assim. Um abraço!

  3. Mônica Costa Postado em 18/Feb/2016 às 18:11

    Há tempos eu ando caminhando e evacuando para a opinião de norte-americanos.

  4. Rodrigo Postado em 18/Feb/2016 às 18:17

    (Outro Rodrigo) Sinceramente, isso é preconceito? Ano após ano, escândalo após escândalo (de governos "direitistas" e ou "esquerdistas", ou ainda de outro "rótulo" aleatório e não correspondente às reais intenções do grupo eleito), as preocupações seguem sendo os festejos: carnaval, Semana Santa e ovo de Páscoa, São João, dia dos namorados, dos pais e mães, Natal, Réveillon e, então, tudo começa de novo. Na mídia em geral e redes sociais, a cada início de ano vemos inúmeras postagens sobre os feriados do ano e os que serão prolongados. Chega-se ao absurdo de dizer que "o ano só começa depois do carnaval" (o que, com grande infelicidade, posso dizer que é uma realidade que precisa ser mudada). Só para dar um exemplo mais preciso, de minha terra natal (Salvador), é absurdo ver que alguns dos shows mais procurados são no domingo e segunda-feira (uma banda anuncia seu show como "a melhor segunda-feira" e uma bandeira de cartão de crédito até há pouco tempo dividia ingressos de shows em até 8 ou mais parcelas iguais. Indo mais além ainda, vemos Governos Estaduais (como da Bahia) patrocinando escolas de samba, bem como Governos Estaduais e Municipais (petista da Bahia e demista da capital Salvador) gastando milhares e milhões de reais com shows de famosos no réveillon e carnaval, ao mesmo tempo em que alegam falta de verba. e o que a população faz? Parte defende o governador petista e outra parte defende o "Prefeito Netinho", o erro de um sendo incrivelmente comparado e justificado com o do outro. Outra grande parte sai às ruas, realmente fechando os olhos às mazelas (sociais, econômicas, administrativas etc.), apenas querendo festejar alguns dias, como se depois da quarta-feira de cinzas (ou do domingo, no caso do "carnaval prolongado", como o de Porto Seguro) não tivéssemos de encarar a mesma realidade de antes. Assim, se de um lado é curioso ver um jornal calar-se sobre as mazelas norte-americanas para tratar das brasileiras (e de países outros), de outro lado concluo que não há inverdade no que é dito na notícia. Parece que, mais e mais, queremos fugir da realidade, seguir colocando a culpa em qualquer outro, em vez de encararmos de frente nossos problemas e, então, buscarmos a solução. Nada contra carnaval, festas de largo, festejos juninos (destes, particularmente, gosto bastante), mas apenas tudo contra termos tais festejos como se fuga da realidade fossem.

    • Onda Vermelha Postado em 18/Feb/2016 às 20:24

      Muito mais do que mero preconceito Rodrigo. É uma visão superficial e estereotipada de nosso país que você acaba de reforçar sem qualquer cerimônia. L-a-m-e-n-t-á-v-e-l.

      • Rodrigo Postado em 19/Feb/2016 às 00:25

        (Outro Rodrigo) Já saiu às suas ou prefere ficar ao sabor das ondas vermelhas? Saia e veja que há muitos que, como Jonas abaixo diz, exercem seu potencial maravilhoso, ao que tantos outro há que, infelizmente, preferem não fazê-lo. Argumentar faz bem, em vez de limitar-se ao raso e sofrível "ad hominem" - melhore seus argumentos, em vez de recorrer a ofensas.

      • Rodrigo Postado em 19/Feb/2016 às 13:14

        (Outro Rodrigo) *às ruas

  5. Jonas Schlesinger Postado em 18/Feb/2016 às 18:22

    Num outro post, os lambedores de testículos norte americanos concordaram quando um brasileiro mostrou a Globeleza para saber a opinião deles. Eu dei a minha opinião e um FODA-SE para quem acha isso ruim. Carnaval é cultural e está longe de deixar de ser a cara do Brasil, pois desde muito tempo é celebrado como parte da nossa história. As mesmas pessoas que criticaram a globeleza vão criticar os americanos por esse preconceito. Ué, não concordaram com eles? Não querem que a nossa cultura seja importada? Agora engulam esse sapo. Quanto ao post aí, acho normal eles acharem coisa de outro mundo as mulheres estarem seminuas, afinal cada país tem a sua cultura. Aqui por exemplo é proibido fazer top less em praia pública (exceto nas de nudismo), mas lá as garotas deixam as tetas de fora. Tem mulheres lá na Time Square vendendo coisas com as tetinhas de fora e ninguém reclama. O fato é certo, em cada país há seus aspectos. Lá na Arábia Saudita é impensável uma mulher usar biquini, e daí. Para que dar atenção à xenofobia gringa? Eles acham que essa história de zika é igual ao do Ebola? Mal sabem que o Brasil não são aqueles países da África. Meu país tem potencial, xupa.

    • Aristóteles Postado em 19/Feb/2016 às 07:27

      Valeu Jonas! Esses gringos devem mais é pra puta que os pariu!

  6. João Paulo Postado em 18/Feb/2016 às 19:01

    Bem, pessoal, vamos nos trancar em casa e chorar pelas mazelas do país. Entrar em estado de depressão profunda até "mudar tudo que está aí". Festejos populares não são (e nunca foram) causas para povo politicamente apático.

  7. Eduardo Ribeiro Postado em 18/Feb/2016 às 20:41

    Prevejo vários vira-latinhas "molhando a calcinha" com o texto e lambendo o saco do autor que se deu o trabalho de descer lá do paraíso USA para olhar pra nós, a ralé, os pobres bárbaros ignaros, e jogar na nossa cara as verdades inconvenientes que nos fazem ser um país tão atrasado..."""""é verdade, mais uma vez o americano está certo...o Brazil e os brazilians, eles são realmente a escória do mundo...essa imundicie de Carnaval, só nesse Brazil mesmo uma coisa assim vai pra frente...""""". No geral é o mesmo tipo de viralatinha cafona que comemora seriamente Halloween, St Patricks Day, e que assistiu "envolvidissimo emocionalmente" o tal do Superbowl semana passada, e até chorou na hora do hino americano (""""isso que é esporte, não esse football selvagem que esses brazilians jogam aqui""""). Se bobear o tal de Andrew Jacobs será mais aplaudido aqui do que pelos seus próprios leitores americanos. Aliás, se entrarem no site do NYT eu aposto que vai ter brasileiro lá, comentando a matéria, se sujeitando a falar em inglês com o cara, "respeitosamente", agradecendo pela análise super verdadeira e objetiva desse povinho brazilian. """""Thank you, Mr Jacobs...you are my God...blame it on Dilma the terrorist"""""...é um bando de macacos desesperados para que um gringo sábio venha nos colonizar direito e nos ensinar a viver. Ele que se foda, bem como a opinião dele sobre nós.

  8. irineu Postado em 18/Feb/2016 às 21:42

    tem alguma mentira?

  9. marcio ramos Postado em 18/Feb/2016 às 22:08

    Esse jornaleco niuiorquetaime nem pra cagar em cima seve porque o que sai de dentro é mais limpo do que vem escrito naquela merda.

  10. enganado Postado em 18/Feb/2016 às 22:27

    Como todo norte-americano é fdp por definição, prefiro ter mulheres nuas a mostra do que escola de tiro ao alvo para CRIANÇAS de até 10 anos. Como a metralhadora giratória deles contra nós Brasileiros é contra o PT (Patriotas), os mesmos não comentam as matanças/prisões/torturas de Crianças Palestinas feitas pelo seu paiseco, porque essa Imprensinha Empresa Press_tituta Anglo-SIONISTA, que comprou toda a Mídia aqui no BRASIL, não pode dizer verdades para o zé povinho americano não judaico porque passam o tempo mentindo/degradando/injuriando/ ... etc, aliás são Excepcionais, segundo Diarak Bobama. Imagina se a imprensinha do Brasil fizesse alguma reportagem sobre os sem tetos que moram embaixo dos viadutos de Los Angeles, com certeza a DILMA seria fuzilada dentro do Palácio em Brasília. Os norte americanos não gostam mesmo de MULHER, pois a Marta Rocha não foi Miss Universo porque tina 2 polegadas nos quadris, gostaram? Na certa aquela Mulher-Avião-Brasileira gostaria de ser amada por homens, com H maiúsculo, e não pelos juízes-brochas-norte americanos que gostam mesmo são daquelas tribufus gordas sem graça nenhuma de mulher. É, tem gente que não gosta da fruta. Fazer o que?

  11. VANDERLEI Postado em 18/Feb/2016 às 23:37

    isto é dor de cotovelo. FATO

  12. Ivonildo Cezar Postado em 19/Feb/2016 às 06:44

    O New York Times disse? Disse! Eu subscrevo abaixo!

  13. Aristóteles Postado em 19/Feb/2016 às 07:40

    Ponham nas cabeças, uma vez por todas, que norteamericanos não gostam de brasileiros, não gostam de latinoamericanos, não gostam de índios, pardos e negros e que só presta o que eles fazem ou defecam. Assim sendo, vamos parar de puxar saco desses safados e continuar com nossas festas maravilhosas e muito nossas, como é o caso do carnaval. A imprensa (mercenária) brasileira deveria dar uma resposta àqueles gringos bestas mas, são paus-mandados dos gringos e, estamos conversados!

  14. Wladimir Teixeira Postado em 19/Feb/2016 às 09:07

    Se não fosse do NYT, poderia ser da GLOBONEWS ou BANDNEWS ou SBTNEWS - é tudo a mesma ladainha sionista - racista, militarista, capitalista - o que eles querem é vender inseticida da monsanto - que é o verdadeiro causador da microcefalia .

  15. Guilhermo Postado em 19/Feb/2016 às 10:15

    Aff, não sei o que é mais chato: ligar a TV e ver notícias sobre o carnaval ou ligar a TV e ver notícias sobre mosquitinhos toscos. Tenho mais o que fazer do que me preocupar com mosquitos...

  16. Lucas Postado em 19/Feb/2016 às 12:16

    E falou alguma mentira o artigo??? Porque é que quando toca-se na ferida vira 'Preconceito'.. Ainda que seja verdade? O que precisamos mesmo é ser mais auto-criticos e deixar de ser vagabundos. Temos que ser mais racionais e ordenadores. E parar com este 'oba-oba' cultural que insistem em chamar de 'riqueza folclorica', ou 'riqueza cultural', até quando isso, pelo amor de deus?

  17. Sergio Postado em 19/Feb/2016 às 21:51

    Americanos,quero que se fodam!

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