Redação Pragmatismo
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Índios 06/Oct/2015 às 10:55
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Eduardo Cunha deixa índios no escuro e no calor

Eduardo Cunha manda cortar luz e ar-condicionado de índios, quilombolas, marisqueiras e pescadores artesanais que passaram a noite na Câmara dos Deputados. Para espantar o sono, os indígenas, mesmo no escuro, cantaram e dançaram no plenário durante a madrugada

Eduardo Cunha índios Congresso
Cunha se negou a receber representantes indígenas e determinou que as luzes e o ar-condicionado fossem desligados (Pragmatismo/Folhapress)

Em um ato para marcar a passagem dos 27 anos da Constituição brasileira, cerca de 150 índios, quilombolas, marisqueiras e pescadores artesanais ocuparam o plenário 1 da Câmara dos Deputados durante toda a noite de segunda-feira (5) e madrugada de terça-feira, em protesto contra o descumprimento de garantias constitucionais e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera os procedimentos para a demarcação de terras.

Os manifestantes deixaram, no início da manhã, o plenário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas permaneciam no Congresso.

A ocupação do plenário começou à tarde, logo após sessão da Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e da qual participou a vice-procuradora-geral da República, Débora Duprat.

Os índios, representantes de comunidades de pelo menos seis Estados, decidiram permanecer no plenário e exigiam ser recebidos pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A negociação foi intermediada por Pimenta, que abriu uma audiência pública da comissão para justificar a permanência dos ativistas. Por volta das 22h, Cunha afirmou que a sessão não estava autorizada e, a partir daquele momento, os manifestantes passariam a ser considerados invasores.

O presidente da Câmara se negou a receber representantes do grupo e determinou que as luzes e o ar-condicionado fossem desligados, o que aconteceu por volta das 23h, provocando um breve momento de tensão.

Sem microfone, no calor e no escuro, os indígenas cantavam, tocavam e davam testemunhos de violência e abuso policial em suas comunidades e criticavam o governo por omissão. “São 27 anos de direitos violados e violência contra nosso povo”, disse o líder Voninho Kaiowá, da etnia guarani-kaiowá, do Mato Grosso do Sul, onde há um mês uma liderança indígena foi morta a tiros.

Os discursos foram acompanhados de perto por homens da Polícia Legislativa Federal que posicionaram-se nas saídas do plenário equipados com escudos, capacetes e cassetetes.

Com ajuda de uma lanterna, Pimenta procurava uma tomada para carregar o celular e convocar outros parlamentares. Aos poucos, chegaram o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), o líder do PT, Sibá Machado (AC), Alessandro Molon (Rede-RJ), Moema Gramacho (PT-BA), Odorico Monteiro (PT-CE), Bohn Gass (PT-RS) e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

O grupo se reuniu no corredor das comissões e decidiu entrar em contato novamente com Cunha para um novo apelo. Eles optaram ligar de um telefone desconhecido do presidente da Câmara para evitar que a ligação fosse rejeitada. O telefonema ficou então a cargo de Lindbergh, que foi reconhecido e saudado de pronto por Cunha com um “diga, senador”.

Cunha, segundo o senador, ofereceu duas opções: aceitaria receber representantes indígenas ao meio-dia se eles saíssem nesta madrugada ou deixaria eles ficarem até as 7h, mas sem recebê-los. As lideranças indígenas não aceitaram a saída imediata e abriram mão de serem recebidos.

“Ele pensou que cortando a luz vocês iam sair, colocando a tropa de choque vocês iam sair. Ele não sabia que o tiro ia sair pela culatra. É um desgaste maior para ele. A atitude truculenta deles fortaleceu vocês. Vocês podem sair e dizer que duelaram com o presidente Eduardo Cunha, esse que pensa que manda no Brasil, e venceram”, disse Lindbergh.

Para espantar o sono, os indígenas, mesmo no escuro, cantaram e dançaram no plenário durante a madrugada. Desde o início da noite, eles aceitaram ficar sem cachimbo depois que a segurança da Casa informou que a fumaça poderia danificar obras de arte na sala. “A gente vai respeitar o patrimônio porque é nosso”, disse um dos líderes do movimento.

Pimenta chegou a sugerir que eles cantassem o Hino Nacional, para ser uma música que “todos” soubessem cantar, já que alguns cantos indígenas não eram de domínio de todos. A sugestão, no entanto, foi prontamente recusada pelos indígenas, que preferiram entoar cantos tradicionais.

Ao longo da madrugada, os deputados se revezaram em vigília para evitar que os manifestantes fossem atacados.

Agência Estado

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Comentários

  1. JOSEPH Postado em 06/Oct/2015 às 11:20

    Recusaram o hino nacional: TOME!!!!

    • Maria Hiley Postado em 06/Oct/2015 às 13:11

      Infeliz de um povo que cobra respeito a um hino, uma bandeira, qualquer símbolo, mas não sabe respeitar seu semelhante. A isso dou o nome de hipocrisia.

      • juliano Postado em 06/Oct/2015 às 13:44

        pimba!

      • Thiago Oliveira Postado em 06/Oct/2015 às 13:59

        Palmas!!!

      • Eduardo Ribeiro Postado em 06/Oct/2015 às 14:12

        touché

      • Eduardo Postado em 06/Oct/2015 às 16:55

        quem está cobrando respeito, merece respeito??????

      • Paulo Postado em 07/Oct/2015 às 06:42

        Hipocrisia ficou barato. E nacional-fascismo mesmo, é coisa ruim.

  2. Leici Postado em 06/Oct/2015 às 13:07

    Casa do povo?

  3. Léo Bold Postado em 06/Oct/2015 às 13:09

    Ou vivam como índios ou desistam das mordomias privativas dos índios...

    • juliano Postado em 06/Oct/2015 às 13:44

      se você topar devolver tudo o que era deles de direito, eu endosso tua ideia.

      • Hannah Postado em 06/Oct/2015 às 15:05

        Palmas, querido!

    • Gabriel Postado em 06/Oct/2015 às 13:55

      Nem sabe como vive um indígena, vai saber como vivem todas as etnias? Quer tirar o acesso do indígena por quê? Por medo? Fascismo mesmo? Não sabe nada de Índio, acha que índio é tudo a mesma coisa...

    • Tanmápio Manga Postado em 06/Oct/2015 às 15:06

      Devolve as terras deles então, trouxão!

    • Tanmápio Manga Postado em 06/Oct/2015 às 15:06

      Que comentário idiota desse "Léo Bold"!

    • Paulo Postado em 07/Oct/2015 às 06:43

      Apenas apos devolver o que é deles.

      • Léo Bold Postado em 08/Oct/2015 às 12:40

        Aqui em SC morrem milhares de "não índios", sofremos com engarrafamentos e prejuízos a todos por causa de "índios", PARAGUAIOS trazidos em 1970, que não permitem duplicar nossa BR101. Mas moram em casas de material, tem escolas melhores que as nossas, carros, celulares, antenas parabólicas... Ou vivam como índios ou como nós demais, oras.

  4. Marcos Antônio Gonçalves Postado em 06/Oct/2015 às 13:09

    O absurdo, quem esse cara pensa que é? Parabéns aos parlamentares que ficaram com os indígenas , é preciso que esse Cunha viaje até o exterior pra saber que no mundo hoje, gente que nem ele não cabe mais. Acredito que o que é dele estar guardado e não vai mofar a hora dele estar próxima...

  5. Ramon Postado em 06/Oct/2015 às 15:16

    Pimba! toma essa desavisado! O que será que significa "viver como índios" para uma pessoa dessa? Será aceitar o genocídio? aceitar a violação de direitos adquiridos com sangue derramado? ou será simplesmente naturalizar o genocídio e esconder a real história do Brasil como fazem desde 1500?

  6. enganado Postado em 07/Oct/2015 às 00:16

    Cara pálida, ladrão, ordinário, ..., de Direita vai ter bom senso para lidar com alguém dos 7P´s ? NUNCA! Tá mais preocupado com os SEUS 5 milhões de Dólares da propina que estão nos Bcos. da Suíça. O resto foda-se! Direita do BRASIL! Muito Patriota!!!!!

  7. Thiago Teixeira Postado em 07/Oct/2015 às 07:43

    Agora imagina a direita no poder executivo novamente. A vingança contra as "minorias", os 5 P (puta, pobre, preto, professor e petista) e organizações de esquerda serão massacrados ao vivo do PiG.

  8. Léo Bold Postado em 28/Oct/2015 às 14:02

    (é difícil escrever aqui...) DE NOVO, o Morro dos Cavalos interditado pelo índios PARAGUAIOS!...

  9. Léo Bold Postado em 12/Nov/2015 às 12:30

    (ow dificuldade escrever aqui... ) DE NOVO, o Morro dos Cavalos foi interditado pelo índios PARAGUAIOS!...