Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 25/Aug/2015 às 11:52
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Jornalista brasileira registra o 'horror' de uma caminhada de duas horas

Jornalista faz experimento e sofre humilhação e assédio por duas horas andando em Teresina. Experiência filmada com câmera escondida estimula a reflexão sobre o machismo de todos os dias

jornalista assediada mulheres vídeo teresina

por Sávia Barreto, O Olho / Teresina-PI

Eram 10h36 de uma manhã de sábado. Teresina, quente, tão quente, que não sei se suei apenas de calor ou de terror. Vestida de uma calça jeans e uma blusa preta, andei só e calada, olhando preocupada, muitas vezes, para os lados e sem o sorriso que pouco antes eu distribuía aos meus colegas de redação (vídeo abaixo).

Duas horas e pelo menos 15 assédios depois sinto bolhas nos pés e dor na alma: o machismo de todo dia, assim, filmado e legendado, parece que expõe mais as vísceras de uma sociedade desigual em gêneros, onde a mulher está vulnerável a assobios, olhares e expressões sussurradas por desconhecidos como “gostosa”, “bundinha” e “delícia”.

O EXPERIMENTO

Tirando o microfone escondido na bolsa, usei o tipo de roupa que eu e milhares de teresinenses (incluindo as mães, filhas e irmãs dos meus assediadores) usamos todos os dias para ir à rua. Meu produtor caminhava à frente, sempre a alguns passos de distância, permitindo me filmar com uma câmera escondida acoplada em sua mochila.

Vídeo:

Mesmo acompanhada de um produtor e do motorista que compõem a equipe do O Olho, tive a sensação de leve desamparo por estar “sozinha”, sujeita aos assédios dos quais eu fugia sempre que precisava estar em algum local público, passando por homens.

Meu temor não era motivado por me considerar gostosa, linda e estonteante (porque não sou e porque mesmo uma mulher que é, não merece receber nenhum tipo de agressão verbal e sexual), mas porque basta ser mulher, estar andando sozinha nas ruas, que quase prontamente alguns homens sentem-se no direito de avaliar a forma física e até de fazer convites sexuais.

Lá está você pagando o plano de saúde da sua mãe no Centro da cidade, quando alguém que você nunca viu, e que sequer cruzou os olhos, alheio aos seus problemas e vontades, grita: “Vamos lá em casa delícia?”. Não é um convite, é uma invasão.

A “CARCAÇA” QUE VESTIMOS PARA IR À RUA

Antes de sair à rua, é preciso vestir, além da roupa, um outro acessório, quase invisível, mas essencial se você for mulher: uma expressão fechada, de quem não quer conversa. Nós, mulheres, costumamos mantê-la enquanto temos que perambular por espaços públicos, principalmente se estivermos sozinhas e houver homens desconhecidos por perto.

É tolhendo pequenas liberdades diárias femininas, inclusive a de sorrir e se vestir como bem entender, que o machismo vai trancando as mulheres em calabouços pisicológicos.

“Não olhe para os lados, evite passar perto de homens, se falarem algo sobre seu corpo, não responda”. Esse não é um ensinamento passado verbalmente de mãe para filha, ou entre amigas. É um comportamento quase intrínseco à quem pertence ao sexo feminino no mundo ocidental. Tanto faz se você está numa pequena e quente capital no Nordeste brasileiro, ou na fria Nova York norte-americana.

Inspirada em um experimento realizado em Nova York por uma atriz de uma ONG que registrou mais de 100 comentários de assédio masculinos em um vídeo filmado durante uma caminhada de dez horas pelas ruas de Manhattan, resolvi fazer o mesmo teste em Teresina, andando por ruas do Centro e da zona Sul por cerca de duas horas durante um sábado pela manhã.

AGRESSÃO VERBAL: “B******** GOSTOSA”

É quase meio-dia. Passo por vários homens na porta de um bar e sinto um grande alívio por ter sido apenas olhada, como se passasse por um raio-X de aeroporto, mas sem nenhum comentário verbal.

Mais a frente, ainda degustando uma tranquilidade que eu mal sabia que seria fulgaz, passo por um homem branco de uns 50 anos. Ele fala baixo, mas eu ouço: “b******** gostosa”. Gelo imediatamente, fico com as mãos tensas e tenho vontade de chorar.

Parece que volto no tempo e lembro de ter 20 anos, descer do ônibus no bairro Saci, zona Sul de Teresina, enquanto caminho várias quadras até minha casa. Também era meio-dia e eu vinha da Universidade Federal do Piauí, onde cursava Ciências Sociais. Aquele caminho era comum para mim, e quase todo dia eu o fazia intercalando ônibus e longas caminhadas até minha casa.

Naquele dia, há sete anos, um homem pára, pergunta as horas, eu olho para o relógio e antes de responder ele coloca a mão debaixo da minha saia, fala “b*********” e sai correndo. Fico atônita. Ainda tenho forças para gritar enquanto ele corre para a outra rua: “Infeliz, maldito”, falo bem alto com a revolta, humilhação e ódio engasgados.

Chego em casa me culpando por ter respondido a um estranho na rua. Eu era jovem demais para saber que a culpa não era minha. Só muitos anos depois consigo contar essa história para meu noivo, amigos e amigas.

As mulheres, quando ouvem, solidarizam-se imediatamente e passam a relatar também suas histórias. S.R., uma amiga jornalista, por exemplo, conta que chegou a ameaçar com pedras um homem que a assediou nas ruas a chamando de “gostosa”. Os homens, por outro lado, ouvem a mesma história e acabam rindo. Acham que é apenas uma anedota. Não é. Violência sexual não tem graça.

COMO SE SENTIR UM “NADA”

Logo eu, que me considero uma jovem mulher de 27 anos, empoderada, firme, forte (quase sempre), me senti um “nada”. Ocupo um cargo de chefia em um universo onde 80% dos colegas de profissão em posição de comando são homens. Não choro fácil e não abaixo a cabeça porque alguém não gostou de algo que fiz ou disse. Na rua, porém, eu baixei.

Quando passava por grupos de homens, tentava instintivamente atravessar a rua e ficar o mais longe possível deles, mesmo sabendo que minha missão nessa reportagem era seguir em frente e registrar caso fosse importunada.

Homens bem arrumados, homens desarrumados, mais novos, mais velhos, brancos, negros, mulatos. Não há um perfil para o assediador. Em comum, a sensação de impotência. No assédio, ficou claro para mim, há uma relação de poder em que se tenta colocar as mulheres em uma posição submissa.

Na rua, dificlmente encaro alguém, olho nos olhos, nada que possa ser interpretado erroneamente como um “convite”. Percebo nas mulheres próximas a mim, uma espécie de solidariedade quando tenho que passar por grupos de homens. Uma troca de olhares assustados antecedem meus passos, como se me perguntassem: “Menina, tem certeza que vai por aí?”.

Sim, eu poderia responder, retrucar, e algumas vezes já fiz isso na rua (quando estava perto de outras pessoas a quem poderia recorrer para manter minha segurança). O medo de ser seguida e (mais) agredida é ainda maior, e na maior parte das vezes as mulheres se calam já que muitos homens, ao ouvir um “não”, se revoltam, xingam e partem para a violência.

Quando a experiência chega ao fim, me sinto exausta. Não pelos calos no pé ou pela roupa quase ensopada de suor. O que cansa é todo o desgaste emocional de sentir medo e vulnerabilidade por ser mulher.

Um exemplo disso foi retratado em 2012, quando uma jovem belga de 25 anos decidiu gravar o que ouvia dos homens enquanto caminhava pelas ruas de Bruxelas – e principalmente de sua vizinhança, em um bairro pobre da cidade. O resultado foi o documentário Femme de la Rue (Mulher da Rua, em tradução livre). Um dos homens chega pelas suas costas, dizendo que ela é “linda”. Outro, simplesmente a cruza na calçada, vira o rosto em sua direção e a chama de “vadia”.

COMENTÁRIOS ABUSIVOS NÃO SÃO CANTADAS

Comentários sexuais abusivos e ameaçadores não são cantadas. Paquerar alguém pressupõe permissão, reciprocidade. A chave está em uma palavra: consentimento. Assédios sexuais em locais públicos são um problema social. Não tem a ver com “fulano de tal” que é grosseiro, ou aquele outro indivíduo que é machista. Não são casos isolados.

Cada “fiu-fiu” e “meu bem” direcionados à mulheres na rua que não são conhecidas de quem profere o “elogio” é, na verdade, apenas mais um sintoma de uma cultura que incentiva e considera a misoginia (a repulsa, desprezo ou ódio contra às mulheres) algo inofensivo.

E mesmo essa sendo minha opinião pessoal, em um texto assinado por mim contando uma experiência pessoal com todos os viés decorrentes dela, não estou só nessa ideia. Pesquisa divulgada em 2013 aponta que 83% das mulheres brasileiras não gostam das cantadas de rua. A pesquisa feita pelo site Olga, aponta que quase oito mil mulheres responderam o questionário elaborado pela jornalista Karin Hueck, e 99,6% relataram já terem sofrido assédio na rua.

“A gente acha que o machista e o assediador é esse homem sem rosto, esse homem desconhecido que abusa das mulheres nas ruas escuras. Não é. Esses assediadores são pais, são filhos, são profissionais competentes que estão mais perto do que a gente imagina. […] Por quê? Porque o assédio é legítimo culturalmente. Ele é entendido como algo que faz parte do homem. Ele é entendido como algo bom, como flerte. Mas não é”, relata a jornalista Juliana de Faria em sua palestra no TED São Paulo.

Ela é criadora de uma página no Facebook chamada “Chega de Fiu Fiu”, que expõe, entre outras situações, atos que as mulheres deixam de fazer por conta do assédio. Um exemplo disso é que sair de casa vestindo o que quiser, independente do destino e do meio de transporte escolhido, ou então olhar quando alguém lhe chama na rua.

“Ah mas eu sou homem e adoro quando uma mulher me ‘elogia’ na rua”, pode argumentar um. A diferença é que crimes sexuais contra mulheres são estratosfericamente maiores do que em relação aos homens. Numericamente, temos motivos para temer.

É possível, sendo homem, ouvir um “elogio” sem medo de ser perseguido, seguido ou até mesmo violado contra a própria vontade – como ocorre com muitas mulheres.

Em outubro de 2013, a estudante Anne Melo, chegou a ser presa por agentes da Tropa de Choque após ser chamada por um dos policiais de “gostosa”, durante o protesto realizado no centro do Rio de Janeiro.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que a jovem foi detida sob acusação de desacato. Segundo a estudante relatou, depois de receber o suposto “elogio” de um PM que estava na garupa de uma moto do Choque, ela respondeu ao policial de forma “agressiva”. Terminou presa por não ter aceitado a “gracinha” proferida por uma figura de autoridade.

“ASSEDIE A SUA MÃE”

Uma campanha (relembre aqui) realizada pela empresa Everlast do Peru, selecionou homens que, constantemente, assediavam mulheres na rua e localizou suas mães. Decidindo por participar da campanha, elas foram produzidas com acessórios como perucas e vestimentos tornando-as mais jovens e quase irreconhecíveis.

Resultado: foram alvos de cantadas dos próprios filhos. Ao descobrirem a real identidade de quem eles estavam cantando, os assediadores pediram desculpas e alegaram arrependimento e constrangimento. A pergunta que não quer calar: homens que assediam mulheres gostariam que suas mães ou filhas fossem assediadas da mesma forma?

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Comentários

  1. Victor Postado em 25/Aug/2015 às 12:10

    Puxa... Que horror deve ser isso. Repudio totalmente este tipo de atitude. Essa cultura de cerveja, mulheres e futebol só fomenta isso. Esse tipo de atitude é sintomática... Um sujeito desse poderia tentar algo forçado. Os homens se transformam em Neandertais quando uma moça passa. Meus amigos acéfalos são assim... É como se a vida se resumisse só a isso! E o que é mais triste é que se um sujeito abusasse dela ou de qualquer outra moça, leríamos e ouviríamos coisas como "ninguém mandou ela usar um decote assim. Deveria ser mais comportada". Como diria um camarada que já partiu: "Não deveríamos ensinar as mulheres como reagirem no momento do estupro. Deveríamos ensinar homens a não estuprar." Por um dia que exista uma equidade social, de gênero; RESPEITO.

    • beto Postado em 25/Aug/2015 às 16:42

      Discordo, os homens não se transformam em Neandertais quando uma mulher passa, eu pelo menos não, então fale por você! O fato é que na nossa cultura isso é tratado como detalhe, como elogio! Afinal para nossa sociedade a mulher deve ser vaidosa logo se tenta justificar esse machismo! Além do fato da pressão social que se cria entre homens q induzem esse comportamento, não que isso seja uma justificativa, mas quanto maior o numero de homens juntos esse tipo de situação ao meu ver costuma a se agravar. Vejo muitos justificando a infidelidade do homem com sua própria natureza, só falta agora vermos isso como justificativa para o assédio! O homem que fala isso não fala pois se transformou em neandertal, fala isso pois é machista e ponto, pois sua vida toda foi ensinado a ser um, e quando uma mulher passa ele simplesmente manifesta seu machismo!

      • Letícia Marques Postado em 26/Aug/2015 às 09:13

        Aposto que voce e um homem. Entao vamos la. Voce nunca saberá o quao horrivel é ser chamada de "gostosa", "rabuda", "bucetuda", em lugares publicos. É simplesmente horrivel, é algo que cria ódio. É repugnante. Isso é uma tremenda falta de respeito. E sim, eles se tornam "Neandertais", pois voltam as suas origens apenas pensando na 'Reprodução', sem pensar no respeito. Não descordo que o nosso país é machista até demais, pois tudo se volta a Bebidas, sexo e futebol; más isso nao justifica essa falta de respeito. Ja fui modelo, tenho 1,75 de altura. Apesar de ter sido modelo odeio saias, vestidos, decotes e short's.Uso apenas calça jeans e camisetas de bandas de Rock, e mesmo assim, sou assediada. Uma mulher nao precisa estar mostrando o corpo para ser assediada, nao precisa estar com decote ou saia. Nao somos nos que devemos mudar, e sim, voces e suas atitudes irracionais perante as mulheres. Nao sou 'Feminista', más existem certas coisas que nao acho justo. Da para ignorar algo como "Gata" ou "Moreninha", más, "Bucetuda e Rabuda", é algo que se erradia em ódio. Tirando as olhadas, encoxadas e mãos bobas. O pior é que a maioria desses homens tem mulheres e filhos(as). Tomem vergonha na cara.

      • Beto Postado em 26/Aug/2015 às 22:47

        Letícia, qual é a tua? É burra ou não sabe ler? Recomendo interpretação e que leia o meu comentário até o fim! Além de não ter entendido nada do que escrevi ajuda na manutenção desse machismo que tá reclamando, tu realmente acha que é tão difícil pro homem conviver no mesmo espaço que uma mulher sem manter atitudes desse gênero! Não, a porra de um gênero não se transforma magicamente pela presença do seu oposto! O homem aprende esse tipo de atitude! porra nem sei pq to explicando isso pra alguém nunca vai entender, descordar pff acha q alguém ta interessado o q tu faz ou deixa de faze pra ganha a vida moça, só recomendo mais leitura, só cuidar do corpo não faz bem!

      • Sérgio Postado em 01/Sep/2015 às 00:00

        Beto... machismo é burrice, covardia e má formação sociocultural, pronto. Não precisa ficar aí titubeando se quer defender machistas. Ou, se é por um mundo de respeito a todos/as independente de gênero ou sexualidade, tome postura e pronto.

    • jairo fonseca Postado em 26/Aug/2015 às 10:57

      Beleza Victor. Só que a forma de vestir tem exatamente este objetivo, chamar a atenção.

  2. Douglas Postado em 25/Aug/2015 às 12:20

    Ainda bem que eu falto quebrar o pescoço, só olho mas não solto um "piu". Já fui cantado na rua também por homens e mulheres, sei como é ruim tal situação.

    • Valdercindo Postado em 25/Aug/2015 às 14:20

      Seu questionamento ao Douglas foi recheado de respeito, hein, Maria? Parabéns por sua sensatez e boa educação!

    • Chico Postado em 26/Aug/2015 às 10:51

      Agora lascou e não pode olhar não é? Ele olha assim como qualquer mulher olha quando passa um homem bonito. O problema é si esta em falar bobagens, ou olhar como se fosse matar a pessoa.

    • Douglas Postado em 26/Aug/2015 às 14:56

      A falta de respeito está em seu comentário anterior ao se referir a minha pessoa. Oras olhar uma mulher bonita passando é falta de respeito? Estou intrigado, poderia me esclarecer melhor? Vai que eu mudo de ideia. Um pedido de desculpas seria bem cordial também. Abraço.

  3. Helenaviana Postado em 25/Aug/2015 às 12:27

    è o minimo que as mães devem passar aos filhos,respeito a todas as mulheres pois eu sou uma que te pariu.

  4. Gabriela Postado em 25/Aug/2015 às 12:28

    Não tenho nem palavras para expressar minha indignação e meu NOJO a essa raça imunda que faz esses tipos de comentários! Sei perfeitamente como é andar na rua e se sentir um pedaço de carne, não existe palavra no mundo que expresse o sentimento. Simplesmente nojo!

  5. Paulo Postado em 25/Aug/2015 às 12:59

    Mas se alguém não tem educação que pelo menos não exista estímulo à deseducação na tv (propaganda de cerveja por exemplo...).

    • Franklin J. Alencar Postado em 25/Aug/2015 às 15:22

      A educação é tarefa de todas as pessoas educadas porque "Todos ensinam e todos aprendem constantemente" Absolutamente não é verdade que a educação seja obrigação apenas da família e da escola. Sabemos que a vida imita a arte, assim tambem os publicitários e as empresas de comunicação de massa tem que assumir sua parte do compromisso com a educação

    • Cezar Postado em 26/Aug/2015 às 08:18

      Ahhh tá. com cerveja é pra adultos bem formados. hhhahahaha... bem educados hahahha... respeitosos hhahahahhahhaahha.

    • Chico Postado em 26/Aug/2015 às 10:53

      Mas cara se passa na TV, nas propagandas que mulher é objeto, está errado. A TV tem que parar com esse ataque, ue.

  6. Victor Postado em 25/Aug/2015 às 13:02

    Caro Naro Solbo, Seu comentário é corretíssimo. Posso ter me expressado mal... Acho que essa cultura é uma das que fomenta isso. Quando vejo aquelas propagandas de cerveja, poxa... Elas falam por si mesma. Não sei se isso é um fetichismo de mercadoria, mas parece que você não compra só a cerveja: compra também a mulher. Falta de educação formal também faz falta, com certeza! Porém, desde as sociedades mais antigas as mulheres passam por coisas como essa. Submissão, agressão. Lamentável.

    • Ella Postado em 25/Aug/2015 às 15:45

      Você não compra a mulher na propaganda de cerveja, carro, desodorante, gilete, video game e N produtos. A mulher vem de brinde, acho que quiçá mercadoria nós somos.

      • Heloisa Postado em 25/Aug/2015 às 16:19

        Aí é que vcs se enganam. O que está à venda nessas propagandas é a mulher. A mercadoria é o suposto "veículo" ou "instrumento" para conseguir a mulher. Carro, desodorante, cerveja, todos usam da mesma lógica, "use nossos produtos e você conseguirá o que realmente quer, uma mulher".

  7. Lucas Postado em 25/Aug/2015 às 13:02

    Ontem ao descer do ônibus esbarrei em uma menina, pedi desculpas e segui meu caminho que coincidentemente era o mesmo dela. Nossa a menina entrou em pânico, acelerou o passo, olhava para trás, eu me senti mal. Desacelerei meu passo e fiz questão de mostrar que não estava perseguindo ela. Não adiantou nada, ela continuou caminhando rápido e até correu um pouco e eu segui para casa com uma sensação bem ruim. Ruim, não por mim, não me senti mal por ser tratado como um agressor em potencial. Mas ruim por ela, ela ficou assutada de verdade. Talvez ela ande assustada no dia a dia por causa de situações mais extremas e qualquer fagulha causa uma explosão. Muito triste .... :(

  8. Matheus Postado em 25/Aug/2015 às 13:07

    E a mina é gata hein!!!

    • Magali Postado em 26/Aug/2015 às 10:56

      e tu é um imbecil nojento e misógino hein!!!

      • Douglas Postado em 27/Aug/2015 às 09:10

        Eu ein Magali! Matheus, gata mesmo!

      • Lucas Postado em 17/Sep/2015 às 01:07

        Misoginia: ódio, desprezo ou repulsa ao gênero feminino. Logo, não faz o menor sentido a sua acusação. E sim, a mulher é muito bonita.(foi apenas uma observação)

  9. Juniperos Postado em 25/Aug/2015 às 13:08

    Digo e repito no fim deste texto que certos homens sofreram uma educação errada, machista e chula, e acham que a cada mulher que veem, encontram uma chance de leva-la para cama. Não está longe da ideologia de um estuprador na verdade. De um lado temos homens sem tato ou educação alguma, que infestam nossas comunidades e agora de outro também temos mulheres que praticam ato semelhante, diga-se de passagem. Já presenciei fatos constrangedores semelhantes, ao ver amigas falando desinibidamente dos atributos físicos de um sujeito que entrará no ônibus, com a intenção obvia de constranger um homem ao qual julgaram nas suas palavras “lixo”. O comentário foi falado em alto e bom tom, em meio a risos, num ônibus com o visível intuito de constranger quem não se aproximava dos padrões que elegeram. Não estou generalizando, claro, mas só para as mulheres saberem, muitos homens passam por um situação semelhante, mas na eterna busca do “ideal”. Anabolizantes, academia, grifes e muitas futilidades e é claro, o preferido e mais obvio: a busca incansável por dinheiro, na busca de se mostrar como passível do desejo feminino também ocupa a mente de boa parte dos homens. A mídia não fica atrás, com uma campanha massiva do ideal masculino/feminino. Esse comentário que estou fazendo, é tão incomodo para algumas mulheres que em geral ele é deletado, em blogs femininos. Afinal por lá só a fotos de homens “modelo”. Será que todos não estamos a um certo ponto, talvez pelo convívio constante, meio insensíveis ao machismo, praticado por ambos os gêneros? Afinal, mesmo as mulheres não telaram homens que choram, a virgindade tardia chega a ser cômica, assim como um gosto por algo das mulheres o torna quase gay, ou que se intimida por uma mulher agressiva é um “frouxo”, e ofensas contra homens em geral são contra a masculinidade, e o sexismo praticado pelas mulheres também afetam o homem. O fato é que nunca encontrei mulher que não fosse desejada por alguém, ao contrario do que é ensinado aos homens, que se não atingir certa meta ele “nunca terá ninguém”. Por isso eu disse que certos homens sofreram uma educação errada, machista e chula, e acham que a cada mulher que veem, encontram uma chance de leva-la para cama. Não está longe da ideologia de um estuprador na verdade.

    • Gustavo Postado em 25/Aug/2015 às 16:11

      Só uma opinião substitua a palavra machismo por sexismo e seu argumento terá ainda mais consistência! Abração!

  10. Åsa Heuser Postado em 25/Aug/2015 às 13:10

    Tem também a página (no Facebook) e o blog Cantada de Rua que já reúne mais de dois mil relatos de vários tipos.

  11. josé gonçalves dias Postado em 25/Aug/2015 às 13:10

    Desculpe-me,mais se ela já sabe da cultura do pais,precisava andar com os seios quase a mostra,devemos respeitar sim mais também devemos nos dar o respeito também.

    • Shaman Postado em 25/Aug/2015 às 14:05

      Meu amigo, a mulher é dona de si, está em um país livre e tem todo o direito de vestir-se do jeito que quiser. Além do mais, respeito não tem nada a ver com o que alguém veste ou deixa de vestir. Esse papinho é o mesmo da turma do "a culpa é da vítima". Se a mulher quiser sair de minissaia ou com um baita decote, é direito dela, é decisão dela. Ao invés de apontar dedos, deveríamos assegurar que ela continue tendo esse direito. E, é bom ficar claro, a forma como ela se veste nem é o único determinante em casos de assédio, para começo de conversa.

    • Vinicius Matos Postado em 25/Aug/2015 às 14:10

      Claro, aproveita e manda tampar o sol também, para não dar mais "desculpas" para as "vagabundas" saírem semi-nuas nas ruas. Pare de cagar pela boca, cada um se veste como quer, tem esse direito, assim como todos tem o dever de respeitar ao próximo, simples assim. Não venha com desculpinhas, ninguém mais aguenta isso... PS.: Não sou nenhum puritano, gosto de mulheres e sempre que vejo uma bela mulher, não resisto a dar aquela boa olhada, mas de forma DISFARÇADA e sem qualquer manifestação. Mesmo antes de ser compromissado. É da natureza masculina buscar a beleza feminina, mas respeito é bom e todos gostam, da próxima vez que for soltar alguma desculpa para esse tipo de atitude, pense em sua mãe, esposa, irmã, filha.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Aug/2015 às 14:16

      Desculpo não. Seu comentário foi muito sem noção, irracional, faltou inteligência e maturidade. Não desculpo.

    • Daniela Postado em 25/Aug/2015 às 14:51

      Acaba de confiar o que foi dito no texto, José. A desgraça e a existência de idiotas machistas como você que acha que um decote lhes permitem assediar a mulher. Evolua, seu pré histórico. Você não é assediado se saor a camisa é? Não culpe a roupa. Se fosse a vestimenta, mulheres muçulmanas, cobertas dos pés a cabeça não seriam assediadas. E elas são. Ai os ctetinos culpam a maquiagem nos olhos. É demais.

    • Daniela Postado em 25/Aug/2015 às 14:51

      Acaba de confiar o que foi dito no texto, José. A desgraça e a existência de idiotas machistas como você que acha que um decote lhes permitem assediar a mulher. Evolua, seu pré histórico. Você não é assediado se saor a camisa é? Não culpe a roupa. Se fosse a vestimenta, mulheres muçulmanas, cobertas dos pés a cabeça não seriam assediadas. E elas são. Ai os ctetinos culpam a maquiagem nos olhos. É demais.

    • Daniela Postado em 25/Aug/2015 às 14:51

      Acaba de confiar o que foi dito no texto, José. A desgraça e a existência de idiotas machistas como você que acha que um decote lhes permitem assediar a mulher. Evolua, seu pré histórico. Você não é assediado se saor a camisa é? Não culpe a roupa. Se fosse a vestimenta, mulheres muçulmanas, cobertas dos pés a cabeça não seriam assediadas. E elas são. Ai os ctetinos culpam a maquiagem nos olhos. É demais.

    • Heloisa Postado em 25/Aug/2015 às 16:28

      Essa é a mentalidade de um Estado Islâmico ou Talibã, onde consideram que as mulheres nunca estão cobertas o suficiente, onde mostrar o tornozelo é obsceno, isso é a mesma mentalidade, essa ideia de que a mulher não pode andar livre com seu corpo porque o corpo dela é obsceno e ela está "provocando". Essa mentalidade gera uma bola de neve em que apenas o fato de ser mulher já é considerado uma provocação. Tipo: "mostrou o peito, tá provocando, cobre mais, agora mais, agora cobre as pernas, cobre o pescoço, ainda tá provocando, cobre as mãos, cobre o rosto, ainda tô com tesão então você tá provocando, desapareça senão eu vou ter que te comer, você é mulher então tá provocando. É a lógica do estuprador, que sempre diz que foi "provocado" pela vítima, quando ela na verdade está apenas TENTANDO EXISTIR.

      • Onda Vermelha Postado em 25/Aug/2015 às 17:54

        Parabéns Heloísa! Nunca tinha lido nada tão objetivo relacionado ao uso das vestimentas pelas mulheres islâmicas com uma cultura que as sufoca e oprime. Foi bem legal o link que fez o comentário acima.

    • morceguet Postado em 26/Aug/2015 às 09:26

      Ridículo a sua opinião. Ela poderia andar pelada que não lhe daria o direito de falar nada, nem mesmo olha-la. hummmp

      • Amanda Postado em 28/Aug/2015 às 09:43

        Cara, falar não pode mesmo não, mas olhar, claro q vão olhar! Kk sendo homem ou sendo mulher, sendo gostosa(o) ou não...

    • Nika Postado em 26/Aug/2015 às 09:49

      Imagina, então, quantos homens poderiam ser ofendidos com cantadas baixas ou até estuprados pq andam na rua sem camisa ou com ela bem aberta, hein?

    • Rafaela Postado em 26/Aug/2015 às 10:49

      Isso mesmo. Quando estiver velha, gorda e com 30 gatos ela vai sentir saudades do tempo em que chamava atenção pela boa aparencia e não pelo cheiro de xixi de gato em frente a casa dela.

    • Amanda Postado em 28/Aug/2015 às 09:45

      Então é melhor botar sempre uma blusa antes de sair de casa, pq se for estuprado, a culpa é sua..

  12. Catarinense Postado em 25/Aug/2015 às 13:15

    Acho que a cultura de erotismo que tomou conta da mulher faz este tipo de coisa. A gente vê mulher pelada, mulher seminua, mulher se insinuando, mulher que viste minisaia num dia de vento, mulher que uso aquela calça knorr ou batom, se é que me entende, então a vulgaridade tomou conta da mulher (DE UM MODO EM GERAL) e sempre vai ter idiotas e até criminosos que agirão assim. Porque a mulher não se preserva? Porque se torna prostituta? Porque escondemos as verdadeiras causas de todo isto? Porque chamamos a prostituição de profissão? Está todo errado, onde estas atitudes do homem é a ponta final de todo um processo social.

    • Shaman Postado em 25/Aug/2015 às 14:12

      "a vulgaridade tomou conta da mulher", "porque [sic] a mulher não se preserva?", "mulher que veste minisaia [sic] num dia de vento"... Tsc... Tudo o que eu li aqui foi o desabafo de um misógino, mais nada. E o "de um modo em geral" só piorou... tsc, tsc...

    • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Aug/2015 às 14:18

      mimimi a culpa é da mulher mimimi mais culpa da mulher mimimi mais mimimi mais mimimi reitero que a culpa é da mulher mimimi por fim quero dizer que a culpa é da mulher

    • Vinicius Matos Postado em 25/Aug/2015 às 14:20

      Vc só pode estar de brincadeira.. Por favor, me diga que esta brincando, ninguém pode ser tão acéfalo assim... Estamos em uma democracia, e graças a Deus, nela todos tem direito a se vestir e trabalhar, como e com o que queiram, assim como todos tem o dever de respeitar os próprios limites e os limites do próximo. Um ótimo exemplo é vc, vc tem todo o direito de cagar pela boca, como acabou de fazer, mas eu não posso te matar por isso... (Apenas um exemplo ta amiguinho, por mais que ache seu pensamento uma merda, não sinto a menor vontade de matá-lo... ^^)

    • Deisi Postado em 25/Aug/2015 às 14:46

      Nossa, que nojo! Só poderia sair da boca de um catarina. A culpa é da mulher, então tá.

      • R. Gauderio Postado em 26/Aug/2015 às 09:56

        nojo acabei de ler agora...."so poderia sair da boca de um catarina".....existem formas mais educadas de contrariar algo que outra pessoa falou por mais absurdo que seja. Gostaria de lembrar que e crime depreciar alguem pela sua procedencia.....no mesmo nivel do racismo e da homofobia...... p.s: nao nasci em Santa Catarina, infelizmente....afinal, e o mais belo estado brasileiro.

    • rodrigo Postado em 25/Aug/2015 às 21:16

      nada ver ce só falou bosta

  13. Bruno Postado em 25/Aug/2015 às 13:27

    Passando na frente de vários bares onde só tem tiozão pinguço e obras onde só têm pedreiro era óbvio que isso ia acontecer, mas nada justifica o ato deles, mas se vc perceber ela só foi assediada ou pelo menos a maioria das vezes quando passou na frente de bar ou obra.

    • morceguet Postado em 26/Aug/2015 às 09:28

      Tipo isso, fora que ela foi extremamente mal educada e nem deu bom dia pro vendedor ambulante.

    • Thau Postado em 26/Aug/2015 às 10:51

      garanto a você que não é restrito a classe social.. caras muito bem vestidos e com carrões fazem isso, e eu posso falar porque já aconteceu comigo INÚMERAS vezes, acho que eles pensam que a nojeira vai funcionar já que eles aparentam ter dinheiro e "mulher gosta de dinheiro" (o que aliás é outra coisa que me irrita muito porque simplesmente generaliza todo mundo e elimina todo meu esforço pra ser uma pessoa profunda apesar da sociedade de consumo).. então vou falar pra você.. eu já fui assediada de vestido, já fui assediada de short, já fui assediada de calça comprida, manga cumprida e sapatilha (roupa do meu dia-a-dia de trabalho), já me assediaram garis e empresários, entre outras pessoas que eu nem sabia o que eram, enfim.. e acredite, isso em nada me fez sentir "elogiada", "mais feliz", "mais bonita", nunca trouxe nada de positivo pra minha auto-estima. Acho que se eu fosse homem, andar na rua diariamente seria bem mais silencioso e seguro.

    • Fernanda Postado em 26/Aug/2015 às 10:53

      Vc assistiu o vídeo? Ela foi assediada na rua, por homens andando, por homens encostados nas paredes. Não são só homens de porta de buteco e pedreiros que fazem isso. Comece a reparar quando vc mesmo anda na rua, isso acontece o tempo todo.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 26/Aug/2015 às 14:55

      Bruno não assistiu o vídeo. Simples assim.

  14. Izzi Postado em 25/Aug/2015 às 13:31

    Não sei se vc entendeu mas, "cerveja, mulheres e futebol", é como se fosse uma nomenclatura dessa cultura e não duvido q tais gosotos sejam comuns a pelo menos 97% das pessoas q assediaram a moça

    • Pastel Postado em 26/Aug/2015 às 09:01

      Acho tosco como todo mundo odeia generalizações, mas adora generalizar.

  15. Daniela Postado em 25/Aug/2015 às 13:32

    E eu, como mulher, gaúcha, que mora em Pelotas, posso afirmar com toda a certeza que isso não se trata do tamanho da saia, decote da blusa, pois eu, voltando para casa depois de um dia cansativo, no inverno, blusa fechada e jaqueta, já passei por isso e tenho certeza que não sou a única, falas como: "bunda gostosa" "que peitinho ein" e "b***** gostosa" entre outros tão piores quanto, não tem e nunca terá nada a ver com a roupa que se usa, com beleza, com ser "saidinha", "facinha" ou o que for, isso é a falta de educação de muitos homens (não generalizando), é o prazer deles em nos ver recuadas e com medo. Isso é machismo, puro machismo.

    • Deisi Postado em 25/Aug/2015 às 14:53

      Concordo contigo Daniela! Machismo puro, mas sempre aparece os que culpam a mulher, pelo estrupo, pela cantada, pelo desrespeito. Mas queria ver se fosse com suas esposas, irmãs e filhas, com certeza, não achariam que é mimimi.

    • Carolina Postado em 26/Aug/2015 às 09:31

      Daniela tu atribuis a 'so podia ser catarina' sendo de Pelotas? Morei em cinco estados e o RS está sendo de longe o mais assustador com machismo e assédio.Só ontem, Ontem, perguntei se um taxista estaria livre e ele respondeu: - Pra ti sempre, delícia. Sabe, a questão não é essa mas Bairrismo não vai nos ajudar.

  16. Thiago Teixeira Postado em 25/Aug/2015 às 13:42

    Um Bom dia, Oi, Tudo Bom ... não acho depreciativo para uma mulher. Já Gostosa, Bucetão, Tesão, já é uma agressão, uma falta de respeito com a pessoa. Temos que separar um cortejo de um assédio.

    • Hasegawa Postado em 26/Aug/2015 às 10:41

      A questão é que hoje em dia as coisas estão tão absurdas que você nem precisa usar palavras chulas, basta um "bom dia, loirinha" já é um assédio. A solução é simplesmente desviar o olhar, abaixar a cabeça e se possível, ir para o outro lado da rua quando uma mulher estiver passando.

    • Fernanda Postado em 26/Aug/2015 às 10:50

      Claro que é. Por acaso o mesmo homem que fala "oi bom dia" , "oi tudo bom" para uma mulher que nunca viu fala isso para um homem que nunca viu também? Isso não é cortejo, cortejo tem de ser consentido. Não é gentileza, é mais uma maneira nojenta de intimidar mulheres!

      • Douglas Postado em 27/Aug/2015 às 09:08

        "Bom dia", "Tudo bom?". "é mais uma maneira nojenta de intimidar mulheres!", você só pode estar brincando.

  17. Maurício Postado em 25/Aug/2015 às 13:44

    Já vi coisas muito piores que neste vídeo, infelizmente...

  18. Brunno Marxx Postado em 25/Aug/2015 às 13:48

    Pragmatismo politico indo pro buraco...sempre adotando o sexismo

    • Amanda Postado em 28/Aug/2015 às 09:47

      Está apenas falando a verdade... isso acontece, pode perguntar pra qualquer mulher, inclusive pra sua mãe, irmã, namorada, etc..

  19. julia Postado em 25/Aug/2015 às 13:51

    Esse tipo de experimento foi realizado em outros países e apenas dois, pelo que eu percebi, não ocorreram tais barbáries. Acho que os dois países foram Irlanda e na Austrália...

  20. Dedé Postado em 25/Aug/2015 às 13:58

    Mimimi mimimi

  21. Ozéias Postado em 25/Aug/2015 às 14:11

    "Eu só vejo uma solução, é o cristianismo em cada homem, no coração" (Luis Arthur) Aceitar verdadeiramente a Jesus, seguir os seus ensinamentos na íntegra é a única solução. Fazer a vontade de Deus como: se purificar sexualmente e não cobiçar, já resolveria esse problema. Caso contrário as vontades e desejos humanos levam ao abismo eterno.

    • Fernanda Postado em 26/Aug/2015 às 10:56

      eu só vejo uma solução, educar seus filhos, ensinar que respeito é obrigação, que todos merecem ser respeitados seja onde for, com que roupa for, seja mulher, homem, criança ou animal. Todos os seres merecem respeito e isso se ensina em casa!

    • Fernando Postado em 26/Aug/2015 às 11:19

      Não fale besteira. O Cristianismo oprime as mulheres, assim como a maioria das religiões.

    • Amanda Postado em 28/Aug/2015 às 09:50

      O cristianismo também cometeu muitas gafes sexistas.. e continua cometendo...

  22. eu daqui Postado em 25/Aug/2015 às 15:09

    A Arabia Saudita é aqui !!!

  23. José Ferreira Postado em 25/Aug/2015 às 15:45

    A moça fez uma experiência, e tratou de ir nos piores lugares para obter o resultado que ela esperava. Ela foi a canteiro de obras, bares e outros lugares normalmente frequentados por pessoas mal-educadas. Além disso, usou uma roupa que chama a atenção e rebolava algumas vezes enquanto andava. Ela forçou o resultado, pois este tipo de situação existe, mas não nesse nível em que a moça diz que está. Se eu pudesse falar com ela, diria para a mesma refazer a experiência, em outros lugares e com outro tipo de vestimenta (não estou a dizer para andar por aí feito freira).

    • Onda Vermelha Postado em 25/Aug/2015 às 18:14

      Esse é o velho José Ferreira proferindo suas "ferreirises". Aff! Cruz credo! Vai ser reaca assim lá na... ah, vocês sabem... Tucanolandia! Hehehe!

  24. Gustavo Postado em 25/Aug/2015 às 16:09

    O que exatamente é assédio para as pessoas? Por que sinceramente abençoada e sensacional seriam palavras ofensivas ditas à uma mulher atraente? Realmente houveram palavras de baixo calão ditas à moça e atitudes deploráveis, mas daí a considerar assédio, por favor né. E a minha proposta é que façam um vídeo com um cara vestido igual um malandrão também e vamos ver qual tratamento será dispensado à ele.

    • Natália Postado em 25/Aug/2015 às 16:23

      Nem "sensacional", nem " abençoada", nem "linda", nem Nada! Estou andando na rua, espaço público, indo resolver minha vida, não me interessa sua opinião sobre meus atributos físicos, guarde pra você, não estou em concurso de beleza, não estou submetida à sua avaliação porque passei na rua. Simplesmente guarde sua opinião pra você!!

      • cezar Postado em 26/Aug/2015 às 08:26

        melhor fazer o comentário após três dias, senhora.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Aug/2015 às 16:26

      Não leu o relato e não é mulher para compreender. """Paquerar alguém pressupõe permissão, reciprocidade. A chave está em uma palavra: consentimento. Assédios sexuais em locais públicos são um problema social. Cada “fiu-fiu” e “meu bem” direcionados à mulheres na rua que não são conhecidas de quem profere o “elogio” é, na verdade, apenas mais um sintoma de uma cultura que incentiva e considera a misoginia (a repulsa, desprezo ou ódio contra às mulheres) algo inofensivo."""

  25. Müller Postado em 25/Aug/2015 às 16:35

    Eu assisti um programa de tv um dia desses e tinha uma matéria que falava sobre a educação sexual nas instituições escolares da Finlândia( porque lá eles têm, e parabéns por sinal!). Logo após, na matéria, eles faziam várias perguntas a jovens e adolescentes sobre o tema. Então a repórter perguntou como era a paquera, ou possível assédio pelos homens em locais públicos na Finlândia, por um acaso ou não, a menina era fino-brasileira, e a mesma contou que por lá, acho que a cidade era Helsinque, não tenho certeza, ela disse que passava vestida do jeito que lhe convinha e os homens não diziam nada, muito menos ficavam girando 270º o pescoço com um olhar de lobo, nem sequer olhavam. Ela também comentou que sentiu a clara diferença de lá com o Brasil nesse quesito. Eu penso que aqui no Brasil e alguns países ainda há esse patriarcalismo, e alguns homens que assimilaram esses valores tratam a mulher com um frango na brasa, que você escolhe e pode fazer o que quiser com ela. Mas não são todos nós homens brasileiros que somos assim, apenas é que existem pouco de nós nestas terras. Eu percebo também nas ruas como as mulheres andam mais fisicamente encurvadas e alertas, furtivas, como se alguém fosse atacá-las quando um homem se aproxima. As cantadas mais suaves na chegada talvez as agradem mais: digam aí as mulheres como seria uma cantada ideal. As vezes o cara só não sabe chegar direito...são tantos fatores...

    • Costa Postado em 26/Aug/2015 às 11:01

      Cantadas mais suaves? Isso não existe quando se está andando na rua e alguém te aborda ou fala algo sobre seu corpo. Já pensou que a grande maioria das mulheres não quer que um desconhecido "chegue" nela? "Digam aí as mulheres como seria uma cantada ideal" é cada uma viu!

  26. Pereira Postado em 25/Aug/2015 às 17:07

    A culpa do machismo deve ser da : "sociedade cristã patriarcal opressora da mulher" como sempre coloca-se a culpa em quem nada tem haver.

  27. jocelaine Postado em 26/Aug/2015 às 08:20

    Nossa fiquei horrorizada com esse vídeo,não pretendo visitar Terezina nunca,moro no sul e aqui os homens não fazem esses tipos de comentarios,são mais de olhar descretamente,e elogiar as vezes,mas sem esse assédio e palavras ofensivas. moro em torres rs,essa cidade é de praia e mesmo assim sei q tem muito respeito nesse caso.Aqui tem muita construção de predios e os trabalhadores são proibidos de mexer com as mulheres q passam na rua. isso é assédio e o dono da obra se encomoda se for denunciado algum desrespeito com alguém.

    • Fernando Postado em 28/Aug/2015 às 00:22

      Jocelaine, gostaria de uma opinião sua, apenas por curiosidade. Você consideraria evitar este trajeto? Se fosse realmente inevitável passar por tal rua, concorda que poderia utilizar uma roupa menos provocante?

  28. vanilton Postado em 26/Aug/2015 às 08:27

    È bem chato isso mesmo, mas o problema é que muitas mulheres vendem o corpo ai os desinformados acham que são todas. Não acho uma boa fazer comentários da pessoa que esta apenas passando por nós isso vale tanto para o homem quanto para a mulher, e acredite tem sim uma que falam dos homens são raras mas tem...

    • Amanda Postado em 28/Aug/2015 às 09:56

      Cara, as mulheres que vendem o corpo vão continuar vendendo o corpo, isso não da o direito de eles confundirem as coisas. O problema ta na educação de casa, da tv...

  29. Sidney Campos Postado em 26/Aug/2015 às 09:01

    Bom dia loirinha agora é assédio? Mulheres se arrumam, pintam o cabelo, passam perfume, maquiagem e tudo mais pra que? Pra aparecer! Ninguém tocou um dedo nela! Se não quer chamar atenção, coloca um saco de pão na cara. Tenho certeza que quando o boizinho da balada chama ela de gostosa ela dá um sorriso de orelha a orelha! Parem de sustentar a hipocrisia.

    • Fernando Postado em 28/Aug/2015 às 00:18

      Aproveitar o comentário e agregar ao raciocínio. Deveriam fazer esse mesmo experimento colocando caras galãs, ou andando de carrão. As mina se abrem toda. Na boa, achei forçado esse filme pois acho que se a pessoa não quer passar por esse constrangimento tem que abdicar um pouco de sua liberdade INFELIZMENTE. Se eu preciso passar pela cracolândia eu tenho que cuidar co celular, se tendo de passar perto da torcida do meu time rival eu não vou usar camisa nem bandeira do meu time. Se eu quero segurança em minha casa tenho de instalar portão, alarme, segurança privada etc. Todos nós seres humanos somos vítimas de assédio todos os dias dos mais diversos tipos. Ser chamada de gostosa é só um deles.

    • Lucas Cantino Postado em 28/Aug/2015 às 01:13

      interessante , dá uma olhada nisso a partir de 7:49 , vai quase de encontro com o que tu fala https://www.youtube.com/watch?v=pTUuS6WM45c

    • Amanda Postado em 28/Aug/2015 às 10:13

      1º - não, loirinha não é assédio (pelo menos pra mim) mas o que importa é se a mulher esta interessada em ouvir esse tipo de comentário. As vezes você nota isso no olhar, se ela te corresponde, mas mesmo assim, pra evitar mal entendidos, é melhor ficar de boca fechada. 2º - "se nao quer aparecer, bota um saco de pão na cabeça". Lindo. Se bobear, a ideia desses islâmicos malucos de cobrir a mulheres deles com burca começou com essa ilustre ideia do saco de papel na cabeça ou coisa parecida. Estamos no caminho certo com esse pensamento 3º - "cantadas na balada". Sim, o espaço da balada é apropriado a paqueras e tal, até pq as pessoas estão la pra se divertir então pq nao? Só q as vezes, as mulheres não estão a fim de ficar com ninguém, só estão la pra dancar e se divertir, e alguns homens n entendem isso, aí as baladas também se tornam um espaço propenso a assédios, se n fosse vc não via notícias de estupro na balada, cara botando drogas na bebida das mulheres... Bem, eu só espero q vc reveja seus pensamentos...

  30. Victor Postado em 26/Aug/2015 às 09:34

    Eu achei o vídeo horrível, até ver os comentários... (alguns) e ver que a coisa é ainda muito pior q isso.

  31. gustavo Postado em 26/Aug/2015 às 09:54

    Enquanto tivermos na TV comerciais como "Vem verão, vai verão" a criançada vai sempre achar certo tratar mulher assim..

  32. Deborah Postado em 26/Aug/2015 às 10:16

    Tanto comentário idiota que me irritou até mais que o vídeo, isso de "cantada" não existe isso é um crime contra a mulher, nos deveríamos poder andar na rua com qualquer roupa em qualquer horário do dia e nos sentir seguras sem esses "comentário" ridículos e machistas que tanta gente acha normal. Mas acho que vai demorar muito pro mundo nos enxergar como seres humanos e não como um pedaço de carne vulnerável a críticas, comentários, abuso e violência.

  33. Ercilio Postado em 26/Aug/2015 às 10:55

    Eu concordo quem de de haver respeito, mas por favor andem com roupas mais decentes assim vc impõe mais respeito

    • Eduardo Ribeiro Postado em 26/Aug/2015 às 11:15

      Mais um errado. Impressionante.

  34. Eduardo Postado em 26/Aug/2015 às 11:08

    A mulher é incrivelmente linda, eu Juro que me ajoelharia no pé dela e a pediria em casamento

  35. Aderpa Postado em 27/Aug/2015 às 22:26

    Coisa que nunca fiz, foi mexer com mulher na rua. Nunca tive coragem e sei que nunca levaria à nada. Eu, pelo meu lado, estou cansado de vocês mulheres que na sua posição defensiva se tornam completamente insensível às gentilezas e se ficaram completamente sem educação. Estou cansado de ser educado: abrir a porta da portaria do prédio para vocês primeiro; segurar a porta do elevador para que vocês entrem ou saiam; ceder minha passagem para que vocês passem primeiro e não receber nem sequer um obrigado! Vocês recebem minhas gentilezas de cabeças baixas, olhando para o chão e nem sequer são capazes de dizer ou responder à um simples desejo de 'bom dia'. Por causa disso, vocês perderam mais um cavalheiro neste mundo cheio de trogloditas.

    • Amanda Postado em 28/Aug/2015 às 11:25

      Imagine se as mulheres desanimassem por causa de trogloditas, como vc disse, e cedessem a esse tipo de comportamento, não houvesse mais protesto nem divulgação na internet sobre esses abusos? As pessoas que protestam ainda tem esperança q esse tipo de comportamento acabe, se não não estariam protestando, e elas também sabem q existem homens e homens, assim como há pessoas que vão agradecer a sua atitude educada como as que não vão mesmo. E isso não é questão de ser a mulher que não aprecia o seu gesto bem educado, são as pessoas que estão ficando assim mesmo: fechadas, mal educadas, desconfiadas, com medo umas das outras...

  36. Marceleza Postado em 13/Oct/2015 às 14:17

    Na boa !!! Faz de novo... Não ouvi nenhuma !!! Só legendas... E algumas que deu bem para desconfiar da idoneidade do video !!!!

  37. Eduardo Postado em 28/Dec/2015 às 21:29

    No video mostra, uma moça bonita que por 3 vezes foi desrespeitada, com adjetivos cretinos, e o resto por elogios e ou cantadas de leve. Nao faço tal coisa porém, ela é uma mulher atraente com um baita decote ( me chamarão de machista, mas só estou relatando um fato que a sociedade ensina aos seus cidadãos ) passando no meio de homens que estão trabalhando, ora não estou dando desculpas ao " assédio " que a pobre sofreu, mas só acho que por essa ' reportagem ' não justifica o titulo ' O HORROR de uma caminhada de duas horas " . Sem hipocrisia mas pelo corpo da moça ela deve malhar mas no minimo, cuida do seu corpo, pra que? acho que pra ficar saudavel se sentir bem, mas ser aceita pela sociedade, se não sairia toda vestidona sem mostrar o decote, tenho certeza que receberia menos ' assédio

  38. Fábio Postado em 29/Dec/2015 às 11:31

    "Bom dia, loirinha!" e o vendedor dizendo "Você quer, moça bonita? Linda.", não têm nada demais. É assédio, mas não tem nada de desrespeitoso. É só uma forma de puxar assunto c/ mulher bonita. Se ela não quer que fale com ela naquele momento, então é só dizer "Não quero que fale comigo".