Redação Pragmatismo
Compartilhar
Barbárie 21/Sep/2015 às 20:17
15
Comentários

"Ainda choro", diz mulher que teve a mão decepada em tentativa de estupro

“Eu senti medo, muito. Até agora estou chorando”. Grávida de 3 meses, mulher teve a mão esquerda e um dedo da mão direita decepados e o cabelo arrancado em tentativa de estupro. Os três principais suspeitos pelo crime estão presos, e, esta semana, foram agredidos por outros detentos

mulher estupro mãos decepadas
Mulher de 30 anos teve a mão esquerda decepada e a direita mutilada (Imagem: Aline Paiva/G1)

A mulher de 30 anos vítima de uma tentativa de estupro, em que teve a mão esquerda e um dedo da mão direita decepados, além de levar facadas pelo corpo, está internada no Hospital de Emergências de Macapá (AP). As agressões ocorreram no domingo (13), no município de Cutias do Araguari, a 183 quilômetros de Macapá. A vítima está grávida de 3 meses.

Além das agressões, ela teve o cabelo cortado. Chorando ao recordar a violência que sofreu, ela contou que conhece os suspeitos e que nunca imaginou que lhe fariam mal. Pai, filho e tio estão presos em Macapá. Eles são os principais suspeitos no crime.

“Eu conhecia os três, moravam próximo de casa, mas jamais esperava que eles fizessem uma coisa dessa comigo”, falou, emocionada.“Eu gritei por socorro, muito”, lembrou.

O pai da vítima reforçou que os três suspeitos moravam a aproximadamente 3 casas da residência da filha, na passarela ‘Bons Amigos’, uma área alagada de periferia.

A mulher morava sozinha havia 3 anos. Ela contou que estava sem energia elétrica na região quando teve a casa invadida e sofreu a agressão. “Eles foram me agarrando, tirando minha roupa, os três. Como eu reagi, e eles estavam com um facão, começaram a cortar o meu cabelo, a minha mão”, lembrou.

A mulher disse que tentou fugir para a ponte, mas não conseguiu. “Eu corri para a ponte, mas não deu mais tempo, pois fiquei sem tato, não sentia mais nada. Eu fiquei presa na ponte. De lá, eles me empurraram para o lago”, contou.

A vítima disse que perdeu a consciência ao cair no lago. Segundo o pai da mulher, ela foi resgatada pela vizinhança e levada para o hospital. “Quando eu acordei já estava no posto, só lama, sangue e de calcinha”, lembrou a mulher.

Com as mãos enfaixadas e curativos espalhados pelo corpo, a vítima diz que ainda sente dores e não consegue levantar-se da cama do hospital, onde passa os dias sob efeito de medicamentos. Ela fala, no entanto, que a maior dor que sente é psicológica.

A mulher diz que trabalhava como empregada doméstica. “Não vou poder trabalhar assim, como eu trabalhava antes. Eu não sei como vai ser minha vida agora. Quero apenas justiça”, pediu.

Acusados são agredidos por outros presos

Os três suspeitos de estupro foram agredidos por outros detentos dentro da cadeia na última semana, informou o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). O órgão acrescentou que abriu um processo para apurar a invasão ao local onde o trio estava detido e foi espancado.

Um dos agredidos, de 19 anos, levou golpes de faca na cabeça. O pai dele, de 39 anos, teve escoriações pelo corpo, assim como o tio de 27. O trio suspeito foi levado do presídio para atendimento médico no Hospital de Emergências (HE) da capital, mesmo lugar onde a vítima de 30 anos, que está grávida, segue internada.

O Crime

A Polícia Militar (PM) relatou que encontrou a mulher com a mão esquerda e um dedo da mão direita decepados em uma área alagada de periferia onde a vítima mora. Ela estava com várias lesões pelo corpo e os cabelos cortados pelos golpes de facão. O crime teria acontecido durante uma queda de energia no município de Cutias.

Dois suspeitos foram presos ainda na noite de domingo e o outro foi capturado na manhã de segunda-feira (14). O trio foi levado de Cutias para a Delegacia de Polícia do Interior (DPI), em Macapá. Eles prestaram esclarecimentos e somente o jovem de 19 anos teria confessado o crime, conforme a Polícia Militar.

informações de G1 e Diário do Amapá

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Cristina Costa Postado em 21/Sep/2015 às 21:45

    Perai, os estupradores foram para o mesmo hospital onde a vitima esta internada? Como assim Justiça?

  2. Nelly Bell Postado em 21/Sep/2015 às 22:16

    Gente entenda, não estou fazendo apologia a violência mas fazer o que com uns canalhas desses? Ficar presos p ser sustentados pelo povo? Pior ainda pela própria família da vítima? Não. Melhor exterminar esse mal.

    • Celeste Postado em 22/Sep/2015 às 09:00

      Poxa odeio ter q admitir isso Nelly mas concordo c teu comentário! Pessoas como essas não merecem viver em sociedade, não merecem nem mesmo respirar do o mesmo ar q respiramos, a natureza nao merece produzir oxigênio para tipos como esse respirar. Acho q a vida de cada um de nós deve ser valorizada de acordo ao respeito q temos pela vida dos outros: Se alguém trata a vida do outro como lixo, como lixo sua vida deve ser tratada.

      • Renato Postado em 24/Sep/2015 às 16:00

        Logo logo estarão soltos denovo, enquanto a mulher praticamente já prdeu sua vida. Por isso acredito mais na justiça dos presidiários que na justiça da lei.

  3. Helen Postado em 21/Sep/2015 às 23:40

    Monstros! Merecem ser julgados da forma mais cruel pelo tribunal daquela que nunca dorme: Deus!

  4. João Carlos Postado em 22/Sep/2015 às 02:06

    Xiii, esta matéria vai dar "bug" nos leitores esquerdistas do PP! ahhaha.

    • gabriel Postado em 22/Sep/2015 às 03:52

      Você ainda 'ri' depois de ler uma matéria como está ....vc deve ser doente

    • SerHumano Postado em 22/Sep/2015 às 05:24

      E pelo jeito você aprovou tudo e comemorou. Parabéns, doente!

    • Rodrigo Postado em 22/Sep/2015 às 07:26

      Que matéria triste! E você fazendo piadinha? Doente...

    • Ana Corrêa Postado em 22/Sep/2015 às 07:47

      Nem hora, nem lugar pra um comentário sobre isso, João Carlos.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 22/Sep/2015 às 11:12

      Esse é o típico: se cair de 4 no chão sai relinchando e não levanta nunca mais..

  5. Juniperos Postado em 22/Sep/2015 às 08:17

    Recentemente tenho visto muitas noticias graves, como essa, que a mídia daqui se nega mostrar. estupro, decapitações, mutilações. A violência barbara nasce claro, na cabeça, como doença. O trio, obviamente será morto, por desmembramento após a mais horrível e longa sessão de tortura possível, com instrumentos rustico e improvisados de cadeia. Não sei o nome disso, mas não é justiça, é apenas a nosso indecente sistema. A mulher agora, é claro terá que viver com, além é claro das lembranças de horror, com a mutilação, que sempre a lembrará do país negligente e precário em que vive. Que sonho um dia em que um sistema de saúde funcione... assim como o restante. O termo “justiça atrás das grades” foi incorporado ao nosso cotidiano como uma realidade velada, mas o termo “segurança fora das cadeias ” é só um sonho. Enquanto isso temos que viver em casas repletas de grades, como os verdadeiros prisioneiros do nosso próprio país.

  6. Juniperos Postado em 23/Sep/2015 às 13:48

    Isso me leva a pensar num assunto desconfortável, mas necessário de ser debatido: a pena de morte. Muita gente se diz contra e a repudia com a bíblia em baixo do braço, mas não quer saber saber o que acontece com esse tipo de criminoso na cadeia. Bom é simples, ele será executado. E algumas pessoas chegam a comentar isso com conformismo. A questão é: sabendo que eles tem 100% de chances de serem mortos, através de tortura por desmembramento e morte lenta, não é quase a mesma coisa que condenar alguém a morte? Se isso está sendo feito no simples intuito de se livrar de alguém da sociedade, dando-lhes uma morte por tabela (ninguém aqui é bobo, todos sabem que acontecerá) não é a mesma coisa que concordar com pena de morte? E se sim, não é hora de se regulamentar isso, estando uma vez a sociedade a favor da eliminação desses indivíduos (já quem é contra, se manifesta contra, sem cara de pau)? Muita gente quem que algo seja feito mas tem medo de se pronunciar, pelo tabu. Mas não ficariam muito confortáveis ao ver uma filha ou mãe sendo mutilada, estuprada e depois jogada em alguma vala semi-morta. essas pessoas podem realmente fazer algo de bom pela sociedade, vivas? Conjecturemos.

  7. Renato Postado em 24/Sep/2015 às 15:58

    Nosso povo é tão omisso e covarde que a verdadeira justiça é feita pelos presidiários que possuem mais honra e valores que os políticos, os juízes e os "cidadãos de bem".

    • raphael_subversivo Postado em 01/Oct/2015 às 22:54

      Esse tipo de crime tinha que ser julgado em praça pública e receberem a pena proporcional ao seu ato....sou um defensor de direitos humanos, mas para humanos....entendo que uma coisa é roubar, traficar, estelionatar, erramos, é verdade, e devemos ser civilizados e proporcionais nas penas, mas isso dai, isso é pra mandar pra vala sem pensar 1 vez...