Redação Pragmatismo
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Religião 30/Jan/2016 às 09:00
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A história do surgimento e da ascensão da bancada evangélica na política

A igreja pentecostal começou a se envolver na política brasileira na década de 1960, elegendo o seu primeiro deputado. Hoje, os evangélicos formam uma das frentes mais poderosas do Congresso Nacional. Entenda como os pentecostais deslancharam no cenário político nacional

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Andrea Dip, Agência Pública

Homens de terno e mulheres de saia com a Bíblia na mão vão enchendo o auditório. Alguém regula o som do violão e dos microfones. A música que celebra “júbilo ao Senhor” estoura nos alto-falantes, e a audiência canta junto. Em um púlpito no palco, os pastores abrem o culto com uma oração fervorosamente acompanhada pelos fiéis.

Uma descrição comum de um culto evangélico não fossem os pastores, deputados, falando de um o púlpito improvisado no Plenário Nereu Ramos da Câmara dos Deputados de um país laico chamado Brasil. E se o (até então) presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), anunciado do púlpito ao entrar no recinto pelos pastores João Campos (PSDB/GO) e Sóstenes Cavalcante (PSD/RJ), não tivesse deixado de lado a agenda oficial para participar da celebração e tirar selfies com pessoas que se amontoavam ao seu redor.

Certamente seria bem menos estranho se logo atrás de mim, no fundo do auditório, assessores de parlamentares não estivessem fazendo piadas de cunho homofóbico e rindo alto durante boa parte do evento, que se tornou show com a chegada da aclamada cantora gospel Aline Barros, vencedora do Grammy Latino 2014 e um dos cachês mais altos do mundo gospel brasileiro. Ela tinha viajado do Rio a Brasília com o marido, o ex-jogador de futebol e hoje pastor e empresário gospel Gilmar Santos, especialmente para cantar e orar naquela manhã de quarta-feira no Congresso. Ao final do culto/evento, todos receberiam um CD promocional de Aline.

Aline Barros entoou alguns de seus sucessos com o auxílio de um playback, antes da pregação do marido. O tema é a luta do profeta Elias contra Jezebel, a princesa fenícia que se casou com o rei de Israel e, uma vez rainha, perseguiu e matou profetas israelitas. A imagem da mulher poderosa de alma cruel é usada por dezenas de sites religiosos, que comparam Jezebel à presidente Dilma Rousseff, ameaçando-a de acabar como a rainha, comida por cães.

“Em Tiago capítulo 5, versículo 17, está escrito que Elias era um homem como nós. Ele orou e durante três anos e meio não choveu. Depois ele orou de novo e Deus manda vir a chuva”, diz o pastor Gilmar, dirigindo-se aos parlamentares. “Muitas vezes a gente tem orado ‘Deus sacode esse país, traz um avivamento, faz algo novo’. Deus está fazendo. Mas a forma que Deus está fazendo nem sempre é do jeito que a gente quer, da nossa maneira. Muitas vezes a gente queria que Deus fizesse chover dinheiro do céu, que fizesse anjo carregar a gente no colo pra levar a gente pra todos os lados e queria pedir pra Deus pra sentar numa rede, pra ele trazer um suco de laranja e operar, trabalhar. ‘Manda fogo, destrói aquele endemoniado, aquele idólatra.’ Mas Deus não faz dessa forma.” Por que Deus escondeu Elias? Por que Deus tem escondido muitos de vocês e ainda não estão nos jornais como sonharam ou não tiveram reconhecimento como sempre sonharam? […] Deus está te escondendo, querido. No momento certo tudo vai acontecer, você vai ser exaltado. Deus sabe como honrar. […] Pode ser o momento mais difícil do seu mandato, mas continua confiando. Muitas pessoas podem estar vivendo uma seca nesse país. Nosso país pode estar vivendo o momento mais seco da história. Vidas secas. Mas o céu nunca vai estar em crise. Nunca tem crise, nunca tem crise.”

Sem crise

O número de evangélicos no Parlamento cresceu, acompanhando o aumento de fiéis. Segundo os últimos dados do IBGE, que são de 2010, o número de evangélicos aumentou 61% na década passada (2000-2010). Por sua vez, a Frente Parlamentar Evangélica (FPE), encabeçada pelo deputado e pastor João Campos, agrega mais de 90 parlamentares, segundo dados atualizados da própria Frente – os números podem variar por causa dos suplentes – o que representa um crescimento de 30% na última legislatura.

A mistura de política e religião é a marca da atuação dos pastores deputados. Campos, por exemplo, é presidente da Frente Parlamentar Evangélica, autor do projeto de lei apelidado de “cura gay” e defensor destacado da redução da maioridade penal, como a maioria da chamada “bancada da bala” – em 2014 ele recebeu R$ 400 mil de uma empresa de segurança para sua campanha. Cavalcante ex-diretor de eventos do pastor Silas Malafaia, seu padrinho na fé e na política, é presidente na Comissão Especial que trata do Estatuto da Família.

Encorajada por Eduardo Cunha, que assumiu a presidência da Câmara dizendo que “Aborto e regulação da mídia só serão votados passando por cima do meu cadáver”, a bancada evangélica tem conseguido levar adiante projetos extremamente conservadores, como o Estatuto da Família (PL 6.583/2013), que reconhece a família apenas como a entidade “formada a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou de união estável, e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos”, que deve seguir para o Senado nos próximos dias. A PEC 171/1993, que usa passagens bíblicas para justificar a redução da maioridade penal, também foi aprovada na Câmara e aguarda análise do Senado, sem previsão de votação. O próprio Eduardo Cunha é autor do PL 5.069/2013, que cria uma série de empecilhos para o direito constitucional das mulheres vítimas de violência sexual realizarem aborto na rede pública de saúde. Esse está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Também foi nesta legislatura que a bancada conseguiu barrar o trecho que trata do debate sobre identidade de gênero nas escolas no Plano Nacional de Educação.

Ainda segundo os dados fornecidos pela FPE, a maioria dos parlamentares pertence a igrejas pentecostais: a Assembleia de Deus é a que mais congrega esses fiéis, seguida pela Igreja Universal do Reino de Deus, que tem como figura de destaque o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Também tem representantes no Congresso as igrejas Sara Nossa Terra e a Igreja Quadrangular.

Como acontece com os partidos na política, os membros também trocam de denominação. Eduardo Cunha recentemente trocou a Sara Nossa Terra pela Assembleia de Deus, onde já estavam os colegas João Campos e Marco Feliciano. Entre os membros das protestantes históricas estão Jair Bolsonaro (batista) e Clarissa Garotinho (presbiteriana).

O sociólogo e escritor Paul Freston, professor catedrático em religião e política da Wilfrid Lauries University, do Canadá, explica que as igrejas pentecostais se diferenciam das protestantes históricas principalmente pela ênfase da crença nos dons do Espírito Santo, como “falar em línguas” e agir em curas e exorcismos. “Por ser uma forma mais entusiasmada de religiosidade, depende menos de um discurso racional, elaborado. Você pode não saber ler ou escrever, pode ser alguém que não ousaria fazer um discurso racional em público, mas sob influência do Espírito você fala. Por isso pode-se dizer que a igreja pentecostal também tem esse poder de inverter as hierarquias sociais”, explica o professor. E destaca: “Por ser mais próxima da cultura do espetáculo e menos litúrgica, também são as igrejas pentecostais que se dão melhor com as mídias”.

Nos gabinetes

“A Frente Parlamentar Evangélica [FPE] tem exercido um papel muito importante em contribuir com o processo legislativo porque ela priorizou algumas bandeiras que são relevantes para a sociedade brasileira como, por exemplo, a defesa da família tradicional”, diz João Campos, que recebeu a Pública em seu gabinete de número 315 no anexo IV da Câmara, após muitos dias de negociação com seu assessor. “Outra bandeira nossa é a defesa da vida desde a concepção, os direitos do nascituro, a proibição do aborto, do infanticídio, os direitos da mulher também, mas principalmente os direitos do ente humano que está sendo gerado”, continua o deputado.

O segredo do sucesso? “A gente atua a partir desses temas, e isso faz com que a Frente seja ouvida no Parlamento. A Frente nem é a que congrega o maior número de parlamentares, mas é uma das mais ouvidas. Porque não é a quantidade, é a atuação dela”, diz com orgulho. Pergunto sobre sua trajetória política e religiosa, em que momento as duas se misturam. Ele me conta que aos 16 anos já era líder de jovens em sua igreja (Assembleia de Deus) e há quase 20 foi ordenado pastor. Também fez carreira na Polícia Civil de Goiânia. Começou como escrivão de polícia, se tornou delegado, participou de greves – “sempre fui muito ativo”, diz. Passou a atuar na classe, foi presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, até que “naturalmente” se candidatou a deputado federal. “Eu sempre exerci liderança na igreja e na segurança pública. E essas duas vertentes apoiaram minha candidatura e me elegeram”, resume Campos, 53 anos, atualmente no quarto mandato como deputado federal. Quando pergunto se a igreja tem sido um ambiente fértil para a formação de líderes políticos, ele desconversa: “A igreja tem ocupado um espaço e se colocado mais na política tendo ela própria como referência”.

Sua colega de bancada evangélica, Clarissa Garotinho (PR), é uma jovem deputada federal que tem política e religião no pedigree. A filha dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho é da Igreja Presbiteriana, como todos de sua família. E, como fez a mãe, todas as vezes que seu pai, Anthony Garotinho, mudou de partido, ela o acompanhou “mesmo a contragosto”, confessa. E não foram poucas vezes: o radialista de sucesso começou a carreira política no PT, depois foi para o PDT, para o PSB, PMDB e PR.

Clarissa fala do jogo da política com a naturalidade de quem viveu isso em casa desde pequena, mas faz questão de dizer que nunca foi pedir voto em igreja. “Visitei algumas igrejas quando me convidaram, mas não foi o foco da minha campanha.” Descreve o início de sua carreira política como a de líder estudantil que se tornou diretora da UNE e foi eleita vereadora – a contragosto do pai, sublinha. “Nessa época, eu tinha me formado em jornalismo e fiz estágio com a Xuxa no programa dela a convite da Marlene Matos. A Marlene me convidou para ir para um programa na rádio Globo, eu já era gerente comercial da empresa dos meus pais, e ele não queria que eu entrasse na política. Dizia que a vida dos políticos ficava muito exposta, que dava muita dor de cabeça. Comecei a campanha sozinha, eu e a juventude do partido. Pensava: ‘Meu pai foi governador, minha mãe foi governadora, eu não posso perder uma eleição de vereadora porque, se eu perder, eu vou estar comprometendo o nome deles”, conta.

De vereadora Clarissa passou a deputada estadual e em 2014 foi eleita deputada federal com a maior votação obtida entre as mulheres. Sobre sua atuação na bancada evangélica, ela diz que só participa das atividades quando acha necessário. “Quando houve algumas manifestações na parada gay que satirizaram a imagem de Cristo. Nesse ponto, a bancada reuniu inclusive católicos. Quando tem alguma causa que a gente entende que precisa se unir, eu participo das reuniões.”

Pergunto sua opinião sobre o aborto, e sua expressão se fecha: “Tem temas que para nós não são negociáveis. Eu sou contra o aborto”. Sem que eu pergunte, emenda: “Mas você quer saber do Cunha? Eu não apoiei o Eduardo Cunha para presidente da Câmara só porque ele era evangélico. Não basta ser evangélico e eu presbiteriana para eu votar se acho que a postura dele como político não é boa pra representar a Câmara e não é boa para o Brasil. Fui uma das poucas deputadas evangélicas que não votou nele. Fizeram reuniões com os membros da bancada pra apoiar, mas eu não participei. Não gosto do estilo dele de fazer política. Ele usa chantagem pra conseguir vantagens, é o chanteageador geral da República. O Eduardo é considerado um deputado muito temido aqui. Dizem que ele é vingativo, que tem um temperamento difícil. E ele ainda tem muito apoio aqui apesar dos escândalos”.

O começo de tudo

A igreja pentecostal começou a se envolver na política brasileira na década de 1960 através da Brasil para Cristo, que elegeu um deputado federal em 1961 e um estadual em 1966. Depois disso, porém, a igreja só voltaria a eleger candidatos na década de 1980, como explica Paul Freston: “A maior participação vem em 1986, no fim do regime militar, com a Assembleia Constituinte. A Assembleia de Deus é o motor disso inicialmente, e se organiza desde a cúpula para ter um candidato oficial em cada estado, um deputado. Eles se organizam e tentam apresentar esse candidato nas igrejas, falar pras pessoas votarem nele. É o que dá origem à bancada evangélica, é a primeira vez que se fala nisso. E a grande novidade é que a maioria é pentecostal”.

Os pentecostais deslancharam na política com a Igreja Universal do Reino de Deus, que criou um plano político mais estruturado dentro da instituição, segundo a autora da tese “Religião e política: ideologia e ação da ‘Bancada Evangélica’ na Câmara Federal”, Bruna Suruagy (leia a entrevista completa aqui). “No início da década de 1990, a Igreja Universal começou a atuar com um plano político estruturado”, explica. Em sua pesquisa, Bruna chegou ao seguinte desenho do plano político da Universal: “A cúpula da igreja, formada por um conselho de bispos da confiança de Edir Macedo, indica candidatos em um procedimento absolutamente verticalizado, sem a participação da comunidade. Os critérios para a escolha desses candidatos geralmente têm base em um certo recenseamento que se faz do número de eleitores em cada igreja ou em cada distrito. E cada templo, cada região, tem apenas dois candidatos que seriam o candidato federal e o estadual. Ela desenvolve uma racionalidade eleitoral a partir de uma distribuição geográfica dos candidatos e a partir de uma distribuição partidária dos candidatos. Isso mudou um pouco agora porque existe um partido que é da Universal, o PRB, que fica cada vez mais forte no Congresso”, explica, destacando também a importância da mídia religiosa como interface entre a igreja e a política.

A Pública fez contato com a assessoria de imprensa da Igreja Universal e obteve como resposta a que a instituição não se pronunciaria a respeito “porque não se envolve com política”. Ao insistir para obter a entrevista, a assessoria pediu que as perguntas ao bispo Edir Macedo fossem feitas por e-mail e não respondeu mais. Mesmo o site do PRB, que tem grande parte dos filiados ligados à Universal, incluindo o presidente do partido, Marcos Pereira, não deixa clara essa conexão entre o partido e a igreja. Mas, entrevistado pelo deputado federal Celso Russomanno ao vivo durante a festa de dez anos do PRB, no dia 25 de agosto, diante da plateia do auditório Nereu Ramos, Pereira revelou que sua carreira e o PRB caminharam de braços dados com Edir Macedo. Ele contou que é bispo da igreja desde 1999, foi vice-presidente da Rede Record de Televisão em 2003, ano em que também se tornou sócio da LM Consultoria Empresarial – holding que controla todos os negócios da Igreja Universal do Reino de Deus – e então se tornou presidente do PRB em 2011.

Modelo brasileiro

Ainda segundo a pesquisadora Bruna Suruagy, a Universal se tornou um modelo para outras igrejas brasileiras justamente porque a cada novo mandato havia um aumento significativo dos parlamentares. Ela explica que isso não significa que o funcionamento institucional da Assembleia de Deus, por exemplo, seja igual ao da Universal. “A Assembleia é uma igreja com muitas dissidências e muitas divisões internas, por isso não é possível estabelecer hierarquicamente os candidatos oficiais. As igrejas têm fortes lideranças regionais e uma fragilidade do ponto de vista nacional. A sede não tem tanta força e, por isso, eles criam prévias eleitorais. As pessoas se apresentam voluntariamente ou são levadas pela própria igreja, e ainda há a ideia de que alguns são indicados por Deus porque mobilizam grandes multidões, ou contagiam, como dizia Freud, o que também termina sendo um critério. Então tem uma lista, depois uma pré-seleção que passa por um conselho de pastores – isso em cada ministério, porque a Assembleia é uma igreja que tem várias subdivisões internas. É interessante que os que pretendem se candidatar assinam um documento se comprometendo a apoiar o candidato oficial caso ele não seja escolhido, para evitar candidaturas independentes e para manter a fidelidade que se tem na Universal.”

O sistema de escolha de candidatos é confirmado pelo pastor Caio Fábio, enquanto conversamos no belo jardim de sua casa, em Brasília. “A maioria dos políticos que temos hoje foi produzida em berço pentecostal. Portanto, eles nascem do único poder que habita esse ambiente que é o do carisma pessoal. E esse carisma não tem absolutamente nada a ver com inteligência, instrução ou cultura. Por carisma entende-se a capacidade de comunicação popular intensa, tanto mais poderosa quanto menos escrupulosa seja. São em geral pastores, bispos e apóstolos. A Universal é um caso à parte, assim como as igrejas neopentecostais, que são igrejas pós-macedianas, porque o projeto político lá é totalitário, vem do Macedo a determinação de quem é e quem não é”, critica. “As igrejas reformadas [também conhecidas como protestantes históricas] são democrático-representativas. A cada cinco anos no máximo, tem uma eleição de pastores. As episcopais [pentecostais] são mais por sucessão, indicação do bispo. E, se os demais acolherem, eles são afirmados. Nas pentecostais, os pastores vão colocando seus filhos na linha sucessória na igreja e na política. Aconteceu assim com Malafaia, por exemplo. O pai dele era pastor e o filho também é. Os protestantes históricos são mais silenciosos, mas não quer dizer que não sejam homofóbicos, por exemplo. O Bolsonaro frequenta uma igreja batista e é… O Bolsonaro.”

Freston, por sua vez, não vê influência do modelo americano, como os chamados cinturões bíblicos, na política brasileira. Para ele, o crescimento da bancada evangélica tem mais a ver com nosso modelo político. “Quando a imprensa e os acadêmicos começaram a notar a presença dos pentecostais na política, houve algumas interpretações sobre ser cópia dos Estados Unidos, que já tinha a direita cristã, e a ideia de que isso estava surgindo no Brasil, incentivado por esse modelo. Mas eu sempre achei que correspondia muito mais às peculiaridades do sistema eleitoral brasileiro. Porque você tem o crescimento pentecostal em muitos países do mundo, na América Latina toda, em muitos lugares na África, em alguns lugares da Ásia. Mas só no Brasil você tem esses fenômenos de bancadas nos Congressos. Essa aproximação com a direita é mais recente e tem a ver com essa nova direita, que não tem medo de se chamar de direita”, diz o sociólogo.

Outra característica de nosso sistema eleitoral, a de representação proporcional com listas abertas, favorece os candidatos carismáticos, os “puxadores de voto”, que passam a ser cobiçados pelos partidos. “Eles dizem ‘vamos por o pastor candidato que ele traz mais 2 ou 3 mil votos para a gente’. Mas esse cara traz 60 mil votos e se elege sozinho! Esse sistema favorece a eleição desses pentecostais. E muitos países que tem crescimento pentecostal não têm isso. No Chile, por exemplo, onde o pentecostalismo também cresceu muito, você quase não teve políticos evangélicos porque é outro sistema eleitoral. Aqui os líderes pentecostais souberam maximizar suas possibilidades dentro desse sistema.”

E o que querem os políticos evangélicos?

Mais do que os temas morais como aborto, violência, drogas e sexualidade, são os interesses institucionais que unem a bancada evangélica segundo os pesquisadores. “A conquista de dividendos para as igrejas como a manutenção de isenção fiscal, a manutenção das leis de radiodifusão, a obtenção de espaços para a construção de templos e a transformação de eventos evangélicos em culturais para obtenção de verbas públicas estão nesse páreo”, explica Bruna Suruagy. Paul Freston dá um exemplo: “Na época da Constituinte, teve a questão do mandato do Sarney, do quinto ano. Para conseguir esse quinto ano, ele comprou muita gente no Congresso. A moeda de troca para muitos pentecostais era uma rádio, coisas ligadas à mídia”.

Um estudo realizado pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em 2009 mostrou que de 20 redes de televisão que transmitiam conteúdo religioso, 11 eram evangélicas e 9 católicas. Apenas a Igreja Universal controla mais de 20 emissoras de televisão, 40 de rádio, além de gravadoras, editoras e a segunda maior rede de televisão do país – a Rede Record.

Larissa Preuss, autora da tese de doutorado “As telerreligiões no telespaço público: o programa Vitória em Cristo e a estratégia de mesclar evangelização e preparação política”, destaca a enxurrada de pastores eletrônicos na televisão brasileira nas décadas de 1980 e 1990. “O RR Soares é o mais antigo, está no ar desde o fim dos anos 70, e o Silas Malafaia entra em 1982. Ele é quem fala mais explicitamente sobre política na televisão, apesar da maior articulação política ser da Universal”, lembra.

A pesquisadora conta que estudou os programas de Malafaia de 2014 para entender a relação de seus discursos com as eleições. “Ele assume que existe uma briga política e deixa claro que quer influenciar e por isso não se candidata. Ele fala diretamente ao público, mas também fala muito aos líderes religiosos, tanto que Malafaia dá cursos de formação de pastores em locais como a Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo (Eslavec) e está construindo um império, hierarquizando igrejas dentro da Assembleia de Deus, que não tem essa cultura. O Malafaia se coloca no lugar do profeta, que é aquela autoridade que unge o rei e denuncia o sacerdote, e isso é muito forte. Ele incentiva os líderes a influenciar seus fiéis para que Deus possa agir na política.”

A hipótese de Larissa é que os pastores midiáticos migram para a política justamente para garantir as concessões de radiodifusão. “Porque as outorgas são ratificadas ou podem ser abolidas pelo Congresso. Então é uma retroalimentação: eles estão na televisão, influenciam a eleição de certos candidatos que vão garantir sua permanência na televisão. A informação hoje é poder. A imagem é uma moeda valiosa. E os evangélicos estão na política como nunca. Basta dizer que o tema da última Marcha para Jesus foi ‘faxina ética’”.

Municipal

E não é só em âmbito federal que a bancada evangélica tem se fortalecido. O número de projetos de leis temáticos também tem crescido entre os vereadores e deputados estaduais evangélicos, que recentemente também barraram a discussão de gênero em planos municipais de educação em várias cidades, incluindo a capital paulista. E não é só isso. A pastora e deputada estadual Liziane Bayer, do PSB do Rio Grande do Sul, protocolou em abril o PL 124/2015, que prevê o ensino do criacionismo nas escolas públicas e privadas do estado. Liziane, cujo slogan de campanha foi “compromisso com a fé, a família e a vida”, conta que começou a se interessar por política e a conversar sobre o assunto no grupo de mulheres de sua igreja. Ela diz que sabe que o projeto é polêmico, mas defende o ensino do criacionismo para dar uma opção aos alunos. “Eu acho o comunismo ruim, mas ele é ensinado nas escolas. O criacionismo pode ser visto da mesma forma, mas, até pra que tu digas que não é correto, tem que saber”, opina.

Em Cuiabá, o vereador Marcrean dos Santos (PRTB) criou um projeto que virou lei instituindo um feriado evangélico na cidade (Lei n° 5.940/15); em Itapema (SC), o vereador Mouzatt Barreto (DEM) também criou um PL para obrigar a leitura da Bíblia nas aulas de história das escolas públicas e particulares; em São Paulo, o vereador Carlos Apolinário, que em 2011 conseguiu que a Câmara aprovasse o “Dia do Orgulho Heterossexual”, vetado pelo então prefeito Gilberto Kassab, apresentou um projeto de lei para criar banheiros públicos em restaurantes, shoppings, cinemas e em casas noturnas para gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Chegou a declarar: “não é possível minha mãe entrar em um banheiro e encontrar um homem vestido de mulher”.

Em Manaus, a vereadora Pastora Luciana (PP), que prefere ser chamada de pastora – “vereadora é só uma promessa, pastora é pra eternidade” –, é autora de três projetos temáticos: o PL 125/15, que visa autorizar por lei manifestações religiosas como palestras e pregações nos terminais de ônibus da capital com o uso de caixas de som; o 075/15, que propõe a instituição de uma capelania na Guarda Civil Metropolitana, e o PL da Cristofobia, que prevê multas para quem tiver “atitudes discriminatórias em face da religião cristã, palavras e práticas agressivas contra a figura de Jesus Cristo, ameaças, estereótipos pejorativos, induzir ou incitar a discriminação contra a Bíblia Sagrada”. Mas o projeto de lei mais bizarro é do vereador de Santa Bárbara do Oeste Carlos Fontes (PSD). O PL 29/2015 proíbe a implantação de microchips em seres humanos, comparando-os à marca da besta prevista no livro de Apocalipse (veja a entrevista em vídeo que gravamos com o vereador).

“Se a presença de um evangélico na política melhorasse a política, humanizasse a política, as igrejas seriam édens, oásis, paraísos de bondade humana, altruísmo, inclusão, tolerância, misericórdia, de amor de verdade, equidade, solidariedade. Mas, enquanto o diabo continuar a existir pra eles da forma como existe, eles podem continuar roubando porque o diabo pagará a conta das acusações. Em nome de Deus, a canalhice é santificada”, conclui Caio Fábio.

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 30/Jan/2016 às 12:02

    Engraçado, não tem evangélicos no PCB e PCdoB!!!!!!! kkkkkkkkk

    • Alair Postado em 13/Jul/2016 às 18:51

      Que eles deem Graça a Deus

  2. BRUNNO MARX Postado em 30/Jan/2016 às 12:49

    Necessário uma MP urgente: Pastor, Missionario, Policial, Professor, devem usar nome próprio para ser candidato ao cargo politico e proibir de usar nome de instituição publica ou igrejas ex: pastor joão da igreja quero seu dinheiro,, sargento jose da policia militar aqui é tudo na bala,,...DEVEM PROIBIR URGENTE: -pastor- Everaldo, tem que ser Everaldo,,-Tenente- Telhada,, tem que ser Telhada ... proibir de usar o nome da instituição publica ou de igreja, Essa MP tem que ser urgente....A tendência dessa bancada é crescer e proibir tudo que não for do jeito que eles querem isso é muito sério

    • Leonardo Postado em 30/Jan/2016 às 17:41

      E vc quer proibir tudo q vc não quer.

      • Jonas Schlesinger Postado em 30/Jan/2016 às 23:26

        Tudo o que o mundo saudável não quer. Tudo o que uma civilização avançada não quer.

    • Rogerio Postado em 01/Feb/2016 às 15:24

      Beleza. Então proíbe os candidatos transgêneros de usarem o nome que escolheram. Vão ter que usar João, José... Ah, mas aí é preconceito!!! Tá.

      • Alessandro Postado em 01/Feb/2016 às 22:23

        O problema não é a liberdade sexual. Quem tem o que é seu, dá a quem quer. O problema é direcionar o pais por uma via completamente ultrapassada. Precisamos de ciência, educação, filosofia, literatura, arte. A Idade das Trevas já passou, meu caro. Vocês só ganham dimensão em países pobres, onde não há educação.

  3. Fonseca Postado em 30/Jan/2016 às 13:07

    Essa sim é a ditadura que eu tenho medo.

  4. Jonas Schlesinger Postado em 30/Jan/2016 às 14:31

    Na verdade quanto mais o tempo passa mais fica evidente que eles são os anticristos, os falsos profetas. Os evangélicos têm representantes desse calibre no congresso quer dizer que todos sim são fundamentalistas que pregam o conservadorismo ultra e a submissão dos fiéis ao dízimo - dízimo nem mais existe já que Jesus aboliu a lei mosaica no século I. Quando digo que são falsos profetas, é verdade, porque surgiram da igreja católica romana na era medieval e foi perdendo a essência ao longo dos séculos. Eu me atreveria em dizer que nem os satanistas são tão ofensivos que os evangélicos (e olha que sou cristão). Pra mim hoje cristianismo se resume à igreja católica, igreja ortodoxa, anglicana, testemunhas de jeová, presbiteriana e até protestantes do norte das américas; mas evangélicos brasileiros não são cristãos, infelizmente. E o resultado = bancada evangélica. A bancada da bala na frente deles são progressistas!

    • Jonas Schlesinger Postado em 30/Jan/2016 às 17:56

      ops, quis dizer luterana, não presbiteriana.

  5. sidney Postado em 30/Jan/2016 às 15:23

    Sou evangélico e digo: UMA VERGONHA para o Evangelho e para os evangélicos.

    • Larissa Postado em 02/Feb/2016 às 16:28

      👏👏👏👏

  6. poliana Postado em 30/Jan/2016 às 16:18

    NOJO DESSA ESCÓRIA!!!!! NOJOOOOOOOOO!!! AINDA BEM Q TEMOS O STF PRA EXPURGAR ESSAS ABERRAÇÕES DE PROJETOS SE FOREM APROVADOS!!! NOJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!! OXALÁ Q AQUELA LOUCA REPRESENTANTE DESSA ESCÓRIA NUNCA CHEGUE A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA!! PÂNICO SÓ DE PENSAR!!!!!!!!!!!

    • Jonas Schlesinger Postado em 30/Jan/2016 às 18:06

      Eu tava fazendo um curso final do ano e tinha uns 3 evangélicos na minha classe. Como não gosto de debater religião, não participava quando eles falavam. Mas a gota d'água foi que um deles quis fazer uma reza, oração, no final das aulas. No começo, no primeiro dia eu até participei pois foi o primeiro dia, por respeito dei as mãos. Mas o cara quis fazer todos os dias, pode? Eu saía antes dele orar, e quando tive tempo eu falei com a professora para isso acabar porque rezar a gente faz isso em casa e na igreja e em local público pra mim era antiético justamente por vários tipos de pessoas frequentarem. Fiquei aliviado quando parou, mas eu percebi que eles começaram a ter preconceitos comigo. No fim, não havia nenhum crente na minha turma e as aulas fluíram melhor. Eu tenho é medo de me encontrar com um crente, Deus me livre. Pra você perceber onde tem evangélico, tudo anda mais devagar.

      • Felipe Postado em 30/Jan/2016 às 20:54

        Jonas que pena q pensa assim, o q uma oração depois de sua aula atrapalharia sua vida? Quem quer participa quem não quer sai fora, que mau isso causou a sua vida? Em que isso atrapalhou sua rotina? Na empresa q eu trabalhava um grupo fazia a oração antes do horário de trabalho, quem queria participava que não queria não, eu mesmo as vezes ia as vezes não, vc ter preocupação com o próximo se preocupar com o bem estar do seu amigo de trabalho ou seu amigo de classe e pedir a Deus para que abençoe seu estudo, seu trabalho e sua família não iria prejudicar a ninguém, bom pelo menos isso que de deve pedir em uma oração nesse tipo de local nada de envolver política ou QQ tipo de assunto, sinceramente não vejo mau nenhum nisso.

      • Jonas Schlesinger Postado em 30/Jan/2016 às 23:07

        Rapaz, oração se faz em casa, na igreja ou na mente. Usar um local público para exaltar a sua fé é totalmente antiético isso porque EXISTEM VÁRIAS PESSOAS DE VÁRIAS RELIGIÕES E ATEUS E O ESTADO É LAICO! Um evangélico querer ser o dono da verdade? Pra cima de mim não, filhão. A verdade dos evangélicos é mentira dos católicos, a verdade dos católicos é mentira dos judeus, a verdade dos judeus é mentira para os muçulmanos. Resumo, se quer rezar faça isso no lugar certo. É a mesma coisa que vestir tapa sexo na igreja e vestir um manto na praia. E pra finalizar pessoas querendo o meu bem não faltam e eles oram no lugar certo na hora certa e não estão dispostos a querer fazer lavagens cerebrais nas pessoas assim como os fariseus faziam no séc I e como os evangélicos fazem no século XXI

      • Felipe Postado em 31/Jan/2016 às 00:13

        Jonas não é nada antiético e é totalmente permitido desde que não falte com respeito a ninguém, quem quer participa quem não se retira como vc mesmo disse era feito após a aula e não no decorrer, e outra independente de religião vc segurar a mão de outra pessoa e pedir que haja paz saúde felicidade para as pessoas, que seu estudo seja proveitoso que seu trabalho possa prosperar etc sinceramente não vejo mau algum nisso, seja uma pessoa católica, espírita, outra QQ outra religião na empresa q eu trabalha uma das pessoas era espírita outra católica ins eram mais tradicionais outro nem religião tinham, juntavam 20 pessoas ali e faziam uma oração de um minuto pedindo a Deus que abençoasse a nossa casa a nossa família nosso trabalho os donos da empresa e que nosso negócio pudesse prosperar, bom não sei q tipo de abordagem fizeram em seu curso, talvez fizeram errado e VC tem razão, hoje trabalho em local que não fazem orações, normal, eu não frequento nenhuma igreja hoje por discordar de diversos pontos da organização da igreja mas não deixo de seguir aquill q acredito e me sinto muito honrado por dizer que sou Cristão protestante, e não faço nada das coisas absurdas que se apontam aqui para as pessoas que frequentam as igrejas.

      • Jonas Schlesinger Postado em 31/Jan/2016 às 01:41

        Por acaso você leu a parte onde eu disse que não existe só evangélico no mundo? Caramba, é tão difícil de entender. O seu umbigo não é o centro do universo. A sua pregação não é a verdade absoluta, nem de outras pessoas das outras religiões. Sou contra colocarem crucifixos em instituições públicas da mesma forma com essas orações. Aí eu te pergunto (já que sua conversa é sutilmente hipócrita), você participaria se um membro de uma religião africana quisesse rezar? Duvido, porque o preconceito de vocês é tão gritante e ao mesmo tempo latente que se compararmos vocês com os PMs que matam as pessoas todos os dias, eles são anjinhos de Deus. O seu problema é reconhecer a diferença alheia, vá estudar rapaz! Abra a sua mente! Deus é quem julga, não você! Com que direito você chega para uma pessoa e diz"tá queimado"? Vocês se incomodam demais com o casamento gay, com a ascensão das minorias e etc. Infelizmente a gente não tem outro Jesus no século XXI pra acabar com os fariseus desta época, por isso que eu acho que a humanidade não vai demorar para ser extinta.

      • Felipe Postado em 31/Jan/2016 às 08:13

        Não se precisa estudar para responder esse tipo de pergunta, se o conteúdo da oração não for o bem de das pessoas e não a idolatria a um Deus q não seja ao que eu sirvo não é problema nenhum participar, para de colocar no mesmo saco de bosta aqueles hipócritas que vivem de terninho na rua gritam queima Jesus oram na igreja e fora dela são um bando de safados, esses não são cristão Jonas!! Nada contra quem gosta mas sou mais adepto a igrejas com ideologias do tipo bola de neve, renascer, quadrangular, batista não sei que tipo de "crente" vc tem visto aí no nordeste mas aqueles hipócritas que vestem um terno, uma saia e colocam uma bíblia debaixo do braço e que são preconceituosos e intolerantes não são os mesmos que venho defender aqui, não tive formação na igreja, comecei a frequentar já quase adulto e o que me apaixonei foi exatamente o amor que as pessoas daquele lugar tinham pelo próximo pelo diferente, claro seguimos a bíblia, não concordamos com o aborto, com muitas questões LGBT porém acreditamos que quem muda a pessoa é Deus e não o homem, na minha igreja tinha homossexual era uma pessoa querida ninguém queria curar ele, quem cira é Deus não o homem, esse tipo de igreja q não se renovar vai perder espaço e desaparecer.... Se conhece os cristãos de verdade não falaria essas coisas.

      • Jonas Schlesinger Postado em 31/Jan/2016 às 11:58

        (Vou usar igual o método do Edu das Aspas, Eduardo Ribeiro) ""Cristãos Verdadeiros"" Certo, qual na sua concepção se encaixaria essa palavra? Sua igreja? Os assembleianos realmente mostram a sua verdadeira face fazendo cultos nas esquinas só para chamarem atenção, Edir Macedo construiu um templo de 500 milhões à custa de dízimos, aliás hoje se paga dízimo só porque existem idiotas no mundo, pois que eu saiba a lei de Moisés foi abolida por Jesus e momento algum dos evangelhos cita-a como obrigação, mas o próprio Cristo disse em dar é melhor que receber, alusão a fazer doações voluntárias sem nenhuma conta específica. E você vem me dizer que as igrejas protestantes são diferentes, rapaz? Por favor não brinque com a minha inteligência com puta qi de 135 eu não sou qualquer um para se brincar. Só que eu vou parar por aqui. Você não me respondeu se fica ou não numa oração de um membro de Ubanda ou Candomblé se tivesse no seu local de trabalho; você não deu a sua opinião sobre a matéria e preferiu um duelo de argumentos comigo, e dizer o que achou dos seus parças lá da Bancada Evangélica (e como disse a bancada da bala é progressista na frente deles) sobre a matéria aqui e sobre a outra que eles e os pastores e padres (mais pastores do que padres) podem cometer crimes e ficarem impunes num projeto de lei absurda que tramita no congresso; você ainda insiste que local público você pode rezar, ferindo o direito de pessoas de outras religiões ou ateus; enfim, nem mel nem cabaço como se diz aqui na minha terra. Essa discussão foi longe demais e sem nenhum resultado, acho que você é algum tipo de hater educado que só sobrevive com os meus comentários e os dos outros contrários a você. Diga o que realmente acha e não tente fazer pregação neste espaço que também é público. Eu poderia passar a semana toda argumentando (ganhei muitas discussões com muitos argumentos), mas fazer isso com religioso bitolado, sinto muito, já chega. Tchau.

      • Felipe Postado em 31/Jan/2016 às 15:30

        Haha menos Jonas bem menos em nenhum momento te pedi para ir a igreja muito menos seguir uma religião nem mesmo estou discutindo inteligência com vc, que alias tb não me conhece, sobre a matéria eu já disse algumas vezes, existe bancada para defender qq tipo de grupo e de interesses não pense que os evangélicos ficariam de fora ou quem q vcs pensem q eles são, eles querem ter voz e vão ter vcs querendo ou não, sou contra algumas coisas, e nem sequer votos neles, mas eles representam quase 1/3 da população no país queria o q???? sobre a outra matéria ela fala sobre crença e religião não sobre padres e pastores se vc do ser inteligente deveria saber disso, não é algo exclusivo deles não é algo para uso geral, em nenhum momento disse q minha religião é a verdade ou é a certa e muito menos q as pessoas são obrigadas a ouvi-la, apenas disse q os protestantes não são intolerantes como os assembleianos ou talvez menos tradicionais que estes, cada um faz o que quiser, quanto a dízimos e oferta é bíblico sim! não queira debater bíblia aqui TB, garanto que vai passar vergonha, já disse várias vezes que não frequento igrejas, não concordo com muitas coisas q são feitas ali, não me sinto bem com certas situações, mas sei TB do trabalho maravilhoso que ali é feito e a vida das pessoas q são transformadas naquele local, só quem conheceu uma pessoa perdida em drogas e crimes ser abandonada pela família e pelo estado ser acolhida em uma igreja como ser humano e receber ali todo apoio digno que precisa, sabe o poder de uma igreja em uma sociedade..... Já disse a VC que sim se o intuito da oração fosse pedir pelo bem das pessoas do meu estudo do meu trabalho e da minha família não recuso não, ta valendo!!! Sem envolver santos , deuses etc.... Acho q o q mais incomoda as pessoas é q eu não xingo, não falo palavrão, não uso de preconceitos para falar com as pessoas e talvez isso te incomode também e já que quer encerrar essa discussão re desejo uma ótima semana e não quero q concorde comigo, peço apenas que respeitoe a religião das pessoas assim como eu tenho um enorme respeito pelo povo que te acolheu aí no nordeste, quer debater e discordar dos evangélicos, cristãos ou seja o q for pode discordar mas faça isso com respeito sem xingar sem menosprezar a crença das pessoas sem fazer chacota com o que acreditamos sobre a origem da vida, aí nem terei o q rebater.

      • Jonas Schlesinger Postado em 31/Jan/2016 às 21:01

        Deixa de ser arrogante, rapaz!! Eu debati religião com um pastor assembleiano que estava no meu trabalho, perdeu feio. Da Bíblia eu conheço muitas coisas do novo ao velho testamento. Aqui eis uma pessoa instruída, não um ignorante com 99 de qi que infelizmente Malafaias e Felicianos agregam por aí. Mas volto a repetir, você não demonstra um ínfimo argumento acerca da matéria. Você só serve pra bater de frente com discussão querendo provar um improvável. Fale acerca da matéria, dê sua opinião. Você por acaso me vê replicando comentários? É difícil. Só quando alguém fala de mim ou quando alguém me replica, como agora. No mais é só. Boa noite, tenha uma boa semana.

      • Felipe Postado em 31/Jan/2016 às 22:59

        Jonas as respostas sobre as matérias estvaam no cometário por favor releia e use esse QI espetacular para isso, tudo q disso absolutente tudo está relacionado ao assunto e já te disse isso, não gostar é uma coisa desrespeitar é outra só gostaria que entendesse isso, acompanho o site a certo tempo e gosto de discutir com pessoas que me respeitem apesar das discordâncias o debate seguiu sem ninguém ser ofendido e como isso não vai nos levar a nada TB encerro por aqui, obrigado pelas palavras e espero que pense no que falei tb ótima semana.

      • Jonas Schlesinger Postado em 01/Feb/2016 às 00:29

        O seu problema, meu jovem é que quer enfiar goela abaixo o conceito de que a tua religião és verdadeira absoluta. "O meu umbigo é o centro do universo" Você por acaso leu as minhas perguntas ali em cima, seu desinformado? Por acaso você não acha que a BANCADA DO DIABO que se diz BANCADA EVANGÉLICA ou seria BANCADA DO ANTICRISTO está fazendo sim ou não coisas erradas? Em momento algum você deixa explícito a sua opinião e fica igual o Pereira, ou outro hater daqui do pragmatismo que não reconhece a abominação que essa bancada é. Você diz que qualquer um tem direito de se expressar, certo. Mas no Brasil? No Brasil? Existe algum deputado macumbeiro, deputado Anglicano, deputado Mórmon, deputado Xiita, deputado Testemunha de Jeová, por acaso?? Há isso no congresso nacional? Claro que não justamente porque a bancada do Demônio jamais iria aceitar isso que infelizmente tem um enorme peso nas decisões deste país. Como digo e repito: A Bancada da Bala são 'comunistas' na frente deles só pra você ter uma noção da gravidade do cenário político nacional. Infelizmente evangélicos anti-fundamentalismo são poucos e eu nem os chamo de "evangélicos" e sim de "protestantes", porque os Assembleianos cagaram com a igreja no Brasil vide as merdas que existem como Feliciano e Malafaia. E sobre a lei que eles querem implantar, ah mas eles querem ser deuses na terra, vão ficar sonhando. E quando vejo as 4 fotos dos senhores: Silas Malafaia, Marco Feliciano, Edir Macedo e RR Soares eu só me lembro dos Dark Masters do seriado digimon composto pelos maiores vilões daquele anime e também os 4 cavaleiros do apocalipse onde cada um caracterizava uma maldição. E por fim, o meu amigo Trolipe diz que se eu debatesse religião com ele passaria vergonha. É assim que você argumenta comigo, rapaz? Com essa "sutil arrogância"? Você pensa que a sua denominação religiosa sabe mais do que as outras? Infelizmente não consigo ficar calado diante disso, não consigo ficar quieto num comentário implicitamente preconceituoso. Quando um troll educado de terno e gravata, com palavras demagogicamente bonitas aparece diante de mim é sinal vermelho porque pra mim esse tipo de gente não dá ponto sem nó.

      • Leonardo Postado em 01/Feb/2016 às 12:06

        "Mas no Brasil? No Brasil? Existe algum deputado macumbeiro, deputado Anglicano, deputado Mórmon, deputado Xiita, deputado Testemunha de Jeová, por acaso??" Não ha nada que os impeça de candidatar.

      • poliana Postado em 01/Feb/2016 às 15:35

        leonardo, com certeza deve ter congressistas de várias religiões no cenário político. e se quiserem se candidatar, q o faça. o q n pode é misturar o lado pessoal, suas convicções religiosas com a carreira política. mantenha religião e política em lados diametralmente opostos e trabalhe em prol da nação, n em razão de sua fé e crenças religiosas como faz essa bancada evangélica nojenta! isso é um absurdo!!!!!!!!!!!!!!!!!!! estamos caminhando pra uma teocracia e as pessoas n querem ver o perigo q isso representa? tudo em nome de uma fé cega?? vc acha isso certo!!!

      • Larissa Roberta Postado em 02/Feb/2016 às 16:27

        Kkkkkkkk adorei o comentário

    • Felipe Postado em 30/Jan/2016 às 21:19

      Mais uma vez Poliana o que vc faz é crime, me admira muito uma pessoa que se diz tão entendida das coisas que vive defendendo minorias aqui fazer esse tipo de comentário, entendo sua origem baiana, aliás o povo baiano é maravilho tive a oportunidade de conhecer ilhéus e me apaixonei pelas pessoas, uma cultura tão rica, pessoas felizes de longe sem a preocupacao maluca de SP a cultura e a religião da Bahia é maravilhosa é muito diferente da minha, sou cristão, protestante, mas tenho tremendo respeito, o tapioca o acarajé nunca comi em SP um tão bom quanto na Bahia, enfim, mas o que VC faz está errado e é crime www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2013/04/16/intolerancia-religiosa-e-crime-de-odio-e-fere-a-dignidade acredito que todos que gostam de ficar tecendo cometários do tipo devem se atentar a este fato e inclusive o site do pragmatismo que tanto prega respeito a esse tipo de assunto, uma coisa é vc falar q político evangélico é homofóbico, ladrão ou o que VC quiser chama-lo se tiver como provar é claro, outra coisa é endemonizar toda uma classe de pessoas que hoje cristãos e evangélicos representam perto de 30% da população brasileira, Poliana pessoas como eu e vc que vem aqui colocar nossa opinião e pedir respeito as classes que defendemos, devemos ser os primeiros a dar este mesmo respeito as demais classes.

      • poliana Postado em 31/Jan/2016 às 17:53

        oi??? crime????? dizer q tem nojo de um determinado segmento é praticar crime???!! crime quem pratica são esses pseudo líderes evangélicos com seus discursos inflamados acerca dos homossexuais, a ponto de milhares serem brutalmente assassinados anualmente por conta de tamanho ódio, e serem tratados como cidadãos de 2º classe! crime quem pratica, mais uma vez, são esses "líderes", q acham q só existe a sua religião, a sua fé é a verdade absoluta e todos o resto n presta. com isso, veja qtos terreiros de religiões de matizes africanas e mesmo igrejas católicas são depredadas e incendiadas anualmente por conta de um rebanho de cegos e ignorantes "guiados" pelos discursos de tais líderes! isso qdo os praticantes de tais religiões n são agredidos fisicamente por esses animais! por favor, felipe, n venha me dizer q eu sou a criminosa aqui. apenas demonstrei a minha indignação diante dessa triste realidade no nosso cenário político nacional! vc n sabe o perigo q representa a uma nação misturar religião e política!a sua alienação n lhe permite ver isso! uma coisa é a pessoa do político ser evangélica, outra coisa muito diferente, é ele estar ali e trabalhar somente em nome de sua fé. ele deve estar ali pra trabalhar em prol da nação e n para impor à sociedade, akilo q o povo evangélico acredita, ou q está na bíblia como sendo algo imperativo, absoluto, e q deve a todo custo ser empurrado guela abaixo da sociedade!!! por favor, entenda: somos um estado LAICO! respeite a laicidade do estado! qta ignorância! mas enfim, continue achando isso normal. vc vai ver ao abismo q esse absurdo levará o país!

      • poliana Postado em 31/Jan/2016 às 17:53

        goela*

      • poliana Postado em 31/Jan/2016 às 18:02

        e eu digo q sou "super entendida das coisas"?!de onde foi q vc tirou essa? não tenho essa arrogância não, querido! menos viu. bem menos!!! e ainda mete a minha origem baiana e o povo baiano no meio! realmente, tudo a ver! e entendi, baiano n tem suas preocupações não..só o povo de são paulo mesmo! EU MEREÇOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

      • Felipe Postado em 31/Jan/2016 às 23:04

        Poliana se eu chamar determinado seguimento de escória, de nojenta, será que vão me chamar de preconceituoso? Estarei eu cometendo um crime? Troque o termo evangélico por negro, por homossexual, por por nordestino por favelado por pobre e forme a frase novamente e tire suas conclusões ok.

      • poliana Postado em 31/Jan/2016 às 23:38

        se depois de minha explicação vc acha q inserir o negro ou o nordestino nesse contexto seria o mesmo, vc tem sérios problemas!

      • Felipe Postado em 01/Feb/2016 às 14:04

        Poliana VC tem sérios problemas com os " evangélicos " não sou eu, inverta os papéis e se fosse QQ outra pessoa aqui, estaria sendo apedrejada mas como é evangélico pode.... Como eu disse acima isso é crime te aconselho a rever esse tipo de comentário pois eu posso muito bem não gostar de determinado seguimento/grupo da população mas isso não me da o direito de proferir esse ódio publicamente isso é crime.

      • poliana Postado em 01/Feb/2016 às 16:04

        mais uma vez vc se equivoca. repito, dizer q tem nojo de determinado nicho, n significa pregar o ódio contra o mesmo. veja o comportamento dos seus pastores evangélicos e veja o q é disseminar ódio! n vejo negros ou gays fazendo discurso de ódio pras pessoas, pregando fundamentalismo religioso e até incitando a prática de crimes contra os evangélicos, como seus líderes o fazem, felipe. n viaja. eu sei muito bem o q e como falo. n queira se intrometer em meu discurso e regular minhas palavras!

      • Felipe Postado em 01/Feb/2016 às 21:32

        Uma pequena demonstração do que não é o ódio poliana POSTADO EM 01/JUL/2015 ÀS 15:05 kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!! esse cara é um fracassado mesmo. agora virou piada INTERNACIONAL!!!!!! Ô GENTINHA PODRE ESSA CORJA EVANGÉLICA, VIU!!

      • poliana Postado em 01/Feb/2016 às 22:03

        sim, em comentário a uma matéria postada sobre mais um dos absurdos vindo dessas pessoas. tenho nojo desse nicho sim...mas sou eu q faço discurso de ódio como malafaia e cia? se dizer q tem nojo e chamar de escória é pregar discurso de ódio, o q o malafaia e cia fazem com seu rebanho de alienados é o q??? atear fogo e depredar terreiros de umbanda ou igrejas católicas, matar homossexuais por conta de sua orientação sexual é o q? agredir fisicamente crianças ou praticantes de religiões africanas é o q? tudo isso ocorre por causade quem mesmo?e vc diz q eu faço discurso de ódio!!?? qdo eu chamo esse nicho de escória,ninguém sai daki e vai agredir e matar evangélicos, tampouco atear fogo em seus templos não, felipe! vc é um ignorante mesmo. coitado! continue....

      • felipe Postado em 02/Feb/2016 às 08:37

        Isso ai Poliana começam com as agressões verbais, e dai partem para coisas maiores, parabéns!!! Paga-se se o ódio com ódio, então são duas pessoas ou dois grupos cometendo crime de ódio e pronto, ja disse mil vezes, apesar de não ir para a igreja e respeitar o Malafaia como pastor, isso não me faz concordar com ele, além de que venho de um lado quase que oposto do dele com relação ao comportamento (isso vale para o Feliciano) eles são tradicionais eu sou da fase que tem rock na igreja, que tem pagode porque não? (salmo 150) mas jamais vou admitir essa falta de respeito com o povo de Deus como vc faz aqui, tenha um pouco mais de respeito ao próximo, se vc não gosta azar o seu discorde, reclame, mas distribuir ódio como vc faz aqui é crime como eu disse acima. Não gostar é um direito, respeitar é um dever.

      • poliana Postado em 02/Feb/2016 às 15:00

        felipe, EWU DETESTO ESSA CORJA, SOBRETUDO POR SEUS POSICIONAMENTOS DENTRO DO CENÁRIO POLÍTICO NACIONAL!! LIDE COM ISSO!!! PONTO FINAL!!! É UMA ES´CORIA Q ESTÁ LEVANDO O BRASIL PARA O ABISMO!! SE VC N GOSTA DO Q EU FALO,SIMPLESMENTE IGNORE!! MAS EU DETESTO ESSA ESCÓRIA! PONTO FINAL!!!!!!!!!!! DESCULPE O CAPSLOCK, É Q EU SOU PÉSSIMA COM DESENHO! BOA TARDE!

    • Jonas Schlesinger Postado em 01/Feb/2016 às 00:53

      "...use esse QI espetacular para isso" Graças a Deus, pai de Jesus Cristo eu fui abençoado com uma alta capacidade de discernimento, raciocínio e crítica. Ainda bem que tenho esse QI espetacular. Porque senão já tinha sido alvejado seriamente por falácias pseudo-cristãs malafaico-felicianas desses aí que obrigam dízimo (que a carapuça sirva depois). No mais é só isso, o bate papo foi bom e vou terminar com esses 2 maravilhosos escárnios que o Felipe ou Trollipe jogou pra cima do suposto iníquo aqui : "não queira debater bíblia aqui TB, garanto que vai passar vergonha" // " e use esse QI espetacular para isso..." Sem palavras.

      • Maria do RJ Postado em 14/Jul/2016 às 13:21

        Nossa, Jonas e Poliana, tiveram a paciencia de ficar debatendo com esse tal aí, foi muito bom o debate. Apoio totalmente os dois, um abraço.

  7. José de Pindorama Postado em 30/Jan/2016 às 17:29

    Caros Comentaristas, boa tarde. Acredito ser pertinente repetir parte do comentário que fiz em outra ocasião. O Estado é uma entidade, que deve, quando olhar para os cidadãos 'enxergar' apenas o indivíduo. Ao Estado, é vedado, quaisquer tipos de discriminações com base na raça e/ou etnia, gênero, credo, ideologia política, deficiência física, natureza social e financeira. E ainda, em confrontação com a Justiça, os cidadãos devem ser tratados de forma equânime. Isto é o Laicismo, nossa Constituição Federal (1988) é bem clara nisso. O Estado, bem a grosso modo, é constituído por duas grandes estruturas: - uma das porções é a parte orgânica, é onde a Nação é assentada fisicamente, seu espaço vital composto de recursos de toda sorte. A outra porção, somos todos nós -- em outras palavras, o Estado somos todos nós! Quando avaliamos, criteriosamente, como essa 'bancada religiosa' vota verdadeiramente no Congresso, constatamos que estão distantes de Deus e dos incautos, que fiduciariamente, os elegeram. Estamos diante de um projeto de poder. Estão,associados à elite Congressista conservadora, desfigurando a Constituição de 1988; promovendo caos, e cerceando os direitos individuais do cidadão. Compondo uma agenda distante dos principais temas relevantes à Nação. Temas como precarização do trabalho; trabalho escravo; dívida pública, reforma política, reforma tributária, sonegação fiscal, reforma do Judiciário, dentre outros; jamais tiveram importância para esses Parlamentares -- verdade seja dita, não é somente essa bancada que se omite dessas questões; poucos Congressistas as discutem com profundidade e seriedade. Há um bom tempo atrás, principalmente, na mídia televisiva, começava timidamente programas religiosos de várias matizes. Paulatinamente, programas 'policialescos', impregnados de preconceitos, sem ética, avançaram. O que essas manobras, na mídia, produziram após um tempo de maturação? Pessoas comprometidas com os ensinamentos religiosos, solidárias com o próximo? Não! Foi o inicio para o fomento da intolerância, sectarismo, ódio, visão distorcida de Justiça, homofobia, racismo e por ai vai. Quem duvida, relembre o comportamento do Povo Brasileiro na década de 80, e compare com o de hoje; por exemplo. Projetando, para o futuro, o que estamos pavimentando no presente, se o Povo Brasileiro não colocar um basta nisso tudo, em pouco tempo, se instalará uma Guerra Civil sectária no Brasil, aparentemente iniciada nesse caldeirão de insensatez, onde um dos principais vetores será o religioso; que contemplará os mais inconfessáveis interesses de grandes potências. Quem ainda é incrédulo, que olhe para o que foi a Irlanda, e a história do Oriente Médio. Defendo uma sociedade plural, onde a livre escolha esteja sempre presente, seja de religiosos e não religiosos nas suas vidas, também uma coexistência pacífica e harmônica, afinal somos todos de uma mesma espécie. Em Brasília, Oscar Niemeyer (Comunista e Ateu), deixou uma de suas obras, a Catedral, por sinal laica; lá poderiam se encontrar Congressistas religiosos, de todas as matizes, orando em vigília para que Deus os inspirasse com Ética e Solidariedade objetivando melhorar a vida do sofrido Povo Brasileiro. Cultos no interior do Congresso, não cabem a liturgia da Casa do Legislativo. A foto da matéria, foi muito feliz, falando sobre Ética, com a palavra Sr. Eduardo Cunha...

  8. Eduardo Ribeiro Postado em 30/Jan/2016 às 17:45

    A historia do surgimento e da ascensao da bancada evangelica na politica = historia do surgimento e da evolução de um CÂNCER maligno extremamente agressivo. A mera existência de uma Bancada Evangélica (!!) é uma bizarrice, uma aberração, um insulto, um escárnio. Tapa na cara da sociedade. Tempos muito sombrios, trevosos e desgraçadamente malditos se avizinham da nação na medida em que não só temos uma BE (!!) como tambem essa BE tem força e poder de barganha (!!!!!!!!!!).

  9. Wanderson Postado em 30/Jan/2016 às 19:29

    O principal objetivo deles é transformar esse país em teocracia saudita "cristã",que fique bem claro.Todo esse plano maldito vai estar completo,quando um desses bispos for presidente.

    • Jonas Schlesinger Postado em 30/Jan/2016 às 23:53

      Pois é Wanderson, depois vem um Felipe não sei lá das quantas querendo passar moral pra cima de mim, uma tal de Paola querendo me falar um conto da carochinha, um tal de Diego querendo me ensinar a não ter "preconceito". Sinceramente isso é o fim dos tempos. Eu já tenho repugnância quanto àquela região da Arábia Saudita onde tratam as pessoas como lixo, imagine aqui em que temos esse bando de brucutus que querem uma ditadura nazicristã. Olha só a ideia dos crentes, os pastores terem o pleno direito de cometerem crimes hediondos e continuarem impunes!!! E partiu dessa bancada evangélica que infelizmente é composta majoritariamente pela Assembleia e Universal. Sinceramente passo longe quando um desses falsos profetas rezam perto de mim como fiz num curso que eu fiz. Passo longe de ignorantes que acham que o universo foi feito em 7 dias de 24 horas, ignorantes que acreditam na teoria da terra oca, ignorantes que acreditam que vão para o céu, ignorantes que acreditam que a Terra é o centro do universo e que não há possibilidade de vida fora do planeta com um universo infinitamente grande. Só confio em pouquíssimas denominações religiosas isso porque não se metem com a política, haja vista que nem Jesus queria participar na política. Outra coisa me lembro que um jovem chamado Lúcifer foi alvo de preconceito das pessoas que se diziam cristãs e sabe qual foi a peçonha mais mortal de preconceito? Os evangélicos. Infelizmente os pais do garoto colocaram esse nome e aí o povo "de Deus" logo associou ao coitado como o filho do Diabo. Pode ver na internet. Eles cometem vários crimes nas igrejas e o governo não taxam impostos!! Depois no dia do juízo Jesus não vai aceitar nenhum, pois nos evangelhos ele mesmo disse que haveriam falsos profetas orando em nome dele.

      • Zé do Peixe Postado em 31/Jan/2016 às 22:01

        Não haveria falsos profetas. Haver no sentido de existir é impessoal. Sou chato, né? Kkkkkkkkkkkk!

  10. Daniel Postado em 31/Jan/2016 às 03:24

    Eu acho engraçado esse povo que acha normal manifestaçoes religiosas em locais como trabalho, cursos, meio da rua, ou seja, locais publicos que em que estao pessoas das mais diferntes crenças. Eu queria ver se no trabalho deles tivesse um grupo de umbandistas acendendo vela para Orixás antes do expediente, ou na faculdade um grupo de mulçumanos rezando pra Alá no final da aula se pra eles seria OK tambem. Algo me diz que nao, que so sao aceitas manifestaçoes religiosas cristãs. Lugar de oraçao, ou qualquer outra pratica de natureza religiosa é em particular, na sua casa, na sua igreja, etc. em que as pessoas que estao ali estao para aquela finalidade. Do contrario o objetivo é impor as suas crenças sobre os demais.

    • Felipe Postado em 31/Jan/2016 às 12:55

      Não sei de onde vcs são, eu sou de SP estou com uma mulher que se dizia macumbeira, não uma umbandista, espírita nada disso, e era uma pessoa maravilhosa, tenho contato com ela até hoje no facebook, tinham um malucão atéu muito polêmico mas que nunca faltou com respeito a religião de ninguém, tinham "crentes" tradicionais os mais modernos e cara era tudo numa boa, estudei na São Judas na Mooca na minha sala tinha até gay assumido e era tudo na boa nunca teve briga, cada um respeita o espaço do outro, a São Judas é católica tem capela e tudo mais, professores tradicionais anti PT (sim eu achei isso) e cara era tua na boa, tem espaço para todos, VC não é obrigado a participar de nada eu via direto ali na porta mulheres se beijando, era diferente, para um homem até legal rs, mas nunca vi ninguém ser repreendido por isso, talvez isso seja maior fora de SP ou mesmo em locais q não frequento sei lá, não admito falta de respeito, como já disse divido parede com um centro de umbanda e apesar do barulho que fazem de vez em quando (muito tarde da noite e tenho filho pequeno) se VC passar ali no dia a dia vai achar q é um ligar normal como QQ outro como eu disse talvez o problema seja que eu nunca tenha visto esse tipo de monstro que vcs tanto falam aqui, se eu ver, volto para contar como foi.

    • José Postado em 31/Jan/2016 às 21:16

      Muito bem, Daniel. Os evangélicos querem "ter voz" no Congresso. Para quê? Ora, os seus direitos, assim como os de qualquer outra religião, já estão garantidos na Constituição Federal. Já imaginou se todas as outras religiões quisessem ter voz no Congresso? O que a bancada evangélica quer é usar o poder político para impor sua fé a outras pessoas, para excluir direitos de minorias, e isso é gravíssimo, a História nos diz isso. Eu já fui religioso, eu fui evangélico ferrenho da Assembleia de Deus, mas hoje reconheço: poder político e religião são uma combinação perigosíssima.

  11. Guilhermo Postado em 31/Jan/2016 às 17:11

    Complicado essa situação mas não vejo essa associação entre religião e política acabar tão cedo. Veremos como estará o andar da carruagem daqui alguns anos.

  12. Jorge Dib Postado em 01/Feb/2016 às 00:37

    Prova de que Pastores são uma corja imunda de canalhas, imorais, pervertidos, cafajestes...

  13. Joao Postado em 01/Feb/2016 às 08:56

    Os aiatolás estão chegando !! Mais um pouco teremos homens bomba .

    • Thiago Teixeira Postado em 02/Feb/2016 às 06:55

      Já temos grupos de vigília de jovens retardados cantando músicas evangélicas na porta de terreiros de umbanda para intimidar os praticantes que nelas estão. Isso é pior que homem bomba, o desrespeito ao próximo.

      • felipe Postado em 02/Feb/2016 às 08:54

        Tem um terreiro do lado da minha casa que faz os cultos, reuniões deles aqui e inclusive nas ruas e tipo as vezes até meia noite, mas nunca ví ninguém chamar a polícia, esses dias era um domingo as 10 da manhã e um grupo evangélico estava tocando em uma esquina e chamaram a polícia para eles.... vai entender né??? praticamente 1/3 da população é evangélica é óbvio que as ocorrências vão ser enormes em cima disso, onde eu moro existem muitas pessoas preconceituosas, principalmente evangélicos q na igreja são uma coisa e fora dela outra, falta orientação dentro das igrejas sobre esse assunto de respeito a crença dos outros se bem que isso eu aprendi em casa desde criança nem precisei ouvir dentro da igreja.

      • Thiago Teixeira Postado em 03/Feb/2016 às 09:12

        Ninguém se mete a besta com os orixás, oguns e exus meu caro! kkkkkkkkkk

  14. Zé do Peixe. Postado em 01/Feb/2016 às 09:42

    Jonas Schlesinger, o certo é "haveria falsos profetas". Haver no sentido de existir é impessoal. Sou chato, né? Kkkkkkkkkkkkkkk!

  15. Renata Postado em 04/Feb/2016 às 09:40

    Bla blá bla . eu te desrespeito daqui, vc de lá. Protestante isso, evangélico aquilo, umbadita blá blá blá. E eu to vendo todos vcs iguais, ninguém soube respeitar mesmo quando falava de respeito, teve preconceito mesmo quando discursava contra. Eu q não sou inteligência pura como vcs, consegui ver que são todos iguais só muda a religião e o partido. De Jesus ninguém tem nada, primeiro que deveriam agir com o outro como gostariam q agissem c vc. Se é cristão deve amar os que te odeia, orar pelos que te perseguem, bemdizer os que te querem o mal.,