Redação Pragmatismo
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Homofobia 10/Aug/2015 às 17:58
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Viviany Beleboni diz ter sido esfaqueada e fala em suicídio

“Crucificada” na Parada LGBT, Viviany Beleboni mostra marcas de violência no rosto, braço e pernas. Atriz afirma que agressão foi motivada por sua interpretação polêmica e diz que está cansada da violência: “Agora vou ficar trancada em casa, que é o que os fanáticos querem”

viviany beleboni faca ataque

Conhecida nacionalmente desde que protagonizou um protesto na 19ª edição paulistana da Parada do Orgulho LGBT, no qual encenou uma crucificação, a transexual Viviany Beleboni afirma ter sido violentamente agredida nas proximidades de sua casa, em São Paulo, na noite de sábado (8).

Em vídeo (assista abaixo) de pouco mais de dois minutos postado em sua página no Facebook, Viviany, de 27 anos, exibe ferimentos no rosto, cortes nos braços e pernas, consequências daquela que diz ter sido uma agressão motivada por seu protesto no ato pelos direitos dos homossexuais, realizado em 7 de junho.

“Uma pessoa me reconheceu, tava com uma faca o marginalzinho, mendigo de rua, sei lá o que foi [quem a agrediu]. Falou que eu não sou de Deus, que sou um demônio e que eu tinha de pagar pelo que fiz”, desabafa a jovem no vídeo, no qual exibe o nariz ensanguentado e os olhos inchados.

Confira trechos do relato de Viviany:

“Fazia muito tempo que não saía de casa sozinha, sempre saía com amigas. Fui dar uma volta, estava estressada porque briguei com um amigo. Saí para caminhar ouvindo música. Próximo a minha casa tem um viaduto, passei por lá e dois rapazes começaram a me xingar de filha da p…, de viado.

Tirei o fone porque não estava ouvindo direito, aí disseram ‘Você está f…., isso não se faz’, falando sobre a crucificação na parada gay. ‘Você é um demônio, tem de morrer. Esses pastores estão certos’

Segui reto, mas vieram atrás, foi muito rápido. Vieram com uma faca ou uma gilete, não vi o que era. Me seguraram para tentar cortar a minha barriga, só que não conseguiram, cortaram meu braço. Eu fiquei me abaixando pra me esquivar dos socos, mas mesmo assim estou com o rosto todo machucado, meu nariz está inchado, meu maxilar rasgado.

Fui pra casa, minha vontade era morrer porque eu não aguento mais, depois de tudo o que aconteceu. Não consigo fazer mais nada, estou há dois meses e meio sem trabalhar, só tirando dinheiro da minha conta. Aí meu amigo veio em casa e me fez os curativos, tomei três remédios tarja-preta para dormir.

Só queria ser atriz, trabalhar, ter dignidade. Nunca precisei falar mal de ninguém, sempre busquei coisas fora da prostituição para provar que travestis poderiam fazer outras coisas. O que vou fazer agora? Vou ter de ir para a rua trabalhar? Mas é muito complicado, estou pensando em me matar, em fugir. Eu não tenho segurança. Estou cansada disso. Não consigo me sentir segura dentro do meu próprio apartamento, a cada barulho acho que alguém vai entrar e me dar um tiro. A janela fica aberta o tempo todo e eu fico pensando em pular

(…)

As pessoas perguntam: ‘Vai fazer um B.O [Boletim de Ocorrência]? Vai à delegacia?’ Para quê? Para me tratarem que nem um homem lá? Para rirem da tua cara e não dar em porra nenhuma? Não, eu não vou! Sabe o que tenho de fazer? Ficar trancada na minha casa, porque é isso que esses religiosos, esses fanáticos, querem. Estou cansada disso, de ser ameaçada por pessoas que não gostaram do meu ato [protesto na parada], que foi de amor, para lutar por pessoas que nem eu, que estão sangrando.”

Vídeo:

com agências

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Comentários

  1. Giovanni Postado em 10/Aug/2015 às 18:58

    Uma pena algumas pessoas tratarem-na com tamanho ato ignóbil.

  2. Juniperos Postado em 10/Aug/2015 às 18:59

    Longe de querer parecer catequista, já que hoje em dia parece que as religiões mais perecem maquinas de dinheiro e de iludirem inocentes, ela mencionou “dignidade”... segundo o dicionário, Dignidade é a qualidade de quem é digno, ou seja, de quem é honrado, exemplar, que procede com decência, com honestidade. É um substantivo feminino, que vem do latim dignitate, que significa honradez, virtude, consideração. A dignidade de um indivíduo representa a sua “integridade moral” e um ataque a essa dignidade é caracterizado como “danos morais” e se na justiça é provado o contrário é cabível uma reparação do acusador. O indivíduo que incita, que afronta ou ataca a dignidade do outro é denominado “ultrajante”. Longe de julgar o valor artístico ou ideológico da apresentação, (que por mais que eu me esforce não consegui entender bem o que ela quis transmitir com aquilo, e modéstia a parte, interpreto razoavelmente bem, sutilezas). Ela não parece ter tido muita consideração pelos costumes alheios ao assumir esse risco. Deve-se tomar cuidado ao utilizar certos símbolos, em especial os quais toda uma nação possui algum tipo de admiração ou temor. Exemplo? Não pega bem sair com uma camisa com uma suástica estampada, e não interessa se uso isso por costumes indianos, eu sei que vou ofender alguém com isso, talvez até profundamente. Eu seria culpado se alguém me ofendesse por isso? Quem sou eu? Eu tenho acesso a informação para saber que símbolo é esse que estou portando e as consequências por isso? Estou preparado para arcar com as consequências, já que acaso eu ache que valha a pena? Obviamente não se deveria pagar com violência, ninguém tem esse direito... O que está feito, está no passado e não há como mudar. Ela ainda continuará sendo perseguida por muito tempo por isso. Ela parece não ter percebido que se há uma coisa que essa sociedade sabe fazer bem é odiar. Podemos ter orgulho em ser qualquer coisa, podemos pedir que nos respeitem por ser o que somos, e automaticamente não teremos o direito de agredir o orgulho dos outros, ou desrespeita-los pelo o que são. FAZER AO PROXÍMO O QUE QUER PARA SI, NÃO É SÓ UMA FRASE FILOSOFICA, É LOGICA.

    • Raquel Postado em 10/Aug/2015 às 21:44

      Gostei do seu comentário. Acho sinceramente que a intenção dela era chamar a atenção, ter fama. Todo mundo sabe que usar símbolos cristãos em protesto gera polêmica. Hoje as pessoas fazem de tudo pelos quinze minutos de fama.

      • Trajano Postado em 10/Aug/2015 às 22:03

        Raquel, em qual momento o Juniperos disse isso? Você tá doida?

    • Ricardo Postado em 10/Aug/2015 às 23:44

      Não, não é lógica: e se eu não quiser ser tratado como vc gostaria?! O certo é: NÃO faça aos outros o que vc NÃO gostaria que fizessem com vc, o que é bem diferente, porque não indica o que fazer (o que não se sabe e depende de cada pessoa), mas o que NÃO FAZER. E, pelo amor de Deus! Como não entendeu a encenação dela?! Sempre recorremos ao simbolismo da crucificação quando há perseguição (ainda que meramente alegada; não quero entrar no mérito)... Então tem gente que pode se autoproclamar cristão e outros não?! Bah, por favor!!!!!!!

  3. Eduardo Ribeiro Postado em 10/Aug/2015 às 19:14

    Vergonha demais. Isso aqui já é uma república teocrática, moralista, intolerante, cruel e retrógrada, falta mudar apenas o nome oficial. Só aguardando os malucos de sempre pra relativizar ou defender o ocorrido..."ainn nada contra, mas ela provocou e desrespeitou primeiro, é nisso que dá..."..."ainn nada contra, mas aquela crucificação foi uma ofensa aos cristaos, aquilo não é arte...com Deus não se brinca"..."ainn nada contra, mas ela pisoteou a fé alheia, aquilo foi uma heresia...deus é amor e caridade..".

    • Felipe Postado em 10/Aug/2015 às 21:35

      É vergonhoso demais sim, mas não com ela, mas com toda a população que vive diariamente isso, seja por ser homo, negro, judeu, cristão, muçulmano, pobre etc, o que precisa ser feito é mudar a lei para que qq tipo de agressão seja punida esse é só mais um caso de violência a ser registrado, não foi o primeiro não será o último e pelo pensamento das pessoas (isso dos dois lados) vai continuar acontecendo pois não existe respeito da parte dela nem de quem se doeu por isso e foi tirar satisfação fazendo justiça por si próprio

      • Rodrigo Postado em 11/Aug/2015 às 10:26

        (Outro Rodrigo) Acho que ninguém leu a parte em que ela disse tratarem-se, os agressores, de pessoas em situação de rua. Achei estranho, especialmente por ela prontamente associar pessoas em situação de rua ao conhecimento de matérias expostas na internet. De todo modo, que se dê a correta apuração e sejam punidos os culpados. Cumpre sempre lembrar o sem número de câmeras de vigilância nas ruas, o que torna até mais fácil a investigação.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 10/Aug/2015 às 21:45

      ?? Que "toda a população", bicho? Ela foi esfaqueada ESPECIFICAMENTE por ser transexual...não é "só mais um caso". É um caso com uma especificidade clarissima. É uma tentativa de homocidio motivada por ÓDIO. E com uma motivação extra: religiosa, por conta de um boçal que ainda não entendeu o que ela quis representar com a crucificação (ainnn que profanação). Talvez agora tenha ficado claro, com a facada que ela levou, o que ela quis dizer com sua "ui...arte profana".

      • felipe Postado em 11/Aug/2015 às 09:09

        Mais uma vez te digo, ela não é o primeiro nem o ultimo, pq não existe lei para punir em nosso país, aqui só sabe falar mau de polícia mas na maioria das vezes que se prende o sujeito esta rua, não existe respeito pelo próximo e isso não se limita ao grupo gls e sim a toda a população, em um país que a educação é deixada de lado, onde quando o negocio aperta se corta investimento no que é o mais importante acontece isso.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Aug/2015 às 10:01

        Ninguem nega que haja violência contra a população em geral. Porem, ela está sujeita a violência contra a população em geral E TAMBEM a violência ESPECIFICA contra transexuais. Não há meios para negar: é CRIME DE ÓDIO fruto de INTOLERÂNCIA e IGNORÂNCIA RELIGIOSA. É preciso colocar as coisas em seu devido lugar. Problemas com especificidades diferentes requerem ações e abordagens diferentes. Violência contra a população em geral é um assunto importante, fundamental, mas não aqui. Neste contexto, no contexto deste episódio, discute-se intolerância sexual, ignorância religiosa e crime de ódio.

      • felipe Postado em 11/Aug/2015 às 10:27

        Não concordo, resolver o problema de um não resolve os de outros, se resolver o problema da violência de forma geral se resolve esse problema tb, o que me espanta são pessoas dar ibope para coisas desse tipo e ignorar totalmente os demais crimes pelo simples fato de não ser alguem que eu defendo é um tremendo individualismo.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Aug/2015 às 10:34

        Não concorda com o que, porra? Você acha que estavam tentando bater a carteira dela? Roubar o celular dela? Você acha que você seria esfaqueado no lugar dela estando de passagem no mesmo local diante das mesmas pessoas? Trata-se de CRIME DE ÓDIO, filho. Ninguem quer resolver o problema de um pra resolver o de todos. Ninguem está ignorando os demais crimes. De onde você tira essas idéias? Pqp, felipe....

      • felipe Postado em 11/Aug/2015 às 10:52

        Eduardo, na internet vc é uma pessoa individualista pensa somente na classe que defende e nada mais, vc nem eu estávamos lá para conferir o que de fato aconteceu se vc e, eu defendo que um país que se educa não existiria isso e eu apoio que a justiça seja feita e os culpados sejam punidos mas não pq é com um homossexual e sim por ser um ser humano.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Aug/2015 às 10:57

        """"""""""""""""vc é uma pessoa individualista pensa somente na classe que defende e nada mais""""""""""""""""

      • Junio Postado em 11/Aug/2015 às 15:28

        Felipe, nem perca seu tempo! Esse Eduardo não é capaz de debater nada, ele se quer entende o princípio de um debate, que é exatamente discutir ideias de pontos de vista diferentes! Só que quando vc passa a atacar pessoas, deixa de ser um debate e passa a ser agressão! e de quebra, vc mostra não ter qualquer maturidade para um debate! No caso do Eduardo Ribeiro, ele não sabe que debater ideias não é o mesmo que defender achismos, pois o "eu acho" só dura até a publicação de uma tese, para transforma-la em teoria, que é o próximo passo na construção de uma base tecnológica, você precisaria embasa-la através de citações referenciadas! para aí então esta teoria ser testada, comprovada ou até quem sabe tornar-se uma lei fundamental... O Eduardo Ribeiro está pouco se importando, ele vai atacar sua pessoa, usar palavras de baixo calão e não vai comprovar com dados ou fatos qualquer coisa que ele vier a afirmar! Porque ele não se guia por meios científicos, ele deve ficar o dia todo sapeando blogs de internet, de preferência aqueles cheios de teorias conspiratórias aí vem aqui no PP pagar sabichão! Seus conhecimentos históricos são baseados em filmes hollywoodianos (Matrix, 300, e por aí vai), seu lado debochado as vzs até vai te arrancar alguma risada, inclusive, eu o aconselhei uma vez a investir numa carreira de comediante! Humor negro, tipo Danilo Gentili! mas nem nisso ele me ouviu... Então meu caro, não perca seu tempo em discutir com ele... só vai se estressar a toa! Sobre a matéria, nenhum ato de violência é justificável, ainda mais com o agravante de estarem em numero maior e portando arma branca o que configura a covardia do ato, porém, que não soe como justificativa, mas esta poderia ter evitado tudo isso negando-se a fazer a encenação que traz um simbolismo que nem ela e nem o Eduardo conhecem! Falando em Eduardo, a ideologia comentada por este logo aí acima, talvez ele não saiba, mas já existe como teoria e é defendida por uma grande torrente da qual eu faço parte! chama-se "princípio da equidade" e consiste em destinar meios e forças diferentes em consideração a fragilidade dos envolvidos, para ele entender, vou dar um exemplo a ele: Eduardo, imagine três garotos querendo comprar um sorvete que custa 5 reais, o primeiro possui, R$1,00, o segundo R$3,00 e o terceiro R$5,00 e vc tem R$ 6,00, se dividir com todos em partes iguais, o primeiro ficará sem o sorvete, o segundo satisfeito e o terceiro ainda ficará com dois reias de troco, na equidade, vc daria R$ 4,00 ao primeiro, R$2,00 ao segundo e R$0,00 ao terceiro! todos ficariam satisfeitos! Na sociedade também, mais atenção ao grupos que mais precisam! A seguir, que venham as pedradas carregadas de ódio do tiozão cool, o esquerdista Root! sem qualquer base fundamentada, Sr. """"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""Eduardo Ribeiro""""""""""""""""""""""""""""""""""""""!

      • felipe Postado em 11/Aug/2015 às 15:57

        tiozão cool, o esquerdista Root! kkkkk gostei Junio, muito bom!!!

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Aug/2015 às 16:57

        ?? quem ler e entender me adiciona..

      • Trajano Postado em 11/Aug/2015 às 19:54

        "vc é uma pessoa individualista pensa somente na classe que defende e nada mais". Ué? kkkkk

      • Vinicius Postado em 14/Aug/2015 às 01:38

        Eduardo, nem perco tempo mais com esse povo que finge não entender. No fundo sabem que há grupos na sociedade que têm uma maior tendência de serem vítimas de violência por conta de preconceitos e crimes de ódio, mas continuarão a simular que não sabem para tentar desviar o foco da discussão.Além disso, vão alegar que nós não sabemos debater, que somos individualistas e outros. Todavia o importante é que as leis aos poucos estão começando a proteger mais as minorias. Se eles não quiserem aceitar o problema é deles. *Outro Vinícius

      • Junio Postado em 14/Aug/2015 às 10:11

        Vinicius, releia o meu comentário, com um pouquinho mais de atenção no que tange a equidade, quem sabe vc entende! Pode também ler o livro A Revolução dos Bichos de Orwell, ou fazer como o Eduardo Ribeiro, esperar Hollywood lançar o filme, ou pesquisar em sites de teorias absurdas, o importante é vc extrair o sentido da fábula que embora discorra sobre a antiga URSS, mostra as relações de diferentes ideologias governamentais (por ex: Capitalismo, Socialismo, Comunismo, Ditadura, Liberalismo, entre outros) com seu povo. Aí então vc volta e fala de minorias e do que mais quiser. E o Eduardo não sabe debater msmo.

    • Vinicius Postado em 14/Aug/2015 às 02:00

      Acredito Eduardo, que por conta das minorias estarem ganhando um espaço maior na sociedade, haverá uma reação preconceituosa mais intensa, porque os indivíduos intolerantes estão vendo que suas ideias estão perdendo espaço. Penso que aos poucos essas pessoas vão caindo em si e vão aprendendo a tolerar as diferenças. Por exemplo, de 5 anos para cá a comunidade LGBT no Brasil já obteve algumas conquistas, como direito ao casamento civil e cada dia está ganhando mais respeito. *Outro Vinicius

  4. Juniperos Postado em 10/Aug/2015 às 19:21

    A exemplo de caridade, deve-se usa-la. mas as pessoas preferem bater, do que ser caridoso. Ou talvez, apenas queiram bater! Exatamente, e pensam em geral, "quem irá me condenar por defender a Deus"? na embriagues dessa logica já existem até "exércitos de deus" aqui no Brasil mesmo. Quando alguém funda uma ideologia como incontestável, se acha no direito de agredir quem é contraria a ela. veja nossas emissoras-templo. O povo morre de medo de "ofender a Deus", e alguém gritando com uma bíblia em baixo do braço faz com esse tipo de pessoa caia de joelhos e saia dando soco em quem for vestido de Judas.

  5. Eduardo Postado em 10/Aug/2015 às 19:33

    quem está plantando isto no Brasil não colherá, quem está colhendo é o povo, pois quem convive com o povo é o próprio povo, que é manobrado e manipulado para estes tipos de intolerância, vivemos um momento esdrúxulo onde afirmamos que vivemos em DEMOCRACIA, mas muitos não admitem que o direito dentro de uma é igual para todos, terminando quando o do outro começa... alguns lideres devem repensar suas atitudes pois como um dia já afirmei, NÃO EXISTE GLÓRIA NA RUÍNA..... e poder sobre mortos vivos é coisa de zumbis.

  6. Julia Postado em 10/Aug/2015 às 21:41

    Diz ter sido esfaqueada fica meio estranho, Pragmatismo. Acho que não há dúvidas que ela foi esfaqueada.

  7. Trajano Postado em 10/Aug/2015 às 21:55

    Sempre que eu vejo a foto da Viviany eu lembro de um episódio que aconteceu na casa de um amigo meu no ano passado. Churrascada, música boa, biritas, etc. Em determinado momento, uma das convidadas chegou acompanhada da prima mais nova, no caso, uma travesti. O clima da festa mudou, grupos foram se formando, se separando e a menina foi ficando cada vez mais isolada. A gente começou a puxar conversa com ela e, olha, fazia tempo que eu não ria tanto com os papos. Ria de chorar, que pessoa engraçada! Articulava cada assunto em um nível elevadíssimo para poucos dos que estavam presentes. Genial. Só que grande parte dos convidados foram embora, com a cara de constrangimento e irritação que não faziam questão alguma de esconder. O que me impressiona nessa história é que EU FIQUEI INCOMODADO QUANDO ELA CHEGOU, da mesma forma que fiquei incomodado com os comentários dos “amigos” para atacar o organizador do churrasco: “festa de ciclano tem até tra****”, “ciclano tá pegando o trav****”. Chegou a resvalar até no casamento dele, uma vez que tanto ele, quando eu e mais três pessoas, incluindo a moça, ficamos conversando até altas horas e a esposa do camarada ficou irritadíssima, antes, durante e até hoje em dia. O que é diferente incomoda muito, né? Mas o que incomoda, em minha opinião, tem o seu lugar de relevância: de onde saiu este incômodo? De onde saiu este constrangimento? Me fez pensar, me encarar. Minha conclusão é que não é a figura da travesti que me incomoda, o que me incomoda é o que os outros pensarão de mim caso me associem à imagem dela. Olha que pensamento medíocre, olha que sentimento escroto. Agora, imaginem a moça como deve se sentir todos os dias ao ser vista como uma coisa perigosa, algo a ser “combatido”, somente por ser o que ela quer, o que ela precisa, assim como todo mundo. A moça nunca mais foi convidada para churrasco algum. E eu me envergonho muitíssimo da minha mediocridade porque, no fundo, no fundo, só me permiti ao diálogo quando os “outros” foram embora; somente quando me senti fora da vigilância me senti licenciado. Foi a demonstração mais hipócrita e infantil que a minha alma ofereceu. Porra, sou um adulto, não devo nada a ninguém. Se quero conversar com alguém, ninguém tem nada a ver com isso. Me sinto não somente na obrigação de respeitar as travestis e as transexuais, como também me sinto no dever. Não por uma questão de autovigilância ou compensação pelo que aconteceu, é porque EU JAMAIS CONHECI NINGUÉM QUE SOFRA MAIS DO QUE ESTE GRUPO. Sofrem em todos os âmbitos da existência que a modernidade tem para oferecer, desde a exclusão de um churrasco até a exclusão do trabalho, exclusão acadêmica, exclusão social, exclusão afetiva, enfim, coloque o termo “exclusão” e então aparecerá o grupo dos travestis e transexuais. Na exclusão, a única coisa que se inclui é violência. Nunca mais quero contribuir com esse inferno.

  8. José Ferreira Postado em 11/Aug/2015 às 00:34

    O cara só quer estender mais os seus "15 minutos de fama", e já faz isso por duas vezes. O pior é, que da primeira vez, usou a ofensa a fé dos outros para isso.

    • RafaeL Postado em 11/Aug/2015 às 05:38

      José Ferreira, em nenhum momento a garota ofendeu a fé alheia. Se você fosse um pouquinho mais inteligente, veria que a crucificação na parada gay, assim como a de jesus descrita na bíblia, representa perseguição, intolerância e etc. Ou seja, assim como jesus, os LGBTTT's estão sendo atacados por aqueles que se dizem "superiores", porém não passam de criminosos da pior espécie.

      • Deisi Postado em 11/Aug/2015 às 08:06

        Rafael, não só dizem "superiores", eles tem certeza que são, como fanáticos e extremistas, falta sensibilidade para entender o outro, se colocar por um momento no lugar do outro. Só veem preconceito nos outros, fecham os olhos, para não vir a tona seu lado hipócrita. Sou cristã católica, também entendi da mesma forma, para fanático usar simbolo religioso é profanação. Eu achei que foi uma forma realista de mostrar todo preconceito, perseguição que sofrem, nos lugares que vão, no trabalho, na família. Mas é triste admitir que pessoas com poder de semear amor, semeiam ódio. temos muitos exemplos, Malafaia, Feliciano e todos que acham que são juízes, se esquecem que o maior simbolo do cristianismo é o amor, somente o amor. Isso sim é profanação, eles acham que os gays já estão no inferno, os adúlteros, beberrões, não vem ao caso, é só fazer tudo bem escondidinhos dos irmãos. Afinal, Deus é misericordioso, só com eles, gays já está condenados!

      • José Ferreira Postado em 11/Aug/2015 às 09:10

        As pessoas aqui estão a acreditar com certa facilidade em relação ao que ele disse. Quem garante que esse fato é verdadeiro. Além disso, ele prefere ir à imprensa do que à Defensoria Pública ou para a Delegacia de Polícia.

      • RafaeL Postado em 12/Aug/2015 às 10:16

        José Ferreira, infelizmente, da mesma forma que há mulheres que apanham de seus maridos e não denunciam os mesmos, a garota do vídeo, seja por medo, vergonha e etc., também resolveu não denunciar o fascistinha de merda. Ademais, o ataque ao instituto Lula é uma farsa?! O tiro ao alvo, praticado pelo policial federal com a imagem da presidente Dilma Rousseff, também é uma farsa?! Os ataques a Guido Mantega foram todos orquestrados pelo PT?! As ameaças a Jô Soares não passam de uma "conspiração petista"?! Aff!!!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Aug/2015 às 10:02

      É verdade. Ela se auto-esfaqueou pra esticar seus "15 minutos de fama" para "18 minutos de fama"...faz sentido.

      • José Ferreira Postado em 11/Aug/2015 às 10:30

        Quem garante também que esse ferimento realmente tenha sido feito com uma faca? Como não foi aberto um BO, não há como se fazer uma perícia para saber o que aconteceu com ele.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Aug/2015 às 10:37

        Tá sertinho...ela deve ter tentado parar um ônibus com a cabeça...afinal, como ela quer estender os 15 minutos pra 18 minutos, ela tinha que se auto-ferir de alguma maneira....

    • Trajano Postado em 11/Aug/2015 às 20:16

      Ferreira, automutilação é indício de transtorno psicológico grave. Nesse caso, cabe o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar da área da saúde mental, principalmente por ter incluído no discurso o suicídio. É um pedido de ajuda urgente. Ao mesmo tempo, ser agredida na rua e chegar sangrando em casa é uma patologia social grave, que deve envolver diversos âmbitos jurídicos e sociais, além, claro, de acompanhamento psicológico pela violência envolvida, com a urgência de quem menciona suicídio. Um pedido emergencial por ajuda. Agora, se você prefere analisar pelo seu “acho que ela quer os 15 minutos de fama”, se você descarta o sofrimento psicológico que a pessoa está passando, tudo bem. Mas aí fica a dúvida: eu não sei mais quem precisa de ajuda, se ela ou você. Quando alguém presencia o desespero do outro e não tá nem aí é porque algum transtorno neurológico ou psiquiátrico significativo está acontecendo. E a coisa não tende a melhorar com o passar da idade.

  9. Rodrigo Postado em 11/Aug/2015 às 12:38

    (Outro Rodrigo) Mas, no caso específico, quem a agrediu foram fanáticos religiosos ou pessoas em situação de rua? Disse ela: “Uma pessoa me reconheceu, tava com uma faca o marginalzinho, mendigo de rua, sei lá o que foi [quem a agrediu]. [...]". Não estou desvinculando a alegada agressão de um contexto de eventual homofobia da pessoa em situação de rua, mas da conexão da suposta agressão com a atuação da mesma em na última parada gay.

  10. Juniperos Postado em 11/Aug/2015 às 12:47

    A parte obvia, Ricardo é logico que entendi, não sou tão burro. O que não entendi é por que alguém recorreria a um recurso num país que passa por uma infeliz doutrinação de politica teocêntrica. Haveria meios de ela conseguir dizer que homossexuais são perseguidos (como se alguém não soubesse disso), de maneira mais eficaz. Reclamar é muito fácil. Mas se algo não pode ser feito e somente resta o protesto, este deve então ser feito da maneira mais eficaz possível. A doutrinação teocêntrica-politica é uma realidade nesse país e ela vem acontecendo a tempos, na frente de todos, e ela é totalmente exclusivista, temos até emissoras engajadas nisso, todos sabem. A luta dos homossexuais agora tem dois fronts, não só no meio social, mas também no politico.

  11. Samael Postado em 12/Aug/2015 às 02:23

    Tive preguiça de ler comentários anteriores, antes vamos analisar o caso, pessoas comuns não tem acesso a internet e quem não tem acesso vê as coisas pela TV e não vi nada sobre isso na TV. Chegando ao ponto de ninguém vai lembrar de alguém lambuzada fodida pendurada numa cruz, pode ser que por ser moradores de rua do local lembraram porque viram, ok vamos trabalhar com essa ideia. Gillette e facas, Gillette são comumente usados por travestis, eles não causam danos mortais, só marcas ou cicatrizes, facas são usadas, mas pessoas que usam facas, na maioria dos casos as usa para fazer perfurações e não cortes superficiais. Caso os danos fossem maiores ela deveria procurar um hospital e o hospital independente do consentimento informaria a policia por se tratar de um evidente crime, e ela faria um B.O. e passaria por um perito do instituto medico legal. Não sou contra a atitude dela, nem a favor, foi a manifestação dela pela comunidade LGBT, mas que é um caso que merece analise segundaria, como o caso do Fidel que antecipou o futuro e da Fernanda Lima.... Gosto muito do site, mais não acredito em tudo, leio, analiso, pesquiso.

    • Rodrigo Postado em 12/Aug/2015 às 15:33

      (Outro Rodrigo) É o que tem faltado nos sites e blogs dos mais diversos viés políticos, Samael. Muitos sequer leem a notícia, a postagem por inteiro, resumindo-se à leitura do título (algumas vezes equívoco, outras distorcido) e partindo para o "julgamento" e "execução sumária da sentença". Parabéns pela postura.