Redação Pragmatismo
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Aborto 30/Oct/2015 às 17:35
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Mulher quebra tabu e grava aborto espontâneo para estimular reflexão

"Estou farta. Não quero mais ficar grávida", diz, entre lágrimas. Mulher que gravou o próprio aborto espontâneo para estimular debate dá depoimento dramático. Depois de cinco abortos, ela decidiu tornar sua experiência pública

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“Um dia estava grávida e fazia planos para o futuro, pensando em me tornar uma mãe. De repente, em uma questão de horas, isso já não iria acontecer mais. É desesperador“. O desabafo é da apresentadora e produtora de TV Lisa Francesca Nand, que decidiu criar um documentário para falar sobre os abortos espontâneos. As informações são do Daily Mail.

Após perder cinco bebês, ela resolveu registrar em vídeo sua reação durante um aborto espontâneo, como parte de um documentário, First Heartbeat (“Primeiro Batimento Cardíaco“, em tradução livre). O projeto obteve financiamento coletivo através da plataforma Kickstarter e pretende mostrar porque o problema ocorre, os tratamentos possíveis e o impacto desta perda na vida das pessoas.

A mulher conta que, em um dos abortos que sofreu, voltou para casa com o feto ainda em seu ventre. “Tive que viver uma semana com o bebê morto dentro de mim até que saísse. Depois, sangrei por pelo menos mais seis semanas”.

Em um das cenas de First Heartbeat, o marido de Nand, David fala emocionado de sua espera do lado de fora da sala de cirurgia em um dos abortos sofridos pela mulher. Admite que não teve coragem de acompanhá-la.

Segundo a Associação Britânica de Abortos Espontâneos, uma em cada quatro gestações acaba em aborto espontâneo. Porém, o tema ainda é considerado um tabu em muitas sociedades – e a prática de anunciar a gravidez após a 12ª semana de gestação contribui para isso. Afinal, após esse período, o risco de aborto se torna muito pequeno.

“Comecei a gravar o documentário porque ninguém quer falar sobre isso. Quero que as pessoas saibam que não são as únicas a passar por essa dor, que não estão sozinhas“, conta ela que, apesar das sucessivas perdas, deu à luz a dois filhos: Sebastian e Elliot.

com Hypeness

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Comentários

  1. Guilhermo Postado em 30/Oct/2015 às 22:21

    Que pena. Bom, ela ainda pode adotar e ser uma ótima mae

    • Stella Postado em 31/Oct/2015 às 09:42

      "...conta ela que, apesar das sucessivas perdas, deu à luz a dois filhos: Sebastian e Elliot."

  2. Thiago Teixeira Postado em 31/Oct/2015 às 14:14

    E ai José Ferreira? A mulher tem que sofrer e aguardar o aborto espontâneo?

  3. Jorge Postado em 01/Nov/2015 às 12:20

    Dizem que abortou... O sexto dedo.

  4. Sergio Carneiro Postado em 03/Nov/2015 às 05:57

    “Comecei a gravar o documentário porque ninguém quer falar sobre isso. Quero que as pessoas saibam que não são as únicas a passar por essa dor, que não estão sozinhas“ (sic). Errado! Os nazistas em 1943 já falavam e praticavam o aborto dos indesejados. O que você fez foi só uma repaginação.

    • Pereira Postado em 03/Nov/2015 às 11:21

      Já existem exames que podem detectar futuras doenças no feto. Mulheres na Inglaterra ao descobrir que serão mães de filhos com síndrome de down abortam. Só na Alemanha nazista isso acontecioa com deficientes metais e físicos, a desculpa: Essas pessoa consumiam recursos do estado para tratá-las.

  5. Cecimila Calc Postado em 03/Nov/2015 às 15:29

    Se depender do nazicunha, mulheres nessa situação vão morrer sem qualquer tipo de amparo. Pq abortar é pecado.

  6. Olegário Postado em 04/Nov/2015 às 17:32

    Você quem deveria ter sido abortado. Seu monte de bosta. Nem pra isso prestou. Vá pro diabo que te carregue. Pra puta que te pariu.