Redação Pragmatismo
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Mundo 15/Sep/2015 às 16:25
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As polêmicas charges do Charlie Hebdo sobre a morte do menino Aylan Kurdi

O jornal francês Charlie Hebdo causou indignação após divulgar charges satirizando a morte do menino sírio Aylan Kurdi, de 3 anos, que morreu afogado na costa da Turquia. Os desenhos foram feitos por Laurent Riss Sourisseau, sobrevivente do ataque contra a redação do jornal em janeiro deste ano

Charlie Hebdo Aylan Kurdi charge
‘Charlie Hebdo’ satiriza morte do menino sírio Aylan e é criticado
Criança síria virou símbolo da crise imigratória no mundo. Internautas lançaram a #EunãosouCharlie para protestar (reprodução)

Nove meses após ser destaque no mundo por um atentado que matou 12 pessoas em sua redação, o jornal satírico “Charlie Hebdo” voltou aos holofotes. Duas imagens divulgadas na Internet mostram charges ironizando a morte do menino sírio Aylan Kurdi, 3 anos, em uma praia turca. As charges causaram uma avalanche de críticas nas redes sociais, acusando o periódico de xenofobia e dizendo que usar a morte do menino é algo “ofensivo”. As informações são do The Independent.

Nesta terça-feira, os internautas lançaram a #JeNeSuisPasCharlie (“Eu não sou Charlie”) para protestar contra a publicação. Ao contrário da hashtag “Je Suis Charlie” (“Eu sou Charlie”), que ganhou destaque internacional e foi utilizada para pedir paz em várias manifestações ao redor do mundo.

Na capa desta segunda-feira, aparece uma charge com o corpo do menino na praia e um outdoor satirizando o personagem símbolo do McDonald’s. “Bem vindos imigrantes. Promoção: dois menus crianças pelo preço de um”, publicou o jornal na imagem que tem a frase “tão perto do objetivo…”.

Em outra sátira, um homem que lembra Jesus Cristo diz: “A prova de que a Europa é cristã. Os cristãos andam sobre a água. As crianças muçulmanas afundam”.

Charlie Hebdo sátira Aylan Kurdi
Em uma das sátiras, um homem que lembra Jesus Cristo diz: “A prova de que a Europa é cristã. Os cristãos andam sobre a água. As crianças muçulmanas afundam”

Os desenhos foram feitos por Laurent Riss Sourisseau, sobrevivente do ataque contra a redação do jornal em janeiro deste ano. Na época, os criminosos que invadiram o local acusavam a publicação de não respeitar a fé muçulmana.

A imagem do corpo de Aylan na praia causou indignação ao redor do mundo e fez com que os países europeus tomassem medidas para aceitar os imigrantes que vem de diversos países, especialmente da Síria. Apesar disso, a União Europeia ainda não definiu uma legislação que possa ajudar essas pessoas.

ANSA

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Comentários

  1. pearl Postado em 15/Sep/2015 às 16:37

    JeNeSuis Charlie Hebdo...Indignei-me.

    • Neto Postado em 27/Sep/2015 às 20:03

      Cães insensíveis! Bando de moleques.

  2. sergio ribeiro Postado em 15/Sep/2015 às 16:53

    Defendi-os contra o atentado mais por entender que, mesmo que o humor seja de péssimo gosto, não merece sofrer um atentado. Seus desenhos são muitas vezes insultosos e sem graça, mas isso não era motivo para matá-los. Quanto às charges, é difícil dizer se zombam dos muçulmanos ou daqueles que os recebem. Aqueles que professam a fé cristã não são tão receptivos como orientaria sua religião e o espírito capitalista muito menos. No fim importará mais o lucro de receber mão de obra barata que salvar vidas de gente desafortunada.

    • Bruno Postado em 15/Sep/2015 às 17:02

      deixa eu ver se eu entendi, incitar ódio pode, só não pode odiar. Ta sertinho. Sou contra atentados terroristas, mas definitivamente tem gente que não aprende

    • Fred Delgado Postado em 15/Sep/2015 às 17:20

      Concordo. A seguida achei mais crítica aos cristãos. A primeira eu não tenho opinião formada. Achei mais como a oferta do mundo capitalista e a fome dos refugiados que querem essa oferta de vida e de abundância. Mesmo sendo algumas de mau a péssimo gosto, ainda acho que melhor isso que viver numa ilusão.

    • Ramiro Postado em 15/Sep/2015 às 17:31

      Não é tão difícil entender o cartum. O refugiado vem para a França para comer hambúrguer, comida de gente sem cultura. É mais fácil dizer para quem NÃO é ofensivo.

  3. Everon Postado em 15/Sep/2015 às 16:53

    Cada um conta um fato da maneira como vê o mundo... essa é a forma como Charlie Hebdo as coisas

  4. Isaac Postado em 15/Sep/2015 às 17:47

    Numa boa, sou a favor da paz, mas esses caras pedem!

  5. caio Postado em 15/Sep/2015 às 17:47

    #JeSuisCharlie HAHA mais fã desse jornal!!! Gente, esse pragmatismo é reunião de choro de politicamente correto

    • Marco Postado em 15/Sep/2015 às 18:05

      Então vai ler a veja.

  6. Thiago Teixeira Postado em 15/Sep/2015 às 18:00

    Esses caras do Charlie são muito aloprados. Os caras ultrapassam todo o pudor possível dos fatos. Não sei se choro ou se dou rizada.

  7. Elisie Postado em 15/Sep/2015 às 18:51

    que charge de péssimo gosto. A propósito, o pouco que conheço deles, não gosto. Mas essa ganham o Oscar de falta de sensibilidade, amor ao próximo e respeito humano. Horrivel.

  8. evando araujo filho Postado em 15/Sep/2015 às 19:28

    Esse Jornal da frança e Danilo Gentile aqui no Brasil, só satirizam a desgraça dos outros !!!

    • Carlos Augusto Normann Postado em 16/Sep/2015 às 10:33

      Evando, é fácil para medíocres satirizar os fracos, pobres e desvalidos. Gênios, como Chaplin, satirizavam e ridicularizavam os poderosos... O chargista perdeu uma ótima chance de deixar uma folha em branco, ao desenhar aquele absurdo!

  9. Luiz Cesar Cardoso Postado em 15/Sep/2015 às 19:32

    Achei que esse Laurent Riss Sourisseau, sobrevivente do ataque contra a redação do jornal Charlie Hebdo em janeiro deste ano, foi muito infeliz e ofensivo, ao usar a morte do menino Aylan Kurdi em suas charges, que reputo de profundo mau gosto e de extremo desrespeito. Diante desse fato, Je Ne Suis Pas Charlie (“Eu não sou Charlie”).

  10. deslandes Postado em 15/Sep/2015 às 20:01

    Frase do dia: "Nem desenhando, brasileiro mediano entende..." Charlie Se não entendeu a charge, dedique um tempo a mais à análise dela. Se ainda assim, não entendeu, leia um pouco sobre Maio de 68. Se ainda assim ficou difícil compreender vou facilitar: pensem em Europa neoliberal. Agora em fronteiras que só se abrem para produtos do terceiro mundo, vendidos a preço de banana, mas se fecham para a Ajuda Humanitária. Pensou em Ajuda Humaitária? Agora pensem no Ronald McDonald's? Pensou em criança? Agora no McDia Feliz... foi? Agora em câncer e obesidade... Novamente em Ajuda Humanitária. Em Direitos Humanos... Em Europa. Isso... agora em neoliberalismo. E por fim, no pobre menino Aylan. Entendeu agora?! Porque acho que nem desenhar vai ajudar...

    • Maíra Postado em 15/Sep/2015 às 20:19

      Tava achando que era louca por não entender como ofensivo, mas como uma provocação profunda a nossa sociedade, sistema e modo de vida... aos nossos valores.

      • Guilherme Postado em 15/Sep/2015 às 23:32

        Claro, não é ofensivo enquanto realidade longe de um filho ou irmãozinho seu. Sem querer ofender, mas a gente precisa desenvolver além do aspecto intelectual, a compaixão e o respeito pela vida.

      • deslandes Postado em 16/Sep/2015 às 09:28

        Vou responde ao Guilherme por aqui porque é muito importante deixar claro o caráter pra lá de relativo da palavra compaixão. O que é compaixão? Defender a mulher que tenta como último recurso o aborto ou defender a sua proibição no intuito do Estado zelar pelo embrião? De novo: a charge é muito clara em apoio ao Aylan. Agora, essa solidariedade relativa do brasileiro me incomoda e deve incomodar muitos de nós... brasileiros que tentam ser menos estreitos. É como se um inocente adulto africano, morto ao tentar atravessar o Mediterrâneo pelas mesmas razões não causassem a mesma indignação ou comoção. Enquanto na França você tem franceses civis acolhendo imigrantes em casa, independente da posição do seu governo, a quietude popular brasileira é um silêncio que grita um problema moral e cognitivo no nosso povo. Guilherme, a continuarmos com essa ideia de que "ah, e se fosse um filho teu?", aprovamos redução da maioridade penal e daqui à pouco aprovaremos o porte civil e generalizado de armas "para a defesa da família", defenderemos a pena de morte "contra aquele que ameaça meus filhos", defenderemos a tortura "contra aqueles que lutam por algo diferente de nossos princípios..." por aí vai. Só que eu tenho certeza de que quem diz isso só se vê de um lado da questão, não percebendo que pode estar do outro. Cultive a empatia, é apenas minha sugestão.

    • André Postado em 15/Sep/2015 às 20:30

      ESCRACHO! Esfregar a bosta na cara de quem lê! É isso que eu senti vendo as charges. O que eu senti lendo o texto que que a bosta foi esfregada do teclado.

  11. Rafael Martini Postado em 15/Sep/2015 às 20:47

    Várias críticas dos caras do Charlie Hebdo são fundamentadas, sob os mais diversos pontos de vista, mas eles buscam transgredir tanto na hora de transmitir a mensagem que acabam tornando muitas de suas charges meras agressões gratuitas, ainda que relevantes à sua maneira. Digo sim à liberdade de expressão, mas não à esculhambações de péssimo gosto, para dizer o mínimo. Assim como em janeiro, #eunãosoucharlie. Em tempo: nada justifica o lamentável atentado de janeiro, tampouco quaisquer outros que possam vir a acontecer contra os responsáveis pela publicação.

  12. Grace Diniz Postado em 15/Sep/2015 às 21:08

    #JeNeSuisPasCharlie Decepcionada e indignada

  13. enganado Postado em 15/Sep/2015 às 23:14

    E ainda os judeuSS dizem que o Joseph Goebbels era satânico!

  14. João Paulo Postado em 15/Sep/2015 às 23:28

    Será que eles fizerem uma charge de muçulmanos cagando nos cadáveres dos "cartunistas" mortos no atentado?

  15. eu daqui Postado em 16/Sep/2015 às 09:51

    Liberdade sem limites dá é nisso: desrespeito. Falta de limite nunca foi sinonimo de democracia e sim de extremismo.

  16. Bruno Postado em 16/Sep/2015 às 12:42

    O plano sempre funciona: outros jornais começam a republicar as charges do Charlie, pessoas que não são leitoras do jornal decidem que aquilo é ofensivo demais e reclamam. Liberdade de expressão é isso, todos tem o direito de não lê.

  17. Brunno Marxx Postado em 17/Sep/2015 às 02:04

    Questão de tempo pra morrer todo mundo agora...revoltou o mundo podem se preparar não vai sobrar um...eu torço muito por isso odeio esse jornal

  18. Roberto Pedroso Postado em 17/Sep/2015 às 09:08

    Engraçado que quando houve o terrível atentado (injustificável de fato)contra a redação deste jornal e discussões como por exemplo os limites do bom senso e o respeito ao próximo e as religiões muitos "progressistas"se apressaram em firmar posição contra qualquer tipo de analise critica a esta conduta pretensamente iconoclasta seguida por esta publicação, mas agora que tal forma de humor fere os limites do bom senso sob a ótica ocidental os mesmos "progressista" parecem agora se indignar,mas um caso claro de analisar os fatos seguindo a "ética" do dois pesos e duas medidas.....

  19. Antonio Palhares Postado em 17/Sep/2015 às 10:03

    Isto prova que estes caras não prestam.Não existe limite para eles.Este vagabundo escapou de um atentado.Será que escapará de outro?

  20. Rosendo Postado em 17/Sep/2015 às 11:41

    Depois querem se fazer de vitimas,é facil usar o nome imprensa para agredir e desrespeitar os outros,estão pedindo e irão ter novamente.

  21. Roberto Pedroso Postado em 19/Sep/2015 às 11:23

    reafirmando minha posição não acredito que o atentado a redação do Charlie possa ser justificado de forma alguma mas também creio que tal publicação deveria respeitar os limites da ética e do bom senso da coletividade e civilidade algo que por vezes falta a tal publicação, que disfarçada de iconoclasta só consegue ser polemista.Agora eu pergunto onde estão os jornalistas brasileiros que tanto defenderam os "princípios de liberdade de expressão" será que estes mesmos jornalistas irão aplaudir esta nova brincadeira de tal publicação?

  22. Shuma Postado em 20/Sep/2015 às 14:45

    Cada dia que passa eu torço mais pela guerra nuclear. Na verdade, apesar da beleza das bombas nucleares, ainda acho que os outros seres vivos não têm que pagar pelas mxrdas que os humanos fazem. Acho que uma guerra biológia com vírus de extrema letalidade já estaria bom. Armas biológicas são muito seletivas e não colocariam os outros seres vivos em risco.