Redação Pragmatismo
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Educação 21/Jan/2016 às 12:44
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Aluna cotista da UFMG dá a melhor resposta a comentário raivoso

Estudante negra aprovada na UFMG rebate críticas às cotas: "Vou ser aluna excelente". Universitária lembra ainda que, na escola, professora dizia que ela seria "empregada doméstica". Postado no Facebook, comentário preconceituoso foi feito por candidata que tentou uma vaga na universidade, mas não conseguiu

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Aluna cotista da UFMG, Lorena Cristina de Oliveira conta um pouco de sua história de vida para rebater comentário preconceituoso contra as cotas (Imagem: Phelippe Messias/Facebook)

Cecília Emiliana, EM. Edição: Pragmatismo Político

Quando a estudante Bruna Terroni usou uma mensagem pública no Facebook para mostrar indignação com o sistema de cotas – diante da não aprovação para uma vaga no curso de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) –, talvez não esperasse a resposta convicta de uma outra candidata – essa, aprovada justamente por meio da reserva de vagas.

“Sou uma preta lacradora, inteligente e cotista que entrou em Letras no seu lugar. Pode ter certeza que vou fazer jus à minha 15ª colocação neste curso. Vou ser uma aluna excelente e uma ótima profissional”, respondeu, inicialmente, Lorena Cristina de Oliveira Barbosa, de 20 anos. A explosão preconceituosa, a partir daí, virou polêmica e tomou corpo.

Sem sucesso na disputa de um dos 130 assentos da graduação disponíveis para a ampla concorrência, Bruna atribuiu seu resultado à medida de ação afirmativa adotada pela instituição, que, em obediência à Lei nº 12.711/12, guarda 50% de suas matrículas a estudantes de escolas públicas. Deste montante, um percentual é destinado ainda a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas e/ou de baixa renda.

“Para o curso de Letras na UFMG há 260 vagas. Fiquei na posição 239. Mas não vou entrar por quê? Por causa dessa m* de cota”, comentou a jovem.

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Décima quinta colocada na seleção, além de responder a concorrente em seu perfil, Lorena continuou o desabafo em outro post sobre o assunto.

Bruna, por sua vez, não se manifestou sobre o caso e apagou a publicação raivosa contra os cotistas. Em outras postagens públicas de seu perfil, constavam diversas manifestações de pessoas indignadas. Algumas corroboram a revolta da concorrente não aprovada. A maioria, contudo, apoiava Lorena, que comemora a vitória: “Fiquei muito feliz. Uma chama de esperança começou a nascer em mim”, diz a belo-horizontina.

Trajetória árdua

Aprovada com 920 pontos na redação, Lorena estava pessimista quanto a seu desempenho nos exames. Eu não esperava a aprovação do Enem; estava me sentindo perdida”, conta a universitária. Postura compreensível para quem escuta as histórias de hostilidade que o ambiente escolar tantas vezes impôs à moça.“Na escola, uma professora de matemática gritou na minha turma que eu seria empregada doméstica para limpar o chão das filhas dela”, conta.

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Após a conclusão do Ensino Médio, chegou a ingressar como bolsista numa escola particular de jornalismo, onde permaneceu por um ano e meio. Desistiu da instituição e do ofício – segundo ela, por não suportar o ambiente racista tanto da academia, quanto do mercado de trabalho.

Meus professores viviam me mandando mensagens com convites para sair. Nos estágios, já fui demitida sob justificativa de ser negra demais para a comunicação. Me disseram isso abertamente. O meu ex-chefe dizia que se eu quisesse ter sucesso, era só usar a minha sexualidade negra para transar com todos os empresários”, diz.

Após quatro meses de cursinho – frequentado após jornada diária de 8 horas de trabalho como educadora em projeto social para ajudar a família como pagamento das mensalidades – tornou-se, oficialmente, aluna da Faculdade de Letras da UFMG: “Trabalhava o dia inteiro e ia direto para o cursinho. Voltava para casa beirando meia-noite e meia. Mas eu sempre fui muito boa com redação e uma amiga se dispôs a me ajudar aos finais de semana. E assim eu fazia. Assistia aulas on-line, estudava de madrugada”.

VEJA TAMBÉM: Juiz Federal opositor das cotas explica por que mudou de ideia

É com consternação que a graduanda recebe o post da concorrente Bruna, bem como a agressividade daqueles que acreditam que as cotas são privilégios : “Eu vim de uma família negra que sempre seguiu a mesma história de serviçais. Eu nunca tive nada, sabe? Ralei muito para entrar na UFMG. A minha escola não tinha nem estrutura para comportar alunos. Por isso não acho justo uma pessoa que sempre teve tudo apontar isso como privilégio. A cota é o mínimo que o governo me deve por ter me feito passar por tudo isso só por ser preta e pobre. Aquela faculdade é minha também e eu tenho o direito de estar nela”, afirma.

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Comentários

  1. isis Postado em 21/Jan/2016 às 13:13

    Parabéns pelo seu sucesso. Você merece. Não ouça esses capitalistas sem capital. Eles estão com ódio no coração porque estamos entrando no"meio" deles. Direito é direito e você fez juz a ele com ótimas notas. Se a outra fosse tão boa assim,entraria pela ampla concorrência como muitos entraram. Sucesso e força lá, pois a luta ainda não acabou. Se manter lá dentro,perto dos burgueses branquinhos e racistas é que vaí ser f. Boa sorte!

    • Rogerio Postado em 21/Jan/2016 às 21:17

      Sabe o que o branco racista tem mais do que o negro? Tem mais é que se lascar. Desde quando negro não é capaz? Por causa desse racismo é que defendo as cotas. A sociedade deve sim algo aos negros. Daqui vinte anos veremos negros doutores nos hospitais de luxo atendendo madames. Uma bela paga para essa sociedade podre.

      • Lopes Postado em 21/Jan/2016 às 23:41

        Nao gostei do seu comentario que coloca o medico negro como serviçal de madames!

      • Alfa Postado em 22/Jan/2016 às 02:32

        Ah, Lopes, por favor...

  2. José Ferreira Postado em 21/Jan/2016 às 13:47

    Ela não é uma "preta lacradora". Ela é só uma incompetente que não conseguiu passar da mesma forma que outros candidatos e precisou apelar para as cotas. A moça que ficou em 239º pelo que eu saiba nunca escravizou ninguém e não poderia ser punida por isso. Lembro que nem todo caucásico que viveu no século XVIII era um escravizador. A autodenominada "preta lacradora" não deveria ter orgulho da situação em que está e da polêmica gerada em torno disso.

    • Bruna Postado em 21/Jan/2016 às 14:55

      Ela ficou na 15 posição José, foi muito merecido.

      • Preta Postado em 22/Jan/2016 às 16:52

        Vc olhou a nota da redação dela? Ah! Acho que vc não compreende.

    • Priscilla Postado em 21/Jan/2016 às 14:55

      Você leu que ela ficou em 15º lugar, enquanto a indignada com a cota ficou em 239º?

    • Fernando Rezende Postado em 21/Jan/2016 às 14:57

      Você é um lixo pensado pela mídia e por imbecis direitistas. Um excremento como você deve ser prontamente combatido e humilhado quando tenta levantar essa cabeça elitista e alienada para fazer esse tipo de comentário. Você é um nada, uma marionete do sistema que deve comer sua bunda todos os dias e mesmo assim você o defende com uma ferocidade vergonhosa. A garota em questão está correta em seu desabafo. As cotas são o mínimo, a equidade deveria ser garantida de muitas outras formas. A branca "revoltada" leite com pera é só mais uma iludida que teve todos os benefícios e mesmo assim não conseguiu se assegurar na vaga. Não são a favor da meritocracia? Pois bem, diante da conjuntura que prevê reserva de vagas para cotistas, estude mais!

      • Lopes Postado em 21/Jan/2016 às 23:43

        Por que tanto odio no coraçao.

    • Betina Postado em 21/Jan/2016 às 15:04

      ué meu filho você viu a nota dela pra sabe? É só uma idiota querendo causar. Ela teve o que merece, e com a pontuação daquela garota ela nem precisava dessa merda de COTA, Essa mixaria que você diz que é cota. Valew Falow

    • Sérgio Postado em 21/Jan/2016 às 15:05

      José Ferreira, não sei se você chegou na parte do texto que informa que a "preta lacradora" ficou em 15º, portanto, sem nenhuma dependência das cotas. Ainda que fosse pelas cotas, isso não tem nada a ver com a competência dela. A diferença de pontuação entre os aprovados em um mesmo curso costuma ser irrisória, quase sorte mesmo. E a posição de alguém no vestibular não necessariamente se reflete na posição profissional no mercado.

    • Dfr A. Postado em 21/Jan/2016 às 15:09

      A saída para o seu ódio seria universidade e educação de qualidade para todos e não apenas pra quem pode pagar (cursinhos e escolas particulares)... Se a candidata Bruna que provavelmente teve benefício acadêmico por ser branca e de classe média tivesse noção disso, que se esforçasse mais e passasse em uma colocação melhor. A educação base devia ser de qualidade e inclusiva e o ensino superior devia ser direito pra todos como um ciclo natural, mas por aqui educação superior é negócio, nas universidades publicas a maioria de classe média alta que pôde pagar escola pra prepara-los em contra partida nas maiorias das particulares se amontanham alunos que não tiveram a mesma sorte e se matam pra pagar mensalidade pra cursos de qualidade duvidosa...

    • Chuck Postado em 21/Jan/2016 às 15:09

      Você é burro. Não consegue entender nem o que lê. A preta lacradora passou em 15a, independentemente das cotas. Volte pra caverna, volte.

    • Cristiane Arraes Postado em 21/Jan/2016 às 15:11

      Voto do ministro Ayres Britto STF distingue cotas sociais e raciais “um estado genérico e persistente de desigualdades sociais e raciais”. O preconceito racial, assinalou o ministro Ayres Britto, é histórico, e existe desde pelo menos o segundo século da colonização. O ministro rechaçou, porém, a ideia de que a nação está pagando pelos erros de seus ancestrais. “A nação é uma só, multigeracional”, afirmou. “O que fez uma geração pode ser revisto pelas gerações seguintes”. O ministro sustentou que quem não sofre preconceito já se posiciona de forma vantajosa na escala social, e quem sofre internaliza a desigualdade, que se perpetua. O preconceito, assim, passa a definir o caráter e o perfil da sociedade. “Nossas relações sociais de base não são horizontais. São hegemônicas, e, portanto, verticais”, assinalou. “E o preâmbulo da Constituição é um sonoro ‘não’ ao preconceito, que desestabiliza temerariamente a sociedade e impede que vivamos em comunhão, em comunidade.” Ele ressaltou, porém, que a Constituição não se contentou em proibir o preconceito. “Não basta proteger, é preciso promover as vítimas de perseguições e humilhações ignominiosas”, destacou. Por isso o artigo 3º, inciso III, afirma que são objetivos fundamentais da República erradicar a pobreza e a marginalização, e o inciso IV fala na promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, etc. O artigo 23, inciso X, por outro lado, impõe a todos os entes da Federação “combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos”. A diferença entre as políticas afirmativas sociais e raciais se explicita, segundo Ayres Britto, quando se constatam “desigualdades dentro das desigualdades”, ou seja, quando uma desigualdade – a econômica, por exemplo – potencializa outra – como a de cor. Daí a necessidade de políticas públicas diferenciadas.

      • Luciene Cavalcanti Postado em 21/Jan/2016 às 21:05

        Grata eternamente pelo seu texto, amigo!

      • Luciene Cavalcanti Postado em 21/Jan/2016 às 21:07

        Eternamente grata pelo seu texto, amiga!

    • Luiz Dick Postado em 21/Jan/2016 às 15:18

      Faço parte do ensino privado desde o ensino fundamental, tive sim uma posição privilegiada ao estar cercado de professores competentes e uma infraestrutura adequada. As cotas impediram meu ingresso em uma universidade federal, mas culpo aqueles que utilizaram tal sistema. Acredito que negros e brancos possuem as mesmas capacidade para o ensino superior, de tal forma sou contra cotas para negros, indígenas e comunidades quilombolas, no entanto sou totalmente a favor, e acredito que o sistema devia ser ainda mais efetivo para estudantes da deficitária rede pública. Diferentes raças e classes sociais não possuem diferentes capacidades. Diferentes classes sociais possuem diferentes oportunidades.

    • Stonk Postado em 21/Jan/2016 às 15:36

      Tu é um imbecil, ela passou em 15° lugar e a outra em 239° por certo ela nem precisaria das cotas. Espero que um dia tu seja discriminado por algo, talvez apenas assim tu consiga se colocar no lugar dos outros.

    • eumesma Postado em 21/Jan/2016 às 15:50

      e, como podemos ver, vc é preconceituoso. e absurdamente mal educado.

    • edilson Postado em 21/Jan/2016 às 15:53

      José Fereira. Cotas não são uma reparação pela escravidão do passado. São uma reparação pela exclusão do presente. Estudar o passado só nos explica porque é que os negros são tão excluídos hoje. A escravidão nos deixou uma mácula cultural que enxerga o negro como inferior e o branco como superior.Por isso, para uma criança negra, crescer e desenvolver suas habilidades torna-se mais difícil . Depois de uma vida de exclusão e preconceito, querem colocá-la para competir com o outro, que dessas dificuldades, nunca ouviu falar.Colocar uma jovem que cresceu com fome numa favela esquecida por entre as balas perdidas do tráfico para competir com um jovem que cursou todos os anos em escola particular e cuja maior dificuldade na vida é superar a reprova do vestibular e fazer mais um ano de cursinho pago. Chamam a isso meritocracia.

    • Tamy Postado em 21/Jan/2016 às 15:55

      Bom esclarecer que cotistas competem com cotistas, e a menina branca concorreu em ampla concorrência. Se ela não entrou não é culpa dos estudantes cotistas e sim do seu desempenho débil frente aos candidatos de ampla concorrência.

    • Daniel Postado em 21/Jan/2016 às 16:02

      tu é burro memo, hein José?! A mina passou em 15° lugar, não precisou da cota pra entrar na universidade! Vc deveria era passar na fila da cota de leitura e interpretação de texto, pra ver se volta melhor no próximo texto!

    • alisson Postado em 21/Jan/2016 às 16:06

      ela nem precisava das cotas, maluco. Passou em décimo quinto lugar. 219 colocações acima da menina q tá reclamando. Ela entraria com ou sem cota.

    • BATMAN Postado em 21/Jan/2016 às 16:14

      Chola mais, se o lacre deixar

    • Evelyn Postado em 21/Jan/2016 às 16:15

      A candidata cotista tirou 920 pontos em redação, provavelmente teria entrado mesmo sem cotas, e ela ainda é incompetente? Incompetente é quem contou com as 260 vagas sabendo das cotas, deveria ter feito uma simples subtração e se dedicado pra entrar nas vagas que realmente lhe cabiam.

    • Samuel Melo Postado em 21/Jan/2016 às 16:16

      Eu não chamaria de incompetente alguém que teve de enfrentar as situações relatadas e, ainda assim, chegar a uma das mais conceituadas universidades do país. Ela é o retrato fiel de uma grande parte de nós, jovens, que somos privados das formações profissional e cidadã pelo simples fato de não termos condições de bancar uma escola particular. O aluno que vem da escola pública, José, passa, de fato, por isso que ela falou e muito mais. É um ambiente que, na grande maioria das vezes, castra qualquer perspectiva de futuro e ascensão profissional ou humana. Aqueles que lutam contra tudo isso para conseguir uma vaga na universidade, sobretudo na pública, chegam ao vestibular com uma deficiência gritante e com uma disparidade enorme com os concorrentes da rede privada, mesmo que tenha estudado por conta própria. As cotas não são um privilégio para nós, são apenas uma amenização do "desprivilégio" que nos acompanha da creche ao terceiro ano, e a garantia de que a deficiência que a gente tenta superar, com esforço próprio e com muito mérito, não nos impeça de alcançar nossos objetivos.

    • Tatiana Regina Postado em 21/Jan/2016 às 16:17

      José, quando a escravidão foi abolida, os brancos ricos continuaram brancos ricos, e os recém ex escravos estavam começando do zero. Hoje estamos na 3ª ou no máximo 4ª geração de negros livres na história do brasil, e eles têm concorrido de maneira desigual desde o começo, pois como nação ainda não atingimos a equidade social entre os descendentes da casa grande e os descendentes da senzala. Quantas gerações são necessárias pra chegar lá? Não sei. Mas o filho do escravo, virou pedreiro, o filho do pedreiro, vai ser doutor sim, sem ter que esperar centenas de anos pra isso, e é obrigação do estado garantir isso apesar de qualquer chororô de cima de qualquer pedestal. O choro é livre!

      • José Ferreira Postado em 22/Jan/2016 às 15:59

        Quando acabou a escravidão, não havia o conceito de assistência social no Brasil. Logo os pobres (negros ou não) foram alijados de quaisquer benefícios governamentais.

    • Diego Gonçalves Postado em 21/Jan/2016 às 16:18

      Só a critério de informação para você que aplicou o predicativo de incompetente à cotista, como se assim a outra não fosse, tendo em vista ao que de fato pleitava. A cotista em questão ou um outro cotista qualquer pode ter conseguido, tranquilamente, nota bem acima da moça "competente" que nunca escravizou ninguém. Pois quando se opta pelo sistema de cotas, a concorrência se restringe aquele universo. Portanto, apesar de não ser comum, a nota de corte dos cotistas poderia ser maior que a de ampla concorrência. Por exemplo, já vi muita nota de corte, em alguns cursos, dos cotistas maior que a da ampla concorrência. E aí, Sr. José Ferreira?!

    • Maxwell Vieira Postado em 21/Jan/2016 às 16:19

      De todo jeito a moça que ficou 239º lugar estaria fora, porque a preta lacradora ficou na 15ª colocação, só para tira a dúvida, manda a mocinha indignada falar a nota da redação dela!

    • Renata Postado em 21/Jan/2016 às 16:22

      Você estuda em escola particular a vida toda. Voce tem todo o material escolar em ordem, livros e tal... vai ao cinema, teatro, tem livre acesso a TV a cabo e canais pagos da internet. Como carne todo dia. Tem plano de saúde e dentario ou quando esta doente seu pai e sua mãe tem condições de correr com você para um médico particular que vai te atender na hora. Nunca teve problema em circular em qualquer ambiente. Nunca te pediram pra abrir a mochila, por favor. Fez cursinho particular. Fez inglês, natação, fotografia, teatro, artesanato e foi viajar. Tem lugar pra estudar sossegado e material de apoio. Nunca precisou trabalhar pra se bancar ou bancar seu estudo e o privilegiado é o cotista?? Claro que é o negro que trabalha vendendo doce no sinal no período do dia que não esta na escola, que mora na favela onde as vezes por ocupação das policias ou dos traficantes ele não pode nem sair de casa pra escola, ou aonde se chove não da pra sair... o cotista que malemar tem um lápis que quase não cabe na mão pra escrever, que a unica refeição do dia é a da merenda da escola, que como diversão solta pipa e joga bola na rua, que se passar das 20 horas na rua ja corre o risco de levar um tiro da própria policia que deveria defende-lo... O negro filho da domestica da sua mãe que passa o dia no trabalho pra tentar fazer do seu filho alguem de bem, mas que por isso não tem tempo de ir a todas as reuniões na escola do filho ou as vezes chega em casa tão cansada que não consegue sentar pra ensinar o filho a lição de casa... O "neguinho" da favela que estuda numa escola publica onde não tem livro pra todos, onde professor ganha uma miseria de salario, onde ele as vezes não pode ir porque não tem agua, ou não tem aula por causa da greve ou esta inundada assim como toda a favela onde ele mora. O "preto fedido" que na biblioteca é olhado de perto pra não roubar nada, isso quando consegue entrar, se não consegue estuda em casa com os livros rasgados da escola, num calor infernal, ouvindo o batuque do vizinho ou a TV da vizinha, ou talvez nem estuda fora da escola porque tem que ajudar a cuidar do serviço de casa e dos irmãos, ou precisa trabalhar pra ajudar a colocar arroz e feijão em casa... Esse cara o negro baixa renda é um puta de um privilegiado, porque o governo resolveu, como medida de compensação, permitir que ele tenha um numero de vagas destinadas a concorrência entre pessoas com a mesma realidade financeira e social que ele..... Se eu acho justo isso? Não! não acho que DEVERIA ser assim, acho que todo mundo deveria ter as mesmas oportunidades, mas o mundo não é assim, então se vc e a mocinha branca que não conseguiu com todas as mordomias que tem tirar 910 na redação acha que o problema são as cotas... e se sentem tão injustiçado e tão ameaçado por elas, isso so prova o quão incompetente você e ela são! Peça ao governo para abrir cotas para incompetentes.... vocês assim entrarão nas faculdades publicas.

      • Sidnei Santos Postado em 21/Jan/2016 às 21:14

        Que belíssimo comentário! Peço licença para compartilhá-lo no meu face!

    • Carolina Mateus Postado em 21/Jan/2016 às 16:23

      Incompetente??? Ela passou em 15º lugar, ela teria passado mesmo sem o acréscimo das notas.Olha a grande diferença na colocação das duas garotas, se a nota de corte é atingida, o vestibulando não passa. Lorena batalhou para suprir aquilo que a escola pública deveria ter dado a ela, superou as expectativas para alguém que não teve uma boa qualidade de ensino. Acredito que o sistema de cotas é apenas uma pequena tentativa do governo de mudar a imagem das universidades em relação aos estudantes negros. Não desmereço a utilização das cotas, porque eu mesma já utilizei e tenho uma bolsa integral em uma instituição privada. Se querem acabar com as cotas a população deve exigir dos governantes, para que proporcionem uma educação básica decente nas camadas sociais mais baixas, porque (infelizmente) é onde a maioria dos negros se encontram.Consequência de uma simples libertação dos negros escravizados, não de uma inclusão dos ex-escravos nas escolas e setores públicos da época. Sonho com um dia que as cotas (seja para negros, indígenas ou deficientes) não existam mais, pois seria sinônimo de uma sociedade com oportunidades para todos, sem distinção, e de uma excelente qualidade de ensino.Mas enquanto isso não acontece as cotas deverão existir.

    • Joana Postado em 21/Jan/2016 às 16:25

      Ela ficou na 15° colocação! Ótimo desempenho!

    • Sérgio de Pádua Postado em 21/Jan/2016 às 16:25

      Jovem, você não conseguiu entender que essa "incompetente" não concorrera de igual para igual com os outros candidatos?

    • regina lian Postado em 21/Jan/2016 às 16:35

      Você não entendeu NADA!!!

    • Fabiana Postado em 21/Jan/2016 às 16:39

      Ela não é incompetente, pois passou 15º lugar. Mesmo se não tivesse cotas teria entrado, muito antes da moça branco que ficou em 239º. Talvez ela tenha ficado nesta colocação por não saber interprestar corretamente uma informação....

    • Eduardo Ribeiro Postado em 21/Jan/2016 às 17:03

      Mas que "bela" participação do Zé ISTORIADOR Ferreira...foi ovacionado...."lacrou", zé...parabéns....

    • Ana Amelia Postado em 21/Jan/2016 às 17:21

      Como as pessoas comentam sem ler! Ela tirou 920 na redação, passou com todos os méritos. Como ela não deveria ter orgulho? Vão ter que engolir a moça, como ela mesmo disse, que roubará os nossos empregos! Meus filhos brancos de classe média que abram os olhos e corram atrás. A periferia está chegando, se preparando pra tomar o que lhes é de direito! Acabou a molezinha e os privilégios... Que felicidade saber que meus filhos estudarão com colegas de diversas etnias e classes sociais. Que bom acreditar que no futuro próximo equilibraremos as disparidades e não precisaremos mais de cotas para não-brancos, já que estaremos todos no mesmo patamar em alguns anos, graças ao maravilhoso atalho chamado de cotas!!!

      • Amarilia Postado em 21/Jan/2016 às 20:47

        Parabéns pelo melhor comentário que li aqui.O mais digno e mais cívico.Você deve ser uma mãe maravilhosa.

    • José Ferreira Postado em 21/Jan/2016 às 17:42

      Ela ficou em 15º entre os cotistas, não em relação a lista geral. Se não houvesse cotas ela não teria passado. E volto a dizer que os ditos índices que mostram que o desempenho dos cotistas é semelhante ao dos não cotistas não leva em consideração uma coisa: eles usam a nota dos trabalhos acadêmicos dentro da universidade, que podem ser feitos em grupo com os não cotistas. Dessa forma, não dá para usar isso como parâmetro, pois a nota dos cotistas está "contaminada". As notas de corte nos vestibulares dos cotistas é cerca de 20% menor que a dos não cotistas (é só observar as notas do SISU desse ano). Além disso, há altas taxas de desistência dos cotistas nos cursos de exatas (75% entre os cotistas, segundo uma reportagem que vi na Carta Capital), onde a maioria absoluta dos trabalhos são individuais. Eu ainda acredito que a escola de qualidade para todos seria a melhor solução, visto que a Coreia do Sul era pobre que nem a Nigéria, mas se desenvolveu através da educação. Isso seria sim um motivo para se orgulhar.

      • Chuck Postado em 21/Jan/2016 às 20:06

        E o burro ainda voltou pra comentar. Décima quinta na ***lista do curso***. Não tem essa de ***lista só de cotistas***. Deixe de falar asneiras, estúpido.

      • Ana Amelia Postado em 21/Jan/2016 às 22:20

        Não, José. Ela ficou em 15° mesmo. A diferença entre as notas é de, no máximo 4%. A concorrência entre cotistas tbém é enorme, o que garante uma nota de corte alta. Se informe!

      • José Ferreira Postado em 21/Jan/2016 às 23:36

        Não existe a lista "de cotistas", pois na lista todos são colocados juntos, para camuflar. Isso inclusive é prejudicial para a transparência que um órgão público tem que ter, pois quem não é cotista precisa saber quem são os cotistas para tomar cuidado com os "chupins". Ela mesmo revelou que é a 15º. Se ela não contasse, não saberíamos disso, visto que apenas ela mesma pode ver a sua colocação entre os cotistas.

    • Araci Borges Dias Martins Postado em 21/Jan/2016 às 19:46

      Nooosssa. Como você é burro. Que vergonha cara.

  3. Sérgio Postado em 21/Jan/2016 às 13:55

    Bom, pelo que entendi, a Lorena Morena veio num comentário alheio, de uma desconhecida, e fez o próprio desabafo, de forma provocativa. Normalmente, eu dou inteira razão ao oprimido. Mas desta vez, tenho que dizer que não foi legal o que a Lorena fez. Compreendo (ou acho que compreendo) completamente as razões dela. Nasceu sem nenhum privilégio, precisou provar em dobro sua capacidade, foi subestimada a vida inteira, deve ter sofrido racismo rotineiramente (não está claro no texto)... bom, isso tudo, eu entendo. Mas ali ela apenas provocou uma pessoa, B. T., que tinha exposto a sua opinião, num desabafo explícito (ou agora somos uma ditadura em que todos somos obrigados a concordar com as cotas?) Ao contrário do que diz o texto, B. T. não dirigiu sequer uma palavra raivosa aos cotistas, mas sim ao sistema de classificação que, na opinião dela, a prejudicou injustamente (se algum cotista se sente agredido com isso, acho que é outra estória). Ao contrário disso, B. T. teve uma sensatez atípica para a geração dela: ela apagou o comentário, sem se manifestar sobre a polêmica, ao invés de responder uma provocação gratuita e ganhar 15 minutos de fama. Bom, é o que eu penso. Parabéns à Lorena pela excelente aprovação. Parabéns pela superação e pela brilhante profissional que provavelmente será. Só lamento esse episódio, em específico. Parabéns também à B. T. que, apesar de ter expressado a opinião de uma forma infantil, reagiu à provocação de uma forma (aparentemente) bastante madura.

    • Gabriel Calil Postado em 21/Jan/2016 às 15:26

      José Ferreira, a moça tem o direito de fazer o que bem entender. Se ela tem orgulho de ter nascido pobre, preta e moradora de periferia acho que é o sentimento dela e isso ninguém pode inibir, questionar e/ou recriminar. Da mesma forma que não posso recriminar sua opinião, apesar de discordar da sua convicção. É a SUA opinião e você tem o direito de fazê-la. Sérgio, quando uma pessoa 'grita' nas redes sociais sobre qualquer assunto e após coloca uma "ofensa" (... vai todo mundo no cu, desgraça...) qualquer pessoa pode se sentir ofendida e no direito de rebater. Se a pessoa não concorda com as cotas e ofende através de postagem, é absolutamente concebível que haja represália. Só penso que as pessoas devem estar aptas a serem criticadas da mesma forma com que criticaram.

      • José Ferreira Postado em 21/Jan/2016 às 17:38

        Se fomos seguir esse raciocínio, então vamos arrancar o olho de quem arrancou o olho de outra pessoa. O Estado Islâmico te mandou um abraço.

      • Guilhermo Postado em 21/Jan/2016 às 20:58

        Ele disse que "as pessoas devem ser aptas a serem CRITICADAS", Zé Ferreira. Não disse nada sobre executar pessoas.

      • José Ferreira Postado em 21/Jan/2016 às 23:31

        Não disse, mas deu vontade.

    • Ciro Postado em 21/Jan/2016 às 16:14

      Sérgio falou tudo. A infelicidade da frase final da Lorena, na minha opinião, não faz dessa a melhor resposta. Provocação pessoal à troco de nada. Mesmo assim ela está de parabéns. Menina merecedora.

  4. Regiane Postado em 21/Jan/2016 às 14:14

    Parabenizo, mas não foram apenas os ``pobres e pretos`` que passaram por toda essa dificuldade mas todos os pobres que estavam lá ou em outro lugar,independentemente de ser negro ou branco,se não houver esforço, determinação é difícil chegar em algum lugar, porém é sempre importante manter a humildade. Esse negócio de roubar lugar de dizer isso ou aquilo não acho legal,o que tem que ser feito não deve ser dito por aí, ao vento...deve ser feito. E uma questão tão complicada .Mas acredito no silêncio, na indiferença,e na atitude,agir quando necessário e não ver pra matar as arrogâncias nossas de cada dia ...#sótenhocerteza PS:Também não estou em cima do murokk só acho uma perca de tempo bater de frente com certas gentinha...mas que Deus os perdoe e me perdoe tambémkkkk vamos viver nossas vidas sem medo de ser feliz seguros de nós mesmos,seja branco ou seja preto amarelo ou sei lá...apenas façamos valer a pena, por que os outros são os outros ..quem me ama, ama e quem não ama não ama!!simples.

  5. Vânia Postado em 21/Jan/2016 às 14:40

    Que bom que você teve forças para vencer todos os preconceitos.Nós negros temos e precisamos sermos fortes e seguros .Senão nós pisam.Parabéns.Passe a sua determinação para seus colegas negros.Ensinem lutarem pelos seus direitos.

  6. Ana Lopes Postado em 21/Jan/2016 às 14:43

    O governo deve estudos de qualidade não só para essa pessoa que passa por causa de cota,mas para todos os brasileiros que querem ingressar nas faculdades públicas e são preparados. Talvez essa pessoa que se classificou em 239º seja também excelente aluna e também sem condições de pagar os estudos e foi prejudicada,acredito em direitos iguais. fora o racismo e o preconceito de todas as formas.

  7. Patrícia Postado em 21/Jan/2016 às 14:56

    José Ferreira e Sérgio. Homens & brancos (se não fossem, teriam dito) julgando uma mulher negra pobre. Que fácil.

    • José Ferreira Postado em 21/Jan/2016 às 17:39

      Eu não sou branco. Sou mestiço: (caucásicos, negros e índios). Apesar de "parecer do oriente médio", tenho essas ascendências.

  8. Mara Postado em 21/Jan/2016 às 14:58

    Parabéns Lorena pela sua conquista, vc fez por merecer.... infelizmente existe pessoas com essa mentalidade pequena e medíocre, se acham superiores só pq são brancos e tem um poder aquisitivo maior.... uma pessoa dessa é pobre de espirito e digna de pena sem nenhuma capacidade de humildade e esquece que aqui se faz aqui se paga.

  9. Samuel Postado em 21/Jan/2016 às 15:02

    Vcs aí em cima só podem estar de brincadeira! A página do "revoltads onlins" é outra. Os brancos, mesmo pobres, são beneficiários sim do antigo sistema de escravidão. Outra coisa tem que provocar mesmo tem que mostrar que ainda temos muito o que aprender com a democracia, pois o que vivemos ainda é uma ipocrisia, onde pessoas negam preconceito!

  10. Eduardo Ribeiro Postado em 21/Jan/2016 às 15:05

    Já temos um seríssimo concorrente a melhor postagem do ano. Que aula essa Lorena deu. Finalmente alguem deixou explícito, pra quem ainda não entendeu, o que são as cotas: cotas é acerto de contas, é reparação de dívida histórica, é justiçamento à forceps. Enfiado de atravessado guela abaixo de cada branco ""classe média sofre"", simplesmente porque é assim que tem que ser. E isso é apenas o princípio das dores. Aguardo ansiosamente o acirramento dos conflitos. E Lorena fez muito bem inclusive em tripudiar da branquinha. "Peguei a SUA vaga, serei uma aluna melhor do que você seria, e pegarei o SEU lugar no mercado de trabalho". Tem que dar na garganta mesmo. Metaforicamente, se for via redes sociais, e literalmente, se ousar bostejar desse jeito no frente a frente.

    • gustavo0 Postado em 21/Jan/2016 às 17:54

      Aguarda ansiosamente o acirramento dos conflitos? Vá se tratar, você é doente.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 21/Jan/2016 às 19:38

        É....muito ansiosamente. O dia em que o chão tremerá, os negros irão realmente se impor, e a elite racista será tragada pelas hordas negras. Obrigado pela preocupação.

  11. João V Postado em 21/Jan/2016 às 15:06

    Tem comentarista de veja perdido por aqui? Lorena tá de parabens, por ter passado no vestibular e por não ter se calado diante desse "desabafo" desnecessário, deselegante, idiota. A pessoa se candidata a um vestibular federal, nao sabe sequer usar os porquês e quer culpar os cotistas por não ter sido aprovada. Bruna, melhore.

  12. J. G. Postado em 21/Jan/2016 às 15:11

    Legal, parabéns pela classificação. Entrei também em uma universidade pública e me formei em Letras. Embora o curso esteja longe de ser o mais concorrido, ainda assim ele abriga um percentual maior de brancos de classe média e alta que - com certeza - irão dar um upgrade no inglês ou no alemão que seu curso oferece fora do país, nas férias de verão, etc. Eu me pergunto, no entanto: até quando ficaremos limitados ao debate sobre o racismo, dentre outros problemas, somente no âmbito acadêmico - apesar de novela, BBB, Star Wars, e tudo isso darem essa ilusão de boa recepção do negro? Quando é que uma real discussão terá lugar no centro da esfera social, muito além de novelas, de BBB, de jornais, de Brasília? Fico feliz que a universidade pública se renove com alunos de diferentes classes, mas, por outro lado, estes mesmos estudantes ficarão experts em problematizar essas questões em um ambiente que, quer queira, quer não, dá espaço para certos debates devido à sua natureza questionadora e investigativa, e assim, desculpa, é muito mais confortável. Falta-nos um grão de incômodo.

  13. Maria Clara Postado em 21/Jan/2016 às 15:18

    Acabei de encontrar as palavras certas para definir a discussão sobre cotas. O sistema de cotas é a reparação do governo pela dívida dos governantes pelas faltas no sistema educacional, o ensino e as instalações precárias disponíveis à classe pobre do país.

  14. Laís Postado em 21/Jan/2016 às 15:27

    só queria dizer que os dois de cima são dois babacas tetando parecer inteligente. A menina que fez o comentário infeliz nem deveria passar o Enem uma vez que a vaga de cotas são reservadas para as cotas, ou seja, ela não deve ter passado em 239 e se passou ...239 de 260 e se orgulha...é boneca vc precisa estudar. Tem que ter prioridade sim, o negro, o índio, o pobre. Gente que estudou em escola pública, gente que não tem saneamento em casa. Fala que existe igualdade entre brancos e negros, então por que não vemos negros em situações de poder sendo que a maioria da população brasileira é negra ou parda? Por que eles não estudam? Será que todo negro brasileiro não gosta de estudar? Não, é poque eles são discriminados ainda pela sociedade, as oportunidades são negadas, as piadas racistas ainda são "engraçadas" há pessoas fazendo a diferença mas, não é fácil.

  15. Giovani Postado em 21/Jan/2016 às 15:30

    Engraçado o argumento de que "o governo me deve cotas por causa do péssimo ensino que tive por ser negra e pobre". Ok, então somente negros são pobres, somente negros vivem em periferias e todo branco é rico e vive em uma cobertura na área rica da cidade... Realmente não sei em que mundo algumas pessoas vivem. Sou completamente contra cotas para pessoas negras, pardas, etc, pois o argumento de dívida histórica não cola, porque senão cadê as cotas para japoneses? E para os descendentes das demais pessoas que já foram oprimidas? Na minha opinião cotas raciais são a maior forma de preconceito existente, pois estas acabam dizendo que "negros não tem capacidade de entrar em uma Faculdade pública por serem mais burros que os brancos, logo necessitam de ajuda". Isso é de uma imbecilidade enorme, pois existem muitas pessoas negras, pardas, índias, etc muito mais inteligentes e/ou ricas que pessoas brancas. Por isso, na minha opinião, deveriam ser tiradas todas as cotas raciais e aumentar as cotas para alunos de escolas públicas, esses sim necessitam de um auxílio, dado o péssimo ensino que a rede pública proporciona.

  16. Maximilien Postado em 21/Jan/2016 às 15:31

    Pessoas como José Ferreira, que ignoram completamente a dificuldade do negro num país regido por uma sociedade branca elitista com o Brasil, vem sempre expondo sua opinião superficial e ignorante. Com a simples leitura do texto nosso amigo se considera capaz de julgar a competência de uma pessoa que com o próprio esforço deu um passo adiante rumo a igualdade. Parabéns José Ferreira, seu comentário prova o quão reacionário e boçal um cidadão comum pode ser.

  17. Felipes Lincon Postado em 21/Jan/2016 às 15:33

    ta de sacanagem.... Fico P vendo o pobre lutar por cotas, quando deveriamos lutar por um ensino publico de qualidade.... mas afinal, para que né??? as cotas compensaram tudo isso.... temos que largar essa cultura quadrupede de achar que as esmolas que eles nos dão, são compensação.... ENSINO PUBLICO DE QUALIDADE = FIM DA COTAS e quanto a estudar com Brancos e burgueses.... vejo um racismo e preconceito infantil.... sou branco, descendente de italianos.... e sempre estudei com negros mulatos pardos e o carai@@ a quatro.... não fui posto em uma situação de privilegio no colegio por ser branco nem nada semelhante.... quem se fode no Brasil não é o preto "!!!!! é o pobre.... entao xiuuuu menos vitimismo gente.... afinal so falta dizer que o filho do joaquim barbosa ( ilustre figura) merece compensação pelo sofrimentos dos negros.... ta de sacanagem

  18. Vania Postado em 21/Jan/2016 às 15:53

    No mínimo quem crítica Lorena, é de cútis branca. E digo mais e prá finalizar, que se houvesse cota prá brancos, as pessoas fariam uso da mesma e achariam ruim se acaso algum negro se manifestasse quanto a se sentir lesado por isso.

  19. felipe Postado em 21/Jan/2016 às 16:00

    Faltou o restante do comentário dela, e é óbvio, faltou saber se Bruna é pobre, tem condições de pagar uma faculdade, estudou em escola pública? Precisa tanto quanto Lorena de uma faculdade de graça? Lorena ja era bolsista em outra faculdade, já recebia benefício, desculpe mas acho que para qq tipo de pessoa que ja tem um beneficio perderia a prioridade em outro, no mais eu sou a favor de cota para pessoas pobres que estudaram a vida toda em escola pública, mas pelo final da frase dela (que não esta aqui) nota que o sonho do oprimido é ser o opressor), mas parabéns pela nota foi bem maior que a minha sucesso e boa sorte!

  20. Rubens Postado em 21/Jan/2016 às 16:03

    Quem esta moça Lorena chama de burgueses que sempre tiveram os melhores ensinos? Eu sou branco, nasci na favela, sempre estudei em escola pública e me esforçei para passar e passei na UFMG. Ela a Lorena, levanta o nariz e acha que as pessoas vão ter que aturá-la. Pois é isto que vai acontecer. E não duvido de que daqui por diante o ensino na UFMG se tornará ruim como foi aquele que a moça Lorena diz ter recebido.

  21. Eduardo Postado em 21/Jan/2016 às 16:11

    Calem as bocas seguidores de Bolsonaro

    • eu daqui Postado em 25/Jan/2016 às 14:16

      Calem a cloaca seguidores de Stalin. cala a boca já morreu. Num estado de direito quem manda em minha boca é a norma legal. O regime democratico não te atende em suas necessidades vingancistas? Junte seus panos de bunda e rume pra arabia saudita......

  22. Rodrigo Postado em 21/Jan/2016 às 16:21

    (Outro Rodrigo) Não pense em "roubar" emprego de ninguém não, moça. Você já mostrou seu valor e vai alcançar a melhor colocação que caiba a ti, diretamente correspondente à tua superação, dedicação, ao teu compromisso contigo e com teu futuro, já devidamente comprovados. Desejo todo o sucesso e que haja realizações ainda maiores em teu caminho.

  23. Nikolas Salgueiro Postado em 21/Jan/2016 às 16:22

    Nossa, eu acho tão injusto isso. Pois, da mesma maneira que ela passou pelas dificuldade, um branco pode ter passado também, não é possível que uma escola tenha apenas negros. Ela foi persistente, e não desistiu, não estou questionando seu mérito, mas o branco que passou pelas mesmas dificuldades que ela pode não ter entrado na faculdade porque tem uma parte reservada para negros. Acho injusto e continuarei achando. Mas cada um com sua opinião. Ahh... e eu sou a favor sim de cotas, mas para o pobre, independentemente de sua cor.

  24. Tati Paula Postado em 21/Jan/2016 às 16:28

    Independente de cores de pele e classes sociais, o desabafo da B.T. deve ter sido desesperado e sem corretor ortográfico. Uma candidata de LETRAS que não sabe diferenciar um "porque/por que/porquê/por quê" deve, no mínimo, rever seus próprios conceitos, estudar mais um pouquinho e parar de culpar as pessoas e o sistema.

  25. Iza Postado em 21/Jan/2016 às 16:33

    Pretas lacradoras arrasam!!! Linda, vai dar tudo certo pq vai ter preta pobre filha de trabalhadora na universidade publica simmmmm!

  26. Clauber Postado em 21/Jan/2016 às 16:36

    É uma historia muito bonita de superação, meus sinceros parabéns pra ela. Mas tenho uma pergunta, ela passou em 15º e ainda assim esta usando o sistema de cotas??? Porque ela não deixa a cota pra quem realmente precisa e desfruta da sua louvável colocação, até porque 15º em 260 vagas não é facil numa Federal. Me corrijam se eestou errado.

  27. Filipi... Postado em 21/Jan/2016 às 16:36

    Achei meio preconceituoso o comentário da cotista... existem bons alunos cotistas não cotistas heterossexuais e homossexuais e também existem péssimos alunos pobres, ricos , gordos e magros. No Brasil existem muitas figuras públicas e de prestígio que batem no peito jurando honestidade e compromisso social em casos enormes de corrupção, então jurar ser uma boa profissional não chega a ser novidade. Não entendo a necessidade de uma cotista discutir uma vaga que por direito já é sua, mas cada um faz o discurso que quer....

    • Jonas Schlesinger Postado em 21/Jan/2016 às 18:55

      Meu filho aqui é a selva de pedra. Somos leões. Mordemos uns aos outros. Sai da tua bolha aí Jimmy

  28. Cesar Postado em 21/Jan/2016 às 16:53

    Trocando em miúdos (sem saco para mimimi nem dar palco pro cinismo elitista de ninguém), quem se julga prejudicado pelo sistema de cotas e não consegue ser aprovado numa universidade federal deveria arranjar uma desculpa melhor para o seu fracasso. Porque é muito mais difícil entender o fracasso de pessoas que vieram de escolas de alto padrão do que o triunfo de quem teve educação precarizada desde o maternal. Com todos os obstáculos inerentes a uma pessoa de baixa renda, independente da "cor". Vislumbrando todos os aspectos, o tal papo da "meritocracia" é de um cinismo sem limites.

  29. Guilherme Postado em 21/Jan/2016 às 19:33

    Nunca se tratou de "precisar", se trata de fazer o certo, de fazer com que todos partam de pontos semelhantes. Porque precisa ser uma batalha de vida ou morte pra uns e pra outros não? Onde está o mérito aí? Meritocracia seria se as recompensas fossem proporcionais a dificuldade superada, mas não é o que ocorre. Para que haja a verdadeira meritocracia é preciso de várias politicas afirmativas e nem me refiro apenas aos negros e as mulheres, mas tambem aos deficientes e a todos que pertencem ao que se denominou de forma tão discriminatória como minorias, já que todas essas ações afirmativas tem o objetivo de fazer com que todos partam de pontos iniciais equivalentes. E qual seria o problema nisso? Se a dita "elite" é tao mais "meritocrática" pq ela tenta refrear tanto essas medidas que tornam a sociedade mais justa e próxima de uma nação e não somente de um país? Seria medo, egoísmo ou insegurança? Espero que isso mude e a visão de "nós" e "eles" caia por terra e nos vejamos como brasileiros e nao como elite e lixo.

  30. Charles Postado em 21/Jan/2016 às 19:39

    É claro que o desabafo da Bruna Terroni não é contra todo e qualquer negro ou negra, mas tão somente contra o sistema de cotas para negros que a excluiu da faculdade mesmo ela tendo ela obtido uma pontuação suficiente para entrar. A preta lacradora foi uma metida, já que não foi uma beneficiada exclusiva do sistema de cota, pois tirou nota excelente. Ela é uma prova de que mesmo diante de tantas dificuldades que pretos e brancos com condição financeira desfavorável enfrentam, com esforço é possível chegar longe. Observem o que a moça falou:"“Para o curso de Letras na UFMG há 260 vagas. Fiquei na posição 239. Mas não vou entrar por quê? Por causa dessa m* de cota” ou seja ela passou e não entrou e culpa o sistema de cotas que favoreceu a negros simplesmente ela cor da sua pele. tem coisa mais racista que isto?

    • Vinicius Postado em 21/Jan/2016 às 21:16

      Mas a Bruna desde do inicio sabia que estaria concorrendo a somente 130 vagas, não há motivo para revolta infantil, se ela não passou não foi por culpa do sistema de cotas e sim porque não obteve nota suficiente nas vagas do sistema universal. *Outro Vinicius

  31. Sérgio Postado em 21/Jan/2016 às 20:27

    Patricia, não sou juiz. Não julguei, não condenei, nem absolvi ninguém. Só fiz duas observações muito específicas sobre o caso. Se você me conhecesse pessoalmente, ao invés de fazer suposições, você não diria o que disse. Se só tivesse lido com calma o que eu escrevi, idem.

  32. Sérgio Postado em 21/Jan/2016 às 20:47

    "Esses dois aí de cima". Considerando que por um tempo o meu comentário foi um dos dois primeiros a aparecer aqui, estou muito tendente a achar que também estou sendo criticado pela minha opinião. Ou pela opinião que eles acham que eu tenho, porque leram só a primeira frase do meu comentário. Se eu tiver interpretado certo, de uma hora pra outra, eu, que sou entusiasta antigo das políticas de cotas, votei no PSOL e PSTU de cima abaixo em 2014, de repente "virei" fã do Bolsonaro, leitor da Veja, babaca-falso-inteligente, branco, burguês e juiz de uma estudante negra. Gente, vamos com calma... sem pré-julgamentos e com muito tolerância com a opinião do amiguinho. Se não, vocês vão acabar se tornando exatamente tudo aquilo que dizem combater.

  33. Vinicius Postado em 21/Jan/2016 às 21:11

    A estudante Bruna já demonstra que não tem maturidade para entrar em uma Universidade. Se uma coisa não lhe agradou, faz desabafo infantil e sem argumentação numa rede social. Desde do inicio ela já sabia que concorreria a 130 vagas, então ficou bem longe da colocação. Nem vou entrar no mérito das cotas pois já está mais do que claro que são de extrema importância na sociedade brasileira.Muitos aqui tentam ou vão tentar achar brechas para desqualificar a estudante Lorena, mas ela está de parabéns,conseguiu enfrentar todas suas dificuldades além da sociedade brasileira que em geral é elitista, tenho certeza que será uma excelente profissional. *Outro Vinicius

    • Nicholas Postado em 22/Jan/2016 às 02:07

      Boa !

  34. Nicholas Postado em 22/Jan/2016 às 00:07

    Caraca !! A pessoa fica em 239º num processo seletivo pra UM entre DEZENAS DE CURSOS, ao invés de ficar com vergonha e escondidinha na dela, sai fazendo alvoroço feito pomba grunhindo. Imagina a marra e prepotência se ela fosse 1ª ou 2ª colocada ! Que ela estude mais, adquira a competência que lhe faltou e seja menos "burrinha" em 2017, quem sabe assim as veteranas pretinhas possam recebe-la com o carinho que ela merece.

  35. luis Postado em 22/Jan/2016 às 11:02

    Me corrijam se eu estiver errado quanto a política de cotas: se ela passou em décimo-quinto lugar, então ela não entrou com cotas, mas sim com a nota dela. A política de cotas não seria para quem não alcançasse o mínimo necessário e entrasse assim mesmo?

    • José Ferreira Postado em 22/Jan/2016 às 16:09

      Ela passou em 15º entre os cotistas. Não temos como ver a posição dos cotistas, pois a lista mostra apenas os nomes em ordem alfabética. Sabemos que a cotista ficou nessa posição porque ela mesma disse.

      • Thiago Teixeira Postado em 22/Jan/2016 às 17:42

        O termo "cotista", se não sabe, também é discriminação.

      • José Ferreira Postado em 22/Jan/2016 às 23:22

        Hoje em dia até sorrir é discriminação: Banguelofobia.

      • luis Postado em 24/Jan/2016 às 11:18

        Se "cotista" é discriminação, então eu já não entendo mais nada ahahauhauahauhauahauha

      • eu daqui Postado em 25/Jan/2016 às 14:18

        E o que não é discriminação, thiago toupeira? Um termo como coxinha? Ou será que nazista e facista seria mais lisonjeiro?

  36. Eduardo Postado em 28/Jan/2016 às 13:51

    preta lacradora.. olha a merda que os blogs da esquerda conseguriam fazer com as cabeças dos coitadinhos. Ao inves de focar na causa da diferença (social) , preferem apontar pra cor como a unica diferenca. Como se todoso s pobres fossem pretos e nenhum preto tivesse maior capacidade economica.. e pior ainda.. como se os brasileiros fossem divididos entre brancos, negros e indios, sem qualquer miscigenação entre eles.

  37. Jonas Schlesinger Postado em 21/Jan/2016 às 18:52

    É. vivendo no brasil, tudo é possível

  38. eu daqui Postado em 22/Jan/2016 às 16:10

    TAMBÉM ACHEI CONFESSIONAL. ELA PODERIA TER DITO QUE VAI CONQUISTAR SEU PROPRIO LUGAR.....mas enfim, cada qual sabe de seus planos pro proprio futuro......

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