Redação Pragmatismo
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Racismo não 29/Oct/2015 às 22:17
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Ao falar sobre racismo, Alexandre Garcia faz o comentário mais ignorante do ano

Alexandre Garcia diz, na TV Globo, que o "Brasil não era racista até criarem as cotas". Será que o apresentador considera que a sua colega de trabalho, Maria Júlia Coutinho, do Jornal Nacional, não seria chamada de "macaca fedida" caso no Brasil não existisse política de cotas?

Alexandre Garcia cotas racismo

Na última semana, durante comentário em que criticava o cadastro do ‘Simples Doméstico’ — regime unificado de pagamento de todas as contribuições e encargos do trabalhador doméstico — Alexandre Garcia fez uma ‘revelação fabulosa’.

Com cara de indignado, o apresentador da Globo afirmou que “o Brasil não era racista até criarem as cotas”. Discípulo de Ali Kamel, diretor da Globo e autor do livro “Não Somos Racistas”, Garcia dá a entender que a escravidão no Brasil foi obra de ficção e que, só a partir da implantação das cotas é que esse tal de ‘racismo’ apareceu.

Será que Alexandre Garcia, que é ex-porta-voz do general João Batista Figueiredo, o último carrasco da ditadura militar, considera que a sua colega de trabalho, Maria Júlia Coutinho, do Jornal Nacional, não seria chamada de “macaca fedida” caso no Brasil não existisse política de cotas?

VEJA TAMBÉM: Por que me tornei a favor das cotas para negros

Leia, a seguir, trechos do texto de Cidinha da Silva, do DCM, em resposta ao comentário de Alexandre Garcia:

Alexandre Garcia e as cotas

Dia desses um palpiteiro global de política, economia, educação e costumes fez mais uma. Alexandre Garcia, em incursão midiática diária, deu voz histriônica à Casa Grande ao atribuir às cotas a responsabilidade pela institucionalização do racismo no Brasil.

Operadores de mídia como Alexandre Garcia vivem em um mundo particular de invenção de verdades, à revelia da pesquisa séria feita na universidade e institutos de pesquisa científica. Ao mesmo tempo veicula discurso descolado da vida do povo e o vende a este mesmo povo, como ópio, via televisão. O jato verborrágico sobre as cotas e a institucionalização do racismo é exemplar.

O palpiteiro não sabe que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE é um dos órgãos de recenseamento mais respeitados do mundo. Nosso IBGE exporta tecnologia para a América Latina, Caribe e África pelo menos desde a década de 1980. Tem assessorado processos diversos e complexos de contagem humana, por exemplo, aqueles levados a termo no Haiti, pós-terremoto de 2010.

Foram os técnicos do IBGE que depois de décadas de pesquisa, produção de conhecimento qualificado e debate com a sociedade civil organizada chegaram à categoria raça/cor, no afã de abarcar os complexos e diversificados sistemas de classificação racial vigentes no Brasil, desde o recenseamento de 1872. São cinco as categorias adotadas pelo IBGE: preto, pardo, indígena, amarelo e branco. Atribuídas às pessoas por elas mesmas, ou seja, por auto-classificação.

O levantamento dessa informação pelo IBGE atende a dois vetores fundamentais: primeiro, respeita o levantamento do tema feito pelos recenseamentos no país desde 1872. Quem trabalha com números comparados, mesmo de maneira rudimentar (procedimento evitado por quem inventa verdades), sabe que as categorias precisam ser mantidas ao longo do tempo para que possam ser comparadas. Por isso, a partir de estudos de viabilidade técnica, o IBGE concluiu que a melhor forma de levantar informações para retratar o matiz racial da sociedade brasileira e compreender as mudanças e flutuações dos grupos raciais e étnicos é pela aferição da categoria raça/cor.

Quanto ao segundo vetor, desde o censo de 1991, o IBGE tem se notabilizado pelo diálogo com a sociedade civil e pela sensibilidade para a reformulação de alguns itens já constantes do questionário, bem como a inclusão de outros, quando possível e tecnicamente sustentados. Vale lembrar que a incompetência e descaso da equipe de Fernando Collor com a manutenção do Censo a cada decênio interrompeu uma longa série. Como resultado o Censo de 1990 foi realizado em 1991.

No escopo desse diálogo, discutiu-se a partir de meados dos anos 1990, a possibilidade de incluir o quesito negro, como opção de auto-classificação no Censo que seria realizado em 2010.

Tecnicamente não foi possível fazê-lo, pois além de quebrar a série histórica seria oneroso. Contudo, adota-se desde aquela década a estratégia de somar as informações demográficas de pessoas autodeclaradas pardas e pretas para configurar a informação geral sobre o grupo negro. Isso é possível porque as diferenças entre os dois grupos, pretos e pardos, não são demograficamente significativas. Atende-se assim a uma demanda da sociedade civil organizada e respeita-se a forma como cada indivíduo recenseado percebe a si mesmo do ponto de vista do pertencimento racial.

Pois bem, informamos a Alexandre Garcia que é pelos motivos elencados nessa crônica que o IBGE mantém o quesito raça/cor em seu questionário. É por este motivo também que as pessoas e instituições preocupadas com o conhecimento aprofundado da realidade brasileira o valorizam e aplicam.

O preenchimento do item raça/cor nos possibilita saber quantos negros auferem lucro suficiente para serem aceitos na Federação das Indústrias de São Paulo, a FIESP, e quantos são pequenos e microempresários. Este item nos questionários permite-nos quantificar o número de negros e brancos em determinados setores, a exemplo do Ministério Público, do corpo docente das universidades, das demais categorias profissionais de prestígio.

É óbvio que para pessoas como Alexandre Garcia perceber onde estão negros e brancos nos extratos sociais do país não passa de mera constatação visual. Nesse exercício, abundâncias e ausências são naturalizadas. Dessa forma, a presença massiva de trabalhadores negros nas imagens da greve dos garis de 2013, no Rio de Janeiro, bem como a ausência de pessoas negras em qualquer turma de formandos de Medicina verificada em qualquer universidade federal do Brasil, no período pré-cotas (antes de 2002) são demonstrações de que as coisas estão nos seus devidos lugares.

SAIBA MAIS: A necessidade das cotas raciais num país como o Brasil

As cotas para negros nas universidades públicas, a lei de cotas referendada no STF em 2013, desestabilizam esse terreno, provocam rachaduras incômodas nos alicerces da Casa Grande. Elas provocam as conexões de Alexandre Garcia com a ditadura civil-militar e com Paulo Maluf, tornando mais peçonhento o veneno que escorre pelo cantinho de seus lábios todas as vezes que a cabine de controle da casa grande é ameaçada.

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Comentários

  1. NIVALDO PEREIRA Postado em 29/Oct/2015 às 22:53

    Bem! O Tribunal mais "poderoso" do Brasil, por UNANIMIDADE aprovou a constitucionalidade das cotas, seus membros são mais do que magistrados)... Apenas levando este fato em consideração, quem é este veterano velho pra ousar "ver" melhor do que os senhores do STF ??? Quem é ???

  2. Si Robert Postado em 29/Oct/2015 às 23:09

    O negro é necessário que tenhamos consciência de que não há solidariedade nessas questões por parte do restante da população não preta. Deve, portanto, abrir o seu caminha de oportunidades por exclusivo mérito pessoal. E não acatar a lorota de que as cotas raciais são o oposto do que de fato representam como acesso e merecimento.

  3. José Ferreira Postado em 29/Oct/2015 às 23:12

    Elas podem não ter iniciado o racismo e a injuria racial no mundo (não se trata de "jabuticaba"), mas contribuíram para piorar a situação. Fora que a tal da Cidinha, inclui "pardos" como "negros" contribuindo para a sustentação da falácia de que negros e "pardos" são iguais, visto que uma simples observação genética (e em alguns casos, só pelo fenótipo) claramente indicam a diferença entre esses dois grupos.

    • Cleber Postado em 30/Oct/2015 às 02:19

      As cotas não são para resolver, mas sim para amenizar em curto prazo as grandes diferenças. Para corrigir são necessárias políticas socioeducacionais com foco em equiparar a base educacional, para, aí sim, o ensino chegar com o mesmo nível na entrada do ensino superior. As cotas não pioraram a situação [discussão do racismo], apenas botaram a questão em evidência, trazendo-nos à consequente discussão.

    • André Postado em 30/Oct/2015 às 04:58

      Observação genetica? No Brasil? Meu caro, uma pessoa de pele branca no Brasil pode ter pais de pele escura e vice-versa, eu sou "pardo" enquanto minha irmão é loira dos olhos azuis e você quer me falar de onservação genetica e diferença entre dois grupos? Ah vá estudar genética de populações e evolução cara.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 09:18

      Adivinha quem apareceu voando para minimizar o problema? Zé Ferreira. Inacreditável, bicho. E rapidinho, a matéria mal é aberta e o cara já se apresenta, pois trata-se de matéria sobre racismo, tema de especial interesse do nosso historiador. Zé tem uma sirene em casa, que apita toda vez que o PP bota o dedo na ferida do racismo. Daí ele vem pra cá babando e focado em negar tudo que está escrito, não importa o que esteja relatado nem os fatos jogados na mesa...o importante é seguir bostejando, bostejando....é o "negador do racismo brasileiro" oficial do PP.

    • Trajano Postado em 30/Oct/2015 às 12:26

      Elas [as cotas] podem não ter iniciado o racismo e a injuria racial no mundo, mas contribuíram para piorar a situação.Vou projetar no comentário acima a minha opinião sobre o assunto da matéria e contextualizar com a fala do Garcia, bem como com o que me recordo dos escritos do Ferreira. Ele, José Ferreira, considerou a união civil de três mulheres como coisa análoga ao vexatório de certas práticas esdrúxulas de perversões sexuais; em desacordo com a série história dos institutos brasileiros de recenseamento (e como a prática de se andar na rua e constatar o óbvio) Ferreira considerou que, estatisticamente, só existem 5% de negros em São Paulo; para Ferreira, graduandos cotistas de medicina não serão bons médicos por uma correlação entre nota de corte de vestibular e desempenho profissional, independentemente se os dados estatísticos sobre profissionais da área da medicina incluídos na academia por políticas afirmativas não apontam esse tipo de correlação, assim como da alta nota de corte dos candidatos cotistas do curso de medicina que superam a grande maioria dos cursos de ampla concorrência, bem como do desempenho acadêmico geral do aluno, postura ética e engajamento profissional; Ferreira considerou que atirar panfletos zombeteiros durante um velório não somente é aceitável, como se trata de manifestação legítima; Ferreira considerou que os problemas que uma determinada criança enfrenta por ataques indicados por muitos como racistas pode ser, na verdade, culpa do corte de cabelo, esteticamente desagradável, bem como o cheiro desagradável que o uso de dreadlocks ou semelhantes pode resultar, confirmando, ao menos em parte, as queixas de pacientes a uma médica negra discriminada em sua prática profissional. Enfim, com o passar do tempo, os comentários do José Ferreira, antes considerado por mim como brincadeira de adolescente, gradativamente passaram a me causam tanto nojo, emoção primária diga-se de passagem, que infelizmente encontraram no meu sistema límbico reserva consistente para serem armazenado na memória e evocados. Sério, eu gostaria de saber uma forma de “desver” os comentários ferreireanos, tal como os comentários garcieanos: estão no mesmo nível dos comentários do G1. Em tempo: são comentários do “tipo” Ferreira, tal como maria/julio/cesar/souza, que fazem da internet um péssimo ambiente virtual e que atribui sentido às políticas de privacidade de grandes portais a bloquearem a área de comentários porque eles têm vergonha que suas imagens sejam associadas aos discursos dos usuários e com isso terem problemas comerciais e jurídicos. O próprio Pragmatismo Político, antes extremamente tolerante com permissão de postagens automáticas, agora está restringindo cada vez mais os comentários. Enfim, desisto. Ferreira ultrapassou o limiar do chiste e adentrou o campo da ignorância corrosiva. Já chega. Você é decepcionante. E minha cota de decepção já se esgotou quando um jornalista é pago por uma empresa que vincula conteúdo de comunicação em massa via concessão pública para transmitir a sandice de que o “Brasil não era racista até criarem as cotas”, como se não tivesse existido sistema escravocrata no país, como se a República Velha não tivesse utilizado largamente o discurso higienista através da medicina social durante sua fase pré-capitalista, como se não assassinassem negros pobres em escala genocida no Brasil, como se os negros não estivessem fora da “fatia do bolo” do PIB brasileiro, como se artistas não usassem “Blackfaces” para ridicularizar as pessoas negras, como se os comerciais de televisão não privilegiassem rigidamente o uso de atores brancos para compor a sua máquina de modelação de subjetivações em larga escala, como se não existisse privilégio de raça ao acesso de ensino público superior, etc. etc. etc., COMO SE EU FOSSE ALGUÉM DESTITUÍDO DE SENSO CRÍTICO AO PONTO DE ACEITAR A CANALHICE DE QUE “NÃO EXISTE RACISMO NO BRASIL” OU QUE “AS COTAS CRIARAM O RACISMO”. Da mesma forma que não permito mais que as mídias hegemônicas ofendam a minha inteligência e humanidade – mesmo sem esquecer de todas as besteiras venenosas que já vi e ouvi -, também não vou mais me dar ao luxo de me ater aos discursos dos replicadores dessa mesma mídia ou dos simpatizantes cínicos das causas sem causa, ainda que não consiga esquecer o que li. Enfim, eu estou velho demais para isso. José Ferreira, esta é uma forma de retribuição por me mostrar através dos seus comentários que a exposição, ainda que de relance - mas frequente - de aberrações intelectuais em forma de discursos canalhas amplos da mídia, bem como canalhices menores de internet, podem, aos poucos, fazerem mal; que se deve minimizar a seriedade dessas “mensagens” quando não se sabe a origem e intenção do interlocutor, além da importância de se ignorar qualquer forma de instrumentalização em massa por grandes corporações nacionais. É isso. A última vez que perco o meu tempo com os “Garcias” e os “Ferreiras”. Atenciosamente - só que sem abraços e sem agradecimentos finais.

    • poliana Postado em 30/Oct/2015 às 13:26

      Jose ferreira, páre com esse discurso ridículo pq já tá pegando mal pra vc. N EXISTE RAÇA PARDA, RAÇA MORENA, pardo eh negro sim. N foi a "tal da cidinha" q inventou essa "tese". Filho, se aceite! Vc eh negro sim. Ponto final! Procure trabalhar na sua auto estima e auto aceitação, e páre de negar o óbvio! Seu discurso já deu! Pelo amor.....

    • Ana de Lacerda Postado em 30/Oct/2015 às 13:54

      De fato, deveria ser um tema esquecido quando pensamos na diversidade do Brasil, aliás esta é o tipo de discussão que sequer deveria ser pensada se pensássemos na nossa condição que, sob a pele de um branco de olhos azuis existem veias conduzindo sangue de índio, de negro, de italiano, de alemão. etc.... Mas dizer que pardo é diferente de negro e cotas instiga ao racismo é papo para eugenista ou no mínimo, ignorante. A manutenção do racismo no Brasil se dar exatamente pela falta de discussão sobre o tema e de políticas sociais para uma classe que vive à margem.

  4. Denisbaldo Postado em 29/Oct/2015 às 23:53

    Depois da política de cotas os racistas saíram do armário. Quem é contra as cotas é racista, o problema é que nunca foi tão fácil identificar um racista.

    • Alfa Postado em 30/Oct/2015 às 01:02

      Eu não sei se sou "contra" ou "a favor", conheço bons e honestos argumentos para os dois lados. Pela sua lógica, sou o quê? Tenho dúvidas se sou racista ou não? Por favor... Sua falácia é: "Concorde comigo ou vc é criminoso (racista, no caso)". Criminalizar o debate não é muito democrático...

      • Denisbaldo Postado em 30/Oct/2015 às 17:07

        Deixa eu explicar: Se você é contra um programa que retira os negros de seu obscurantismo histórico sem propor nada em troca, basicamente você acredita que tudo deve continuar como está, não se importando assim com o sofrimento tão injusto de todo um povo que trabalhou por este país, julgando-os automaticamente inferiores e merecedores de sua má sorte. Portanto, você nada mais é do que um racista detectado com sucesso! Estas cotas estão realmente sendo uma mão na roda!

      • Alfa Postado em 02/Nov/2015 às 02:44

        "Um programa que retira...": e retira? "Sem propor nada em troca": e se houver? "Basicamente, vc acredita que tudo deve ficar como está": ou posso pensar que as cotas não são uma boa solução... "Não se importando com sofrimento...": eu sei que me importo. Isso, pra mim, prova por modus tollens que sua inferência falha... Mas, já que vc não acredita, vamos adiante; "Julgando-os automaticamente inferiores": nada disso. Inferior é quem escraviza. Em suma, acho que lhe falta só imaginação mesmo. Agarrado em dogmas "se..., então...", é fácil usar lógica elementar para julgar o caráter de gente que vc nem conhece. Imagina só se eu simplesmente estabelecesse que "se for a favor das cotas, então gosta de soluções simplistas e equivocadas para problemas históricos mais profundos, portanto, é burro"... O que vc fez foi parecido, mas tirou conclusão pior: quer todo mundo que discorda de vc na cadeia. E espero que "você", no caso do seu comentário, não se refira a mim, já que eu disse que não tenho posição firme sobre o assunto.

      • Denisbaldo Postado em 03/Nov/2015 às 20:13

        Não tem posição sobre o assunto!?!?! Então fique quieta/o ao invés de contrariar quem tem! Quando tiver uma posição sobre o assunto volte para discutir. Você é o típico inútil da net que gosta de contrariar tudo e todos sem nunca se posicionar a respeito.

      • Alfa Postado em 04/Nov/2015 às 02:29

        Eu tenho uma posição claríssima contra a sua: pra mim, é falso que todo mundo que é contra as cotas é racista. E vc é quem? O "típico" revoltoso que categoriza os outros nos seus esqueminhas mentais pobres? Aliás, que viés autoritário vc tem, hein? Já tá achando que pode me mandar ficar quieto? Imagina vc com um cargo no Partido...

    • Cláudia Postado em 30/Oct/2015 às 06:51

      Excelente conclusão. Simples, direta e adequada. Parabéns!

    • kaléo leitholdt Postado em 30/Oct/2015 às 12:26

      Maravilha! teu comentário é perfeito!

  5. fabio Postado em 30/Oct/2015 às 00:00

    A crítica está certíssima, porém o livro de ali kamel demonstra que acima do racismo, a discriminação é maior com os pobres, o que eu concordo. Também mostra que o racismo é mais evidente entre as classes mais altas. No mais o artigo é ótimo e as cotas são justas, necessárias e bem vindas.

  6. Davi T. Postado em 30/Oct/2015 às 01:32

    Mas é verdade! Para esse pessoal, o mundo era melhor quando "não havia racismo", quando essa multidão de negros sendo mortos pela polícia era apenas "é assim mesmo". Agora se o negro é tratado diferente dos demais, tem menos oportunidades, sofre algum constrangimento, não é mais "é assim mesmo", é racismo! O racista era mais feliz quando o racismo não existia.

    • ODECIO Postado em 30/Oct/2015 às 07:27

      NUNCA HOUVE ESCRAVIDÃO NO BRASIL, NÃO É IGNORANTE, ABOLIDA EM 1888 PELA PRINCESA ISABEL

  7. claudionor de campos Postado em 30/Oct/2015 às 03:54

    Baboseiras e ocupação a desocupados.As Cotas,aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal,são as formas de privilegiar uns sobre outros.a capacidade tem de ser comprovada.Mesmo a busca por emprego,quando da comprovação via Curriculum Vitae,é preciso a inserção de funções e quanto mais variadas e cumulativas,maior a possibilidade.Logo,sem ser necessário debates,entra quem provar capacidade.Todo movimento contrário à isso é especulação e atendimento a outros interesses.

  8. Janete Moraes Postado em 30/Oct/2015 às 04:59

    Sutilmente ou grosseiramente, os preconceituosos se esquivavam dos seus crimes antes da legislação. As cotas acirraram os ânimos dos confortáveis, deixando - os desconfortáveis.

  9. Thiago Teixeira Postado em 30/Oct/2015 às 06:50

    O mais irritante é o fato dos racistas não conseguirem sustentar a teoria contrária as cotas, e usam a falácia covarde e oportunista de que "Ohhhhh, os negros não tem capacidade de fazer um vestibular? De concorrer a uma vaga de trabalho? Eles estão sendo diminuídos, e blá blá blá ... é rascismo ... é vitimismo ... é REVANCHISMO ... são VINGANCISTAS" .

    • Fábio Postado em 30/Oct/2015 às 12:16

      Qual a sua teoria para defender as cotas? Eu, particularmente acredito que todos têm a mesma capacidade, não importa a cor. Se alguém tem menos oportunidades, é uma pessoa pobre, não importa se é branca ou preta, então as cotas deveriam ser por situação econômica, não por cor. Julgar por cor é dizer que o preto é inferior. Aí te pergunto, o negro é inferior em algo?

      • Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 15:59

        """""Julgar por cor é dizer que o preto é inferior. Aí te pergunto, o negro é inferior em algo?""""". Não é dizer isso não. Olha...já passamos de 10 anos de cotas....elas foram enfiadas goela abaixo de brancos racistas, do jeito que tinha que ser. E não tem volta. Será que vocês não tem outro "argumento" que não seja essa bosta que já foi infinitas vezes currado e estuprado? 10 anos já...já deu tempo de maturar as idéias e refinar o pensamento e criar outra bobagem argumentativa, mas que seja diferente dessa....deu já...quem fala essa asneira aí no contexto das cotas fala que a Terra é o centro do universo e é quadrada num contexto de discussão da galáxia.

      • Thiago Teixeira Postado em 30/Oct/2015 às 16:27

        Eu é que te pergunto: O negro teve as mesma oportunidades e acesso a educação de qualidade que os brancos? O mercado de trabalho oferece condições de competitividade igual independente da raça? A condição socioeconômica entre brancos e negros são iguais? Responda se houver um pingo de honestidade. Agora eu respondo a sua: Negro não é inferior ao branco e vice versa, por este motivo existe as cotas para dar oportunidade a partir da graduação de todos terem acesso a uma universidade de igual para igual. E detalhe, nas universidades não existe prova separada para os cotistas, as médias deles não são diferentes.

  10. ODECIO Postado em 30/Oct/2015 às 07:25

    ESSE ALEXANDRE GARCIA É UM IGNORANTE QUE FAZ PARTE DE UMA MÍDIA CORRUPTA.

  11. Anderson Silva correia Postado em 30/Oct/2015 às 07:43

    Esse filha da puta faz jornal pra gente que vive de herança,chama negro de macaco e pobre de gentinha.

  12. douglusa Postado em 30/Oct/2015 às 07:47

    O racismo sempre existiu, ele agora escancarou depois da internet.

    • Marilda Postado em 30/Oct/2015 às 11:33

      Acho que com a internet realmente ficou como você falou.

  13. douglusa Postado em 30/Oct/2015 às 07:48

    O racismo sempre existiu, ele só escancarou devido a internet.

  14. douglusa Postado em 30/Oct/2015 às 07:48

    O racismo sempre existiu, ele só escancarou devido a internet.

  15. douglusa Postado em 30/Oct/2015 às 07:48

    O racismo sempre existiu, ele só escancarou devido a internet.

  16. Vitor Luiz Postado em 30/Oct/2015 às 07:58

    O racismo vai acabar quando o negro, o índio se acomodarem numa posição de inferioridade. É assim que A. Garcia pensa

  17. Brasil, E. S. Postado em 30/Oct/2015 às 08:18

    Sou classe média, de pele, olhos e cabelos claros e sou contra cotas baseadas em tom de pele. E nem por isso sou racista.

  18. Davi Postado em 30/Oct/2015 às 08:25

    A política de cotas como é feita no brasil é populismo do pior tipo. Nenhum negro é barrado em portas de universidades, esse é um problema que não existe. Muitos negros são pobres no Brasil por uma multiplicidade de fatores que passa em grande parte pelo racismo mas também pela imobilidade de classes sociais - são os descendentes dos escravos que continuam ocupando a marginalidade da sociedade.Mas ao invés de colocar negros com menos qualificação que outras pessoas dentro das universidades para ganhar esses eleitores, provocar uma mobilidade social cosmética e soar como heróis dos oprimidos, pq não metem a mão no bolso e reduzem impostos para empresas contratarem negros? Isso sim é um problema factual. Pessoas deixam de ser contratadas por serem negras mesmo quando qualificadas. E ao invés de promover essa inclusão cosmética pq não trabalha pra melhorar a qualidade de ensino e faz cotas para escolas públicas? Naturalmente os negros marginalizados iriam entrar, bem como brancos marginalizados (não por serem brancos, obviamente - mas por motivos econômicos) de maneira justa - já que o vestibular não discrimina. E, claro, ainda assim seria um tapa buraco pra péssima qualidade de ensino, mas pelo menos um tapa buraco igualitário. Eu sou branco (no Brasil, no resto do mundo sou latino) e acho foda falar isso pq não vivo essa marginalização... Mas o que eu sinto desse sistema de cotas é que ele é injusto e eleitoreiro. E os fãs do PT (que é o único partido do país que tem fãs cegos) vão sempre defender, chamar de coxinha/racista quem for contra e achar q estão lutando do "lado certo" da causa por estarem agindo nos interesses dos excluídos. Mas se tem uma coisa que eu aprendi na minha luta (sou gay), é que o como importa. E muito.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 15:55

      """"""Nenhum negro é barrado em portas de universidades,"""""""....só que uma USP por exemplo é uma ilha de privilégio branco. É uma universidade branca por excelência. A Universidade Sem Preto. Não é porque eles não são barrados literalmente que eles deixem de ser "barrados" metaforicamente. Dai entram as cotas, e o resultado já sabemos, até por ser óbvio: inclusão de negros nas universidades, e inclusão social. E ler isso aqui me dá náusea. """"""Mas ao invés de colocar negros com menos qualificação que outras pessoas dentro das universidades"""""". CHEGA DESSA LENDA RACISTA PORRA. Todo mundo cansou de estuprar essa falácia, não há mais o que ser dito a respeito exceto expor pro mundo que quem adota esse discurso safado é racista que se incomoda com preto vestindo jaleco.

  19. Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 09:06

    Que AG é um boçal todos sabiam. Só não se sabia que ele era esse lixo humano, racista, segregador, negando uma história secular de racismo enraizado. Absurdo um semeador de ignorância e preconceito ocupar espaço na midia e bostejar assim, sem medo, na certeza de que vai encontrar ressonancia na sociedade. Sempre houve racismo no Brasil. As cotas foram a gota d'agua, o gatilho para que essa horda de racistas safados deixasse de se esconder e saisse do armário. E todo esse auê, esse emputecimento, esse xilique ridiculo, porque os acerebrados medio-classistas são incapazes de cadastrar o simples doméstico. Daí já se tira o nivel cognitivo e intelectual da nossa amada classe média.

  20. Dilton Marinho Postado em 30/Oct/2015 às 09:13

    Aí, me vem um sujeito com o nome de José "zé" Ferreira, certammente um fudido metido a nórdico, e coaduna qom aquela "Besta redonda quadrada de três quinas", chamada Alexandre (des)Gracinha! Parem o mundo que eu quero descer!

  21. Emerson Redu - pescador- Postado em 30/Oct/2015 às 10:09

    Sabem pq, para este grupo eletista ao qual se enquadra Alexandre Garcia, nao existia racismo?. Pq negros, pardos, indigenas e pobres eram invisiveis a sua classe ignorante, so lhes eram lembrados na hora de limpar quintais, esgotos, faxinas ou quando chacinas eram. cometidas em favelas, sem nem sequer noticiarem a indole de qualquer um dos assassinados, o pior deste tipo de racista, e que tirando sua classe todos sao bandidos.

  22. Gustavo Fernando de Faria Postado em 30/Oct/2015 às 10:11

    Afirmar que não existe seria tapar o Sol com peneira... A escravidão EXISTIU... Se Não... Não EXISTIRIAM Negros por aqui... Onde estariam ?!... Livres e felizes em Mama África?... Escravos sempre foram produto de Guerras Tribais... A alternativa é o Extermínio implacável... Consequência da disputa pelos territórios vitais... A questão É... O ocorrido por aqui foi a pior das opções ?!... Ou existe até hoje Racismo Institucional em vigor pelo Mundo ?!... O Romantismo doente, talvez seja o Caldo de cultura da persistência do MAL...

  23. Anésio Gonçalves Dias Postado em 30/Oct/2015 às 10:37

    Em Buenos Aires, em 1992, conversando com um taxista (em bom portunhol), disse-lhe que não vira negros na cidade, tendo ele respondido: "hay algunos en los bairros, non acá", e completou "pero no somos racistas"...

  24. sidney Postado em 30/Oct/2015 às 10:50

    O Brasil nuca teve racismo. A escravidão era natural porque burro e negro são a mesma coisa. Aliás! A Rede Globo é a melhor emissora do mundo e esse idoso comentarista o mais sábio da terra. Ainda tem gente que dá crédito a plim plim?.

  25. irineu Postado em 30/Oct/2015 às 11:01

    parem de dar ibope pra esse verme, ja sabemos que é um brocha pedante e burro...

  26. sivlana Postado em 30/Oct/2015 às 12:07

    Racismo tem até na Africa e ! As tribos brigam entre si ate hoje...O ser humano é conflituoso sim..Mas, generalizar é que não concordo! Cotas pra minoria por um tempo ok...Mas, pra vida toda é um absurdo total...Quer dizer que só por nascer negro terá direito as cotas...E isso não é racismo? O fat de ser contra as cotas já quer dizer que sou contra negros? Que falta de discernimento! Só pq é negro agora todo mundo é bom e todo branco é ruim....Onde já se viu isso! Essa historia de cor ja deu.....Somos todos reles humanos e pronto!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 30/Oct/2015 às 15:47

      """""""O fat de ser contra as cotas já quer dizer que sou contra negros?""""""""" É.

  27. Edson Postado em 30/Oct/2015 às 12:22

    O pior é que o debate em prol das lutas sociais, por vezes, passam pela necessidade de dar corda para idiotas como este Alexandre Garcia que tem hum histórico mais sujo do que pau de galinheiro..

  28. Luiz Costa Postado em 30/Oct/2015 às 12:49

    Não sei. Não entendo como a segunda nação negra do mundo pode ser tão racista. Como um funcionário das ORM pode ser tão superior ao restante do país se 'Globo' é sinônimo de poder e enriquecimento. Alex, acho melhor virar a página.

  29. Samuel Postado em 31/Oct/2015 às 09:56

    Sou de cor amarelo e sem raça. Aqueles que se definem como negro, blz, não tenho como impedir... Sejam! Se classifiquem sendo automaticamente, naturalmente, racistas. A cota é um instrumento racista pois SELECIONA POR DEFINIÇÃO DE RAÇA. É a forma mais original de racismo diga-se de passagem. Agora o ódio, esse não tem nada haver com a raça. Esse tem haver com o seu "valor social" que também diga-se de passagem muda conforme o tempo passa. Estar pobre, estar rico, estar doente ou não, estar dentro dos padrões de beleza universais ou modais ou não estar, ser de um gênero adverso ou não, tudo isso são razões reais de preconceituar negativamente pessoas, de mal dizer, de desqualificar e quando isso está a acontecer o agressor faz uso dos pontos fora da curva como ferramentas para machucar e desprezar pois este é o objetivo de todo agressor. Usa-se aquilo que incomoda, que machuca.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 31/Oct/2015 às 15:59

      """""Agora o ódio, esse não tem nada haver com a raça.""""" Ingênuo e desligado da realidade do seu país e do seu povo. Obviamente, branco. Nunca teve o carro parado com a familia EXCLUSIVA E ESPECIFICAMENTE por ser preto. Nunca recebeu olhares desconfiados de cima a baixo quando entrou numa loja, com dinheiro pra comprar o que quisesse, EXCLUSIVA E ESPECIFICAMENTE por ser preto. Nunca apanhou da policia na rua do trabalho ESPECIFICA E EXCLUSIVAMENTE POR SER PRETO. Branco negando o racismo é a coisa mais patética do planeta. Ódio racial é tudo que existe neste país, enraizado profundamente, alimentado por décadas e décadas. E as cotas ATENUAM o problema de exclusão social decorrente deste estado secular de coisas, ao incluir o negro na universidade, FORÇADAMENTE E GOELA ABAIXO DE BRANCOS RACISTAS, do jeito que tem que ser. As cotas só intensificam o problema na visão....ora, veja só....dos brancos racistas e secularmente privilegiados que assistem pretos adentrando ambientes aos quais outrora sequer sonhavam em adentrar. Como é lindo ver a DOR dos brancos se remoendo diante da inclusão social que as cotas proporcionaram aos negros. É coisa linda de deus.

  30. Mônica Postado em 31/Oct/2015 às 20:23

    Em resumo: "uns preferem morrer ao ver um preto vencer." (Criolo)

  31. Sergio Carneiro Postado em 01/Nov/2015 às 06:46

    Há primordialmente dois conceitos básicos de racismo: 1 - Teoria que defende a superioridade de um grupo humano sobre um outro grupo; 2 - Segregação entre os grupos humanos. Engana-se, portanto, quem pensa que o racismo é baseado somente na cor da pele. Comete o mesmo engano quem pensa que escravos foram somente o grupo humano de pele negra ou que somente o grupo de humanos de pele branca foram os únicos que escravizaram. Dar direitos diferentes a grupos humanos baseados na cor da pele é segregação, e portanto racismo, mesmo por as chamadas ações positivas.

  32. Alex Postado em 09/Nov/2015 às 20:49

    Esses jornalistas da Globo só falam asneiras, parece que são de outro planeta... O Brasil é racista sim, atualmente aumentou o ódio, pois os negros estão tendo mais direitos através das cotas e outros avanços... antes era fácil aceitar os negros, pois eram sempre subalternos, empregadas domésticas, carregadores, quase escravos...

  33. enganado Postado em 10/Nov/2015 às 00:11

    E desde qdo a rede gRoubo contrata pessoas de bem? Esse aí então nem fala! Faz parte da laia do Bonner, Sardenberg, Waack, Lobo, Monfort, Mainard, Urubunóloga, Faustão, Neubarth, Beltrão, Ana Paula, ... (gente esta lista não tem fim!). Essa gente não tem escrúpulo pra nada, basta o Kamel dar uma ordem, vira lei! O resto é um mero detalhe, fodam-se quem quiser.

  34. Carlos Gomes Postado em 16/Jan/2016 às 17:56

    Alexandre Garcia expôs sua opinião, que é da maioria, e tem direito a expô-la. Todos os direitos devem ser iguais para todos, fora isso, não é Democracia.

  35. Graça Postado em 17/Jan/2016 às 15:49

    Um traste desses só podia ser da globo! como pode um cara que se acha o máximo, ser racista e tão prepotente!...um simples jornalista porque é da globo se acha no direito de fazer tal comentário desse tipo?...VAI SE CATAR SEU VELHO RACISTA IGNORANTE!