Redação Pragmatismo
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Esquerda 13/Jan/2016 às 17:44
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Duas opiniões divergentes sobre a viagem de Jean Wyllys a Israel

Viagem de Jean Wyllys a Israel provocou série de duras críticas por parte da esquerda brasileira, embora tenha havido também quem saísse em defesa do deputado. Conheça dois posicionamentos divergentes sobre o episódio

Jean Wyllys Israel
Viagem de Jean Wyllys (PSOL-RJ) a Israel dividiu opiniões (reprodução)

A viagem de Jean Wyllys a Israel provocou um amplo debate na última semana entre setores da esquerda brasileira. O deputado do PSOL chegou a ser duramente criticado até mesmo por colegas de partido. Afinal, o parlamentar fez certo em viajar para Israel?

Para elucidar o episódio, publicamos abaixo dois textos com diferentes pontos de vista sobre a viagem de Wyllys.

O artigo de Victor Paes (1), colaborador de Pragmatismo Político em Ramallah, Cisjordânia, é crítico à viagem de Jean Wyllys. Por outro lado, Paulo Abrão (2), ouvido por Opera Mundi, considera que o parlamentar fez bem em realizar a viagem. Leia abaixo:

(1) Jean Wyllys visita Israel

por Victor Paes

O deputado federal do PSOL, Jean Wyllys, parece ter esquecido da sua narrativa pró-direitos humanos e acabou indo à Israel para ironicamente palestrar sobre temas como “racismo, homofobia, antissemitismo e outras formas de ódio e preconceito e suas relações com a política contemporânea.”

Desde seu apoio à série de televisão da Rede Globo “Sexo e as Negas” em que ele foi contra o movimento feminista negro, o deputado parece se encontrar cada vez mais distante desses temas que tanto diz “defender”.

É sabido que a maioria das universidades israelenses são envolvidas em pesquisas e desenvolvimento de armas. Essas armas são as mesmas vendidas para determinados governos ao redor do mundo (incluindo o governo de São Paulo) e que, claro, são usadas diariamente para subjugar e exterminar a população indígena palestina.

Outro fato curioso é que as universidades israelenses passam informação pessoal dos seus estudantes para o Shin Bet, a infame agência de inteligência interna ou polícia secreta de Israel, notória por suas técnicas de tortura, assédio, monitoramento e supressão de atividades políticas legais em Israel e nos territórios ocupados palestinos. Em 2014 por exemplo o Shin Bet pediu a detenção do jornalista palestino que vive em Israel, Majd Kayyal, enquanto ordenava que a mídia israelense e jornais como o The New York Times cumprissem a sua ordem de censura e mantivessem o assunto em segredo.

O fato importante aqui é o ‘pinkwashing’ israelense – ‘pinkwashing’ é um termo utilizado para descrever a técnica israelense de “lavar” seus crimes de “cor-de-rosa” ou seja, Israel se promove internacionalmente como um oásis democrático LGBTQI enquanto retrata a sociedade palestina como retrógrada e intolerante, tudo para atrair turismo e simpatia internacional. Um grande exemplo disso foi durante a última parada LGBTQI de Jerusalém quando um judeu ortodoxo saiu esfaqueando participantes da parada e que culminou na morte de uma estudante israelense de 16 anos. Muitas organizações queer internacionais operam em solidariedade com a causa palestina, como o grupo americano Outside The Frame que realiza mostras de cinema em São Francisco, Califórnia.

As universidades israelenses também são famosas por perpetuar uma outra técnica conhecida como ‘whitewashing’. Assim como o ‘pinkwashing’, o ‘whitewashing’ serve para “lavar” os crimes de Israel de “branco” e promover internacionalmente a entidade sionista como o único regime democrático do Oriente Médio ignorando Apartheid, limpeza étnica, racismo, colonialismo e o total genocídio da população indígena e da história palestina.

Diante de tudo isso em 2005 a sociedade palestina emitiu à comunidade internacional um apelo para uma campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) contra Israel até que o Estado sionista esteja em conformidade com o direito internacional e o direito dos palestinos. O movimento BDS palestino foi inspirado no movimento BDS realizado com sucesso durante o Apartheid na África do Sul.

Diversas organizações em vários países já aderiram ao movimento BDS. Somente no ano de 2015 vimos várias centrais de trabalhadores e sindicatos na América do Norte e Europa como a United Electrical, Radio and Machine Workers of America e a Confederação de Sindicatos de Quebec no Canadá. Vimos também instituições como a Associação Antropológica Americana (AAA) e a Associação Nacional de Estudos das Mulheres (National Women’s Studies Association) aderirem ao movimento BDS. A multinacional francesa Veolia depois de muita pressão também cedeu. Artistas como Lauryn Hill e Thurston Moore do Sonic Youth entre outros cancelarem seus shows em Tel Aviv. Thurston Moore afirmou que “tocar com minha banda em Israel entra em conflito direto com meus valores”. Até a União Européia decidiu obrigar Israel a rotular produtos procedentes de assentamentos ilegais em territórios ocupados palestinos. O movimento BDS tem afetado a economia israelense e por isso já se vê tentativas de criminalização do movimento por parte de Israel e outros países que acabam cedendo a pressão sionista. De acordo com um relatório da ONU, investimentos estrangeiros em Israel caíram quase 50%. Investidores estão receosos em ter seus nomes associados aos crimes sionistas.

Israel tem uma extensa lista de violações de leis internacionais, incluindo resoluções das Nações Unidas e leis de guerra e ocupação da Quarta Convenção de Genebra. Nenhuma dessas violações foram punidas até hoje.

Em sua página do Facebook, o deputado Jean Wyllys usou o termo “árabes israelenses” para designar os palestinos que vivem em Israel. Este termo é considerado pelos palestinos como uma tentativa genocida de apagar sua identidade gentílica. O deputado também chegou a dizer que era “contra boicotes contra qualquer povo” ignorando completamente o fato histórico de que o movimento BDS foi um dos fatores mais importantes na derrubada do Apartheid na África do Sul. Com essa afirmação o deputado também mostrou-se um tanto leigo com relação ao movimento BDS em si já que o mesmo não é direcionado a indivíduos. Por fim a visita de Jean Wyllys à Israel na verdade acaba por sabotar a luta de organizações LGBTQI palestinas como a AlQaws (que significa arco-íris em árabe) que opera na região.

Talvez Caetano Veloso poderia ter dado umas dicas ao Jean Wyllys antes de o mesmo ter embarcado em uma maratona de propagandas e total desrespeito ao pedido de boicote da população civil palestina. Em 2015 Caetano Veloso e Gilberto Gil se apresentaram em Israel. Mesmo com pedidos de boicote de nomes como Roger Waters do Pink Floyd e do arcebispo Desmond Tutu, os dois artistas baianos ainda sim seguiram adiante e se apresentaram em Tel Aviv. Pouco depois de retornar Caetano Veloso acabou escrevendo uma carta aberta expressando seu arrependimento de ter ido tocar em Israel. Será que o deputado Jean Wyllys fará o mesmo? Parece que não.

(2) A visita de Jean Wyllys a Israel é legítima

por Paulo Abrão

O boicote para impedir (ou desincentivar) visitas ao Estado de Israel deve alcançar também as ações da resistência local israelense contrárias à ocupação da Palestina? O boicote deve condenar ao isolamento as resistências acadêmicas e intelectuais do país?

Essas são as perguntas que devem ser feitas ao se discutir a respeito da visita do deputado Jean Wyllys, em suas férias, à Universidade Hebraica.

O convite partiu de um grupo intelectual que, desde dentro do país (e pela esquerda), fazem um bom combate universitário ao pensamento único oficial do Estado de Israel, debatendo as contradições e incoerências da ocupação da Palestina, explicitando os equívocos dos radicalismos, advogando a pluralidade de pensamentos, mostrando as tragédias das escolhas do atual governo e, principalmente, defendendo a necessidade de se manter diálogos com a intelectualidade e as autoridades da Palestina para que nāo se percam as pontes possíveis e desejáveis de aproximação social, condição básica para a chance de algum processo de paz.

Esse específico grupo politico-intelectual da Universidade Hebraica está entre os últimos remanescentes que ainda resistem às pressões ostensivas e a um tipo de assédio moral sistemático de outros colegas acadêmicos para que sejam rompidos, de forma definitiva, quaisquer canais de diálogos com os grupos intelectuais e políticos palestinos.
Já foram convidados deste “programa acadêmico de resistência” alguns brasileiros: cineastas, juristas, dirigentes de organizações não governamentais de direitos humanos, intelectuais e, desta vez, um parlamentar.

A agenda inclui debates críticos e plurais na Universidade Hebraica com estudantes e professores, visita à Palestina e à universidade Al-Quds, visita a líderes políticos, intelectuais e partidos políticos da esquerda israelense, deslocamentos ao muro da vergonha, visita a lugares de memória e consciência sobre o holocausto e sobre a luta da causa palestina, atividades de escutas e expressões de solidariedade.

Eu pude estar em uma destas ocasiões. Na época, a visita resultou na articulação posterior de um seminário inédito realizado no Brasil (em São Paulo e no Rio de Janeiro) que permitiu sentar estudantes e professores das duas universidades, Hebraica de Jerusalém e Al-Quds, em condições de igualdade na mesma mesa de diálogos. Um fenômeno atualmente quase impossível de ocorrer localmente em virtude do crescente radicalismo. O diálogo centrou-se na oportunidade de se dar voz às juventudes sobre o futuro das religiões, da política, da economia e das relações internacionais entre palestinos e israelenses.

É claro que a visita de Jean reveste-se de um impacto diferenciado em relação à dos demais, pois se tem exigido a adesão ao BDS [movimento em prol de boicote, desinvestimento e sanções a Israel] especialmente de relevantes personalidades públicas (além de governos e empresas), como é o caso.

De todo modo, falar seriamente em boicote à atual política de Israel significa, sim, recusar-se a participar de ações que deem sustentação estrutural ao modelo e ao grupo político que promove as graves violações aos direitos humanos do povo palestino mas também significa, primordialmente, ajudar a empoderar a resistência a esse modelo.
Independentemente da validade do uso de bloqueios e a sua eficácia (essa é outra discussão) nenhum bloqueio poderia ser absoluto a ponto de deixar de se manter ações relacionais com a oposição e a resistência, especialmente a acadêmica, inclusive dentro do próprio Estado de Israel.

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Comentários

  1. Eduardo Ribeiro Postado em 13/Jan/2016 às 22:09

    JW errou feio demais. Imperdoavel. Foi prestigiar um órgão de uma entidade sionista, assassina e genocida. Porra. Se você vai a Israel, seja lá pro que for, você está apoiando suas politicas. PONTO. JW é totalmente indefensável nessa. Como se a viagem em si não bastasse, aí pra fechar com chave de bosta, """"o Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), em entrevista ao programa “Conexão Israel”, afirmou que seria “desonesto e irresponsável” chamar o Estado de Israel de genocida, por seus ataques criminosos contra o povo palestino."""". Ah...dá licença....pqp jean....que vergonha meu deus.....esse me decepcionou lindamente. Que decepção, JW...

    • Eduardo Postado em 14/Jan/2016 às 17:48

      Eduardo. Genocídio é o extermínio de uma população. Temos que usar as palavras de acordo com o seu significado. Então, a população palestina, seja ela de cidadãos árabes de Israel, em Gaza e na Cisjordânia não pára de crescer. Estude a respeito e analise os dados. Não existe genocídio nem tentativa de genocídio. Quer discutir, então seja honesto. Não existe em Israel genocídio nem tentativa de genocídio. Mentir não muda a verdade. JW foi a Israel e viu essa verdade. Ele está de parabéns, é um esquerdista que não usa a mentira como método.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 14/Jan/2016 às 18:06

        Vai estudar, xará. Depois a gente conversa. Genocidio descreve com absoluto rigor, precisão e perfeição o que Israel promove. Vou repetir em caixa alta: GENOCÍDIO. Não discuto esse assunto. Não discuto fatos, não discuto que fogo queima e que o céu é azul e que Israel promove GENOCÍDIO, e não discuto fatos especialmente com quem demonstra total desconhecimento a respeito. Não me procure mais pra bostejar tão pereiristicamente.

      • Eduardo Postado em 15/Jan/2016 às 16:45

        Eduardo, pelo jeito você não conhece Israel, não conhece a Cisjordânia e não sabe ler um dicionário. Respondo sim pra todas essas perguntas e estudo muito a questão Israel Palestina, o suficiente pra saber que não existe um único ponto de vista certo, os dois lados tem razão e culpa. Enquanto eu argumento fatos e questiono suas interpretações tendenciosas você já parte pro xingamento, deixando claro com que tipo de ser humano estou lidando. Tua crítica a Israel é bastante forte, você segue os mesmos critérios ao criticar outras nações que tem atuações condenáveis em relação aos direitos humanos? Você chama de GENOCÍDIO a repressão que existe a partir dos governos da Síria, Arábia Saudita, China, Rússia, Irã e Estados Unidos? Você defende boicote e sanções contra cada um desses países?? Caso a resposta seja NÃO significa que você está usa dois pesos e duas medidas. Ou o seu problema é específico com Israel? Esse me parece ser o seu caso, e por que???

  2. enganado Postado em 13/Jan/2016 às 22:10

    Só vou a Jerusalém qdo o aeroporto da GAZA e/ou CISJORDÂNIA estiverem em pleno funcionamento com 100% dos funcionários PALESTINOS trabalhando no local. Gostaria de estar vivo para tal viagem. Tel Aviv nem morto!

  3. Jonas Schlesinger Postado em 14/Jan/2016 às 03:18

    Eu tenho um tio que mora em Tel Aviv e ele já me chamou para eu ir passar as férias em Israel ano passado. Como eu praticamente não tive férias nem ferrando, eu acabei visitando um outro lugar. Eu não tenho nada contra a Israel, mas com o passar dos tempos o governo Netanyahu tá ficando uma vergonha. Meu deus do céu, um país do tamanho de Sergipe ter tanta arrogância assim? Talvez quem sabe eu vá visitar o Muro das Lamentações - que sou louco de ir conhecer. Mas vou deixar com o tempo, se der pra mim ir sem ter que enfrentar alarmes de bombas nos meus ouvidos eu vou. Afinal, eu sempre quis mesmo conhecer a região.

  4. Thiago Teixeira Postado em 14/Jan/2016 às 07:29

    As pessoas são livres para viajar onde quiserem. O Pereira foi a Cuba!!!!! Esquecerem?????? kkk

  5. Fernando Postado em 14/Jan/2016 às 11:27

    Demorou mas aconteceu e colhemos mais uma desilusão - ou seria traição - nas fileiras da esquerda. JW provou que o que lhe motiva, de verdade, são os holofotes da mídia mesmo sendo ela a porta-voz de um estado neo-nazista, grileiro e genocida. Ele precisa disso para se sentir vivo como qualquer subcelebridade que se preze mesmo que seja chamando de terroristas a um povo que se defende com paus, pedras e o seus próprios corpos da ocupação ilegal de um inimigo que tem um dos melhores exércitos do mundo. Na verdade, a causa LGBT é só o gancho para se manter na mídia pois o sentimento de eterno BBB é a causa real de tanta exposição e polêmicas. E que desserviço JW prestou à causa por se alinhar com um Estado descarada e despudoradamente repressor e genocida. "Diga-me com quem andas que te direi quem és" - esqueceu, JW? Mais um para a lista dos intelectuais-políticos "de esquerda" que se deixam encantar pelo tilintar das 30 moedas de prata. A primeira foi a blablablarina, "fadinha - ou seria a bruxa - do seringal". Agora o "intelectual" da causa LGBT. Quem será o(a) próximo(a)?

  6. Fernando Postado em 14/Jan/2016 às 11:27

    Demorou mas aconteceu e colhemos mais uma desilusão - ou seria traição - nas fileiras da esquerda. JW provou que o que lhe motiva, de verdade, são os holofotes da mídia mesmo sendo ela a porta-voz de um estado neo-nazista, grileiro e genocida. Ele precisa disso para se sentir vivo como qualquer subcelebridade que se preze mesmo que seja chamando de terroristas a um povo que se defende com paus, pedras e o seus próprios corpos da ocupação ilegal de um inimigo que tem um dos melhores exércitos do mundo. Na verdade, a causa LGBT é só o gancho para se manter na mídia pois o sentimento de eterno BBB é a causa real de tanta exposição e polêmicas. E que desserviço JW prestou à causa por se alinhar com um Estado descarada e despudoradamente repressor e genocida. "Diga-me com quem andas que te direi quem és" - esqueceu, JW? Mais um para a lista dos intelectuais-políticos "de esquerda" que se deixam encantar pelo tilintar das 30 moedas de prata. A primeira foi a blablablarina, "fadinha - ou seria a bruxa - do seringal". Agora o "intelectual" da causa LGBT. Quem será o(a) próximo(a)?

  7. Fernando Postado em 14/Jan/2016 às 11:27

    Demorou mas aconteceu e colhemos mais uma desilusão - ou seria traição - nas fileiras da esquerda. JW provou que o que lhe motiva, de verdade, são os holofotes da mídia mesmo sendo ela a porta-voz de um estado neo-nazista, grileiro e genocida. Ele precisa disso para se sentir vivo como qualquer subcelebridade que se preze mesmo que seja chamando de terroristas a um povo que se defende com paus, pedras e o seus próprios corpos da ocupação ilegal de um inimigo que tem um dos melhores exércitos do mundo. Na verdade, a causa LGBT é só o gancho para se manter na mídia pois o sentimento de eterno BBB é a causa real de tanta exposição e polêmicas. E que desserviço JW prestou à causa por se alinhar com um Estado descarada e despudoradamente repressor e genocida. "Diga-me com quem andas que te direi quem és" - esqueceu, JW? Mais um para a lista dos intelectuais-políticos "de esquerda" que se deixam encantar pelo tilintar das 30 moedas de prata. A primeira foi a blablablarina, "fadinha - ou seria a bruxa - do seringal". Agora o "intelectual" da causa LGBT. Quem será o(a) próximo(a)?

  8. Fernando Postado em 14/Jan/2016 às 11:27

    Demorou mas aconteceu e colhemos mais uma desilusão - ou seria traição - nas fileiras da esquerda. JW provou que o que lhe motiva, de verdade, são os holofotes da mídia mesmo sendo ela a porta-voz de um estado neo-nazista, grileiro e genocida. Ele precisa disso para se sentir vivo como qualquer subcelebridade que se preze mesmo que seja chamando de terroristas a um povo que se defende com paus, pedras e o seus próprios corpos da ocupação ilegal de um inimigo que tem um dos melhores exércitos do mundo. Na verdade, a causa LGBT é só o gancho para se manter na mídia pois o sentimento de eterno BBB é a causa real de tanta exposição e polêmicas. E que desserviço JW prestou à causa por se alinhar com um Estado descarada e despudoradamente repressor e genocida. "Diga-me com quem andas que te direi quem és" - esqueceu, JW? Mais um para a lista dos intelectuais-políticos "de esquerda" que se deixam encantar pelo tilintar das 30 moedas de prata. A primeira foi a blablablarina, "fadinha - ou seria a bruxa - do seringal". Agora o "intelectual" da causa LGBT. Quem será o(a) próximo(a)?

    • Jonas Schlesinger Postado em 14/Jan/2016 às 14:08

      Dilma ^^ ops, essa também se rendeu ao mercado,,,, Lu Genro ^^

    • Eduardo Ribeiro Postado em 14/Jan/2016 às 16:21

      Curioso falar de desilusão. Eu vejo muita gente mandando que "ele nunca me enganou"...eu não tenho vergonha de dizer que fui engabelado. Nunca votei nele, mas eu o tinha em alta consideração. O que ele fez - se ele se limitasse a PISAR em Israel e voltar pra casa já estaria errado...e ele fez mais do que apenas "pisar" - , e sendo ele quem é - JW cansou de dar provas de que não se trata de um cavalo ignorante iletrado - foi safadeza. JW simplesmente SABE o que Israel é. Ele SABE que falar de Nazismo em Israel não é um "xingamento", é uma descrição absolutamente fiel do regime. E ainda assim esteve lá, apoiando e prestigiando suas políticas, e mais que isso, afirmou que "Israel não é um estado genocida". O que que precisa para ser então, porra? Isso é coisa que eu esperaria ler dos trolls malucos do PP, mas não de um político sério e sedizente "socialista". JW é um degenerado, um cadáver político para a esquerda séria do Brasil (não que ele tenha sido opção para nós um dia, mas tinha dignidade), e mais do que isso, oficialmente um grandissisimo canalha.

  9. Rodrigo Postado em 14/Jan/2016 às 13:57

    (Outro Rodrigo) Mais e mais vemos que o ato de reclamar virou um fim em si mesmo. Pessoalmente tenho várias divergências com ideias e ideais do Deputado em questão, o que não significa que eu não concorde com ele em outros pontos. Um lamentável ataque que o mesmo sofreu foi justamente em relação à sua defesa do seriado "Sexo e as Nega" - como que uma "paródia" tupiniquim de "Sex and the City", eram retratadas mulheres negras, autossuficientes e independentes, em sua comunidade, contra o quê muitos espantosamente reclamaram (coube a elas o papel de protagonistas, mas não o costumeiro e lamentável papel último de serviçais dos lares de novelas). E, quanto à ida do mesmo a Israel, também fiquei realmente surpreso, especialmente frente aos locais em que foi debater - aceitou e apresentou-se a local em que foi convidado para diálogo, expondo de seu pensamento (posso discordar de alguns pontos dele, mas é louvável o exercício livre e democrático do debate, especialmente frente a questões que envolvam uma ou mais formas de discriminação). Para quem diz estar "desiludido" por apenas isso, cabe refletir se inicialmente a pessoa não se iludiu e projetou seus ideais e anseios no Deputado, esquecendo-se de que o outro é um ser livre e consciente, mas não a serviço de todas as nossas vontades (como muitos querem impor a Pelé e a Neymar - por mais louvável que seja a causa, sua imposição é sempre a negação da autonomia alheia, em total detrimento da espontaneidade da conduta). Jean portou-se de modo contrário ao ódio, à intolerância, apresentando-se e abrindo-se ao debate, pelo que merece meus parabéns. De outro lado, também vi muitos a dizer "ah, quero ver ele ir debater respeito aos homossexuais e direitos da mulher no Irã ou junto ao ISIS", com o que concordo em parte: se de um lado a proposta é, em verdade, um convite é um suicídio e ora não factível, mostra-se salutar ao menos como reflexão sobre a falta de debate, a discriminação havida, também em países/grupos cujo ou ideologia dominante leve à discriminação contra pessoas meramente em função da orientação sexual.

  10. Antonio Palhares Postado em 15/Jan/2016 às 11:04

    Mais um da esquerda que nunca foi esquerda. Estes tipos bisonhos e caricatos, quando tem seus 15 minutos de fama,o que aconteceu com esta criatura no BBB, mais um lixo da desgraça nacional chamada Globo. Simplesmente acham que podem tudo. E a primeira providencia é entrar na politica.Quantos deste famigerado programa não fizeram isto? Porém, como disse, estes tipos com suas escolhas de vida e comportamento social, não se enquadram nos padrões, na maioria hipócrita exigidos pelos partidos da direita, DEM, PSDB e outros. Conseguem uma legenda de "esquerda', se candidatam e são eleitos pela maioria da classe que eles representam. Gente, ser um homem/mulher públicos, para representar e defender os interesses do povo Brasileiro na câmara ou senado, precisa muito mais do que apenas rompantes exóticos. Dai, suas cabecinhas de camarões e seus egos exacerbados acham que "vencer na vida" é se igualar ao opressor, e quantos da "esquerda" não se rendem aos afagos inteligentes e falsos dos representantes do outro lado. Mais uma decepção. QUE SAUDADES DO BRIZOLA.

    • Carlos Alberth Postado em 15/Jan/2016 às 13:22

      Antonio, O Velho Brizola deve está se revirando no túmulo com essa pseuda-esquerda de hoje!

  11. Antonio Palhares Postado em 15/Jan/2016 às 11:05

    Ele nunca será um CRISTIANO RONALDO...

  12. Caio Postado em 01/Feb/2016 às 22:56

    Judeu é bem liberal, a maior parada gay do mundo é em israel, ainda nao entendo quem nao entendeu ele... Ainda mais que nos, brasileiros, matamos mais que israel com nossa violencia