Redação Pragmatismo
Compartilhar
Contra o Preconceito 20/Oct/2015 às 12:27
0
Comentários

Modelo e atleta que nasceu sem as pernas dá lição de superação

“Sou diferente, e isso é sexy. Não preciso de pernas para me sentir bem”. Kanya Sesser é atleta e modelo de marcas esportivas. A jovem de 23 anos, que nasceu sem as duas pernas, conta como supera tudo com muito estilo e determinação

modelo sem pernas atleta mulher

Originalmente publicado em Huffington Post

“Sem pernas, sem limites.”

Esse é o mantra de Kanya Sesser – e ela prova diariamente que seu espírito não tem limites.

A modelo e atleta de 23 anos nasceu sem as duas pernas e foi adotada na Tailândia quando tinha 5 anos. Depois de se mudar para os Estados Unidos com seus pais adotivos, Kanya aprendeu a andar sobre as mãos e agora usa um skate para se locomover.

Kanya disse que começou a praticar esportes quando era criança porque gostava de estar na rua. “Quando estava crescendo, era muito ativa e praticava esportes com outras crianças. Sempre foi tudo muito cordial.”

Quanto à carreira de modelo, ela disse ao New York Daily News que ela ama o trabalho porque ele mostra um tipo diferente de beleza.

“Gosto de ganhar dinheiro com isso e amo mostrar para as pessoas um outro tipo de beleza”, disse ela. “Essas imagens mostram minha força.”

Kanya começou a trabalhar como modelo para marcas esportivas quando tinha 15 anos, e foi destaque da Billabong em 2014.

Ela vive em Los Angeles e tem uma agenda atribulada, cheia de sessões de fotos, passeios de skate, surfe e palestras motivacionais. Em seu tempo livre, Kanya gosta de tênis, basquete de cadeira de rodas, hóquei de trenó e natação.

Ela também está treinando para competir em mono-esqui nos Jogos Paraolímpicos de Inverno de 2018.

“[Ser modelo] é divertido e mostra a minha história”, disse Kanya ao Daily News. “Sou diferente, e isso é sexy. Não preciso de pernas para se sentir sexy.”

Kanya disse que ama ser modelo, mas os esportes e as competição vêm em primeiro lugar. “A carreira de modelo [não é] a principal prioridade, é mais um trabalho secundário”, disse ela.

Em última análise, Kanya diz estar contente com quem é, e o que ela faz é o que a deixa mais feliz.

“Nem todo mundo tem a confiança necessária para perceber o quão forte você realmente é por dentro”, conta.

“A maioria das pessoas se trava [porque] a sociedade as faz se sentirem pouco à vontade com a situação em que estão. Você tem de abrir [um caminho] diferente para si mesmo, porque ninguém vai fazer isso por você.”

Tradução: Alanna Vagianos, BrasilPost

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários