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Mulheres violadas 14/Oct/2015 às 19:32
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Blogueiro da Veja usa explicação absurda para justificar baixo salário de mulheres

Blogueiro da Veja usa explicação absurda para tentar justificar por que mulheres ganham menos que homens

mulheres salário leandro narloch
Leandro Narloch (esq), da Veja, fez ‘mea culpa’ após texto em que tenta justificar por que mulheres ganham menos que homens

Thamy Almeida*, Medium

Eis que a batalha feminista da semana é com o colunista da Veja, Leandro Narloch, dizendo que as mulheres ganham menos porque escolhem profissões “de mulher”. O universo feminista, como de hábito, explodiu e ele fez uma mea culpa, resultando num desastre argumentativo nada inovador.

(leia o texto de Narloch aqui)

Numa tentativa maliciosa, como é de hábito nos colunistas da Veja, Narloch finge que a desigualdade salarial de gênero é, na verdade, culpa das mulheres que não escolhem as profissões “de homem”, as quais pagam melhor, por uma questão de oferta e demanda. Que novidade, um homem branco, burguês, conservador, argumentando que nossos problemas não existem e, se existirem, são causados por nós mesmas, não pelo sistema produtivo ineficiente em que vivemos.

Sua completa incapacidade de interpretar o mundo em que vive é evidente, apesar de sua formação em Humanas — essa área tão inundada por mulheres e desprezada, em detrimento das Exatas, a área que contempla “as necessidades da sociedade”. Vamos, portanto, ajudá-lo.

Não, mulheres não ganham menos porque escolhem profissões consideradas femininas, ou sem perigo de morte, ou porque se aposentam para ir ao shopping com as amigas. Entre todas as causas deste fato, a principal é: mulheres ganham menos porque foram inseridas no sistema produtivo de modo inferior e isso influencia diretamente na profissão que escolhemos exercer — isto é, para aquelas de nós que podem escolher.

As falhas no artigo da Veja não param por aí. Narloch cita alguns estudos que não levam o nível de desenvolvimento de cada país em consideração. Neles, meritocracia é o nome do jogo: mulheres produzem menos e por isso ganham menos — e se levarmos em conta a questão racial teremos mais desigualdade ainda.

Sim, somos menos produtivas porque tivemos habilidades específicas — de menina — encorajadas e desenvolvidas desde a infância. Ou é super comum meninas ganharem videogames, que estimulam lógica e raciocínio rápido, ao invés de fogãozinho e boneca, que estimulam… não sei, estimulam alguma habilidade cognitiva?

Comum mesmo é sermos ensinadas a nos “valorizar” (leia-se, enclausurar) para ganhar respeito e a não ceder ao primeiro cara que encontrarmos pela frente, enquanto, na via oposta, quanto mais meninas ele pegar, mais bem visto entre seus amigos e familiares vai ser.

Historicamente, somos menos incentivadas a ter uma atitude competitiva como aquela exigida pelo mercado de trabalho. Os meninos da minha geração aprendiam a formatar seus computadores para poderem rodar seus jogos de tiro e faziam aulas para aprender a tocar instrumentos numa bandinha cover de Legião Urbana. Nós, meninas, éramos enviadas para aulas de balé e líamos revistas que nos ensinavam como agradar o gatinho da oitava série.

Essa diferença de socialização gera mulheres menos produtivas, quando comparadas com os homens. Consequentemente, diminui a busca por nós no mercado de trabalho, o que reduz nossa capacidade de negociação e diminui nossos salários. Se nossa produtividade — ou taxa de exploração — é menor, não é interessante uma empresa formada apenas por mulheres, ao contrário do que dizem algumas argumentações rasteiras por aí.

Este mecanismo é bem aproveitado pelo capital, em sua luta contra o trabalho: desde a inclusão da mulher no mercado, cumprimos o papel de mão de obra excedente, diminuindo os salários de todos os trabalhadores, não importando seu gênero.

Claro, existem exceções. As mulheres CEO, empresárias bem-sucedidas.

Já reparou que elas costumam ter qualidades “de homens”, sendo ultracompetitivas, individualistas, pagando babás para cuidar de seus filhos enquanto elas crescem profissionalmente? Também não podem ser sentimentais. Isso é coisa de mulher.

Aos homens também nunca houve escolha. Foram, como gênero, empurrados nessa direção. Se no âmbito profissional tiverem qualquer característica considerada feminina ou qualquer resquício de comportamento que efetivamente, e não apenas no discurso, priorize sua vida pessoal, em detrimento de seu trabalho, serão considerados desmotivados, pouco comprometidos, serão alvo de chacota e machismos. Enfim, uns boiolas.

Além da socialização da mulher, existe ainda outro fator que justifica os salários reduzidos: a evolução das leis trabalhistas.

Qual empresa manteria um funcionário que não comparece no escritório por um período de até seis meses e ainda o remuneraria durante esse período? A licença maternidade, por exemplo, entre outros direitos garantidos pelo Estado, não vem sem um ônus. Existe uma pressão negativa nos valores de salários ao longo de toda a vida produtiva da mulher, fruto da preferência por homens nas contratações.

Porém afastem-se, reaças e liberais. Este não é um argumento contra as leis trabalhistas. Todas as conquistas de todas as lutas dos trabalhadores ao longo da história são imprescindíveis e devem ser comemoradas, mantidas e expandidas.

O ponto aqui levantado é uma mera análise do estado das coisas e seu impacto na desigualdade da mulher em relação ao homem. Não é com a lógica da oferta e demanda que superaremos este problema, mas sim com uma nova lógica: a da igualdade incondicional, que tenha como premissa o bem-estar humano — e sim, isso inclui as mulheres! — acima da simples produção de mercadorias para troca.

Sob essa perspectiva, precisamos parar de reproduzir o discurso “mulheres ganham menos porque nasceram mulheres”. O que deveríamos fazer? Nascer homens?

Podemos afirmar que existem, sim, empresas que discriminam salarialmente mulheres e homens, apesar de ambos terem capacitações similares e exercerem uma mesma função.

Mas em uma relação de mão dupla ou, em outras palavras, dialética, a produtividade inferior das mulheres gera salários menores. A sociedade, ao observar esse fato e não compreender sua origem, equivocadamente conclui que mulheres devem ganhar menos porque sempre foi assim. E está criado o preconceito. É uma lógica que se retroalimenta e se perpetua.

A questão final é: por que somos socializadas com inferioridade? Que tipo de arbitrariedade é essa que coloca um gênero abaixo de outro desde seu nascimento? É essa a questão toda que permeia o feminismo em si, a depreciação de um gênero em detrimento de outro. Existe um fundamento socioeconômico que deve ser o ponto de partida para a solução, além do simples sexismo.

A evolução das relações de produção deveria estar presente com mais frequência nas discussões feministas. Sua ausência faz com que ideias fixas sejam repetidas exaustivamente, atrapalhando e às vezes até inviabilizando o avanço do debate.

Dizer que atualmente as mulheres já podem ser o que querem é bonito, mas não é real, enquanto pais e mães limitam as capacidades e intelectos de seus filhos de acordo com seu gênero. Só após mudarmos isso poderemos falar em liberdade de escolha profissional para mulheres e, por que não, homens. Até lá, seremos continuamente obrigadas a correr duas vezes mais para tentar ser a exceção.

Essa solução, no entanto, não significa muito sem uma reformulação do sistema produtivo. Quem vive com um salário mínimo está longe de poder dividir tarefas e ter relações realmente balanceadas, tendo de trabalhar com cargas horárias absurdas, criar seus filhos como for possível e sobreviver para continuar tudo de novo no dia seguinte… Mas sobre isso, desconfio que Narloch saiba menos ainda.

*Thamy Almeida é jornalista

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Comentários

  1. Guilhermo Postado em 14/Oct/2015 às 19:50

    Bom mesmo é concurso público. Lá não tem esse tipo de discriminação.;

    • Daniele Postado em 14/Oct/2015 às 20:47

      A menos q VC seja mãe e tenha muito mas muito menos tempo para estudar que um candidato que seja pai. A chance de passar em um bom cargo público diminui se VC não tem ao seu lado um pai q divida as tarefas domésticas e com a cria. O q depende da mudança de paradigma e ampliação do debate feminista a q o texto se refere.

    • Daniele Postado em 14/Oct/2015 às 20:47

      A menos q VC seja mãe e tenha muito mas muito menos tempo para estudar que um candidato que seja pai. A chance de passar em um bom cargo público diminui se VC não tem ao seu lado um pai q divida as tarefas domésticas e com a cria. O q depende da mudança de paradigma e ampliação do debate feminista a q o texto se refere.

    • poliana Postado em 14/Oct/2015 às 21:40

      exatamente!

    • André Anlub Postado em 14/Oct/2015 às 22:01

      Por isso o grande índice de mulheres atualmente no mercado de trabalho, e ganhando mais do que seus parceiros. Vivo isso na pele e com absoluta tranquilidade por mim e admiração por ela.

    • Marina Maria Postado em 15/Oct/2015 às 09:43

      Mesmo no serviço público essa diferença se mantem, porque homens geralmente levam as funções gratificadas e cargos de confiança.

      • Cecimila Calc Postado em 15/Oct/2015 às 11:27

        Pura verdade. Isso sem mencionar os abusos sexuais praticados de diversas formas no ambiente de trabalho. Ainda precisamos evoluir muito.

    • Guilherme Nogueira Postado em 15/Oct/2015 às 10:39

      Não se engane, as disparidades de gênero também estão presentes nos concursos públicos e de diversas maneiras. Algumas distinções já se manifestam no acesso à vaga. Outras distinções se manifestam no desenrolar da carreira.

  2. Gladys Postado em 14/Oct/2015 às 20:06

    "Somos menos produtivas" ??? "Foram inseridas no modelo produtivo de modo inferior" ???? Brinquei muito de fogaozinho, brinquei de videogame, formatei computador, dancei balé e, não, meus país não eram um modelo de progressismo. Vitimização não nos ajuda em nada, na verdade, achei seu discurso bastante machista e condescendente

  3. Leonardo Postado em 14/Oct/2015 às 20:07

    Eu não sei se é o Lixo (Veja) que escolhe essas figuras ou se são essas figuras que escolhem o Lixo (Veja). Que simbiose maldita!

    • poliana Postado em 14/Oct/2015 às 21:41

      não é??? impressionante qtos absurdos essa revista produz!!!!!

    • Lucas Oliveira Silva Postado em 15/Oct/2015 às 08:25

      Ambos se merecem, ambos são lixos!

    • soda cáustica Postado em 16/Oct/2015 às 16:11

      As pessoas encontram seus pares...

  4. Solon Santos Postado em 14/Oct/2015 às 20:14

    O caçador de mitos está mais para um escritor de bobagens, texto raso, ridículo. Quanta estupidez! Para quem se apresenta como mestre em filosofia, ele decepciona muito.

  5. FABIO SARDAS Postado em 14/Oct/2015 às 20:20

    O mercado da moda é predominantemente feminino e é uma das profissões mais bem pagas do mundo;além disso nos últimos anos boa parte das mulheres estão ganhando mais que os homens pois estão ocupando cargos de gerência de forma merecida .

  6. Carlos Postado em 14/Oct/2015 às 20:30

    Somente um adendo ao artigo, não é que ele não sabe interpretar o mundo em que vivemos. Ele sabe muito bem, mas seu lugar de fala necessita exatamente de um falseamento desta realidade, se não seu discurso deixa de ter o efeito desejado que é produzir um monte de zumbis que vão reproduzir de maneira acrítica suas ideias.

  7. Giane Eller Postado em 14/Oct/2015 às 20:37

    Eu escolhi profissão "de homem" e sofri do mesmo jeito. Sou Projetista Mecânica e Tecnóloga em Produção Industrial. Sempre tive que me desdobrar para provar que era tão capaz quanto um homem. Sempre ganhei menos fazendo mais. Em uma empresa, acumulei três cargos, quando saí, colocaram dois engenheiros no meu lugar para dar conta do trabalho. Sempre sofri discriminação. Errar? Não tinha esse direito: "tinha que ser mulher mesmo!". Agora sou mais madura e consigo carregar este peso colocando rodinhas, mas quando mais nova sofri muito. Me achava burra por não conseguir bons empregos como meus colegas homens. Mas hoje digo que amo minha profissão e vou tirando o melhor de tudo que aprendi.

  8. Rogério Postado em 14/Oct/2015 às 20:56

    Sabe, me considero de esquerda... crítico. As vezes tenho que ser crítico com a própria esquerda que defendo. O texto aqui parece fazer uma generalização indevida e claro, explico: O fato de as mulheres terem suas habilidades, capacidades e perspectivas de vida todas limitadas, segregadas e pré-determinadas por condições sociais não altera o fato de as carreiras que foram escolhidas no futuro... sei la, literatura e história, pagar menos que Engenharia e S.I. Isso é uma realidade! Daí poderíamos sim discutir e dizer que as mulheres não deveriam ser limitadas em sua perspectiva social de trabalho e desenvolvimento psicossocial, e depois disso elas provavelmente igualariam a proporção nessas profissões que sabidamente são melhor remuneradas. Outro ponto que poderíamos reivindicar é a valorização das profissões de atributos humanos em detrimento da pura e simples produção comercial em toda e qualquer comparação possível. Isso é um mal da lógica materialista e mercantil, financeira, que subjuga e limita o ser humano ao que gera em grana e acaba por repercutir pior nas minorias sem as mesmas condições de reprodução material. Entretanto, nada disso muda um outro fato: o de que as mulheres escolhem mais literatura (e até considero isso um sinal de maior evolução como ser, quem dera os homens igualassem essa proporção, pq nos diria que sua sensibilidade aos temas talvez tenha aumentado também) e que literatura, no atual modo como o sistema está organizado, paga pior do que Sistemas de Informação. Porque sim, infelizmente, esse argumento está parcialmente correto, mas colocado e apontado de uma forma hipócrita pelos lobbystas da Veja que querem individualizar o caso e apontar isso como culpa das mulheres, como se a escolha não fosse produto de uma determinada configuração social, como sempre...

    • Moacir Postado em 17/Oct/2015 às 09:53

      Desculpe, mas achei o texto que você critica muito mais claro e objetivo que o seu.

      • Rogério Postado em 19/Oct/2015 às 11:29

        É verdade que é mais claro porque também é mais simplista. O meu (pequeno) texto depende um pouco de conhecimentos anteriores, conceitos como materialismo histórico dialético ao mesmo tempo que se deve enxergar que os cursos de humanas são desvalorizados em relação às exatas. Isso é um problema da valorização dos empregos junto que repercute junto à cultura machista, mas não é o machismo que configura os salários. Mudando a cultura machista as mulheres escolheriam mais empregos como engenharia e equilibraria essa desvalorização.

  9. SerHumano Postado em 14/Oct/2015 às 21:02

    Somos menos produtivas?!! Essa é novidade pra mim. Não tenho observado isso no meu dia a dia. Até porque além de trabalharmos fora, no mais das vezes ainda damos conta do serviço doméstico. Mas, enfim, já são milênios de subjugação, esperar o que de seres pouco evoluídos? Principalmente dos escritores e leitores do panfletinho que se pretende revistinha. Digas onde escreves/lês que te direi quem és.

  10. Nelo de Carvalho Postado em 14/Oct/2015 às 21:27

    Deve ser mais um que através dos degrau da burrice da VEJA quer chegar a fama.

  11. Nelo de Carvalho Postado em 14/Oct/2015 às 21:28

    A cara dele de pateta da para ver que ele está louco pela fama; do jeito que o Brasil é, ele já conseguiu.

  12. Nelo de Carvalho Postado em 14/Oct/2015 às 21:28

    A cara dele de pateta da para ver que ele está louco pela fama; do jeito que o Brasil é, ele já conseguiu.

  13. Janine Rodrigues Postado em 14/Oct/2015 às 21:54

    Com certeza ele não saiu do ventre de uma mulher pra dizer essas insanidade machistas, Ponto.

    • Moacir Postado em 17/Oct/2015 às 09:57

      Homens machistas, filhos de mães machistas, tataranetas de tataravôs machistas.

  14. Marcus Postado em 14/Oct/2015 às 22:49

    Importante igualar o direito da licença maternidade/paternidade. Seis meses para ambos, podendo tirar de forma alternada. Quem ganha é a criança, amãe, o pai e a família. Como consequência equalizaremos os gêneros em relação a licença (ao contratar um homem ou uma mulher, o empregador sabe que poderá ficar sem o/a trabalhador /a devido a nascimento de filho, independente do sexo.

    • Fernanda Postado em 24/Oct/2015 às 06:23

      Homem vai sair de licença mas cuidar do filho é que não vai. Fato

  15. Tânia Postado em 14/Oct/2015 às 23:22

    Texto interessante. Discordo com a autora confirmando que somos menos produtivas. Jamais concordarei com isso. Trabalho por oito bolas, se é que vocês me entendem. kkkkk

    • Douglas Postado em 15/Oct/2015 às 09:54

      Também achei um pouco interessante o texto. Apesar de discordar dessa afirmação de menor produtivade, que é muito generalista.

  16. enganado Postado em 15/Oct/2015 às 00:52

    Esse fulano tem pinta de judeu, por isso fica pensando que o mundo é uma sinagoga e que as mulheres ficam em frente a biombo, caladas. O dia em que DEUS for a um templo desses, vai ser um desastre.

  17. Augusto Postado em 15/Oct/2015 às 00:59

    Então as meninas devem ser criadas iguais a meninos para serem mais competitivas e ganharem mais no futuro, e não para terem uma infância feliz? Conheço um monte de homens que foram criados iguais a meninos e são um bando de vagabundos! Kkk Acho que a autora viajou um pouco aí

    • Moacir Postado em 17/Oct/2015 às 10:02

      Esse bando de vagabundos que você conhece também cumprem sua função no sistema.

  18. ejedelmal Postado em 15/Oct/2015 às 00:59

    Ele provavelmente nasceu em chocadeira.

  19. Alane Postado em 15/Oct/2015 às 07:39

    Gostaria de saber a fonte confiável que mostra um menor produtividade das mulheres e um rebaixamento de suas funções cognitivas em relação aos homens. Alguma pesquisa atual? Pesquisadores com o mínimo de imparcialidade? A matéria do cara da veja é, sem dúvida, estúpida. No entanto, querida autora, alguns de seus "argumentos" sem base científica acabam por fazer um grande favor ao pensamento machista de que as mulheres são inferiores. Existe MESMO uma diferença tão grande de produtividade entre os sexos considerando trabalhadores que ocupam os mesmos postos de trabalho? As mulheres SEMPRE produzem menos se consideramos trabalhadores nos mesmos postos de trabalho? Somos todas cognitivamente inferiores aos homens? Acho que você deveria começar pesquisando o número que mulheres que ingressam a universidade no Brasil de hoje. Mas, já te adianto uma coisa: a média de tempo na educação formal, no Brasil de hoje, é maior entre as mulheres que entre os homens. Bjs.

  20. Eduardo Ribeiro Postado em 15/Oct/2015 às 08:47

    Bem, a foto já diz tudo. Semblante de coxinha, menino classe média, bem criado, dentição impecável, vacinas em dia, mamãe deixava na porta da escola particular e pegava na porta na hora da saída. O único chão que seus pés conheceram até os 23 anos eram o da escola e o do condominio. Nunca ralou o joelho. No dia da foto estava estranhamente sem a blusa pendurada no pescoço. E acredita na "meritocracia". A foto revela outro detalhe: Instituto Millenium. Mais do que escrever na Veja, a coisa é pior do que isso: ele escreve no IM. Pegue Rodrigo Dá Bilhão Constantino, multiplique por 40, e você terá o IM. O supra-sumo da merda. De resto, eu deixo pras mulheres esculhambarem sem dó esse monte de merda.

  21. vinicius Postado em 15/Oct/2015 às 09:03

    A explicação do blogueiro parece bem coerente, e provavelmente é o motivo pelo qual as mulheres ganham menos que os homens, vamos admitir.

  22. Lidiane Postado em 15/Oct/2015 às 09:28

    fofo e só.

  23. Rodrigo Postado em 15/Oct/2015 às 09:31

    (Outro Rodrigo) Salvo engano, durante as obras da copa foi identificado que mulheres faziam soldas mais bem acabadas que homens, assim o raciocínio do colunista não se sustentando. De outro lado, face ao comentário acima, cumpre questionar qual é o critério para aferir a disparidade, se dentro de uma igual função ou não - caso seja quanto a funções iguais, a disparidade salarial não terá justificativa alguma.

  24. Fernanda Postado em 15/Oct/2015 às 10:14

    Ótimo texto....

  25. Sara Rezende Postado em 15/Oct/2015 às 10:30

    Estou decepcionada com o Leandro Narloch... Já li os três livros dele e ele me parecia ser uma pessoa inteligente e esclarecida, mas vejo agora que tem uma mente muito limitada.

  26. simone Postado em 15/Oct/2015 às 10:32

    Desde quando blogueiro é coisa de macho, conheço muito mulher trabalha em dois empregos e em casa e ainda dizem que o que fazemos e coisa pouca. Quero ver o dia em que um homem tenha essa capacidade de trabalhar, cuidar da casa dos filhos e ter que ser uma boa esposa. Esse cara não sabe de nada só o que ele le nos folhetins, pois é fácil ficar sentado escondido atrás da tela de um PC e publicar o que bem entender. Tenho pena da esposa desse cidadão. É um coitado que ainda não aprendeu nada da vida.

  27. sergio ribeiro Postado em 15/Oct/2015 às 13:25

    Só de saber que se trata desse cara, já nem li mais o texto. Seu guia politicamente incorreto da história do Brasil é uma das piores coisas que li na vida. Uma montanha de bobagens disfarçada de pesquisa, cheia de incorreções e sofismas, somente para justificar seu anticomunismo e seus lugares comuns ("a esquerda é vitimista, é contra o progresso, é totalitária", etc.). Além de um imenso complexo de vira lata.

  28. Victor Severo Postado em 15/Oct/2015 às 13:38

    Típico pensamento da escola "amebista" da latrina chamada "Veja",preconceituoso,tendencioso,ignorante,um lixo enfim.

  29. George Postado em 16/Oct/2015 às 08:06

    depois reclama quando tem passaralho. "mimimi esse governo petralha, mimimi culpa da dilma", mas nunca olha para o próprio jornalismo esgoto que infelizmente toma conta de muitos da profissão. Crise? É de jornalismo sério, isento e informativo, pois no Brasil ocorre o contrário desses três aspectos para muitos órgãos de imprensa, principalmente da mídia de massa

  30. enganado Postado em 16/Oct/2015 às 15:33

    Vale a pena registrar que este vagabundo, além de Direita-Apátrida-Ordinário-... e grandíssimo FDP, já escreveu por aí que a invenção do avião, não foi por Santos Dumont, mas sim pelos irmãos americanos Wright. Este é o calibre desta gentalha da revista ""O Esgoto"". Penso também que não gosta de mulheres, ou seja, saia do armário e tome coragem de revelar sua opção sexual. Canalha!

  31. soda cáustica Postado em 16/Oct/2015 às 16:24

    Típico menino do playground. Nunca passou dificuldades e fica discursando num PIG repleto de seus "semelhantes"... Um triste retrato do Brasil midiota.

  32. Lucas Cantino Postado em 16/Oct/2015 às 18:16

    O narloch é blogueiro da veja ? Mas que surpresa... rss