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Polícia Militar 27/Jan/2016 às 18:44
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Governo Alckmin gastou R$ 77 milhões contra manifestações após 2013

Governo de SP gastou pelo menos R$ 77 milhões em equipamentos contra manifestações após as Jornadas de Junho. Aumento do investimento em elementos de repressão representa cerca de 112% desde 2013

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Imagem: Pragmatismo Político

O Palácio dos Bandeirantes não poupou esforços nos últimos três anos para equipar a Polícia Militar que atua em manifestações. É o que mostra um levantamento do jornal Folha de S. Paulo, publicado nesta segunda-feira (25). Desde as Jornadas de Junho, em 2013, o governo paulista investiu pelo menos R$ 77 milhões no setor.

Apenas em bombas de gás, um dos principais itens utilizados na repressão de atos do Movimento Passe Livre (MPL) neste ano, o Diário Oficial do Estado mostra que a PM aumentou os seus investimentos em 112%, entre 2013 e 2014, passando de R$ 9,9 milhões para R$ 20,9 milhões os gastos com esse tipo de munição.

De acordo com os dados oficiais, 17,5 mil granas de bombas adquiridas pela corporação custaram uma média de R$ 226 cada. No protesto mais recente do MPL, a repressão policial mostrou que uma bomba de gás foi atirada a cada dois segundos por PMs que tentavam pôr fim ao ato, na Praça da República, no centro da capital paulista.

O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) ainda abriu os cofres do Estado para comprar seis blindados de Israel, batizados de Guardiões e que se assemelham aos ‘caveirões’ da PM do Rio de Janeiro, e investiu outros R$ 783 mil para a aquisição de 180 exoesqueletos pretos – usados pela chamada ‘tropa robocop’ da polícia.

A notícia dos altos gastos com equipamentos de segurança vem em um ano em que o governo Alckmin já anunciou o congelamento e cancelamento de contratos do metrô e a contenção de outros gastos, medidas essas tomadas diante do atual de crise econômica pela qual atravessa o País.

Nem black blocs, nem PMs punidos após três anos

Foram muitos os episódios de violência e vandalismo durante as Jornadas de Junho. Todavia, nenhuma pessoa, sejam black blocs ou policiais militares, foi punida. No caso da investigação em torno dos ‘mascarados’, mais de 300 pessoas foram ouvidas, mas a Polícia Civil não conseguiu “individualizar as condutas criminosas”, segundo a Folha.

O jornal aponta ainda que os investigadores não conseguiram estabelecer conexão entre os black blocs e o MPL, mas concluíram que a maioria dos mascarados detidos ao longo de 2013 não tinha formação política ou ideológica, participando de atos de vandalismo apenas como uma espécie de ‘efeito manada’, como nas brigas de torcidas de futebol.

Leia também:
Flagrante: PMs colocam explosivos nas mochilas de manifestantes em SP
Ministério Público pede suspensão de fechamento de escolas após repressão da PM

Assim como já havia informado a BBC Brasil, nenhum PM foi punido por conta dos abusos cometidos nas Jornadas de Junho – mais de uma pessoa perdeu a visão por conta de balas de borracha e jornalistas foram violentamente agredidos em vários dos atos. O Palácio dos Bandeirantes informou que 18 inquéritos foram abertos pela Corregedoria da PM, com 12 arquivamentos, quatro ainda em análise pelo Ministério Público (MP-SP), e outros dois ainda não concluídos.

Thiago de Araújo, HuffPost Brasil

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 27/Jan/2016 às 20:03

    Ei psiu, esperar o que de São Paulo, me diz? Eu não vou nem comentar, porque vão me chamar de xenofóbico. Eu vou amenizar: Paulistanos de Morumbi e Higienópilis ou algum bairro da quebrada branca, assim como no Paraná onde professores são tratados feito lixo. Já que não tem nordestino aqui no sul, vamos acabar com nós mesmos. Pega ali um mendigo, uma prostituta... é lamentável. Eu não vejo cenas chocantes nem aqui no Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Por quê? Mas vem demagogos baratos dizendo que quem tem xenofobia são os nortistas, os nordestinos. Olha aí a prova. Quer mais?

    • Leonardo Postado em 27/Jan/2016 às 22:17

      "Eu não vejo cenas chocantes nem aqui no Nordeste, Norte e Centro-Oeste". Eh cego!

      • Jonas Schlesinger Postado em 28/Jan/2016 às 15:44

        Eu não vejo os governadores dos estados do nordeste e do norte fazerem isso...

  2. Felipe Postado em 27/Jan/2016 às 23:37

    Fazer protesto violento virou moda de um tempo pra cá, os únicos protestos que gostei foram os dois atos pró impeachment e o ato pró Dilma que foram extremamente pacíficos não atrapalharam a vida das pessoas que precisam trabalhar estudar etc.... Hoje mesmo tinham 20 ou 10 babacas fechando rua em ato pela volta da ditadura, ter direito de manifestar é uma coisa, ficar fazendo esse tipo de palhaçada e atrapalhar a vida das pessoas que não tem nada a ver com isso e não lutam pela sua causa é outra, dinheiro muito mau aplicado pois não melhorou em nada a organização destes protestos, aliás marca do nosso querido Alckmin saber aplicar recursos da pior maneira possível, olha como está nosso metro depois de tanto tempo de governo???? O que não entendo é pq essa galera nunca vão protestar na porta casa do governador do prefeito.....

    • Thiago Teixeira Postado em 28/Jan/2016 às 08:18

      O movimento é pacífico até o momento em que o policial, a mando do Secretário Golpista, recebe ordem para avacalhar com o movimento. Ou acha que no ao pró Dilma o Secretário não ficou com o dedo coçando para ligar ao capitão da Rota e tacar uma bomba nos "comunistas". Não fizeram isso porque tinha autoridades no meio da multidão, caso contrário meu amigo ...

      • felipe Postado em 28/Jan/2016 às 11:20

        Movimento que ameaça motorista e passageiros que não descem do ônibus e que quebram tudo o que vêem pela frente não merece meu respeito, tudo isso não aconteceu nos atos a favor e contra o governo e por isso não teve ação agressiva da polícia, obvio que a polícia é despreparada, mau paga, preconceituosa e age errado na maioria das vezes com excesso mas nos casos destas ultimas manifestações a maioria da população não foi a favor a destes movimentos exatamente pelo modo que eles agem.

  3. João Paulo Postado em 28/Jan/2016 às 03:30

    Movimento reivindicando passe livre no transporte público e que não disse ao que veio. Só ganhou manchete pela adesão em massa de coxinhas. Todos protestando contra tudo e contra todos. Daí, bateram cabeças: coxinhas pacifistas acéfalos misturados com vândalos vagabundos despolitizados. Enfim, deu no que deu. Os coxinhas meteram o pé, a mídia seguiu o mesmo rumo da sua massa de manobra e os vândalos ficaram sozinhos. Esse besteirol de "gigante acordou" só serviu para inflar o ímpeto daqueles que têm ojeriza à educação e saúde públicas e iniciar uma escalada de ódio e golpismo contra a Presidenta. Quase conseguiram a retomada do poder em 2014. Em 2018, a campanha eleitoral iniciada em 01/01/2015 possivelmente levará os senhores feudais de volta a seus tronos. E protestos realizados por quem não pega ônibus. Considerando a gratuidade de estudantes (realidade nos principais centros), idosos e outros; bilhetes únicos; passagens de empregados/servidores públicos de baixa renda são custeadas quase integralmente pelo empregador, é difícil imaginar trabalhadores que tenham custo significativo com transporte. Aqueles que o fazem em virtude do mercado informal acabam "compensando" o gasto com a sonegação de tributos. No final, a conta cai mesmo é para os Municípios, cujos administradores pagam alegremente mediante negociatas e retorno por vias escusas. A máfia dos transportes públicos permanece incólume, algumas municipalidades recuaram um pouco nos preços e repassaram a defasagem um ano depois com juros e correção. Se havia algum propósito nobre, o vandalismo e a violência inibiram. O Prefeito de Maricá - RJ instituiu tarifa zero para linhas de ônibus. Uma frota de 10 ônibus gerou um custo de R$ 700.000,00 mensais e atendeu 200.000 pessoas (http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/passe-livre-cidade-brasileira-que-adotou-tarifa-zero.html). Ou seja, um custo de R$ 3,50 por passageiro. Acho que seria interessante a exposição de dados da Empresa Pública de Maricá sobre o custeio e abrangência do serviço para avaliarmos se essa prática é realmente válida.

  4. Thiago Teixeira Postado em 28/Jan/2016 às 08:08

    Matar todos os gay, negros e pobres certamente.

  5. Thiago Teixeira Postado em 28/Jan/2016 às 08:10

    Que legal. Que gestão!!!!! Viva o PSDB, esse é um partido bom, dinheiro bem gasto, pelo menos meu imposto não vai para pobres ou para custear pretos na faculdade pública. Viva Bolsonaro 2018 ...

    • Brunno Postado em 28/Jan/2016 às 10:43

      Ironia?

      • Jonas Schlesinger Postado em 28/Jan/2016 às 15:45

        Vai pra escola, Brunno!!!!!

      • Thiago Teixeira Postado em 28/Jan/2016 às 18:36

        Calma Jonas, pelo menos o cara perguntou! Antigamente a galera já vinha me xingando! kkkkkkkkkkk

  6. Wladimir Teixeira Postado em 28/Jan/2016 às 10:01

    Se puxarem o fio da meada vão descobrir quem financia TODOS os indivíduos, grupelhos, agrupamentos, grupos e instituições "republicanas" imbuídas na criminalização da política, politização da justiça e destruição da democracia para implantar um regime nazifascista semelhante ao ucraniano . Vou dar uma pista ... MÁFIA SIONISTA KHAZARIANA ISRAELENSE

  7. Wladimir Teixeira Postado em 28/Jan/2016 às 10:14

    77 MILHÕES DE REAIS é o que foi declarado, e os "por-fora", "molha-mão", "cadê-o-meu", "cervejinha", "cafezinho", "pixuleco", etc?

  8. Eduardo Ribeiro Postado em 28/Jan/2016 às 11:06

    Lembrando sempre: reeleito em primeiro turno. Parabens aos envolvidos.

    • poliana Postado em 28/Jan/2016 às 20:07

      e com mais de 70% dos votos, eduardo!

  9. Eduardo Ribeiro Postado em 28/Jan/2016 às 11:23

    Xonga quer ser sutil, colocando entre aspas e deixar apenas implícito o que ele deseja do fundo do paralelepípedo que ele tem batendo dentro do peito. Eu vou traduzir pra quem não entendeu: o Xonga acha que tem pouco sangue nas mãos do picolé de chuchu. Pro Xonga, tem que espancar mais, soltar mais bomba, reprimir mais, ser mais autoritario, descer mais borrachada, quebrar mais ossos, derramar mais sangue, e se for preto-pobre, matar é uma boa opção também. Tá certo, Xonga?