Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 26/Jan/2016 às 12:12
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A reação de mulheres em New Orleans ao conhecerem a 'Globeleza'

Mulheres de New Orleans — uma das cidades mais carnavalescas do mundo — foram apresentadas à Globeleza brasileira. Confira a reação delas

Globeleza Brasil New Orleans

A revista Azmina – para mulheres de A a Z esteve nas ruas de New Orleans (EUA) na última semana para mostrar a algumas mulheres a propaganda da ‘Mulata Globeleza’ — personagem promovida pela Rede Globo no período de carnaval que consiste numa passista sambando nua com o corpo parcialmente pintado com purpurina, ao som da música-tema da emissora, numa vinheta exibida ao longo da programação diária.

A reação das mulheres de New Orleans, uma das cidades mais carnavalescas do mundo, você pode assistir abaixo:

Nas redes sociais, o conteúdo dividiu opiniões. Enquanto alguns internautas exaltaram a rejeição das entrevistadas diante da objetificação da mulher negra, outros lembraram que esta não é uma característica exclusivamente brasileira.

Boa reportagem, mas pera lá: dá uma zapeada na cultura hip-hop americana e você verá majoritariamente mulheres negras semi-nuas exibindo suas booties enormes, sempre no papel de objeto. Quando é no dos outros, é refresco“, publicou um internauta.

Outra internauta demonstrou sua repulsa à “Globeleza brasileira”, mas com ressalvas à hipocrisia americana.

Acho esse negócio de ‘Globeleza’ um nojo! Não passa de uma demonstração clara de machismo e sexualização da mulher negra ao extremo e não consigo entender como em 2016 ainda permitem uma mulher completamente nua rebolando a bunda na tv aberta. Mas vamos combinar que o vídeo também não passa de uma demonstração clara da boa e velha hipocrisia americana. No Mardi Gras (o carnaval estadunidense) as mulheres mostram os seios no meio da rua para estranhos, em troca de colares de plástico! E depois aquela que conseguir mais colares fica ostentando esses ‘prêmios valiosíssimos‘”, lembrou.

Será que o Brasil ainda engatinha no que diz respeito à conscientização sobre o machismo e os direitos das mulheres? É o que pensa uma internauta:

Adorei como elas entenderam logo de cara o machismo por trás disso tudo. É triste como aqui no Brasil, com 3/4 anos de idade já aceitamos mulheres nuas dançando na televisão aberta com a maior naturalidade do mundo“, escreveu.

Por fim, um usuário destaca que há diferença entre uma mulher nua rebolando em TV aberta e situações de nudismo em locais contextualizados.

Vejo grande diferença entre a nudez natural de uma pessoa que se sente bem resolvida com seu corpo, em outros contextos, como em uma praia de nudismo ou em locais onde todos estão compartilhando desse ideal. Mas, em tv aberta, uma mulher nua e rebolando, é objetificação para agradar o visual masculino. E se agrava mais por ser ela negra, que carrega um estigma de erotização maior na história do país. Enganados estão os que pensam que a libertação sexual e física da mulher passa por comportamento de satisfazer homens. Mulher erotizada é vitória do patriarcado“, desabafa.

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Comentários

  1. Dyego Postado em 26/Jan/2016 às 13:06

    gente, assim.. sei lá.. eu acho que a galera tá muito radical com tudo hoje em dia. A outra lá falando que não é legal "Usar sexo pra vender o Carnaval".. Mas a própria morfologia da palavra traz referencia a ofertar a carne. É uma festa profana. Daí se colocam uma negra.. dizem que é degradante aos negros.. mas se fosse somente uma branca de olho azul..diriam.. "Mas pq não colocam uma negra?" Sabe? é tudo tão Radical.. tudo é encarado de uma forma ofensiva e negativa.. Existe sim racismo, existe sim homofobia e obviamente existe machismo.. só que eu acho que a galera tá muito surtada com isso... muito fundamentalista. É preciso sempre um pouco de leveza nas coisas.. Não dá pra dizer simplesmente que é uma negra linda e sensual sambando e se expressando de forma artística? Me entendem?

    • José Ferreira Postado em 26/Jan/2016 às 14:49

      Eu concordo com você, mas ela é mulata. Não se pode menosprezar o lado caucásico dela, que provavelmente é relacionados a pobres que foram considerados "refugos" em Portugal. A miscigenação não é algo para se tratar como coisa de outro mundo.

    • solange Postado em 26/Jan/2016 às 15:14

      Concordo, Dyego.

    • Vanessa Postado em 26/Jan/2016 às 15:51

      Concordo planamente ! exatamente isso, hoje tudo é motivo pra polemica, ou pra explicações, tá tudo muito radical, sendo levado ao pé da letra, muitos tolos se achando sábio, e a nova geração então nem se fale, por isso temos que educar nossos filhos como tal, pra que não tenham preguiça de pensar e não viva tão bitolados nesse mundo virtual, vazio de afeto e com tantas cobranças e padrões ditados como verdade, e julgamentos, porque o que mais vejo em rede social em comentários é o maldito julgamento, esquecendo que todos somos falhas !!!

    • Pimentatropicana Postado em 26/Jan/2016 às 17:33

      Comentário muito pertinente. Aos olhos de um machista, a mulher sempre foi e sempre será objeto sexual, fato! Passamos pela história desde que a mulher mal podia se expressar ( falar, opinar, se vestir como queria, rir, andar na rua, fazer sexo com quem queria) a um período em que, após muitas lutas, a liberdade da mulher vem sendo respeitada, ainda que não de maneira completa e ideal. Os extremos nunca fazem bem. A sociedade não se constroe em apenas bem ou mal, bonito ou feio. Não dá pra pensar assim o tempo todo. Concordo com o Dyego e, olha que eu sou bem paranóico quando o assunto é erotização da mulher, preconceito de pele, mas pensando bem, ela é uma mulher linda, negra, forte, feliz e que promove a maior festa do mundo. Isso é muita responsabilidade. E ela ainda faz isso de salto alto. Então deveríamos ter orgulho de uma moça assim. É uma bailarina professional que lutou muito para chegar ali. Representa de forma completa o povo brasileiro: miscigenado, esforçado, trabalhador, festeiro, alegre, bonito e brilhante por conciliar tudo isso em um só corpo. Quem olha pra globeleza e só vê um pedaço de carne para atrair os olhos da maxaiada, precisa repensar a função do pedaço de carne que ele tem dentro do crânio. E mais, botar mais leveza no seu coração. Só pra constar, eu sou ativista constante contra a rede globo, mas é preciso sempre saber contextualizar para não se tornar um fundamentalista como o próprio Dyego falou.

    • Silney Postado em 26/Jan/2016 às 17:49

      Não tem tecla com a opção curtir! - muito boa argumentação.

    • Rodrigo Postado em 26/Jan/2016 às 19:29

      (Outro Rodrigo) Dyego, seu comentário está muito bem escrito, principalmente pelo equilíbrio nas palavras. É o típico de comentário que, concorde-se com ele ou não, antes de tudo se respeita; chama à reflexão, pondera sem agredir, sem descambar para a ridicularização e ofensa.

    • Cristiano b. Postado em 27/Jan/2016 às 08:22

      Parabéns Dyego, muito lúcida a sua observação

    • Eduardo Ribeiro Postado em 27/Jan/2016 às 10:05

      Quando a pessoa precisa apelar para a "morfologia da palavra carnaval" para justificar uma mulher nua em inserções comerciais diuturnas na TV aberta, é porque não tem mais jeito não. Já aceitou, interiorizou e vai até defender a coisificação da mulher. """a palavra é carnaval e faz referencia a ofertar carne, então lógico que pode botar a mulher pelada dançando sim....que que tem?""". Ficamos inclusive a um passo de ler que """aaiiinnn o politicamente correto está atrapalhando até a gente curtir uma pretinha dançando pelada na TV....como vocês são chatos viu""". Americanas entendendo de cara, sem esforço e sem precisar de mais que meio minuto, a força da cultura do machismo na nossa sociedade, e lamentando por isso, enquanto brasileiros, imersos nessa cultura, são incapazes de enxergar a objetificação e defendem-na como "exemplo de anti-radicalismo e anti-fundamentalismo". Tudo sertinhu como de praxe por aqui...

      • Dyego Postado em 27/Jan/2016 às 15:26

        Eduardo Ribeiro, primeiro que não usei a morfologia da palavra pra justificar nenhuma dessas coisas que você falou, usei para rebater o fato da moça do vídeo ter dito que o apelo sexual não seria uma forma de vender o carnaval, quando na verdade o Carnaval em sua essência é um festejo profano e completamente relacionado ao sexo. Interpretação de texto cai no vestibular, nunca fez? Eu defendo o não radicalismo em todos os contextos e acho sim, exagero, tirarem tantas conclusões "conspiracionistas" de uma bailarina fazendo seu trabalho. Em outras culturas uma mulher de burca pode ter o mesmo conceito de erotização que a Globeleza no Brasil, por exemplo. Vivemos a "troplicalidade" , nossa herança indígena talvez nos traga a tona uma naturalidade na nudez, porém isso é definido por nossa própria cultura. O que os gringos sabem sobre ser brasileiro? Quanto a "coisificação da mulher" tudo está "coisificado" e banalizado hoje em dia. O sexo, o homem, a mulher, a violência, a morte. Estou querendo dizer que se fomos levar tudo a ferro e fogo vamos nos afogar num mar de ideologias que impossibilitará qualquer tipo de diálogo.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 27/Jan/2016 às 16:38

        Não tem nada de "ferro e fogo" nem de "radicalismo". Eu não aguento esse povo "light", esse "vamos ficar de bôua....sem radicalismo....vamos praticar o deboísmo". Eu já traduzi suas palavras, esse assunto está encerrado. Seu discurso efetivamente, na prática, é: """a palavra é carnaval e faz referencia a ofertar carne, então lógico que pode botar a mulher pelada dançando sim....que que tem?""". Feião isso. Não satisfeito, você fez de novo. Apelou agora não pra morfologia das palavras, mas pro nosso passado indigena. """"temos nossas heranças indigenas, a tropicalidade e talz, então lidamos bem com a nudez, com naturalidade, PORTANTO uma mulher nua dançando diuturnamente na maior TV aberta brasileira para promover o carnaval não é errado não, tendo em vista nossa herança indigena....."""". Pra complementar: reduz o ato absurdo a "uma bailarina fazendo seu trabalho" - que é meramente "erotização" - , e equipara a Globeleza a uma mulher de burca num inexplicável paralelismo extra-sensorial viajante. E por fim, joga a coisificação feminina, um assunto seríssimo e que tem que ser debatido com propriedade, com compostura e retidão, numa vala comum qualquer, num tanto faz desgraçado, "já está TUDO coisificado mesmo, então tá beleza...vamos todos ficar de bôua...". Rapaz....está tudo errado com seu comentário...está atirando feito uma metralhadora quebrada pra tudo que é lado buscando justificativa para o injustificável. Tens muito o que repensar na vida.

    • Trajano Postado em 27/Jan/2016 às 11:21

      Dyego, sim, é muito importante leveza nas coisas, mas seu comentário foi pesadíssimo. Mulheres sofrem até hoje em um mercado que apresenta um desnível entre a força de trabalho e salário quando comparado por gênero, ou seja, homens recebem mais do que mulheres ainda que ocupem a mesma função. Isso é um fato, não uma interpretação. Mulheres sofrem violência no Brasil de forma disseminada, vide dados do FBSP. Fato, não interpretação. Mulheres negras ao longo dos últimos séculos eram niveladas por seus corpos, como o pavoroso e emblemático caso Saartjie Baartman ou o próprio termo “mulata” herdado do período da escravidão no nosso país. Racismo, inúmeros fatos, exemplos, não interpretações isoladas e não somente de séculos atrás, vide os índices de violência, as características da população economicamente ativa com nível superior e a cor predominante da classe média frente a cor predominante das classes pobres. No campo artístico, o “lançamento” da “mulata globeleza” do gringo Hans Donner na década de 1990 marca um período em que atrizes negras conseguiam papéis, em geral (e quando conseguiam) de empregadas ou escravas, papeis para “servir” e que hoje contando com expoentes como Thais Araujo (que começou em um papel de escrava) as coisas mudam mesmo que muito lentamente. Constatação. Mulheres são retratadas muitas vezes em clipes musicais de ritmos mais populares como o funk, axé ou hip-hop “ostentação” de forma hipersexualizada: modo de se vestir característico, de posar, de se comunicar... Isso é um fato (nos Estados Unidos isso acontece também). Uma interpretação: fundamentalismo mesmo é o racismo e a violência contra a mulher que é histórico e continua atual, rígido, difícil de mudar. Por outro lado, claro, dá pra simplesmente dizer que é uma negra linda sambando, óbvio! Mas não dá pra dizer só isso. Ela continuaria sendo uma mulher linda (sambando ou não) em um mundo com igualdade de condições, sem hierarquização por gênero, por sexualidade e por segregação socioeconômica e racial. Vamos esquecer tudo isso? Que pesado, ein!? Leveza não quer dizer superficialidade. Com todo respeito a quem comenta no Pragmatismo Político: vocês estão leves demais ultimamente com o canto da sereia. Esforço não é peso! E o peso da nossa sociedade encontra muito bem o seu sustento através de nossa leveza. Por fim, agradeço ao Eduardo Ribeiro por seu comentário, o único que me retirou o peso da leveza dos demais participantes. Um abraço!

      • Lívia Postado em 27/Jan/2016 às 19:57

        Obrigada Eduardo e Trajano pela lucidez!

    • Divina Rocha Corte Postado em 28/Jan/2016 às 01:07

      Parabéns pelo seu comentário.

    • Yrae Postado em 28/Jan/2016 às 21:35

      O problema não é a globeleza ser negra ou branca; é o machismo e a naturalidade que a sociedade assisti á isso.

  2. José Ferreira Postado em 26/Jan/2016 às 13:10

    As mesmas que reclamam disso são as que afirmam: "meu corpo, minhas regras". Fora que as que mais reclamam são pessoas que não chegam nem perto da beleza da moça. É como diz o ditado: "o feminismo começa a partir dos 70 kg".

    • Pegamataecome Postado em 26/Jan/2016 às 14:17

      E a sua babaquice começou na infância, pelo visto.

    • Brunno Postado em 26/Jan/2016 às 14:25

      Visão simplista e cheia de falácias ,também não é capaz de ver que no contexto hipersexualização x feminismo ("meu corpo, minhas regras") há uma diferença íngreme.

    • Mozart Postado em 26/Jan/2016 às 15:15

      Engraçado pois eu conheço feministas que tem esse peso e conheço não feministas que tem mais que 70 kg, por óbvio que isso é irrelevante, mas é que o lance aqui esteriótipo né? Então deixa eu adivinhar: o senhor é branco, de classe média, mora no centro-sul do país, provavelmente considera o bolssonaro pra presidente, tem mais de 40 anos(ou quase isso), cristão, e sua posição política é anti-petista... Cheguei perto, José?

      • José Ferreira Postado em 26/Jan/2016 às 16:47

        Errou!!! Sou multirracial (o governo me chama de "pardo"), de classe média baixa, não voterei em Bolsonaro, sou agnóstico, politicamente independente e tenho 29 anos. A única coisa certa é que sou do Centro Sul.

    • Feminista Magrinha Postado em 26/Jan/2016 às 21:03

      "o feminismo começa a partir dos 70 kg". Deus, qual é o seu problema?? Todo mundo sabe que o carnaval vende o corpo feminino desde o começo. A erotização é 100% e isso é fato! Eu acho a globeleza linda, mas o fato das estrangeiras estranharem e nós não, é pelo simples fato que já estamos acostumados. De qualquer forma, só pra você saber, tenho 20 anos, minha altura é 1,55 e peso 40kg, e não sou anoréxica, antes que você tente me insultar. Eu sou assim mesmo. E sou feminista desde criança, mas naquela época, eu não fazia a mínima ideia do que era isso. Apenas entenda uma coisa, queridinho, GENERALIZAR É BURRICE!! E esse ditado imbecil aí, não existe, e você sabe disso.

      • José Ferreira Postado em 27/Jan/2016 às 16:14

        Feminista desde criança? Provavelmente foi influenciada pela sua mãe, que tem mais de 70 Kg.

  3. Miguel lima Postado em 26/Jan/2016 às 13:46

    Essa é a nova maneira de venderem as mulheres brasileiras no exterior. Ou melhor: dizer lá fora que o Brasil continua sendo o país do turismo sexual ... Certo!

  4. Isabel Postado em 26/Jan/2016 às 14:30

    Homens comentando aqui: "blablabla, não tirem meus direitos de ver mulher semi nua na TV aberta, blablabla, o povo tá radical! Blablabla, odeio feministas porque elas vão acabar com a diversão dos machos e o nosso domínio do gênero feminino! Blablabla, não toquem nos meus "direitos" de macho opressor!" Nos poupem! Chega! Seremos chatas sim! Seremos a geração que acabará com essa submissão imposta! Tiraremos os grilhões de nossos pés! Não gostou? Sinto muito! Não estamos aqui pra te agradar, estamos aqui pra vivermos nossas vidas! E, utilizando da mesma linguagem que vocês utilizam só pra vocês sentirem 1% do que acontece com a gente, você está abaixo dos 70kg por acaso? Sua cintura tá menor que 80cm? Ah, não está com estes índices? Então cale a boca que se trata de recalque! Gostou? Não ne? Ninguém quer alguém te medindo e te fazendo se sentir mal sobre seus corpos, então nos deixe em paz! Deixe as negras, as brancas, as pardas, as mulatas, Índias e toda e qualquer mulher ser feliz como são! Vão viver a vida de vocês!

  5. Telma Postado em 26/Jan/2016 às 14:31

    Fala mal da globeleza mas, paga pau para a material girl Madonna. - Ah, mas a Madona pode! Sei...

  6. Laura Postado em 26/Jan/2016 às 14:35

    Concordo que a "globeleza em si", os comerciais e a publicidade especialmente no carnaval são extremamente machistas, mas pedir pros gringos analisarem os costumes de outros países é completamente fora de contexto. No mardi grass mulheres de todas as idades e sob efeito de muito álcool mostram os seios em troca de colares...estranho? Cada cultura no seu quadrado.

  7. Andressa G. Postado em 26/Jan/2016 às 15:03

    Concordo com a americana quando ela fala que isso é machismo explicito. Que usam isso para vender "sexo" no carnaval. Não é só degradante para uma mulher negra, que está explicitamente sendo exposta como objeto, mas para qualquer outra mulher seja ela como for. Não vou dizer que queria ver um homem dançando nu, pois ainda sim o colocaria em uma situação de objeto. É realmente natural degradarem a imagem do carnaval como se fosse somente uma festa para as pessoas exporem seus corpos perfeitos ditados pela mídia, sendo que há nem tantos anos assim o carnaval era somente para as pessoas se divertirem. Minha opinião.

  8. Carolina Postado em 26/Jan/2016 às 15:06

    Não é um canal, é uma revista feminina e feminista online

  9. danilo Postado em 26/Jan/2016 às 15:11

    Roupa suja se lava em casa. Não é porque um gringo vem falar o que ele acha que eu vou considerar mais ou menos algo que já se fala há muito tempo aqui mesmo.

  10. nenhuma novidade Postado em 26/Jan/2016 às 15:49

    Isso é um reflexo da degeneração da sociedade ocidental, não um reflexo de machismo necessariamente. No século XX a promiscuidade e a degeneração sexual passaram a não só serem aceitas como veiculadas na mídia, e o povo passou a se entregar a prazeres carnais e esquecer do amor que surge em um relacionamento entre dois humanos. A ignorância é uma bênção, de fato! Não vou ser prepotente e começar a dizer o que cada um pode ou não fazer por aí, mas é preocupante o rumo que estamos tomando.

  11. Rosane Postado em 26/Jan/2016 às 16:16

    Sinceramente, ela é uma mulher bonita dançando. Não vejo nada sexualmente explícito. Acho que o politicamente correto está nos envenenando de certa forma. Não a vejo com objeto. Vejo como alguém que gosta de dançar, que tem o corpo legal e só. Não percebo todo essa história implicada não. Podemos ser feministas e ter uma relação legal com o corpo querer expor e tal isso não nos faz necessariamente prostitutas, vendidas e tudo mais. Muito exagero nas afirmações. Certo, que há toda uma luta para não perpetuasse, não mais, a objetivização da mulher, mas se ela quis que mal há? Ela não foi obrigada a participar da vinheta...enfim...pela liberdade de se fazer o que se quiser com o corpo quer seja negra, amarela, branca. É o que penso

    • Ejagomes Postado em 26/Jan/2016 às 19:29

      Carnaval e globeleza td lixo...

  12. Lucas de Lima Postado em 26/Jan/2016 às 16:29

    Amigão, não existe radicalismo quando o assunto é deturpador. Analisemos bem o texto: sexualização da mulher. Como todas as coisas na vida, devemos sujeitá-las a toda situação. questão exemplo: e se fosse um homem coloridinho e completamente nú rebolando suas genitálias na televisão, o que você, rapaz leve das coisas, diria? - provavelmente teria um discurso homofóbico, religioso ou qualquer outro tampouco plausível. Portanto, a qual conclusão chegaríamos observando a 'arte de globelezar'? - Obviamente só existe uma afirmação que é: Satisfazer a industria machista por traz da televisão, simples. É importante lembrarmos que assuntos esdrúxulos, desiguais, que causam repulsa de determinado grupo, devemos tomar nota e enfrentar essa maioria que só retarda nossa evolução.

  13. alexandre Postado em 26/Jan/2016 às 18:15

    deixa a globeleza em paz.... vamos tomar uma cerveja

  14. Tarcisio Jr Postado em 26/Jan/2016 às 18:33

    É inválida essa consulta! É muito complicado perguntar a um americano sobre o fato de uma negra está dançando seminua em uma chamada pública de TV... eles ignoram que: 1 - A jovem dança samba! 2 - Que o ritmo e estilo musical foi criado por negros e é símbolo nacional; 3 - Que se fosse uma mulher branca (a nossa sociedade é que acharia estranho); 4 - Que é uma cultura diferente da deles - portanto subjetiva e alheia a avaliações de terceiros; 5 - Que o "politicamente correto" está assolando o país com ondas de intolerância e xenofobia. 6 - É UMA CULTURA E COSTUME DIFERENTE! NÃO SE PODE JULGAR! 7 - Que se respeite as tradições e costumes de um povo! E não importa o que pensam os americanos... Pronto!

  15. Carlos Endo Postado em 26/Jan/2016 às 18:42

    Um dos principais momentos do Carnaval brasileiro, o desfile das escolas de samba, tem como figuras principais o casal de mestre-sala e porta-bandeiras. Por que não tê-los na chamada da Globo?

  16. Marco Pereira Postado em 26/Jan/2016 às 20:43

    Não vejo nada de mais...muito pelo contrário. SE É NOSSA CULTURA E BELO, E DAÍ? que morram de inveja de nossas mulheres...inclusive no Brasil.

  17. Valdek Costa Postado em 26/Jan/2016 às 23:29

    A Globo mandou tirar a notícia do ar. Ninguém consegue compartilhar no Facebook mais! Quero compartilhar no meu Facebook e tá proibido!

  18. Jonas Schlesinger Postado em 27/Jan/2016 às 01:58

    Vou ser direto e sem papas na língua. Os americanos têm seus costumes e nós o nosso. O mundo nunca vai ter uma cultura só, pois são vários países. Se se doeram, mordam o travesseiro e vá ver Twilight. Agora a Globeleza é negra sim, é bonita sim, dança bem sim, está quase nua sim, os machos acham bonito sim, mas ELA QUER ASSIM. Senão ela nunca aceitaria isso. Olha as panicats. Todas gostosonas, e daí? Eu olhar uma mulher de biquini significa que eu vou estuprá-la? Se elas mesmas querem mostrar o corpo. Vai usar um lençol agora? Eu sou homem, posso olhar, achar bonito, mas nunca desrespeitar a moça e principalmente a moça manda no seu corpo, claro dentro dos limites da lei. Vlw, flw.

  19. Thiago Teixeira Postado em 27/Jan/2016 às 06:59

    Não sei se foi em 1993 ou 1994, mas a Globeleza aparecia dançando e no final do reclame, de 1 a 2 segundos, a computação gráfica retirava o tapa sexo tanto de baixo como de cima e ela ficava literalmente nua nestes segundos. Isso era 2 da tarde, 7 da noite ...

  20. Hori Postado em 27/Jan/2016 às 09:05

    O site da pragmatismo - acredito - ser o único espaço onde os comentários são mais esclarecedores e politizado do que a própria matéria. Destaques interessantes: ...Tudo é encarado de uma forma ofensiva e negativa.. Existe sim racismo, existe sim homofobia e obviamente existe machismo.. só que eu acho que a galera tá muito surtada com isso... muito fundamentalista." (Dyego) "...por isso temos que educar nossos filhos como tal, pra que não tenham preguiça de pensar e não viva tão bitolados nesse mundo virtual, vazio de afeto e com tantas cobranças e padrões ditados como verdade, e julgamentos, porque o que mais vejo em rede social em comentários é o maldito julgamento. "(Vanessa) "...Os extremos nunca fazem bem. A sociedade não se constroe em apenas bem ou mal, bonito ou feio. Não dá pra pensar assim o tempo todo." (Pimentatropicana) Pior comentário - vergonhoso: "são pessoas que não chegam nem perto da beleza da moça. É como diz o ditado: "o feminismo começa a partir dos 70 kg" (José Ferreira)

    • eu daqui Postado em 27/Jan/2016 às 12:49

      Certo, com menos do que isso, não se tem independencia nem pra ser machista...........

  21. eu daqui Postado em 27/Jan/2016 às 12:48

    MAS DE UNS TEMPOS PRA CÁ TÃO EROTIZANDO OS HOMENS TAMBÉM......será que eles estão se dando conta disso?

  22. Wanderson Postado em 27/Jan/2016 às 16:07

    Na minha humilde opinião,há sim um cunho machista,reducionista e malicioso em relação a mulher com a desculpa da arte e da cultura tupiniquim.Só não vê quem não quer.Os americanos só viram o óbvio e o óbvio é bem fácil de se ver ou de se virar a cara. Também há certas mulheres que não estão nem aí se é degradante ou não mostrarem o corpo,se ficarem em evidência ou acalçarem a fama,tudo bem,é o direito delas,elas podem.Os meios sempre levam à algum fim. Parece que esse tipo de discussão vai dar muito o que falar ainda com o avanço da emancipação feminina no ocidente.

  23. Joana Paula Postado em 27/Jan/2016 às 19:28

    Por incrível que pareça, eu não vejo maldade alguma na Globeleza. Não acho que seja vulgar ou que tenha sentido sexual. Sem contar, que ela é linda!

  24. Pietro Postado em 02/Feb/2016 às 20:32

    Não vou entrar no mérito da questão, mas é um tanto quanto hipócrita, na cidade onde, em pleno carnaval (de Nova Orleans), jovens mostram os seios para ganhar colares.