Redação Pragmatismo
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Polícia Militar 30/Sep/2015 às 11:30
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Vídeo: policiais alteram cena de crime para forjar auto de resistência

Flagrante de crime cometido por PMs abala política de UPPs no Rio. Vídeo mostra que quatro policiais, depois de balearem um rapaz de 17 anos, colocam uma arma na mão do jovem já morto e realizam disparos. A farsa foi desmascarada por moradores que filmaram a agonia e morte do jovem

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O porta-voz das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, major Ivan Blaz, disse nesta terça-feira (29) que a imagem desse projeto da segurança pública foi abalada pelas cenas gravadas em um celular e divulgadas nas redes sociais (assista abaixo), em que quatro policiais militares, depois de balearem um rapaz de 17 anos, modificam a cena do crime para forjar um auto de resistência, no Morro da Providência, na região central do Rio.

O vídeo mostra os PMs colocando uma arma na mão de Eduardo Felipe Santos Victor, que morreu no local. De acordo com o major Blaz, “nossa obrigação maior é dar a devida resposta à sociedade. A desvio de conduta, não cabe explicação: cabe punição. Ela vai ser tomada imediatamente, para que possamos restabelecer a vida rotineira nessas comunidades e para que não percamos tudo aquilo que foi construído sob duras penas”.

Os quatro PMs foram ouvidos na 4ª Delegacia de Polícia, próxima do morro, e em seguida levados para a 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. Segundo Blaz, em casos semelhantes, os policiais envolvidos acabaram expulsos da corporação.

Do lado de fora da delegacia, onde o porta-voz conversava com a imprensa, moradores da Providência protestavam contra a polícia e a UPP. “Nós estamos revoltados. O garoto tinha mãe e tinha pai. Foi execução o que os policiais fizeram. Eu quero justiça. Hoje só houve isso porque teve a gravação, caso contrário, eles ficariam impunes”, disse uma ajudante de cozinha, que mora há 34 anos na comunidade.

Alguns moradores confessaram que têm medo de denunciar abusos provocados por policiais, com receio de sofrerem algum tipo de represália. “Depois que vocês [imprensa] vão embora, quem sofre é a gente que fica aqui dentro. A gente desce o morro de madrugada para trabalhar. Como nós vamos ficar?”, desabafou uma dona de casa, moradora há 32 anos na comunidade.”

O vídeo gravado com celular mostra quando um policial pega uma arma, coloca na mão de Eduardo e dá dois tiros para cima. Nas imagens, o jovem aparece caído no chão, ensanguentado e aparentemente já morto.

Quando os policiais deixavam a delegacia, dentro de viaturas da PM, os moradores protestaram, o que levou a polícia a disparar bombas de gás contra o grupo, causando tumulto e correria no local.

O advogado Rodrigo Mondego, especializado na defesa dos direitos humanos e atuante nas manifestações de rua, esteve na delegacia e disse que a alteração na cena do crime é um fato que sempre ocorreu, mas que agora ficou comprovado: “Isso mostra algo que é corriqueiro, que todo mundo sempre soube, que sempre houve esse método. Hoje, sendo filmado, foi uma aula prática de como se faz um auto de resistência e como se forja a morte de pessoas”.

A Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) se manifestou em nota sobre o assunto: “O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, repudia atos como esse. Ele determinou rigor nas investigações com punição exemplar dos responsáveis”.

Assista a matéria do Seu Jornal, da TVT, com o vídeo que mostra os policiais forjando o auto de resistência:

Rede Brasil Atual

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Comentários

  1. Gustavo0 Postado em 30/Sep/2015 às 12:00

    Cena tenebrosa, vergonhosa e lamentavelmente comum. Assustadora é a guerra.

  2. poliana Postado em 30/Sep/2015 às 12:07

    defende essa corja aí pereira...vai dizer q a atitude desprezível desses policiais, algo extremamente corriqueiro nesse lixo de corporação, tb foi culpa do tráfico?

    • eu daqui Postado em 01/Oct/2015 às 09:16

      Se há prova cabal, material e irefutável passada em perícia, que sejam condenados mas por serem criminosos e não por serem policiais.

      • Douglas Postado em 01/Oct/2015 às 09:43

        Exatamente isso!

  3. poliana Postado em 30/Sep/2015 às 12:09

    aguardando os hipócritas de plantão virem com um discurso de "foi um caso isolado", "profissionais ruins tem em qq área"...sei...tá tudo "sertinhu" com a polícia militar no brasil.

  4. Carlos Postado em 30/Sep/2015 às 12:30

    Rio de Janeiro é para exército e lei marcial mas os direitos "humanos" não permite uma abordagem realista, sobra pros PMs linha de frente morrerem e lidarem com a corrupção gerada nessa cidade.

    • juliano Postado em 30/Sep/2015 às 14:38

      o que????????

  5. marc Postado em 30/Sep/2015 às 12:40

    Tô sentindo falta dos q dizem q "bandido bom é bandido morto", não são uns fdps mesmo

  6. Gustavo0 Postado em 30/Sep/2015 às 12:50

    Só uma observação: um PM foi torturado e morto em uma comunidade carioca, inclusive sendo arrastado por um cavalo pelas ruas da favela, seria importante se o site divulgasse a notícia, afinal é uma guerra, com vítimas de todos os lados.

    • poliana Postado em 30/Sep/2015 às 12:53

      pq será, né?

      • Beto Postado em 30/Sep/2015 às 13:55

        Não entendi poliana, pq será? Como assim?

      • felipe Postado em 30/Sep/2015 às 15:16

        Poliana vc acha justificável?? não entendi seu comentário.

      • poliana Postado em 30/Sep/2015 às 16:38

        já ouviu falar na lei do retorno? vc esperava o q em troca numa relação entre policiais e moradores da periferia? amor?

      • poliana Postado em 30/Sep/2015 às 16:40

        e vc acha justificável essa conduta rotineira por parte dos policiais militares? dê sua opinião sobre o caso em tela...

      • felipe Postado em 30/Sep/2015 às 20:34

        Quando Sheherazade fala isso ela é demonizada mas na sua boca a justiça com as próprias mãos é justificada quando se trata de um BANDIDO que matou um POLICIAL..... lamentável.

      • poliana Postado em 30/Sep/2015 às 20:49

        n disse q é certo fazer justiça com as próprias mãos, apenas lhe perguntei o q vc esperava da relação de extrema violência e racismo q historicamente existe entre a polícia militar e a população negra das periferias desse país....vc achou q disso resultaria o q? morte e brutalidade apenas de um dos lados? em nenhum momento disse q era a favor de se fazer justiça com as próprias mãos, apenas constatei um fato diante de uma realidade triste e histórica do país..interprete como vc quiser, mesmo n sendo o seu forte.

      • Márcio Ferreira Postado em 01/Oct/2015 às 00:01

        Não, espera... Poliana, você está atribuindo o assassinato brutal de um pm de folga por traficantes à população negra da periferia? Você quer reformular essa monumental besteira ou quer manter para poder dizer que fez algo monumental na vida? Este caso foi resultado de uma guerra com bandidos traficantes que matam policiais porque dificultam o "ganha-pão" deles: drogas, poder e morte. Este caso foi isso, e foi dele que você falou. Que existem policiais de milícia, violentos, corruptos, assassinos, isso é outra história e não tente misturar agora. O pm estava sozinho, desarmado e de folga e foi morto porque foi reconhecido. Apenas isso, e você diz que foi a "brava gente da comunidade" que o assassinou! Qual é seu problema, garota?

      • Trajano Postado em 01/Oct/2015 às 01:26

        Gente, as meninas do PP ficaram ensandecidas! Uma deu uma esnobada, disse "Pq será, né?" em sinal de desprezo e virou a cara. A outra não deixou barato: movimentou repetidamente o pescoço, colocou a mão na cintura e chamou na chincha: "qual o seu problema, garota?". Calma, pera aí que eu vou preparar uma piscina com gel pra porradaria ficar mais divertida. Mas em tempo: qual é o motivo da indignação? O rapaz lá em cima apresentou um assunto muito pertinente sobre a brutalidade que um policial sofreu e nem por isso acho que ele não tenha se sensibilizado com o tema da matéria. A Poliana por sua vez criticou diretamente a atuação policial na periferia que gera um ciclo de ódio e violência. E também não me parece que ela não tenha se sensibilizado com a morte do policial. Completaram então que se trata de uma guerra da polícia com o narcotráfico. Ué? Discussão bacana em que um acrescenta o discurso do outro. Qual é a do chilique de repente? Estávamos quase chegando na ineficácia do Estado (mínimo) em proteger os cidadãos e os policiais, bem como do combate a um tal inimigo interno que não acaba nunca e resulta em trincheiras de corpos pela cidade, enfim. Por que, no final, resolveram partir pro puxão de cabelo???

      • Márcio Ferreira Postado em 01/Oct/2015 às 06:56

        Trajano, tão elogiado por sua verve e articulação, parte para uma "provocação" da quinta série ao me chamar de "menina ensandecida", que "puxa o cabelo" e devia "lutar no gel"... Sua visão machista lhe traduz essa imagem quando mulheres discutem? Ou isso foi uma piada homofóbica sabendo que sou homem, mas me atribuindo gestos tipicamente (no seu entender) femininos? Ou mais longe: foi uma jogada arrojada para ver se você acaba desencalhando? Decepção generalizada por sua atitude, inclusive da sua parte, já que não posso fazer nada sobre sua solidão. Sobre a poliana, não vi uma palavra dela que tenha transparecido um mínimo de sensibilização com a morte do policial ou sobre o assassinato ser cometido por traficantes. Ela disse que isso foi uma resposta da população negra das periferias, ou seja, para ela, moradores de um determinado bairro pegaram um pm avulso e o dilaceraram em retaliação a anos de sofrimento com a violência. Confere? Sua participação foi tão inútil e medíocre que devia aproveitar para acrescentar algo.

      • eu daqui Postado em 01/Oct/2015 às 09:17

        Pq brasileiro confunde banditismo com revolução.E depois o outro é que é viralata.

      • felipe Postado em 01/Oct/2015 às 10:16

        Eu ia responder mas o Marcio ja disse tudo.

      • poliana Postado em 01/Oct/2015 às 12:14

        ta "sertinhu", marcio...as periferias do brasil tem uma relação de amizade e de carinho muito forte para com a polícia militar. é por isso q toda vez q vazam casos como esse,a população brada pela saída da polícia militar dali...mas imagina, é apenas o tráfico q n gosta da pm...vou reformular meu pensamento sim. pode deixar...

      • Trajano Postado em 01/Oct/2015 às 13:13

        Ferreira, eu sou tão elogiado? visão machista?? PIADA HOMOFÓBICA??? ENCALHADO???? PARTICIPAÇÃO INÚTIL E MEDÍOCRE????? Isso me faz lembrar algumas postagens em uma matéria popular por aqui. Lá tem um lance de “ecochato” e outros nomes que, olha, eu ainda vou viver muito tempo e dificilmente alguém vai me chamar daquilo. Aliás, eu não me recordo de uma participação sua em que você não ofende com doses cavalares de agressividade um grupo ou alguém específico, mesmo que a base da ofensa seja artificialmente criada, fora de contexto. Cara, que Hater é você, ein?! E devo confessar uma coisa: você é um dos Haters mais competentes que eu já vi na internet! Você indiscutivelmente convence na agressão em intensidade e quantidade. Os trolls que surgiram por aqui do tipo julio/maria/cesar/souza/manakut geravam polêmicas localizadas, mas você, Ferreira, oferece um nível de ódio impressionante! Tenta escoar um pouco isso, deve fazer até mal, sei lá. Não sei como funciona a mente de um Hater. No mais, desculpa se te ofendi com o comentário acima. Você está certo, não conhecemos as pessoas que comentam. Não sabemos se são homens, mulheres, se são gays, etc. Ainda que em uma visão mais rígida e inflexível o meu comentário possa ser encaixado em questões de gênero (não de sexualidade), se você é gay, Ferreira, me desculpa. Mas só uma curiosidade: sério que você não percebeu a minha intenção lá em cima? “Assunto encerrado” te faz lembrar alguma coisa, meu querido Hater?

      • Márcio Ferreira Postado em 01/Oct/2015 às 15:24

        Trajano diz que eu ofendo pessoas "com doses cavalares de agressividade um grupo ou alguém específico, mesmo que a base da ofensa seja artificialmente criada, fora de contexto". Mas só aqui neste exato fórum me chamou de "menina" que faz "chilique", de "hater", de "troll", sem sequer adentrar no mérito do que estava sendo discutido. E tenta me classificar de gay reiteradas vezes, mas isso não tomo como tentativa de ofensa, apesar de saber que da sua parte é sim. Não satisfeito, criticou a gramática (!) do outro Rodrigo, o recurso dos esnobes sem argumento, disse que ele é "morno, frio, sem pimenta, sem tempero, sem sazon" sei lá, novamente sem debater nenhuma colocação do interlocutor. Sério, cara! Você precisa muito se conhecer! Tudo o que você aponta nos outros está impregnado em você mesmo! Está claramente desnorteado e magoado comigo, pois sequer entendeu o que lhe disse em outra ocasião, mas não esquece. Nem te recomendo ler novamente, pois isso só lhe trará dor e amargura. Deve ter caído em posição fetal, virado de um lado, tentado não chorar, mas falhou e chorou compulsivamente. Repito: você precisa se conhecer mais!

      • Trajano Postado em 01/Oct/2015 às 16:25

        Cara, você posta mensagens intensamente negativas, carregadas de ódio, agressivas, secas, com uma frequência mais estranha do que sua frieza. Sim, Hater, com todas as letras. Só não tenha a arrogância de se comparar com o Rodrigo Outro. Ele não é um Hater, longe disso. A genialidade dele em responder com um sem ofender enólogos e cachaceiros é de uma criatividade ao passo do brilhantismo. Toda crítica é um voto de humildade: validar o discurso do outro ao passo que valida o próprio discurso. Para ser crítico tem que ser humilde. Ou então vira combate. E o Rodrigo não tem medo de se expor em seus comentários. Nem eu. Ele é humilde, que nada tem a ver com ser simplório. Humildade é valor difícil, raro. Ponto pra ele. Então, sejamos honestos: não parametrize a minha conversa com o Rodrigo com estes infinitos monólogos seus – você sempre está falando sozinho -, muito menos se compare a ele. Não é justo. Entenda a distância e a diferença tanto qualitativa quanto quantitativa entre vocês dois. Por fim, peço novamente desculpas por ter o ofendido com piadas de gênero. E menos teatralidade, Hater. Seus comentários não provocam dor, por mais que tente, por mais que goste, quem sabe... Provocam, sim, estranheza, apatia, indiferença. Quem se importa? Se você mesmo não se importa, não sou eu quem tomará suas dores pelos vidros quebrados do espelho. E que bom que você se conhece tão bem. Espero, sinceramente, que as pessoas ao seu redor também saibam quem é você.

      • Márcio Ferreira Postado em 01/Oct/2015 às 17:18

        Trajano, você primeiro esculacha o outro Rodrigo e agora quer ser o "melhor amiguinho" dele para me "excluir". Quer plateia. Como eu disse, você ainda está quinta série...

      • Trajano Postado em 01/Oct/2015 às 18:03

        Eu hein...

    • Eduardo Ribeiro Postado em 30/Sep/2015 às 14:17

      Não, não é importante.

    • Rodrigo Postado em 30/Sep/2015 às 16:16

      (Outro Rodrigo) GustavoO, desde há muito que Sartre diagnosticou esse tipo de conduta: "o inferno são os outros". Rubens Ricupero, de seu lado, reforçou dizendo que "o que é bom a gente mostra e o que é ruim a gente esconde", sendo então corroborado recentemente pela Reuters, com o "podermos tirar, se achar melhor". "Velha/Grande mídia" e "Nova-Velha/Pequena mídia", pois, apenas diferem quanto à cor que ostentam, mas os subterfúgios são os mesmos. P.S.: alguns relativizarão a fraude processual flagrada, outros relativizando a barbaridade de maiores e menores de idade, dizendo serem meras frágeis vítimas da sociedade, que não têm alternativa senão a constante busca pela saciedade de seus prazeres (prazer, conforme declaração recente de menor apreendido após furtar em arrastão no RJ).

      • Trajano Postado em 30/Sep/2015 às 17:00

        Rodrigo, o outro, sim, o inferno são os outros. Obrigado por adicionar uma pitada de existencialismo sartreano nos comentários. Só uma consideração: no Rio, este fato foi amplamente noticiado em diversos jornais de grande circulação – dos mais populares aos menos inacessíveis pelo preço – por causa do horror que representa, por apertar a ferida da sociabilidade subterrânea fluminense e pelo desprezo à vida por quem deveria valorizá-la. Brutalidades devem ser denunciadas, favor não confundir com politicagem pois dessa forma nem Sartre conseguirá trazer elegância e filosofia ao seu destempero. E Sartre não diagnosticou condutas: favor não confundir cachaça com vinho francês. Em tempo: a única coisa que percebo de infernal em você, Rodrigo, o outro, é o seu vício em utilizar “mesmo” incorretamente como pronome pessoal em inúmeros comentários com um estilo afetado ao nível infernal. De resto, parece que o “mesmo” ultrapassou as fronteiras, se apoderou do seu senso crítico e o transformou em um “mais do mesmo”. Seu comentário pode ser facilmente confundido com algum comentário do Pereira, porém sem as doses de humor escrachado dele. Você é muito morno pra ser infernal e muito frio quando requer um pouco mais de calor. O inferno são os outros, meu caro, mais precisa um pouco mais de pimenta no caldo para que você, Rodrigo, o outro, seja um inferno relevante, crítico e construtivo para alguém. Quem se importa, não é? Enfim... Um abraço fraterno, meu querido outro.

      • Rodrigo Postado em 30/Sep/2015 às 22:09

        (Outro Rodrigo) O que é uma conduta, "no popular"? O que é um proceder? Um modo de determinar suas atitudes? Se é determinar que a culpa é dos outros, então posso considerar, sem ofender enólogos e cachaceiros, que pautar-se pelo "o inferno são os outros" é uma forma de conduta, de procedimento, de ponto de partida para atitudes, "popularmente", novamente. Mas, se o rigor científico aqui passar a ser exigido, então será aceito que eu passe a exigir também o rigor da ciência jurídica? É algo a se pensar e, então, ser determinado para futuros comentários. Ao fim, não relativizei nem uma conduta, nem outra, exprimindo tão somente os graves danos que a conveniente relativização traz a uma sociedade - sua leitura é totalmente improcedente, pois, quiçá deliberadamente (mas torço para que não). E, ao fim, lamento a tentativa de impor pecha depreciativa em mim (o que é recorrente aqui, por sinal) - se o seu "inferno" pessoal, pois, é a cobrança de uma conduta contínua, isonômica, mas não apenas aquela que limite-se ao "agora é a minha vez e aguenta!", pois, somente posso lamentar. P.S.: o que disse a outro comentarista, vale também para você, ou seja, sei que tem argumentos melhores do que esses.

      • Trajano Postado em 01/Oct/2015 às 13:19

        Outro Rodrigo, duas perguntas: você leu a peça inteira do Sartre? E por que você é o "Outro"? Sério mesmo, curiosidade minha. Se puder responder, agradeço. Acho que você não entendeu o que eu escrevi no comentário anterior ou eu que não consegui compreender a sua resposta.

      • Rodrigo Postado em 01/Oct/2015 às 16:26

        (Outro Rodrigo) 1- "Outro" porque comentava apenas como "Rodrigo" e, então, apareceu um xará - busquei dissociar as figuras, a fim de a mim ou a ele não ser imposta fala dita pelo outro (tem mais de um "Vinicius" que aqui comenta e um deles ao final também destacar ser "*Outro"). Pronto?; 2- Não li a obra inteira, ainda, mas a frase em si é extremamente elucidativa, carregada de verdadeiro significado sobre nosso proceder social e político (fiz rápida pesquisa e parece que ao final a não vem a negar, atribuir sentido diverso à assertiva, mas, caso esteja eu enganado quanto a tanto, basta expor o porquê); 3- você se ateve ao uso conotativo do termo "conduta", então assim o justifiquei e, ao final questionei se era o momento de partirmos todos para o rigor científico, ou, melhor dizendo, etimológico.

      • Trajano Postado em 01/Oct/2015 às 17:08

        (1) – Ah... e eu achando que era sartreano o negócio! Mas você é criativo, Rodrigo, dá pra barrar esse impasse dos homônimos fácil, ainda mais com a sua criatividade peculiar. Se você tiver um tempo, cria um avatar (imagem), por exemplo. Pra criar um, é só acessar https://br.gravatar.com/ , clicar em Crie seu próprio Gravatar -- inserir um nome e senha -- Sign up -- e acessar depois o e-mail de confirmação que o site enviará (link de ativação). Pronto, com a conta gerada, é só você escolher uma imagem, cortá-la se necessário (o próprio site irá apresentar esse recurso) e tá feito. Sempre que você postar aqui usando o e-mail vinculado à imagem do Gravatar e em qualquer site que usa tecnologia WordPress o seu avatar irá aparecer. Só é necessário fazer uma única vez. Fica associado ao seu e-mail. Bom, você que sabe. Sim, pronto. (2) – Não sei se Entre Quatro Paredes já é de domínio público pra baixar direto na web, mas recomendo muitíssimo caso tenhar acesso à leitura completa. A peça é curta. A frase não tem ligação com hipocrisia, jogada de marketing para valorizar um produto ou ideia em detrimento de outro ou publicidade de guerra. Ao menos o inferno sartreano é anterior à conduta. Toda consciência do outro é infernal por ser inacessível, incontrolável, angustiante. Pesquise por existencialismo se te interessar. Não comece a ler filosofia com Nietzsche: leitura densa, cheia de múltiplas referências, imperdível por sua genialidade. Recomendo mais Søren Kierkegaard: sua apresentação do desespero é de um requinte filosófico ímpar. Bom acho que respondi ao item (3) também. Se bem que linguagem usada no campo da advocacia é um saco, vamos combinar, né? Porra, os jargões são uma complicação à comunicação. Uma restrição em si mesma. Não, não vamos partir para o rigor científico pois devemos preservar a espontaneidade da comunicação via internet.

      • Rodrigo Postado em 01/Oct/2015 às 18:29

        (Outro Rodrigo) 1- Ah, obrigado, mas acho desnecessário o avatar; 2- Assim que possível lerei, pois tenho algumas outras obras na frente, ainda não concluídas ("O Andar do Bêbado"; "Justiça: o que é fazer a coisa certa"; "Dialética da secularização" e ainda, claro, o Novo Código de Processo Civil); 3- Nietzche é realmente muito denso, reclama anotações constantes, mas "A crítica da razão pura", com o imperativo categórico, é bastante inspiradora, ainda assim; 4- perfeito e fico satisfeito, assim sendo deixado o rigor apenas para quando extremamente necessário for.

      • Rodrigo Postado em 01/Oct/2015 às 18:53

        (Outro Rodrigo) Você falou em Nietzsche, lembrei do super homem e, na pressa (inimiga da perfeição) de comentar, misturei com Kant. Ia dizer, antes de misturar alhos com bugalhos, que acho injusta a visão que setores do cristianismo tem de Nietzsche, eu entendendo "Deus está morto" como um convite à reflexão sobre a responsabilidade individual, evitando-se a transferência de responsabilidade.

  7. Eduardo Ribeiro Postado em 30/Sep/2015 às 14:21

    Vou poupar o trabalho de uns e outros que ainda não deram o ar da graça por aqui: """""""Mais uma morte causada por traficantes..e a PM leva a culpa. A intenção é acabar com as polícias, legalizar as milícias ("polícias comunitárias") e implantar a polícia partidarizada petista da força nacional de segurança. O jogo da esquerda é cada vez mais sujo ! Mais uma vez a imensa maioria de bons policiais (mal pagos, mal treinados e mal equipados) paga por meia dúzia de maus policiais em nome da luta de classes. Mas no fundo, para quem vive a realidade sabe que esses cadáveres são produzidos pelo maldito tráfico.""""""""""""

    • Sérgio Postado em 02/Oct/2015 às 21:26

      A culpa é do PT. A culpa é do PT. A culpa é do PT A culpa é do PT. Seca, a culpa é do PT. Corrupção, a culpa é do PT. MUDA O DISCO, aeh. Pense mais, não dói. É um bom exercício para desatrofiar o cérebro!

  8. juliano Postado em 30/Sep/2015 às 14:38

    "..para que possamos restabelecer a vida rotineira nessas comunidades e para que não percamos tudo aquilo que foi construído sob duras penas" fica bem claro pra quem cabem as duras penas

  9. enganado Postado em 01/Oct/2015 às 10:14

    Engraçado estou tendo um pressentimento que já vi este filme antes, mas não sei onde?! Acho que__""ux puliça""__do Morro da Providência deveriam ter algemado o rapaz morto, para que em caso de reação não serem atingidos pela pistola do rapaz. Nos EUA, ""ux puliça"" além de assassinarem um negro pelas costas, o algemaram o morto com medo de alguma reação. Aqui como lá, fica a dúvida se o treinamento destas ""puliças"" seguem a mesma cartilha.

  10. Sérgio Postado em 02/Oct/2015 às 21:21

    Batam suas panelas inox, mais um morto lá longe na senzala.

    • Carlos Postado em 05/Oct/2015 às 10:48

      Traficantes coitadinhos fuzilaram dois idosos por entrarem em uma rua errada. Esse "menor" estava armado nos USA os policiais receberiam medalhas aqui o coitadismo criminoso está matando centenas por dia.