Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 22/Sep/2015 às 10:09
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Mulher que teve o rosto desfigurado faz vídeo com tutorial de beleza

Mulher atacada com ácido na Índia emociona ao fazer vídeo com tutorial de beleza. Campanha “Make Love, Not Scars” (faça amor, não cicatrizes) visa proibir a venda de ácidos em mercados. A estimativa é que haja mil crimes como esse por ano no país

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A indiana Reshma teve o rosto desfigurado pelo cunhado e participa da campanha para que o governo impeça a venda de ácidos em mercados (reprodução)

Revista Fórum

Os tutoriais de maquiagem costumam fazer bastante sucesso na internet, mas a campanha “Make Love Not Scars” (“faça amor, não cicatrizes”, em tradução livre) resolveu propor um vídeo diferente dos demais.

Nele, a indiana Reshma Bano Quereshi ensina o passo a passo de como esfoliar os lábios, usar delineador e aplicar o batom. “Parece perfeito, né?”, ela questiona, com uma expressão triste.

Ao final, a jovem mostra que a ideia da campanha é chamar a atenção para um assunto bastante sério. “Você vai achar um batom vermelho facilmente no mercado, assim como ácido concentrado. Por isso uma garota se torna, todo dia, vítima de um ataque com ácido”, alerta Reshma.

Ela teve o rosto desfigurado e ficou cega de um olho após ser atacada com o produto em 2014 pelo cunhado. A estimativa é que haja mil crimes como esse por ano no país.

Desde 2012, o número de agressões cresceu 250%, sendo que 90% das vítimas foram mulheres. Um dos objetivos do vídeo é incentivar a participação do público em um abaixo-assinado exigindo o banimento da venda de ácido para pessoas comuns na Índia.

Vídeo:

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Comentários

  1. Juniperos Postado em 22/Sep/2015 às 10:46

    Simplesmente insano a filosofia machista do acido na Índia e Paquistão,Afeganistão, Arábia Saudita, Iraque, Omã, Palestina, Turquia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Chipre, Irã, Catar, Síria, Líbano, Kuwait, Jordânia, Israel, Lémen e Bahrein . No intento de desfigurar a alma, atacam covardemente com acido, destruindo a vida de mulheres, a troco de caprichos pró-islan-machistas, onde se removem clítoris de mulheres, que são casadas ao 8 ou 9 anos de idade, para uma vida com toda sorte de abusos. me pergunto o que há na cabeça das mulheres brasileiras para aderirem os convites pela internet? será que são essas malditas novelinha que mostram um oriente que não existe?

    • Roberto Pedroso Postado em 23/Sep/2015 às 10:12

      Concordo em certa medida mas lembrando que aqui no Brasil as mulheres também são vilipendiadas,estupradas,abusadas, atacadas por seus ex companheiros das formas mais selvagens e barbaras aqui no Brasil elas também sofrem toda a sorte de agressões físicas emocionais psicológicas e como sabemos nosso pais não é islâmico mas também igualmente machista,misógino e violento contra as mulheres,usar termos como "pro islan machista"denota um certo tom de preconceito contra as religiões islâmicas, desculpe mas é minha opinião.Lembrando que os números de violência contra as mulheres se aproximam de índices de países como a Índia em tempo em 2014 foram registrados 52.957 denuncia de crimes contra mulheres,entre 1980 e 2010 foram assassinadas mais de 92 mil mulheres no Brasil, 43,7 mil somente na última década. Segundo o Mapa da Violência 2012 divulgado pelo Instituto Sangari.

    • Flávio santos Postado em 30/Sep/2015 às 16:10

      São muitos países para o tamanho da sua ignorância. Faltou citar o país que vocês vive.

  2. Juniperos Postado em 22/Sep/2015 às 10:51

    Ainda, lembrando: como afirmou recentemente a escritora barenita Amal al-Malki, nos primeiros meses da Primavera Árabe a participação das mulheres nas manifestações democráticas foi “romantizada”, mas hoje elas perderam a voz novamente. Este cenário só vai mudar conforme o processo de democratização se consolidar no Oriente Médio. Por um simples motivo: a história da democratização do mundo é a história da equiparação dos direitos das mulheres aos dos homens. Esta batalha nunca foi, e não será, simples ou rápida. Ela será feita de avanços, retrocessos e obstáculos. Neste ponto, o exemplo do Brasil é esclarecedor. Em 2010, o Brasil elegeu sua primeira mulher presidente da República, mas entre 2003 e 2011 viu aumentar a diferença salarial entre homens e mulheres. Mesmo as grandes vitórias para as mulheres não se dão de forma tranquila. A aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, e a autorização do aborto de fetos anencéfalos, neste ano, foram acompanhadas de uma onda de críticas de conservadores, muitos deles religiosos, os mesmos setores que, no Oriente Médio, tentam impedir o avanço dos direitos das mulheres. Obstáculos também criam algumas mulheres. Nas eleições legislativas do Egito, milhões de egípcias, votando pela primeira vez de forma livre, escolheram candidatos salafitas, os defensores da versão mais radical do Islã. No Brasil, a ex-apresentadora Mara Maravilha deu recentemente uma entrevista na qual defende a “submissão” das mulheres.

    • Roberto Pedroso Postado em 23/Sep/2015 às 10:26

      Lembrando um dado assustador :O estado mais rico do Brasil (São Paulo)os índices de estupro no estado de 2005 a 2012 registrados foram de quase 53.000 estupros,no ano de 2012, foram 12.886 vitimizadas, resultando no numero de um estupro a cada 40 minutos!!!!Sendo que o governo do estado permanece silente diante de tais números absurdos e inaceitáveis.

  3. Juniperos Postado em 23/Sep/2015 às 13:47

    Isso me leva a pensar num assunto desconfortável, mas necessário de ser debatido: a pena de morte. Muita gente se diz contra e a repudia com a bíblia em baixo do braço, mas não quer saber saber o que acontece com esse tipo de criminoso na cadeia. Bom é simples, ele será executado. E algumas pessoas chegam a comentar isso com conformismo. A questão é: sabendo que eles tem 100% de chances de serem mortos, através de tortura por desmembramento e morte lenta, não é quase a mesma coisa que condenar alguém a morte? Se isso está sendo feito no simples intuito de se livrar de alguém da sociedade, dando-lhes uma morte por tabela (ninguém aqui é bobo, todos sabem que acontecerá) não é a mesma coisa que concordar com pena de morte? E se sim, não é hora de se regulamentar isso, estando uma vez a sociedade a favor da eliminação desses indivíduos (já quem é contra, se manifesta contra, sem cara de pau)? Muita gente quem que algo seja feito mas tem medo de se pronunciar, pelo tabu. Mas não ficariam muito confortáveis ao ver uma filha ou mãe sendo mutilada, estuprada e depois jogada em alguma vala semi-morta. essas pessoas podem realmente fazer algo de bom pela sociedade, vivas? Conjecturemos.