Redação Pragmatismo
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História 30/Jul/2015 às 18:29
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O segredo da caixinha de prata lacrada há 400 anos

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Pesquisadores tentam desvendar mistério de caixa lacrada há 4 séculos nos EUA (AP)

Foram dois anos de trabalho até que pesquisadores conseguissem identificar as ossadas de alguns dos primeiros colonizadores americanos, mortos 400 anos antes na localidade de Jamestown. Mas ainda havia um mistério: com os restos mortais, foi encontrada uma pequena caixinha de prata. Lacrada.

Como seria possível então estudar seu conteúdo sem romper o lacre e danificar o conteúdo? Novamente, a resposta foi o uso de tecnologia de ponta.

“Ela não podia ser aberta, então tivemos que descobrir um jeito de ver dentro dela sem abrir a caixa”, diz James Horn, presidente da Jamestown Rediscovery.

Pesquisadores usaram tomografias computadorizadas para mapear o interior da caixinha e impressão 3D para estudar os objetos fisicamente.

Dentro da caixa, encontrada na cova do capitão Gabriel Archer, havia vários fragmentos de ossos e uma pequena ampola que, segundo os pesquisadores, podia conter água ou óleo bentos. Acredita-se que ela seja um relicário, provavelmente católico.

Com as imagens, os cientistas fizeram impressões em 3D e pintaram os ossos para saber como eram.

Mas, segundo Horn, a caixinha permanece um enigma.

Há uma letra “m” maiúscula inscrita na tampa na caixa. Ninguém sabe quem fez a inscrição e qual seu significado.

“Seria o nome de um santo? Ou talvez tenha um significado pessoal?”, indaga Horn.

“Essa caixa permaneceu em segredo por mais de 400 anos. Mas é possível, com a nova ciência e tecnologia, que algum dia descubramos o que ela está nos dizendo.”

A identificação das ossadas de quatro líderes de Jamestown (no Estado da Virgínia) – a primeira colônia inglesa bem sucedida no Novo Mundo – , foi anunciada na terça-feira pelo Instituto Smithsonian.

caixa prata lacrada 400 anos
Objeto, provavelmente um relicário, estava na cova de capitão Gabriel Archer

A pesquisa também revelou detalhes da vida, da morte e da importância da religião no assentamento de Jamestown, que fica a 130 quilômetros ao sul de Washington.

Mas foram necessários dois anos de investigação e de técnicas modernas para identificar os ossos, que estavam em péssimo estado de conservação.

Os homens identificados são, além do capitão Gabriel Archer, o reverendo Robert Hunt, ‘sir’ Ferdinando Wainman e o capitão William West.

Eles foram figuras importantes na condução dos rumos de Jamestown entre 1607 e 1610, um período em que a colônia chegou perto do fim.

Os corpos exumados foram encontrados em novembro de 2013 e se sabia que eram de pessoas de status na comunidade, já que estavam enterrados em uma igreja – a mesma onde ocorreu o casamento entre Pocahontas, filha de um líder indígena que ficou famosa com o filme da Disney, e o explorador britânico John Rolfe.

BBC

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