Redação Pragmatismo
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Desigualdade Social 22/Oct/2015 às 15:52
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Quadrinho didático desconstrói falácia da 'meritocracia'

Meritocracia? De forma quase didática, um ilustrador australiano resumiu bem como a ideia de que as pessoas têm as mesmas oportunidades não é verdadeira

Meritocracia mito Brasil oportunidade quadrinho

Revista Fórum

É muito comum no Brasil, principalmente depois da ascensão de parte da população com os programas de transferência de renda do governo, algumas pessoas recorrerem ao conceito de “meritocracia”.

Essa ideia é, normalmente, utilizada para criticar as medidas sociais usando a justificativa de que todos têm as mesmas oportunidades e que o mérito verdadeiro – o sucesso profissional, por exemplo – depende unica e exclusivamente do esforço individual.

De modo simples e quase didático, o ilustrador australiano Toby Morris consegue desconstruir esse conceito. Por meio de duas histórias distintas, em um quadrinho intitulado “On a Plate” [em português, De Bandeja], Morris resume bem a condição a que muitos estão submetidos e expõe os privilégios que os defensores da meritocracia carregam consigo e não enxergam.

Confira a versão com a tradução livre feita pelo Catavento.

meritocracia-quadrinho
meritocracia2
meritocracia3
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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 22/Oct/2015 às 16:33

    Sensacional. Sem palavras.

  2. Pedro Accioli Postado em 22/Oct/2015 às 17:00

    Perfeito! Os coxinhas que pregam que todos possuem condições de se ascenderem socialmente com plena meritocracia estão completamente enganados! A maioria da população precisa de empurrões do governo para poderem ter condições reais de se ascenderem socialmente! Quem mete o pau no bolsa família, ou não estudou direito geografia na escola, ou nunca foi viajar para as partes mais pobres deste país para verem que o povo que vive nestes lugares se não recebessem o bolsa família, estariam morrendo de fome!

    • Edson Berndt Postado em 23/Oct/2015 às 15:44

      Não é questão de coxinha, o criador do sistema de contribuição social: Milton Friedman, economista vencedor do premio Nobel de ciências econômicas, já indicava um sistema que trouxesse condições mais favoráveis a população, mas esse mesmo economista alertava para a grande necessidade de apoio em outras áreas e não somente ao apoio financeiro. O pobre de hoje pode ser o rico de amanhã. Meritocracia é de longe o que vocês colocam, não podemos colocar a culpa nos tais coxinhas e muito menos em empresas que contratam; e nos julgamos sempre escravos remunerados, ainda vivemos no mais valia de Marx e esquecemos que hoje o valor das coisas é subjetivo e não somente de custo.

  3. Caroline Postado em 22/Oct/2015 às 17:05

    Muito bom!

  4. Wesley Postado em 22/Oct/2015 às 17:20

    ESSA HISTÓRINHA É BONITA...MAS COMO EXPLICAR TANTOS IMIGRANTES QUE SAEM DE UM LUGAR PARA RECONSTRUIR UMA VIDA PARTINDO DO ZERO E CONSEGUEM O SUCESSO COM MUITO ESFORÇO ??? COMO EXPLICAR A UMA PESSOA POBRE OU PARA UMA PESSOA QUE TEM APENAS 18 ANOS E JÁ RACIOCINA QUE ELA DEVE EVITAR TER FILHOS OU SE ATER A UM SOMENTE, ATÉ CONSEGUIR UM LUGAR MELHOR SOCIALMENTE ? ESSA HISTÓRIA É RELATIVA, NÃO SERVE COMO PARÂMETRO PARA TODOS.

    • Luciano Postado em 22/Oct/2015 às 19:03

      Vc falou, falou e não disse nada...explica para mim sua próprias perguntas.

    • Eu mesmo Postado em 22/Oct/2015 às 21:06

      Tantos quantos? Basta ver a pirâmide de distribuição de renda e os índices de mobilidade social dos países para reconhecer que essa história ilustra a regra, não a exceção que você mencionou no seu comentário. Meritocracia no c... dos outros é refresco. PS: sua tecla caps lock está ativada, por gentileza desligue-a.

    • Alvaro Postado em 22/Oct/2015 às 21:13

      De que percentual vc está falando. É a mesma historia do Ministro Negro do STF, Dr. Joaquim Barbosa. Quantos conseguem? É por pura competência? De maneira alguma estou desfazendo dos que conseguem, e sei que é com muito esforço. Mas são casos pontuais. Simples assim.

    • Salomon Postado em 22/Oct/2015 às 21:59

      É fácil. Você está se referindo a exceções, e não a regras. E as exceções confirmam a regra.

      • Amaro Postado em 23/Oct/2015 às 11:53

        Brasil foi colonizado por excessões italianas, alemãs, japonesas, árabes, portuguesas, espanholas, holandesas, francesas...eu mesmo sou descendente de dois fugitivos da europa...chegaram com a roupa do corpo, uma mala e alguma esperança de sobreviver. Detalhe: muitos mal sabiam falar português.

      • eu daqui Postado em 23/Oct/2015 às 12:08

        Não senhor, ele está se referindo sim a regra dos imigrantes brancos. Os que não foram bem sucedidos são exceção. Vai estudar, viu cotista?

      • Ricardo Postado em 19/Nov/2015 às 13:04

        Amaro, vc continua sem dominar o idioma português.

    • Trajano Postado em 23/Oct/2015 às 01:22

      Sim, Wesley. A história é relativa e não serve de parâmetro para todos, mas qual é o tema dela mesmo? Você percebeu e entendeu o conceito. Meritocracia é relativa, não serve de parâmetro, não é abrangente; quem a defende não consegue disfarçar o cinismo, ignorância ou a indiferença pelas dificuldades do outro em um país com uma desigualdade social tão avassaladora. Dizer que as incontáveis famílias pobres possuem as mesmas possibilidades que as famílias abastadas têm é tão falacioso e radical como os discursos dos que pregam uma sociedade brasileira rigidamente igualitária. Entretanto, qual dos dois tipos de mentiras convenientes você acha que causam mais danos à sociedade? Em minha opinião, colocar a culpa nos pobres pela pobreza é quase que atribuir sentido em um sistema de castas silencioso, retira a responsabilidade do Estado de arcar com suas responsabilidade constitucionais, além de ficar próximo ao discurso higienista da República Velha. Meritocracia é discurso da aristocracia, da elite brasileira e dos multimilionários: os segmentos da classe média que compram esse blábláblá meritocrático não perceberam ainda que isso não vale para eles, somente para os eleitos do clube.

    • emerson Postado em 23/Oct/2015 às 02:22

      Aqui no Brasil eles conseguem ser assassinados se forem negros.

    • Ailton Postado em 23/Oct/2015 às 08:58

      Isso.. Use exceção como regra... E em caixa alta. Vai lá continue sem enxergar a maioria. Só falta vir falar do Sílvio Santos... Aí é caso perdido haha.

    • Carlos Postado em 23/Oct/2015 às 10:55

      Isso é simples de explicar, caro Wesley: a bagagem cultural familiar é tão importante quanto as condições materiais em si para o futuro de uma pessoa. Vou citar um exemplo: todos os meus antepassados vieram da Itália no final do século 19. Apesar de serem pobres e virem ao Brasil "com uma mão na frente e outra atrás", trabalharam muito, pagaram as terras que compraram no interior do RS (não ganharam as terras, ao contrário do que pensa muita gente) e construíram um futuro para seus descendentes. Por que isso não ocorreu na mesma escala com os descendentes de africanos ou de indígenas? Basicamente porque os imigrantes europeus vinham de sociedades onde já havia o domínio de técnicas agrícolas e fabris mais avançadas e uma forte cultura de empreendedorismo, o que não ocorria com os africanos e indígenas. Em outras palavras, os europeus vinham miseráveis, mas tinham uma visão relativamente clara do que precisavam fazer para crescer, e isso faz toda a diferença. Essa herança cultural impacta desde a tenra infância e se propaga por gerações. Para mim, a parte mais importante da vida da Paula, que faz a maior diferença em sua vida futura (e provavelmente fará na vida de seus filhos), está nos quadrinhos 3 a 6.

    • Thiago Teixeira Postado em 23/Oct/2015 às 11:23

      Você quer comparar um imigrante branco de olhos azuis (mesmo sendo pobre) que entrou no Brasil pela porta da frente com um descendente do Navio Negreiro que veio acorrentado e escravizado? Bela comparação.

      • eu daqui Postado em 23/Oct/2015 às 12:06

        Nem todo imigrante branco entrou livre, leve e solto e pela porta da frente. Assim como é vc que conhece a história de sues ancestrais somente eu posso conhecer a dos meus. ser imigrante branco é experiencia tão subjetiva quanto a de ser escravo preto. Não obstante, continuo descrendo de meritocracia sem justiça.

    • JoeDoe Postado em 23/Oct/2015 às 11:43

      Você está falando de imigrantes europeus que ganharam subsídios do governo brasileiro, ou de imigrantes haitianos, que mal conseguem arranjar emprego por aqui?

    • Wilians Postado em 23/Oct/2015 às 12:14

      É? Então fale-me sobre os negros no Brasil, faltou esforço?

    • César Postado em 23/Oct/2015 às 16:11

      Raríssimas exceções meu caro Wesley!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 23/Oct/2015 às 18:19

      Exceções-----Wesley. Wesley-----Exceções. Pronto, agora vocês foram apresentados, já se conhecem, e agora que você as conhece já pode reformular seu pensamento e rever algumas posições.

  5. Rodrigo Postado em 22/Oct/2015 às 17:49

    (Outro Rodrigo) Um ponto interessante, então, não seria buscar o equilíbrio entre valorizar o esforço próprio juntamente com o fornecimento de oportunidades? Nem a um extremo, pois, nem a outro. Ainda esta semana li sobre o "Desembargador meninão", hoje de um dos TRE's e que começou a vida com dificuldades, chegando mesmo a varrer o chão do próprio Tribunal em que atua, tendo se graduado em Direito após os 40 anos e, seguindo, tornou-se desembargador. Vemos, ainda, que hoje há diversos encarcerados que, aproveitando a oportunidade de ensino em penitenciárias que ofereça tanto, vem alcançando sucesso no ENEM. Diversos outros relatos de Juíza do Trabalho, que foi empregada doméstica; Juiz outro que foi "flanelinha"; um outro "flanelinha" aprovado em Geografia (salvo engano); indivíduo outro que foi aprovado em medicina após estudar com livros que outros jogaram fora; um rapaz da cidade em que resido (aqui noticiado), que estudava em colégio público e trabalhava, ao final sendo aprovado em diversas universidades públicas para o curso de Medicina; o aluno nigeriano que, dividindo o tempo entre 2 empregos e a universidade japonesa, resolveu uma equação sem solução há 30 anos (aqui também noticiado) e tantos outros casos de sucesso mais. Aqui mesmo temos outro caso de sucesso após dedicação, de um dos comentaristas que, sendo Policial Militar, seguiu se esforçando e hoje é engenheiro (nenhum demérito à função de PM, que fique claro). Assim, não é o caso de adotar postura extremada e dizer que "fulano que se vire nos 30 e se esforce, se quer melhorar", nem ir ao extremo oposto e dizer que tudo é falta de oportunidade - o justo meio, parece-me, é não apenas oferecer a oportunidade, mas também que aquele a quem é estendida a mão saiba aproveitar a oportunidade que recebeu.

    • Pedro Martins Postado em 22/Oct/2015 às 18:34

      Certo, Rodrigo, Lincoln era filho de Lenhador, Lula retirante nordestino, eu próprio saí do meio do mato... São as exceções que confirmam a regra. Tem gente esforçada e com mérito em todos os lugares. A diferença é que a oportunidade vai definir o ponto de chegada para a maioria. Justificar o sucesso pelo mérito é falsear a realidade da maioria. O esforço tem que existir sempre, mas sem oportunidade não há esforço que vingue - quase sempre.

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 19:35

        (Outro Rodrigo) Então você concorda perfeitamente com meu ponto. Uma coisa se une à outra. E não vamos desqualificar o esforço e realização alheios, desqualificando-os como meras "exceções".

    • Felipe Postado em 22/Oct/2015 às 19:25

      Perfeito Rodrigo!

    • Paulo Eduardo Rodrigues L Postado em 22/Oct/2015 às 22:22

      Excelente intervenção Rodrigo, não se trata de 8 ou 80, de um extremo ou de outro. Realmente observamos vários casos de pessoas que saíram do zero e conseguirem vencer na vida por esforço próprio. Porém infelizmente o sistema como um todo continua sendo injusto ou seja é necessário que o governo e a sociedade contribuam também para a inclusão dos mais necessitados sim. E onde caiba a meritocracia que se use. Ainda consigo ficar impressionado com o tentar resumir tudo a "coxinha /petralha"

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 18:09

        (Outro Rodrigo) Pois é, Paulo. Apenas isso.

    • Gustavo Postado em 23/Oct/2015 às 00:48

      Concordo, com você, mas a ideia é a seguinte, a méritocracia ela só seria valida em um caso de igualdade... por isso não podemos nos basear nela, afinal por mais que voce tenha me dado tantos exemplos de superação, a maioria na verdade não conseguem tais feitos, e isso não é o justo, certo? o Justo seria que uma boa parcela dos pobres conseguissem entrar em faculdades ou empregos ditos melhores, mas não tem igualdade no ensino, ou em qualidade de vida por aqui no Brasil, o que temos aqui na verdade é o oposto, um pais totalmente desigual, com uma tx de criminalidade alta, homicidios alto, e etc... como a população que mais sofre com a criminalidade, é a mais pobre (apesar de alguns cidadãos acharem que não é verdade isso) então além do meio escolar há diferencas no meio social dessas pessoas, e além ainda como um paralelo que é impossivel de desmembrar do social, a saúde e esta tbm em desigualdade. o que deixa claro que não adianta eu esperar que todo mundo tenha as mesmas chances, é preciso fazer politicas afirmativas e assim talvez conquistar pelo menos o basico dos direitos que os pobres brasileiros tem!

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 18:12

        (Outro Rodrigo) Mas eu concordo com isso, Gustavo, aliando a responsabilidade pela qualidade de serviços públicos essenciais à responsabilidade individual. Realmente, se não há oportunidade alguma, não há como prevalecer o puro esforço, assim como a oportunidade não renderá frutos sem a dedicação individual. Ainda estamos muito aquém do minimamente adequado, mas, de qualquer forma, os exemplos por mim dados e muitos outros que vemos diariamente servem para mostrar que é possível conquistar e, novamente, o quanto precisamos melhorar.

    • Felipe Postado em 23/Oct/2015 às 09:12

      Bom comentário, contudo as oportunidades dada aos menos favorecidos são infinitamente menores e mais precária, diga-se de passagem (sem vitimização). Vejamos: " Em uma corrida de 10 m. Joãozinho começa da partida e Maurício parte dos 7 m., supondo que os dois corram praticamente na mesma velocidade, quem chegará ao final primeiro?" Sacou? É sádico e cínico ao mesmo tempo essa disputa. Concordo e muito que as pessoas devam abraçar as oportunidades e que cada um deve aproveitar e usar seu potencial ao máximo. Porém não acho justo que o cara da periferia tenha que estudar 50x mais que o cara da Barra da Tijuca, que tenha que se desdobrar 30x mais e etc. (repito, não é vitimização, é o que acontece). Também não acho justo que o desembargador supracitado tenha se ferrado muito mais pra passar que outros desembargadores (vide a origem da maioria dos desembargadores, juízes). E o caso do policial militar também não é muito justo, de um pulo em qualquer faculdade de engenharia, pública de preferência, e veja o quanto tem dos mais "abastados" na sala de aula.Medicina eu não preciso comentar. É simples assim. Se a constituição de 88 e Declaração Universal dos Direitos Humanos fossem cumpridas, garanto-lhe que essa discussão não fosse tão enfadonha.

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 17:33

        (Outro Rodrigo) Felipe, falei sobre não impor a responsabilidade apenas sobre um critério, sendo assim pesado, juntamente com a oportunidade, o interesse individual – não falei que a causa é só a falta de oportunidade, nem que a responsabilidade é apenas do indivíduo, sendo uma junção dos dois, que devem atuar conjuntamente, em direção ao êxito. Por isso mesmo vemos, como contraponto a estudantes do ensino público que obtêm sucesso no ENEM, inúmeros estudantes de bons colégios que não obtêm sucesso algum, pois não fizeram jus à oportunidade recebida. Assim, não tenho como discordar da injustiça que é alguém ter de se esforçar enormemente mais que outro, para atingir o mesmo resultado, então eu reconhecendo as deficiências nos serviços públicos essenciais e atentando para a responsabilidade de todo aquele que receba a oportunidade (aqui vale para o mais e para o menos favorecido. Ao fim, quanto ao caso do policial militar hoje engenheiro, em recente comentário ele expôs que, após tentativa inicial, passou a estudar não apenas a matéria, mas o próprio vestibular, a forma de resolução de questões, então tendo sucesso, busca essa que apenas me fez ter mais admiração por ele e pela dedicação do mesmo – dedicação, esforço, se não devem ser exigidos de forma tão díspares de uns e de outros, também não podem ser menosprezados.

      • Ricardo Postado em 19/Nov/2015 às 13:16

        Claro, como tem pessoas com menos facilidade do que outras, não adianta o Estado fornecer educação. Logo, acabe-se com a educação. Como não pensamos nisso antes?! ¬¬

    • Marcos Silva Postado em 23/Oct/2015 às 10:06

      Rodrigo, o objetivo do artigo e, justamente, esse: desfazer a ideia da Meritocracia e propor a igualdade de condições e oportunidades para todos. Os seus exemplos são exceções e servem muito bem para ilustrar, como exceção, o artigo.

      • Denisbaldo Postado em 23/Oct/2015 às 12:00

        O Rodrigo está sempre em cima do muro. Nunca conseguiremos tirar conclusões algumas do que ele fala. Ele seria perfeito na CPI da Petrobrás. O "inconcluso"!

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 13:10

        (Outro Rodrigo) Em rápida pesquisa no google achei essas "exceções". Em uma com mais tempo, acharemos muito mais "exceções".

      • felipe Postado em 23/Oct/2015 às 16:03

        Sou de família pobre, estudei a vida toda em escola pública, sempre me destaquei pois sempre fui muito esforçado, fiz faculdade, me formei, paguei do meu bolso R$ 690,00 por mês terminando o curso pagando quase R$ 900,00, trabalhava como assistente em uma empresa e com muito mas muito sacrifício consegui pagar minha faculdade, hoje sou gerente dessa empresa, casei, tenho filhos e tenho muito orgulho da minha história, muitos amigos que nunca deram valor a este esforço hoje ainda estão na mesma posição pois são acomodados ou muitos se contentam com a própria situação, certamente se tiver condições espero dar uma vida melhor a meus filhos e tenho certeza que isso não o fará uma pessoa idiota como do quadrinho ridículo acima, pois certamente sua família não ensinou nenhum tipo de valor ao filho, obvio que existe diferença de tratamento entre as pessoas mas estão os programas sociais de todos os governo para corrigir este problema mas a meritocracia existe e não é uma exceção, pessoas esforçadas conseguem sim vencer na vida.

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 17:10

        (Outro Rodrigo) O Denisbaldo está sempre vendo muros, divisões, mas jamais pontes, uniões. Ele vê apenas o extremo, mas não o liame que envolve duas situações... Aquele liame... Aquele... Chamado de equilíbrio... Já quanto à CPI da Petrobrás, que eu saiba eu não me chamo Luís Sérgio e sou do PT...

    • JoDoe Postado em 23/Oct/2015 às 11:44

      Poste suas fontes. "Diversos" é devaneio. Porque no mundo real, você citou excessões.

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 18:16

        (Outro Rodrigo) Vá ao google e use como termos de pesquisa: "desembargador meninão", "enem" + "penitenciária" (até notícia recente, dando conta do aumento do número de caso de sucesso de encarcerados no exame em questão); livros+lixo+medicina; juiz+flanelinha etc. Sabendo usar palavras-chave em uma pesquisa, você conseguirá operar buscadores da internet e terá acesso a diversas matérias, algumas das quais postadas neste próprio site. Assim, para que você não se resuma ao significado de seu pseudônimo, basta lançar-se à ação e, com mínimo esforço, terá acesso a todas as fonte dos casos por mim citados, bem como a tantos outros. Ao fim, não desmereça o sucesso, a dedicação alheia, desqualificando esses e tantos outros indivíduos como meras "exceções".

      • Rodrigo Postado em 23/Oct/2015 às 18:20

        (Outro Rodrigo) Ah, em complemento: conforme demonstrei, parece que é você que vive alheio ao mundo que o circunda, atendo-se ao onírico e desconhecendo fatos diuturnamente noticiados. Se não quiser, pois, ir às ruas, como um primeiro passo para se afastar de uma realidade análoga ao do "mito da caverna" bastará mesmo usar a internet como meio de alcançar conhecimento da realidade e dos diversos casos de sucesso de pessoas menos favorecidas. P.S.: assim o devaneio cairia melhor a você, caminheiro solitário da realidade.

    • Ricardo Postado em 19/Nov/2015 às 13:13

      O problema, Rodrigo, é que quando se critica a "meritocracia", está se criticando um sistema, não a necessidade de esforço individual. Ninguém disse que o menos preparado é que deve assumir o cargo, o que se questiona é a estrutura social, é a dimensão coletiva, e não a individual. Como, estatisticamente, alguns grupos sociais têm mais acesso que outros seja a empregos, cargos públicos e renda (por favor, isso é estatístico). É muito complexo se entender como parte de uma coletividade e como ela funciona (e isso não é uma ironia, é difícil mesmo compreender essa dimensão).

  6. Eduardo Ribeiro Postado em 22/Oct/2015 às 17:56

    Nunca - NUNCA - uma falácia tão vergonhosa foi desconstruida de maneira tão elegante, tão impiedosa, tão completa e tão irreversível. O quadrinho é uma chave de fenda enfiada fundo na garganta de cada "homem nobre da elite branca paneleira". Por um lado é bom, porque agora podemos parar de dizer "quer que eu desenhe?" para os escrotos que enchiam a boca suja pra falar de "meritocracia" sem se dar conta da imbecilidade que estavam defecando. Não precisamos mais desenhar. Alguem já fez o favor, e o fez lindamente. Por outro lado, fico sinceramente triste, porque é o fim de uma era. Não teremos mais a divertida piada da "meritocracia" pra nos divertir, uma vez que ela foi indiscutivelmente eliminada por um simples exemplar da nona arte.

  7. Janaína Antonia Postado em 22/Oct/2015 às 18:04

    O pior é q isso acontece o tempo todo! Tem muita gente q é muito inteligente, com grande capacidade mas q não teve oportunidades, e ao mesmo tempo conheço pessoas q não tem a menor condição intelectual de ocupar certos cargos e posições. Esbarramos na arrogância e interesses pessoais dessas pessoas q fazem vista grossa para própria situação. Acabam se convencendo por conveniência e soberba de q são melhores q os outros e por isso merece vantagens e melhores oportunidades.

  8. Rodrigo C. A. Postado em 22/Oct/2015 às 18:12

    O problema não é a meritocracia. Isso é inevitável. Quem se esforça mais, conquista mais, fato. O problema é a desigualdade de oportunidade, a classe social que a pessoa nasce dita o quanto de esforço vai ser preciso fazer pra alcançar as conquista e isso precisa ser equilibrado. Se programas sociais é a melhor solução eu não sei, mas não me parece que seja.

  9. julia Postado em 22/Oct/2015 às 18:21

    Ainda bem que foi um ilustrador australiano que fez essa brilhante exposição, caso contrário já estaríamos vendo os "relinchadores" da veja, folha, época, rede Esgoto de Tv atacando a mente brilhante que criou esses diálogos brilhantes. Obviamente o discurso da meritocracia é uma piada até para aqueles que vivem no conhecido "Primeiro mundo".

  10. Paulo Postado em 22/Oct/2015 às 18:25

    Acredito que foi magnífico o quadrinho dentro do apresentado. Contudo, também creio que o autor roubou um pouco, pois é óbvio que duas pessoas de classes sociais tão distintas, não terão a mesma oportunidade. O quadrinho deveria ter feito um paralelo entre pessoas de mesma classe social e mostrar o sucesso que um obteve, e o motivo do fracasso do outro. O que foi apresentado nem se discute, de tão óbvio.

  11. Eduardo Postado em 22/Oct/2015 às 19:55

    e tem babaca que é contra as cotas, o Bolsa Família, e a ajuda às Paulas da vida.... não há outra definição.... BBBBB AAAAA BBBB AAAA CCCC AAAAAA.

    • Pedro Accioli Postado em 23/Oct/2015 às 14:06

      Fato! Digo e repito: quem é contra o bolsa família, ou nunca estudou geografia na escola ou nunca viajou para os locais mais pobres do país para constatar que os beneficiários do programa estariam passando fome se não recebessem este benefício!

  12. gustavo0 Postado em 22/Oct/2015 às 19:59

    É isso! Vamos vilanizar aqueles que por circunstâncias completamente à revelia de sua vontade, foram contemplados com mais e melhores chances e condições de ingresso ao mercado de trabalho. Rejeitemos aquilo que temos, vamos ignorar nosso potencial e renunciar ao direito de glórias futuras, entreguemos os pontos. Pleiteemos a terceirização de nosso inexorável fracasso.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 23/Oct/2015 às 00:16

      Mas será que nem desenhando?

      • Vinicius Matos Postado em 23/Oct/2015 às 09:33

        Eduardo Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Deveras, nem desenhando amigo... Os caras se esforçam pra não entender, ou deturpar, não sei... Mas acho que não entendem mesmo, só isso explica o comportamento como um geral...

  13. Wladimir Teixeira Postado em 22/Oct/2015 às 20:02

    Meritocracia = governo dos ricos pelos ricos e para os ricos ; meritocrata = maçon

  14. Alberto Nannini Postado em 22/Oct/2015 às 20:14

    Tenho outra opinião. Vejo que alguns endeusam a meritocracia, enquanto outros a vilanizam. A mim, ela me parece um mero instrumento - bom, aliás, em seu desígnio primário: o de possibilitar ascenção pelo próprio esforço. Quem não enxerga isso poderia explicá-lo a operários na Coreia do Norte ou a membros da casta sudra, na India. Então, a meritocracia poderia ser comparada, a grosso modo, com uma faca - instrumento útil nas mãos certas, ameaçador nas mãos erradas. A apropriação da ideia de meritocracia gera sua distorção, tanto para o lado dos que a defendem, como dos que a atacam. Ela não é resposta para as gritantes diferenças, onde 1% da população em breve terá mais que os 99% restantes, mas tampouco é algo a ser desprezado - pelo simples fato de, nas sociedades onde não há nenhuma modalidade dela, a desigualdade é maior e intransponível. Outro porém é que praticamente não há exemplo de meritocracia "pura": ela pode ser um instrumento de vários que possibilitam a apenas algumas pessoas ascenderem (aí está o vicio de um argumento comum a defendendo: o uso de exemplos pontuais). Mas ela é uma ideia tão poderosa que seu desrespeito, pura e simples, costuma gerar mais prejuízo do que lucro - e não é por outro motivo que o mundo corporativo a adota (ou simulacros dela, já que o berço e o QI sempre vão influenciar, bem como todo o retrospecto do "candidato" - algo que os quadrinhos acima ilustraram bem). Então, o mundo é desigual, e a meritocracia é relativa - mas ela em si tem bem pouca culpa, e bani-la totalmente seria um enorme retrocesso.

  15. Daniel Postado em 22/Oct/2015 às 21:33

    Quadrinho número 13, Nepotismo. A verdadeira meritocracia não é como ilustrado, sinto muito não concordo!

  16. Wsds Postado em 22/Oct/2015 às 23:18

    A ideia inicial é boa, mas o final é uma porcaria, transformar o rapaz em um insensível foi muito conveniente, fora o fato de que ele estudava enquanto a outra moça trabalhava. Me parece que ambos se esforçaram tanto quanto.

  17. Anônimo Postado em 23/Oct/2015 às 00:57

    No mundo corporativo há muita meritocracia escancarada. Para resumir existem "QI's e QI's". Vou resumir em uma história baseada em fato real e recente com uma pessoa que conheço! Para não expor a pessoa, darei o nome fictício de "Carlos Alberto", que apesar de ser um Portador de Necessidades Especiais, é um sujeito muito esforçado, dinâmico, comunicativo e super, super dedicado aos cursos e certificações para conseguir promoção dentro da empresa. Em um dado momento, surge uma oportunidade, Carlos Alberto deseja mudar de cargo, faz uma importante certificação e sozinho de maneira autodidática, consegue SOZINHO o que muitos aspirantes a gerentes não conseguem. A aprovação na certificação na primeira vez. Então, surge uma vaga para um cargo adiante, mas foi "assediado" por um gerente para abrir mão da concorrência e solicitar transferência para outro local. Inicialmente, Carlos Alberto não aceitou a "proposta", e concorreu à vaga. Como Carlos Alberto não logrou êxito, pensou em fazer a remoção e aquele mesmo "gerente" que lhe pedira para fazer a tal da remoção, agora PEDE QUE TIRE a remoção, ressaltando a "importância" do trabalho exercido por Carlos, deixando-o confuso até que ele "cede" a pressão e tira a remoção, para que outro colega consiga a remoção e o sistema fica travado e ele não consegue mais a remoção. Passados dois anos, surge uma outra vaga e Carlos decide colocar a concorrência e acreditando no potencial do seu trabalho decide falar com o administrador, o qual reúne duas pessoas de sua confiança para lhe dizer que ele não possuía capacidade "negocial" sequer para a indicação para a entrevista. Carlos pede informações sobre como fazer uma remoção devido a sua necessidade especial e decide acionar outras instâncias para que seu pedido de remoção seja atendido, pois Carlos havia chagado a conclusão que não conseguiria promoções e nem remoções, pois percebera em gerentes perseguição velada contra a sua pessoa, ou seja, não importa o que Carlos fizesse, ele JAMAIS SERIA promovido, ao menos não por aquela equipe na qual ele trabalhava. E como não foi pouco seu chefe imediato fez anotações, distorcendo os fatos, prejudicando a imagem profissional de Carlos. Resumidamente, vou descrever o que sua amiga lhe dissera: -Carlos, vc é um cara inteligente, esforçado, conhece o trabalho operacional melhor que muitos de nós, mas infelizmente vc não tem o "QI" necessário para deslanchar na sua carreira. E Carlos perguntou: -Não estou te entendendo, fulana! Vc não acabou de me ressaltar minhas qualidades e ainda me diz que eu não tenho QI? Tá de brincadeira comigo? E ela responde: Não é o "QI" da inteligência, massa encefálica, das habilidades que estou falando. Estou falando de outro "QI", cujo significado é "Quem indica!" Coincidência ou não, as pessoas que "rezaram" na cartilha do administrador, la em cima, lembra? Pois é, eles foram promovidos, com certeza, pelo "QI" que a amiga de Carlos havia dito. Já Carlos Alberto, conseguiu a transferência, mas teve que "adiar" seus sonhos por um meritocrata!

  18. Shayllon Marinho Postado em 23/Oct/2015 às 02:46

    Esses quadrinhos mostram na prática os efeitos do problema econômico da escassez, uma limitação de meios que a Paula possui para chegar a fins possíveis como os que Richard conseguiu chegar. Porém, esta realidade inegável não deveria justificar qualquer censura à frase do Richard no final da história. A obrigação de ambas as personagens é mesmo a de chorar menos e trabalhar mais, e de nunca ficar esperando que a vida venha lhe trazer coisas de bandeja, principalmente como viceja a utopia socialista.

  19. Quadrinho didático desconstrói falácia da ‘meritocracia’ | Além da Mídia Postado em 23/Oct/2015 às 02:56

    […] post Quadrinho didático desconstrói falácia da ‘meritocracia’ apareceu primeiro em Pragmatismo […]

  20. Shayllon Marinho Postado em 23/Oct/2015 às 03:08

    É mais assertivo ainda dizer que se os conceitos da meritocracia são falaciosos, a solução alternativa de dar ao Estado a tutela de distribuidor de renda é ainda pior, à exemplo do país em que vivemos que hoje esbanja mais do que distribui, e quando resolve distribuir, repassa 10% para uma camada realmente necessitada, e 90% via BNDES à conglomerados econômicos com reserva de mercado escolhidos à dedo, perpetuando mais ainda as diferenças sociais.

  21. Aleciano Postado em 23/Oct/2015 às 06:47

    E por que a história pára ali? A menina só estava no caminho de seu sucesso. Que é mais difícil, é, mas o caminho é lutar.

  22. Wiliam Oliveira Postado em 23/Oct/2015 às 09:41

    Esse reducionismo chega a ser doente. É difícil mostrar para os defensores da meritocracia (mesmo aqueles que não são ricos) que a coisa não é linear como eles pensam. Um dia desses eu ouvi que o Brasil de fato é um país comunista pois as oportunidades são iguais para todos. Porra (desculpem pelo palavrão), mas eu tive que comparar o cotidiano de uma criança pobre de um bairro como Itaquera com o de uma outra, rica, de Pinheiros (ambos os casos em Sampa). As pessoas não querem entender que as estruturas escolares, familiares, de serviços públicos e até de hábitos alimentares influenciam em tudo aquilo que essas duas crianças convivem e que tudo isso explica porque uma criança de Itaquera (ou de qualquer outro bairro pobre) dificilmente alcançará os mesmos resultados que uma criança de Pinheiros (ou qualquer outro bairro nobre). Mas é sempre mais fácil utilizar a exceção como regra e dizer que a maioria é preguiçosa e não quer nada.

  23. LINDUAR Postado em 23/Oct/2015 às 10:28

    vamos fazer assim. Dificultamos o acesso a educação e promovemos por meritocracia. SOMOS O PSDB, ah e conosco não tem ROUBO, é FISIOLOGISMO.

  24. andré prous Postado em 23/Oct/2015 às 11:14

    Vendo "cientificamente" as historias de Richard e Paula, chego a conclusão "logica" que as moças são destinadas a en tregar bandeja, e os rapazes, receber de bandeja... Cada macaco (e macaca) em seu galho. Gostei! Fora de brincadeira: seria mais didático tirar a variável não utilizada (sexo/gênero)

  25. BRUNNO MARXX Postado em 23/Oct/2015 às 11:50

    Simplesmente Sensacional....O que podemos fazer para mudar isso?

  26. eu daqui Postado em 23/Oct/2015 às 12:04

    Meu conceito de meritocracia é outro. Trata-se de um estágio posterior à real democratização de oportunidades e condições que, por sua vez, depende da oferta de sáude e educação públicas de qualidade.

    • Isac S Postado em 23/Oct/2015 às 16:23

      comparar as condições de uma criança brasileira com uma da Etiópia por exemplo ou compara as duas com os países europeus ou norte americanos ....quer meritocracia pra essa discrepância... melhor dar condições pra que se torne IGUAL MESMO somente assim será justo quem se desenvolver melhor VALEU GALERA PRA MIM FOI OS MELHORES 5 MINUTOS DA MINHA VIDA

      • eu daqui Postado em 26/Oct/2015 às 10:43

        Pra se tornar igual mesmo só depois de mortos e olhe lá se é que memso a morte é capz de igualar mesmo............democratizar oportunidades e condições, ao contrário, pressupoe direto e respito as diferenças.......

  27. Arlindo Postado em 23/Oct/2015 às 13:55

    Vejo sempre esse tipo de discussão em que coloca em dois lados antagônicos as pessoas que pensam de formas diferentes. É fato que existem aspectos de nossas vidas em que tomamos atitudes perseverantes e dedicadas e em outras somos indolentes e descompromissados. Essas atitudes são provocadas por situações externas e internas. Por vontade, por decisões erradas, por desinteresse, etc. Os reflexos dessas decisões têm impactos diversos em nossas vidas. Pessoas que se esforçaram muito para concluir cursos muito disputados em que muitos ficaram pelo caminho não conseguem o mesmo empenho em deixar de fumar ou mudar hábitos de alimentação, por exemplo. O aspecto de sucesso profissional é uma dessas situações. O ambiente dá a pessoas diferentes desafios diferentes. Testa sua sorte, seu esforço, sua inteligência e seu caráter. Alguns partem de ambientes muito favoráveis e outros partem de menos de zero. O desafio para esses é muito maior e é dever da sociedade trabalhar para que as oportunidades sejam cada vez mais iguais. Definir que todos os que hoje conseguem ter sucesso, estabilidade e qualidade de vida só conseguiram porque os pais tinham boas condições e que todos os que não conseguiram são fruto da pobreza não faz sentido. Julgar pessoas pelo sua condição financeira é errado em qualquer ponto de vista. Santificar o pobre e demonizar o rico é a saída simples para quem não tem condições de analisar e quer aprovação instantânea. O esforço deve ser premiado em qualquer aspecto. Se há um problema social e nada é mais óbvio, temos que entender o que causa isso e lutar contra. Sugerir que todos as pessoas que conseguiram sucesso, por maior ou menor esforço, necessariamente exploraram e foram os causadores do fracasso de outros é um discurso perigoso porque mostra interesse diverso de levantar o debate. É discurso típico de quem ganha com essa situação. Justificar o fracasso conforta, e apontar um culpado "obvio" tira a atenção sobre o verdadeiro causador oculto da situação.

  28. Boba Fett Postado em 23/Oct/2015 às 14:33

    O conceito de meritocracia deve ser aplicado quando temos condições iguais de avaliação, é um conceito válido e não deve ser confundido com o exposto na charge que é discrepante. Se vc tem 2 funcionários de origens semelhantes para quem vc daria a promoção para o melhor ou para o mais bonito, o branco ou o negro !? Desconsiderar a meritocracia é algo tão grave como usar ela para justificar todos os problemas do mundo

  29. Jobson Postado em 23/Oct/2015 às 15:38

    quem disse que a vida é justa?

  30. JORGE, O DA VIRIATO Postado em 23/Oct/2015 às 18:55

    A historinha compara metro com litro... Se a meritocracia é o que diz a tirinha, não há como aboná-la. Por que não fazem uma história decente sobre a meritocracia, ou seja, duas pessoas em condições iguais competindo? Dois garotos ricos competindo entre si desde o berço; dois garotos pobres competindo entre si desde o berço, ambos passando pelas mesmas vicissitudes? Aí teríamos a validação da meritocracia. Um guri rico não quer nada desde que nasce; não gosta de estudar; passa raspando; matador de aula; paga a alguém para fazer-lhe as provas da faculdade ou assinar a frequência. O outro é exatamente o oposto. Num determinado momento da vida adulta, a fortuna dos pais é perdida. Pergunta: quem irá progredir na vida? Quem será no futuro um grande executivo e quem será um agente administrativo? Dois garotos pobres vivendo em comunidades violentas. Ambos estudam o Primário e Ginásio na mesma escola pública. Ambos ingressam no Ensino Médio. Um deles começa a matar aula, e fazer m*****; o outro é um compenetrado estudante, além de trabalhar para se sustentar. Um abandona o Ensino Médio; o outro, a muito custo, entra numa faculdade e estuda. Quem terá um futuro melhor , quem terá mais condições de sair da pobreza e ter sucesso na vida? A quem você empregaria e daria oportunidade? Ao que se esforçou ou ao vagabundo que levou a vida na flauta e agora, adulto e maduro, se arrepende? ISTO É MERITOCRACIA! Ou não?

    • Eduardo Ribeiro Postado em 24/Oct/2015 às 19:20

      Não entendeu nada. Nada. Nem desenhando.

  31. Smith Postado em 23/Oct/2015 às 19:14

    Bem, isso pra mim não é Meritocracia! Meritocracia é outra coisa...

  32. Roberto Pedroso Postado em 28/Oct/2015 às 10:42

    Não existe meritocracia sem igualdade de oportunidades,simples assim.....

  33. luis Postado em 10/Nov/2015 às 23:39

    No Brasil, Richard seria um petista e Paula seria uma coxinha...

  34. Yuri Postado em 22/Oct/2015 às 18:15

    "Bolso Naro", Isso é uma narrativa alegórica, com a intenção de problematizar um conceito (e também um valor): a meritocracia. Tente não tratar o conteúdo como a análise de um caso real, que talvez assim a função do texto seja cumprida. Abraço.

  35. Igor Postado em 22/Oct/2015 às 19:27

    1-Na vida, as pessoas vivem contextos completamente diferentes. 2-E o sucesso e fracasso de um casal legitima a falta de oportunidades que seus filhos vão ter? 3-Não é por se achar, é por não conhecer um outra realidade que não a do seu circulo social abastado, e da sua rotina de privilégios, que ele realmente crê que o que ele passou foi merecido por um trabalho duro, e que todos podem realizar com o mesmo esforço, para galgar os mesmos patamares.

  36. Jean Postado em 22/Oct/2015 às 19:42

    Naro, sei que tu defendes a meritocracia, mas precisas entender que não funciona. É uma ilusão achar que tu vai passar na frente (ter um cargo melhor) de um filho ou parente de um diretor/presidente. Se eu tivesse decidido seguir a carreira de musico, não importa o quanto eu seja bom...seria mais um músico bom na rua/youtube...

  37. leandro Postado em 22/Oct/2015 às 19:58

    1-dois personagens em contextos completamente diferentes,como o pobre e rico, vivem em contextos totalmente diferentes nada fora da realidade 2-antes do nascimento dos protagonista:seus pais e avos provavelmente tem a mesma historia, riqueza e pobreza 3-richard reproduz o discurso coxinha (como a da sua foto de perfil)ja to cansado de ouvir que tudo se baseia no merito. O intuito da tirinha e mostrar como a riqueza e a pobreza sao determinantes para o futuro das pessoas,se esforço determinasse sucesso o padeiro e o catador de latinha estariam ricos

  38. Eduardo Benatti Postado em 22/Oct/2015 às 20:03

    Bom, como todo argumento esquerdista, a tirinha se apoia em falácias. No caso, apelo ao emocional e generalização. Com aquela mensagenzinha esperta nas entrelinhas: é mais importante lutar para puxar os outros pra baixo do que para subir.

  39. Amir Cardoso Postado em 22/Oct/2015 às 20:36

    Acho que interpretação não é o seu forte meu amigo. 1- Quanto a estanqueidade das situações, ela é obviamente proposital para dar o contraste necessário para facilitar a compreensão (por isso é didático); 2- Não vejo a relevância em apontar o porque de os personagens possuírem origens diferentes (obviamente porque na maioria dos casos o que ocorre é a perpetuação das diferenças de classe justamente pela infinita desproporção de oportunidades); 3- Não vejo que o autor rotule tanto o personagem Richard nem os seus pais como pessoas arrogantes ou insensíveis, muito pelo contrário. Na verdade ele retrata o seu comportamento como a maioria de nós se comporta ante às necessidades de nossos filhos, tentando lhes proporcionar as melhores condições para que estes tenham as melhores oportunidades possíveis. Em momento algum eles são retratados como pessoas que se valham de sua posição para levar vantagem em detrimento do sacrifício de outros. Mostra apenas que grande parte da nossa população, tida como pessoas de bem, são alienados quando se trata de perceber que mérito não é o único fator a se levar em consideração quando falamos de "sucesso" na vida. A justiça está em dar soluções diferentes à problemas diferentes. Não se pode tratar câncer com aspirina nem tão pouco dor de cabeça com quimioterapia. Os que necessitam merecem de ajuda para que realmente possam ter igualdade de oportunidades.

  40. Caio Postado em 22/Oct/2015 às 21:22

    1- Esse é exatamente o ponto da história. 2- O que aconteceu ANTES do nascimento dos personagens é de total irrelevância. 3-Ele não se tornou boçal, apenas interpreta o mundo sobre suas experiências. Por fim, embora simplória, o que precisa melhorar aqui é a sua capacidade interpretativa, você demonstrar sair demasiadamente do contexto apresentado pela obra. Leia mais.

  41. Isabela Postado em 23/Oct/2015 às 10:58

    Meus deuses: é incrível a facilidade como as pessoas são capazes de expressarem sua ignorância e boçalidade na internet. Na próxima, engula seco e fique na sua. Eu não posso acreditar mesmo que li as linhas acima. Deve ser um perfil de troller, não é possível! Gente que vem só pra contrariar e tirar na cara de quem lhes dá ouvidos....

  42. ulisses Postado em 23/Oct/2015 às 11:00

    Nao percebi o estilo "babaca" de Richard na história... achei bem normal e aceitável o comportamento dele.

  43. @rbarretol Postado em 23/Oct/2015 às 13:03

    Idiota ele ta contando a historia de vida dos dois, não precisa citar o que aconteceu antes.

  44. Ricardo Postado em 19/Nov/2015 às 12:39

    Se a regra é universal, deve ser válida na sua aplicação individual. Se individualmente se mostrar errada, das duas, uma: ou não é caso de aplicação da regra ou a regra é falsa. Se levar em conta o ANTES, a coisa fica ainda pior para quem defende a "meritocracia": como o sujeito que nasceu numa família pobre ou desestruturada é responsável por essa precariedade?!?! Logo, se se defende a meritocracia, obrigatoriamente devem ser disponibilizados as mesmas condições a todos. Esse é o ponto. Por isso que o quadrinho é didático, sim.

  45. Filipe Postado em 23/Oct/2015 às 00:15

    E lá vem os coxinhas (não vou chamar de direita pois vcs não merecem) projetar todos os seus defeitos nessa entidade chamada "esquerdismo".

  46. Eduardo Ribeiro Postado em 23/Oct/2015 às 00:19

    """""é mais importante lutar para puxar os outros pra baixo do que para subir"""""....ou se enganou e leu o quadrinho errado, ou entendeu porra nenhuma. É mais um que nem desenhando a coisa não vai. Eu perco a fé na humanidade mais com esse tipo de limitação cognitiva do que com atrocidades, assassinatos e outras animalidades.

  47. Cleber Postado em 23/Oct/2015 às 00:26

    Bom, não sei que mundo vcs vivem, mas já vi gente assim tanto de um lado quanto do outro. Principalmente garoto que acaba de sair da faculdade pública (cujo pai poderia muito bem pagar a faculdade particular) e ao entrar em uma empresa acha que já tem que ganhar salário de gerente, pulando etapas. Não, não é imaginação esquerdista, é fato mesmo.

  48. Trajano Postado em 23/Oct/2015 às 01:50

    Sério que você viu essa mensagem esperta nas entrelinhas? Talvez fosse interessante você elaborar melhor sua crítica ao "todo argumento esquerdista" ao invés de ver nas entrelinhas um chifre em cabeça de cavalo. E direitista reclamando de apelo emocional soa tão convincente quanto os discursos de insatisfação seletiva, da legalização do porte de armas e do Estado como agente moral - a campanha pró redução da maioridade penal que o diga. "Meritocracia" em terra de desigualdade social, brutalidade aos mais pobres, racismo, homofobia, intolerância religiosa, ensino público de péssima qualidade, enfim, soa mais conveniente e desagradável do que as piadas de mau gosto de um certo autodeclarado comediante. Benatti, convença antes o tal todo argumento esquerdista de que “meritocracia” não se trata de legitimar convenientemente o discurso da indiferença social. Talvez, assim, o seu mítico cavalo de chifres das entrelinhas possa cavalgar mais feliz e saltitante por aí.

  49. Washington Fazolato Postado em 23/Oct/2015 às 06:38

    Quem vive no mundo real, há tempos aprendeu que a realidade, se não é exatamente como a descrita nas tirinhas, é bem semelhante. Como se diz "para alguns, o pão cai sempre virado para cima".

  50. P. Serpa Postado em 23/Oct/2015 às 08:23

    Procura um psiquiatra urgentemente!

  51. Denisbaldo Postado em 23/Oct/2015 às 08:32

    É aquela coisa, a direita vê coitadismo em tudo mas a culpa de seu fracasso é sempre do PT.

  52. Denisbaldo Postado em 23/Oct/2015 às 11:58

    O cabeça de frango acima é popular aqui. Se faz de intelectual, mas é o rei do mico. Não se incomode com ele não, falar besteiras é sua especialidade. É um profissional na área.

  53. Thiago Teixeira Postado em 24/Oct/2015 às 08:25

    É fácil deduzir o que aconteceu antes com os pais dos personagens, basta dar um Ctrl C Ctrl V nas figurinhas e colar na parte de cima. Mas o que adianta? Pobre é tudo vagabundo e merece se foder na lógica direitista.

  54. Ricardo Postado em 19/Nov/2015 às 13:03

    Pois é, Naro. Meu pai era operário de chão de fábrica, hoje tenho pós graduação e ganho vinte salários mínimos. Isso, contudo, não me ilude. Quantas pessoas mais inteligentes que eu, mais inteligentes que você, estão por aí virando massa porque a família não teve condições, por exemplo, de pagar uma escola particular como meu pai (sei lá como) conseguiu?! Vai negar todas as estatísticas que mostram que o nível de instrução reflete no nível de renda?! Isso sem contar as redes de relações necessárias para se inserir com certa viabilidade no mercado de trabalho... Querem meritocracia?! Pois que deem condições equânimes a todos. Caso contrário, não se passam de perversos e mesquinhos pretendendo a manutenção de seu confortável "status quo".

  55. Ricardo Postado em 19/Nov/2015 às 12:52

    Será que houve mobilidade social graças à "meritocracia" ou APESAR da "meritocracia"?! http://www.dw.com/pt/medidas-p%C3%BAblicas-ajudaram-a-impulsionar-mobilidade-social-no-brasil-diz-oit/a-16859895

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