Redação Pragmatismo
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Educação 13/Nov/2015 às 13:51
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Deputada desconstrói bancada evangélica com discurso pró-Ciência e é aplaudida

Deputada toma a palavra durante audiência pública na Comissão de Educação após ouvir que a ciência deveria estar circunscrita às universidades, e não ao Estado. Vídeo da resposta da deputada, que também é professora universitária, viralizou nas redes sociais

deputada Margarida Salomão bancada evangélica
A deputada Margarida Salomão (reprodução)

Durante audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, na manhã da última terça-feira, 10 de novembro, a deputada federal Margarida Salomão (PT) defendeu o debate das questões de gênero nas escolas públicas e foi aplaudida com entusiamos (vídeo abaixo).

O tema da discussão foi a inclusão da “ideologia de gênero e orientação sexual” entre as diretrizes da Conferência Nacional de Educação de 2014 para aplicação do Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14).

Em sua fala, a deputada, que é mestre em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora também em Linguística pela Universidade de Berkeley (EUA), afirmou que “respeita profundamente as diferentes crenças, mas isso não me impede de fazer alguns posicionamentos com muita clareza”.

Após ouvir que a ciência deveria estar circunscrita às universidades, e não ao Estado, a deputada rebateu:

“A educação moderna é inteiramente comprometida com a ciência. O Estado, sendo o principal propositor das políticas educacionais, acaba se comprometendo sim. Por exemplo, vou lhe dizer, nós não ensinamos na escola que a Terra se move em torno do Sol. Nós ensinamos na escola que a Terra se move em torno de si mesma.

Isso foi considerado, há coisa de 400 anos atrás, uma heresia. Em 1992, quando se comemorava os 350 anos da morte de Galileu, o papa João Paulo II pediu perdão a Galileu em nome da Igreja. Pediu perdão pelo sofrimento e a perseguição que infligiu a Galileu.

Eu pergunto: Quanto tempo será que vamos demorar para pedir perdão às mulheres, aos homossexuais e aos transgêneros simplesmente por não querermos fazer aquilo que nós estamos cientificamente endossados para fazer?”

Só na página do Facebook Quebrando o Tabu, vídeo do discurso já foi compartilhado mais de 125 mil vezes:

Deputada Margarida Salomão, a senhora está de parabéns.

Posted by Quebrando o Tabu on Quinta, 12 de novembro de 2015


Caso não tenha Facebook, assista ao vídeo do Youtube:

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Comentários

  1. Irineu Postado em 13/Nov/2015 às 16:10

    Se o sujeito social já não é o sujeito do saber científico é porque foi impedido nisto pelos padres e tiranos. Lyotard

  2. irienu Postado em 13/Nov/2015 às 16:13

    O direito à ciência deve ser reconquistado a nação está autorizada a conquistar sua liberdade pela difusão dos novos saberes na população (Lyotard)

  3. Brunno Postado em 13/Nov/2015 às 16:21

    Seria excelente,se os preconceituosos tivessem um aceitável sistema cognitivo! Mas não, essas 'opiniões" já estão impregnadas no vazio de sua insgnificância.

  4. Pedro Accioli Postado em 13/Nov/2015 às 16:40

    Realmente, destruiu os coxinhas evangélicos! Tenho medo desta gente!

  5. Eduardo Ribeiro Postado em 13/Nov/2015 às 18:07

    Sempre lindo ver obscurantistas e retrógrados levando umas palmadas. Veja se isso é coisa que se diga? """""""a ciência deveria estar circunscrita às universidades, e não ao Estado.""""""""". Levou um chute na boca estrondoso, pra nunca mais bostejar desse jeito. Ainda assim, quase senti pena desse mendigo. Deputada Salomão foi muito violenta. O cajado da ciência ficou até meio torto de tanto que bateu na cabeça do iletrado. Foi humilhação demais. Deixou o coitado arriado na mesa, olhando pra baixo, meio tonto, sem ar. Fica dificil até voltar pra casa e encarar a família depois de uma desmoralizada em público tão fulminante. Não sei o que houve após os aplausos, mas era obrigação do deputado agradecer pela vigorosa surra educadora/moralizante que recebeu, e pedir desculpas pela fossa idiotizante que abriu, pelo chorume anti-cientifico que saiu do vídeo e chegou até aqui em mim.

  6. John Postado em 13/Nov/2015 às 18:22

    Cara, se você estudasse soaria menos estupido. Nada ronque falou passa remotamente perto de ser verdade.

  7. André Postado em 13/Nov/2015 às 19:01

    Meu deus, pereira. Quanta abobrinha. - Pesquisa científica sobre homossexualismo existem há mais de 50 anos (procure no google sobre genética comportamental, por exemplo). Existem inclusive estudos sobre esta realidade na natureza. Ao invés de tentar desmerecer todas as pesquisas com essa paranoia de "lobby gay comunista etc", apresente contra argumentos à elas, mesmo que seja à metodologia. Isso se tiver competência e quiser ser levado a sério. Sem isso, você ficará resumido à um seguidor de bolsanaros da vida, fazendo ctrl+c crtl+v das asneiras que eles vinculam na internet; - Entender o empirismo como um chute, ainda por cima desconsiderando a existência de outros métodos científicos é ridículo. Mas vou além. Imagine que só existisse o método de tentativa e erro para pesquisa. Qual seria a sua alternativa? A sua fé? E mais: duvido que você leu alguma coisa de Edmund Husserl. Talvez uma frase, um trecho, ou algo que alguém escreveu sobre ele. Somente. A crítica dele ao naturalismo não se equivale em nada com suas revoltas aqui expostas. E ainda, a fenomenologia é uma boa leitura, mas está longe de ser definitiva; – Por fim, a própria igreja e o Papa reconheceram a perseguição a Galileu. Só você que não. abra a cabeça meu irmão!

  8. Rodrigo Postado em 13/Nov/2015 às 19:04

    (Outro Rodrigo) A Deputada tem razão de reclamar quanto à discriminação que ocorra em razão da orientação sexual. Mas andou muito mal ao omitir-se (quiçá por pleno desconhecimento), quanto às contribuições da Igreja Católica e Protestante para a ciência. Sim, ela aparenta ter total desconhecimento de Gregor Mendel, botânico, meteorologista, "pai" da genética e... Monge Agostiniano (na escola em que ela estudou, não ensinaram sobre Mendel?). O mesmo quanto a sacerdotes católicos como: 1- astrônomo e sacerdote jesuíta Giovanni Battista Riccioli (criador do sistema de nomenclatura das crateras da Lua); 2- padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão (nome da Medalha Bartolomeu de Gusmão e um dos precussores na aviação - não confundir com o "padre baloeiro"); 3- botânico e sacerdote Jean-Baptiste Carnoy (promoveu o uso do microscópio, pioneiro no estudo das células, criador da fórmula da medicina conhecida como “solução de Carnoy” e doutor em Ciências Naturais; 4- sacerdote e físico Georges Édouard Lemaître (um dos criadores da teoria do Big Bang - por essa ninguém esperava!); 5- padre jesuíta James B. Macelwane (dedicado ao ensino para jovens cientistas e nome de medalha conferida pela União Geofísica Americana); 6- jesuíta e Doutor em Física James B. Macelwane (dissertação sobre sismologia); 7- monge Benedetto Castelli (amigo e colaborador de Galileu, que desenvolveu um método para projetar a imagem do sol sem prejudicar a visão, ajudando assim o estudo de Galileu sobre as manchas solares); 8- inventor e sacerdote suíço Boaventura Thurlemann (inventor do primeiro medidor eletromagnético de vazão); 9- Padre Pierre Gassendi (cientista que recuperou as ideias dos antigos gregos sobre a existência dos átomos e que fez a primeira distinção entre átomos e moléculas); 10- padre Giuseppe Piazzi (descobriu o planeta-anão Ceres, no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e diretor do Observatório Astronômico de Palermo, que colaborou para que o observatório se desenvolvesse); 11- astrônomo e Padre Jesuíta Christian Mayer (tem cratera na Lua batizada em sua homenagem e ajudou a implantar observatórios na Alemanha, estudou o movimento das estrelas e elaborou um catálogo com dezenas de estrelas binárias observadas a partir de 1776), dentre muitos e muitos outros (basta mera pesquisa, mesmo na internet). O Vaticano possui observatório astronômico e mantém a Pontifícia Academia de Ciências (dentre seus integrantes, 70 cientistas ganhadores do Prêmio Nobel), sendo em número de centenas as universidades de destaque mundial criadas e mantidas pela Igreja (no Brasil, por exemplo, as PUCs, a Universidade Católica de Salvador e tantas outras de renome). Aliás, a criação das universidades deu-se justamente no período medieval e pela Igreja Católica, por volta de 1100 (Universidades de Bolonha, Sorbone, Salamanca etc.), bem como o ensino jesuíta - faz bem, ainda, a leitura de Dialética da Secularização, a edição do debate entre Habermas e Bento XVI (faz bem, mais, conhecer o currículo acadêmico deste, antes de prender-se a acusações e desqualificações). Já a reforma protestante aliando-se à invenção da prensa por Gutemberg, enveredou pela difusão do conhecimento através dos livros e com apelo à educação pública, universal e gratuita (atualmente, Universidades Metodistas, por exemplo) e tantas contribuições outras mais. A deputada, pois, quer criticar o erro? Que critique (há questões absurdas para além daquelas postas por mim no começo, como saunas, banco do vaticano, pedofilia, escândalos também em instituições protestantes, algumas propostas inadmissíveis para um país Laico, da bancada evangélica, assim como há diversos escândalos no governo e oposição - onde o homem está, dirige, atua, há casos de corrupção). Mas que não diga que a religião é atraso, negando a história; muitos omitem muito ou tudo de que falei acima, mas a teima em ignorar ou ocultar não apagam definitivamente a realidade. Que, pois, haja o devido respeito a todo e qualquer indivíduo, mas que o indivíduo também saiba respeitar a todos.

    • Pedro Postado em 14/Nov/2015 às 10:13

      O fato de algumas pessoas pertencentes a organizações religiosas terem usado razão e metodologia para entender a natureza não isenta o obscurantismo geral da religião de suas faltas. A razão e método não têm nada a ver com as instituições: é uma capacidade humana. Além disso, acesso a alfabetização, bibliotecas e formação "acadêmica" no mundo cristão e islâmico (que "guardou" a ciência durante o obscurantismo europeu) eram acessíveis aos membros das entidades religiosas. O argumento que você tentou tecer não tem qualquer fundamento: obvio que razão e metodologia, forças naturais da nossa existência, surgiram dentro das instituições religiosas. Mas as instituições religiosas restam defensoras de dogmas fundamentalmente opostos ao escrutínio da razão e metodologia. Você pode alongar muito a sua lista incluindo todas as contribuiçoes islâmicas ao conhecimento ocidental, mas isso não isenta o islã de continuar sendo, como as demais religiões, um sistema dogmático irracional de crenças. Não ha traços de evidências para sustentar nenhuma fundação espiritual de todas as religiões do planeta: seu argumento é muito fácil de entender historicamente, mas não contradiz absolutamente nada do que a Professora disse. Além disso, é importante contextualizar e entender: ela enfrenta um retrocesso intelectual que nada tem a ver com a sua lista. Boa sorte.

      • Rodrigo Postado em 14/Nov/2015 às 13:53

        (Outro Rodrigo) parece que você, sim, precisa de "sorte", prezado. Expus com todas as evidências que, concordando em parte com a crítica da deputada, ela falhou ao se omitir quanto à relação estreita é inegável entre catolicismo e protestantismo e o desenvolvimento científico - a começar pelas próprias universidades, cientistas e mesmo universalização e gratuidade do ensino. E, ao fim, reconhecendo também os erros históricos e crimes, atentei para o inegável fato de que o problema é o homem à frente de uma instituição - mesmo político-partidárias (ou não vemos escândalos absurdos também nos partidos?). E, nem por isso, ela generaliza os partidos e busca "desconstruir" os mesmos. Ao fim, você acaba reforçando meu argumento, atentando para minha falha ao não citar também as inegáveis contribuições científicas do mundo árabe e islâmicos. Portanto, se você prefere não enxergar os pontos em que concordo com a crítica dela e, aparentemente, dá-se à generalização, distanciando-se de meu argumento, novamente apenas posso despejar "sorte" a você.

      • Rodrigo Postado em 14/Nov/2015 às 13:57

        (Outro Rodrigo) Ah e se você é ateu, saiba que respeito sei direito de sê-lo, em que pese você tentar ridicularizar, demostrar não ter a mínima noção de respeito por quem exerce sua liberdade de crença. Se não quer respeitar outro ser humano, respeite o direito constitucional que me é conferido é que alberga, tutela, protege também seu direito de não crer. Melhor "sorte" e mais respeito.

      • Renan Postado em 16/Nov/2015 às 13:26

        Parabéns pela aula Rodrigo. Pedralho devia se esconder debaixo da cama.

      • Ricardo Postado em 17/Nov/2015 às 14:26

        Rodrigo, há de saber perder o debate. O Pedro te deu de relho (e em nenhum momento faltou com respeito).

      • Rodrigo Postado em 18/Nov/2015 às 12:52

        (Outro Rodrigo) Você concorda com ele, Ricardo, o que é democrático. Ele discorda de meu ponto, o que também é democrático, mas não deve ser aceita é a negação da realidade, o uso de termos pejorativos e mesmo a negação do título e proposta de um trabalho científico, bem como a inegável contribuição essencial das religiões e religiosos para a ciência. Simples assim. Democraticamente você mantém a sua opinião e eu, também democraticamente, mantenho a minha, expondo meus fundamentos concretos para tanto.

      • Pedro Postado em 27/Nov/2015 às 08:16

        Outro Rodrigo, a democracia não é o debate aberto de idéias. O debate aberto de idéias entra no valor da liberdade de expressão. Independente de se alguém concordou comigo ou com você, o comentário inicial que eu fiz a sua lista se mantém pertencente correto: sua lista é tautológica, não tem nada a ver com o debate e eu tentei explica-lo a razão de diversas formas. Acho preocupante que você me acuse de ter sido pejorativo, etc, quando foi você que se exaltou, atribuiu a mim uma carga emocional que eu não carrego, e foi insistentemente repetitivo nessa conversa. Finalmente: o estudo da USP a que você recorre não tem nada a ver com a observação que eu fiz sobre as religiões e toda a espiritualidade: não ha evidências para acreditar em nenhum dogma religioso ou pratica espiritual. O estudo mostra os benefícios para a saúde individual da pratica de algumas religiões. Mas preciso informa-lo: nem todo artigo cientifico é correto. Mas sera que você consegue ao menos separar o que o artigo informa, da sustentação factual dos dogmas religiosos?

      • Rodrigo Postado em 09/Dec/2015 às 18:27

        (Outro Rodrigo) "Democracia não é o debate aberto de ideias"... Então seu conceito de democracia é bastante restrito. E você recorre novamente a distorções, o que somente posso lamentar de forma bastante expressiva... Você traz um argumento e, quando há o contraponto, passa a dizer "ah, isso não vem ao caso", "isso eu não aceito". Se, a princípio, seu argumento é que as religiões são "um sistema irracional", um conjunto de "Mitos" e eu questiono se a ciência já tem conclusão definitiva ao seu favor, ou se ainda as estuda, inicialmente você distorce o estudo em seu título, proposta e conclusão. E, agora, distorce novamente o ponto passando a finalmente reconhecer o benefício da prática das religiões. P.S.: não distorça, mais uma vez, a fala alheia, pois meu ponto é saber se há conclusão absoluta e inequívoca contrária às religiões (o que não há, sendo ainda estudada), mas não se todo estudo está correto (não há um só estudo sobre as religiões, você tendo, então, a liberdade de apresentar quais são os estudos equivocados e totalmente refutados, que provem definitivamente que religiões são um sistema irracional e um conjunto de mitos - suas falas anteriores, agora convenientemente "esquecidas"). Em poucos tópicos resumi minha argumentação, mas você seguidamente altera a sua, afirmando e negando continuamente seus argumentos, somente restando uma total confusão.

      • Pedro Postado em 11/Dec/2015 às 06:21

        Rodrigo, então continuamos. Nao, a democracia não é o debate aberto de idéias. A democracia é um sistema de poder no qual toda a população participa do processo de política de estado. Um estado democrático pode abolir a liberdade de expressão: o debate aberto de idéias seria proibido nessa democracia. Esta clara a diferença? Se não formos capazes de concordar no significado mais básico dos termos, em uma discussão em que você se mostra tao recalcitrante, não faz sentido discutir. Portanto, eu não tenho uma noção "restrita" de democracia: eu utilizo o verdadeiro significado das palavras e busco rigor. Eu não distorci absolutamente NADA do que você falou. Muito pelo contrario: em mensagens trocadas em outro momento, que distorceu palavras, colocando-as entre aspas como se fossem citações literais do que eu disse, foi você. Você quer discutir se a ciência tem uma posição sobre a religião? A ciência estuda fenômenos da natureza. Os mitos que sustentam crenças religiosas, por exemplo, ressurreição de Cristo, não são objeto de estudo da ciência. Como outros mitos religiosos, por não serem fenômenos falseáveis, e contarem apenas com relatos, como estudar tal fenômeno? A ciência não tem posição alguma sobre a religiao, o que ela é ou deixa de ser. Pessoas racionais, cientistas ou não, podem, ao observar criticamente os sistemas de crenças das mais diversas religiões, concluírem que se tratam de mitos e crenças dogmáticas. Não é necessário um experimento ou uma teoria para concluir que não ha evidência que sustente a ressurreição de Cristo, a concepção imaculada, assim como não ha evidência que Mohammad ou que Joseph Smith tenha recebido mensagens de Deus. Não ha nenhum traço de evidência para nenhum dogma religioso, e todas essas idéias não são de interesse cientifico porque não são falseáveis. Esta claro? Não é a "ciência" que vem aqui dizer "a religião é falsa": pessoas podem simplesmente apontar para a falta de motivos racionais para levar os dogmas e crenças a sério como verdadeiros dados da natureza. Essa lista pode ser estendida perpetuamente, mostrando caso a caso, porque os dogmas religiosos não sobrevivem escrutínio critico. Qual a relação disso com a ciência? Quando um dado cientifico contraria um dogma religioso, testemunhamos situações interessantes. Isso ocorreu ha muito tempo, com a evolução, com a descoberta da "idade" do planeta, do universo, etc. Confrontar o que a tradição religiosa afirmava sobre a criação do planeta, da vida, entre outros com os dados e hipóteses cientificas, revelaram um abismo entre ambas, e a impossibilidade de que a versão religiosa fosse possível. Dentro da sua própria lista de grandes cientistas afiliados a religiões (que ainda existem, o vaticano tem ótimos centros de pesquisa, ha cientistas religiosos mundo afora) ha contradições entre as descobertas pontuais cientificas e dogmas religiosos. A religião em si não é objeto de estudo cientifico: ninguém faz experimentos para testas "hipóteses religiosas", porque são impossíveis de serem testadas. Existem conhecimentos que contradizem mitos religiosos que tornam a versão das religiões menos prováveis como explicações. E questionar a validade das religiões não necessita ciência: isso é um engano muito comum atualmente. O puro pensamento critico e estudo da historia leva pessoas a questionarem as religiões por diversas razoes: falta de evidências históricas dos eventos religiosos, inconsistências dentro das próprias religiões, ou simples pensamento critico. Por exemplo, não requer um cientista saber que não houve concepção imaculada e que Mohamed não recebeu mensagens divinas. Pelo contrario: é preciso ter fé de que esses eventos ocorreram. Eu distorci suas palavras ou fui injusto dessa vez? Finalmente, o estudo que você citou. Ele trata dos benefícios a saúde humana na pratica religiosa (reza, meditação, etc). A pratica da religião é uma atividade cognitiva: de fato, os efeitos (ou benefícios) das técnicas de meditação asiáticas, principalmente de budistas tibetanos e yogis hindus são realmente estudadas. Mas não ha evidências para nada espiritual nesses estudos: as conclusões sempre mostram que sim, essas praticas podem trazer alguns benefícios a saúde do individuo. Portanto, estudos sistemáticos sobre os efeitos da pratica religiosa na saúde humana não sustenta a mitologia ou a crença em si. Sustenta o beneficio do ritual: e isso é absolutamente compreensível. A religiosidade é um traço humano muito comum, que ajuda a manter comunidades coesas, e a lidar com a agruras da vida. Dependendo da comunidade, uma pessoa religiosa costuma estar muito melhor equipada para lidar com revezes da vida do que uma não-religiosa. Mas em populações onde a religião deixou de ter um papel importante, esse fenômeno é menos evidente: a China é um pais muito populoso onde a maioria não segue religiões (exceto a religião de Estado, mas isso é outro tema). Eles lidam da forma deles com a morte, com diversas agruras (que por la não faltam) da vida, sem a religião. Eu distorci suas palavras dessa vez? Eu te ofendi? Eu acho que essa discussão jamais terminara, porque nos não compartilhamos opiniões fundamentais. Mas nos precisamos alcançar uma discussão civilizada, na qual possamos pelo menos entender como cada um pensa, para aceitarmos nossas diferenças. No entanto, como você ja percebeu, eu serei firme contra o uso inapropriado de argumentos descontextualizados e farei o esforço de explicar porque alguns argumentos (como a lista original) não tem nada a ver com a discussão.

    • Pedro Postado em 14/Nov/2015 às 14:27

      (Outro) Rodrigo, você esta equivocado, e misturando muitas coisas. A lista que você fez, e o argumento que você buscou tecer não serve para essa discussão: ninguém precisa reconhecer o obvio papel das religiões organizadas como centralizadoras do conhecimento. O fato de dados científicos terem saido de membros de instituições religiosas não tem absolutamente nada a ver com a fala da Professora Margarida. Além disso, tudo que você disse é evidente, como eu expliquei no comentário anterior. Ironicamente, você esta usando a lógica, a metodologia para argumentar, mas infelizmente esta equivocado, você fugiu do tema e usou os exemplos de forma incoerente. Eu não preciso de sorte, pois não estou sendo incoerente: eu lhe desejo sorte para, com a sua evidente capacidade de argumentação e conhecimentos, acertar o alvo na próxima vez.

      • Rodrigo Postado em 15/Nov/2015 às 11:18

        (Outro Rodrigo) Realmente, você tem razão... Antes de adentrar na discussão, deveria tê-lo procurado e perguntando quais os argumentos que você determina válidos, o que vem ou não ao caso, a fim de eu não te contrariar. Desculpe por ter escolhido um argumento que você não admite, quiçá por isso você tenha argumentado ignorando-o, tratando de ponto diverso, como fiz acima. Boa sorte.

    • Pedro Postado em 14/Nov/2015 às 16:45

      Seu eu for ateu ou não é irrelevante. Eis o problema dessa discussao: ela é absolutamente irrelevante ao ocorrido na câmara. Eu posso, e devo dizer, mesmo que fosse católico praticante, que não ha evidências falseáveis para qualquer doutrina que sustenta a minha fé. Isso não é desrespeito contra ninguém: é um fato. Religião é questão de fé, e se um religioso se ofende ao ser avisado de que não ha evidências ou motivos para suas crenças, paciencia. Não é falta de respeito, é verossimilhança. A professora não tinha o menor dever de reconhecer o papel das instituiçoes religiosas na ciência que você mencionou, porque ela estava discutindo um assunto diferente: o desejo da bancada evangélica de impedir "hipóteses cientificas" de serem ensinadas nas escolas.

      • Rodrigo Postado em 15/Nov/2015 às 11:27

        (Outro Rodrigo) Nova fuga, Pedro. Você passa a atacar com termos pejorativ os os fiéis de três credos (não tendo expressado meras discordâncias) e não aceita ser criticado por isso. Também isso, pelo seu arbítrio, deixa de ser relevante, somente havendo de prosperar o que você quiser. Depois passe uma lista do que você impõe como válido, ok? Boa sorte. P.S.: em momento algum você atenta para o fato de eu concordar em parte com ela, quanto à injustiça com homossexuais (o que o Papa vem combatendo), se insurgindo inexplicavelmente com à injustiça histórica dela ao omitir-se quanto as inegáveis e imensas contribuições das religiões para a ciência, mesmo atualmente - critique, mas seja justa. P.S.2: estranho indignar-se quando alguém concorda em parte e apenas cobra justa crítica. P.S.3: Boa sorte!

    • Pedro Postado em 15/Nov/2015 às 12:29

      Eu nao me indignei com nada: isso é um juizo seu. Não tenho qualquer sentimento sobre o tema. Eu apenas apontei para a incoerência do seu comentário. Qual o objetivo dele? Afirmar que as grandes religiões foram centro do conhecimento, do mundo letrado e de alguns avanços científicos? Isso é fato conhecido por qualquer pessoa que estude um pouco. E ninguém é obrigado a agradecer nenhuma instituiçao religiosa por nada disso: não é uma questão de justiça. E mantenho firme minha critica ao seu comentário: não interessa se você concorda ou não com ela. O problema é que você fez um "laundry list" para defender uma bandeira sua que não tinha nada a ver com a discussão. Se você se ofende, paciência. Mas você precisa ser avisado: você fugiu do tema e tirou zero na redação, por melhor que seus argumentos e conhecimentos sejam. Eu acho curioso você usar de ironia, dizer que estou indignado, etc. Trata-se de uma observaçao absolutamente fria da completa desconexão entre o seu comentário, os seus (bons) argumentos, e o assunto principal. Não ha motivo algum para tanta emoção.

      • Rodrigo Postado em 16/Nov/2015 às 11:47

        (Outro Rodrigo) Não fiz "loundry list", isso é um juízo seu. Uma etiqueta que você impõe, por ser-lhe mais conveniente ao seu discurso de "ah, isso aqui não vem ao caso, bem como aquilo ali também, mas somente tudo isso que eu escolho. Isso, que eu quero, pode vir ao caso, então só aceito isso". Então, prezado, ao negar suas próprias palavras ("isso não isenta o islã de continuar sendo, como as demais religiões, um sistema dogmático irracional de crenças"), você "tira" zero em redação, por falta de absoluta coerência, podendo assim ficar com suas emoções. Eu, de meu lado, reafirmo minha concordância em parte com a crítica da deputada, seguindo lamentando o fato de ela, assim como você, pautar-se pelo "isso não é relevante / isso não é conveniente". Boa sorte. P.S.: ah, o reconhecimento é sempre bom, pois dista e muito da ocultação.

    • Pedro Postado em 15/Nov/2015 às 12:45

      (Outro) Rodrigo, eu nao estou atacando nenhum membro de nenhum credo. Nenhum membro de nenhum credo tem qualquer evidência falseavel para suas crenças: é so isso. Isso não é um ataque, não é uma ofensa, nada: trata-se de um dado da natureza. Se quiser incluir na lista de fenômenos não-falseaveis outras crenças, pode aumentar a lista de grupos que, segundo sua leitura, eu "ataco".

      • Rodrigo Postado em 16/Nov/2015 às 11:43

        (Outro Rodrigo) E basta uma citação de sua própria fala, para "desconstruir" seu argumento: "isso não isenta o islã de continuar sendo, como as demais religiões, um sistema dogmático irracional de crenças." Prime pelo respeito, Pedro - eu aceito seu ateísmo, com base no respeito cristão ensinado por Jesus, bem como com base na Constituição e em seus direitos de cidadão. Faria bem você fazer o mesmo. Boa sorte! P.S.: o que a ciência ainda não provou ou não desconstituiu é necessariamente parâmetro para verdade universal? A ciência já atingiu seu ápice e já temos o catálogo de tudo que foi imutavelmente comprovado ou refutado? A religião é absolutamente refutada? Não, né? Então, novamente, respeito!

      • Rodrigo Postado em 16/Nov/2015 às 11:54

        (Outro Rodrigo) E vemos, pois, que os estudos sobre a religião seguem: '“É uma forma complementar, dentro da visão de que a busca da saúde é mais do que apenas tomar remédios”, explica. Leão conta que trabalhos científicos na área indicam que práticas como meditação, orações ou a dedicação a uma denominação religiosa podem estar associadas a melhoras na defesa imunológica e na longevidade. Ao frequentar um templo ou igreja, por exemplo, a pessoa, além de trabalhar sua espiritualidade, tem também suporte social, ou seja, frequenta um lugar onde pode compartilhar experiências e obter apoio, o que traz benefícios à saúde, podendo, inclusive, inibir ímpetos suicidas.' (http://www5.usp.br/39039/programa-do-ipq-incorpora-dimensao-espiritual-a-tratamento-medico/)

      • Pedro Postado em 16/Nov/2015 às 14:45

        Outro Rodrigo: o que diabos você "desconstruiu"? Eu disse que o Isla é baseado em um sistema dogmatico irracional e crenças e continuarei dizendo. O mesmo vale para todas as religiões do planeta. Porque você acha que esta "vencendo" esse debate? Não ha debate querido: religião é questão de fé. Se você quiser acreditar em um sistema que não tem qualquer credibilidade, é uma questão pessoal sua. Eu não tenho nada a ver com isso, e não tenho obrigaçao de calar-me frente a obvia falta de motivos para nortear qualquer decisão pessoal ou social baseado em qualquer religião. E sobre seu ultimo comentário: novamente você foge do assunto, e cria um tópico que não existia aqui: como diabos rituais ou praticas religiosas que possam melhorar a saúde das pessoas demonstra que os dogmas religiosos são falseáveis? Não se ofenda tanto: se eu tiver tempo, e vê-lo escrevendo fatos errados, vou ter a educação de corrigi-lo: você deveria me agradecer.

      • Rodrigo Postado em 16/Nov/2015 às 16:42

        (Outro Rodrigo) Prezado, você que se indignou com minha intervenção e segue tentando, mesmo que de forma contraditória, argumentar - tenta desdizer o que disse e pauta-se pelo "ah, isso não é conveniente, isso não vem ao caso, isso não é interessantes". Você elenca razões para seu ataque e, quando mostro sua falha, mesmo ante estudo da USP, eu é que passo a fugir do tema. Se o tema principal é a discriminação com homossexuais, com o que concordo e passo a propor um enfoque sobre o que é omitido, mas você se rebela contra isso, não admite a exposição da verdade das religiões quanto à ciência, iniciando-se pela criação das universidades e todo o mais que expus. Lamento, mas, mesmo que você não admita, a realidade lhe é desfavorável. Mesmo o quanto por você dito, que agora tenta dar "interpretações" (ao ponto de tentar dar ao vocábulo "irracional" conotação contrária à denotação expressa), mesmo face a estudos científicos que reconhecem a importância da fé e mesmo ante a ausência de negativa científica absoluta e imutável desta. Abordei a discussão da deputada, inseri dados omitidos e relevantes, abordei suas insatisfações, ou seja, quem foge do tema é quem se socorre junto ao "ah, isso não vale".

      • Pedro Postado em 17/Nov/2015 às 05:54

        (Outro) Rodrigo, você continua errado. Perdi a esperança que você reconheça estar errado, e vou abandonar a discussão. O estudo que você citou aborda os benefícios do exercício da fé, não as fundações dogmáticas. Se você não é capaz de reconhecer e entender a diferença entre um e outro, é impossível discutir com você. Finalmente, se você não consegue reconhecer que a sua lista é universalmente conhecida e aceita, e absolutamente irrelevante a fala da Professora, também não ha necessidade de prestar atenção as suas palavras. Você entrou em uma discussão sobre o formato das nuvens e disse "Ah, o céu é azul"! Acho que quem ler nossas trocas de mensagens pode decidir por si mesmo o que interpretar. Eh minha obrigação dizer: você esta errado, e tem a chance de rever sua postura e retificar.

      • Rodrigo Postado em 18/Nov/2015 às 12:49

        (Outro Rodrigo) Perdeu a esperança? Na verdade, expus detalhadamente (mais uma vez, já sendo extremamente repetitivo, ante sua resistência injustificada): 1- a deputada fala em discurso pró-ciência contra a bancada; 2- concordo em parte com a crítica; 3- discordo apenas por "discurso pró-ciência" não ser contra religião ou religiosos, cabendo a exposição da verdade (relação entre ciência, religiosos e religião); 4- você diz que isso não vem ao caso; 4- diz que religião é um sistema irracional; 5- atento para a denotação de seu vocábulo e necessário respeito a um direito constitucional, que alberga também o seu; 6- você passa a tentar desdizer o que disse; 7- exponho que a religião não é negada pela ciência, ao contrário sendo ainda estudada; 8- você tenta negar o título expresso do estudo. Se seu inconformismo é por a religião católica ter fundado as primeiras universidades, por mim citadas, bem como o protestantismo ter se dirigido pela universalização e gratuidade do ensino, bem como quanto a todos os religiosos cientistas de renome e premiados, à Academia do Vaticano, só posso lamentar sua irresignação com a realidade. A deputada disse parte da verdade, mas não podemos nos opor à realidade por inteiro, nem mesmo depreciar o exercício do direito constitucional a ter ou não um credo ou ainda tentar alterar o título e proposta de um estudo científico. Nada além disso.

      • Pedro Postado em 20/Nov/2015 às 06:52

        Eu nao estou inconformado. Estou apenas surpreso que você seja irreversivelmente incapaz de entender o contexto de uma discussão, mesmo tendo obvio acesso a informação de qualidade e aparentemente, inteligência suficiente para separar as coisas. Pare de colocar em mim emoções que você não sabe se tenho ou não: isso é uma forma de desrespeito. Ja expliquei porque você esta errado. Você não quer reconhecer seu erro, paciência.

      • Rodrigo Postado em 23/Nov/2015 às 11:38

        (Outro Rodrigo) Expus sintética e enumeradamente os pontos em discussão e ainda assim você retorna ao "não é bem assim", "não estamos falando disso", sem impugnação específica. Realmente estranho, especialmente partindo de quem se diz cientista, especialmente face ao método científico. Limitar-se a negar a realidade do quanto dito, a dizer "isso não vem ao caso" e alterar a realidade de um estudo não se coaduna com o método científico, dele distando e muito. E apenas tratei de supostas emoções, não as afirmando definitivamente.

      • Pedro Postado em 27/Nov/2015 às 06:28

        Ciência nao é lista de fatos. Exige pensamento critico frente aos fatos. Você simplesmente enumerou fatos irrelevantes a discussão, portanto não contribuiu para o debate. Sou cientista sim, vivo disso.

      • Rodrigo Postado em 01/Dec/2015 às 11:40

        (Outro Rodrigo) Você é ótimo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk "Eu decido o que é ou não interessante" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk "Não cabe nada na discussão e ela é um compartimento hermético e pétreo" kkkkkkkkkkkkkkkkk "Não me importa a relação das religiões com a ciência, nem mesmo os inúmeros sacerdotes cientistas premiados e com grandes descobertas, mesmo quando eu digo que meu argumento é pró ciência" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk "Não me importa a criação das universidades" kkkkkkkkkkk "Se a ciência ainda estuda a religião, isso não vem ao caso e vou distorcer o título e conteúdo do trabalho alheio, impondo que ele fala de mito e de Fé" kkkkkkkkkkkkkkkkk "Posso livremente portar-me de modo desrespeitoso ao credo alheio e depois negar minha fala expressa" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Pedro, seu método científico, mesmo o discursivo, é muito estranho kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Posso desejar sorte? Ou você prefere que não? P.S.: desculpe as risadas, mas realmente me diverti muito kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk É um sentimento e é muito bom kkkkkkkkkkkkkk P.S.2: desculpe se enumerei, apenas quis tornar mais difícil sua fuga e distorção.

      • Pedro Postado em 04/Dec/2015 às 07:02

        Rodrigo, o uso das aspas é melhor reservado para transcrições literais do texto original. Se você decide parafrasear, você não precisa das aspas. E você não parafraseou, você deturpou minhas palavras e decorou com "k"'s entre cada deturpação. Acho que dessa forma estabelecemos realmente que você pode aprender bastante coisa comigo: eu gostaria muito que pudéssemos ter um contato real, porque você poderia aprender muito e crescer como indivíduo. Você se sentiu atacado, desrespeitado porque eu apontei seus erros, e você partiu para o deboche e deturpação. Como você reconcilia as suas acusações sobre falta de respeito com essa mensagem histriónica que você acabou de escrever? Desculpo sim suas risadas. Mas acho que elas revelam que você não esta disposto a discutir e enfrentar os dados da natureza de forma racional. Seus dogmas são mais importantes, e tudo que os contraria merece esse lamentável riso porque você optou por não usar outros recursos para lidar com eles. Você tem capacidade rapaz: escreve bem, tem boa memoria, é inteligente. Porque insistir nesse comportamento lamentável. E que fique claro: você deturpou minhas palavras, e isso é muito grave.

      • Rodrigo Postado em 09/Dec/2015 às 18:33

        (Outro Rodrigo) Pedro, eu sempre espero um argumento seu direto, mas você sempre sai pela tangente e agora recorre à gramática. Em um texto científico, pois, você terá razão, mas a proposta (nesse comentário específico) não foi seguir as regras da gramática, sendo mais o de um apanhado geral - desculpe se te causei inquietação quanto a tanto. Por isso mesmo os "Ks", que não são um vocábulo registrado pela ABL, mas meramente onomatopeias. Agora uma pausa para procurar seu argumento específico, direto e não contraditório, quanto à nossa discussão infindável e já exaustiva para tantos - menos para a abordagem direta sua). E vejo que você recorre a uma das lições de Shopenhauer, qual seja, a de voltar o argumento contra o interlocutor - quando confrontei você sobre o inicial desrespeito e, após, sua contradição ao tentar desdizer o que disse. Bom, se você se sentiu desrespeitado, tenho humildade e peço desculpas, ainda que eu ache desnecessário, apenas em respeito à sua sensibilidade, que deve ser menor que a minha. E, ao fim, seguem incontestes os tópicos que abordei, bem como segue sua contradição.

    • Pedro Postado em 16/Nov/2015 às 14:38

      (Outro) Rodrigo, novamente você esta errando. E se o fato de eu demonstrar que você esta tratando de um assunto absolutamente fora do contexto da discussão lhe é indiferente, porque tanta indignação? Porque você se importa tanto com a minha opinião. Não ha motivo para alongar essa discussão. Você fez SIM um laundry list de "talking points" verdadeiros para defender um "pet case" seu que não tinha nada a ver com o debate. Não, eu não tiro zero na redação porque eu estou em sintonia com o debate, e você se perdeu por estar perdidamente focado em um tema seu. Quer entrar na discussao: leia e escute antes de falar.

      • Rodrigo Postado em 16/Nov/2015 às 16:34

        (Outro Rodrigo) Bom, se você não consegue sequer reconhecer o que você próprio disse, realmente não há como prosseguir em discussão. Releia e lembre o que você próprio falou, antes de contradizer-se, pois uma eventual nota seguiria sendo zero, por absoluta falta de coerência.

      • Pedro Postado em 17/Nov/2015 às 06:06

        Cara, eu reli, repeti, e nao me contradisse. A unica conclusao é: você simplesmente não entendeu. Quem quiser que decida: você não esta aberto a dialogo ou razão, quer impor uma "agenda" sua que não tem nada a ver com a discussão (além de absolutamente trivial) por razoes pessoais suas. Não ha contradição alguma em nada do que eu afirmei e reafirmei.

      • Rodrigo Postado em 17/Nov/2015 às 11:18

        (Outro Rodrigo) Pedro e suas etiquetas... "Loundry list', "talking points", "agenda"... São palavras bonitinhas, que carregam toda uma carga conotativa e até servem a um discípulo de Schopenhauer, mas não bastam a uma discussão. Você criou uma teia em que se embolou a partir do momento em que não admite que os avanços trazidos pela religião e religiosos possam ser reconhecidos, partindo para termos pejorativos e desrespeitosos, ao final tentando desdizer o que objetivamente disse. Então, mais uma vez, boa sorte. E, sempre, respeito.

      • Pedro Postado em 17/Nov/2015 às 15:16

        Nao sao palavras bonitinhas. Sao expressões praticas que ajudam a entender sua confusão. Não criei teia alguma. Eu ja te expliquei: a discussão era sobre o formato das nuvens e você veio avisar que o céu é azul. E pare de pedir respeito: que coisa ridícula. Eu não te xinguei, não te ironizei, não faltei em nenhum momento com respeito e decoro. Você ao contrario partiu para a ironia e expressões sentimentais que não tem nada a ver com o tema. E repetiu o tempo todo a minha frase final na mensagem inicial, que agora sim faz muito sentido: boa sorte fera!

      • Rodrigo Postado em 18/Nov/2015 às 12:43

        (Outro Rodrigo) Mas você não tinha desistido da discussão? Ah, mais uma coisa, você nega o próprio título do estudo da USP, que fala em religião, mas não em fé. Mais uma vez, melhor sorte.

      • Pedro Postado em 20/Nov/2015 às 06:53

        O estudo da USP trata dos benefícios do exercício da fé. Em momento algum oferece sustentação factual para a mitologia que sustenta os dogmas. Tente pelo menos aceitar fatos simples.

      • Rodrigo Postado em 23/Nov/2015 às 11:46

        (Outro Rodrigo) Tente simplesmente não negar o que disse, nem mesmo o título e direcionamento de estudo alheio. Não bastasse, no nome do programa da USP é: "Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (ProSER)". Mais ainda, certamente, atendo-me ao estudo, as "práticas como meditação, orações ou a dedicação a uma denominação religiosa" fazem menção expressa às... Religiões, bem como "frequentar um templo ou igreja" também reclama a presença de uma... Religião! Não dá para negar a realidade, pois, e somente posso te desejar a melhor sorte possível.

      • Pedro Postado em 28/Nov/2015 às 11:19

        Você realmente ficou ofendido quando eu lhe desejei boa sorte. Tornou-se repetitivo a forma que você usa a expressão. Eu jamais neguei o que o titulo do estudo afirma: eu não nego realidades evidentes. Eu apenas o informei que esse estudo não fornece nenhuma evidência fenomenológica para a mitologia que sustenta as crenças religiosas. Se acreditar em um mito faz bem a saúde, não significa que o mito é real. Eu jamais vou discordar que, se de fato o a crença no mito faz "bem a saúde", que isso seja um fato. No entanto, não vou acreditar no mito em si apenas por isso: entendeu a diferença? Sabe, nos ja trocamos muitas mensagens: você tem acesso a informações, sabe escrever, não é uma pessoa limitada. Porque essa dificuldade em empregar corretamente a correlação entre evidência e hipótese? Francamente, eu estou te ajudando nessa conversa.

      • Rodrigo Postado em 30/Nov/2015 às 12:20

        (Outro Rodrigo) Pedro, você está impondo sentimentos, sendo que, acima, mostrava-se contrário a tratar de sentimentos (mais uma contradição). Apenas desejei a você o mesmo que desejou a mim, especialmente ao ver tudo aquilo que já discutimos e que sintetizei nos 8 tópicos acima, com especial enfoque a você tentar tornar a discussão um compartimento estanque, em que nada pode ser lembrado, adicionado (ainda que tenha expressa correlação). Que você nega a própria fala e que ainda tenta negar o estudo alheio - agora, como não teve sucesso, já tenta mudar novamente a fala - primeiro negou que era sobre as religiões e, ante a clara evidência, desdiz o que disse e tenta novo argumento. Por isso sua ajuda não se mostra profícua, pois ela apenas possui o título "ajuda", ao que é repleta de confusão e contradição; apenas pautada pelo, retomo, "não vem ao caso", "não aceito isso", "não aceito aquilo". P.S.: você trata do que já tratamos acima, ao falar em "evidência x hipótese", quando questionei se a ciência e seus nobres cientistas já encerraram sua "missão" e catalogaram tudo o que existe ou não existe, se já apresentaram todas as soluções aos problemas investigados, bem como se a ciência já refutou as religiões de modo absoluto ou se ainda as estuda.

      • Pedro Postado em 02/Dec/2015 às 06:43

        Eu estou te ajudando do ponto de vista educacional. Mas chegou a hora de ser franco e te reprovar na disciplina de raciocinio critico e bom uso de evidências. Você é uma pessoa com potencial para entender o mundo ao seu redor, mas seu vicio por Dogma e seu orgulho não o permitiram enxergar e abordar esse tema de forma racional. Nota 3, e reprovado. Eu desisto, que um outro professor tenha mais sucesso com você.

      • Rodrigo Postado em 02/Dec/2015 às 16:50

        (Outro Rodrigo) Se cala e foge do tema... Torna a discussão um compartimento hermético e engessado... Recorre à infantilização do interlocutor como modo de desqualificar a pessoa, sem enfrentar os argumentos (aplica a si mesmo, arbitrariamente, a condição de "professor" e ao outro de "aluno")... Contradiz-se... Distorce o título, proposta e conclusão do trabalho alheio... Porta-se de modo desrespeitoso com o credo alheio e se contradiz, tentando ainda impor conotação diversa ao vocábulo usado... É, Pedro... Somente Schopenhauer poderia te dar um 10, se fosse avaliado quanto à aplicação prática do "Como vencer uma discussão sem ter razão". Por isso sempre desejo melhor sorte, haja vista você ter se pronunciado como cientista, o que espero não ser mais uma alcunha arbitrária e dissociada da realidade.

      • Pedro Postado em 04/Dec/2015 às 06:12

        Rodrigo, você fala tanto em respeito e solta uma dessas. Eu sou professor sim, universitário. Sei enxergar quando eu posso ajudar uma pessoa que pode ser beneficiada da minha formação, e é o seu caso. Ja lidei com muitos estudantes insolentes e arrogantes, mas o seu caso é triste: mas o anonimato dos comentários da internet não permite um dialogo completo. Volto a repetir: você fugiu absolutamente do tema, trouxe um assunto que nada tinha a ver com a discussão por desejo pessoal. E eu jamais o desrespeitei. Quem o passou a fazer foi você. Eu não te infantilize: dogmatismo não é propriedade da infância. O fato de você ter muito a aprender comigo, e não o contrario, além da minha profissão, é que estabelece nossa relação de professor e aluno. E os erros factuais que você insistiu em cometer e que te reprovariam em um simples curso universitário. A forma como você usa o termo "boa sorte" mostra como a primeira utilização do termo o ofendeu. Como eu disse: você tem plena capacidade de empregar corretamente evidências para estabelecer hipóteses: mas nesse caso você falhou.

      • Rodrigo Postado em 09/Dec/2015 às 18:55

        (Outro Rodrigo) Pedro, numa linha argumentativa que afirma expressamente que um discurso pró-ciência é contrário a religiosos, cabe perfeitamente demonstrar a enorme contribuição das religiões e religiosos para a ciência - se você hoje leciona numa universidade, cabe lembrar que a Igreja Católica as criou e o Protestantismo trilhou o caminho da maior difusão do conhecimento, inclusive buscando-o gratuito e universal. A conexão entre tais fatos é clara e inegável, não cabendo negar a realidade. E não fugi do tema pois expressamente abordei também o ponto principal da fala da Deputada e consignei minha divergência quanto ao tratamento desrespeitoso aos homossexuais (são seres humanos e pouco me importa a orientação, cor, origem etc., importando-me apenas serem indivíduos que possuem direitos e deveres) - resumi novamente e ainda mais a discussão, apontando a clara conexão, ao que você nega a importância de se falar na contribuição das religiões e religiosos para a ciência, quando o assunto é um discurso "pró-ciência". A discussão, pois, não é um compartimento hermético, não é engessada, cabendo a contraposição de ideias, a adição de elementos ausentes, os esclarecimentos; admitir que uma discussão não comporta contraposições levaria mesmo à estagnação da ciência, sem que progredisse. E mostra-se, novamente, por demais danosa uma postura argumentativa contraditória e ainda aleatória, a todo momento sendo negada uma fala, distorcido um argumento (próprio ou alheio), bem como alterado o argumento, seu sentido ou definição, ao bel prazer do interlocutor. Também danoso o uso de figuras como as por mim apontadas (lições de Schopenhauer), a exemplo da infantilização do interlocutor e pretensão de ser o "iluminado", que "ajuda" e que os demais são sujeitos que necessariamente tem de se submeter a uma pretensa e arbitrariamente proclamada "ajuda". A verdade, ao fim, é que você não apenas distorceu (ou, quiçá, não compreendeu) o título, proposta e conclusão de um trabalho por mim citado, alterou diversas vezes seu entendimento, definição e sentido quando expressava sua particular forma de oposição ao mesmo (a princípio altera o título, conclusão e proposta, depois fala em "mitos" e, ao fim, agora fala que nem todo trabalho é crível ou "verdadeiro", mas sem apontar a validade de tal argumento frente ao trabalho em questão - não define qual é o seu ponto). Ao fim, reiterei seu desejo de boa sorte por todos os fatos acima elencados, mas isso te trouxe muita contrariedade, então irei parar com tanto. P.S.: Pedro, fui aluno e tenho minha graduação e pós-graduação, tendo lidado com diversos mestres, alguns mesmo renomados (seja na pós, seja em palestras e cursos), sempre sabendo reconhecer o pensamento e oposição coerentes, precisos, que impugnavam diretamente os pontos lançados pelo interlocutor, sem negativa de realidade e sem intensa contradição e distorção (aqui, novamente, do título, proposta e conclusão do trabalho alheio), de modo a, para mim, sua "ajuda" realmente expressar-se com sentido oposto, afim a conotações ou, melhor dizendo, a antônimos.

      • Pedro Postado em 11/Dec/2015 às 07:38

        Rodrigo, você acabou de demonstrar algo que venho dizendo nessa discussão: você é inteligente, escreve muito bem, e não precisa recorrer a xingamentos, "k's" e outras bobagens. Veja minhas mensagens anteriores, mesmo a inicial: sua cultura e capacidade foram absolutamente reconhecidas, e sua ultima mensagem muito bem redigida: é impressionante. No entanto, o cerne da discussão é que a lista de contribuições de membros de igrejas e religiosos a ciência não vem ao caso na fala da deputada sobre questões de gênero. Eu acabei de responder acima, a uma outra mensagem sua, sobre a relação entre religião e ciência: resumidamente, a ciência não estuda os mitos religiosos porque estes não são falseáveis. Não ha como fazer um experimento para determinar se Mohamed recebeu a palavra divina. Vou explicar novamente porque sua lista não vem ao caso da discussão da Deputada, mas dessa vez fazendo uma ressalva: talvez venha ao caso. O interlocutor da deputada era um membro da bancada evangélica que não faz parte dos grupos religiosos que sim, criaram instituições de ensino e conhecimento: isso é um primeiro ponto de falta de contexto da sua lista. O deputado evangélico não é um acadêmico do vaticano. Mas a professora citou o exemplo de Galileu, e isso convida a sua lista. Ora, como eu falei inicialmente, lá na minha primeira mensagem, como poderia ter sido diferente, se a igreja e outras instituições religiosas monopolizaram a escrita e o conhecimento por séculos? Antes da existência das nossas religiões modernas, havia ciência, matemática, os gregos que tinham sua própria religião avançaram muito em diversas áreas do conhecimento sem precisarem das religiões contemporâneas. Eles não produziram esses conhecimentos dentro das instituições religiosas, mas em outras formas de organização. Na Europa cristã pós-Roma, a igreja impôs seus dogmas, monopolizou a escrita e os textos clássicos: os avanços no conhecimento foram modestos por muitos séculos, comparados ao período clássico. Sua lista exclui um dado muito interessante: durante esse período cristão, o mundo islâmico prosseguiu avançando em matemática, física, medicina e outras areas. As universidade fundadas pela igreja católica, que são consideradas estruturalmente, juridicamente e culturalmente precursoras das universidades modernas, foram feitas após centros de conhecimento muito mais produtivos no mundo islâmico. Se a Universidade de al-Karaouine é uma verdadeira "universidade" ou não é muito mais uma questão de se ela compartilhava da estrutura das instituiçoes européias ou nao. Mas dois séculos antes da Universidade de Bologna ser criada, al-Karaouine estava funcionando e fazendo avanços no conhecimento. Bagdad era o centro mundial do conhecimento onde organizações muito mais parecidas com guildas e religiosos islâmicos desenvolviam mapas anatômicos, matemática, alquimia, etc que depois ajudaram muito a renascença europeia. Mas a sua lista inicia em um determinado momento cristão: a linha de evolução do conhecimento não começa com os cristãos: o mundo clássico já havia feito progressos monumentais, o mundo islâmico continuou a pratica, mas de forma muito mais lenta, e depois temos a era que você listou. Porém, a era que você listou não tinha como ocorrer de outra forma: a igreja monopolizava o conhecimento. É consequência natural desse fato que a sua lista seja possível, e não tem absolutamente nada a ver com a abertura ou paladar da igreja pela pratica cientifica e aceitação de ideias divergentes. Tem a ver com o interesse dessas instituições de ampliar seu próprio poder e influência e propagar suas ideias. Obviamente indivíduos brilhantes que faziam parte dessas instituições fizeram avanços importantes: isso não isenta a religião de ter exercido papel antagônico ao "fazer cientifico" como no exemplo de Galileu. Conforme o tempo passou, apos a reforma protestante, a capacidade inerente ao ser humano de pensar, criticar e descobrir explodiu! Isso não foi uma contribuição da religião, mas finalmente a religião não podia mais ditar a produção de conhecimento como fez por séculos. Ha outros fatores: os meios de transporte e comunicação melhoraram, as cidades cresceram, a cultura mudou: tudo isso culminou em uma era na qual a taxa de produção de conhecimento era exponencialmente maior do que séculos dentro das universidades tradicionais religiosas. Se o seu argumento é mostrar que a igreja é sim tolerante com o conhecimento, e que a professora foi injusta com a religião ao generaliza-la como “lenta demais” para aceitar e ser digna com o “diferente” (lembre-se, a discussão era questão de gênero), a sua lista apenas reforça o ponto dela. Qualquer década do século 20 produziu mais conhecimento do que toda a historia cristã somada. Se o seu contraponto é porque a professora citou “Galileu”, a lista continua sendo irrelevante: produzir conhecimento é uma capacidade nossa, do ser humano. Como nos organizamos influencia nossas diferentes capacidades, e a organização da igreja por séculos foi contraproducente. Mas o ponto fundamental: a discussão era sobre aceitação da questão de gênero. Sua lista nao tem nada a ver com esse assunto, e a professora tem absolutamente razão ao dizer que ninguém vai esperar os religiosos decidirem quando podem tolerar homossexuais e transgêneros. A sociedade vai respeita-los e aceita-los independente do tempo que leve aos religiosos para decidirem se eles merecem ou não dignidade. Em resumo: sua lista é interessante, para ampliar a discussão, mas se você abre essa caixa, precisa estar disposto a abertura completa que podemos fazer: analisando as circunstâncias, questionando como esses conhecimentos realmente aconteceram, e onde essa lista começa. O ser humano vem fazendo “ciência” desde que aprendeu a controlar o fogo, fazer ferramentas, mas sua lista começa em um ponto muito especifico: vamos analisar tudo, vamos ao passado, aumentar essa lista. A religião não tem que dar parecer algum sobre questões de gênero, e a historia de contribuições de organizações religiosas a ciência, ao conhecimento, são desconectadas da discussão de gênero que foi tecida na câmara. Por isso sua lista não vem ao caso. Ela é fascinante como assunto, mas descontextualizada e foge do tema do debate na câmara. Minha universidade não foi fundada por religiosos, é um instituto tecnológico. E não se engane: eu não acredito que a ciência seja uma panaceia a ser seguida cegamente, assim como não acredito que alguém deva seguir qualquer religião. Minha obrigação é ser verossímil e coerente, e é nisso que estou sim, tentando ajuda-lo.

      • Pedro Postado em 11/Dec/2015 às 07:52

        Rodrigo, porque você nao faz uma lista mostrando como a religião e figuras religiosas foram tolerantes e apoiaram homossexuais e transgêneros? Essa lista seria muito mais apropriada ao debate do que sua lista de cientistas religiosos. Faça essa lista que eu vou aplaudir.

      • Rodrigo Postado em 11/Dec/2015 às 12:12

        (Outro Rodrigo) Bom, se eu começo reconhecendo a falha em relação a um determinado grupo de indivíduos (pessoas que têm orientação sexual diversa da de outras), já é um claro indicativo de que não estou buscando acobertar ninguém - jamais direi que as "contribuições", condutas, que foram e que são contrárias ao progresso da ciência e ao respeito ao indivíduo devem ser omitidas, não me incomodando em absoluto a exposição e recriminação do julgamento de Galileu (não direi que "não vem ao caso"). Nem acobertarei a falha, nem também deixarei de esclarecer a contribuição inegável, nem mesmo direi que tudo é apenas decorrência de um determinismo - não posso diminuir a conduta dos sacerdotes e mesmo das religiões, quando abriram-se ao progresso científico em campos importantíssimo (seja a católica, a protestante, a islâmica etc., bem como qualquer organização outra, a exemplo da ATEA e similares). Se uma instituição abre-se à ciência e a promove, não é correto passar a dizer que "ah, mas não podia ser diferente", "tinha de ser assim" - pessoalmente, valoro bastante o livre arbítrio e consequências dele decorrentes. Então, já sendo bastante cansativo, ao ser tratado do grave erro (e eventual crime) deste ou daquele parlamentar, desta ou daquela "bancada", quanto a indivíduos que expressam sua liberdade e reclamam respeito à dignidade de que gozam, vindo a citar um discurso "pró-ciência" e tratar dos graves erros das religiões (aqui ela expondo o caso de Galileu), fico insatisfeito por ver que a linha argumentativa da Deputada não contempla a grande contribuição das religiões e seus sacerdotes que (valendo-se do mesmo livre-arbítrio que os levaram a erros crassos e crime) alcançaram contribuições inegáveis e de grande importância (a contribuição islâmica é extremamente extensa, não apenas quanto a, por exemplo, matemática e filosofia, mas também quanto à conduta de buscar a difusão do conhecimento e seu armazenamento - bibliotecas, traduções de obras etc.). Então, não tenho problema algum com a exposição dos graves erros, apenas atentando para o fato de não ser devida nem a ocultação (não falo aqui de você), nem um determinismo que despreze ou minimize a contribuição deste ou daquele - um discurso "pró-ciência", para uma "bancada" religiosa, que passe a tratar das religiões, atrai um esclarecimento quanto às religiões e a ciência. Bom, você já sabe que esse é o meu ponto e paro por aqui, pois a discussão corre sério risco de virar um fim em si mesma, assim perdendo todo o sentido da fala da Deputada, com a qual concordo em parte, bem como minha intervenção inicial. Ao fim, não sei se a listagem à qual você faz menção é de religiões e religiosos que foram/são "tolerantes" ou "intolerantes" (em alguns comentários meus houve equívocos de grafia por conta do corretor ortográfico do celular, não sabendo eu se é o mesmo caso seu). Se for em relação à intolerância, pelo meu comentário inicial já se é dado perceber que reconheço plenamente a falha das religiões ao não se pautarem pelo respeito e pelo amor ao próximo, que é a base de muitas delas - haverá uma lista infinitamente extensa (de indivíduos, instituições e mesmo de crimes). Já se seu questionamento for quanto a listagem de indivíduos que contribuem/contribuíram para a tolerância, atualmente na Igreja Católica teremos o próprio Papa e o Padre Fábio de Melo, bem como o Bispo Desmond Tutu; o Espiritismo não condena (faz, sim, direta remessa ao exercício do livre arbítrio com responsabilidade); o Dalai Lama já se posicionou por diversas vezes favoravelmente ao respeito. É uma lista menor, claro, mas a "quantidade" não obsta sua grande "qualidade", não escusa ainda a conduta dos que portam-se contrariamente ao respeito, nem mesmo obscurece a contribuição por mim exposta. E, ao fim, divulgados os nomes dos que primam pelo respeito, que sejam eles observados, referidos e que sirvam de norte para quem ainda subverte o texto "Deus fez o homem à sua imagem e semelhança" (entendendo-o falsamente como o Criador sendo imagem e semelhança da criatura, fazendo a equivocada e arbitrária construção de um "criador" ao qual são impostas as vontades, falhas e vícios daquela).

    • João de Carvalho Postado em 23/Nov/2015 às 17:20

      Veja o Islã. Em 800 ele apoiava a ciência com muito mais entusiasmo que a cristandade. Hoje em dia produziu o ISIS.

  9. Oblivion Postado em 13/Nov/2015 às 19:04

    "Segundo que o método científico usado ainda hoje é de tentativa e erro. Lá de vez em quando eles acertam um chute." Perdoe Pai, ele não sabe o que fala.... Cara, pelo amor de Deus, por que não te calas?

  10. Pedro Postado em 13/Nov/2015 às 19:22

    Cara....você fuma o que? Me arruma um pouco disso.

  11. poliana Postado em 13/Nov/2015 às 19:33

    "ciência deveria estar circunscrita às universidades, e não ao Estado"....qta estupidez dessa escória evangélica, meu deus! impressionante!!!!!!!!!!!!!!!!!

  12. poliana Postado em 13/Nov/2015 às 19:35

    a deputada, que é mestre em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora também em Linguística pela Universidade de Berkeley (EUA).......................nem assim vc respeita a pessoas, não é pereira? vc q é o cara, q sabe tudo! ela é uma profissional q n sabe o q fala. tá bom!!!!

    • Denisbaldo Postado em 13/Nov/2015 às 20:40

      Que nada Poliana, o Pereira digitou no google "texto bosta para convencer comunistas" e saiu esse cocô todo. O problema é que quem escreveu o texto foi um coxinha.

    • Eduardo Postado em 14/Nov/2015 às 03:20

      Esse e a maria sem comentários.... só dizem m.......

    • Eduardo Postado em 14/Nov/2015 às 03:25

      INTERESSANTE NOSSO CONGRESSO, ELES FAZEM UMA FORÇA DANADA PARA APROVAR O DIREITO DE COLOCAR ARMAS NAS MÃOS DE JOVENS RECÉM SAÍDOS DA ADOLESCÊNCIA, DISCUTEM A LIBERAÇÃO DE DROGA..... E TUDO ISTO COM A MAIOR TRANQUILIDADE, E QUEREM POSAR DE BONS MOÇOS PARA FALAR DE ÉTICA E MORAL, QUE NÃO PODEM SER ENSINADOS NA ESCOLA..... TEVE UM QUE FALOU SOBRE O SIGILO DA SALA DE AULA..... UMA DEPUTADA DISSE QUE SIGILO POR SIGILO NO CONSULTÓRIO MÉDICO, NO DENTISTA TAMBÉM TINHA..... ELA ESQUECEU QUE NOS GABINETES DOS DEPUTADOS, DOS PREFEITOS E OUTROS TAMBÉM TEM SEGREDOS.... E OLHEM QUE MUITOS CUSTAM CAROS AO POVO.

  13. João Ribett Postado em 13/Nov/2015 às 20:03

    Claro, com todo o seu conhecimento sobre esse assunto, então você vai apresentar aqui as respostas de seus questionamentos, não é mesmo?? Depois, de onde você tirou essa estupidez de que o cientificismo tá fora de moda??? Desde quando ciência é modismo??? A escola já ensina Geografia, Matemática, História, Biologia, Artes. O não queremos é ser obrigados a ensinar conceitos religiosos que nada tem a ver com ciência. É pura especulação, adivinhação, crença. Escola nenhuma ensina ideologia de gênero, influencia sobre aceitação do marxismo, que acho que você nem sabe bem o que é. A escola ensina o que foi é a ideologia marxista, assim como, ensina a ideologia capitalista, feudalismo, etc. É a função da escola fazê-lo. Apenas mostra que todas as pessoas, independentes de credo religioso, raça, condição sexual, etc, seja objeto de preconceito, discriminação, pois pessoas dotadas de direitos como qualquer outro. Galileu foi perseguido pela igreja sim, assim como era perseguido qualquer um que fosse contra contra as ideias dela. Teoria heliocêntrica deixou de usada no sec. XVIII. Mas eu fiquei curioso: Você poderia me dizer que "teorias escondidas" da grande mídia surgiram sobre sobre os problemas do heliocentrismo?? Responda sabicham!!!

  14. maria neuza Postado em 13/Nov/2015 às 20:06

    Quanta certeza heim! Galileu nunca foi perseguido? Matemática, geografia, etc....não é ciência? Cientificismo fora de moda? O que entrou no lugar? Teologia? teorias tipo a de Marcos Feliciano que afirma que negros são amaldiçoados? Falou a voz da sabedoria.

  15. Aline Postado em 13/Nov/2015 às 20:11

    Parei de ler quando ele utilizou o termo "homossexualismo"... Pessoa, este termo não se usa mais, o termo é homossexualidade. Esse termo pejorativo que você usou remete a doença, e definitivamente não o é. Entendeu? Não se meta a discutir aquilo que você não domina.

  16. João de Carvalho Postado em 13/Nov/2015 às 20:45

    Este discurso de Margarida Salomão me preocupou, pois ela está utilizando a autoridade científica para defender valores que, ela própria admite, são ideológicos. Para sua própria defesa ela diz que tudo o que é ensinado na escola é ideologia, mas entra em contradição ao admitir ser a ciência a bússola que deve nos guiar. O sucesso da ciência, e sua fonte de autoridade, vem de ela descrever o mundo como ele é, e não como nós queremos que seja. Não é ideologia dizer que a Terra gira em torno do Sol, é um fato. Não se explode uma bomba nuclear com ideologias, e sim com um real entendimento do mundo. Não foram ideologias que nos alertaram para as causas do aquecimento global, e sim a compreensão de processos geofísicos. Nos dias atuais a ciência está chegando ao ser humano, área que até então era domínio da filosofia, religião e humanidades. Embora isto venha ocorrendo desde Darwin, foi somente a partir dos anos 60, e mais intensamente dos 80s, que esta área decolou, com grandes progressos ocorrendo a cada nova década. Muita coisa, no entanto, ainda não é conhecida. Quando Margarida Salomão pergunta: "quanto tempo será que nós iremos demorar para pedir perdão às mulheres aos homossexuais e aos transgêneros simplesmente porque nós não queremos fazer aquilo que estamos endossados cientificamente para fazer?" eu respondo: A ciência ainda não tem competência para endossar ninguém sobre como proceder em relação a esses assuntos. Embora algumas coisas sejam conhecidas, ainda há muito que se entender. Não conhecemos, por exemplo, os mecanismos que fazem homens e mulheres quererem formar casais, e como estes mecanismos são alterados em homossexuais. Não sabemos o que faz um homem querer introduzir seu pênis em uma vagina, ou uma mulher querer que sua vagina seja penetrada por um pênis. Não sabemos como homens e mulheres interagem para compor a trama social. Querer utilizar o nome da ciência para justificar a agenda política do sistema é uma atitude desonesta por parte desta deputada. Em um ponto, porém, estamos de acordo: A autoridade científica deve ser respeitada. O que eu quero ver é se este discurso será mantido quando a ciência tiver um melhor entendimento do ser humano e mostrar como devemos proceder para construir um mundo melhor.

    • Filipe Postado em 14/Nov/2015 às 03:17

      Muita linha escrita pra pouco conhecimento amigo.... Sim, temos uma explicação muito boa para o desejo sexual. Agora, não é função da ciência dizer que tipo de comportamento deve ou não ser aceito. A ciência é objetiva, ela não julga. O discurso da mulher foi um jeito educado de chamar a galera de retrógrada. Não houve "carteirada" em nome da ciência.

      • João de Carvalho Postado em 14/Nov/2015 às 19:11

        Nós sabemos que, pelo menos em mamíferos, tem a ver com o processo de estampagem (imprinting), no qual o filhote incorpora experiências de sua convivência com a mãe, mas, até onde sei, ainda sabemos muito pouco sobre o assunto. Qual é esta explicação muito boa que você disse conhecer? Você disse que "não é função da ciência dizer que tipo de comportamento deve ou não ser aceito", mas se não é a ciência que pode dizer isto, quem pode? A opinião pública, na qual cada um diz o que acha, com ideias tiradas de suas próprias cabeças? O problema das ciências do ser humano é que ainda são incipientes; mas um dia ficarão maduras e poderão nos mostrar como viver saudavelmente. Não houve carteirada em nome da ciência? A deputada disse que a educação moderna – na qual ela inclui a ideologia de gênero – é inteiramente comprometida com a ciência, comparou a ideologia de gênero aos defensores do sistema heliocêntrico e concluiu que esta ideologia é "aquilo que estamos endossados cientificamente para fazer".

      • Filipe Postado em 14/Nov/2015 às 20:43

        Alguem da area pode elaborar melhor, mas o desejo sexual vem da necessidade evolutiva de reprodução. E repito, não é função da ciência fazer julgamentos. Quem acaba decidindo o que é ou não aceito é a "sociedade". O conhecimento cientifico pode no máximo ser usado para formar algumas opiniões. Agora, claro que a educação é pautada na ciência. Ia ser pautada em que??? E por fim, ideologia de gênero não existe ok? É um espantalho. Uma expressão sem sentido criada para atacar o movimento lgbt. Você não vai conseguir achar uma definição clara para isso. A mulher não usou essa expressão.

      • João de Carvalho Postado em 15/Nov/2015 às 00:52

        "Alguem da area pode elaborar melhor, mas o desejo sexual vem da necessidade evolutiva de reprodução." Eu sou da área, e de fato o desejo sexual vem da necessidade evolutiva de reprodução. Mas, como percebeu Pedro, esta resposta explica apenas o porquê, e não o como. Para explicar como a evolução é capaz de fazer este truque temos que olhar para os processos mentais que fazem com que homens e mulheres queiram forjar uma união na qual a introdução do pênis na vagina seja um fator fundamental. Isto implica em olhar para redes de bilhões de neurônios e entender como eles processam informação e se comunicam. ------------------------- "Quem acaba decidindo o que é ou não aceito é a "sociedade"." Ah sim. Pessoas leigas que não tem o menor conhecimento sobre como a mente funciona são capazes de emitir julgamentos a respeito de como devemos nos comportar. Olhe ao seu redor. Um sujeito nesta lista disse que "Deus fez macho e fêmea... Desta forma, homossexualismo é e continuará sendo pecado." Isto é a opinião de um cidadão, e ele não está sozinho. Se formos levar em conta a opinião de cada um deles, não iremos dar um passo à frente. A única alternativa que temos para ignorar a multidão é submeter nossa opinião ao conhecimento científico. ------------------------- "O conhecimento cientifico pode no máximo ser usado para formar algumas opiniões." Sim. A opinião daqueles que entendem do assunto. Você é capaz de dar opinião sobre se devemos ou não elevar as taxas de juros? Pode até ser, mas isso não quer dizer que devemos levá-la em consideração. Apenas a opinião de economistas, que entendem do assunto, deve ser considerada. ---------------------------- "claro que a educação é pautada na ciência. Ia ser pautada em que???" Podia ser pautada no conhecimento religioso ou filosófico. No fundo a escolha do científico vem do fato de ser o único que funciona. Os EUA não explodiram Hiroshima com o pensamento oriental, e sim com a física quântica. -------------------------- "E por fim, ideologia de gênero não existe ok?" Ok. Eu sempre tive problemas de nomenclatura com os defensores destas coisas. Chame como você quiser. Achei que a deputada pareceu ok em chamar a questão de "ideologia de gênero." Qual é a sua sugestão?

      • Filipe Postado em 15/Nov/2015 às 02:32

        Até onde eu sei a relação entre sexo e união é descabida. Poucas espécies são monogâmicas não? Eu disse que a "sociedade" decide porque é assim que acontece, independente da gente concordar ou não. Aliás, eu não concordo. Acho que as pessoas devem ser completamente livres, desde que elas não prejudiquem ninguém. E concordo, a ciência deve (ou deveria) ser usada na tomada de decisões. Só quis dizer que não é função da cieência dizer como a gente deve viver. E eu tomaria cuidado com o exemplo da economia, ela não é uma ciência exata. Seria ridículo pautar a educação pela bíblia. Isso é função de igreja. Não entendi o argumento da bomba atômica, até porque eu concordo com o que você disse. Quanto ao termo, chame do que quiser. Só cuidado com esse "ideologia de gênero", isso é espantalho.

      • João de Carvalho Postado em 21/Nov/2015 às 18:26

        Olá. "Até onde eu sei a relação entre sexo e união é descabida." A ligação não é descabida. Nem todo sexo leva à união, mas toda união leva ao sexo. "Poucas espécies são monogâmicas não?" Sim. Gibões são monogâmicos. O ser humano é ligeiramente poligâmico. Na maior parte dos grupos humanos existe formação de casais e investimento paterno na prole. Algumas possíveis explicações são que humanos nascem prematuros e durante vários meses as únicas coisas que sabem fazer é chorar e mamar. Eles também passam por um longo período de aprendizado no qual adquirem a língua, os conceitos, valores e técnicas da cultura na qual vivem. Esse período é altamente dependente da presença de adultos que possam educá-los. -------------------- "Acho que as pessoas devem ser completamente livres, desde que elas não prejudiquem ninguém." Esta é uma visão individualista que vem desde pelo menos os contratualistas, como Hobbes, Locke e Rousseau. De acordo com esta visão, os seres humanos são indivíduos que fazem um contrato de convivência que dá origem à sociedade. Isso está errado, embora até hoje o sistema ainda esteja sintonizado com essas ideias. Os humanos são seres naturalmente sociais. Sociedade é uma coisa biológica e orgânica, e não o produto de um contrato. ------------------------ "Só quis dizer que não é função da ciência dizer como a gente deve viver." É o que eu disse para o Pedro: Seres humanos não sabem o que é melhor para eles. Por exemplo, um dos pilares da sociedade atual é a capacidade do sistema oferecer várias coisas que podemos adquirir. As pessoas sonham com o dia em que poderão comprar uma TV, um ar-condicionado, um carro e comer todos os dias em restaurantes, e se esforçam por anos para adquirir estas coisas. Mas coisas só trazem felicidade e realização durante um curto intervalo de tempo. Após algumas semanas de uso nossa satisfação volta aos níveis anteriores, com a diferença de que agora estamos dependentes de uma nova coisa. Há ainda um problema mais grave: os bens materiais não tem valor absoluto, e sim relativo. Se todos tiverem BMWs ser proprietário deste carro proporcionará pouco prazer, da mesma forma que não ficamos encantados por nossas casas terem água encanada e eletricidade. Mas se eu compro um BMW para me sentir superior, meu vizinho vai querer comprar um Mercedes, e eu vou ter que retaliar com uma Ferrari, e ele com um helicóptero. No final ninguém estará mais feliz e teremos consumido um bocado de recursos. Esta corrida material que mobiliza toda a sociedade está matando o planeta. Os cientistas nos dizem isto, mas simplesmente não conseguimos parar. ----------------------- "E eu tomaria cuidado com o exemplo da economia, ela não é uma ciência exata." Sim, é verdade. É uma ciência que ainda está amadurecendo. Um dos grandes problemas é que os agentes que fazem o sistema econômico rodar (os seres humanos) ainda não são bem entendidos – realização que não cabe às ciências econômicas e sim às neurociências cognitivas.

    • Pedro Postado em 14/Nov/2015 às 12:31

      Mas porque isso é importante? Se cientistas concluirem de forma definitiva (o que nunca ocorrera) que a homossexualidade é uma "anormalidade", porque os homossexuais devem ter direitos limitados e sofrer qualquer tipo de preconceito? Mesmo se religião e "ciência" (aspas extremamente importante) se juntarem na conclusão de que a homossexualidade, ou qualquer outro aspecto humano que não prejudica ninguém, é "anormal", porque os anormais precisam se submeter a vidas miseráveis e aceitar limitações da sociedade? Nem todo homem tem o desejo que você citou como normal, nem toda mulher: mas entender de onde esses desejos vêm esta longe de ser complexo. Entender COMO eles ocorrem sim é complexo. E justamente por ocorrerem através de mecanismos muito complexos, variações serão perfeitamente previsíveis. Finalmente: a autoridade cientifica deve ser respeitada, mas não aceita e inquestionável: parte da ciência é o eterno processo de questionamento. E nem ciência, nem religião, nem ideologia podem interferir no direito de todas as pessoas pacificas de gozarem de vidas felizes e completas nesse planeta. Eu sou canhoto: se a ciência decidir que isso é doença, eu preciso ir de bom-grado para o campo de extermínio de canhotos?

      • João de Carvalho Postado em 14/Nov/2015 às 19:32

        Não estou dizendo que os homossexuais devam sofrer preconceito, assim como um bipolar não deve sofrer preconceito, mas você colocaria um bipolar como capitão de um submarino nuclear? E até que ponto certos desvios devem ser considerados desordens que devemos tratar? ------------------ Sim, o porquê de esses desejos existirem é relativamente simples, e pode ser explicado pela ciência evolutiva. A grande questão é explicar o como, que envolve entendimento dos processos mentais que regulam o comportamento sexual. ----------------- Quando você diz que "a autoridade cientifica deve ser respeitada, mas não aceita e inquestionável: parte da ciência é o eterno processo de questionamento" eu cito a própria Margarida Salomão, que disse ser o debate, inclusive anticientifico, legítimo, mas ela se pergunta: "até onde vamos com isso?" Até que ponto devemos ficar discutindo se a Terra gira ao redor do Sol, ou o contrário? Se alguém disser que o aquecimento global não se deve a emissões de gases como CO2 e metano, devemos ficar debatendo enquanto o planeta aquece em direção a um desastre ambiental, ou mandamos o sujeito calar a boca e procuramos salvar o mundo? O fato é que existem certas ideias científicas que já estão bem consolidadas e não sujeitas ao questionamento, enquanto outras ainda há espaço para discordância e interpretação. -------------- Você diz que "nem ciência, nem religião, nem ideologia podem interferir no direito de todas as pessoas pacificas de gozarem de vidas felizes e completas", mas existem dois erros neste argumento. O primeiro é acreditar que as pessoas sabem o que é melhor para a vida delas. Pensadores como Buda e Cristo tentaram construir sistemas para ensiná-las como viver bem, mas basta observar a sociedade atual para perceber que eles fracassaram. As prateleiras das livrarias atuais estão repletas de livros de auto-ajuda que procuram desenvolver práticas que impeçam o mal funcionamento da mente, ou que a façam funcionar melhor. O segundo, que não é apenas erro seu, mas de todo o sistema atual, como também de Buda e Cristo, é sua ênfase no indivíduo. Ideias como liberdade das mulheres apenas fazem sentido se tomarmos o indivíduo, e não a sociedade, como a unidade política do sistema. O problema é que o ser humano é um ser social, e apenas pode ser saudável em uma sociedade saudável.

      • Pedro Postado em 15/Nov/2015 às 08:43

        Joao, seu comentario é extenso e mistura muitas idéias, a ponto de segundo sua própria métrica, eu desejar que você fique longe de capitanear um submarino nuclear. Porém, tenho certeza que você é capaz de executar tal tarefa de forma segura. Ciência não é uma coleção de dogmas, é um processo. Por mais que eu queira sim mandar o questionador do aquecimento global "calar a boca", um climatologista munido de evidências tem todo o direito de questionar o aquecimento global causado pela atividade humana: ninguém pode, ou é capaz de impedir discordância de idéias na fronteira do conhecimento. Isso não tem nada a ver com areas bem estabelecidas como você mesmo citou. Eu deixei claro que nada pode impedir pessoas pacificas, que não causam mal a sociedade, de viverem como bem entenderem e terem acesso a sociedade. Você disse que eu cometi dois erros: não, eu não cometi. Você é que argumentou que a saúde da sociedade é o essencial: obvio! Ninguém discorda disso. Mas não ha qualquer evidência que indique que os comportamentos sexuais variantes "danifique a sociedade". Para conseguir impedir os indivíduos de viverem plenamente, o fardo de demonstrar o dano que eles causam a sociedade é de quem argumenta dessa forma. Todos concordamos que um assassino faz mal a sociedade: é fácil trancafia-lo. Mas entrar na zona cinza do quanto um "bipolar" prejudica a sociedade é muito mais complexo. Finalmente: Buda e Jesus foram figuras religiosas, chama-los de pensadores é muito interessante. Mais interessante é o fato de que escreveu-se sobre o que Jesus disse e fez: não ha evidência crível que ele tenha sequer existido como figura historica...enfim, rigor complica. Mas interpretar que as palavras e ensinamentos atribuídos a eles são individualistas é uma escolha sua: as idéias a eles atribuídas são muito mais complexas do que puro individualismo incompatível com a saúde da sociedade. O assunto é muito complexo, e sem o devido rigor, não é possível discuti-lo.

      • Trajano Postado em 16/Nov/2015 às 15:24

        Não estou dizendo que os homossexuais devam sofrer preconceito, assim como um bipolar não deve sofrer preconceito, mas você colocaria um bipolar como capitão de um submarino nuclear?” João, que analogia, meu filho! Parecidíssimo com o seu sorvete surtado na matéria da Beauvoir. “Assim como” uma pinoia! Leia o que você escreveu, criatura! São coisas de equivalências impossíveis! Primeiro por parametrizar homossexualidade com um transtorno mental, o que nem mesmo os manuais diagnósticos psiquiátricos tão criticados caracterizam mais esta condição sexual como entidade nosológica. Segundo porque inclui no discurso a homossexualidade como limitante, tal como um bipolar em ocupação de alto risco, o que já duplica o absurdo! Além disso, você sempre bate na tecla da evolução e chega a dizer “(...) o porquê de esses desejos existirem é relativamente simples, e pode ser explicado pela ciência evolutiva” quando na verdade sequer existe uma tal “ciência evolutiva”: está confundindo uma teoria com uma ciência; o evolucionismo possui universalidade, replicabilidade, bem como pode articular-se com diversas disciplinas científicas, o que a torna uma teoria robusta, abrangente, paradigmática – mas não “uma” ciência, permanece teoria. E como multidisciplinar, como você bem sabe, existem até estudiosos que consideram a homossexualidade como recurso da espécie para controle populacional, já que a reprodução pode ser um problema em larga escala por causa da escassez de recursos naturais quando muitos indivíduos da mesma espécie precisam competir pela sobrevivência. E isso também é questionável, como qualquer outra teoria. O grande problema está aí: você entende isso, mas despeja uma metralhadora de argumentos que por vezes nada tem com o assunto ou divaga sobre coisas como se estivesse falando sozinho, afinal, que papagaiada é essa de “a grande questão é explicar o como, que envolve entendimento dos processos mentais que regulam o comportamento sexual... Regulação de comportamento sexual por processos mentais? Que processos mentais seriam esses? Da ordem do psicofisiológico? Neuropsicológico? Sexualidade não é somente cortical, como subcortical, é anterior à maturação do córtex pré-frontal, é mais primitiva, não está separada do cérebro como se fosse uma função isolada, pelo contrário, tal como a linguagem, participa da ontogênese com, para e em um incontável número de processos mentais conscientes e inconscientes. O “como” não explica o “porquê” e são discursos como o seu que fazem a ciência parecer coisa de tios esquisitões que observam um fenômeno em um laboratório, fazem um escarcéu danado quando algo acontece, quando, na prática, no cotidiano, a tal coisa é muito mais simples: heterossexualidade, homossexualidade, qualquer sexo + ade existe em cada esquina, em qualquer lugar do mundo, em épocas diferentes, em condições ambientais diferentes, em culturas diferentes: se isso não é característica da nossa espécie, então não sei mais o que seria. E diferente do que o seu discurso possa parecer, a própria ciência nesse sentido não fica discutindo o sexo dos anjos. Não devemos ficar no “como” antes de adotarmos políticas públicas que acabem com a palhaçada que parte em grande parte de uma estrutura MORAL fortemente correlacionada com religião para algo que é óbvio! O “como” é de interesse da academia e de seus pesquisadores, enquanto o que “é”, o que está na cara de qualquer um, deve ser um assunto público, de políticas públicas – ninguém vai deixar de fazer sexo porque não se sabe exatamente quais são as atividades neurobiológicas envolvidas no processo. Dã! E você sabe disso! Talvez você devesse ter menos problemas de dizer “eu concordo” ao invés de querer redescobrir a pólvora, ir à China e voltar, sei lá, você que sabe. A Salomão não disse nenhuma transgressão para quem é da academia. Em tempo: diferente do Pedro, jamais te colocaria para ser o capitão de um submarino nuclear. Até você decidir se deve ou não submergir, a guerra já vai ter acabado, rs! E com direito ao seu famoso sorvete beauvoiriano na testa.

      • João de Carvalho Postado em 22/Nov/2015 às 04:19

        Olá. "Ciência não é uma coleção de dogmas, é um processo." É uma questão complicada. Se bate muito nesta tecla de que as teorias científicas são temporárias, e um dia serão substituídas por outras melhores. Em muitos casos isto de fato acontece. Existem teorias sobre a natureza do espaço, mas ninguém acredita saber do que ele é realmente feito. Mas peguemos o exemplo a seguir: No século 19 se discutia sobre a natureza da hereditariedade, isto é, do que é feita a "substância" que uma mãe gansa transmite para o ovo que faz com que dele nasça um gansinho, e não alguma outra coisa. Alguns acreditavam ser um fluido. Descobriu-se que a hereditariedade é feita de informação digital composta por quatro "símbolos" armazenados na molécula de DNA. Alguém pode perguntar: Eles realmente descobriram a natureza da hereditariedade, ou isto é apenas um modelo que será superado no futuro por algo melhor? Não posso falar por todos os cientistas, mas tenho a impressão de que, embora considerem a possibilidade de estar errados, não tomam isto simplesmente como um modelo. Eles realmente acreditam que a natureza da hereditariedade foi desvendada. Fazendo uma analogia com algo mais concreto, vamos supor que você tenha evidências de que sua faxineira roubou roupas suas. O fato de não ter certeza de que isto aconteceu não significa que você considere que sua explicação para o desaparecimento das roupas seja apenas um modelo, e que no futuro será superado por alguma coisa melhor. Embora admita poder estar errado, você acredita estar proclamando uma verdade. E devemos ir além: apenas acreditando compreender como as coisas de fato funcionam podemos agir com determinação. No caso da faxineira, se você acreditar que a hipótese do roubo é apenas um modelo para explicar o desaparecimento das roupas, sobre que bases pode demitir a faxineira? ---------------------- "um climatologista munido de evidências tem todo o direito de questionar o aquecimento global causado pela atividade humana", mas ele vai ter que apresentar boas evidências para afirmar isto. Não pode simplesmente dizer "eu acho." Se a ciência for ouvir o que cada um acha vai ser difícil ir para frente. "ninguém pode, ou é capaz de impedir discordância de idéias na fronteira do conhecimento". Sim, concordo. O poder da ciência vem do fato de ser descentralizada e aberta ao debate. A própria ciência está constatando isto cientificamente. ------------------------ "Eu deixei claro que nada pode impedir pessoas pacificas, que não causam mal a sociedade, de viverem como bem entenderem e terem acesso a sociedade." Mas com que critério se diz o que causa mal à sociedade? Humanos podem defecar nas ruas (desde que coletem suas fezes e as coloque no lixo para ninguém pisar)? Uma menina pode andar pelas ruas de sutiã e calcinha? E se ela andar nua? E se fizer sexo? E se fizer sexo com um cachorro? "a saúde da sociedade é o essencial: obvio! Ninguém discorda disso. Mas não ha qualquer evidência que indique que os comportamentos sexuais variantes "danifique a sociedade"." Hummm... e aqueles que listei acima? A menina só está transando com um cachorro no meio da rua. Que mal ela faz às pessoas? ------------------ "Para conseguir impedir os indivíduos de viverem plenamente, o fardo de demonstrar o dano que eles causam a sociedade é de quem argumenta dessa forma." O individualismo é crescente e as pessoas estão cada vez mais sozinhas. O consumo de drogas psiquiátricas é crescente em todo o mundo desenvolvido. Basta ver os relatórios da Organização Mundial de Saúde. Não vejo que vida plena é esta que você fala. -------------------- "Finalmente: Buda e Jesus foram figuras religiosas, chama-los de pensadores é muito interessante." Mas eles foram. Buda, especialmente, disse um monte de coisas interessantes sobre como viver saudavelmente. "Mas interpretar que as palavras e ensinamentos atribuídos a eles são individualistas é uma escolha sua". Eles são individualistas. As soluções que eles apresentam partem do ponto de vista do indivíduo e de sua forma de pensar e interpretar o mundo. A salvação, ou a iluminação, está ligada à introspecção, e não à ordem social. Você não precisa da sociedade para ser feliz. Basta sentar, fechar os olhos e encontrar o deus interior. ---------------------

      • João de Carvalho Postado em 22/Nov/2015 às 19:11

        Olá, Trajano: "Primeiro por parametrizar homossexualidade com um transtorno mental, o que nem mesmo os manuais diagnósticos psiquiátricos tão criticados caracterizam mais esta condição sexual como entidade nosológica. Segundo porque inclui no discurso a homossexualidade como limitante, tal como um bipolar em ocupação de alto risco, o que já duplica o absurdo!" A questão não passa por parametrizar homossexualidade com um transtorno mental. Não haveria problema algum em um homossexual ser capitão de um submarino nuclear. Pode não haver problemas em um bipolar ser soldado de infantaria, já um paraplégico não pode assumir esta função. A função que devemos tomar cuidado ao permitir homossexuais realizá-la é a de formar casais que adotam crianças (especialmente homossexuais masculinos). Mas uma coisa temos que admitir: Ou nós encontramos uma teoria que mostre como um indivíduo pode aumentar sua aptidão genética adotando uma estratégia que praticamente o impede de se reproduzir, ou a homossexualidade deve ser vista como um desvio na programação humana. ------------------- "você sempre bate na tecla da evolução" Claro que sim. Qualquer ciência do ser humano deve ter como principal fundação o evolucionismo, pois foi o processo evolutivo que nos fez ser da forma que somos. "quando na verdade sequer existe uma tal “ciência evolutiva”: está confundindo uma teoria com uma ciência" Ou você não entende muito de evolução, ou é apenas um problema de nomenclatura. -------------------------- "que papagaiada é essa de ‘a grande questão é explicar o como, que envolve entendimento dos processos mentais que regulam o comportamento sexual...’ Regulação de comportamento sexual por processos mentais?" Sim, se o comportamento sexual não é produto de processos mentais, ele é produto de que? "Que processos mentais seriam esses?" É uma boa pergunta. Ao que parece, pelo menos em mamíferos, está relacionado ao conceito de "imprinting", no qual o recém-nascido incorpora experiências de sua convivência com a mãe, mas ainda há muito o que entender. "Sexualidade não é somente cortical, como subcortical, é anterior à maturação do córtex pré-frontal, é mais primitiva, não está separada do cérebro como se fosse uma função isolada" Mas eu não neguei isto. Apenas disse que existem processos mentais que são responsáveis por produzir o comportamento sexual. ----------------------- "O ‘como’ não explica o ‘porquê’." Sim, é o que eu disse. O porquê é explicado pela evolução, o como deve ser explicado pelas neurociências cognitivas. -------------------------- "a tal coisa é muito mais simples: heterossexualidade, homossexualidade, qualquer sexo + ade existe em cada esquina, em qualquer lugar do mundo, em épocas diferentes, em condições ambientais diferentes, em culturas diferentes." Não sei por que isto faz a coisa ser simples. Todos os seres humanos com mais de um ano sabem andar sobre duas pernas, mas isto não quer dizer que realizar esta façanha seja algo simples. Um dos problemas de se estudar o ser humano é que podemos tomar algumas de nossas habilidades como dadas quando são, na verdade, extremamente complicadas. Nas palavras de William James, para estudar o ser humano "temos que fazer o natural parecer estranho." ------------------------ "Não devemos ficar no “como” antes de adotarmos políticas públicas que acabem com a palhaçada que parte em grande parte de uma estrutura MORAL fortemente correlacionada com religião para algo que é óbvio!" Que óbvio é este mesmo? "O “como” é de interesse da academia e de seus pesquisadores". Sim, concordo. "enquanto o que “é”, o que está na cara de qualquer um, deve ser um assunto público, de políticas públicas" Deixe eu adivinhar: Este óbvio que "é", o que está na cara de qualquer um, são justamente os valores nos quais você acredita.

    • Pedro Postado em 15/Nov/2015 às 09:02

      Joao, eu nao pude deixar de ler suas respostas ao Filipe. Aparentemente você atua de alguma forma na area e paga suas contas através do "fazer cientifico". Eu também. Mas eu discordo de você em um ponto fundamental. A ciência não tem como prometer atingir um nível de conhecimento e entendimento maduro que nos permitira viver de forma saudável. A ciência tem como prometer buscar explicar e entender fenômenos da natureza da forma mais verossímil possível: como viver de forma saudável é outra questão. Um exemplo mundano é o tabagismo: muitas pessoas, graças a ciência, são plenamente consciente dos riscos deste habito mas optam por mantê-lo. E o tabagismo é muito simples: fumar causa doenças. Extender essa analogia ao comportamento sexual, ou a ideologia de gênero, e afirmar categoricamente qual comportamento é ou não saudável para o indivíduo, e pior (mais variáveis), para a sociedade, é muito elástico. O papel do cientista é sim informar: se deixarmos de informar, nosso trabalho deixa de fazer sentido. Porém, ha exemplos histórico de políticas absurdas que se travestiram com a ciência de sua época: todas as teorias racistas que foram empregadas durante o colonialismo do século 19 e inicio do 20, que culminaram na apoteose tecno-cientifica da tragédia nazista. Eles acreditavam firmemente que estavam melhorando a sociedade através da razão, do conhecimento cientifico que dispunham na época. Eh muito fácil agora, dizer que tratavam-se de pseudo-ciências, etc, mas eles acreditavam justamente nessa idéia: de que através da razão, criariam uma sociedade saudável e perfeita....

      • João de Carvalho Postado em 22/Nov/2015 às 04:27

        "A ciência não tem como prometer atingir um nível de conhecimento e entendimento maduro que nos permitira viver de forma saudável. A ciência tem como prometer buscar explicar e entender fenômenos da natureza da forma mais verossímil possível: como viver de forma saudável é outra questão." Por que você confia a saúde do seu corpo aos médicos? Porque eles entendem do assunto e, com o entendimento, sabem a melhor forma de proceder. Se ele disser "não coma sal" é melhor você não comer, se ele disser "caminhe", é melhor caminhar. Da mesma forma, quando desenvolvermos uma ciência social, este será o corpo de conhecimento mais indicado para abordar as questões sociais. A ciência está ligada ao entendimento. Se não entendemos uma coisa, tateamos no escuro. Entendendo nós podemos saber o que fazer. ------------------- "Um exemplo mundano é o tabagismo: muitas pessoas, graças a ciência, são plenamente consciente dos riscos deste habito mas optam por mantê-lo." Elas o mantêm porque são viciadas, e não porque querem. Grande parte dos vícios, no entanto, é consequência de alguma falta na vida das pessoas que é compensada pela droga. O poder do mundo social é maior do que muitos pensam. Se você tiver controle das condições sociais nas quais um indivíduo é submetido, e uma boa ciência para lhe orientar, você pode fazê-lo florescer e brilhar, ou cometer suicídio. Compreendendo os fatores que fazem as pessoas felizes, poderemos projetar sociedades que tragam realização e significado (a nascente psicologia positiva está justamente procurando entender os fatores que fazem os talentos humanos desabrochar). Quando um indivíduo dá uma palestra para 300 pessoas e no final é aplaudido de pé, suas sinapses serão inundadas de neurotransmissores como serotonina, proporcionando enorme prazer. Durante um tempo ele se tornará muito social e agradável e "brilhará." Mas se temos uma droga que o faça atingir o mesmo estado sem a necessidade de estímulos sociais pode ser uma opção melhor pelo simples fato de ser mais prática. A opção social só se justifica se a realização proporcionada por ela tiver melhor qualidade que a da droga. Como medir qualidades de prazer é difícil, mas é algo a ser procurado em algum lugar em meio à fisiologia cerebral.

      • João de Carvalho Postado em 22/Nov/2015 às 04:30

        Olá. "Ciência não é uma coleção de dogmas, é um processo." É uma questão complicada. Se bate muito nesta tecla de que as teorias científicas são temporárias, e um dia serão substituídas por outras melhores. Em muitos casos isto de fato acontece. Existem teorias sobre a natureza do espaço, mas ninguém acredita saber do que ele é realmente feito. Mas peguemos o exemplo a seguir: No século 19 se discutia sobre a natureza da hereditariedade, isto é, do que é feita a "substância" que uma mãe gansa transmite para o ovo que faz com que dele nasça um gansinho, e não alguma outra coisa. Alguns acreditavam ser um fluido. Descobriu-se que a hereditariedade é feita de informação digital composta por quatro "símbolos" armazenados na molécula de DNA. Alguém pode perguntar: Eles realmente descobriram a natureza da hereditariedade, ou isto é apenas um modelo que será superado no futuro por algo melhor? Não posso falar por todos os cientistas, mas tenho a impressão de que, embora considerem a possibilidade de estar errados, não tomam isto simplesmente como um modelo. Eles realmente acreditam que a natureza da hereditariedade foi desvendada. Fazendo uma analogia com algo mais concreto, vamos supor que você tenha evidências de que sua faxineira roubou roupas suas. O fato de não ter certeza de que isto aconteceu não significa que você considere que sua explicação para o desaparecimento das roupas seja apenas um modelo, e que no futuro será superado por alguma coisa melhor. Embora admita poder estar errado, você acredita estar proclamando uma verdade. E devemos ir além: apenas acreditando compreender como as coisas de fato funcionam podemos agir com determinação. No caso da faxineira, se você acreditar que a hipótese do roubo é apenas um modelo para explicar o desaparecimento das roupas, sobre que bases pode demitir a faxineira? ---------------------- "um climatologista munido de evidências tem todo o direito de questionar o aquecimento global causado pela atividade humana", mas ele vai ter que apresentar boas evidências para afirmar isto. Não pode simplesmente dizer "eu acho." Se a ciência for ouvir o que cada um acha vai ser difícil ir para frente. "ninguém pode, ou é capaz de impedir discordância de idéias na fronteira do conhecimento". Sim, concordo. O poder da ciência vem do fato de ser descentralizada e aberta ao debate. A própria ciência está constatando isto cientificamente. ------------------------ "Eu deixei claro que nada pode impedir pessoas pacificas, que não causam mal a sociedade, de viverem como bem entenderem e terem acesso a sociedade." Mas com que critério se diz o que causa mal à sociedade? Humanos podem defecar nas ruas (desde que coletem suas fezes e as coloque no lixo para ninguém pisar)? Uma menina pode andar pelas ruas de sutiã e calcinha? E se ela andar nua? E se fizer sexo? E se fizer sexo com um cachorro? "a saúde da sociedade é o essencial: obvio! Ninguém discorda disso. Mas não ha qualquer evidência que indique que os comportamentos sexuais variantes "danifique a sociedade"." Hummm... e aqueles que listei acima? A menina só está transando com um cachorro no meio da rua. Que mal ela faz às pessoas? ------------------ "Para conseguir impedir os indivíduos de viverem plenamente, o fardo de demonstrar o dano que eles causam a sociedade é de quem argumenta dessa forma." O individualismo é crescente e as pessoas estão cada vez mais sozinhas. O consumo de drogas psiquiátricas é crescente em todo o mundo desenvolvido. Basta ver os relatórios da Organização Mundial de Saúde. Não vejo que vida plena é esta que você fala. -------------------- "Finalmente: Buda e Jesus foram figuras religiosas, chama-los de pensadores é muito interessante." Mas eles foram. Buda, especialmente, disse um monte de coisas interessantes sobre como viver saudavelmente. "Mas interpretar que as palavras e ensinamentos atribuídos a eles são individualistas é uma escolha sua". Eles são individualistas. As soluções que eles apresentam partem do ponto de vista do indivíduo e de sua forma de pensar e interpretar o mundo. A salvação, ou a iluminação, está ligada à introspecção, e não à ordem social. Você não precisa da sociedade para ser feliz. Basta sentar, fechar os olhos e encontrar o deus interior. ---------------------

      • Pedro Postado em 27/Nov/2015 às 06:57

        Olha, acho que depois trazer "E se fizer sexo com um cachorro?" a uma discussão sobre questoa de gênero, você deveria fazer uma longa pausa e pensar muito. Você falou outras mentiras (o budismo por exemplo não tem nada a ver com saúde, entre outros erros), mas essa é perversa e o desqualifica para essa discussão. Eu achei que você era uma pessoa razoável, mas o Trajano tem razão.

      • João de Carvalho Postado em 27/Nov/2015 às 16:48

        Na verdade, você havia dito que "nada pode impedir pessoas pacificas, que não causam mal a sociedade, de viverem como bem entenderem". A questão que coloquei é: o que define ‘causar mal à sociedade’? Eu citei uma série de exemplos, cada vez mais extremos, para saber onde você traça alinha que não devemos cruzar, e qual o seu argumento para traçá-la. E acostume-se. Em psicologia, especialmente psicologia moral, utiliza-se vários exemplos escatológicos, imagens nojentas, e coisas do gênero. "Você falou outras mentiras (o budismo por exemplo não tem nada a ver com saúde, entre outros erros)" O budismo tem a ver com saúde mental. Ele tenta descobrir como viver plenamente.

      • Pedro Postado em 28/Nov/2015 às 11:14

        Eu nao quero me alongar muito com você que ja demonstrou não ter qualquer interesse em discutir e entender a voz do outro. Mas vamos deixar uma coisa clara: o budismo não busca deixar ninguém "saudável" do ponto de vista "medicinal" ou de "bem estar", nem sequer "saúde mental" que não existia na época. O budismo é uma busca espiritual, um caminho para uma mitologia espiritual. Você esta usando a visão ocidental descontextualizada do budismo, que não faz o menor sentido: é uma religiao, trata-se de uma pratica para encerrar o ciclo de "reencarnações": o que reencarnação tem a ver com saúde? Esta claro? E você acha correto, numa discussão sobre questões de gênero, trazer o exemplo de bestialidade? Finalmente: a primeira impressão que seu comentario deixou esta consolidada. Você acredita em uma "mecânica social", um conhecimento pleno cientifico que permitira a sociedade a tomar decisoes para o bem da sociedade. Isso não é cientifico, isso é uma ideologia utópica pessoal sua. A sua contra-argumentação sobre o tabagismo também é incorreta: pessoas perfeitamente bem informadas iniciam o tabagismo: você abordou essa questão como se todo tabagista recebesse a informação dos males uma vez viciado. Isso é falso. Essa ideologia de que a "ciência" pode oferecer respostas para questões de altíssima complexidade ja foi empregada na historia com consequências trágicas, e brutalmente imorais. A justificativa que você ofereceu para a inclusao da bestialidade, e a falta de respeito que isso trouxe ao debate o desqualifica para a conversa: se você tiver a humildade de se retratar, ha tempo. De outra forma, prefiro encerrar por aqui.

      • João de Carvalho Postado em 28/Nov/2015 às 20:42

        Acho que entendi razoavelmente aqueles com os quais discuti, apenas não concordo com muitas coisas que disseram. Sobre Buda, eu de fato não conheço seus escritos, apenas fragmentos e comentários de outras pessoas, mas me parece muito mais que simplesmente um método para encerrar o ciclo de reencarnações. Uma de suas mais famosas ideias, por exemplo – o caminho do meio –, foi também formulada por Aristóteles, e ele não estava pensando em reencarnação, e sim em felicidade. Para Aristóteles felicidade não é se sentir feliz, e sim ter uma vida plena. Acho que é a mesma busca de Buda, com a diferença de que este era individualista, enquanto Aristóteles, como dizer... era coletivista. O fato de, em suas épocas, não existir o conceito de saúde mental não significa que eles não estivessem buscando por isto. Buda até demonstrou conhecimentos de psicologia quando comparou a mente a um sujeito montando um elefante. O sujeito representa a consciência, que tenta controlar um enorme inconsciente que tem vontade própria, representado pelo elefante. "E você acha correto, numa discussão sobre questões de gênero, trazer o exemplo de bestialidade?" Como já te disse, a discussão girava em torno daquilo que podemos, ou não, fazer. É estranho você perguntar se eu acho correto argumentar com bestialidade sobre esta questão. Se é incorreto citar um comportamento que tomamos como incorreto quando estamos tentando justamente entender o que torna uma coisa incorreta fica difícil. Quando discutimos moral não podemos ficar incomodados com essas coisas. Tem que haver um certo distanciamento para se pensar cientificamente, especialmente quando lidamos com o ser humano. Seja como for, dada a sua forte reação ao exemplo da bestialidade, vamos tomar apenas o exemplo de uma menina exibicionista que gosta de andar nua pelas ruas. Ela tem ou não o direito de fazer isto? Se você também achar este exemplo inapropriado, devo lembrar que, na década de 1920, quando as mulheres encurtaram as saias até os joelhos, foi considerado inapropriado; hoje em dia as pessoas aceitam até minissaias. "Você acredita em uma "mecânica social", um conhecimento pleno cientifico que permitira a sociedade a tomar decisoes para o bem da sociedade. Isso não é cientifico, isso é uma ideologia utópica pessoal sua." Você tem ideia do que está se passando em psicologia social atualmente? Ainda serão necessárias algumas décadas, mas esses conhecimentos estão sendo adquiridos. "pessoas perfeitamente bem informadas iniciam o tabagismo". Sim, é verdade. É necessário entender os processos que as leva a fazer isto. O caso do tabagismo é especialmente curioso, pois, diferente de drogas como cocaína, não fornece prazer nas primeiras vezes. Uma coisa que parece exercer influência é o círculo social no qual a pessoa vive. Tendemos a adotar comportamentos daqueles do círculo social no qual vivemos, incluindo o uso de drogas. É incomum alguém, um dia, simplesmente decidir usar uma droga. Em geral ela importa o hábito de seus amigos. "Essa ideologia de que a 'ciência' pode oferecer respostas para questões de altíssima complexidade ja foi empregada na historia com consequências trágicas, e brutalmente imorais." E pelo fato de termos levado tombos no passado devemos perder as esperanças de ir para frente?

      • Pedro Postado em 29/Nov/2015 às 09:37

        Você ainda precisa se retratar, ie, pedir desculpas para merecer uma resposta. Como eu disse, sua descida a bestialidade o desqualificou da conversa. Tocar a fronteira do permitido e não permitido é uma estratégia interessante que permite aferir até onde as pessoas concordam com determinados comportamentos. Como você afirmou, em diferentes épocas (e lugares), essas fronteiras são distintas. No entanto, ao usar o exemplo da bestialidade em uma discussão sobre questoa de gênero, você literalmente ofende de forma rasa todos os homossexuais e trans do mundo. Você entende porque? Você esta usando um comportamento absolutamente repudiado por heteros, homos, trans, como analogia a eles. Isso é feito com frequência: a revista Veja teve seu artigo sobre gays, cabras e espinafre. Esse tipo de analogia desumaniza o homossexual, o trans, e por mais que você defenda como "cientifica" (que não é), você não soube usa-la. Essa forma de argumentaçao é cientifica? Primeiro precisamos concordar no que é ciência. Eu fico com o principio da falseabilidade e reprodutibilidade como pétreos. Portanto, acho especulaçoes teóricas não-aferiveis de pouquíssimo valor. Os exemplos que você ofereceu caem todos na esfera de especulações nao-aferiveis, portanto, não têm lugar na ciência. Se tiverem, podemos então encontrar artigos sobre esses temas em BOAS revistas com revisão por pares. E finalmente: ha uma questão de tato. Você simplesmente ignorou o tato ao tratar do assunto e incorreu a mesma pratica das cabras e espinafre, sem ter qualquer evidência de que a dor que você traria com essa especulação tem sustentação cientifica. Portanto, não compare por exemplo esse seu dialogo com a "revolta da vacina", na qual os sanitaristas tinham completa sustentação cientifica para executar o trabalhos deles, mas as autoridades falharam em informar devidamente as pessoas. Sobre o budismo eu estou simplesmente boquiaberto com o que você diz. Você descontextualizou uma religião que possui dogmas espirituais, toda uma teologia, e usou a abordagem "new age" ocidentalizada do budismo para critica-lo. No fim você sequer tocou o budismo porque você não falou dele. Você falou da idéia remota (você admitiu não conhece-lo) ocidentalizada que você tem dessa religião. Repito: Siddhartha Gautama não saiu em busca de uma forma saudavel de viver, não tem nada a ver com saúde. Trata-se de um processo espiritual (absolutamente falso, é religião). Se ocidentais acharam bonito e "saudável", justamente por não entenderem a teologia em torno do budismo, e importaram como modo de vida saudável não tem qualquer relação com a religião budista, mas sim com os editores de livros de auto-ajuda travestidos de budismo. Eu acho que se você não conseguir nem admitir isso, é outro indicio que estou perdendo meu tempo e você não tem interesse em mudar de idéia frente evidências que contrariam suas crenças: isso mostra que não estou lidando com uma mente que pratica a ciência. Finalmente: a ciência não tem papel de legislar. A ciência tem o papel de pesquisar, aprofundar o conhecimento e ensinar. Se a ciência informa os riscos do tabagismo, do alcool, do consumo de carne, do uso do automóvel, etc, o papel dela é pesquisar e informar. A sociedade através dos seus representantes é que vai decidir o que é ou não permitido. Uma moça pode sair pelada pela rua? Não, porque é contra a lei. Assim como se você estiver "apertado" em uma cidade brasileira, que não tem banheiros públicos, e precisar urgentemente urinar escondido em algum canto, você pode ser preso por atentado ao pudor. Essa é a lei. No entanto, como você observou, a tolerância com o quanto uma mulher ou homem pode expor de seu corpo mudaram mudou muito com o tempo: a tendência é que continue mudando. E eu suspeito que você não faça ciência "dura". Talvez você trabalhe com psicologia ou alguma area "soft". A neurociência, e a consequente ciência social jamais terão uma "mecânica" porque é computacionalmente impossível prever qualquer fenômeno. O projeto "blue brain" por exemplo vai simular um pequeno fragmento de cortex humano, e requer uma capacidade computacional descomunal para descobertas modestas: não é possível a partir dessa boa simulação retirar qualquer valor moral. Mas sera possível entender como neurônios corticais se adaptam para equilibrar uma bola em um prato. O mesmo existe na climatologia: não ha como prever o "tempo" com precisão porque é computacionalmente muito pesado. E existem demonstrações analíticas de que sistemas de altíssima complexidade como clima, cérebro, e principalmente comportamentos sociais provavelmente não serão mecanicamente descritos sem computadores maiores do que o próprio planeta. E para terminar: eu tenho idéia do que se passa em psicologia social: mas isso não é ciência, é uma disciplina. Neurobiologia é ciência.

      • João de Carvalho Postado em 04/Dec/2015 às 01:27

        Antes de tudo, se o exemplo da bestialidade ofendeu homossexuais ou transgêneros, peço desculpas; não era esta a minha intenção. O que estava questionando era o que faz algo ser moralmente certo ou errado. O exemplo da bestialidade em público visava mostrar como algo pode ser moralmente reprovável, mesmo que não prejudique ninguém. Entre quatro paredes a lei permite que uma menina faça sexo com um cachorro, ainda assim isto pode causar revolta em algumas pessoas. Por isto você não pode utilizar a lei como justificativa para reprovar a menina que anda nua pelas ruas. Seria perder o ponto da discussão. Em 1960, por exemplo, na Inglaterra, homossexualismo era proibido por lei. Existem coisas que são legais, porém imorais, e coisas ilegais, porém morais. Mas a sua forte reação ao exemplo da bestialidade é interessante, pois mostra que você tem uma "amplitude moral" maior que aquela atribuída aos esquerdistas. Um cientista moral observou que a moral esquerdista, em geral, se restringe a um único princípio: ajudar/machucar. Ateístas como Sam Harris praticamente definiram comportamento moralmente correto nesses termos. É verdade que existe, nos esquerdistas, preocupação com outros princípios, como justiça/trapaça e liberdade/opressão, mas ajudar/machucar constitui o centro da argumentação moral esquerdista. Por isto, por exemplo, existe a lei absurda de que você não pode cometer suicídio. O exemplo da bestialidade, no entanto, entra em outra esfera moral, em geral atribuída aos conservadores, que é a da pureza/degeneração. É uma ideia bastante espiritual que vê o corpo como algo sagrado e, mesmo entre quatro paredes, não se pode fazer o que quiser com ele. É o oposto da visão esquerdista, que diz: "Seu corpo pode ser um templo, mas o meu é um parque de diversões." Se a menina tem vontade de transar com um cachorro, ninguém tem a ver com isto e não se deve aplicar a este comportamento qualquer juízo de valor. Faz sentido, não é? De acordo com a moral esquerdista não existem fundações para se reprovar este ato. Ainda assim, parece que alguma coisa está dissonante. O que seria? ------------------- Sobre psicologia, existe ciência sim, e mesmo as partes especulativas encontram-se na borda da ciência - aguardando evidências empíricas para que possam se consolidar. Também ainda se está tateando diante das evidências encontradas, mas aos poucos as coisas vão tomando forma. Duas coisas importantes ocorreram no campo nessas últimas décadas: A primeira foi que o pensamento evolucionista foi adotado, o que forneceu um pano de fundo sobre o qual as teorias são erguidas, a segunda foi que as neurociências começaram a compreender o funcionamento do cérebro, fornecendo um substrato físico para os fenômenos mentais. Entre outros fatores, estes fizeram o campo explodir, e atualmente estamos em sua idade heroica, com descobertas sendo feitas ano após ano. Você parece acreditar que apenas quando o fenômeno for compreendido ao nível das conexões neuronais a coisa poderá se declarar científica, mas não precisa tanto. Ao embasarmos a vida em processos químicos, por exemplo, não precisamos dar conta de cada reação química de forma a compreendê-la. Na verdade, seria muito deselegante da psicologia se, para explicar as coisas, tivesse que chegar ao nível de cada conexão neuronal. Esta "mecânica" das ciências sociais que você menciona não é necessária. É claro que fundações neurofisiológicas são necessárias, mas não precisa ir ao nível de cada conexão. Mesmo neurocientistas estudam fenômenos cerebrais sem ter que chegar a este nível.

      • Pedro Postado em 04/Dec/2015 às 06:54

        Eu gostaria de deixar claro pontos em que discordo de você. Primeiro gostaria de fazer uma nota de repudio a Sam Harris e os "New Atheists", que instrumentalizaram a formação acadêmica deles para aventurar-se na filosofia, e promover uma religião própria (o que é irônico). Filósofos por formação conseguem enxergar rapidamente repetiçoes de lugares comuns nos trabalhos de pessoas como Harris, que ja foram abordados por filósofos ha séculos. O amadorismo com que ele, um bom cientista, pratica uma area que ele não domina usando a "autoridade acadêmica" para atacar pontos absolutamente ideológicos, é triste e perigoso. Segundo: eu não concordo com a forma que você usa a noção de "esquerdismo". Trata-se de um rotulo para facilitar a desconstrução da diversidade de idéias e pensamentos que um indivíduo possui, e reduzi-lo a um estereotipo facilmente classificável. Talvez eu esteja realmente sozinho nessa forma de abordar a sociedade. Eu discordo profundamente desse espaço linear de tendências ideológicas. O espaço ideológico possui muito mais dimensões (eixos), do que apenas a linha entre o que se entende popularmente por "direita e esquerda". Vou usar um exemplo "a direita": eu não tenho como colocar um apologista de políticas econômicas neo-liberais no mesmo pacote que um liberalista (anarco-capitalista). Eu reconheço que eles defendes ideologias muito distintas. Mas as pessoas optam por simplesmente rotular ambos como "direitistas" e encerrar o raciocínio nessa rotulagem desumanizante. Usar o termo "esquerda" ou "direita" não tem nada a ver com a pratica que me interessa pessoalmente que é da ciência "dura". Chegamos ao ponto principal: eu não acho que a psicologia, ou o ramo cognitivo da neurociência precisem de resolução neuronal, ou molecular para promover suas hipóteses. Eu acompanho neurociência cognitiva que baseia suas hipóteses em experimentos falseáveis em que possamos ter um intervalo de confiança razoável. Eles praticam ciência, não ha nada de errado nisso. Mas eu ainda não encontrei nenhuma descoberta cientifica que tenha tido valor moral. Ja a psicologia, e mesmo a psiquiatria possuem buracos cientificos sérios, e praticam essas disciplinas em clientes e pacientes: isso é preocupante. A ciência é absolutamente amoral. Por isso eu me incomodei com afirmações anteriores suas, que continham a idéia de que o aprofundamento do conhecimento cientifico levaria a condutas mais apropriadas para o bem da sociedade. A ciência pode apenas revelar, em seu tempo, as hipóteses sobre fenômenos, praticas ou comportamentos. Como diferentes povos legislam com todas as informações que possuem (valores sociais, tradições, e mesmo dados científicos) é outra historia. Eu não advogo o corpo como templo sagrado nem como parque de diversões: mas liberdades pessoais de ordem sexual que não prejudicam a sociedade precisam ser respeitadas: não é negociável. Eis o problema com o exemplo da bestialidade: o animal não tem como consentir com o ato no mesmo nível que o humano. Além da repulsa que ela causa, a impossibilidade de consentimento do animal a torna condenável nas mais diversas vertentes ideológica, exceto talvez, entre os defensores da bestialidade: se a sociedade decidir que isso é crime (e eu votaria para criminaliza-la), isso não é uma decisão "cientifica". Os homossexuais sofrem muito ainda com analogias a pedófilos, e a sociedade imagina que homossexuais apresentam riscos para as crianças por exemplo. Você consegue entender o quanto isso é doloroso para um homossexual? Que interesse um homossexual que tem interesse exclusivo em membros do mesmo sexo, ou no seu parceiro, tem em crianças? Usa-se uma pratica absolutamente condenada pela sociedade para transformar a homossexualidade em um risco as crianças: isso é hediondo. Esses exemplos são usados corriqueiramente e machucam muitas pessoas. Enfim, eu notei que você deixou o budismo em paz. Mas sugiro uma leitura direta por exemplo, do budismo tibetano: é uma religião absolutamente "maluca". Assim como eu acho engraçado a molecada que se encanta com Bob Marley e resolve ser "rastafari": é divertido informa-los que eles idolatravam um ditador etíope como "Deus". Para que fique claro: eu mantenho o aviso de que a ciência não tem condiçoes de impor moralidade. O exercicio de raciocínio sobre moral e ética são do domínio da filosofia e da sociedade: a ciência pode apenas contribuir mostrando as hipoteses que mais se aproximam da realidade, e dados reais eventualmente. O que a sociedade faz com esses dados escapa a capacidade do cientista (que pode ele mesmo resolver começar a fumar por completo desgosto com a sociedade). Enfim, acho que é isso.

  17. Marcos Silva Postado em 13/Nov/2015 às 21:06

    Religião é cultura, autoritarismo e segregação. Não devemos permitir que qualquer religião tome de conta da política e das questões morais da sociedade.

  18. João de Carvalho Postado em 13/Nov/2015 às 21:35

    Seja como for, a ciência é de longe o mais bem sucedido empreendimento intelectual de todos os tempos. Em seus 400 anos de existência ela foi mais longe na compreensão do mundo que qualquer outra forma de pensamento. Grande parte das coisas ao seu redor, incluindo o computador que você está usando, é produto do progresso científico. Em relação ao seu comentário criticando o heliocentrismo, é tão insano que chega a ser divertido. Ok, vamos jogar seu jogo. Apresente um argumento contestando o modelo.

    • pedro Postado em 14/Nov/2015 às 06:58

      A ciência é mais antiga do que 400 anos. Essa visão esquece que na Grécia antiga por exemplo muito do que sustenta a ciência atual (exceto Aristoteles....) ja eram desenvolvidas. Houve interrupções na linearidade com que enxergamos a "ciência", mas a racionalidade (a matemática, etc) são muito mais antigas que 400 anos.

    • pedro Postado em 14/Nov/2015 às 09:56

      Mas esse Pereira é um napoleao de hospicio, o cara tem problemas sérios. Ou é um agitador, não é possível que ele acredite nas proprias palavras.

  19. Juniperos Postado em 13/Nov/2015 às 21:48

    Incrível não é? Apesar do que ela disse parecer óbvio para a maioria, nos dias de hoje ainda termos de lembrar alguma bancada de gênios que a Terra não é chata... Mas isso é só um chute. Agora, o Cunha esse sim é o bom. Só fala verdade. Essa bancada está se tornando um rascunho da inquisição.

  20. sidney Postado em 14/Nov/2015 às 00:26

    Homossexualismo é PECADO no cristianismo... Jesus disse que Deus fez macho e fêmea... Desta forma, homossexualismo é e continuará sendo pecado. Mesmo que as leis humanas estabeleçam sua normatização, ainda assim contnuará sendo pecado. E pecado é não fazer a vontade de Deus. Vocês terão que "matar" Deus em suas vidas para legazizar suas paixões infames. O juízo de Deus é sobre essa geração ímpia... sobre todos. Deus é um Deus irado com o pecador. Agora, vocês podem criar seus deuses, mas saibam que o Deus verdadeiro vem com juizo sobre o pecador que negou seus apelos. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito Santo, na Bíblia Sagrada, diz... ARREPEMDAM-SE dos seus caminho totos e malignos...

    • Filipe Postado em 14/Nov/2015 às 03:08

      Entenda meu caro maluco, que a religião é SUA. Acredite no que você quiser, só não encha o saco.

    • Thiago Teixeira Postado em 14/Nov/2015 às 08:04

      "Deus é um Deus irado com o pecador"??????????? Vamos fazer um seguinte, quando você morrer, e eu estiver lá no inferno esperando a sua chegada, vamos conversar com Jesus frente a frente e diga isso na presença dele. Se ele abrir as portas do céu, parabéns a você, caso contrário, levarei você comigo ao sofrimento eterno. Combinado?

    • Stella Postado em 15/Nov/2015 às 09:55

      .Eu pensava q esse tipo de maluco só costumasse comentar no G1 kkkkkkkkkkkk

    • Denisbaldo Postado em 15/Nov/2015 às 11:32

      Sidney, independentemente de ser pecado ou não, Jesus morreu para perdoar nossos pecados. Somos todos pecadores. Você é tão pecador quanto qualquer homossexual. Os mandamentos do Novo Testamento são somente dois: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e com toda a tua capacidade intelectual’ e ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’”. Ele não tirou ninguém da lista, e o Malafaia não tem poder para isso. Jesus é amor, não é ódio. Não sejas ingênuo e preconceituoso.

  21. sidney Postado em 14/Nov/2015 às 00:33

    Sou teologo, historiador e estudante de psicanalise (saude), acreditava que as ciências humanas ainda pensavam sobre a ética, moral, tabus, sociedade e coisas relacionadas a superestrutura e estruturas do mundo com mais propriedade que outras ciências, embora não descarte a interdisciplinaridade, claro! Mas vejo que essas ciências, mesmo depois do século XX, ainda continuam com sua arrogante mediocridade... Lamentável! Linguista... É brincadeira... haja limitação científica...

    • Pedro Postado em 14/Nov/2015 às 12:38

      Um padre arrogante faz com que a igreja ou religião seja arrogante? Se um cientista for arrogante, a disciplina nada tem a ver com isso. Ciência não tem julgamento de valor ou características "humanas", trata-se de um processo, de uma busca. O essencial para conseguir progredir nessa busca é encontrar falseabilidade: a linguistica avançou muito nesse sentido, e avanços na biologia tem permitido testar as hipóteses linguisticas. Ja a teologia não entra nessa categoria de hipóteses falseáveis.

    • Filipe Postado em 15/Nov/2015 às 03:52

      superestruturas do mundo??" arrogante mediocridade"? Cara, do que você ta falando???

  22. Waldeir Postado em 14/Nov/2015 às 09:19

    Eu sei que dentro de todos nós existe um pouco de homossexualidade... Por exemplo: meu lado feminino, é sapatão!!!!

    • Thiago Teixeira Postado em 14/Nov/2015 às 16:08

      E o meu é LÉSBICO (no masculino ainda)!!!!!!!! Seria como a Alex ou a Boo do seriado ORANGE!!!!! kkkkkk

  23. Eduardo Ribeiro Postado em 14/Nov/2015 às 10:51

    Eu me pergunto como é o dia-a-dia de um doido varrido igual o Pereira...olha o tamanho do xilique pra desqualificar a ciencia. Eu leio esse tolete e só uma coisa me vem a cabeça: um religioso boladão, fervoroso, que precisa combater o avanço da ciencia para manter vivos dogmas e maluquices religiosas insensatas que não resistem a 2 segundos de um exame racional. Tipo o patético geocentrismo ou a bisonha """teoria""" do design inteligente. São completas debiloidices, mas que tem que ser defendidas por eles, pois são pseudo-cientificidades que "sustentam" a visão de mundo que a religião manda os fiéis terem, nem que isso custe negar a mais ululante das obviedades. O negócio é dar até dinheiro, mas não dar cabimento. Maluco que diz que o universo tem 6000 anos e que o centro desse universo é a Terra merece compaixão, medicação, atenção, carinho, não debate.

  24. andre Postado em 14/Nov/2015 às 23:10

    Deixa de ser burro tentativa e erro não é método ciêntifico, a tentativa e erro e para descobrir algo, depois a ciência aperfeiçoa e reiventa aprimorando cada vez mais, naquele tempo não existia mídia ou que saba Galileu assistiu a globo para suas teorias.

  25. Stella Postado em 15/Nov/2015 às 10:01

    Engraçado, a ciência não pode fazer parte do Estado, mas a religião pode? Um Estado que deveria ser laico. Essas bancadas religiosas e conservadoras só atrasam esse país.

  26. Telmo Postado em 15/Nov/2015 às 19:40

    Algumas pesquisas para complementar o debate: http://saudepublicada.sul21.com.br/2015/08/31/religiao-e-laicidade-discriminacao-e-violencia/

  27. sidney Postado em 16/Nov/2015 às 01:16

    Meu caro Denisbaldo te responderei e lhe agradeço a atenção em dialogar comigo. Mas, espera um pouco que o Filipe não entendeu nada. "Superestrurtra" na sociedade são as construções filosficas, eticas, morais, do cnhecimento e por aí vai...Espero que não se ofenda se você não entendeu, mas quem entendeu sabe do que estou falando. Abraços. Meu caro Denisbaldo, concordo com as citações que você colocou porque são a pura verdade. Contudo, não posso usá-las para legitimar aquilo que Deus condenou nas Sagradas Escrituras. Torna-se incoerente. Não uso a Biblia para ser politicamente correto. Deus é amor, compaixão, santida, justiça e juizo em retidão segundo a Palavra de Deus. Você nisso acertou. Concordo. Porém, sou preconceituoso e ingênuo por falar a verdade? Homossexualismo é pecado. Deus perdoa a todos nós pecadores e homossexuais também, claro. O que continuo afirmando é que mesmo que o pecado seja legitimado pela força da lei por aqui, ainda assim continua sendo pecado diante de Deus. A prática é pecaminosa, mas, quem quiser continuar em seu próprio curso pode. Até Deus permite quanto mais eu pecador. Ainda assim, homossexualismo é pecado. Acredito que legitimar esse pecado só será mais um legitimado pelo Estado para nós. Por isso, o apelo ao arrependimento, porque Deus perdoa quem se arrepende de seus pecados e reserva a ira e a condenação para quem não se arrepende. Quem se arrepende de seus pecados e deixa alcança misericordia. Como você, também acredito na graça de Deus, por isso, falo a verdade. Quem quiser ouvir ouça... Meu discurso não é preconceituoso pelo fato de afirma que homossexualismo é pecado. Ele trará individualmete as consequencias perante Deus, para quem pratica e por esse caminho decidiu andar.

    • Trajano Postado em 16/Nov/2015 às 22:35

      Sidney, você se incomodaria de responder duas perguntas? Quando o sujeito nasce, sua pulsão não possui objeto definido; a psicanálise ao tornar-se uma parte institucional, como a psicanálise religiosa ou cristã, deixa de ser psicanálise já que o seu fundamento teórico e metodológico acaba subvertendo-se à leitura moral da instituição; um dos fundamentos da psicanálise é a teoria da evolução em que postula-se que a linguagem e a sexualidade durante a filogênese e ontogênese da nossa espécie não se desenvolveram em paralelo, mas juntas, integradas – isso é psicanálise. Então a primeira pergunta é esta: como você articula o pensamento metafísico e moralidade cristã com psicanálise? É curiosíssimo, nunca escutei nenhum religioso cristão que atribui homossexualidade no bojo do pecado ao passo que se autoproclama estudante de psicanálise. A outra pergunta é mais simples: para os teólogos, Levítico, por exemplo, foi suplantado? Sim, tem coisas curiosas ali, como “Quem blasfemar o nome do Senhor terá que ser executado. A comunidade toda o apedrejará. Seja estrangeiro seja natural da terra, se blasfemar o Nome, terá que ser morto”; “Vocês não poderão comer o sangue de nenhum animal, porque a vida de toda carne é o seu sangue; todo aquele que o comer será eliminado”; “Quando vocês entrarem na terra e plantarem qualquer tipo de árvore frutífera, considerem proibidas as suas frutas”; “Este é um decreto perpétuo para as suas gerações, onde quer que vivam: Não comam gordura al¬guma nem sangue algum”; “Não andem descabela¬dos nem rasguem as roupas em sinal de luto, senão vocês mor¬rerão e a ira do Senhor cairá sobre toda a comunidade”; “Quando uma mulher tiver fluxo de sangue que sai do corpo, a impureza da sua mens¬truação durará sete dias, e quem nela tocar ficará impuro até a tarde”; “Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”; “Não se envolva sexualmente com a sua irmã, filha do seu pai ou da sua mãe, tenha ela nascido na mesma casa ou em outro lugar”; “Se um homem cometer adultério com a mulher de outro homem, com a mulher do seu próximo, tanto o adúltero quanto a adúltera terão que ser executados”; “Se a filha de um sacerdote se corrom¬per, tornando-se prostituta, desonra seu pai; deverá morrer queimada” etc. Quase tudo é morte, morte, morte, morte, morte... O velho testamento foi ou não atualizado pelo novo testamento?

  28. sidney Postado em 16/Nov/2015 às 01:30

    Stellinha, G1 significa "Gay 1"? Engraçado! Vocês falam de preconceito e não conseguem refletir sem preconceito sobre conceitos? A lista dos preconceituosos por aqui é grande então...Deus não é mercadoria de pragmatismo cultural pós moderno. Deus é a verdade, mas, você pode negá-lo se quiser. Deus NÃO é minha religião como se eu tivesse que ter uma por desencardo de consciência. Deus é a verdade e a verdade seja dita... Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso... O que digo não é meu, mas, de Deus nas Sagradas Escrituras que revelam o discurso de Jesus Cristo. Mas vocês podem ser ateus ou construir seus deuses, ainda assim Deus contiuará sendo Deus. E afirmando: "homossexualismo é pecado..." Assim a loucura de Deus é mais sábia do que o entendimento humano. O fato é que o entendimento humano o levou para a "paixões infames" do homossexualismo (Romanos 1). Isso é pecado...

    • Trajano Postado em 17/Nov/2015 às 01:57

      Sidney, você cita Romanos como referencial? Interessante. Você sabe que existe muita controvérsia em estudos bíblicos sobre Paulo e o Império Romano. Na verdade, muitos estudiosos chegam ao ponto de considerar o cristianismo atualmente consolidado como o reflexo direto não dos ensinamentos de Cristo, mas de Paulo. A Epístola de Paulo aos Romanos encontram-se evidentes e expositivas descrições de sua autopromoção e de sua subserviência ao Império Romano, como em: Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. Olha que coisa: todos devem se sujeitar às autoridades governamentais! Isso, claro, na prática, resulta em: “É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho”. Olha como cai como uma luva para o Império! Pague imposto, se submeta, pois Deus quem deu autoridade aos governos! E o seu afago aos romanos é sem pudores: “A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós, pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco”. Paulo inteligentíssimo, sem sombra de dúvidas. Ele não era amador em suas estratégias. E, claro, os grupos sociais e políticos romanos que não compartilharam da “autoridade” paulina receberam de Paulo toda sorte de características nefastas, logo de cara em Romanos: “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundície, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a iniquidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”. Um pouco de tudo de ruim que se podia pensar na época recaiu sobre os opositores possíveis de Paulo, claro, buchas de canhão, pagãos alvos, grupos-chacota, necessários para impor sua autoridade. Mas é curioso: existem inúmeras características negativas que Paulo atribui aos “dignos de morte” – notem que ele nem se preocupou muito em ser discreto -, mas as pessoas em geral se prendem apenas ao que lhes convém. E notem o uso natural da mulher: a mulher como uma coisa, imagina o quanto ele deve ter ficado aborrecido com Maria Magdalena em pé de igualdade aos outros apóstolos. Enfim, citar Paulo fora de contexto é reducionismo, mas achei interessante sua colocação porque às vezes certas coisas ficam no hiato, ambíguas, mas entendo que se você está falando de bíblia aqui no Pragmatismo Político é porque você quer ler um contraponto, do contrário, iria para aqueles sites de cunho gospel que existem aos montes por aí ou então no G1 (Globo, cuidado com o ato falho). Bom, é isso: enquanto você considera que Romanos é leitura de autoridade divina, eu considerado Romanos leitura de autoridade de Paulo. E mesmo que se fosse por uma questão de fé, é necessário muita cautela em seu emprego, pois até os “infiéis nos contratos”, “néscios” e “inventores de males” entram no bojo da ira paulina em Romanos, o santo misógino mais conhecido do ocidente.

      • sidney Postado em 20/Nov/2015 às 02:23

        Meu caro Trajano o que significa para você "ato falho"? Você entrou no campo da teologia sem aplicar a hermenêutica correta? Fez uma citação gigantesca de Romanos 1 e antes introduziu um texto sobre autoridade civil? São dois assuntos distintos. Sobre Paulo e Cristo basta lembra o que Jesus disse: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." Isso responde a intenção de Paulo sobre política. Serve para todo cristão ainda hoje em relação as autoridades constituidas. Mas o discurso é para a autoridade que não fere a autoridade de Deus. Basta lembra: "Importa agradar a Deus e não a homens". A sua "subserviência paulina ao império romano", na história, sutiu efeito contrário no império com as perseguições aos cristãos e a aceitação do cristianismo no século 3. O que para mim foi uma lástima para o cristianismo. Houve a corrupção da mensagem bíblica na boca da política oimperial. Sobre as palavras "uso natural da mulher" demonstra sua ineficiencia interpretativa e anacrônica sobre a literatura da época. Falta discernimento textual. Mas esse erro é típico do liberalismo cético sobre o documento, isso ainda herança do racionalismo liberal do século XIX. Você precisa ler Harnack, Troeltsch e Barth que trata de Romanos em especial, sem falar de Sttot e outro que racionalmente falam do texto. Sim a lista que entra na conta paulina é grande, no capítulo 3 ele diz que todos pecaram e não há ninguem que faça o bem... Você esqueceu de citá-los, o que englaba nos dois também. Por isso, precisamos de arrependimento de nosso pecados também para encrontrar a Deus. Assim é pecado o homossexualismo para Paulo, como também é pecado todos os que você na citação observou. Todos necessitam de arrependimento. abraço e consideração! Mas sem ofensas... A Bíblia toda é autoridade divina...

      • sidney Postado em 20/Nov/2015 às 02:36

        João Carvalho a minha sugestão é PECADO... A ciência pode dar o nome que quise e buscar essa tal "evolução" da bomba atômica que matou milhares de pessoas "sem nome" para você porque é ciencia e evolução. Isso também é pecado...

      • sidney Postado em 20/Nov/2015 às 02:38

        Desta forma, aqui, a lista de pecado tem aumentado diante de Deus... Na defesa do indefensável tenho munição para engrossar a lista de pecado que a Bíblia já anteriormente dizia, só tenho confirmado...

  29. sidney Postado em 16/Nov/2015 às 01:49

    Meu caro Pedro, a ciência continua arrogante hoje, porque ela se coloca como única fonte de respostas para os problemas humanos, arrogância característica do iluminismo do século XIX. Mas duas guerras mundiais afundaram essa arrogância no século XX. A teologia é a forma mais antiga de pensar o mundo e continuará sendo importante porque somos também seres espirituais, intuitivos e subjetivos você querendo ou não. A ciência é útil para todos nós, mas criou uma geração de materialistas arrogantes que não sabem nada sobre a morte e tenta se esconder por traz da negação do juizo de Deus. Daí a advertência sobre o pecado do homessexualismo, só isso. Existem muitos pecados no mundo e alguns são aceitos pelo Estado, como o consumo de bebidas por exemplo, só para se aproximar de você. Mas quem se incomoda com os alcoolatras do mundo senão os familiares e os próprios dependentes que abriram os olhos para seu vício? Também tem outro pecado, por você citado, que é a falsificação dos religiosos que usam a fé para corromperem as pessoas e enricarem. Sobre isso, esses receberão mais dura condenação por Deus, pode crer. Certamente, alguem tente se justificar... Assim como no homossexualismo se justificam... Não sou politicamente correto. Falo a verdade do Evangelho somente, mesmo que te desagrade. Conversar sobre o assunto sob a lente do cristianismo não é homofobia, embora exista muitos "religiofóbicos".

    • Pedro Postado em 16/Nov/2015 às 14:54

      Sidney: a ciência nao tem como ser arrogante porque ela não é uma pessoa. A Luana Piovani é arrogante, o Richard Dawkins é arrogante: a ciência nao. Esta claro? O resto que você escreveu não tem qualquer relevância porque você não tem como demonstrar nada disso: as religiões não são baseadas em nenhum dado aferível, portanto não ha motivo para leva-las a sério ou seguir a orientação de quem diz trazer a palavra revelada. A constituição lhe garante liberdade de credo, mas não lhe permite impor as regras do seu credo sobre os demais. Se alguns "materialistas" são arrogantes, isso é uma pena: mas você tem certeza que não existem padres, bispos, rabinos, etc arrogantes? Eles tornam a religião "arrogante"? Não, porque a religião não tem como "ser arrogante".

  30. sidney Postado em 16/Nov/2015 às 01:52

    Thiago Teixeira, combinadíssimo... Abraço! Sidney

    • Thiago Teixeira Postado em 16/Nov/2015 às 08:07

      Ao som de Ronnie James Dio!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  31. Pedro Postado em 16/Nov/2015 às 06:51

    Pereira, você nao toca ninguém com seu "cyberbullying", apenas se humilha fazendo papel de completo ignorante. Eh uma piada ou você realmente acredita nas bobagens que escreve?

  32. Trajano Postado em 16/Nov/2015 às 21:36

    Galileu é uma fraude científica, ética, moral e todas outras fraudes que se possam atribuir a esse estelionatário intelectual quando o assunto é pseudociência. Primeiro, Galileu nunca foi um cientista, não passava de um esotérico que tinha práticas ocultistas...” Espera, você está falando do Galileu ou do Olavo de Carvalho????????

  33. Galvão Postado em 18/Nov/2015 às 09:25

    Pereira, você cheirou cola estragada e comeu a lata? Entra em uma biblioteca e vai estudar um pouco! Conhecimento não faz mal para ninguém.

  34. sidney Postado em 20/Nov/2015 às 01:27

    Meu caro trajano, se é vc na foto o tenho em estima porque na maturidade há sabedoria. Um abraço! Começarei respondendo pela mais simples que é a citação de Levítico, me referindo a sua primeira intervenção. Depois sobre a psicanálise dentro do possível. A teologia liberal tenta tratar a leitura bíblica desconciderando o aspecto revelacional de Deus na história, como o Pedro que acha que o cristianismo não tem evidencias racionais para ser aceito e pensa que tudo é materialismo cientificista. Mas, a verdade tem sua relevância e pode ser vista na arqueologia que desvenda a evidência e o que é registro escriturístico é afirmação na arqueologica nesses últimos 100 anos em muitos fatos. Por isso, suas conciderações são oportunas meu caro Trajano. Assim sendo, cito o apóstolo São Paulo que sendo judeu fariseu compreendeu a revelação e observou que muitas coisas da lei caducaram. É necessário saber quais foram então. Contudo, toda a lei em Cristo foi cumprida sem deixar cair um "jota" por terra. Assim sendo, o fim da lei é o próprio Cristo e nele todos cumpriram a lei. Entender o Velho Testamento sem a graça de Deus na revelação não há sentido e a Bíblia não nega as atrocidades da morte que aquele tempo histórico possuia. Deus se mostra na história do homem, em sua cultura, pólítica, economia, emoções e tudo que caracteriza sua existência. Não podemos interpretar o texto com anacronismo desconciderando o fator histórico. Deus se revelou com graça e justiça na Velho Testamento, assim como se revelou com graça e justiça no Novo testamento. Mas, nas narrativas bíblicas não se escondeu o que o homem é - pecador. O discuro da moral é religioso, mas, também é social e existencial. E porque não dizer filosofico também? Ou existe sociedade sem moral? Já a psicanálise, principalmente froidiana, em Totem e Tabu é ateista, eu sei. Por isso a dificuldade em entender o discurso quando se colocar estudos que, aparentemente, parecem tão distantes. Nem "froide" (freud), nem seus discipulos, nem herdeiros fizeram da homossexualidade um conceito da psicanálise, nem o froidismo em suas tendencias consatituiu um teoria especifica sobre essa inclinação sexual quew se caracteirxa da bissexualidade da natureza humana e animal. Mas o que é a natureza? Sua resposta é psicanalítica a minha é teológica. Mas em froide foi ligado ao campo das perverções sexuais e depois das perverções em geral, como estrutura dos campos dda psicose e da neurose. Nisto ele superou os pensamentos do discurso psiquiátrico de Benedict A Morel, Valentin Magnan e Richard Ebing, Oscar Wild que consideravam tal prática como uma tara e degeneração sempre maldita. Continuando...

  35. sidney Postado em 20/Nov/2015 às 01:29

    Concordo pereira. Seja dito. Valeu!

  36. sidney Postado em 20/Nov/2015 às 01:54

    Continuando meu amigo Trajano...Freud nunca desconsiderou o papel desemenhado pela tradição judaíco-cristão, claro. Como leitor dos gregos via a pederastia na história e a tolerância com o homossexualismo, e isaso, não o impediu de analisar o tema sem as interrogações que vinham da ciência sob darwin e das afirmações da tradição religiosa. O problema da homessexualidade requeria uma definição cientifica para não mais ser tratodo como crime ou delito contário à moral cristã, o que concordo também. Mas não posso concordar com Michel Foucault e não Freud, posteriormente, que tentou reduzir a prática como uma espécie de androgenia interna ou um hermafroitismo da alma. Foi nesse contexto que na Alemanha se inventou o termo homeossexualidade pra afirma hoje, empleno século XXI, como algo referente a espécie, algo que não é. Nem a ciência de qualquer espécie, nem a biologia afirmam isso em estudos mais recentes, Sejamos honestos. Tudo é especulação. Mas, em se tratando de discurso cristão ainda é pecado diante de Deus. Quem quiser acreditar acredite, isso não quebra a afirmação dogmática da religião. Um dia na eternidade saberemos... é a "metafísica" da religiosidade. Sim, claro , em 1974, debaixo de pressão da opinião pública a psicanálise tirou o termo "doença" da homossexualidade. Isso não é diferente das lutas de hoje. Força da opinião pública... Mas, ainda tem muita água para rolar debaixo dessa ponte. O problema é que daqui a 100 anos para o cristianismo continuará pecado, mesmo que toda a sociedade legitime. Então o jeito é deijar de ser cristãos. Então, assim como é uma escolhar, ainda, ser gay para não ser ofendido tem que deixar de ser cristão. A segunda escolha tem sido a mais aceita no secularismo. No meu caso, continuarei sendo cristão. Homossexualidade é pécado meu amigo trajano. Isso não significa que não respeito os gays e que não possuem caráter, mas que em termos de salvação responderão diante de Deus por esse pecado. E não vamos entrar no mérito dos outros pecados para justificar esse, porque ai são dois pesos e duas medidas. Cada caso sua história... Abraço e consideração.

    • sidney Postado em 01/Dec/2015 às 19:41

      são cegos "guiando' cegos, eles cairão no abismo...

  37. João de Carvalho Postado em 24/Nov/2015 às 19:00

    Esse pessoal diz estar falando em nome da ciência, mas no fundo eles não são muito diferentes dos religiosos. Para eles, o ser humano não é um animal e não pode ser estudado pela metodologia das ciências naturais – que foi feita para estudar bestas biológicas, e não semideuses. O ser humano paira acima da natureza, em uma realidade única que demanda uma metodologia diferente da usada para se entender o resto do universo. Assim eles podem ignorar o conhecimento científico e nenhum esforço para integrar seus conhecimentos ao corpo teórico da ciência é necessário. Na verdade, cristandade e esquerdismo têm outras semelhanças. Tanto o deus cristão quanto o Estado esquerdista são todo-poderosos, se relacionam diretamente com os indivíduos, e os trata como iguais. Enquanto a cristandade promete um paraíso após a morte, a esquerda o traz para a Terra, colocando-o como uma utopia em algum momento futuro. Ambos valorizam a paz e os indivíduos menos poderosos. Embora esquerdistas questionem a convicção dos religiosos, eles próprios estão bem convictos dos valores pelos quais lutam, que para eles são autoevidentes, e estão dispostos a destruir qualquer tradição para estabelecê-los.

    • Pedro Postado em 29/Nov/2015 às 09:46

      Nao existe "esquerdismo". Você tentou comparar o cristianismo com o "marxismo". Nem tudo que se posiciona a esquerda no espectro do debate politico-ideologico precisa seguir tradicionalmente um comunismo estatal. Você esta factualmente errado nessa informação ao esquecer os malucos do anarquismo que não acreditam em qualquer forma de poder estatal. "Esquerdismo" para você é uma coleção de idéias e propostas que o desagradam, portanto você usa o termo de forma pejorativa, sem se dar ao trabalho de entender as diversas variantes do grupo que você rotula. O comportamento é idêntico de marxistas que não se dao ao trabalho de distinguir um neo-liberal de um liberalista (que gostam de se denominar anarco-capitalistas). Eles podem ser rotulados "direitistas" mas acreditam em formas de organização social muito distintas. Essa polarização unidimensional de esquerda a direita é uma aproximação muito pobre da relação que as pessoas desenvolvem com ideologia política, pensamento e valores sociais.

  38. Bruna Postado em 26/Nov/2015 às 12:34

    Aos reacionários presentes aqui nos comentários: Por favor, acessem o portal da veja e derivados. Não venham despejar discursos odiosos aqui.

    • Pedro Postado em 27/Nov/2015 às 06:58

      Seria legal isso. Eu nunca vou ao blog do Reynaldo Azevedo criar caso com os leitores dele. Eu não entendo essa turma reacionária que precisa ir a portais progressistas para destilar ódio e desinformação.