Redação Pragmatismo
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Contra o Preconceito 30/Dec/2015 às 12:06
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Homem agride casal homossexual e mulher em metrô de SP

Homem cospe em casal homossexual no metrô de São Paulo: “não gosto de viado”. Ao se rebelar contra o ato, mulher também foi agredida: “macaca, prostitua, também não gosto de vagabunda”

metrô São Paulo homofobia racismo

Uma mulher relatou cenas de racismo e homofobia que teriam ocorrido nesta semana, no metrô de São Paulo.

Segundo o relato de Ana Paula Nogueira, um homem começou a cuspir em um casal de rapazes que estava de pé na composição. Eles, inicialmente, não perceberam a agressão, mas ao se darem conta, também não reagiram, narra ela. “Era mesmo difícil acreditar naquele ato explícito de homofobia”, descreve.

“Quando um dos rapazes que o homem cuspia percebeu, os dois encararam o homem, esperei que eles fossem reagir, mas nada. Como ele continuava a cuspir mesmo na frente deles, chegando a acertar na calça de um deles, os dois apenas se afastavam, em direção a outra porta do vagão”, revela.

Indignada com a situação, ela xingou o agressor, como narra em seu relato do Facebook. Ele então, respondeu que “não gostava de ‘viados’ e vagabundas”, segundo Ana.

“Nessa hora eu não aguentei, não enxerguei mais nada e disse: “O que você tá rindo pra mim, seu porco nojento, asqueroso?” e ele respondeu: “O que é, sua macaca, não gosto de ‘viado’ mesmo não, e nem de vagabunda, sua macaca, vagabunda, sua prostituta!”. Quando ele disse isso, boa parte dos usuários do metrô interviram e pediram que ele parasse de me insultar. Em seguida, peguei o celular para tentar fazer uma denúncia ao serviço de usuários do metrô, mas estava tão nervosa que sequer consegui discar. Disse a ele que iria denunciá-lo, e então ele desceu na estação Patriarca e saiu correndo”, conta Ana.

No desabafo, publicado há menos de um dia, ela pede que situações como essa – ocorrida na Linha Vermelha, na capital paulista – sejam combatidas e denunciadas. Leia a história de Ana na íntegra abaixo.

Hoje assisti a cenas explícitas de homofobia. Ao demonstrar minha indignação, também fui vítima de racismo.

Por volta das 17h30 voltava para casa exausta depois de um dia de trabalho. Peguei o metrô na Barra Funda, em direção à estação Corinthians Itaquera. Estava sentada e quase cochilando, quando vi um homem, que aparentava ter menos de 40 anos, na porta do metrô, cuspindo em um casal de rapazes que estavam em pé no vagão, abraçados. Parei para ver se estava enxergando bem, pois era uma cena incompreensível: O homem olhava para os rapazes e cuspia, cuspiu várias vezes.

A princípio os meninos não perceberam o que estava acontecendo, porque estavam de costas. Perguntei para um moço sentado ao meu lado: Você está vendo o que eu tô vendo? Ele acenou que sim. Quando um dos rapazes que o homem cuspia percebeu, os dois encararam o homem, esperei que eles fossem reagir, mas nada. Como ele continuava a cuspir mesmo na frente deles, chegando a acertar na calça de um deles, os dois apenas se afastavam, em direção a outra porta do vagão. Acho que também ficaram sem reação, pois era mesmo difícil acreditar naquele explícito ato de homofobia.

Eu olhava fixamente aquela cena que me indignava e me paralisou por alguns segundos, quando o agressor se voltou para mim, me olhava sorrindo, como quem busca aprovação, satisfeito por ter intimidado o casal de rapazes. Nessa hora eu não aguentei, não enxerguei mais nada e disse: “O que você tá rindo pra mim, seu porco nojento, asqueroso?” e ele respondeu: “O que é, sua macaca, não gosto de ‘viado’ mesmo não, e nem de vagabunda, sua macaca, vagabunda, sua prostituta!”. Quando ele disse isso, boa parte dos usuários do metrô interviram e pediram que ele parasse de me insultar. Em seguida, peguei o celular para tentar fazer uma denúncia ao serviço de usuários do metrô, mas estava tão nervosa que sequer consegui discar. Disse a ele que iria denunciá-lo, e então ele desceu na estação Patriarca e saiu correndo.

Por defender duas pessoas de um ato de homofobia, também fui vítima de racismo e machismo. Me pergunto: Até quando suportaremos essas dores calados?

Este homem que agrediu a mim e ao casal gay, ironicamente também é negro e é mais um retrato da intolerância que estamos vivendo no Brasil, é só mais uma demostração da nossa falência como ser humano; das falhas de nossas instituições, que não combatem ativamente esse tipo de violência; da nossa educação, que não ensina a respeitar as diferenças; e é nossa própria culpa também, por convivermos em meio a piadinhas racistas e homofóbicas, machistas e ainda rirmos delas.

Ver aqueles meninos sendo cuspidos me deixou horrorizada, traumatizada e estou compartilhando esta denúncia aqui para que vocês, que sofrem ou sofreram situações desse tipo, não se deixem intimidar, gritem, façam um escândalo, vocês não são obrigados a passar por isso! E para quem testemunhar atos como os que descrevi e vivi hoje, peço que não se calem. Ao se calarem diante da violência a um outro ser humano, vocês estão também sendo cúmplices desta violência.

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Comentários

  1. Jose Antonio Postado em 30/Dec/2015 às 17:03

    Voce é idiota de nascença ou treina todos os dias folheando a Veja com as quatro patas na frente do espelho ?

  2. Alex Postado em 30/Dec/2015 às 17:11

    Que luta de classes, cara pálida? Provavelmente pertencem à mesma classe e etnia. E você ainda vem justificar essa situação? Deixe de ser burro e pare de falar que tudo é uma conspiração lulista-dilmista!

  3. Alan Kevedo Postado em 30/Dec/2015 às 17:16

    Até hoje, ninguém nos convenceu de que erramos, quando afirmamos peremptoriamente: "NON ECZISTE", HÉTERO HOMOFÓBICO.

  4. André Postado em 30/Dec/2015 às 17:30

    Relaxa meu caro, o Lula ta longe de ser comunista...

  5. Bruno Postado em 30/Dec/2015 às 17:31

    André, seu comentário faz bastante sentido e é completamente coerente com o conteúdo da notícia.

  6. Bruno Postado em 30/Dec/2015 às 17:31

    André, seu comentário faz bastante sentido e é completamente coerente com o conteúdo da notícia.

  7. Victor Marques Postado em 30/Dec/2015 às 18:16

    Vai tomar no seu cu burguês, seu filho de uma puta chocadeira.

    • eu daqui Postado em 31/Dec/2015 às 12:54

      tipica argumentação petista - não a toa o buarque foi xingado por conta de uma mera divergencia - quem planta odio é isso aí que colhe memso.........o bumerangue da Historia.........

  8. Regis Postado em 30/Dec/2015 às 19:56

    E a sociedade nada de evoluir em pleno século XXI.

  9. Mauro Postado em 30/Dec/2015 às 22:18

    Você precisa discutir com os antipetistas, porque tem vários que dizem que os bancos jamais ganharam tanto dinheiro como na era Lula. Vocês discutam , e quando chegarem a uma conclusão, por favor comentem aqui se o Lula é capitalista ou comunista. Não sei se você sabe, mas uma coisa exclui a outra!

    • eu daqui Postado em 31/Dec/2015 às 13:03

      problema de petista deveria ser com bancos que lucram demais e não com brancos que ganham trabalhando: mas isso foi em minha época de petista - por isso deixei de ser: pra seguir sendo esquerda .

  10. Rafael Martini Postado em 30/Dec/2015 às 22:49

    Pelo relato, aparenta que o agressor tenha tido algum tipo de surto psicológico, pois, por mais que a alguém tenha sido cegado pela homofobia, seria uma atitude muito imprudente expô-la dessa forma, muito embora não dá pra saber o que se passa na cabeça de um homofóbico. De qualquer maneira, trata-se de um homofóbico agressivo. O Metrô deveria pesquisar imagens de seus circuitos para tentar identificar o selvagem.

    • eu daqui Postado em 31/Dec/2015 às 13:01

      "surto psicologico" por que? pq era negro? então negros quando homofobizam, machizam e racismam é pq são doentes da cabeça é, tadinhos? só é crime pra branco né? kkkkkkkkk e depois não se pode falar em afrofacismo........ aliás, não entendi o "ironicamente negro" da reclamante - ironicamente não, moça, esperavelmente: a senhora sabia que lugares como a Bahia lideram em homofobia, pedofilia, feminicidio e varios outros tipos de crime contra a pessoa? E a baianada homofóbica não cospe, não: matam mesmo. Sampa continua sendo um paraíso a nível de Brasil: parabens por sua cidade e siga lutando que vc é retada !!!!

      • Rafael Martini Postado em 01/Jan/2016 às 16:23

        Aponte onde eu afirmei que não foi um crime. Eu somente levantei a hipótese dele estar surtado, com o argumento que me levou a considerar tal possibilidade. Seu comentário é desonesto e desequilibrado, e ainda por cima aproveitou para vomitar seus (pré)conceitos dignos dos "Carecas do ABC". Partindo do seu raciocínio escroto, o fato do sujeito ser negro e fazer parte da "baianada" o condiciona a ser homofóbico, ficando em segundo plano (quiçá, nem sendo levado em conta) a sociedade local fortemente arraigada ao patriarcalismo, as condições e o modo de criação e demais fatores do meio em que se vive. Aproveite o ano novo para tentar arejar sua mentalidade supremacista branca/sudestina. Estimo sua melhora.

      • eu daqui Postado em 02/Jan/2016 às 14:01

        aponte vc agora onde eu condicionei baiano e negro a homofobico - se algo faz esta associação são as estatisticas sobre violencia em geral e não eu- e "surtado" significa doença mental sim, o que minimiza a agressaõ perpetrada pelo cara - aproveite o ano novo pra conhecer melhor seu país , neonazista de pseudoesquerda..........

      • eu daqui Postado em 02/Jan/2016 às 14:13

        A proposito, nazinordestinista, sou baiana. E pugno por sua piora, por isso, não estude não, continue cotista.

  11. Galvão Postado em 30/Dec/2015 às 23:33

    André qual é a tua idade e o teu grau de instrução? E o que está escrito na lateral deste carro ou van que aparece ao lado de teu nome? Acho que você quer passar uma mensagem e eu não entendo qual é? A única coisa que eu consigo ver ou o que você passa é que você é um completo ignorante, homofóbico, extremista de direita e provavelmente um grande filho da puta (me perdoem as putas, não as quis ofender, dizendo que vocês geram um filho assim, foi só uma expressão). André, por favor, vai estudar um pouco, vai te fazer bem e provavelmente melhore a tua opinião sobre os fatos, as pessoas e a coisas.

  12. Preto Velho Postado em 01/Jan/2016 às 01:59

    Uma cena atípica que está se tornando mais típica, como consequência de uma educação emburrecedora e formadora de apertadores de parafuso. Imagino como deve ser tenso ver uma situação dessas.

    • eu daqui Postado em 04/Jan/2016 às 14:01

      Consequencia da educação por que o agressor é negro, né? Aí se culpa a educação. Diferente de quando o agressor é branco: aí é pq o cara já nasceu bandido independente de educação.

      • Preto Velho Postado em 07/Jan/2016 às 10:17

        Na verdade quem nasce bandido é o negro, pela ótica deturpada e pelo discurso de certas pessoas. Ou você concorda com a atitude do meliante citado na matéria?

      • eu daqui Postado em 07/Jan/2016 às 15:14

        Pra mim ninguem nasce bandido. Quanto a sua risivel e tendenciosa pergunta: está mais do que respondida em todos os meus postas aqui neste pp. VAI ESTUDAR, COTISTA, PRA APRENDER A DEBATER E NÃO PRECISAR DISTORCER O DISCURSO DO OUTRO.

  13. Murilo Postado em 02/Jan/2016 às 21:37

    Por que na noticia não cita a estação do metro que esse caso ocorreu?

    • eu daqui Postado em 04/Jan/2016 às 14:00

      porque neste caso a homofobia com agressao de genero partiu de um negro: aí então se faz tudo pra proteger

  14. Thiago Teixeira Postado em 03/Jan/2016 às 17:23

    Pacotão neo liberal = Coxinha + Racista + Fascista + Homofóbico + Elitista + Intolerante religioso + Machista + Desrespeito a portadores de deficiência + Desrespeito a Idosos + Xenófobo.

    • eu daqui Postado em 04/Jan/2016 às 13:59

      faltou psicopata corporativoinstitucional -> este ponto em comum entre os dois pacotes

  15. Giovanni Postado em 19/Jan/2016 às 21:35

    Em duas linhas você despejou mais merda do que sua bunda a vida inteira. É triste dizer isso, mas provavelmente te alvejaria em pancada se falasse isso na minha frente, sim sou agressivo com ignorância, ainda mais quando você acha que tem o direito de colocar isso pra todo mundo ver, liberdade de expressão tem limite quando lida com inverdades.