Redação Pragmatismo
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Mobilidade Urbana 06/Oct/2015 às 09:28
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The New York Times: 'Haddad desafia o que parecia impossível em São Paulo'

Após ter sido descrito como "visionário" pelo The Wall Street Journal, Fernando Haddad voltou a ser elogiado pela imprensa internacional. Reportagem do The New York Times destaca o papel do prefeito de São Paulo nas políticas de mobilidade da capital paulista: "reviravolta liderada pelo prefeito de esquerda está alcançando algo antes tido como impossível: desafiar a supremacia do automóvel"

Haddad the new york times
Fernando Haddad volta a ser elogiado pela mídia internacional (reprodução)

Após ter sido descrito como “visionário” pelo The Wall Street Journal, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a ser elogiado pela imprensa norte-americana.

Reportagem publicada nesse domingo, 4, pelo jornal The New York Times destaca o papel de Haddad nas políticas de mobilidade da capital paulista.

Intitulado “Enfrentando resistência, um prefeito luta para aliviar engarrafamentos em uma megacidade brasileira“, o texto destaca tanto a abertura de vias públicas para pedestres, caso da Avenida Paulista e do Minhocão, como o debate sobre mobilidade urbana que medidas como a implantação de ciclovias e corredores de ônibus suscitou entre os paulistanos. (leia a íntegra da matéria aqui)

O texto diz que São Paulo passou de uma cidade que investia pouco em transporte público e destruía áreas verdes, a uma que vem mudando seu perfil para priorizar o transporte de massa.

“A classe média passou a se abrigar atrás de muros e alguns da elite preferem até usar helicópteros a ter que pisar nas ruas de São Paulo”, diz o jornal. “Mas, agora, uma reviravolta liderada pelo prefeito de esquerda está alcançando algo antes tido como impossível: desafiar a supremacia do automóvel.”

O jornal novaiorquino destaca também, apesar dos paulistanos, muitos admitem que as políticas estão abrindo caminho para uma maior qualidade de vida. “De fato, partes da Avenida Paulista, a via mais proeminente da cidade, evocavam as praias do Rio de Janeiro, com banhistas esparramados em toalhas de sol quando autoridades a fecharam para carros em um domingo recente.”

No fim da reportagem, The New York Times sintetiza as mudanças urbanísticas adotadas por Haddad, parafraseando um artigo do colunista Marcelo Rubens Paiva, no Estadão: “Um viajante no tempo dos anos 70 jamais reconheceria a cidade hoje”.

informações de NYT, 247 e Fórum

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Comentários

  1. Alex Oliveira Postado em 06/Oct/2015 às 10:13

    Talvez sim, talvez não. Como diz a reportagem, "desafiar a supremacia do automóvel". Algumas mudanças precisam ser radicais, senão não acontece.

  2. Denisbaldo Postado em 06/Oct/2015 às 10:16

    Enquanto isso o Alckmin impondo sigilo ULTRASSECRETO a obras comuns do metrô de SP, só poderão ser analisados em 25 anos! http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/10/1690644-alckmin-impoe-sigilo-e-so-vai-expor-falhas-no-metro-de-sp-apos-25-anos.shtml

    • Denisbaldo Postado em 06/Oct/2015 às 17:12

      O Naro demora 5 horas pra responder e vem com isso!?!?! Decepção...

  3. Lucas Alves Postado em 06/Oct/2015 às 10:32

    Tato pode faltar, mas onde não falta tato com tantos caminhos burocráticos de execução em uma obra pública? O que não falta é atitude e o entendimento que é a cidade sim de todo o cidadão, não apenas aquele que tem carro e não apenas aquele que usa helicóptero. Uma cidade mais humana é boa pra todo mundo.

  4. Eduardo Ribeiro Postado em 06/Oct/2015 às 10:45

    O engraçado é o bando de vira-latas que foi lá no forum da revista dizer que a matéria não reflete a verdade, que há coisas que foram omitidas, um mimimi internacional...adivinha quem são? Se não são nossos amiguinhos de sempre, que dormem com o exemplar da Veja debaixo do travesseiro, que ouvem Jovem Pan, que assinam embaixo de cada barbaridade que Marco Antonio Villa caga diariamente...aquela rapaziada cheia de ternura e civilidade que jogam taxinhas em ciclofaixa, que jogam a SUV pra cima do ciclista em cima da ciclofaixa, que se sentem injustiçados, "agora onde vou enfiar meeeeeu carro com esse monte de ciclofaixa?"...enfim....é aquela gente que todo dia antes de dormir reza pra que no dia seguinte algum ciclista seja atropelado e morra - nem precisa ser na ciclofaixa, pode ser fora dela...desde que morra atropelado - para terem motivo pra reclamar do "ainnnn que mau planejado isso aí...fora haddad...fora PT". Agora passar vergonha em nivel nacional já não os satisfaz, legal é passar vergonha internacional, bostejando em inglês pra americano ler. É mais chique, agrega valor.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 06/Oct/2015 às 10:46

      "no forum do jornal NYT".

    • Paulo MH Postado em 06/Oct/2015 às 11:26

      Agora sim vão correr atrás e rosnar própria cauda, pata e sombra. Haja vacina antirrábica e Gardenal para vira-latas adestrados a comandos com palavras padronizadas.

  5. José Ferreira Postado em 06/Oct/2015 às 11:02

    Desafiar a supremacia dos carros? O nosso "querido" prefeito está a desafiar a sua própria população. Ele poderia ao menos ter dito que pintaria as ruas para os ciclistas durante a campanha. De estelionato eleitoral o PT entende.

    • Marcus Postado em 06/Oct/2015 às 15:35

      E o teu amigo Alckimin?

      • Marco Postado em 23/Dec/2015 às 02:47

        A esse nem falar né? Pois imagina agora se esconder a desastrosa falta d'agua em São Paulo é estelonato eleitoral!!! Nem pensar!!!

  6. Paulo Postado em 06/Oct/2015 às 11:19

    Agora sim vão correr atrás da própria cauda, rosnar para própria pata e atacar a sombra. Haja vacina antirrábica e Gardenal para vira-latas adestrados a comandos com palavras de ordem padronizados.

  7. Paulo Postado em 06/Oct/2015 às 11:20

    O "SNAP" não é apenas "ESTALO" em português. É a sigla de "Supplemental Nutrition Assistance Program" ou "Programa Assistencial de Nutrição Suplementar" (tradução livre) Como o bolsa família, mas paga valores muito maiores para muito mais famílias. Em (média) o equivalente 1000 Reai/mês por família, mas pode chegar a 2000 conforme renda e número de pessoas no domicílio. Isto no capitalista EUA. Porém óbvio que é mais fácil em países onde alíquota máxima de IR, salário médio, dívida pública e valores de tributos per capita e encargos trabalhistas podem ser bem maiores que no Brasil sem mídias e opositores darem ataque de chilique e tentativa de golpe quando os lucros aumentam menos do que querem.

  8. André Postado em 06/Oct/2015 às 12:24

    Haddad vai dar trabalho para seus opositores.