Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 21/Oct/2015 às 19:41
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O MasterChef Júnior, a cultura do estupro e a sexualização infantil

Comentários pedófilos foram direcionados à candidata do MasterChef Júnior. Homens adultos publicaram naturalmente sobre como gostariam de estuprar uma menina de 12 anos. Pais da garota se dizem surpresos. É preciso falar sobre a cultura do estupro

Valentina 12 anos MasterChef

Durante a estreia do programa “MasterChef Júnior”, na Band, nesta terça-feira (20), inúmeros dos tuítes sobre o reality estavam relacionados a uma das candidatas: Valentina, de 12 anos.

Mensagens como “você é linda” e “estamos torcendo por você” junto com a hashtag #timevalentina chegaram a figurar entre os assuntos mais comentados no Twitter (trending topics) e atraíram atenção de pedófilos.

Questões como a exposição de menores de idade na TV e a cultura do estupro foram levantadas após a menina começar a receber mensagens criminosas. Alexandre, pai de Valentina, afirmou que estava preparado para o assédio, mas “não imaginava encontrar tarados”.

“Teve gente que pediu que ela mandasse foto nua”, afirmou o pai da garota que decidiu, por enquanto, não acionar judicialmente ninguém.

“A gente até pensou que, logo mais, vão surgir haters (odiadores) torcendo por outros participantes. O programa está no começo e, até o momento, estamos controlando isso”, diz Alexandre. Muitos internautas se revoltaram e usaram as redes também para denunciar e debater o assunto.

Segundo o artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente, aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso dá pena de um a três anos de reclusão mais multa.

A advogada Alessandra Borelli orienta como deve ser feita a denúncia: “Preserve as provas, fazendo ata notarial do conteúdo da internet, procure ajuda de um advogado especialista no assunto ou uma delegacia especializada em crimes digitais. O advogado é mais ágil e vai conseguir o IP daquele comentário e com esse número é possível chegar ao autor.”

Cultura do estupro

“Quando uma menina de 12 anos desperta o desejo de homens adultos, é preciso falar sobre a cultura do estupro”, escreveu a jornalista Carol Patrocínio, em texto publicado no Medium. Leia a íntegra do texto abaixo:

Valentina tem 12 anos. Ela tem um corpo de uma menina de 12 anos de idade. Ela é loira, branquinha e age como uma menina de 12 anos de idade.

Valentina foi escolhida para participar do MasterChef Júnior junto com diversas outras crianças, meninos e meninas. O que separa Valentina de todas as outras crianças, por enquanto, não é seu talento na cozinha, mas a cultura do estupro que permite que homens adultos falem por aí como poderiam estuprar a garota.

(É bom avisar que mesmo que a descrição de Valentina fosse outra, tudo que vamos ver abaixo continuaria sendo errado e horrível)

Vamos deixar algo claro desde o começo: qualquer tipo de relação de natureza sexual com uma criança é estupro. Uma criança nunca pode ter uma relação sexual consensual porque ela é criança e não pode tomar esse tipo de decisão. Por lei.

Vamos dar o nome certo às coisas. Aqui não estamos falando de pedofilia, que é uma doença que pode ser tratada antes que a pessoa cometa qualquer crime — seja ele consumir pornografia infantil ou o estupro. Nenhum desses homens que comentou sobre a MasterChef é doente, eles apenas acham que têm o direito de falar absurdos como esse porque olham para ela e não enxergam uma criança, mas uma mulher.

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É claro que a gente vem batendo nessa tecla faz um tempo. Quando “novinha” foi o termo mais procurado em sites pornográficos muita gente disse que era apenas um sinônimo de ninfeta, tentando apaziguar as coisas sem nem notar que estava apenas batendo palminha para um crime.

ninfeta: substantivo feminino, menina adolescente voltada para o sexo ou que desperta desejo sexual. Origem: ETIM ninfa + -eta

Mas o problema não está apenas na pornografia. Meninas cada vez mais novas representam adultas em campanhas publicitárias hipersexualizadas. Mulheres fazem cirurgias para rejuvenescer a vulva e deixá-la com aparência virginal. Mulheres adultas são infantilizadas — quantas vezes você chamou mulheres de mulheres e não me meninas? E a ideia de que porque uma menina se fantasia de mulher já pode ser tratada como mulher só se populariza. E isso é de uma maldade sem fim.

Nossa sociedade vai criando, dia após dia, uma maneira de aumentar a vulnerabilidade feminina. E o sexo é a mais rápida delas. Meninas são incentivadas a ter relacionamentos com homens mais velhos porque elas são muito maduras para a idade.

Mulheres engravidam, então socialmente diz-se que a responsabilidade pelo bebê é apenas delas. O aborto é proibido — mesmo acontecendo em números alarmantes em todas as classes sociais e regiões. Homens mais velhos sabem como guiar meninas a fazer o que eles querem. Mães adolescentes largam a escola, não fazem faculdade e contentam-se com subempregos porque precisam sustentar seus filhos. Além de tudo essas mulheres, que foram meninas vítimas da cultura do estupro, são tidas como vagabundas.

O mito de que garotas amadurecem mais rápido do que meninos, por isso devem se relacionar com homens mais velhos é talvez o mais antigo e que mais crie no imaginário masculino a sensação de impunidade ao postar o tipo de coisa que foi escrita sobre Valentina, por exemplo.

É importante esclarecer que meninas não amadurecem mais rápido do que meninos por uma questão biológica. Isso acontece porque meninas ganham responsabilidades mais cedo. São elas que cuidam da casa, dos irmãos mais novos, da comida, vão ao mercado e substituem o papel da mãe. Em algumas culturas, meninas de 12 anos são tiradas da escola para cuidar da casa, enquanto meninos têm uma infância normal. Com todas essas obrigações e responsabilidades, somadas ao cuidado que meninas aprendem a ter desde muito jovens para lidar com investidas de homens adultos, as torna mais maduras. É uma construção social.

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Enquanto meninas são encaminhadas a uma maturidade precoce, os meninos e homens são perdoados por todos seus erros porque são apenas garotos, independente da sua idade — vamos deixar claro também que isso acontece com mais força quando relacionado a homens brancos e de certa posição socioeconômica, aos homens e meninos negros ou pobres sobra apenas a desconfiança e teorias que apontam seus erros como biológicos.

Some a toda essa cultura a ideia de que todas as mulheres são vagabundas. Todas aquelas que não estão dentro do padrão esperado por aquele homem, já que não existe um consenso sobre como deveria ser o comportamento feminino de uma não-vadia. Quando a mulher é bonita, então, o problema é ainda maior: ela é tida como burra, é objetificada, estereotipada e tem tomada de si a possibilidade de dizer não a qualquer investida. O preço disso é ser tachada de metida. E não importa o que uma mulher faça: basta despertar o desejo em um homem e você se torna vagabunda.

O desejo é responsabilidade de quem o sente e não de quem o desperta. Quando um adulto sente desejo por uma criança é ele o culpado por ir contra uma norma social que protege a infância, a integridade e o corpo de uma incapaz (de acordo com a lei). Porém é muito simples inverter esse raciocínio ao dizer que a menina já tem em si a sexualidade de uma mulher, que ela usa roupas provocativas e que pede atenção masculina. Com essa ideia o homem torna-se a vítima de uma “destruidora de lares” que ainda brinca de boneca, apesar de ter sim sexualidade, ainda que muito diferente da de uma mulher adulta.

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É importante falar sobre a cultura do estupro. Ela anda nas entrelinhas de muitos discursos. Ela caminha ao lado da ideia de que homens não conseguem conter seus instintos. Ela está totalmente ligada ao falso consenso que poderia dar uma criança. Ela é reforçada pela infantilização de mulheres adultas. A impunidade é sua melhor amiga e a culpabilização da vítima sua principal arma.

Crianças, tenham elas habilidades de adulto (como cozinhar), corpo desenvolvido, usem roupas provocativas ou sejam maduras, são apenas crianças. E qualquer intenção não fraternal direcionada a elas é crime. A culpa não é delas. O que deveria fazer Valentina? Abrir mão do sonho de ser chef? Esconder-se atrás de roupas masculinizadas? Encontrar maneiras de ser menos atraente? Essas são saídas que todas nós, mulheres, encontramos a vida toda, mas não são saídas que queremos oferecer para as meninas. Elas merecem um caminho melhor do que o nosso.

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Comentários

  1. CLÁUDIO LUIZ PESSUTI Postado em 21/Oct/2015 às 19:50

    É a sensação de impunidade reinante no país.

    • Zeketi Postado em 21/Oct/2015 às 23:16

      não parece apenas isso. mas também a sensação de que todos somos criminosos... na propina, no acostamento, na contramão, no assédio, na exploração... uma questão séria de educação, ética e respeito ao outro, que precisa ser tratada com atenção. e acho que não é só a punição que vai resolver, por se tratar de algo bem mais profundo do que imaginamos. e, além de tudo isso, como punir atos que no fundo vem sendo tão valorizados pela sociedade e que por vezes nos dão a impressão de serem lícitos?

    • rafa santos Postado em 22/Oct/2015 às 05:48

      não é não. nos EUA, na Europa, tem acontecido EXATAMENTE o mesmo, Cláudio. Eu sei bem onde você quer tentar induzir o pensamento de alguém com isso. Mas de fato, a sensação de impunidade reinante no país EXISTE: o psdb INTEIRO está na Lava-jato, na Zelotes, no Swissleaks do HSBC, na Lista de Furnas, e ATÉ O EDUARDO CUNHA continua solto e CONSPIRANDO.

    • Antonio Palhares Postado em 22/Oct/2015 às 10:16

      Sr Claudio,não é sensação.É certeza, convicção mesmo. É o produto do proibido proibir.Onde estes degenerados,que deveriam estar trancafiados.Fazem apologia descarada ao crime de pedofilia.

  2. Jackeline Postado em 21/Oct/2015 às 19:59

    Por que esconder os nomes do TT desses criminosos? Omissão também é uma forma de perpetuar um crime.

    • Mayara Postado em 22/Oct/2015 às 01:12

      Concordo. E bala na cara desses vagabundos.

      • rafa santos Postado em 22/Oct/2015 às 05:49

        incitas à violência. prisão pra ti

    • rafa santos Postado em 22/Oct/2015 às 05:50

      inocente até PROVA em contrário

  3. Bruno Bolzon Postado em 21/Oct/2015 às 20:04

    Isso não é cultura do estupro, isso é pedofilia. Fosse um menino, teria ficado mais claro.

    • maria Postado em 21/Oct/2015 às 23:09

      Mas não é um menino. E aí mora a grande diferença. Se é pedofilia, porque nenhum dos candidatos meninos foi assediado? Não havia pedófilos que gostam de meninos on-line naquele momento? O nome disso é cultura do estupro. Milhões de mulheres e meninas são estupradas todos os anos no mundo. Isso não é uma novidade para nós mulheres.

      • Trajano Postado em 22/Oct/2015 às 10:41

        Maria, entendo o que você quer dizer. Mulheres são submetidas à cultura do estupro desde cedo – o caso da menina da matéria é uma amostra do que acontece indecorosa e corriqueiramente no país. Mas concordo com o Bruno: assédio sexual a uma menina de 12 anos é pedofilia e isso ficaria mais claro se um menino estivesse sofrendo esse tipo de agressão. E concordo também com a Carol Patrocínio em vários pontos, principalmente sobre a construção social da vulnerabilidade das mulheres que inicia-se desde cedo. Entretanto não concordo com a jornalista quando ela insere tudo no mesmo bojo da cultura do estupro: “ninfeta” e “novinha” quando utilizados por adultos às crianças e pré-adolescentes é pedofilia, em que a cultura do estupro serve aos pedófilos como atenuador por ser mais difundida, isso quando não é cinicamente utilizada como justificadora, “sou homem”, “deu mole eu pego”, enfim. Agora, a jornalista foi muito reducionista ao desconsiderar os marcos biológicos das mulheres no dito “amadurecimento”, ao menos no que se refere aos caracteres sexuais secundários, mas, sim, o mito é cultural sobre o dito “amadurecimento” das funções cognitivas, intelectuais e morais, mas não das alterações corporais, o que é pertinente ao tema tratado. Em tempo: Carol Patrocínio, pedofilia, tal como o estupro, é crime, não doença, cuidado com seu reducionismo. Seu texto não precisava disso.

      • Rodrigo Postado em 22/Oct/2015 às 12:26

        (Outro Rodrigo) Maria, entendo seu raciocínio e concordo com ele em parte. A discordância se dá apenas em virtude de, após recente alteração no Código Penal, a violência sexual contra o homem (criança ou adulto) também é denominada estupro; como disse mais abaixo. E, em relação às mulheres, como disse abaixo, vem sendo largamente disseminado em músicas e meios digitais que a mulher realmente seria um ser à completa disposição da satisfação sexual do homem, lembrando aqui a absurda "música" da "novinha" que, numa festa, estaria sempre querendo "pau".

    • Rogerio Postado em 22/Oct/2015 às 13:29

      Até 11 anos é pedofilia. Dos 12 aos 17 é efebofilia. Mas é crime tbm.

  4. Carvalho Postado em 21/Oct/2015 às 20:29

    Tem pessoas doentes nesse mundo , o pai dessa menina tem que rever se vale a pena expor uma criança a essas pessoas doentes.

  5. Stella Postado em 21/Oct/2015 às 22:54

    Fiquei horrorizada com esses comentários. Como podem se referir a uma criança daquela maneira?? Aproveitam-se do anonimato da internet para proferir tais barbaridades. Até quando??? Que nojo desses "homens".

    • rafa santos Postado em 22/Oct/2015 às 05:50

      parece os coxinhas e os reacionários. dizem barbaridades.

      • Rodrigo Postado em 22/Oct/2015 às 11:53

        (Outro Rodrigo) Se formos partir para o etiquetamento, lembremo-nos de que há uma pessoa, de determinado partido, já com condenação em primeiro grau por estupro de menor e respondendo a 17 processos outros. Ex-prefeito pelo partido e assessor de pessoas importantes do partido. Você se habilita a dizer qual é a pessoa e o partido ao qual ele pertence? E ainda a encontrar alguma nota desse partido, quanto à conduta imputada a esse seu filiado?

  6. Davide Postado em 21/Oct/2015 às 23:07

    Os caras ainda postam esse tipo de agressão como se não fosse nada no twiter.

  7. Hugo Diniz Postado em 22/Oct/2015 às 00:49

    E o Pai não vai denunciar porque podem torcer contra a filha, que diabos de pai é esse, que pensa mais no prêmio do que na filha.

  8. Mário Postado em 22/Oct/2015 às 05:02

    A própria televisão colabora, e muito, com a divulgação e incentivo da erotização relaciona à imagem infantil, como relatado em um trecho do texto: "Meninas cada vez mais novas representam adultas em campanhas publicitárias hipersexualizadas".

    • rafa santos Postado em 22/Oct/2015 às 05:52

      é o comentário MAIS ACERTADO E REVELANTE por aqui. a TV é o lixo-mor do mundo contemporâneo.

  9. George Postado em 22/Oct/2015 às 08:35

    o pai da menina deveria denunciar

  10. SILVIO MIGUEL GOMES Postado em 22/Oct/2015 às 08:58

    Realmente, porque esconder os nomes dos elementos?. Eles escreveram, pois que assumam o escrito!!. O mesmo acontece quanto aos ataques de racistas (escondem os nomes). Isso só mostra que o mal prevalece porque nós nos inibimos (deve haver outra palavra melhor), ficamos acanhados. Devíamos ter a audácia dos canalhas (como já lembrou alguém). Acontece o mesmo no momento político em que vivemos. Os grande canalhas TUCANOS/DEM/PPS querem derrubar Dilma, e suas ladroeiras são protegidas pela grande imprensa e Justiça. Os barões das TVs são contra o limite de idade para certos programas. Os barões não respeitam idade de ninguém.

  11. Roberto Pedroso Postado em 22/Oct/2015 às 09:23

    a sexualização precoce das crianças a forma como a figura das crianças são exploradas de maneira erotizada pela publicidade o caldo de cultura machista e sexista que impera absoluto em nossa sociedade que encara as meninas desde a mais tenra idade como objeto sexual... tudo deveria ser alvo de questionamento e deveria ser revisto do contrario fatos como este continuarão a ocorrer haja visto que isto tudo é o reflexo tenebroso de nossa sociedade decadente e doente

  12. Antonio Palhares Postado em 22/Oct/2015 às 10:10

    Estas coisas so podem ser mudadas com muita cadeia. E tem gente que é contra trancafiar gente assim. Não tem este negocio de educar e conscientizar. A educação para estes tipos so acontece quando os devidos Fió fós estiverem "queimados" numa cela de prisão.

  13. Rodrigo Postado em 22/Oct/2015 às 11:21

    (Outro Rodrigo) Se já não bastasse haver pedófilos e estupradores em todos as instituições, civis, militares e religiosas, bem como partidárias etc., causa ainda maior preocupação que a velocidade da informação na era digital ajude não apenas a dar maior publicidade a uma conduta tal, como também a atingir de forma ainda mais intensa a vítima. Mais, a difusão por meios digitais dá ainda vazão a uma profusão de músicas que exploram a erotização precoce, músicas estas que infelizmente encontram grande apelo e audiência com ritmos populares, sempre com menções a "novinhas" e até mesmo dizendo que uma "novinha" estaria em festas querendo "pau" - uma falsa sensação de ser normal achar que uma mulher estaria sempre disponível e buscando o ato sexual. Então, se é certo que no passado recente houve intensa repressão à sexualidade, à difusão de métodos contraceptivos, parece que agora vivemos o "movimento do pendulo para o lado oposto", para outro ponto extremo, eu esperando que não demoremos muito a chegar ao equilíbrio.

  14. José Ferreira Postado em 22/Oct/2015 às 14:06

    As pessoas pegam alguns comentários e propagam a ideologia de que existe uma "cultura do estupro", como se todos os homens fossem estupradores ou apoiassem esse tipo de atitude. Nem na cadeia esse indivíduos são tolerados. Eu mesmo defendo a castração química (ou "na faca") para quem comete esse crime, pois os índices de reincidência são de 0%.

  15. Eduardo Ribeiro Postado em 22/Oct/2015 às 14:51

    Sociedade degenerada. Assim como a existência de excrescências morais desse naipe não é algo raro, a "cultura da novinha" também é algo institucionalizado, profundamente enraizado, ao contrário do que alguns pensam não é um modismo "funkeiro" de 2 anos pra cá não. Esse período de pré-adolescência das meninas - faixa de 10 até 12 anos - é e sempre foi um dos piores da vida de uma mulher em termos de assédio de rua. Antes mesmo de começar a ganhar algum ligeiro contorno feminino, esses animais já começam a assedia-las. A "cultura da novinha" caminha e sempre caminhou por décadas amparada pela "cultura do estupro", brilhantemente dissecada pelo texto. São a mesma coisa em última analise. O mínimo que se espera é prisão. Exposição e execração dos animais enquanto aberrações morais seria desejável. Bom mesmo seria o pai da guria ter meios para tal, e conseguir, pessoalmente, no mínimo quebrar as pernas de um ou dois desses porcos.

    • eu daqui Postado em 23/Oct/2015 às 09:37

      E isso é antigo: aos nove anos eu já era assediada por adultos e velhos. E olhe que sou de uma geração que aos nove a gente era totalmente criança mesmo. Hoje está ainda pior pq as crinaças atuais são assediadas dentro da propria familia.