Redação Pragmatismo
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Contra o Preconceito 20/Aug/2015 às 15:52
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Declaração preconceituosa de professora sobre Síndrome de Down gera revolta

Professora universitária faz declaração preconceituosa em sala de aula sobre portadores de síndrome de down e revolta alunos. A ONG Movimento Down repudiou a conduta da docente e lembrou o artigo 88 do Código Penal brasileiro que prevê pena de até três anos de prisão para quem praticar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência

síndrome de down preconceito professora
(Imagem/Ilustração)

Comentários feitos em sala de aula por uma professora universitária estão dando o que falar nas redes sociais. Ao encomendar um trabalho a alunos do curso de Comunicação Social das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), na última sexta-feira, uma professora teria feito declarações preconceituosa sobre a síndrome de down.

“Não me venha com documentário sobre gente com síndrome de down, porque podem até achar bonitinho, mas aquilo é horrível, não é normal, não adianta, eu odeio ver. Agora vem aí dez semanas de dr. Drauzio Varella, com esse tema. Um saco. Quem quer ver isso?!”, indagou a docente. Ela estaria se referindo à série “Qual é a diferença?”, que o “Fantástico”, da TV Globo, começou a exibir no último dia 9.

Ao ser rebatida pela aluna Elisa de Souza Pinto, que estava na sala, a professora teria afirmado: “Gente, não adianta. Ninguém quer um filho com síndrome de down, você quer um filho com síndrome de down?”. Em um post no Facebook, a estudante contou que trancou a disciplina.

A ONG Movimento Down repudiou em sua página na rede social a conduta da docente. Com a frase #ChegaDePreconceito, a organização lembrou o artigo 88 do Código Penal brasileiro que prevê pena de um a três anos de prisão para quem praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência.

O diretor-geral da Facha, Paulo Alonso, também divulgou nota de repúdio ao fato ocorrido em uma sala de aula da instituição. Leia na íntegra:

Quero expressar o meu mais profundo repúdio ao fato ocorrido em sala de aula, no dia de ontem, e envergonhado, com o comportamento, postura e conduta adotados por determinado professor, pedir desculpas a todos que, como eu, se sentiram ofendidos com pensamento tão preconceituoso e totalmente fora dos princípios éticos e morais que regem nossas ações há 44 anos.

Ao longo de sua história de quase cinco décadas, a Facha tem pautado o seu trabalho acadêmico, baseado no respeito aos valores éticos e morais, jamais permitindo qualquer tipo de discriminação, seja ela qual for. O que ocorreu é absolutamente lamentável. Inacreditável.

Lamento profundamente esse mais do que triste episódio e informo que o docente será chamado a se explicar, se é que existem explicações para fato tão repugnante.

Quero, contudo, deixar claro que o pensamento do docente não reflete obviamente o pensamento dos dirigentes da Facha e que cada um responde por seu atos.

O Dia

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Comentários

  1. ADRIANO Postado em 20/Aug/2015 às 16:13

    Engraçado que em nenhum lugar onde foi veiculado esta notícia mencionou o nome da professora, ou seja ela continua sem sofrer as consequências, no anonimato.

  2. Thiago Teixeira Postado em 20/Aug/2015 às 16:21

    A "professora" apenas repercutiu o que está na cabeça dos preconceituosos de plantão. Pois é isso que essa gente pensa. Racismo, preconceito ou qualquer tipo de discriminação, quando disfarçada, são muito piores e covardes, e está cheio por ai.

    • deisi Postado em 20/Aug/2015 às 16:51

      É uma professora "humorista", só fez uma "piada". Um horror!

  3. poliana Postado em 20/Aug/2015 às 16:53

    é ainda mais estarrecedor ouvir isso de uma "professora"...triste!

  4. Guilherme Postado em 20/Aug/2015 às 22:20

    Eu não sou hipócrita, sou racista mesmo... Eu não gosto de negro... nem de "arianos", nem de índios, nem de amarelos... na verdade não gosto de homem nenhum, eu gosto é de negras, loiras, morenas, asiáticas (de qualquer lugar, sei la, até de burca) índias... sendo mulher, gosto até com a camisa da Argentina (aliás, as hermanas são lindas)... essa raça de homens podia ser exterminada rs

    • Thiago Teixeira Postado em 20/Aug/2015 às 23:38

      Aprovado!!!!!!!!!!!!!!!!!! Compartilho sua teoria!!!! kkkkkk

  5. felipe Postado em 21/Aug/2015 às 00:29

    O artigo é do Estatuto da pessoa com deficiência... Artigo 88 da lei n 13.146/15

  6. Ricardo Postado em 21/Aug/2015 às 09:51

    Pois é, a faculdade lança uma nota ("não tenho nada a ver com isso") e não vai passar disso: a professora vai continuar ministrando aulas, vai continuar a passar os seus "valores". Depois se perguntam por que não acaba o preconceito...

  7. Rosendo Postado em 21/Aug/2015 às 10:12

    Obrigado FACHA pela nota de repúdio,somos tão inocentes ao ponto de achar que só isso resolve,é o famoso caso do "tirando o meu da reta"

  8. Professora Postado em 21/Aug/2015 às 12:45

    Vergonha alheia. Eu, uma professora me envergonho por saber que alguém que assim pensa, seja uma professora, pois entendo que professores não só "passam" conhecimentos ou informações (a internet está aí para isso). Somos responsáveis por formar mentes e corações e o preconceito circula pelo discurso de muitos "colegas", os quais repudio (os colegas e suas posições, obviamente)

  9. sergio ribeiro Postado em 21/Aug/2015 às 16:09

    Não sei o que anda acontecendo nestas universidades. Cada vez mais vejo gente despreparada para dar aula até em primário; o que dirá numa universidade. Uma pessoa com um pensamento lamentável desse aprendeu a ser docente aonde? Só faltou aquele cartaz "porquê (sic) não mataram todos?"

  10. Karine Jung Postado em 24/Aug/2015 às 12:49

    No comentário de retratação da instituição, ao ler, esperei que dissessem que teriam demitido ela. Mas é claro que não. Não sabemos o nome da professora, e ela, muito menos foi devidamente punida pelo que falou. Lastimável.