Leandro Dias
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Direita 26/Aug/2015 às 22:34
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Esquizofrenia Política

Leandro Dias*, Pragmatismo Político

No filme “Obrigado por fumar”, Nick Naylor (vivido por Aaron Eckhart) é o porta-voz da “Academia para Estudos do Tabaco”, um grupo de estudos científicos que na prática serve de fachada para o lobby da indústria do cigarro. Durante uma acareação sobre os malefícios do cigarro, Naylor é questionado por um senador se as prioridades do seu grupo de estudos eram afetadas pelo fato de as corporações de cigarro serem os maiores patrocinadores dele. Sr. Naylor responde: “Não. Da mesma forma que, certamente, as contribuições de campanha não afetam o seu mandato” (Thank you for smoking, citado em IMDB).

O silêncio irritado do senador que se segue exala o cinismo que se instaura na democracia moderna quando o assunto é o financiamento de candidaturas políticas: é óbvio que as prioridades de um senador financiado por determinados grupos econômicos são afetadas pelos interesses de seus patrocinadores, da mesma forma que um centro de estudos financiado pela indústria do tabaco jamais servirá para dar prejuízo para quem paga suas contas. A lógica já foi denunciada há 150 anos pelo filósofo que adoram odiar: “o governo moderno não é senão um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa” (Karl Marx, Manifesto Comunista, cap. 1). E não é segredo que a ideia original de parlamento não fosse exatamente democrática, como Eric Hobsbawm escreveu em seu A Era das Revoluções:

No geral, o burguês liberal clássico de 1789 (e o liberal de 1789-1848) não era um democrata, mas sim um devoto do constitucionalismo, um Estado secular com liberdades civis e garantias para a empresa privada e um governo de contribuintes e proprietários. (1977, p. 106-107, grifo nosso).

Não há, portanto, cinismo ou dissonância do lobismo em relação aos princípios democráticos. Inclusive, dada a lógica de mercado, é de se supor que, quanto mais rico seja o grupo de interesses privados, maior seja sua influência sobre o parlamento (GILLENS, 2012). Em vista disso, é imensamente importante para um país capitalista que se pretende republicano e transparente estabelecer parâmetros legais para o lobby empresarial, a fim de instituir instrumentos de controle legal sobre a influência de grupos de interesses privados nas políticas públicas.

Não é por acaso que hoje seja difícil encontrar um país capitalista rico em que não haja regulamentação ao lobby. Isto é, a atividade de lobista no interior do parlamento se tornou algo tão reconhecidamente estabelecido que, mesmo nos países onde ela já seria protegida pela liberdade de expressão como os EUA, Alemanha ou no parlamento da União Europeia, fez-se necessário dar transparência e organização ao “mercado de congressistas”. Assim, admite-se que haja, desde que de maneira pública, organizada e legalizada, a influência inevitável de grupos de interesses particulares sobre as decisões dos congressistas. Isso inclusive reforçaria a ilusão de que “qualquer um pode influenciar igualmente o seu parlamentar” e que o eleitor pode fazer a escolha mais “informada”. O afirmado tacitamente é que, sem a regulamentação do lobby, o que reina é a mais rasteira e escusa corrupção, a troca de favores e a concessão de privilégios nos bastidores, exatamente como era na corte real do Ancien Régime que os burgueses liberais vieram a derrubar no final do século XVIII.

Desta maneira, não faltam nos países capitalistas mais ricos cadastros de lobistas e consultorias oficiais, listas oficiais de parlamentares que recebem dinheiro de empresas (indicando inclusive o quanto recebem, como na Áustria), além de relações de grupos de interesse estabelecidos e de parlamentares diretamente a eles vinculados. A existência desse tipo de regulamentação e registro pode gerar – mas geram menos do que deveriam – impedimentos em CPIs, acareações e votações de certas pautas, devido ao conflito de interesses. Por exemplo, se determinado parlamentar recebeu muito dinheiro de planos de saúde privado, ele poderia ser impedido de participar de votações sobre o perdão de dívidas do setor. Na Suíça, por exemplo, explicam a legalidade da atividade:

O “lobby” é parte integrante da nossa democracia. […] Por essa razão, durante a elaboração de uma lei, tenta-se a participação de todas as partes envolvidas e de levar em conta todos os interesses em jogo. O “lobbying” pode então ser considerado um meio para integrar todos os interesses e todas as informações que possam servir à tomada de uma decisão, apoiada por uma ampla maioria. (MOMBELLI, 2013)

Assim, para os defensores do capitalismo democrático-liberal, não deveria suscitar surpresa ou desconfiança o enriquecimento de mandatários que intermediam as relações entre empresários e governos. Não se trata apenas de casos notórios de queridinhos como Bill Clinton, Tony Blair ou Gerhard Schröder, ex-líderes dos EUA, Inglaterra e Alemanha respectivamente, mas também, no caso brasileiro, de Serra, Dirceu, Caiado ou Lula. O principal ativo de figuras como essas é o acesso aos meandros do poder, que lhes confere capacidade de mediação entre os interesses privado e público. Este rei sempre esteve nu. É assim que funciona a democracia liberal e é como ela precisa funcionar. Se “[o] mercado é uma democracia em que cada centavo da direito a um voto” diria o guru capitalista von Mises (1951), sua consequência, portanto, também é absolutamente válida: a democracia é um mercado onde cada voto vale um centavo.

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O debate para determinar se o lobby é ético, moral ou não, deveria ser externo aos defensores do capitalismo. Só pode ser considerado antiético e imoral o lobismo desavergonhado que os ex-mandatários citados fizeram (e fazem), somente por quem considera que o poder político não deva ser utilizado de acordo com os interesses do poder econômico privado. Assim, se assumirmos o ponto de vista de que no capitalismo democrático o poder econômico não só existe em separado do poder político, como também deve servir para contê-lo, o lobismo torna-se absolutamente compatível com a ética e a moralidade capitalista. Milton Friedman elabora:

A existência de um mercado livre não elimina, evidentemente, a necessidade de um governo. Ao contrário, um governo é essencial para a determinação das “regras do jogo” e um árbitro para interpretar e pôr em vigor as regras estabelecidas. O que o mercado faz é reduzir sensivelmente o número de questões que devem ser decididas por meios políticos – e, por isso, minimizar a extensão em que o governo tem que participar diretamente do jogo.
[…]
Removendo a organização da atividade econômica do controle da autoridade política, o mercado elimina essa fonte de poder coercitivo. Permite, assim, que a força econômica se constitua num controle do poder político, e não num reforço. (1962, p. 21, tradução nossa)

Se o mercado é a força econômica que deve controlar o poder político, é natural que seus defensores estejam eticamente alinhados com o modo com que esse controle se dá: o lobby. A atuação do lobismo parece ultrajante e imoral somente aos olhos de quem não reconhece que o domínio do poder econômico sobre o poder político é, e precisa ser, um dos principais mecanismos de atuação política do “indivíduo” dentro do capitalismo democrático. Pois, se “o mercado garante liberdade econômica” (Friedman, 1962, p. 21), por extensão, seu domínio do poder político também garantiria liberdade política. Essa imoralidade é, em essência, gêmea da própria normalidade da democracia liberal. No entanto, mesmo Friedman ameaça reconhecer o problema que isso pode gerar: “se o
poder econômico é somado ao poder político, a concentração [de poder] se torna praticamente inevitável (ibidem, p. 22). Esta captura do Estado, suas instituições de controle, já é bem conhecida: “com o tempo, os interesses da indústria, mais organizada que o público, vencem. O regulado acaba dominando o seu órgão regulador” (EIZIRIK, 2012). Um artigo do Instituto Mises Brasil reconhece a problemática desta realidade, embora com a surpresa indignada daquele “último a saber”:

Se há uma coisa que empresário gosta é de sair do mar revolto do mercado e boiar na piscina morna da proteção estatal. As opções do cardápio são várias: formar um cartel legal, ganhar um monopólio, assegurar uma verba, um crédito subsidiado, prestar serviços ao estado, veicular publicidade estatal, formar comitês para regular o setor, proibir a concorrência, fechar as fronteiras ao produto estrangeiro, passar políticas de preço mínimo, ser salvo da falência no último minuto, e tantas outras quanto a imaginação dos políticos permitir. (FONSECA, 2015)

Em vista disso, a regulamentação do lobby serve para dar transparência à raiz corrupta da democracia capitalista: o domínio do poder público pelo dinheiro. O lobby legalizado afirma a transformação de jure da democracia em plutonomia (governo dos ricos), de fato. Definitivamente o rei está nu e a “mão invisível” que controla o Estado está exposta para quem queira ver. Isso, obviamente, nos países capitalistas onde o lobby é mais transparente. Por aqui, tudo isso não passa de uma ficção ou um devir; tratado como ilegal e alienígena à práxis política, a relação entre o poder político e o capital é ainda pintada como as cores românticas e ingênuas de um José de Alencar.

As obscuras relações que a Operação Lava-Jato tem desvendado revelam simplesmente todo o aparato necessário para tentar dar ares de legalidade ao domínio dos empresários num país capitalista onde o lobby privado é ilegal e desregulamentado. Consultorias “genéricas”, patrocínios de palestras e viagens de figurões, doações legais de campanha como barganha, “agrados” para intermediadores e laranjas, sobrepreço em contratos, são os tipos de artimanhas “legais” para garantir o que já é sabido em todas as democracias capitalistas do mundo: quem tem o poder econômico precisa ter o poder político.

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E é neste ponto que se revelam a esquizofrenia das cabeças pensantes por trás da Lava-Jato e também a utopia dos liberais hoje a respeito do capitalismo democrático brasileiro. Os esquizofrênicos acreditam ser possível extirpar o lobby empresarial do arcabouço legal e constitucional do capitalismo, enquanto a utopia crê ser possível fundar um governo legitimamente democrático no qual o lobby das corporações seja legalizado, mas que de alguma maneira não domine por completo o Estado em prejuízo da maioria. Os esquizofrênicos só se realizariam num regime proto-fascista em que se assume que o Estado deva dominar as decisões do capitalismo, ilusoriamente o fazendo em benefício de todos. Daí o temor que Azevedo, um inegável capitalista liberal, tenha dos caminhos que a Lava-Jato possa estar tomando. E no caso dos liberais, admite-se que o poder político deva se submeter por completo ao poder econômico, instaurando-se uma corporatocracia (ou uma plutonomia) – o que, para os que consideram o mercado mesmo uma “neutra representação democrática da vontade do consumidor”, não seria problema algum, mas algo até desejável.

Assim, a Lava-Jato permanece como ponto fora da curva no mundo democrático-liberal. Na sanha antipetista que a operação consolida, a direita brasileira parece estar viabilizando o sonho ingênuo da esquerda radical: criminalização completa do lobby empresarial dentro de um país capitalista! Com toda a campanha midiática em prol da demonização das doações de campanha, não é surpresa que, mesmo com todo o dinheiro que os partidos antipetistas recebam, quase 75% dos brasileiros estejam contra o financiamento privado de campanha. E que mesmo entre manifestantes antipetistas recentemente nas ruas, o número seja semelhante: entre 70 e 75%.

Se a Operação Lava-Jato tivesse sido montada por “juízes esquerdistas” com a mesma finalidade e gerando o mesmo tipo de consenso – isto é, prender grandes empresários que doam para partidos em troca de favores estatais e criminalizando doações de campanha e lobbies empresariais como compra de favores estatais (que de fato são) – dificilmente seria exaltada pela direita do momento e certamente entraria nas páginas dos mais radicais blogs revolucionários como sinal de que o Golpe Comunista chegou! Nesse cenário, a caça generalizada a empresas que trocam favores e dinheiro com o governo provavelmente geraria enorme temor nos mesmos que hoje a aclamam: a operação seria tomada como uma campanha de “caça a empresários”, usando o pretexto de “caça à corrupção dos lobbies” para atacar a propriedade privada nacional! A Lava-Jato estaria instaurando um ”terror republicano contra o direito político dos empresários”. Poderiam até acusar a justiça rápida, dura e implacável de Sérgio Moro exatamente como um paralelo tupiniquim das ações de Robespierre: “O Terror não é nada senão a veloz, severa e inflexível justiça” (ROBESPIERRE, 1794, tradução nossa).

Para além da ficção, a completa ausência de paradigmas legais sólidos para que o Capital tenha segurança jurídica para dominar o parlamento a seu favor, como o faz especialmente nos países ausentes de tradição trabalhista, traz à tona o nosso mais importante déficit liberal-republicano: o capitalista brasileiro está sujeito à vontade personalista dos próprios agentes políticos que dominam o Estado. Estes que determinam se sua contribuição política é legal ou não.

Não é por acaso que o número de cargos nomeados aqui seja estarrecedor em todos os níveis de poder: é a maneira mais eficaz de o poder político barganhar o seu quinhão com o poder econômico, sempre emulando o formato patrimonialista e clientelista do Estado capitalista Ancien Régime e, também, do capitalista aparelhar os agentes fiscalizadores de seu próprio setor produtivo. “Aos amigos tudo. Aos inimigos: a lei”. Fato este já apontado inclusive por antipetistas de carteirinha como Reinaldo Azevedo:

Claro que a ideia [de restringir doações privadas de campanha], declarada ou não, era não retirar o poder discricionário dos burocratas e políticos sobre a decisão de quem ganharia o direito de fazer a obra. (AZEVEDO, 2015).

Não é de espantar que a lógica desbaratada na Operação Lava-Jato se encontra em uma série de casos anteriores, sob praticamente qualquer força política com algum domínio do Estado, desde a ditadura civil-militar e sua relação com empreiteiras (CAMPOS, 2014) e empresariado (MIROW, 1977), até Eduardo Cunha – Planos de Saúde, passando pela promiscuidade do caso PSDB – Alstom nos metros de São Paulo, ou da Delta-Cavendish-PMDB em obras no Rio de Janeiro, e não menos importante, no óbvio prejuízo à Petrobrás causado pelo lobby empresarial tocado por PT, PMDB e PP principalmente. O próprio empresário Ricardo Semler, psdebista, já denunciou como era a situação em anos anterior. E mais além, quem poderia dizer seguramente que as doações privadas dos bancos não influenciam sua relação com o Estado? Não poderiam em parte explicar a massacrante política de juros que, ano a ano, dá lucros recordes apenas ao setor financeiro?

Portanto, o sonho ingênuo da esquerda radical pode se tornar um pesadelo de retrocesso. Para permanecer o poder personalista, patrimonialista e discricionário da aristocracia parlamentar que temos em vigência, a Lava-Jato precisa perseguir seletivamente. No caso o PT e seus aliados momentâneos no empresariado precisam ser sacrificados num festival de cinismo e desvios processuais. Para não ruir perigosamente a própria lógica da democracia liberal, a Lava Jato jamais poderá denunciar radicalmente a dinâmica entre doações de campanha e obras estatais. O lobby é
condição sine qua non do funcionamento de uma democracia-mercado, e o poder político pode – e deve – estar à venda. E, por não poder ser genaralizada e flertar com um proto-fascismo seletivo, a Lava-Jato caminhará para reforçar o poder esquizofrênico do capitalismo personalista brasileiro: “sim, o empresariado pode dominar o Estado, mas apenas nas condições que os políticos que o controlam de fato querem”.

E aos petistas que ainda resistem cabe uma escolha de Sofia: admitir que seus líderes estão igualmente inseridos na imoralidade lobista do capitalismo-liberal como todos os partidos, abrindo mão definitivamente de seu discurso “transformador”, mas com isso lutar pela legalização dos lobbies na esperança de absolver suas lideranças. Ou reafirmar o incerto e arcaico caráter discricionário e Ancien Regime na relação entre poder político e poder econômico, defendendo que estão sendo perseguidos pela “elite” apenas por estarem dando um “rumo desenvolvimentista” ao capitalismo nacional ao alinhar grandes empresários com o “interesse do povo” que supostamente representariam. Ambas escolhas ideologicamente terríveis.

*Leandro Dias é formado em História pela UFF e editor do blog Rio Revolta. Escreve mensalmente para Pragmatismo Politico.

Bibliografia:

AZEVEDO, R.: Financiamento de Campanha. Veja. Blog do Reinaldo Azevedo, 12 jul. 2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/financiamento-de-campanha. Acesso em 21 ago. 2015.

CAMPOS, P. H. P. Estranhas Catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar. Niteroi: Editora UFF, 2014.

CBN VITÓRIA. Protesto em Vitória: 71% querem o impeachment da presidente Dilma. Gazeta Online. Reportagens. 18 ago. 2015. Disponível em: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2015/08/cbn_vitoria/reportagens/3906202-protesto-em- vitoria-71-querem-o-impeachment-da-presidente-dilma.html. Acesso em 21 ago. 2015.

CORREA, Alexandre. Investigação contra Lula pode ser ‘exemplo para mundo’. BBC Brasil, 28 jul. 2015. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150727_lula_acaolegal_analistas_pai_ac.shtml. Acesso em 21 ago. 2015.

ENGELS, F.; MARX, K. O Manifesto Comunista. Londres: 1848. Capitulo 1. Disponível em: https://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/cap1.htm. Acesso em 21 ago. 2015.

EIZIRIK, Nelson. Teoria da Captura e as Agências Reguladoras. Folha de São Paulo, 13 de Dezembro de 2012, Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/83453-teoria-da-captura-e-as-agencias-reguladoras.shtml. Acesso em 21 ago. 2015.

FONSESA, J. P. Grandes Empresas odeiam o Livre Mercado. [On-line] Instituto Ludwig von Mises Brasil, 17 ago. 2015. Disponível em: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946. Acesso em 21 ago. 2015.

FRIEDMAN, M. Capitalism and freedom. Chicago: University of Chicago Press, 1962.

GILLENS, M. Affluence and Influence: Inequality and Political Power in America. Princeton, NJ: Princeton University Press, 2012.

HOBSBAWN, E. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009.

MIROW, K. R. A Ditadura dos Cartéis. Anatomia de um Subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.

MISES, L. von. “Planned Chaos”. In: _______. Socialism: an economic and sociological analysis. New Haven: Yale University Press, 1951. Disponível em: https://mises.org/library/planned-chaos-0. Acesso em 21 ago. 2015.

MOMBELLI, A. O poder dos lobbies na Suíça. Swissinfo.ch, 28 jun. 2013. Disponível em: http://www.swissinfo.ch/por/grupos-de-interesse_o-poder-dos-lobbys-na-su%C3%AD%C3%A7a/36275180. Acesso em 21 ago. 2015.

OBRIGADO POR FUMAR. EUA, 2005. In: IMDB. Quotes. [On-line] Disponível em: http://www.imdb.com/title/tt0427944/quotes. Acesso em 21 ago. 2015.

ROBESPIERRE, M. Sobre los princípios da moral política. Texto de discurso pronunciado el 18 Pluvioso, año II, 5 de febereo de 1794. Disponível em: https://www.marxists.org/espanol/tematica/cienpol/robespierre/moralpolitica.htm. Acesso em 21 ago. 2015.

STONE, P. H. Dubya’s Quiet $15 Million Payday. The Daily Beast, 20 mai. 2011. Disponível em: http://www.thedailybeast.com/articles/2011/05/20/george-w-bushs-15-million-speech-payday.html. Acesso em 21 ago. 2015.

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Comentários

  1. sidney Postado em 26/Aug/2015 às 22:41

    Materia perfeita pra quem quer saber mais... Infelizmente não vejo comentários diante das verdades que foram ditas e bem fundamentadas aqui. O capistalismo contina sendo uma MRD essa é minha conclusão.

    • Douglas Postado em 27/Aug/2015 às 09:39

      É, comunismo/ socialismo é o caminho ideal! (ironic mode on)

      • José Livramento Postado em 28/Aug/2015 às 16:53

        Douglas > essa dicotomia é tola. Países capitalistas como Suécia, Noruega, Finlândia, Islandia e até mesmo Holanda, são muito mais socialistas do que jamais foi o auto-proclamado socialismo soviético. Socialismo é sobre controle da produção por quem a produz, decidir os destinos do seu próprio trabalho e a URSS substituiu o patrão burguês pelo patrão-partido.

      • Ricardo Postado em 07/Sep/2015 às 20:37

        Boa, José Livramento! Melhor que isso, só desenhando!

  2. Lucas Postado em 27/Aug/2015 às 10:15

    Imagino se uma nova forma de economia não seria possível, alguma espécie de comutualismo, em que os setores se ajudam mutuamente, mas elimina naturalmente aquele ajuda menos (por ex., no setor hoteleiro, os hotéis regulariam, segundo as leis, suas taxas e serviços, e investiriam juntos para angariar mais clientes. Aqueles que não contribuissem para a aumento da demanda, naturalmente perderia privilégios nessa "guilda", e seria pouco jogado para outras categorias).

  3. Rodrigo Postado em 27/Aug/2015 às 10:23

    (Outro Rodrigo) O Pragmatismo fez bem em mostrar os esquizofrênicos que também estavam no domingo. Mas faz mal ao se calar sobre os que também compunham a de quinta - numa e noutra, pudemos ver parcela dos integrantes que abraçam o militarismo, pena de morte, homofobia e tanto mais. Assim, infelizmente não teremos uma abordagem científica do tipo de governo quisto pela parcela esquizofrênica de quinta - se algo análogo a Pol Pot, a Stalin; se ficariam satisfeitos com fuzilamentos ou não etc. A exemplo do que a Reuters fez com FHC, com o famigerado "podemos tirar, se achar melhor", estaríamos diante do "podemos não abordar, ignorar, se achar melhor". Cumpre então lembrar que Sartre, há muito, já diagnosticou essa chaga que atinge igualmente direita e esquerda, bem como os demais intervalos do espectro político: "o inferno são os outros". De toda sorte, ao fim, parabenizo o reconhecimento ao menos da chaga dos cargos de confiança/em comissão e seu verdadeiro fim, em muito distante da melhor prestação do serviço público.

  4. Isabela Postado em 27/Aug/2015 às 10:27

    Ótima reflexão, perfeita. O exercício de suposição: e se o juiz da lava jato tivesse traços esquerdistas? Foi primorosa. Também o resgate do caso Alston e das obras do Rio; relembro a força do poder econômico mostrada na Zelotes e o lobby da friboi há alguns anos, quando Putin ameaçou parar de comprar nossa carne: Dilma fechou a compra de submarinos russos e tudo acabou bem. A linha é tênue mesmo. Eis a cara da democracia burguesa em voga no mundo ocidental. Então, a pauta está na mesa: o que fazer com ela? Quem viver verá!

  5. Fernando Postado em 27/Aug/2015 às 10:41

    Boa matéria, contudo, não será comentada pois está demasiadamente além do pensamento dicotômico dos "coxinhas" anti-PT. Acredito que a questão exposta, a do lobby na política, é fundamental para entender o momento político do país, porém, não o explica inteiramente. Os golpistas que insuflam as massas verde-amarelas alienadas, sob a batuta da "mídia", não tem preocupações morais com o lobby legal ou ilegal. O Estado burguês está, de forma mais ou menos transparente, sob o domínio das classes dominantes. Se existem operações como a "lava jato", hoje, a pleno vapor, é por conta de uma disputa política e econômica também de setores da burguesia nacional. Um Odebrecht não vai preso simplesmente porque um juizinho mequetrefe do Paraná é um luminar da justiça e guardião da moral. Discordo do autor no parágrafo onde põe uma escolha ao PT: a de aceitar que sempre fez o mesmo jogo da política burguesa e tentar acertar as regras do jogo. Isso não salvaria o partido nem suas lideranças, mas, tão somente, seria um fator de acusação a menos. O PT pode não ter sido um transformador no modo de se fazer a política no Brasil, mas, inegavelmente, com sua política de frente popular, possibilitou minimamente uma melhoria de vida antes inimaginável para certos setores sociais. E é no caráter político do PT que está a pedra no sapato dos golpistas, estes, alinhados com o imperialismo. Mesmo avançando muito pouco no que se refere à independência em relação ao imperialismo (FMI, etc), os governos Lula e Dilma destoaram da política que é esperada dos países subdesenvolvidos. E, por isso, precisa cair. Para que o plano de alinhamento político seja realizado com sucesso, é preciso um governo que faça essas mudanças, e o PT, por suas próprias características, não tem condições de fazê-lo. Portanto, ainda que o lobby fosse legalizado, que caísse essa justificativa dos paladinos da moral da direita, ainda o PT e seus militantes estariam ameaçados.

  6. Rodrigo Postado em 27/Aug/2015 às 11:46

    (Outro Rodrigo) O resultado do último Enem mostra o nível de preocupação - que se segue - com a educação de um povo.

  7. Onda Vermelha Postado em 27/Aug/2015 às 12:00

    Ok. Vamos aprovar uma lei para regulamentar os lobbies no Congresso Nacional, mas antes de mais nada #DevolveGilmar. É preciso, é absolutamente necessário acabar com o financiamento de campanhas políticas por empresas privadas. PJ não vota! Até porque esse Congresso capitaneado pelo Cunha e sua trupe de achacadores não fará isso. É preciso que o STF conclua o julgamento da ADI 4650 e o Ministro Gilmar Mendes, sempre ele, é o maior entrave para que o país alcance esse avanço civilizatório. Toda a pressão sobre esse tucano travestido de juiz em nossa Corte Máxima. Crápula!

  8. Wiliam Oliveira Postado em 27/Aug/2015 às 14:11

    O artigo é muito bom. Pena que muita gente não tem a devida paciência para ler o mesmo. Uma coisa fica clara na nossa política: o legalismo não é uma questão de justiça, e sim de poder.

    • Ricardo Postado em 07/Sep/2015 às 20:43

      Sempre é.

  9. igor Postado em 27/Aug/2015 às 14:17

    Naro Solbo você escreve bonito como todo coxinha que foi educado em escola privada , repete o mantra do assistencialismo mas nega de maneira cega e besta que a educação e a saúde no Brasil nunca estiveram tão bem em relação aos últimos 500 anos , pode reclamar pode chiar , mas o que os abobados do golpe não admitem é que tiveram anos no poder para fazer mudar eeeeee nada ....agora querem inventar a pólvora

  10. Ricardo Postado em 07/Sep/2015 às 20:43

    Tipo Suécia, que dá ensino de graça, ampla cobertura securitária e beira 50% de imposto sobre o PIB. É, vcs, liberais tupiniquins, estão "sertos". Só enganam quem quer ser enganado.

    • Leandro Dias Postado em 17/Sep/2015 às 17:57

      Ricardo > Nada que o Estado faz é de graça. A Suécia possui amplo amparo e estrutura estatais aos seus cidadãos exatamente por eles pagarem muitos impostos.

  11. Fernando Mota Postado em 15/Sep/2015 às 17:01

    O artigo é muito, muito bom mesmo. Talvez eu não seja anti-PT, nosso problema é de representatividade.