Redação Pragmatismo
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Racismo não 05/Oct/2015 às 16:52
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O que fazer para seu filho não se tornar racista

Po Bronson e Ashley Merryman, autores do livro 'Filhos – Novas Ideias sobre Educação', explicam o que você não deve fazer se o seu maior medo é ter um filho racista

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(Pragmatismo Político)

Se o seu maior medo é ter um filho racista, eis o que você não deve fazer: dizer que todo mundo é igual.

Fingir que não existem diferentes cores de pele, etnias e religiões pode ter o efeito contrário do que você imaginava.

Deixa a criança confusa – afinal, ela vê que existem cores diferentes.

E cria seus próprios padrões de superioridade dentro daquela pequena cabeça abarrotada de conceitos que não consegue entender.

É o que dizem Po Bronson e Ashley Merryman, no livro Filhos – Novas Ideias sobre Educação:

“É tentador acreditar que, pelo fato da nossa geração ser tão diversa, as crianças de hoje vão crescer sabendo como lidar com gente de todas as raças. Mas muitos estudos mostram que isso é mera fantasia.”

Uma das pesquisas americanas em que os autores se baseiam mostra que mesmo em escolas modernas, com gente de várias origens, apenas de 8% a 15% dos estudantes consideram seu melhor amigo alguém de outra raça.

Isso, segundo os autores, poderia ser resolvido de forma simples: conversando desde cedo sobre o assunto.

Explicando, por exemplo, que existem peles claras e outras escuras, mas que pessoas com ambas as cores dão ótimos médicos ou engenheiros.

Outra pesquisa mostra que 75% dos pais que se consideram brancos nunca falam sobre raça com os filhos.

E quando começam, pode ser tarde demais: depois dos 8 anos é bem mais difícil alterar preconceitos.

SuperInteressante

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Comentários

  1. Pereira Postado em 05/Oct/2015 às 17:07

    Vai entender ! uma hora eles pregam a igualdade..e outra é para dizer que há diferenças ! Esse pessoal do "progressismo" não se entende mesmo.

    • Denisbaldo Postado em 05/Oct/2015 às 17:21

      Se existe o princípio da igualdade, é justamente para proteger os desiguais, logo a desigualdade existe. “Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade.” - Aristóteles -. Pereira, você só serve para convencer os coxinhas, aqui a chapa é muito quente pra você. Vai lá pro Reinaldo Azevedo que tu faz sucesso. Aqui é humilhação atrás de humilhação.

      • Pereira Postado em 05/Oct/2015 às 17:24

        Hehehhehe ! aqui acham que Paulo freire e fucô são gênios e que a alta cultura brasileira é representada pelo Chico buarque.

      • Pereira Postado em 05/Oct/2015 às 17:28

        A questão Denisbaldo... é que se fomos falar de escravidão por exemplo... sabemos que os negros da áfrica invadiram a europa muito antes dos europeus por os pés no continente africano. A escravização de povos brancos foi muito maior. Sem falar nos judeus que são escravizados desde que o mundo é mundo. Essa coisa de desigualdade se formos ver a fundo... todos tem culpa em algum ponto da história. Zera isso, e promove a igualdade correta..e para de por ideologia na questão.

      • Denisbaldo Postado em 05/Oct/2015 às 17:29

        Isso mesmo Pereira, primeiro você fala uma merda, toma um esculhacho e daí desvia o foco. E Aristóteles, também é desprezível? Já ouviu falar?

      • Denisbaldo Postado em 05/Oct/2015 às 17:30

        Eu estou discutindo seu comentário imbecil lá de cima. Não desvie o foco.

      • SILVIO MIGUEL GOMES Postado em 06/Oct/2015 às 07:03

        Todos os grandes canalhas, os assassinos usam o mesmo argumento: "não existem inocentes", tentando justificar as suas condutas. A família Orleans e Bragança também usam o mesmo argumento: "na África existia escravidão e foram negros que fizeram outros negros de escravo e venderam para o Brasil". Ora, isso aconteceu em todos os países do mundo e se perde na era dos tempos. Taí filmes e livros do Japão mostrando as guerras internas e guerras e escravidão envolvendo povos asiáticos. Em 1900 havia 9.000 operários em São Paulo, 6.000 eram Italianos e viviam numa quase escravidão. Eram obrigados a trabalhar muitas horas por dia, até mesmo mulheres grávidas. GREVES foram necessárias e a ação de Industriais como José Street que também era deputado e fez creches e tentava passar projetos de leis a favor dos trabalhadores. Assim é o chamado ser humano e a guerra em prol da liberdade é e deve ser constante. Nós temos a nossa história e devemos muito aos negros. É do conhecimento de todos que "brancos" foram trazidos ao Brasil também como forma de "melhorar a raça" , é fácil concluir que não deu certo vendo a explosão de racismo e preconceito de hoje.

    • Pereira Postado em 05/Oct/2015 às 17:46

      E desde quando a esquerda quer promover a igualdade ? Desde nunca. Eles fingem que promovem a igualdade para obter plataformas políticas... Eu duvido que Aristóteles concordasse com Stalin...subiu ao poder querendo igualdade ou com Fidel Castro que também queria igualdades. Aristóteles sou eu que quero, quando prego que se zere tudo e comece do início e não você que prega uma falsa igualdade e ainda usa a filosofia grega como muleta para isso.

      • Denisbaldo Postado em 05/Oct/2015 às 18:10

        Agora você além de falar uma baboseira sem tamanho no primeiro comentário, rouba meu contra argumento (agora Aristóteles é seu argumento!!!) e ainda me acusa de não querer a igualdade. Zerar tudo e começar do começar do início!!! Hahahaha! E como se faz isso meu amigo? Somos 7 bilhões de seres humanos e você quer começar tudo de novo!?!?! Isso é a direita! Ignorante, picareta, ralé. Essa é a igualdade que você prega! Se apropriar das ideias alheias pois vocês são os verdaeiros pobres da história. Pereira, vai pro Reinaldo Azevedo vai. Vai conversar com os seus.

      • Denisbaldo Postado em 05/Oct/2015 às 18:12

        Eu não usei de filosofia grega de muleta pra nada, só a usei pra te corrigir naquela porcaria que você falou lá em cima. O princípio da Igualdade é a base do direito, só você que não sabe.

    • Carlos Postado em 05/Oct/2015 às 18:37

      Uma coisa é pregar a igualdade. Outra, bem diferente, é existir a igualdade. Se um pai defende que todos devem ser iguais, isso não quer dizer fingir que essa igualdade existe diante do filho. É só ler o texto e entender, coisa bem simples.

  2. José Ferreira Postado em 05/Oct/2015 às 17:16

    Só falta fazerem como no filme "Laranja Mecânica". O problema é que há uma linha tênue entre a correta educação racial e a ideologia (eu não estou a falar nesse caso específico).

    • Pereira Postado em 05/Oct/2015 às 17:18

      Tratamento Ludovico nos esquerdistas funcionaria ?

    • Pereira Postado em 05/Oct/2015 às 17:22

      O melhor amiguinho do meu filho na escolinha é um menino afro-descendente...eu perguntei para ele o porquê e ele me responde : "Por que a gente divide o lanche papai..." Esse moleque só me da alegrias ! A melhor coisa que eu fiz na vida !

      • Trajano Postado em 05/Oct/2015 às 21:32

        Pereira, você tem filho? Que felicidade! Mazel tov!! Cara, e que comentário! Por que diabos um pai vai questionar um filho o porquê de se ter um melhor amiguinho negro? Outra, por que é alegria o fato do filho gostar de um garoto só por causa da divisão do lanche?? E o brinde final: você fez o filho??? Em um se reforça o estereótipo racial contemporâneo em que pessoas são vistas como coisas, com estranhamento; no outro se reforça o estereótipo do judeu pão-duro em que uma criança troca amizade por economia na hora do recreio (gostou dessa leitura que fiz? Ahahahahahaha); no último se reforça o estereótipo machista de que filho é “feito” pelo pai; comum em todos os momentos do comentário do Pereira, as pessoas como produtos! Pereira é um discurso de estereótipos ambulante! Em tempo: que bom que a evolução existe e atua na reprodução da nossa espécie, né? Imagina se o Pereira resolve se autocomer e por uma falha na programação genética acaba engravidando de si mesmo, única forma de justificar o “filho que fez”. Gente, seria igual aquele garotinho do filme “A Profecia”, deus me livre. Apocalíptico. No mais, gostei muito do seu comentário carregado de ambiguidades. Propositalmente ou não, não são todas as pessoas que conseguem criticar o politicamente correto de forma implícita como às vezes você consegue. Continue assim! =)

      • Pereira Postado em 06/Oct/2015 às 09:22

        Então me processa trajano por : "incentivo ao ódio"! Vai que o juiz me condene porque fiquei feliz ao saber que meu filho tem um amigo afro-descendente numa clara manifestação de preconceito.

      • Trajano Postado em 06/Oct/2015 às 12:06

        Ué? Não vi incitação alguma de ódio da sua parte. Não ali em cima. E não escrevi nada parecido com isso. Você que tá se entregando no jogo de palavras. Releia e vai perceber isso.

    • Pereira Postado em 05/Oct/2015 às 17:26

      Olha, muitas cenas que passavam para o Alex de large era coisas que os comunistas faziam nos gulags.

  3. Rogerio Postado em 05/Oct/2015 às 21:43

    Nunca me ensinaram racismo. Nem me ensinaram o que é negro. Até hoje me pergunto pq tanta discussão por causa de tom de pele.

    • SILVIO MIGUEL GOMES Postado em 06/Oct/2015 às 07:24

      Tem razão sr. Rogério. Eu sempre prestava atenção a essa questão porque "sempre me lembravam que eu era filho de português, principalmente com piadas ou, na Escola sempre ouvia que a culpa era dos portugueses por o Brasil "ser assim". O que me fez questionar tudo, procurar exemplos e livros para contrariar certas 'teses". O PROBLEMA é que enquanto uns consideram que existe apenas a raça humana, outros creem que existem diferenças sim, e até dizem entre eles "tenham orgulho do gene branco", "honram nossos ancestrais". TAÍ na internet sites onde os racistas se manifestam.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 06/Oct/2015 às 10:15

      Está se fazendo a pergunta errada meu caro. Não é "por que tanta discussão sobre tom de pele" que deveria te incomodar.

  4. Trajano Postado em 05/Oct/2015 às 21:53

    Não concordo com a opinião destes dois jornalistas, ao menos não pelo que foi divulgado aqui no site. Os Estados Unidos não é um país conhecido por sua tolerância racial. Não me parece que as propostas apresentadas por lá poderão ser replicadas em culturas diferentes. Além disso, sob qual fundamentação teórica se baseiam os jornalistas para dizer que após os oito anos se torna mais difícil a modificação de preconceitos? Neurocientífica? De onde saíram estes 75% de brancos que não falam “sobre raça”? E não falam por quê? E é um salto teórico concluir que “oras, não falamos e dá problema. Vamos falar então!”: quem garante que não existem inúmeras variáveis envolvidas que se correlacionam mais robustamente com o construto estudado? Existe no livro alguma pesquisa sobre a correlação da mídia na formação das opiniões das crianças? E a correlação com o ambiente escolar, cadê? Qual estudo empírico demonstrou que falar às crianças com ênfase nas diferenças fará, então, diferença na diminuição do racismo?

  5. Mary Postado em 06/Oct/2015 às 00:55

    Creio que o exemplo é que faz a diferença. Sempre tive muitas amigas negras, afrodescendentes, morenas, brancas, loiras, descendente de índios, vinham a minha casa, estudavam comigo, tinham filhos que brincavam com os meus. Meus filhos cresceram vendo e convivendo com essas pessoas. vendo que, sempre que possível, eu oferecia carona para as pessoas que iam para o mesmo lado que eu. Hoje eles tem amigos de todos os matizes, tem seu próprio carro e também oferecem carona, são solidários. Tenho maior orgulhos deles.

  6. eu daqui Postado em 06/Oct/2015 às 12:42

    Fácil não ter filho racistas: tenha animais de estimação.

    • Thiago Teixeira Postado em 07/Oct/2015 às 07:54

      Ahhhhh .... então o racismo é algo natural e espontâneo?