André Falcão
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Lula 21/Jul/2015 às 22:05
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O alvo é Lula

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André Falcão*

Hoje não constrói lamentar-se pela ditadura midiática, quando se desfrutou, nesses últimos anos, das melhores condições para conferir-lhe pluralidade, regulação adotada até por países liberais como a Inglaterra e os EUA. E nada se fez.

Tampouco adianta chorar pelo triste produto da ditadura militar. Aliado ao excremento advindo da mídia grande, está presente na formação de boa parte de nossos jovens e adultos de hoje. A lei da anistia, apesar dos acertos, trouxe também o vazio da derrota fragorosa, que não houve, imprescindível para que criminosos de farda e sem farda, que torturaram e assassinaram homens, mulheres e crianças nos porões da ditadura e fora deles, permanecessem impunes e sua história de horror afastada dos bancos escolares.

Menos ainda contribui empertigar-se porque alguns membros do partido que sempre defendeu a ética, enquanto na oposição, tenham sucumbido ao fascínio do poder e optado por traí-la. A esses, a justiça, mas que se faça a corruptos de todas as cores. Afinal, não somos idiotas, cínicos, muito menos hipócritas para crer que a corrupção foi inventada agora, ou, principalmente, que antes foi combatida como agora.

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Em momento de imensa gravidade, importa é a luta, para que não se ponha a perder os inéditos avanços da senzala sobre a casa grande. Luta que se dê, corajosamente, no executivo, no parlamento e nas ruas. Não é possível que, à exceção de uma deputada do PCdoB e de outro, do PSOL, este último da oposição, as mais retumbantes defesas do governo nos últimos tempos tenham partido de um parlamentar do PSC/PE e de outro do PMDB/PR.

E que não se imagine, tolamente, que as crescentes investidas de criminalizar o próprio PT e destruí-lo sejam o principal objetivo da grande mídia, do capital mais reacionário e da oposição partidária, com o inestimável auxílio de movimentos fascistas, pretensamente populares, e de parcela do judiciário e do ministério público.

Não há outro caminho para matar e sepultar os direitos atrevidamente conquistados pelas classes mais sofridas nos últimos doze anos que não passe pela extirpação de Lula da vida pública. Eles não estão parados. A última: um promotor de nome Valtan Timbó, que ora se defende de processo por negligência funcional, abriu inquérito contra Lula, que não tem cargo público, por suspeita de “usar sua influência no exterior para promover empresas brasileiras”.

Certo deve estar o senador José Serra/PSDB, que pretende entregar o pré-sal às empresas estrangeiras. E não é incomodado.

*André Falcão é advogado e autor do Blog do André Falcão. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político

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