Redação Pragmatismo
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Racismo não 08/Jul/2015 às 11:08
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Estudante de Medicina sofre racismo por 'não ser branquinha de cabelos lisos'

“Geralmente quem faz esses cursos [medicina] tem cabelos lisos, é branquinha e se veste de outra forma... Hoje até filho de faxineiro pode estudar?” Estudante da UFRB é vítima de racismo

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Estudante de Medicina da UFBR é vítima de racismo (Pragmatismo Político)

Débora Reis, 29 anos, estudante do curso de Medicina da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) de Santo Antônio de Jesus relatou em sua página pessoal no Facebook um episódio em que foi vítima de racismo.

A jovem revela que, na tarde da última sexta-feira, 3, uma senhora que estava ao seu lado na fila de um correspondente bancário iniciou um diálogo: “Você estuda história? É impressionante como a carreira define a pessoa…”, questionou.

“Eu não, faço medicina”, respondeu Débora. “Minha nora também faz medicina, mas ela tem cabelos lisos, olhos claros e é bem branquinha”, rebateu a senhora.

“Por que a pergunta? Não pareço fazer medicina por não ter cabelos lisos e ter cara de pobre?”, questionou a estudante. “Não, porque geralmente quem faz esses cursos se veste de outra forma e hoje em dia até filho de faxineiro pode estudar”, respondeu, sem graça, a senhora.

Ainda em seu relato, Débora revela que se sentiu machucada com o diálogo e chegou a chorar. “Ao ouvir a declaração de que seres humanos, por serem negros, não têm cara de médico, doeu e eu chorei”, desabafou a jovem.

Internautas se solidarizaram com o depoimento de Débora e enviaram mensagens de apoio. “Que horror. Pessoa pequena. Só com muita paciência pra ouvir uma barbaridade dessas e conseguir manter o controle. Não sei onde vamos parar com tanto preconceito, com tanta falta de respeito ao próximo”, publicou uma internauta.

“Choro em ler este depoimento seu. Assim como você, não consigo entender e muito menos aceitar este tipo de comentário racista e medíocre”, escreveu outra usuária.

Racismo

Vítimas de preconceito racial estão cada vez mais dispostas a denunciar e relatar casos de racismo no Brasil e a população caminha a passos menos vagarosos para debater os incidentes lamentáveis. Os episódios que se proliferam desbancam teses encampadas por gente como Ali Kamel, diretor da Globo, e Demétrio Magnoli, escritor, segundo as quais impera no Brasil uma democracia racial. Relembre alguns casos recentes abordados em Pragmatismo Político:

(1) Jornalista negra sofre ataque racistas após atualizar foto no Facebook
(2) “Macaco, preto, safado” – Ator mirim é alvo de xingamentos racistas
(3) O episódio de racismo envolvendo os ginastas da seleção brasileira
(4) O desabafo de uma mãe de filha negra e o racismo na infância

O crime de racismo é imprescritível e inafiançável. Já a injúria racial qualificada tem pena de um a três anos de reclusão.

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Comentários

  1. Carlos Postado em 08/Jul/2015 às 11:16

    Só eu achei ela lindaaaaaaa.

    • Ana Claudia Postado em 08/Jul/2015 às 11:51

      Sim, ela é linda. Mas não é essa a questão, né?!

      • Edmilson Postado em 08/Jul/2015 às 12:16

        Quem é preconceituoso não acha negros bonitos, Ana Cláudia.

      • Pedro Accioli Postado em 08/Jul/2015 às 14:42

        Concordo, ela é linda, mas a questão do racismo é coisa muito séria!

    • Patricia Postado em 08/Jul/2015 às 11:54

      lindíssima

    • Edmilson Postado em 08/Jul/2015 às 12:14

      Não Carlos, também achei.

    • julio Postado em 08/Jul/2015 às 13:47

      MARAVILHOSA

    • Marco Postado em 08/Jul/2015 às 14:46

      Muito. Mas o que vc quer dizer? APESAR de ser pobre, negra do cabelo ruim ela é linda? Ou vc só vê a mulher pela beleza? Seu comentário não tem absolutamente nada a ver com a situação

      • Marcos Silva Postado em 08/Jul/2015 às 22:58

        Quanta paranoia sua, hein? Qual o problema no fato de um cidadão ficar atraído pela beleza da mulher? Eu, hein. Sai pra lá, meu!

      • Victor Postado em 12/Jul/2015 às 19:13

        Nossa, em todo lugar e mídias existem comentários que nd tem a ver com o assunto discutido. Quanto tem foto de mulher bonita no meio então, nem se fala, aí o cara já nem se lembra do título da matéria. E eu não sei onde vc viu problema em : "só eu achei ela linda ". Visto que o comentário dele foi talvez o 1º a abordar isso.

    • Douglas S. Postado em 08/Jul/2015 às 15:03

      mesmo se fosse feia, nada justifica...

  2. Mário Postado em 08/Jul/2015 às 11:22

    Não, "cidadã de bem". Vamos falar dos adultos que criaram a pessoa nessa mentalidade. Adultos grotescos como você

    • Silva Postado em 09/Jul/2015 às 08:12

      Seus filhos Zé Ferreira serão desse tipo, a cara do pai, racista e homofóbico, só não evangélico.

  3. silvia Postado em 08/Jul/2015 às 11:32

    As vezes eu não acredito muito nesses episódios, gostaria que alguém me dissesse algo parecido, em uma fila de banco , ou coisa assim. E sou filha de negro com uma branca. Minha cor é meio indefinida, seria parda, nos EUA eu sou negra. Meus cabelos também, são indefinidos , nem liso nem encaracolado, gostaria que eles fossem lindos como os dessa moça, a Débora. Ela deveria se orgulhar da sua raça, não chorar , e sim fazer uma ocorrencia na DP mais próxima , já que crime de racismo é inafiançável.

    • André Postado em 08/Jul/2015 às 12:02

      Acontece sim, minha mãé branca e meu pai moreno e nasci moreno com os olhos e cabelos bem negros e um pouco ondulados porém minha irmã mais velha nasceu loira dos olhos azuis com os cabelos meio ondulados iguais aos meus e as vezes quando alguém descobre nossa relação as pessoas são más dizendo que sou adotado e até crueis falando que eu fiquei com as sobras, com os genes ruins. E eu moro aqui nos Estados Unidos, eu e você não somos considerados negros e sim latinos.

      • José Ferreira Postado em 08/Jul/2015 às 13:43

        Nos Estados Unidos somos Latinos ou Multirraciais. O governo brasileiro enquadra todos os multirraciais como "negros" de forma arbitrária. A menina é multirracial também, mas, diferente de boa parte dos brasileiros, ela não tem (ou não aparenta ter) ascendência indígena.

      • Eliane Postado em 08/Jul/2015 às 13:51

        A mesma coisa acontece comigo e meu irmão! Pensam q somos casados ou namorados, qnd falamos q somos irmãos, a próxima pergunta, junto da surpresa é:"Do mesmo pai e mesma mãe!?", seguidos de comentários embaraçosos... Realmente, atitudes lastimáveis...

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/Jul/2015 às 14:14

        "É porque ela é parda".

      • Marco Postado em 31/Jul/2015 às 00:51

        Nos EUA eu seria hispânico mas por ser de origem latino americana. Se fosse mestiço sem ser de origem latina seria negro ( a não ser que eu buscasse uma ção afirmativa destinada aos índios ahahaha já que tb sou índio-descendente ) porque lá não há reconhecimento de identidades mestiças. Aqui no Brasil há e eu não vejo empecilho nisto para a luta anti-racista, como pensa o movimento negro, que por sinal recebe muitas verbas doas fundações americanas.

  4. B. Ferreira Postado em 08/Jul/2015 às 11:41

    Infelizmente a cultura do branqueamento é mais presente do que nunnca na sociedade. E não me refiro somente aos "de elites", muitas vezes tachados como únicos racistas ou tolos preconceituosos da sociedade. Moro na zona sul de São Paulo, no Jardim Ângela, um dos perímetros considerados pela ONU como um dos mais violentos do mundo (se não o mais violento) e por mais que o clima tenso tenha sido apaziguado, em partes, o racismo e o preconceito com negros ainda é forte. Esse preconceito parte da polícia, é intensificado e mascarado pelos meios de comunicação e também é cometido por parte de nós mesmos, indivíduos sociais mesquinhas e intoleráveis, que não se acostumou a ver negros ocupando universidades ou cargos públicos de patente alta. Os resquícios da escravidão ainda perduram. Eu clamo por uma sociedade onde isso não exista.

    • Ines Postado em 08/Jul/2015 às 13:46

      Mandou bem! Cultura do branqueamento sim, pois a pessoa é chamada de bonitinha quando vai se adequando ao padrão "branquinho". Se a pessoa assume toda sua identidade racial, no máximo é chamada de "exótica", ainda que seja deslumbrante!

    • Silva Postado em 09/Jul/2015 às 08:16

      Definiu o Zé Ferreira, ele como historiador, tem a "cultura do branqueamento".

      • José Ferreira Postado em 09/Jul/2015 às 11:31

        O que o C... tem a ver com a calça? Não existe "identidade racial", pois isso é definido pela genética, querendo ou não.

  5. Enderson Postado em 08/Jul/2015 às 11:41

    Sorte a sua não passar por esse tipo de situação, mas não venha desqualificar quem já sofreu por isso. Cada um reage de uma maneira diferente, uns brigam outros choram, ninguém é igual.

  6. Eduardo Ribeiro Postado em 08/Jul/2015 às 11:48

    Triste demais. É a prova de que o racismo enquanto ideologia foi muito bem sucedido. A senhora nem se toca do quão nojenta está sendo. Tenta contornar e dizer de outro jeito, e avacalha tudo de vez. O diálogo é surreal, é inacreditável. As palavras dela exalam preconceito. É o racismo introjetado dos brancos que realmente acham que são superiores por natureza, e que vêem qualquer ascensão social dos outrora condenados negros como algo estranho, ameaçador, um sinal "desses tempos modernos" contraposto ao "antigamente que era bom, essas coisas não aconteciam". A senhora REALMENTE está convicta - porque foi ensinada assim, foi educada assim, e nada a fará mudar de idéia - que a moça está num lugar errado, que ela sendo "negra de cabelo ruim" é um peixe fora d'agua fazendo medicina na federal - o suposto destino de brancos com boa estrutura financeira e cabelos lisos - , é um "corpo estranho", e por isso as ofensas saem com a certeza e a naturalidade de quem olha pro mar e diz que lá é molhado. Existem milhares e milhares como essa senhora. Isso demora pra acabar.

    • Margareth de A F Lopes! Postado em 08/Jul/2015 às 14:31

      Parabéns, Eduardo Ribeiro, você falou exatamente o que eu estava conversando aqui. Perfeita a análise. Há pouco tempo me surpreendi com um termo que, nós cariocas, comumente usamos e que em uma conversa no facebook descobri (nunca tinha me passado pela cabeça) ter uma conotação racista e que vem entranhado nos anais da História da escravidão no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. Repetimos normalmente e não nos damos conta e passou a fazer parte do vocabulário "carioquês" e tem como sinônimo a palavra PESSOA..."NEGUINHO é fera", "Neguinho não sabe de nada", "Neguinho não é mole"...e por aí vai...Confesso estar mais sensível e tento não usar, não por pena, por mea culpa, mas por consciência d.a "ideologia racista" entranhada e vivida na nossa criação. "Isso demora a acabar"...

    • deisi Postado em 09/Jul/2015 às 08:22

      Não acredito que esteja viva para ver o racismo banido do Brasil, principalmente pelo rumo que nosso país caminha, Disse tudo! Eduardo!

  7. jogma Postado em 08/Jul/2015 às 11:50

    já está ficando chato tanto preconceito viu???? até parece que mais da metade da população brasileira não é negra. QUE GENTE HIPÓCRITA. Falasse dessa forma comigo, que perderia o rumo de casa.é incrível como as pessoas se acham no direito de ofender outros. Aposto que essa senhora tem um parente mesmo que distante negro. vergonhoso..

  8. Jorge Amaral Postado em 08/Jul/2015 às 11:50

    Lamentável. Eu sempre pensei que o que importava era a competência. Continua Débora, não desista.

  9. Antonio Postado em 08/Jul/2015 às 11:51

    " Eu sou negro me Formei em Ciências Sociais na UFES,estavam construindo um prédio acho que era no IC I, era por voltas das 17:00 hs grande fluxo de estudantes saindo e entrando da Universidade ,um Srº se dirigiu a mim e me perguntou se eu trabalhava na empreiteira e onde ficava tal construção, eu disse que não e orientei onde era o referido local,agora no dia que embarquei mo ônibus em frente a UFES e sentei ao lado de um bêbado ai ele se soltou, me perguntou se estudava ali e etccc..

  10. Marcos Vinicius Postado em 08/Jul/2015 às 11:56

    Por essas e por outras que não falo com qualquer pessoa numa fila. Procuro ficar na minha e fechado no meu mundo.

    • Mateus Postado em 08/Jul/2015 às 13:23

      Também aprendi a ser assim, sendo negro até se a pessoa for ajudar sofre preconceito!

      • Marcos Vinicius Postado em 08/Jul/2015 às 16:00

        No meu caso é por ser gay. Pode surgir alguma pérola homofóbica dita. Como "não pareço ser gay" fica fácil alguém achar que sou como outros homens heterossexuais que engrossam discursos homofóbicos.

  11. Leivas Postado em 08/Jul/2015 às 12:00

    O mais bizarro de tudo nem é o preconceito racial da dita senhora. O bizarro é que a coisa está tão arraigada que ela o expõe "sem maldade" em público e ainda complementa com o preconceito social. Pra esta senhora esta foi uma opinião tão absolutamente normal quanto falar da novela ou de futebol. Acredito que pra este tipo de gente não há ensinamento que dê jeito

    • Rodrigo Postado em 08/Jul/2015 às 14:13

      Estava procurando um comentário que se assemelhasse ao seu, Leivas!

  12. Daniel Postado em 08/Jul/2015 às 12:06

    Só uma correção, o nome da instituição é Recôncavo da BAHIA e não BAIANO....

  13. Marco Postado em 08/Jul/2015 às 12:11

    Tempestade em copo d'água. Pessoal só sabe se vitimizar hoje em dia. Se você é grande, falar que é atléta, vão perguntar se você joga basquete, simplesmente porque as pessoas associam gente grande ao basquete pela estatística de que quase todo jogador de basquete é grande, é uma questão de número. Mas o esporte que você faz independe da altura, e não é basquete. Vai se sentir ofendido? Não. Por quê? Porque você não acha que ser jogar de basquete seja algo pejorativo. Se sentir ofendido nesses casos demonstra que a própria pessoa acha que ser negro é algo pejorativo, e não é. A senhora inclusive parece educada e simplesmente constatou fatos que mudaram/estão mudando no decorrer da sua vida. "Até filho de faxineiro pode estudar" isso é bom, não acham? Sendo que essa frase não faz nenhum referência a cor, só ao trabalho, que costuma definir uma classe social. Infelizmente, todo padrão de aparência está mais ligado a um esporte, curso na faculdade, trabalho, etc; e o nome disso é estatística e é normal as pessoas perguntarem quando alguém se encaixa num padrão desses, nada custa corrigí-la, e não precisa se sentir ofendido, até pq não foi a intenção da pessoa (é fácil perceber quando é), e certamente não foi o caso. E pode ter certeza que considerando que seja mesmo uma senhora, ela foi extremamente educada, pois o pessoal das antigas era de fato muito mais racista que as gerações mais novas, e infelizmente é normal demonstrarem, nem todo ser humano evolue com a sociedade, coisas que eram aceitáveis ou certas antigamente podem ser erradas hoje, e é de cada um mudar ou não.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 08/Jul/2015 às 16:13

      """"Ela está se vitimizando""""....um jênio. Eu diria até que o racismo que ela vivenciou e vivencia e vivenciará muito ainda é tudo culpa dela mesmo...quem manda ter nascido preta e com esse cabelo aí? Coitada da senhorinha...ela até tem amigos negros, a empregada negra da casa dela é como se fosse da familia dela inclusive...maldade essa matéria, viu?

    • Silva Postado em 09/Jul/2015 às 08:37

      O racismo é um crime perfeito no Brasil, quem comete, acha que a vitima é culpada. Tempestade em copo d'água, a senhorinha foi educada, meu, sinceramente tem hora que é melhor ser cego, em ter que ler algo tão preconceituoso. Tenho pena da sua geração, se é que vai ter filhos, melhor que não tivesse. Pior que ser o racista é negar o racismo!

    • Tammy Postado em 10/Jul/2015 às 15:34

      Preconceito, mas com educação. Perfeito! Porque não pensei nisso antes? "nossa... que lindinho esse pretinho safadinho fazendo medicina? Vcs não acham? Na minha cabeça só loirinhos podiam ser médicos. Agora todo mundo, até o filho da faxineira, pode. Choquei, gente"

    • Tammy Postado em 10/Jul/2015 às 15:35

      Aguardo o dia em que essa moça será apenas uma PESSOA que faz medicina. Nada mais. Sem sustos.

  14. Cristiane Postado em 08/Jul/2015 às 12:12

    Podem apostar que esta sim vai ser uma médica de verdade. Filhinhos de papai só fazem Medicina pra seguir o que o pai mandou, não amam a profissão. Existem muitos desses na rede pública de saúde.

  15. O Barbudo Esquisito. Postado em 08/Jul/2015 às 12:16

    Viva a mudança! É inveja pela emancipação das políticas sociais para todos. Só teremos médicos mais humanos após esta reafirmação da democracia. Melhores médicos, melhores engenheiros, jornalistas, matemáticos, biólogos, filósofos, historiadores, geógrafos, assistentes sociais, psicólogos, bacharéis e licenciandos de toda a sorte. Aguardamos ansiosamente os resultados desta belíssima miscigenação acadêmica.

    • Silva Postado em 09/Jul/2015 às 08:39

      Disse tudo! Barbudo, Principalmente "historiadores", tipo Zé Ferreira!

  16. GabrielG Postado em 08/Jul/2015 às 12:18

    O moleque é responsável e ninguém está negando a culpa dele. Porém, é preciso analisar outros fatores, como a educação que recebeu de seus pais. Será que ele não aprendeu esse comportamento em casa? Porque será que o garoto "dimenor" é racista? Bem, essa análise ninguém da direita mortadela quer fazer ou se aprofundar.

    • José Ferreira Postado em 08/Jul/2015 às 13:40

      Vocês da esquerda novamente querem livrar a cara de um menor infrator. O fato dos pais serem contrários a pessoas como a jornalista (o que não se sabe) não indica que o moleque não deve ser punido por isso.

  17. Guilherme Postado em 08/Jul/2015 às 12:28

    Pra começar: Caviar é uma Ova!! Segundo, as pessoas tem sim que responder por seus atos, porém, quando é uma criança que destila ódio, o verdadeiro culpado (em boa parte das situações), não é ele, e sim quem o ensinou. Ninguém nasce racista, homofóbico e segregacionista; são ensinados a isso.

  18. Maria Luiz oliveira Postado em 08/Jul/2015 às 12:31

    Bom , sou médica, sou negra, na faculdade, na minha turma de 80 alunos tínhamos duas negras eu e outra amiga! O preconceito reflete a estatística de entrada de negros nas faculdades de medicina! A imagem de médico é de pessoas brancas! E as pessoas assimilam e reproduzem isso acriticamente ! Hoje , muitas pessoas negras têm acesso a faculdade de medicina e essa imagem tosca tenderá a mudar! Espero !

  19. Adalberto J Silva Postado em 08/Jul/2015 às 12:37

    Tem gente falando que ela é linda. Não vem ao caso (ainda que seja mesmo) é sobretudo que as pessoas possam estudar o que quiserem, se formar no que elas possam se melhor dedicar, independentemente de aparência, origem, orientação sexual e gênero.

  20. Joana Veloso Postado em 08/Jul/2015 às 12:37

    Ele é produto de pessoas como vc. Ou vc não percebeu que o seu comentário é totalmente preconceituoso?

  21. Gidobaldo Postado em 08/Jul/2015 às 12:56

    Isso não é novidade na UFBA em Salvador uma cidade 98% afrodescendente forma todo 160 médicos branquinho, bom lembrar que uma dessas turmas tirou zero na prova do EAD levando ao demitido diretor da faculdade de medicina dizer que baianos sabe tocar berimbau porque só tem uma corda

  22. Jose Antonio Postado em 08/Jul/2015 às 12:58

    Voce é imbecil de nascença ou treina na frente do espelho ?

  23. Luiz Pires Filho Pires Postado em 08/Jul/2015 às 13:02

    Companheira, têm que rodar a Baiana , partir pros tribunais e não baixar a cabeça da um tapa na mão pró povão do recinto ver e fala to sendo agredida . E não de moleza que até a onde sei sangue e vermelho em branco em negro em amarelo . O que somos Humanos do Planeta Terra . Felicidades Dra. ABS.

  24. Jaqueline Postado em 08/Jul/2015 às 13:03

    Talvez a senhora quando se referiu a nora, apenas a descreveu para perguntar se a moça a conhecia. E não, necessariamente, impor "branquinha, loira do cabelo liso" faz medicina. Em relação ao curso de história, conheço diversos negros que fazem história, que são ativistas, que lutam pelos seus direitos tão ~novos~, dada a insanidade que foi a escravatura na história do planeta. Precisávamos escutar essa senhora, pois sempre existem 3 verdades: a minha verdade, a verdade do outro, e a "verdade verdadeira".

  25. Ebanonil Postado em 08/Jul/2015 às 13:04

    O comentário da senhora foi preconceituoso sem sobras de duvida. qual a idade dela? dependendo disso ela é fruto de uma criação onde negro não ia para faculdade fazer medicina ou qualquer outro curso, onde mulher não tinha direito ao gozo, onde a criança era a ultima falar e a primeira a apanhar.. Essa senhora é fruto de uma época que estamos a décadas lutando para transformar essa sociedade que na sua essência nasceu achando que a cor da pele define caráter...hoje devido a internet essa luta está em evidencia no passado achavam q tudo era normal inclusive muitos negros achavam que cada um tinha o seu lugar definido naturalmente, só que não....Quantos anos depois da libertação dos escravos no EUA conseguiram resolver essa situação ...nos anos 60 se bem me lembro e mesmo assim ainda é difícil...Imagina nós... com um história conturbada e mal contada...estamos só no inicio desta luta quem sabe os meus netos verão o ser humano sendo tratado com ser humana independente do seu gênero, religião , etnia...no momento estamos passando por turbulências...mas nada como um dia atras do outro... Olha o lado bom pelo menos ela a senhora já sabe que negro frequenta faculdade nos anos 70 nem isso acontecia ser negro em qualquer curso era uma estranheza...

  26. Guilherme Postado em 08/Jul/2015 às 13:06

    Pobre, negra, brasileira, médica e linda moça. Não sei mas eu acredito que a maioria chora com ela. Parabéns pela sua beleza e simplicidade, precisamos de médicos assim como você, porque vc vai ao pronto atendimento e as loirinhas dos olhos azuis nem olham na tua cara pra te examinar.

  27. Alves Neto Postado em 08/Jul/2015 às 13:43

    O racismo é tão velado nesse país, que pelo relato, dá para perceber que a senhora faz o racismo e nem percebe o que está comentendo... Somos sim um país racista, xenofóbico e fundamentalista religioso... Só que não percebemos.

  28. Leonardo Postado em 08/Jul/2015 às 14:02

    Maria, ele é culpado sim e tem que pagar, porque as leis brasileiras prevêem penas para menores também. Agora eu queria saber quem são os outros, porque não foi só uma pessoa que atacou a apresentadora. Mas acho que a mídia não quer mais saber quem são os outros. Por quê?

  29. Marcos Postado em 08/Jul/2015 às 14:05

    Se eu fosse listar todos os atos racistas que passei e passo o meu facebook seria um muro de lamentações eterno. Mas, acho que essas atitudes devem ser sim relatadas por quem sofre. O nosso país está caminhando para um confronto racial como aconteceu nos EUA desde que os primeiros africanos desembarcaram por lá. Sinal de que os 'subalternos' de sempre começam a ter voz e vez. Então povo, vamos em frente. Delatando aqueles que não aceitam a ascensão da raça.

  30. Eduardo Ribeiro Postado em 08/Jul/2015 às 14:08

    Medida socio-educativa no garoto. Mas ele é RACISTA, e aí como fica, fascistinhas de plantão?

  31. Fernando Postado em 08/Jul/2015 às 14:16

    Diz algo errado sim: "se vesti" :-)

  32. Rafael Postado em 08/Jul/2015 às 14:18

    Falou "esquerda caviar" significa que admira ou concorda com Rodriguinho Constantino. Rodriguinho é um analfabeto político "educado" -- lobotomizado -- por um Guru de seita que faz analises políticas baseado em crenças em milagres e premissas teológicas. Meu filho, procure ajuda entes te transformem em mais um zumbi ruminante.

  33. Pedro Accioli Postado em 08/Jul/2015 às 14:31

    Isso prova que o sonho dos coxinhas é a revogação da Lei Áurea, afinal, eles não admitem que afrodescendentes tenham curso superior como o de Medicina, como esta garota que agora foi vítima de racismo!

    • eu daqui Postado em 09/Jul/2015 às 12:59

      A mim parece que revogação da lei Aurea é reivindicação da militancia negra que é quem vive bradando que a lei de nada resolveu.........

  34. Rodrigo Postado em 08/Jul/2015 às 14:49

    (Outro Rodrigo) Que bom que filhos de todos estão estudando. Meu pai, filho de padeiro e, minha mãe, de alfaiate e costureira, não puderam cursar ensino superior, mas esforçaram-se, tentaram de todo modo que seus filhos o fizessem. Então, muito sucesso para Débora e todos os demais, pois é o estudo, o esforço que nos engrandece, que nos dá melhores oportunidades. Parabéns pelas suas vitórias!

  35. Esquerdopata gayzista Postado em 08/Jul/2015 às 14:53

    Colega, ninguém é contra punir o "di menor" (tá vendo? Falta muita educação pra direitinha brasileira). Os "di menores" apenas devem ser punidos de diferentes formas. Com acesso a educação, cultura e projetos que visam a reinserção social, para que eles não voltem a cometer crimes. É tão difícil assim pensar? O que adianta jogar num presídio se quando sair vai voltar a cometer crimes? Vcs são a favor da vingança e não da diminuição da criminalidade. Volta pra sua mortadela e seu casulo que passará menos vergonha

    • Deisi Postado em 09/Jul/2015 às 08:08

      Exato! Esquerdopata, os admiradores do Dapena, só querem vingança, não punição.

      • Thiago Teixeira Postado em 10/Jul/2015 às 22:21

        Boa Deisi, DÁPENA!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  36. Patricia Postado em 08/Jul/2015 às 14:55

    Outro episódio de racismo com a mesma estudante... http://g1.globo.com/bahia/noticia/2014/05/aluna-do-ciencias-sem-fronteiras-diz-sofrer-racismo-e-abre-queixa-na-italia.html

  37. Ana Maria Postado em 08/Jul/2015 às 15:12

    Mas que comentário mesquinho e desprovido de argumentos! Esse "DI MENOR" é educado por alguém "DI MAIOR" que o ensinou a ser assim. Como acontece na quase maioria absoluta dos casos de roubo, assalto, morte; adultos corrompem crianças e adolescentes para usá-los em proveito próprio.

  38. Marcelo Postado em 08/Jul/2015 às 15:12

    Nesse caso, uma multinha de 50.000 reais em cima do Papai e da Mamãe resolveriam essa questão... Esquerda Caviar=Caviar pra todos!!!! Chega de coxinha pro Povo!!!!

    • José Ferreira Postado em 08/Jul/2015 às 17:37

      Os pais não tem nada a ver com isso. A esquerda quer dar um "migé" e dizer que os pais são culpados (sem ter as informações do que ocorreu) para não dizer que a culpa é do adolescente. Bandido não tem idade.

      • eu daqui Postado em 10/Jul/2015 às 10:31

        Os pais são culpados também. Não só eles, mas eles também...... .....

  39. Glaucia Postado em 09/Jul/2015 às 09:31

    Uai então pra fazer História tem que ser negro e pobre e pra fazer medicina tem que ser louro e olho azul? Que mundo esse et vive? Sou branca e fiz história a moça é negra e faz medicina...mas poderiamos fazer letras, engenharia, design, artes ou o que quisessemos porque esse é um país livre. Linda moça, muita sucesso na profissão que escolheu.

    • José Ferreira Postado em 09/Jul/2015 às 11:33

      Na verdade ela é mestiça. De resto eu concordo com o seu comentário. Competência não tem raça.

  40. Thiago Teixeira Postado em 09/Jul/2015 às 22:12

    É tudo inveja Débora. Tem muita mãe de loirinha e branquinha que sonha com um diploma para suas filhas e nem conseguem o de 2° grau, mesmo com progressão continuada. Sucesso e tudo de bom pra você Lindaaaa!!!!!!!!!!!!!!!

  41. eu daqui Postado em 10/Jul/2015 às 10:30

    Não entendi a relação de estudar história com o tipo/negor/pardo. Meus pais são historiadores e caucásicos.

    • Luiz Souza Postado em 11/Jul/2015 às 01:03

      E você nasceu com feições de árabe. Entendi tudo!

    • Luiz Souza Postado em 11/Jul/2015 às 01:05

      Licenciaturas em geral tem um número muito maior de pretos e egressos de escola pública que os cursos dos meritocratas brancos de escola privada de mensalidades de R$ 4 mil por mês.

  42. Douglas Postado em 12/Jul/2015 às 23:45

    Onde eu estudo tem um faxineiro meio lelé da cuca que, quando me vê, vira e mexe fala "as vezes eu reclamo da vida, daí eu olho pra você e vejo que tem gente muito pior que eu", se referindo ao fato de eu não ter uma mão. Eu sempre acho graça por ele ter a cara de pau de falar esse tipo de coisa na minha cara, mas também sinto vergonha por ele, porque se alguém mais ouve seus comentários ignorantes, pode não levar na esportiva como eu. Ademais, quando trabalhei em um projeto em um hospital no meio da favela, você podia facilmente distinguir quem era médico de quem era paciente: os médicos eram alunos com sotaques diferenciados, bem cuidados, homens no estilo Ubermensch e mulheres no estilo top model, reclamando da violência, condições de trabalho deploráveis, trânsito etc. Os pacientes, por outro lado, eram todos pessoas da comunidade, que falavam errado e ficavam horas na fila do atendimento até serem atendidos. Acho que, com a primeira história, eu gostaria de mostrar que não se pode culpar as pessoas menos instruídas por fazerem comentários rudes. Senhoras alienadas na fila do banco e faxineiros lelés da cuca podem ser tão cruéis quanto crianças quando cometem bullying, pois simplesmente são ignorantes. Com a segunda história, eu gostaria de mostrar a correlação entre o grau de privilegio de um indivíduo na sociedade e sua capacidade de aceitar injustiças.