Redação Pragmatismo
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Meio Ambiente 19/Jan/2016 às 16:41
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Por que organizações ambientais estão em silêncio diante da Vale?

O que chama atenção neste cenário de descaso e impunidade que marca a tragédia de Mariana é o silêncio de organizações ambientais, que não se manifestam acerca desse quadro de destruição. Por que se calam?

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Uma das mais importantes áreas do litoral brasileiro, do ponto de vista científico e turístico, o santuário de Abrolhos tem a maior biodiversidade de corais do Atlântico.

Mancha no oceano que chegou à região sul da Bahia e já atingiu o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, local com maior biodiversidade de corais do Atlântico, está sendo monitorada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com a suspeita de que a lama da barragem de Mariana tenha atingido o município de Caravelas.

Marilene Ramos, presidente do Ibama e conselheira do Clube de Engenharia , e Claudio Maretti, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em entrevista coletiva, informaram que a mancha, segundo especialistas, pode ser a lama de rejeitos de mineração da Samarco, concentrada na foz do Rio Doce. A mancha vinha se espraiando no último mês para o sul do litoral do Espírito Santo, mas, nos últimos dois dias, devido às fortes chuvas na área, passou a se espalhar também na direção norte.

Onde estão os ambientalistas?

O Ibama já notificou a Samarco para realizar coletas e avaliar se a mancha vem do Rio Doce. A coleta das primeiras amostras foi feita nesta quinta-feira, 7 de janeiro, com a previsão dos resultados saírem em dez dias. O impacto ambiental causado pela mancha na biodiversidade da região será avaliado com muito cuidado e pode levar tempo para ser totalmente conhecido. “O dano imediato é a redução da produtividade da vegetação marinha, fitoplanctons e corais, o que causa prejuízo para a vida marinha. É como se eu cobrisse a Mata Atlântica ou a Amazônia com uma fumaça que dificultasse a realização de fotossíntese”, explicou Maretti. Os impactos serão sentidos a longo prazo e especialistas não descartam a possibilidade de extinção de corais.

Saiba mais: Mariana: As consequências do maior desastre ambiental do Brasil

O que chama atenção neste cenário de descaso e impunidade que marca a tragédia de Mariana é o silêncio de organizações ambientais estrangeiras, que não se manifestam acerca desse quadro de destruição. Por que se calam? De repente, desapareceu a agilidade que demonstram nas ações jurídicas e manifestações nacionais e internacionais contra empreendimentos associados ao uso de tecnologia de ponta, infraestrutura ou logística, tão necessários ao desenvolvimento soberano do país. Tão pródigas em manifestações contra a indústria nuclear, a construção de hidrelétricas com reservatórios e eclusas, eixos rodoferroviários e fluviais sumiram da mídia; quando muito a noticiam em seus sites. Por que o silêncio e o imobilismo? Não há nada a dizer sobre a maior tragédia ambiental do País?

Clube de Engenharia

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Comentários

  1. Alexandre Postado em 20/Jan/2016 às 17:02

    Temos de perguntar para a CIA e demais órgãos de 'Defesa' dos Estados Unidos.

  2. Marco Sousa Postado em 25/Jan/2016 às 17:14

    É muito SIMPLES a resposta: Res.: Porque o "Carro chefe" que puxam essas "Organizações Ambientais de Araque", aqui no ocidente, SÃO MANIPULADAS PELA MÍDIA e seus Patrões Capitalista!. Os donos do (Poder Econômico do Mundo) há MUITO TEMPO JÁ CONTROLAM AS MÍDIAS E ORGANISMO DESSE TIPO que (poderiam, perfeitamente, prejudicar seus interesses nesse e em muitas outras áreas).

  3. Sinésio Postado em 27/Jan/2016 às 09:05

    Porque elas são financiadas por grande conglomerados dos países desenvolvidos. O Greenpeace é muito ligado aos Rockefellers e outros financistas. O presidente da WWF, que tem um urso panda como símbolo, é controlado pelo Príncipe Phillip, marido da Rainha Elizabeth, que por sua condição tem excelentes relações com os magnatas dos setores financeiros e petrolíferos. Ou alguém pensa que elas sobrevivem com a colaboração de voluntários que, apesar da boa intenção, não conhecem a fundo essas duas entidades e outras do mesmo gênero?

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