Redação Pragmatismo
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História 11/Dec/2015 às 17:50
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O que seria do mundo (e de nós) se os nazistas tivessem vencido a guerra?

A Alemanha venceu a Segunda Guerra Mundial. E agora, o que acontece? Série retrata como seria a vida num Estados Unidos imaginário, dominado pelos nazistas e pelo Japão imperial. Para críticos, trama pode servir de alerta num momento que tom das vozes xenófobas está mais alto

Alemanha nazista ganhou a guerra

DW Brasil

Donald Trump, pré-candidato republicano à Casa Branca, exigiu uma proibição de entrada para muçulmanos nos Estados Unidos. Outros de seu partido reivindicaram uma restrição de acesso para refugiados da Síria. Na França, a legenda anti-islâmica Frente Nacional, comandada por Marine Le Pen, ganhou as eleições regionais no último domingo. Muitas das manchetes dos atuais noticiários lembram o capítulo mais obscuro da história do século 20: a ascensão do nazismo.

Talvez essa situação politicamente explosiva explique por que O homem do castelo alto, adaptação para a TV do romance homônimo, tenha provocado reações tão fortes no público americano. O programa – ainda sem data de estreia no Brasil – conta a vida num Estados Unidos imaginário, dominado pela Alemanha nazista e pelo Japão imperial.

Eles haviam vencido a Segunda Guerra – esse é o cenário de horror no filme. A Amazon Studios, produtora da série, sentiu na pele a dificuldade de abordar esse assunto. Os símbolos de inspiração nazista, que foram colocados nos vagões do metrô de Nova York para divulgar o lançamento da série, tiveram de ser retirados depois de protestos públicos.

Quem assistir a O homem do castelo alto (The man in the high castle) vai ter um susto desagradável: em centenas de cenas do seriado de dez capítulos, o estilo de vida americano é ameaçado por símbolos totalitários – e pelas ações subsequentes. Mas é exatamente isso que é tão fascinante na produção: ela mostra como a xenofobia pode fazer parte do cotidiano, antes que se chegue a perceber o seu triunfo.

Em entrevista à Deutsche Welle, tanto Inkoo Kang, crítica de televisão da influente revista nova-iorquina Village Voice, quanto Ilya Somin, articulista do jornal The Washington Post, afirmaram que a série prova que as pessoas poderiam muito bem se acostumar com tudo.

Natureza x educação?

Na distopia proporcionada pelo seriado, os nazistas dominam a costa leste dos EUA, enquanto os japoneses, a oeste. Os americanos vivenciam instituições totalitárias e ações de limpeza étnica. Numa cena que atraiu particularmente a atenção dos críticos, cinzas de um crematório pairam sobre uma autoestrada, levando um policial a observar secamente: “Às terças-feiras, queimam deficientes físicos e doentes terminais – um fardo para o Estado.”

Na tentativa de explicar como o horror ininterrupto pode se tornar normalidade, Kang aponta: “Hoje é possível dizer que não temos a violência patrocinada pelo Estado, como na forma de eugenia institucionalizada. Mesmo assim, há muito injustiça em todas as partes de nosso país, e não achamos nada de errado nisso.”

Somin é advogado e, nessa função, também se ocupa do conteúdo político das obras de ficção científica e fantasia. Para ele, a série parece supor que “dependendo das circunstâncias, as pessoas podem se tornar seguidores de regimes opressivos e injustos em todo tipo de sociedade”.

Ressonância da vida real

O seriado O homem do castelo alto– baseado no romance homônimo de Philip K. Dick, da década de 1960 – acompanha as aventuras da heroína Juliana Crane (interpretada por Alexa Davalos) num movimento de resistência clandestino e relata as consequências das ações da protagonista para sua família e amigos. Segundo Somin, os dois regimes xenófobos contra os quais ela luta – o Japão imperial e a Alemanha nazista – lembram a atual campanha eleitoral de Donald Trump.

Mesmo antes de suas recentes declarações exigindo a proibição de entrada de muçulmanos, o pré-candidato republicano pediu a construção de um muro para conter a entrada de mexicanos, como também um banco de dados para poder monitorar melhor os muçulmanos nos EUA.

“A série funciona como um eco dos acontecimentos reais na Europa e nos EUA”, afirmou Somin, em alusão a Trump, Marine Le Pen e ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que ergueu, de fato, uma cerca em torno de seu país – por medo de refugiados.

O articulista do Washington Post considera, no entanto, pouco realista a rapidez com que alguns personagens do seriado de TV americana, que se passa 12 anos após o fim da Segunda Guerra, aceitaram o regime de ocupação. Em sua opinião, o ceticismo de uma nação diante de uma mudança de regime duraria mais tempo.

“Mesmo que Trump seja eleito e tente montar o seu banco de dados para muçulmanos ou coisa parecida, acredito que, ao menos por algum tempo, essas medidas seriam motivo de controversas discussões”, opina Somin. Para ele, somente uma vitória eleitoral não seria suficiente para impor essas mudanças na sociedade – assim como a eleição e reeleição de Obama não foram suficientes para ancorar o Obamacare, a reforma do sistema de saúde, entre os americanos.

Kang afirma ver semelhanças entre os controversos pré-candidatos presidenciais e movimento de resistência na série. No seriado, o grupo de resistência está em busca constante de filmes misteriosos, que parecem representar um mundo no qual os aliados haviam ganhado a guerra, não os países do Eixo – uma fonte de esperança que inspira Juliana a desistir da vida que leva, para lutar na clandestinidade.

Kang diz reconhecer nos principais personagens da série americana uma tendência para o “derrotismo nacionalista”, logo que se comparam com alemães ou japoneses. De acordo com a crítica de televisão, isso lembra a mensagem de Trump de que os eleitores deveriam “tornar novamente os EUA uma grande nação”, diante da alegada ameaça por parte de migrantes não brancos.

Mensagem de compaixão

“Na série também é construída um tipo de fantasia romântica, segunda a qual seria possível mudar facilmente a atitude de qualquer pessoa”, explica Kang sobre a reação de Juliana ao filme clandestino. “Isso não quer dizer que a série é ruim. Ela quer justamente ser um exemplo inspirador de como as pessoas podem se tornar melhores pensadores e, assim, melhores eleitores.”

Desde que O homem do castelo alto começou a passar nos EUA, no fim deste ano, inúmeros artigos na mídia americana e alemã, entre outras, tentaram desvendar um significado mais profundo no seriado. Da mesma forma que o serviço de streaming rival Netflix, a Amazon não divulgou até agora os números de audiência. Ainda não se sabe se a série vai se estender numa segunda temporada.

Mas uma coisa é certa: com a sua investigação profunda da influência de regimes e espíritos totalitários, como a xenofobia, em pessoas normais, O homem do castelo alto já atraiu a atenção.

“Eu acredito que há na série um apelo por mais humanidade – que precisamos muito mais diante dos acontecimentos do nosso tempo”, comenta Kang.

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 11/Dec/2015 às 20:03

    KKKKKKKKKK falar mal da Alemanha num instante. Agora falar bem de terrorista é na mesma rapidez. Muçulmanos são iguaizinhos aos nazistas. Vai na Arábia Saudita ver o que acontece com as mulheres e os gays. Hoje a Alemanha é outra, viram como a primeira-ministra é tão boazinha com os refugiados (e posso apostar que um punhado daqueles que foram para a Europa são do ISIS disfarçados. Agora sobre o seriado: sem noção. Porque a Alemanha nunca ganharia os Estados Unidos num ataque direto, já que não ganharam da Rússia (mais fraca militarmente). E graças ao Tio Sam, existe tolerância às minorias e necessitados, mas tem gente que lasca o pau, talvez quisessem que o nazismo tivesse destruído os eua, aí seria melhor. Enfim, conclusão, se a Alemanha tivesse vencido a guerra, meus avós nunca teriam vindo para o Brasil e eu nunca teria nascido (já que tenho sangue germano-português)

    • Saulo Postado em 12/Dec/2015 às 13:38

      A Alemanha ganharia de qualquer exercito naquela epoca em um confronto direto... o exercito alemão foi vencido pela natureza das terras russas, terras muito fofas e o inverno muito rigoroso. Se não fosse estas circunstancias jamais a Russia teria vencido a Alemanha. Para os alemães na época não consideravam ser dificil conquistar a Russia. Os entraves fez com que perdessem tempo e se desgastassem no territorio russo, isso enfraqueceu o exercito que estava disperso e não pode lutar com todas as forças em lugares "chaves" pontos estrategicos importantes. A Alemanha era muito superior a qualquer outro país militarmente, até misseis teleguiados ja tinham na epoca, a NASA só chegou a lua em 69 graças a tecnologia alemã da segunda guerra mundial.

      • Pedro Postado em 16/Dec/2015 às 12:45

        Isso é uma leitura muito simplificada do esforço de guerra. Basta ver exemplos recentes de guerras como o Vietna e o proprio Iraque, onde a absoluta superioridade dos americanos não garantiu "vitoria" no Vietna nem uma ocupação estável no Iraque: venceram a invasão, mas continua em guerra. Os parâmetros que você citou são corretos: o terreno e clima Russos atrapalharam. Mas a Alemanha poderia ter contornado esses desafios, se não realizassem uma guerra em duas frentes. Os soldados alemães que foram para o front soviético recebia pouquíssimos recursos, em parte pelos recursos necessários para enviar ao front ocidental. Outra parte era a dificuldade de enviar alimentos e suprimentos para o leste, que contou com resistência brutal dos "russo" (vários povos ao redor). Quem mais perdeu vidas na guerra foram os russos. Ha muitos fatores que levaram a derrota da alemanha, que é provavelmente a melhor derrota militar para o bem da humanidade na historia. Eles não estavam do lado "correto" da bagunça toda, mas a guerra foi de natureza imperial: queriam o que era anglo. Sobre seu comentários tecnológicos: eles não teriam mísseis teleguiados sem os avançoes de Galileu, que não teria suas informações sem os avanços matemáticos dos árabes, que não saberiam nada sem os gregos e assim por diante. O conhecimento humano é propriedade da humanidade, acessível a qualquer sociedade que se empenhe, não um resultado de um povo isolado.

    • rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:27

      quem falou bem de terroristas, Jonas;;; a Arábia Saudita é aliado dos EUA e da OTAN - pesquise! verá! há muçulmanos e muçulmanos, como há inquisidores, seguidores do reverendo moon, seguidores de inri cristo, seguidores de raël, testemunhas de jeová, mórmons, pastoral da terra, da juventude. generalizar em relação aos muçulmanos como você faz é perigoso - pode levar a que se persiga todo e qualquer muçulmano, e "perdoa-me por me traíres", a que não reste a muçulmanos culpabilizados de antemão senão agirem na base do "já que sou culpabilizado mesmo, seja culpado ou não, então seja". o Brasil tem muitos muçulmanos brandos. os EUA e a OTAN têm matado muitos inocente mundo afora: são comunistas com os seus e capitalistas no cu dos outros, como o são os escandinavos.

  2. João Paulo Postado em 12/Dec/2015 às 03:31

    Não acredito que seria muito diferente do que acontece hoje ...

  3. João Paulo Postado em 12/Dec/2015 às 03:32

    Não acredito que seria muito diferente do que acontece hoje ...

  4. João Carlos Postado em 12/Dec/2015 às 09:53

    Surreal o comentário do João Paulo. Onde ocorreu a lavagem cerebral?

    • João Paulo Postado em 12/Dec/2015 às 23:39

      A lavagem ocorreu com um pouco de leitura. De vez em quando, é bom.

  5. Antonio Palhares Postado em 12/Dec/2015 às 10:36

    Vou comprar uma briga. Os aliados brancos ganharam a guerra.Com a ajuda de muitos paises pobres que lhes forneceram matérias primas e receberam como pagamentos sucatas de guerra. Ganharam muito dinheiro,ficaram mais ricos, melhoraram seus padrões de vida, criaram a expressão terceiro mundo. Fizeram a convenção de Bretthon Woods, decidiram como seria o sistema financeiro internacional, a transferencia de riquezas dos pobres para os ricos e por ai vai. Não sou ingenuo a ponto de pensar que seria muito diferente.

    • rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:28

      perfeitamente, Antonio

  6. Rogerio Postado em 12/Dec/2015 às 12:32

    A realidade é outra. O nazismo não se espalhou pelo mundo. O Islam está se espalhando pelo mundo, seja com imigrantes ou convertidos. O mundo que conhecemos hoje está mudando. Daqui um século o mundo todo será muçulmano, indiano e chinês. Brancos serão minoria. Haverá mais igualdade e tolerância. E menos racismo, xenofobia, homofobia...

    • Antonio Palhares Postado em 12/Dec/2015 às 13:07

      Rogério eu concordo com voce até a página dois. Que o mundo será mais mulçumano, ate pode. Com grandes influencias Chinesas e Indianas,tudo bem. Brancos serão minorias sim. Quanto a tolerancia,racismo, e igualdade, tenho cá minhas dúvidas.

    • Luís Guilherme Postado em 12/Dec/2015 às 21:53

      Você foi irônico,né? Se não, como você acredita que proliferação de indianos e muçulmanos diminuirá o racismo, xenofobia e homofobia no mundo? Que eu saiba, os indianos e os muçulmanos têm justamente as culturas dentre as mais preconceituosas do mundo...

    • Pedro Postado em 16/Dec/2015 às 12:48

      O mundo ja é chines e indiano na maior parte. A gente é que não enxerga isso no cotidiano pois não vivemos nessas regioes. Chineses e Indianos sao seres humanos perfeitamente capazes de racismo. Achar que por não serem brancos, são melhores é um engano racista. Somos todos iguais na perversidade e nas qualidades.

  7. Cleuber Postado em 12/Dec/2015 às 13:09

    daqui um século não haverá mais religião

    • rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:31

      imagine there's no heaven you may say, i'm a dreamer but i'm actually a prophet a century away, there'll be no religion just sticks and stones and cockroaches and ants

  8. Marcos Kim Postado em 12/Dec/2015 às 15:24

    A Alemanha nazista não venceram a guerra porque havia o exército vermelho e partido comunista da União Soviética.

  9. Fonseca Postado em 12/Dec/2015 às 23:32

    O exército vermelho ganhou a guerra!

    • enganado Postado em 13/Dec/2015 às 23:52

      Fonseca, sem ""A frente de batalha da Rússia não haveria dia D"", pois a Werhmacht mesmo com a burrice do gen. Gerd_von_Rundstedt na Normandia, assim mesmo teriam posto pra correr as meninas de Beverly Hills

      • rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:34

        [email protected]

  10. enganado Postado em 13/Dec/2015 às 01:21

    E quem disse que os NAZISTAS não ganharam a 2WW. Só vou escrever para quem entende! Qdo acabou a guerra os nazistas perguntaram: __""onde será que vamos continuar as matanças?""__ . Lhes foi respondido: EUA e/ou iSSraHell, pois então mergulharam no ABISMO e renasceram nestes dois ""BUNKERS"", representantes diretos da regiões umbralinas. Pois são 8,5 milhões de pessoas assassinadas nas ""Intervenções Humanitárias"", assim não tem um dirigente destes dois dois que não -nazistas. É só prestar atenção: GAZA, CISJORDÂNIA, VIETNÃ, EL SALVADOR, NICARAGUA, HONDURAS, SÍRIA, YÊMEN, IRAQ, SOMÁLIA, GRANADA, PANAMÁ, UScrânia, GEORGIA, ... . A sanha do __ capital judeu__ não respeita NADA. Taí os nossos APÁTRIDAS=PSDB/DEM/exército/STF/TCU/PF/Moro/JB/Gilmar/Fux (judeu) ... todos, todos estão muito bem comprados. Quem foi mesmo que perdeu a guerra? NÓS, os 7P's. Pobre BRASIL, pois nos salve __ANJO ISMAEL__ .

    • rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:37

      só não concordo quanto ao judiaismo/antissemitismo implicado. no mais... tudo certinho aí no seu comentário

      • enganado Postado em 16/Dec/2015 às 02:03

        Pois é caro "rafa santos", estamos no ano de 2015 e o exército de iSSraHell assassina PALESTINOS como os nazista o fizeram na 2a. WW, anos 40. Então qdo começarem as doações para erigirem o "" Monumento ao HOLOCAUSTO PALESTINO "" , contem comigo. Porque nestas hora é que saberemos o verdadeiro número de assassinatos cometidos pelos JUDUESS, contra os PALESTINOS. Só resta saber se os Anglo-Semitas=Sionistas vão permitir sua construção na PALESTINA. Acho que deverá ser construída em algum país rebelde, ou seja, aqueles que não se curvam aos ANGLO-SIONISTAS: RÚSSIA, CHINA, IRÃ, CUBA, SÍRIA, BIELORRÚSSIA, ... et cetera.

  11. Line Postado em 13/Dec/2015 às 15:28

    Não sei porque tem os ditos 'comunistas' que odeiam tanto Israel.

    • rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:42

      o povo judaico foi expulso daquela região na segunda diáspora lá por 136 antes de Cristo. DEZESSETE SÉCULOS MAIS TARDE, logo após a Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra e os EUA, e a França, ricos, VARREM os legítimos habitantes da região (os Palestinos, que ali estão há séculos), e IMPÕEM no meio dos países todos muçulmanos cheios de petróleo um estado "amigo", isto é, UMA CABINE POLICIAL, UM POSTO AVANÇADO, da Organização dos Tratados do Atlântico Norte (OTAN), onde INJETAM CAPITAIS tornando Israel uma superpotência bélica na região. NÃO SE TRATA DE ANTI-SEMITISMO (NADA TENHO CONTRA ETNIA ALGUMA) - MAS O ESTADO DE ISRAEL DEVERIA SER NO DESERTO DO ARIZONA.

  12. enganado Postado em 13/Dec/2015 às 21:47

    PereiraX, me cite um que não seja JUDEU que não fosse o comandante do FED. Faça uma forcinha e veja o que a força da maquininha de Forth Knox ocasiona de matanças pelo mundo afora. Coitado de vc, ou é mais um iludido e/ou participa do rachucha da grana roubada pela Direita do BRASIL. Vai trabalhar!

  13. rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:55

    houve tais erros, sem dúvida - mas não é o que acontece em Chiapas, nem no Vietnã moderno, que a mídia monopolista que PERTENCE ao P$DB nos SONEGA. Fidel veio a público pedir perdão aos homossexuais pela perseguição. nos capitalismos africanos e orientais a perseguição aos homossexuais corre solta, e são países aliados dos EUA, como a Arábia Saudita. o pessoal do PSOL e do Partido dos Trabalhadores, e o do Podemos da Espanha, e o do Syriza da Grécia, são todos democratas, não fizeram movimento autoritário algum, nem quando estiveram no poder, nem fora dele. a essência do comunismo é a posse coletiva dos meios de trabalho pelos próprios trabalhadores, e não o ALUGUEL de meios de trabalho pelos portugueses que os ROUBARAM dos índios.

  14. rafa santos Postado em 14/Dec/2015 às 00:56

    "sostiene, Pereira!"

    • Fabio Postado em 14/Dec/2015 às 12:43

      Pereira seu anso, no Rio grande do Sul faz anos que quem manda é o PT tanto o govennador e tambem sao a maioria na camara dos vereadores e deputados estaduais e outra o sul nao é rico nao tem nen saneamento basico que é o oior do Brasil pesquisa antes de falar

  15. Eduardo Ribeiro Postado em 14/Dec/2015 às 10:48

    """"aiinnnnn meu professor de história mentiu pra mim...""""....... já vamos abrir a semana cagalhando tudo desse jeito mesmo? """Nazismo = socialismo""". Puta que o pariu....eu realmente me sinto cansado de ter que desmistificar novamente esse tipo de patifaria e desonestidade...Nazismo foi um movimento BURGUES E CAPITALISTA. Nazismo é a ditadura do capital financeiro e monopolista. Nazismo é o capitalismo em estado bruto. Não discuto isso, apenas informo. Trata-se de informação não aberta a opiniões. Questionar essa verdade, este FATO HISTÓRICO de que Nazismo era de extrema-direita, é algo triste e lamentável, e só mostra o estado avançadissimo de degeneração moral e intelectual que vivemos hoje.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 14/Dec/2015 às 17:05

      Não, cara...você que é aluno do Olavão Astrólogo é que tá sertu...Nazismo é esquerda, é socialista porque tem social/socialista no nome....Nazismo, PSDB, o biscoito Club Social, é tudo socialista, é tudo esquerda...tá sertinhu Pereira...vamos ignorar que o nazismo estava inserido entre os fachismos da primeira metade do seculo XX. Vamos ignorar - porque FUGIMOS DA ESCOLA E DA DOUTRINAÇÃO da esquerda - que Hitler foi posto no poder pela burguesia financeiro-monopolista alemã e internacional para defender seus interesses e eliminar os movimentos socialistas. Foi posto por ser anti-comunista. Os comunistas foram as primeiras vítimas dos nazistas. São fatos incontestes, e de domínio público. Mas vamos ignora-los...porque Olavão leu num mapa astral que os fatos são mentirosos. Olavão consultou via angulação dos raios lunares através das runas místicas nórdicas e do alinhamento planetário com a constelação de Virgem, e concluiu que Hitler perseguia e matava comunistas sendo ele próprio um comunista porque era esquizofrênico e meio esquecido, coitado...faz sentido..

    • Ricardo Postado em 14/Dec/2015 às 18:22

      Não é que não vale a pena, Pereira: simplesmente não é possível. O regime nazista de esquerda não tinha nada: concentrou poder nos grandes capitalistas (Krupp, Bayer, BMW, etc), perseguiu socialistas e comunistas (ops!) e sindicalistas... O nazismo nasceu da necessidade da direita de uma alternativa de massa à "ameaça" comunista.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 15/Dec/2015 às 16:02

      Pronto...entramos em loop de novo...é claro que a máquina nazista perseguia comunistas a mando da..........URSS....claro, faz todo sentido do mundo!! A nossa missão, nós que temos caráter, é exatamente de combater essas MENTIRAS que em última análise só existem para beneficiar o nazi-fascismo. E quem espalha essas mentiras não é menos do que CÚMPLICE do fortalecimento desses ideais. OS FATOS DE AMPLO DOMÍNIO PÚBLICO E QUE NÃO SE DISCUTEM SÃO: Hitler foi posto no poder pela nobreza alemã e pela burguesia financista e industrial, não por ser anti-semita ou algo do tipo, mas por ser anti-comunista. O Nazismo foi o "método" encontrado pela burguesia para "deter" a expansão dos ideais socialistas na Alemanha. Tanto que o partido nazista era inexpressivo eleitoralmente antes da crise de 1929. Com a crise econômica, cresce a "buuuuu....ameaça comunista", e a burguesia financia Hitler. As grandes corporações alemãs SABIDAMENTE fizeram fortuna com o nazismo. Aliás, a burguesia SISTEMATICAMENTE recorre a golpes e fascismos em situações em que correm perigo. Não quero me alongar em cima de FATOS que estão ao alcance das mãos de qualquer um. Só deixo aquela boa e velha pergunta: o nazismo buscou a superação das classes? Se a resposta for não, temos um vencedor. E não esqueça de agradecer a Stalin por viver num mundo livre do Nazismo.

  16. Fabio Postado em 14/Dec/2015 às 12:58

    Vc esta corretossimo Eduardo. Alias antes do Partido nazista ganhar as eleições na alemanha o seu principal partido rival era o partido comunista alemao. Que depois ele perceguiu e matou os seus membros e alguns conseguiram escapar para outros paises como Olga Benario.

  17. Fabio Postado em 14/Dec/2015 às 13:02

    Que os Judeus foram perseguidos e dizimados na Europa isso é fato indiscutivel mas os europeus não querendo a presença dos judeus na Europa mandam eles posts a cada dois outros. Ai fica fácil

  18. Caio Postado em 16/Dec/2015 às 13:38

    Seria muito melhor. Sem usura, sem corrupção, sem cristianismo e sem capitalismo.