Redação Pragmatismo
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Racismo não 19/Nov/2015 às 22:28
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Cotas garantem o acesso de 150 mil negros ao ensino superior no Brasil

Consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há três anos, cotas já incluíram 150 mil negros nas universidades brasileiras

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A batalha para combater o racismo no Brasil é longa. Para se ter uma ideia, o primeiro projeto de lei propondo ações afirmativas para população negra foi apresentado em 1983, com o nº 1.332, para garantir o princípio da isonomia social do negro. Mas somente em 2012, tais ações foram consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a aprovação da Lei das Cotas nas universidades.

O ministro Ricardo Lewandowski, relator do projeto, ressaltou na época que apenas 2% dos negros conquistavam o diploma de ensino superior.

A aprovação da lei que institui cotas raciais nas universidades federais completou três anos em 2015. Nesse tempo, garantiu o acesso de 150 mil estudantes negros ao ensino superior, segundo a Secretaria de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

A lei instituiu a reserva de 50% das vagas em todos os cursos nas instituições federais de ensino superior levando em conta critérios sociorraciais. A meta era atingir esse percentual gradualmente, chegando à metade de vagas reservadas até o final de 2016. Segundo os números do Ministério da Educação, em 2013, o percentual de vagas para cotistas foi de 33% e em 2014, 40%.

VEJA TAMBÉM: Professor explica por que mudou de ideia e se tornou a favor das cotas

A quantidade de jovens negros que ingressaram no ensino superior também cresceu, passando de 50.937 vagas preenchidas por negros, em 2013, para 60.731, em 2014. Atualmente, entre universidades federais e institutos federais, 128 instituições adotam a lei de cotas.

O Secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT, Nelson Padilha, comemora que “finalmente” o Brasil percebe que quem precisa das políticas de igualdade racial não são só os negros, mas toda a população brasileira.

“Quem perde com a ausência dos negros nos espaços privilegiados é o Brasil. São milhões de cérebros qualificados e saudáveis que acabam sendo preteridos por conta do racismo institucional”, afirma.

Para Padilha, as políticas implementadas nos governos do PT significam um grande avanço para o Brasil. “Mas precisamos aumentar a quantidade de universidades que não instituíram a política de cotas”, completa.

O secretário cobra, no entanto, mais foco no cumprimento e fiscalização da lei 10.639/03, que pretende levar para as salas de aula mais sobre a cultura afro-brasileira e africana, propondo novas diretrizes para valorizar e ressaltar a presença africana na sociedade.

“Garantindo a inclusão dos conteúdos relacionados a África em todo o espectro de ensino, ela vai ajudar a desmontar os preconceitos”, ressalta.

Políticas públicas

Os estudantes negros têm acesso também ao Fies e ao Prouni, que auxiliam noingresso e na permanência desses estudantes em instituições privadas de ensino superior. Dados do Ministério da Educação referentes a 2014 mostram que os negros são maioria nos financiamentos do Fies, cerca de 50,07% e nas bolsas do Prouni, 52,1%.

Em entrevista ao “Portal Brasil”, a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, ressaltou que na última década o Brasil decidiu acumular esforços e criar um espaço para que sejam criadas estratégias que façam a diferença para as populações afrodescendentes, com ênfase na intersecção entre raça e gênero, porque as mulheres negras estão em situação de maior vulnerabilidade.

De acordo com o Mapa da Violência 2015, o número de mulheres negras mortas cresceu 54% em entre 2003 e 2013, enquanto o número de mulheres brancas assassinadas caiu 10% no mesmo período. No total, 55,3% dos crimes contra mulheres foram cometidos no ambiente doméstico, e em 33,2% dos casos os homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

Para Nadine, a criação de leis como Maria da Penha e do Feminicídio devem reduzir essa violência nos próximos anos.

Geledés

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Comentários

  1. Alan Kevedo Postado em 19/Nov/2015 às 23:47

    "Non ecziste" isso de raça mais ou menos inteligente do que a outra. Mas, esse problema da Educação seria melhor resolvido, a nosso ver, com parcela no máximo na classe média alta e zero na classe miserável. Fui claro, comunista, ou cristão?

  2. Paulo Postado em 20/Nov/2015 às 00:39

    Que as políticas de equalização racial consolidem-se e fortaleçam-se! Isso ocorrendo enfraquece o racismo estrutural vigente na nossa sociedade. Que as organizações antirracismo não esmoreçam e que os agentes públicos tenham a coragem de fazer aquilo que é correto. Que, para além da igualdade, tenhamos a justiça!

  3. Zeca Rodrigues Postado em 20/Nov/2015 às 02:23

    Que se faça o equilíbrio! Quanto mais diversa, melhor e mais rica é a sociedade. Já passou da hora de estabelecermos um novo modelo socioeconômico e a diversidade e a tolerância ativa são o caminho.

  4. Julio Postado em 20/Nov/2015 às 10:43

    Acho digno a inciativa. Existem cotas paras a universidades, para cargos publicos concursados. Gostaria de sugerir que as vagas para vereadores, DEPUTADOS federais, estaduais, SENADORES também tenha o sistema de COTAS, afinal de contas quase 50% da população é negra (preta, parda) e merece ser bem representada politicamente.

  5. Eduardo Ribeiro Postado em 20/Nov/2015 às 11:52

    3 anos de cotas empurradas a contra-gosto, descendo com força goela abaixo de racistinhas que se borram de raiva toda vez que lembram da época em que preto dentro de uma federal era só pra limpar o chão e fazer o trabalho de serviçal de brancos. O racista pode dar xilique, convulsionar, se debater, espumar pela boca, fazer o malabarismo nazista que quiser, e as cotas vão seguir firmes e fortes MUDANDO O BRASIL, contra a vontade deles, e eles nada poderão fazer. Poucas coisas são mais belas do que o xilique inefetivo dos racistas, que gritam, gritam e gritam, e nada podem fazer além de assistir, com as mãos atadas, as cotas ganhando cada dia mais força, do jeito que tem que ser.

  6. poliana Postado em 20/Nov/2015 às 16:13

    bom mesmo era qdo os negros eram relegados à condição de escravo, ou qdo limpavam o chão do seu prédio ou a sua privada, não é pereira?! sei.....

    • poliana Postado em 20/Nov/2015 às 18:14

      honradas, mas q n te dão a chance de ascender social e financeiramente. queria ver vc criar seus filhos fazendo-os sonhar em terem essas profissões qdo eles crescerem. n seja hipócrita, pereira. é claro q são profissões honradas, ninguém discute isso..mas são profissões q n permitem ao negro ascender socialmente e melhorar de vida. a sua hipocrisia, típica da direita me dá nojo. qdo sua filhinha tiver idade laboral, me convide pra vê-la no primeiro emprego, e realizada como faxineira do seu vizinho...ou me convide pra formatura na turma de ajudante de pedreito do seu filhote.

    • poliana Postado em 21/Nov/2015 às 11:09

      sim, pereira. n disse q só negros exercem essas funções. mas faça uma comparação: nos cargos de alto escalão desse país, seja no serviço público ou na iniciativa privada, quem os exerce em sua grande maioria? com q frequência vc vê negros ocupando esses cargos? agora pense no outro lado: as funções de asseio, quem as exerce em sua maioria?preciso lembrar a vc sobre o teste do pescoço? acho q vc o conhece, né? e outra pereira, foi nos 12 anos de governo pt q n só o negro, mais o POBRE no brasil, melhorou de vida e ascendeu socialmente. n vou trazer os números aki pq tenho certeza q vc os conhece...as estatísticas estão aí...então n foi só o negro q conseguiu melhorar de vida nos últimos 12 anos, pereira...e vc vem dizer q eu sou radical??!! sério??!! pára né...

    • poliana Postado em 23/Nov/2015 às 13:32

      pereira, n me ative a "bolsas esmolas"...nossa conversa aqui foi sobre outra questão...acho q vc se nega afazer o teste do pescoço, né?

  7. Eduardo Ribeiro Postado em 20/Nov/2015 às 20:03

    """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista""""""""""""""" """"""""""""governo socialista"""""""""""""""

  8. Pedro Postado em 21/Nov/2015 às 08:28

    Pereira, nos ja sabemos que ou você é burro, ou mentiroso, ou faz um personagem por aqui. Talvez tudo ao mesmo tempo. Então, não sei se você analisou bem o governo brasileiro, mas ele não é, nunca foi e nunca sera socialista. Sobre empregabilidade pelo capital? Ora, muito estranha sua colocação. As classes que tradicionalmente ocupam bons cargos públicos não são negros, pobres, etc: quem adora a "boquinha do governo" são egressos clássicos das nossas universidades, portanto sua diatribe não serve como contraponto a essa matéria. Ademais, por pior que as coisas andem pelo Brasil, continua sendo um dos poucos países com crescimento na oferta de emprego: as previsoes indicam mal 2016-2017, mas mesmo não haverá recessão. Enfim Pereira, você é importante para mostrar a burrice do ódio internetico. E sobre suas respostas para a Poliana: soh besteira. Você fala sistematicamente apenas besteira.

  9. poliana Postado em 23/Nov/2015 às 18:50

    o q isso tem a ver com o assunto em tela?