Redação Pragmatismo
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Corrupção 21/Jul/2015 às 11:53
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A “carta de amor” de Jean Wyllys para Eduardo Cunha

eduardo cunha jean wyllys
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), investigado na Lava-Jato

Revista Tpm

De: Jean Wyllys
Para: O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha

Brasília, inverno de 2015

Senhor Eduardo Cunha (não me sinto à vontade de me dirigir a você como “caro”, pois você ainda não me é caro; e estou usando o pronome “você” porque não estamos em sessão da Câmara Federal, logo, estou livre da obrigação de me dirigir a você como “vossa excelência”, e porque, confesso, não reconheço em você qualquer excelência além dessa conferida pela liturgia do parlamento):

Escrevo-lhe estas linhas a pedido de terceiros. Estes me desafiaram a abrir um diálogo com alguém que não tivesse qualquer empatia em relação a mim ou àqueles e àquelas que represento (as e os integrantes dos “grupos difamados”, como definiu a filósofa judia Hannah Arendt, cuja obra você talvez nunca tenha lido). Quando me fizeram esta proposta, pensei imediatamente em você. Pensei também no questionamento levantado por outra filósofa, a minha amiga Marcia Tiburi: é possível conversar com um fascista? Eu decidi que vale a pena tentar, principalmente se o objetivo da conversa é tentar despertar, no fascista, algum tipo de emoção política benéfica, como o amor, a empatia, a compaixão e a solidariedade.

Tenho certeza de que ocupado como você está em se manter na presidência da Câmara (conquistada graças aos favores que parte expressiva do baixo clero lhe deve, sobretudo no que diz respeito ao financiamento de suas campanhas por grandes empresas e igrejas evangélicas com as quais você tem relações estreitas) e em chantagear a presidenta Dilma com a desgovernabilidade, caso ela não lhe ceda os cargos que deseja na administração pública e por meio dos quais espera manter e estender sua influência política, você não tenha atentado para a notícia de que a Controladoria Geral da União determinou, no último dia 9 de junho e com base na Lei de Acesso à Informação, que a Fundação Casa de Rui Barbosa liberasse o trecho de uma carta do escritor Mário de Andrade ao colega Manuel Bandeira.

Nela, o primeiro trata de sua homossexualidade policiada e reprimida por pessoas homofóbicas do meio social e intelectual em que circulava – repressão e policiamento que perduraram inclusive na decisão dos guardiões dos acervos de ambos os escritores de não permitirem, nos anos que se sucederam às mortes de Mário de Andrade e Manuel Bandeira, o acesso de pesquisadores ao referido trecho da carta.

Como suponho que você, Cunha, não leia romances, novelas, contos, crônicas nem poemas – do contrário, teria um mínimo de interesse por modos de vida e valores que não estivessem atrelados ao acúmulo de riquezas materiais e poderes –, informo-lhe que Mário de Andrade é um dos artífices do modernismo brasileiro e autor de um romance clássico cujo título não poderia ser mais providencial a esta carta que ora lhe escrevo: Amar, verbo intransitivo. Você já foi capaz de pensar no verbo amar sem transitividade, Cunha? De amar mais que pessoas específicas – esposa, filhos – e objetos? De amar sem objetos?

Eu decidi lhe falar sobre essa notícia porque o conteúdo a que ela se refere significa mais que um evento literário e o fim de uma especulação: tem a ver com a homofobia – sistema de repressões, opressões, humilhações e exclusões do qual você é, hoje mais que antes, ícone e mantenedor.

A homofobia (entenda esta palavra tão usada e abusada como o conjunto das violências simbólicas e reais perpetradas contra a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) não é uma questão política menor, como o querem os cínicos e analfabetos políticos. Por meio dela, os heterossexuais asseguram sua suposta “superioridade moral” e prioridade nas políticas públicas; parlamentares canalhas associados a igrejas fundamentalistas enriquecem e acumulam poder político; e religiões milenares disputam o controle da sexua-lidade humana. A homofobia é relevante politicamente também porque incide negativamente sobre o PIB, o IDH e o progresso da nação, já que elimina (ou dificulta drasticamente) o desenvolvimento intelectual e social de milhões de brasileiras e brasileiros.

Quantas mentes brilhantes não puderam se inserir no mercado de trabalho, contribuir mais ou foram ceifadas por causa desse sistema? Gênios como Mário de Andrade, Santos Dumont e Assis Valente não se destacaram por causa da homofobia, mas apesar da homofobia! Para uma pessoa homossexual (e principalmente para uma pessoa transexual) ser reconhecida nessa sociedade sexista e homofóbica é necessário um esforço mil vezes maior do que o que precisa uma pessoa heterossexual e cisgênero. Ela é vítima daquilo que o sociólogo Göran Therborn chama de “desigualdade existencial”. Consegue entender, Cunha? Se não, posso dar outro exemplo: o escritor João Silvério Trevisan, um dos mais talentosos que conheço, amarga hoje relativo ostracismo por ser homossexual assumido e ativista, enquanto impostores e sem-talento heterossexuais são eleitos “imortais” por uma Academia Brasileira de Letras ainda misógina e homofóbica.

O apagamento da homossexualidade das biografias de alguns gênios e heróis, mesmo quando feito por eles mesmos em função do estigma e/ou da homofobia que internalizaram, priva as gerações mais novas de referências positivas que lhes permitiriam viver sua orientação sexual sem vergonha e com orgulho. A homossexualidade não é um fato “escabroso” para ser apagado da biografia de uma pessoa pública. Muito menos algo que deva ficar encerrado “entre quatro paredes”, na medida em que nunca se apaga, da biografia de gênios e heróis heterossexuais, as relações sexuais e amorosas que tiveram ao longo de suas vidas (as histórias sobre as muitas mulheres do poeta Vinicius de Moraes estão aí pra provar).

Não reproduzirei aqui todo o trecho da carta de Mário a Manuel, mas peço que você preste atenção neste pedacinho: “Me dão todos os vícios que, por ignorância ou por interesse de intriga, são por eles considerados ridículos”. Consegue identificar a que ele se refere? À difamação! Processo de destruição da imagem pública por meio de mentiras e calúnias facilmente assimiláveis por ignorantes e preconceituosos. Processo de que sou vítima hoje e que é tocado por seus aliados ou paus-mandados dentro e fora do Congresso Nacional. Ou você vai negar que houve dedo seu naquela presepada constrangedora feita pela Frente Evangélica no plenário da Câmara, usando fotos fraudulentas, com o intuito de difamar a Parada LGBT de São Paulo?

O que Mário pede a Manuel é, não de maneira explícita, que este se coloque em seu lugar de modo a reconhecer e compreender seu sofrimento. Este exercício aparentemente simples, mas ainda pouco praticado, se chama empatia. Empatia é quase amor, se não for amor mesmo. Jesus, nos evangelhos, traduziu esse exercício em uma frase que se tornou a ética de seus primeiros seguidores: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos!”.

Colocar-me em seu lugar é muito fácil, já que você está no lugar privilegiado de um homem branco, heterossexual, cisgênero, adulto, cristão, riquíssimo e presidente da Câmara dos Deputados. Difícil é lhe amar! Mas eu sou capaz de lhe amar caso você mude e deixe de ser um fascista.

Você, Cunha, e todos os seus asseclas, que gostam tanto de usar o nome de Jesus em vão ou para fins de manipulação do eleitorado cristão, seriam capazes desse exercício de empatia prescrito por Ele? Seriam capazes de se colocar no lugar do outro, como Jesus o fez tantas vezes? Seriam capazes de amar de verdade e intransitivamente alguém radicalmente diferente de vocês?

Está aberto o diálogo.

Jean Wyllys

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Comentários

  1. marcos Postado em 21/Jul/2015 às 12:22

    É de dar dó o comentário acima. Vê se tamanha manipulação homofóbica.

  2. Theo Postado em 21/Jul/2015 às 12:25

    Então quer dizer que você acha que a homossexualidade de alguns não ficam às escuras por medo? Então quer dizer que você acha que a homofobia não é um problema na nossa sociedade atual? Realmente, 'só' uma pessoa morre todos os dias no Brasil por causa de homofobia. Vá pesquisar a vida de Jean. Ele não é apenas um ex-BBB.

  3. Eduardo Martins Postado em 21/Jul/2015 às 12:29

    Jean como sempre arrasando. Disse tudo e mais um pouco. Mas infelizmente, é claro, que todo seu excelente texto irá lhe entrar por um ouvido e sair pelo outro. Tal qual o Cristo , certissimamente, disse: Nao desperdiçais as vossas perolas com os porcos. Toda a sua ansia por dinheiro e poder lhe cegam de ver o amor, luz e paz que vem do Criador. A este ser só nos resta orar para que o amor do Pai possa lhe evitar um dia o inferno, lugar este que ele certamente caminha a passos largos. Mais uma vez: Bravo Jean.

    • Conceição Postado em 21/Jul/2015 às 15:21

      É isso mesmo Jean , não deveria como disse Eduardo Martins. não de pérolas aos porcos.ele não vai nem ler pq só interessa o dinheiro e o poder.... como sempre Jeam arrasou.......

  4. Mãe do Rodrigo Postado em 21/Jul/2015 às 12:31

    Cala a boca Rodrigo! Seu acéfalo!!!

  5. Luís Fernando Postado em 21/Jul/2015 às 12:36

    Blá blá blá blá blá blá. Proselitismo é com o Jean.

    • Salomon Postado em 21/Jul/2015 às 14:56

      Proselitismo???? Onde?

    • Roger Postado em 21/Jul/2015 às 16:42

      O cara nem deve saber o que é proselitismo...

      • poliana Postado em 21/Jul/2015 às 17:34

        foi exatamente o q pensei, roger. com certeza ele n sabe.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 21/Jul/2015 às 17:14

      """"""""""Proselitismo"""""""""""""

    • poliana Postado em 21/Jul/2015 às 17:34

      blá blá blá blá...ignorância e falta de argumentos é com o luis fernando. proselitismo nas palavras do jean, somente n sua mente (se é q vc tem uma) anencéfala!

  6. Carlos Daniel Postado em 21/Jul/2015 às 12:44

    Época completamente diferente da nossa? Por favor, o único "inocente" aqui és tu, que pensa que os homossexuais e transsexuais não são mais perseguidos, queria eu que fosse assim, mas não é. É fácil usar exemplos de pessoas famosas e bem sucedidas que, após ganharem a vida, realmente demonstram sua sexualidade sem medo. O único ignorante aqui, meu caro, é você, que tão pouco sabe a batalha da comunidade LGBTTT. É muito fácul julgar a maioria pela minoria.

  7. José Costa Postado em 21/Jul/2015 às 12:52

    Sim, no "mundo dos grandes" de hoje é mais dificil declarar homofobia. Mas e no "mundo dos pequenos", dos que vivem a realidade da exclusão e da ignorância? Quantos gays conseguirão se superar?

  8. Edilson Costa de Souza Postado em 21/Jul/2015 às 12:57

    Perfeito!!! Entender a alma humana é mostrar-se tão humano quanto os que sofrem as dores e os prazeres de serem como somos, humanos. E isso, o estado tem obrigação de respeitar, o direito individual. Parabéns Jean!!!

  9. Bruno Postado em 21/Jul/2015 às 13:04

    O texto traz fatos interessantes que desconhecia. Deu curiosidade de ler mais sobre eles.

  10. Ventura Picasso Postado em 21/Jul/2015 às 13:10

    Wyllys - duvido que possa haver dialogo. O radicalismo religioso e oportunista ultrapassa o fascismo em sua máxima: "Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço". O que será do Brasil com esses 'pentecos' legislando o futuro?

  11. luis Postado em 21/Jul/2015 às 13:13

    Típico do Jean Wylys, já começa o texto chamando qualquer um que seja contra ele de fascista. Esse procedimento pode até funcionar com militontos, mas quem quer ler algum argumento já desconfia que vem ainda mais bobagem por aí. E essa suspeita se confirma, afirmando deliberadamente que o Cunha não lê livros nem nada. Curiosamente, acredito que Jean deve achar essa atitude linda em outros políticos como Lulla ou nos seus antigos fãs que o ajudaram a vencer o Big Brother (esses sim, com certeza não leem nem gibi da Mônica). Depois de falar sobre os problemas da homofobia, Jean tenta se fazer de vítima, como se qualquer um que discordasse dele o fizesse por ser homofóbico, e não por ele ser um ex-BBB que fica tentando censurar as pessoas e se fazendo de vítima no processo, apesar da grana preta que ganha como político e lembrem-se que o Jean sempre é a favor de aumentos nos salários dos deputados. Enfim, Jean finge que quer estabelecer um diálogo, mas só sabe caluniar e se vitimizar. Quem consegue conversar com uma criatura dessas?

    • EdHo Postado em 21/Jul/2015 às 13:51

      Realmente, hoje é modinha usar "facista", "comunista", "terrorista", "bolivariano", "coxinha", "petralha". O interessante é quando uma pessoa não tem noção histórica nem política do que tratam esses termos. Pessoas assim, costumeiramente, chamam outros de termos que desconhecem, como o facismo. E geralmente são as mesmas pessoas que, por não saberem o que é facismo e outros ismos, dizem "agora tudo é facismo" "qualquer um contra ele é facista"... e coisas do gênero. Isto é: não sabe do que trata, mas como tem uma noção de que parece algo ruim, usa contra quem não gosta e defende quem gosta. É, o mundo anda doente, ignorante, raivoso e bipartidário. Pré-facista... mas como falar disso com quem entende [muito] pouco o que é isso?

    • Eduardo Postado em 21/Jul/2015 às 13:51

      O Jean não chamou "qualquer um que pense diferente dele" de fascista. Ele chamou o Eduardo Cunha. Ele já falou diversas vezes que não pensa da mesma forma que a Dilma, mas nunca a chamou de fascista!

      • Silva Postado em 21/Jul/2015 às 16:20

        Luiz não tenho dúvida de que o Cunha é fascista! Tá com dó vote nele na próxima! Porque com certeza não será preso é do PMDB.

      • luis Postado em 21/Jul/2015 às 16:38

        Parei de votar em corrupto em 2014 me recusando a votar na Dilma ou no Aécio. vlw flw

    • João G. Postado em 21/Jul/2015 às 14:08

      Eduardo Cunha já é bem grandinho. Se ele já leu Mário de Andrade (você já leu? Eu já, é muito bom), que venha a público desmentir Jean Wyllys. Se ele disse que Cunha não lê, é porque o presumiu a partir de várias características do presidente da Câmara. Entre elas, a baixa familiaridade com a norma culta do português brasileiro e a dificuldade de lidar com a alteridade, características de quem lê pouca literatura, seja de esquerda ou de direita. A mesma coisa vale em relação ao adjetivo fascista: Cunha tem um histórico de ações políticas e discursos autoritários que sugerem essa associação. De novo, somos grandinhos e podemos concordar com ela ou não, mas não podemos sair tirando conclusões mal informadas sobre o autor da invectiva a partir disso. Aliás, tirar conclusões precipitadas é o que você faz quando coloca na boca do JW coisas que ele não disse sobre Lula, sobre os salários dos deputados e sobre quem discordar dele ser homofóbico. Me mostre uma única ocasião em que o Jean Wyllys acusou alguém de estar discordando dele por pura homofobia. Ele não faz isso. Não concordo 100% com tudo que Jean Wyllys diz (afinal, com quem a gente concorda 100%?), mas pelo menos reconheço que ele argumenta suas posições com algum fundamento. Quem vive deslegitimando o que os outros falam por "cristofobia", "heterofobia" e outras criaturas imaginárias são os inimigos dele.

      • luis Postado em 21/Jul/2015 às 16:17

        Sobre o salário dos deputados, tem uma entrevista dele com o Marcelo Tas defendendo o aumento. Não sei porque você consegue ver fundamento nas afirmações dele e não nas minhas, mas enfim... Em suma: gosto muito do Mário, mas ainda prefiro o Oswald.

      • Ariadne Jacques Postado em 21/Jul/2015 às 18:10

        Maravilha de comentário, João. JW é sempre consistente no que diz, independente de se concordar ou discordar dele. É forte com as palavras. Gostaria de ver uma pesquisa com os nossos representantes no congresso para saber qual é o nível de formação educacional dessa gente, porque o alto nível no qual JW argumenta é notório.

  12. Marcela Freitas Postado em 21/Jul/2015 às 13:36

    Eu segui até bem pouco tempo o jean no facebook, toda a honestidade e coerência que ele transparece,além do profissionalismo, são ofuscados por essa viadagem exagerada de ator frustrado. ao mesmo tempo que reconhece na Globo um dos males do brasil, passa muito tempo falando de TV e novela... enche o saco. no dia que ele resolver focar em politica (esquecer o fato de que é gay, por uma coisa não tem nada a ver com a outra). eu volto a seguir ele.

  13. EdHo Postado em 21/Jul/2015 às 13:43

    Um primor de interpretação de texto... O texto Você

  14. Eduardo Postado em 21/Jul/2015 às 13:48

    "Olhe o mundo, tantos, atores, escritores, artistas que se declaram que são gays e fazem sucesso."" Bem observado, olhe o MUNDO. Porque aqui no Brasil ainda, desculpa, mas gay faz sucesso ou porque faz marketing de sua sexualidade (leia-se humor) ou então vive no armário (leia-se galãs da Globo, por exemplo). Exemplo fora desse eixo no meio artístico é a Daniela Mercury, que deu a cara a tapa, mas ela não é unanimidade.

  15. Cidadao de ''bem'' cômico Postado em 21/Jul/2015 às 14:00

    Amém, você voltou, Pereira! Parafraseando Voltaire, ''Posso não concordar com nada que dizes, mas rirei ate a morte com tudo o que falas!'', entendo seu ponto de vista, de verdade. Mas deixar de procurar pelo seu nome em busca de uma aventura cômica é demais... Não tenho ideia de qual profissao o senhor exerce, mas se me permite dizer, seria um desperdicio não de tentar - pelo menos - algo como literatura de ficção. Nunca deixe de comentar por aqui e muito menos que tentem te calar! O espírito politico-criativo agradeçe.

  16. Eduardo Ribeiro Postado em 21/Jul/2015 às 14:45

    Só li verdades.

  17. Igor Postado em 21/Jul/2015 às 14:47

    Nossa, o senhor chegou agora do lindo mundo de Bambu-Luar ? Por que lá todos vivem em completa harmonia e têm as mesmas oportunidades. Me desculpe, mas você alegar que não há preconceito e que pessoas não são censuradas por sua orientação sexual é no minimo muita ingenuidade sua, sai um pouco mais nas ruas, conheça alguns gays e converse com eles, não fique so em casa lendo qualquer bobagem, não! O texto fala sobre "empatia" não tão romântico quanto ao texto, mas a use um pouco imagine se colocar no lugar dos discriminados, e talvez, mas só talvez, você comece a ter uma ideia. Passar bem e manda lembraças para o Maravilho Reino de Bambu-Luar

  18. professora Postado em 21/Jul/2015 às 14:49

    Muito bom!!! E quem aqui critica esse texto, por certo, não compreende as relações feitas, ou identifica-se ao citado. Sinto muito, outra coisa não pode ser: a "carta" é ótima!!!

  19. Marco Antonio Lara Postado em 21/Jul/2015 às 15:00

    Parabens deputado Jean, como sempre correto e elegante. O senhor deputado me representa.

  20. Eduardo Ribeiro Postado em 21/Jul/2015 às 15:03

    Estendo minhas congratulações a quem escolheu essa bela foto de Cunha.

  21. monica bertolotti Postado em 21/Jul/2015 às 15:04

    Jean, não jogue "amor aos porcos"...

  22. Daniel Santana Postado em 21/Jul/2015 às 16:49

    Mostrar que é homossexual perante a mídia é uma coisa, pois apesar de haver aqueles que serão preconceituosos, haverão também muitos que apoiarão a causa e acolherão aquele que assumiu. Difícil mesmo é você se assumir nas periferias, onde eu moro, por exemplo, onde quase ninguém aceita e a maioria abomina. Já acompanhei de perto a trajetória de um amigo que viveu tal dilema. Ele nunca tinha conseguido se assumir, nem mesmo perante os amigos, somente anos depois quando já estava se mudando pros Estados Unidos é que ele o fez. Lembro também do que muitos diziam sobre ele: "nunca vi ele com uma mulher", "esse menino é meio estranho, tem jeitinho", etc. Se ser homossexual já é difícil, imagina então num lugar onde o pensamento religioso fundamentalista impera? Do lado da minha casa tem uma igreja evangélica, alguns metros para frente tem outra. No começo dos anos 2000 tinha uma família evangélica que implicava comigo porque eu gostava de "rock" e usava coturnos, correntes, etc. Ficavam me provocando quando eu saía e chegava em casa. É um nível muito extremo de intolerância que é praticado nos subúrbios e periferias, eles não toleram nada, mas como eu tinha muitos amigos que também gostavam de rock, não me sentia isolado.

  23. poliana Postado em 21/Jul/2015 às 17:39

    mais um brilhante posicionamento do jean willys. orgulho desse meu conterrâneo!

    • Cassia Postado em 04/Sep/2015 às 18:55

      Poliana, vc é de Alagoinhas?

  24. Marcelo Postado em 22/Jul/2015 às 11:49

    Kkkkkkk tá difícil engolir seu herói-ladrão??? Kkkkk

  25. Bruno Postado em 23/Jul/2015 às 06:51

    Você não entendeu nada. É isso mesmo? Homofóbicos são incapazes de empatia?

  26. Eliane R. Demio Postado em 23/Jul/2015 às 23:19

    Affff... Pior cego é... Lembra do dito popular?!?! Cruzes!!!

  27. Mary Postado em 01/Aug/2015 às 19:19

    Parabéns pelo texto deputado, seus eleitores te acompanha e sabe q o senhor trabalha.