Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 14/Jul/2015 às 11:56
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Mulher que matou marido após ser espancada recebe apoio de outras vítimas

Turca mata o marido após ele tentar mandá-la a prostíbulo e vira símbolo em redes sociais. Çilem Dogan diz não estar arrependida do que fez; ela registrou diversas ocorrências por abuso e agressões ao longo do casamento e conta que reagiu após ser espancada

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Çilem Doğan está presa, mas diz que não se arrepende do que fez

A turca Çilem Doğan, de 28 anos, colocou seus polegares para cima ao ser presa, acusada da morte de seu marido Hasan Karabulut, de 33 anos. Ela ainda usava uma camiseta com os dizeres: “Caro passado, obrigada por todas as lições. Caro futuro, estou pronta.” Ela teria dito aos investigadores que não se arrependia do que tinha feito.As informações são do jornal local “Hurriyet Daily News” e do BuzzFeed.

Investigadores disseram ao jornal que Doğan havia sido abusada durante todo seu casamento e registrou ocorrências na delegacia. A gota d’água foi quando o marido disse para ela fazer as malas porque estava pensando em levá-la para a cidade de Antalya e transformá-la em prostituta para ganhar dinheiro. Quando ela protestou, ele a atacou.

“Quando me opus, ele me bateu, me empurrou sobre a cama. Foi quando a pistola debaixo do travesseiro veio em minha mente. Atirei repetidamente. Peguei minha filha e deixei a casa”, disse Doğan em depoimento à polícia.

Ela disse que a violência começou antes de o casamento completar um mês e continuou por anos. Doğan narrou outro episódio, no qual o marido a levou para uma floresta, a espancou e disse que ela teria que virar prostituta.

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Ela ficou prisioneira até que sua mãe descobriu o que estava acontecendo e ameaçou chamar as autoridades.

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Quando ela foi libertada, Doğan disse que planejava deixar o marido, mas descobriu que estava grávida e acabou ficando com ele. Na gravidez, as surras continuaram e ele teria batido nela até no hospital, quando ela estava dando à luz sua filha.

Depois que foi presa, na quinta-feira passada, Doğan disse aos investigadores que sentia que havia feito o que deveria fazer. “Será que as mulheres sempre têm que morrer? Deixe alguns homens morrer também. Matei-o pela minha honra”, disse ela.

A história de Doğan logo se espalhou pela web, e, pelo Twitter, mulheres sobreviventes de violência doméstica se manifestaram em favor dela.

MarieClaire

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Comentários

  1. Fran Oliveira Postado em 14/Jul/2015 às 12:29

    Eu teria feito o mesmo, mas logo que ele tivesse me batido pela primeira vez...

    • Pedro Postado em 18/Jul/2015 às 10:52

      Claro que teria...

    • Wellington Silva Postado em 25/Mar/2016 às 14:40

      Violência sempre é violência. Ela usou do mesmo remédio que tomou! Poderia ter fugido, já que não era prisioneira, poderia não ter casado, já que não foi uma casamento obrigado. Poderia ter tomado várias atitudes, mas escolheu esperar e se tornou violenta também!

  2. marc Postado em 14/Jul/2015 às 12:35

    Se as mulheres tem q matar os homens quando agredidas pra se defenderem, apenas mostra q o estado não funciona nestes casos, alias o estado anda sem funcionar a muito tempo.

    • Denisbaldo Postado em 14/Jul/2015 às 12:50

      O Estado não funciona porque os seres humanos que o compõe não funcionam. Colocar a culpa no Estado é a saída para quem não entende a sociedade.

      • Vânia Postado em 14/Jul/2015 às 13:28

        Perfeito, Denisbaldo, é exatamente isso. Enquanto não enfrentarmos o fato de que nosso comportamento é que leva a essas mazelas, não haverá lei que resolva.

    • Mônica Postado em 26/Dec/2015 às 01:32

      Nunca funcionou para defender as mulheres, nem tampouco para punir os agressores. É secular a violência contra a mulher, no mundo todo isso continua a existir. Isso tem que acabar definitivamente!

  3. José Ferreira Postado em 14/Jul/2015 às 13:13

    Fez bem a moça. Não deveria ser sido presa, pois foi em legítima defesa.

    • Eduardo Postado em 14/Jul/2015 às 14:36

      isto tem que ser provado, não basta apenas a palavra dela. Se não me engano na Turquia é predominante a religião Islâmica, onde a homem tem supremacia sobre a s mulheres ditadas por leis religiosas e não sei se isto que o marido fez é tido como crime lá, se bobear vamos ter um apedrejamento como punição. Só pra ilustrar leiam o Link: http://solascriptura-tt.org/Seitas/AMulherNoIslamismo-Almahdy.htm

      • José Ferreira Postado em 14/Jul/2015 às 15:04

        A Turquia é islâmica, mas é diferente do Irã (por exemplo). Eu não conheço as leis de lá, por isso dei a minha opinião do ponto de vista pessoal.

      • José Ferreira Postado em 14/Jul/2015 às 15:05

        A Turquia é islâmica, mas é diferente do Irã (por exemplo). Eu não conheço as leis de lá, por isso dei a minha opinião pelo ponto de vista pessoal.

    • poliana Postado em 14/Jul/2015 às 17:20

      josé ferreira, NÃO ACREDITO Q VC DISSE ISSO!!! fikei emocionadaagora!vim aqui na certeza q vc e mais alguns típicos aki iriam culpá-la por esse comportamento e dizer q ela tem q pagar pelo q fez!!!! cara, nem tudo está perdido! vc me deixou sem palavras agora!! rs

      • José Ferreira Postado em 15/Jul/2015 às 09:28

        Nesse caso é a lei da sobrevivência: antes ela do que ele. Talvez um dia eu seja pai, e não iria querer ver uma filha minha ser maltratada por um marido "tranqueira".

      • José Ferreira Postado em 15/Jul/2015 às 09:28

        Corrigundo: Antes ele do que ela.

    • Elvio Postado em 26/Dec/2015 às 10:03

      Realmente a atitude dela foi em defesa da própria vida, porém para que pudesse alegar legítima defesa, em termos jurídicos, ela não poderia ter feito como fez, atirou repetidamente. Pelo menos aqui no Brasil é assim que funciona. Eu particularmente não concordo com isso, pois no momento do desespero e com o sangue quente, como se pode exigir que a pessoa atire "apenas uma vez"?

  4. Maria Luiza Mendes Postado em 14/Jul/2015 às 13:52

    Se as mulheres agredidas reagissem dessa forma milhares de crianças não seriam orfãs de mãe ,e não existiria tantos cafagestes espancadores e assassinos soltos no mundo.

  5. Pedro Albuquerque Postado em 14/Jul/2015 às 15:56

    Sinceramente aí pessoal, não sei como funciona a lei nesse país, mas por aqui existem mecanismos pra uma mulher escapar de um marido abusador e se separar. Discordo que foi em legítima defesa, pois embora maridos violentos não raro terminam por causar a morte da esposa, no momento do assassinato ele não estava atentando contra a vida dela, e nem consta na história que ele tenha chegado perto de matá-la. É uma situação lamentável sem dúvida alguma, o marido sem dúvida alguma é um machista e um covarde, mas não considero a atitude de matar "feminismo" nem acho que ela devia ser tomada como exemplo dessa causa. Fazer isso deslegitimiza o feminismo, porque sensatamente, na minha opinião, muitas pessoas reprovam a atitude, como é meu caso, e fica difícil aceitar a causa do feminismo se uma situação dessas é retratada como sendo algum tipo de ação de empoderamento ou o q quer quer seja. Moralmente, não acho que tenha sido um ato perverso e acho que a pena deveria ser atenuada, mas daí a dizer que ela é um "exemplo" pra outras mulheres, é demais. Justificar o ato como ausência de lei que a amparasse é como justificar os recentes linchamentos, alegando que a polícia e a justiça não funcionam. Sou de esquerda sim e apoio a defesa da igualdade para as minorias, mas eu não aceito dizer que se num assassinato um negro é morto ele é a vítima, mas num assassinato de um machista violento a assassina é a heroína. Se a gente é contra fazer justiça contra as próprias mãos tem que ser coerente. Ela é assassina e pronto. Me solidarizo porque o que a levou a esse crime foi muito sofrimento e abuso, mas terá que arcar com as consequências previstas pela lei. Não acho correto atribuir heroísmo a um homicídio (que repito, não foi legítima defesa de fato).

    • Carol Postado em 14/Jul/2015 às 16:26

      Pedro, tenho o mesmo ponto de vista seu. Mas em relação a legítima defesa, pode não ser perante a Lei, mas como ela foi espancada, abusada pelo marido, não seria algo relacionado? Não acho q ela chega a ser assassina. Não conheço as leis da Turquia mas sinceramente espero q não sejam machistas. Valeu msm

    • Pedro Albuquerque Postado em 14/Jul/2015 às 16:38

      Realmente também espero que a justiça a trate dignamente, como vc falou. Acho lamentável isso, parece que ela avisou a polícia várias vezes e tudo também né? Se eu fosse júri, não votaria nela como "inocente de todas as acusações", mas sem dúvida ela foi vítima também (não nesse ato específico, mas no contexto geral) e a justiça mesmo que considere como homicídio em vez de legítima defesa espero que entenda também que foi uma reação de qualquer forma. Mas sei lá, a Turquia é ali no limite externo do Oriente Médio e a cultura lá não costuma ser compreensiva com as mulheres e com os males desse comportamento machista e abusador a que ela foi submetida.

    • Francisco-Sá Postado em 14/Jul/2015 às 22:57

      No direito brasileiro a legítima defesa exige a presença simultânea dos seguintes requisitos: agressão injusta, atual ou iminente; defesa de direito próprio ou alheio; meios necessários usados moderadamente; elemento subjetivo; animus defendendi. Este último é um requisito subjetivo; os demais são objetivos. A reportagem enfoca um espancamento atual (acontecendo), injusto, de uma mulher por um homem, ou seja, a ofensa a direito dela à sua integridade física e psicológica por um homem, ou seja, com desigualdade de força entre agressor e vítima. Aponta também a presença de uma arma (meio necessário) e a imediaticidade da resposta à agressão. Não menciona eventual falta de moderação no uso da arma. Doutrina e jurisprudência convalidam também a tese de inexigibilidade de conduta diversa, ou causa supralegal de exclusão de antijuricidade que, no caso, seriam todos os anos de violência moral e física, além da ameaça de obriga-la a se prostituir. Essa defesa tem sido oferecida no caso de agressões reiteradas, mas passadas, desde que possam ocorrer novamente. ENTÃO, SE FOSSE NO BRASIL, ELA CERTAMENTE SERIA ABSOLVIDA, ACATANDO-SE QUALQUER DAS TESES DEFENSIVAS

    • Carla Postado em 15/Jul/2015 às 22:17

      Quem te disse que o feminismo está preocupado em ser aceito por homens? Errou feio,cara. O feminismo não tem que te pedir licença para existir.

  6. SOLANGE Postado em 14/Jul/2015 às 16:55

    NESSE CASO NÃO TEM COMO SER CONTRA ELA....ELA SÓ NÃO TEM MUITA SORTA.....SE LIVROU DE UM TRASTE E CAIU NAS MÃOS MACHISTAS DE UM PAÍS TURCO E VAI SER PRESA. QUE FALTA DE SORTE, MULHER.

  7. Carlos Postado em 14/Jul/2015 às 19:28

    Muito perigoso esse negócio de fazer justiça com as próprias mãos matando gente ao arrepio da lei.

  8. Salomon Postado em 14/Jul/2015 às 20:02

    Uma série de argumentos podem ser usados contra ou a favor dessa mulher. Mas, um homicídio é um homicídio. Os efeitos são universais, sejam no Brasil ou na Turquia. Só se pode falar em legítima defesa, se e somente se a mulher tinha liberdade para agir de outra forma. Pera lá, não há ditadura religiosa ou estatal que impeça um ser humano de se separar de outro. Vale dizer, por que insistiu num casamento sem lastro? Ou ela era masoquista e ele um sádico ou ambos tinham alguma patologia psiquiátrica muito séria.

    • Francisco-Sá Postado em 14/Jul/2015 às 22:55

      No direito brasileiro a legítima defesa exige a presença simultânea dos seguintes requisitos: agressão injusta, atual ou iminente; defesa de direito próprio ou alheio; meios necessários usados moderadamente; elemento subjetivo; animus defendendi. Este último é um requisito subjetivo; os demais são objetivos. A reportagem enfoca um espancamento atual (acontecendo), injusto, de uma mulher por um homem, ou seja, a ofensa a direito dela à sua integridade física e psicológica por um homem, ou seja, com desigualdade de força entre agressor e vítima. Aponta também a presença de uma arma (meio necessário) e a imediaticidade da resposta à agressão. Não menciona eventual falta de moderação no uso da arma. Doutrina e jurisprudência convalidam também a tese de inexigibilidade de conduta diversa, ou causa supralegal de exclusão de antijuricidade que, no caso, seriam todos os anos de violência moral e física, além da ameaça de obriga-la a se prostituir. Essa defesa tem sido oferecida no caso de agressões reiteradas, mas passadas, desde que possam ocorrer novamente. ENTÃO, SE FOSSE NO BRASIL, ELA CERTAMENTE SERIA ABSOLVIDA, ACATANDO-SE QUALQUER DAS TESES DEFENSIVAS.

      • Salomon Postado em 15/Jul/2015 às 10:02

        Francisco-Sá, discordo, data vênia. O nosso sistema jurídico é sistema lógico, composto de proposições que se referem a situações da vida. Tem-se de observar, in casu, o fático, isto é, as relações humanas antecedentes e os fatos a que as proposições se referem, para se saber qual o suporte fático, ou aquilo sobre o que a norma da excludente incide. Ora, se a agente conhecia a agressão que estava por vir e age com intuito de matar o agressor, não me parece que incide o elemento subjetivo suficiente do suporte fático da legítima defesa. Logo não entra no mundo jurídico o ato jurídico da excludente, tampouco a validade e a eficácia. De fora parte a análise técnica, indaga-se: que mulher, afinal já espancada e ameaçada, dorme com o inimigo, sabidamente violento e reincidente, que usa uma arma de fogo debaixo do travesseiro? Portanto, repito, se ela poderia ter evitado o fato (se separando, fugindo, etc) não há falar em legítima defesa. Assim, no meu modesto entender, se fosse no Brasil, mesmo com um jurado todo composto de mulheres, e um promotor de certa experiência, haveria sentença condenatória.

      • Flora Postado em 23/Dec/2015 às 00:25

        Solomon, sem legalês: "Quando me opus, ele me bateu, me empurrou sobre a cama. Foi quando a pistola debaixo do travesseiro veio em minha mente. Atirei repetidamente." Era mais que cabível supor estupro subsequente, dado o histórico do sujeito. Cabe legítima defesa.

  9. eduardo Postado em 14/Jul/2015 às 21:56

    Duvido que se fosse um homem matando uma mulher teria tantos homens aqui criticando a atitude desta mulher. Nunca um relacionamento deveria chegar a tal ponto, mas antes ele do que ela. Tem vagabundos por aí que quando a menina não quer mais nada com eles, ficam a ameaça-las. Se um pilantra ameaçasse uma filha minha ele que ia pro saco.

    • enganado Postado em 15/Jul/2015 às 00:17

      Caro Eduardo, tô contigo e não abro!

  10. Lucas Oliveira Silva Postado em 15/Jul/2015 às 08:24

    E ainda vem uns idiotas nas redes sociais falar mal do feminismo.

  11. Eduardo Postado em 15/Jul/2015 às 12:27

    interessante como já mencionei acima a mulher na Turquia é considerada pelas leis islâmicas como propriedade do HOMEM.... e se é propriedade ele pode fazer o que quiser com ela, agora ela como "coisa" fez uma tatuagem no braço como podemos ver pela foto, o que parece que o dono dela não era tão zeloso com sua propriedade.(cultura do país) Agora, ela era casada ou o que com ele, visto que pra dormir com uma arma debaixo do travesseiro ele devia ser uma boa bisca e ela já devia saber.

    • Flora Postado em 23/Dec/2015 às 00:26

      e daí? foda-se se ela trepava com todo o bairro, ainda é estupro se ela não consente, ainda é espancamento quando ele bate nela.

  12. Shuma Postado em 15/Jul/2015 às 21:41

    Faltou cortar a cabeça. Tinha que ter cortado a cabeça

  13. Karine Jung Postado em 16/Jul/2015 às 13:19

    Ela tem todo o meu apoio.

    • Isaac Postado em 04/Aug/2015 às 07:17

      Kkkkk cara louco

  14. Lopes Postado em 19/Jul/2015 às 15:15

    Disista Rodrigo. Vc nao vai encontrar coerencia por aqui.

  15. Luiz Costa Postado em 22/Dec/2015 às 20:38

    TODAS AS MULHERES APOIAM. QUASE NENHUMA TEM CORAGEM DE FAZER O MESMO.

  16. Rafael Postado em 26/Dec/2015 às 09:31

    O José Ferreira falou tudo! Sem mais...