Redação Pragmatismo
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Aborto 09/Jun/2015 às 19:04
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Por que mudei de opinião a respeito do aborto

"Eu era contra o aborto até engravidar por acidente e querer abortar [...] Hoje, defendo que todas as mulheres tenham o direito e os meios necessários para tomar a decisão que acharem melhor em relação à sua fertilidade"

aborto contra a favor

xoJane, Huffington Post

Quando eu tinha 22 anos, deixei meu namorado, com quem tinha ficado por quatro anos. Nós dois crescemos juntos no interior dos Estados Unidos; íamos às mesmas festas, tínhamos os mesmos amigos, etc. O rompimento foi sofrido. Meus amigos se dividiram e tomaram o partido dele ou meu, algo que eu deveria ter imaginado que pudesse acontecer, mas não tinha.

Acabei me apaixonando antes da hora e demais pelo homem com quem me casaria pouco depois. O sentimento que tínhamos um pelo outro era genuíno, mas cada um de nós carregava bagagem pesada, o que acabou prejudicando nosso relacionamento, e não tínhamos a menor maturidade para lidar com isso de maneira construtiva.

Ficamos noivos em pouquíssimo tempo e planejamos nos casar em poucos meses. Em um ano, eu tinha passado de viver com um homem-menino que eu achava que amava, mas com quem nunca senti vontade de me casar, a estar casada com um homem que era totalmente diferente de inúmeras maneiras.

O fato de eu de repente querer tanto me casar me pegou de surpresa. A questão de filhos não chegou a ser discutida, mas achei que haveria bastante tempo para fazer isso mais tarde.

Então eu engravidei.

Vou explicar um pouco sobre minha origem. Sou a filha mais velha, e a única filha mulher, de uma família muito religiosa. Vivíamos numa região muito religiosa, muito conservadora e quase inteiramente povoada por brancos, no centro do país. A única coisa que eu ouvia no rádio com mais frequência que rock clássico ou música country eram talk shows conservadores.

Como a maioria das famílias de classe trabalhadora de uma cidade pequena do interior, minha família não tinha muito dinheiro, mas tínhamos muita religião protestante e muito orgulho baseado em nossa ética de trabalho. Receber caridade ligada a Jesus era aceitável; benefícios do governo, não. As pessoas que não ganham o suficiente precisam trabalhar mais. A América real. Acho que já deu para você visualizar o contexto.

Engravidar sem estar casada era muito sério e altamente vergonhoso. Apesar de eu ter me rebelado contra minha educação cristã conservadora e ter transado muito antes de me casar, sempre fui paranoica em relação à possibilidade de engravidar.

Faltavam oito semanas para meu casamento quando percebi que eu não menstruava havia mais de seis semanas. Eu era jovem, trabalhava num emprego mal pago e não tinha convênio médico. Podia conseguir anticoncepcionais numa clínica local, mas não era fácil chegar lá devido ao meu horário de trabalho, sem falar na vergonha enorme que eu sentia em pedir alguma coisa de graça. Tomávamos grande cuidado para sempre usar camisinha, mas, ao que parece, meu marido conseguia me engravidar mesmo estando do outro lado da rua.

Duas listras escuras apareceram no teste de gravidez assim que minha urina entrou em contato com a tira. Numa reação que me chocou até o âmago, a primeira coisa que passou por minha cabeça – eu, para quem abortar era homicídio – foi “menina, você não pode ter um bebê. Faça um aborto.” Pensei isso sem pânico nem medo, mas de modo muito pragmático.

Eu era uma garota inteligente e desajeitada, boa na escola mas fraca nos esportes. Dividia meus giz de cera com todo o mundo, mesmo o garoto de nariz ranhento e calças de moletom esquisitas, aquele com quem ninguém mais falava. Eu não fazia a menor ideia de nada que era visto como maneiro ou divertido.

Não entendia que tudo que eu gostava não era cool ou divertido, até ser tarde demais e todos meus colegas já terem percebido que eu estava totalmente por fora.

Acho que não preciso explicar mais porque o discurso do conservadorismo de direita, do tipo “sempre fazemos o que é certo, não importa a situação”, me parecia certo, mesmo quando eu era muito jovem. E não faltavam adultos dispostos a fazer discursos para uma criança (ou na presença de uma criança) contra a intromissão do governo nas nossas vidas, contra os homossexuais, o aborto e tudo mais que havia de mau e errado neste mundo.

Adolescente, eu topava com aquele discurso social conservador, e então, como toda adolescente que acha que sabe tudo, eu fazia os saltos de lógica necessários para que meu sistema de crenças funcionasse para mim. Depois de passar uns dez anos ouvindo e acreditando em tudo que Rush Limbaugh (radialista de direita extrema) dizia, eu sabia racionalizar como ninguém e mudar tudo de contexto. A atitude que eu tinha em relação à ingerência do governo na vida dos cidadãos, do tipo “rejeite o sistema e mande o homem à m….”, incluía a rejeição do que eu via como sendo construtos sociais arbitrários.

A ideia do sexo me deixava entediada e enojada, mas, ao mesmo tempo, eu era adolescente e tinha interesse tipicamente adolescente pelo sexo. E, em algum lugar nesse meio, eu estava confusa com meu senso distorcido de responsabilidade pessoal.

Tudo isso, somado à ideia tola e totalmente ingênua de que “tudo acontece por uma razão”, me levava ao reforço adolescente daquilo que sempre me ensinaram sobre o aborto: não apenas era assassinato, como era sinal de preguiça e irresponsabilidade. E, para a América trabalhadora do interior, esses são os dois maiores pecados que existem.

Com o tempo, foi ficando mais difícil fazer malabarismos lógicos. E isso me levou a rever meu pensamento em profundidade. Acabei tendo dificuldade em áreas inesperadas de minha vida. As pessoas me surpreendiam de maneiras boas e ruins. Aconteceu o 11 de setembro. Depois a guerra do Iraque. E depois todo o resto que o Partido Republicano fez depois de 2001.

Em 2003, quando um amigo meu do colégio foi morto no Iraque, decidi que eu não tinha nada em comum com o Partido Republicano tal como era. A lógica absolutista que me parecia fazer muito sentido quando eu tinha 12 anos agora parecia impossível, em um mundo tão cheio de circunstâncias fora de nosso controle.

Mesmo assim, porém, aquela ideia de que “todo o mundo merece a chance de viver” com a qual fui criada não me abandonava. Ela estava profundamente ligada à minha identidade sexual e minha identidade como mulher. Eu tinha mudado de ideia em relação aos direitos dos gays, à guerra e muitas questões de igualdade de gêneros, mas ainda me mantinha firme com a ideia de que todas as gestações precisam ser levadas até o final, sempre, porque essa é a coisa certa a fazer. Eu me convenci de que, desde que sempre usasse proteção quando fizesse sexo, nunca teria que enfrentar uma gravidez não intencional.

Até o dia em que me vi sentada na privada, segurando uma tira de plástico molhada de urina.
Saindo do banheiro, voltei para minha cama. Meu marido sabia que eu ia fazer o teste.

“E aí?”, ele indagou.
“Deu positivo.”
“Vamos dormir mais um pouco”, ele sugeriu.
Me pareceu uma ótima ideia.

Acordamos algumas horas mais tarde. E achei que minha cabeça deveria estar a mil, em vista do que eu queria fazer. Eu devia estar enfrentando algum tipo de conflito moral. Estava com o homem que amava e com quem planejava passar o resto de minha vida. As coisas estavam difíceis para nós naquele momento, mas estávamos apenas começando a vida a dois. Toda família trabalhadora começa a vida sem dinheiro. A gente daria um jeito. O destino me estava dando de bandeja um propósito na vida. Então por que a única ideia que me vinha à cabeça quando eu pensava em meu futuro era um “não”? Um “não” calmo, mas muito firme.

Eu estava preparada para ouvir meu marido começar a falar no futuro cheio de responsabilidade que eu achava que devia estar imaginando. Mas ele não falou disso.

“O que você quer fazer?”, me perguntou.
Eu estava completamente despreparada para a pergunta. O que eu queria fazer? Será que eu tinha uma opção? Se não tivéssemos o bebê, as pessoas descobririam e então todos me odiariam. Eu disse isso a ele.

“Isso é ridículo. Não é da conta de mais ninguém. Se você quiser ter o nenê, vamos ter. Mas se não quiser, não precisamos ter.”

Passamos os dias seguintes dando desculpas para faltar ao trabalho e comendo comida de delivery cara e pouco saudável. Tentamos conversar sobre nossa situação, mas as conversas rapidamente se limitavam a algumas poucas opções. Fazer um aborto. Ter o bebê. Ter o bebê e dá-lo para adoção.

Fiquei esperando por aquele senso de dever que eu imaginava que sentiria, depois de passar a vida ouvindo frases como “a gravidez é consequência de ter feito sexo; se você não está preparada para ter um bebê, não deve fazer sexo”, ou “tantas pessoas querem filhos e não podem ter. As mulheres que abortam deviam ter seu filho e dá-lo a essas pessoas, em vez de ser egoístas e matar o bebê”. Esperei a chegada de uma onda de ansiedade ou sofrimento por estar grávida e não querer virar mãe. Esperei para ter a sensação de que o destino estava intervindo em minha vida.

No mundo em que eu cresci, era muito importante honrar o modo como você foi criada e as ideias com que foi educada. Eu tinha rejeitado a religião e a política, ainda se esperava que eu permanecesse fiel às ideias que me tinham sido ensinadas sobre família e responsabilidade.

Mesmo que eu não quisesse o bebê, com certeza poderia dar um presente incrível a alguém que não podia ter aquilo que me tinha sido dado. Resolvi que eu precisava de alguns conhecimentos e opiniões não vindas de alguém para quem Rush Limbaugh faz o trabalho do Senhor. Eu não sabia quase nada sobre o aspecto prático e biológico de um aborto e não sabia nada sobre a adoção de bebês.

Naquela época, a Internet não era como é hoje. Mesmo assim, não foi muito difícil encontrar informações básicas sobre o procedimento. Depois de sentir que já tinha conhecimentos objetivos sobre o procedimento, procurei as páginas na rede dedicadas a mensagens contra o aborto e as li com cuidado, à procura de algo que talvez me levasse a sentir alguma coisa que não fosse aquele “não tenha esse bebê!”.

Achei os artigos emocionalmente coercivos. Em muitos casos, falavam da vontade de Deus e de prestar serviço a Deus através de uma vida vivida com moralidade. Eu não acreditava mais em Deus do modo como era representado pelo cristianismo, e o dever moral evocado naquelas páginas me soava muito como os sofismas usados por extremistas cristãos para justificar a guerra no Iraque ou discriminar contra os gays.

Os argumentos apresentados sobre os supostos efeitos negativos do aborto para a saúde (câncer de mama, esterilidade, etc.) me pareciam fracos. Pesquisei mais e descobri que esses argumentos eram infundados. Muitos dos estudos que vinculavam o aborto a repercussões negativas para a saúde eram feitos por clínicas médicas declaradamente antiaborto, com perfis de pesquisa dúbios e táticas de reportagem também questionáveis. Parecia que, tirando a moral religiosa da equação, não havia uma razão forte para não fazer aborto, se a pessoa não quisesse estar grávida.

Em seguida, pesquisei a adoção, novamente querendo sentir algum tipo de compulsão para fazer o que seria moral e decente, de acordo com a educação que recebi. Em muitos casos minhas pesquisas me levaram a centros de atendimento a grávidas em crise. Depois de perceber que suas mensagens de apoio e acolhida eram fundamentadas numa posição constantemente antiaborto (além de um discurso sexista rígido), não senti mais vontade de tratar com nenhum deles.

As outras alternativas envolveriam viajar muito, coisa que seria difícil para mim devido a problemas de dinheiro e a dificuldade de me afastar do trabalho. Quanto mais refleti, mais assustadora me parecia a ideia de passar quase um ano numa situação medicamente vulnerável.

Eu tinha 23 anos. Estava prestes a me casar. Se eu continuasse grávida, a gravidez não estaria evidente no dia do casamento, mas todas minhas fotos de casamento me mostrariam grávida de um filho que nem eu, nem meu marido íamos criar.

Na cidade pequena onde eu vivia, não seria possível esconder a gravidez de minha família e meus amigos. Será que queria realmente ter que ficar explicando a todo o mundo que eu estava grávida, sim, mas não ia ficar com o bebê?

Eu não tinha dinheiro nem convênio médico. Conseguiria receber assistência do Medicaid com a gravidez, mas, e se ficasse com algum problema de saúde posterior, como diabetes? E se essa gravidez prejudicasse meu corpo de alguma maneira que dificultasse ou impossibilitasse uma gravidez mais para frente? Optar por uma coisa que poderia colocar em risco uma parte tão grande do resto de minha vida me parecia tolice pura e simples.

Eu tinha feito minha lição de casa. Tinha analisado as opções. Podia estar grávida de modo inesperado, mas não havia razão que eu pudesse encontrar para deixar que essa gravidez definisse o resto de minha vida. Eu não queria me tornar mãe nos próximos nove meses, e, se não tomasse uma atitude, seria isso que ia acontecer. Interromper a gravidez era simplesmente a melhor opção, não apenas para meu eu atual, mas também para qualquer futuro que pudesse visualizar.

Meu marido ouviu minhas conclusões com atenção. Ele me explicou que a perspectiva de ser pai o tinha emocionado, mas que também ele sentia que aquele não era o momento certo para termos um filho. Ele me garantiu que entendia e respeitava minha decisão. Fiquei quase espantada com seu apoio imediato e incondicional. Se eu já não estivesse planejando nosso casamento, teria me casado com ele ali mesmo, naquele momento.

Nas semanas seguintes, tomamos as providências necessárias. A história de minha ida à clínica poderia ser contada em outro artigo. Só vou dizer agora que tive uma experiência de modo geral positiva e que fui tratada com respeito e compaixão.

Meu marido e eu estamos casados há oito anos. Já tivemos nossa devida dose de brigas e momentos difíceis, mas minha decisão de interromper aquela gravidez em momento algum foi usada para fazer alguma chantagem emocional. Nunca segurei um bebê no colo ou vi meu marido segurar um bebê no colo e senti remorsos pelo que escolhi fazer.

Por essa razão, vou ser o mais ativa possível e erguer minha voz para defender que todas as mulheres tenham o direito e os meios necessários para tomar a decisão que acharem melhor em relação à sua fertilidade, independentemente de suas circunstâncias.

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Comentários

  1. Felipe Postado em 09/Jun/2015 às 21:28

    Olha gente, no dia que voce entender o que significa um filho na nossa vida jamais vai pensar em um aborto... Eu sou pai e.digo que todos os dias qua do chego do meu trabalho e olho para ele eue emocionou de saber que aquela criança é um pedaço de mim, toda mãe deveria sentir isso descartar um pedaço seu como se fosse lixo ou mesmo algo pesado sem importância é muito triste não sei como uma pessoa se acha no direito de interromper uma vida que foi gerada com amor, óbvio que no caso de estupro e violência deve se pensar na vontade da mãe, mas nos casos que foi sem querer ou acidente etc... Eu acho que está muito errado.... Enfim entenda que aquela criança que está na barriga te ama incondicionalmente é uma extensão do seu corpo é uma vida gerada de forma tão bonita que nem imagino como alguém tem coragem de fazer isso e sentir bem.

    • poliana Postado em 10/Jun/2015 às 13:57

      Felipe, a discussão do aborto deve ser feita sob o prisma da saúde pública, e n em torno da realização paternal, ou do milagre da maternidade. A discussão eh outra.

      • Debora Postado em 23/Jun/2015 às 18:05

        Antes de tudo tenho respeito pela pessoa que se abriu neste texto, e por suas escolhas. É muito fácil para quem está de fora da situação, como eu, julgar a esta atitude. Mas forçar uma comparação com racismo e homossexualidade é um pouco demais. Boa ou ruim, esta foi uma escolha exclusiva sua, o que não acontece com os demais temas. Acho que se eu fosse a favor, não iria me vitimar tanto. Uma MULHER de 23 anos, que SIM tinha um parceiro para apoiá-la, poderia não ter dinheiro o "SUFICIENTE" para sustentar uma criança da maneira mais adequada (e quantos não tem?!), mas não há nada que os sentencie a essa escolha, o fato é único: vocês NÃO QUISERAM! Dizer que não pegava pílula pq estava longe e pq tinha vergonha de algo gratuito, não é bem uma boa desculpa, parece que um depoimento desses só engrossa a lista dos que não concordam com o aborto (o/). Não estou falando aqui de Deus, e nem mesmo que você não deveria ter o aval de ir á um hospital legalmente para não morrer em um açougue. Mas seu depoimento soa tão seco, tão prático, tão egoísta! É como se você tivesse desistido de um emprego, de uma viagem, ou qualquer coisa sem muito valor, apenas um capítulo de muitos em sua vida. Não sei se estou sendo clara, mas a sua opção não me assusta, me assusta a banalização da coisa, me assusta não haver um suspiro de saudosismo, de nem pensar no que se deixou de viver. Muito medo de quando a vida começa a não valer nada para os bons.

    • Carlos Prado Postado em 10/Jun/2015 às 14:57

      Ouviu, Felipe? A discussão do aborto deve ser vista dentro duma ótica utilitarista que permita melhor que os argumentos a favor não sejam rebatidos. Dentro deste utilitarismo só falta então uma maneira de voltar a defender a eugenia sem ficar feio, incentivar as pessoas pobres a abortar para que não atrapalhem a vista dos progressistas e estes possam colocar nas suas lindas estatísticas de como eles acabaram com a pobreza.

      • poliana Postado em 10/Jun/2015 às 16:08

        se foi isso q vc entendeu do meu post, paciência, carlos prado. n vou perder meu tempo debatendo uma questão tão séria como essa com vc.

      • Felipe Postado em 10/Jun/2015 às 17:27

        Poliana não sei se é mae, mas quem é mae ou pai sabe o que estou falando é uma vida que está em jogo, muito fácil não apoiar a pena de morte (eu TB não apoio) mas querer legalizar a morte de futuros seres humanos....vai entender

      • poliana Postado em 10/Jun/2015 às 23:10

        felipe, se vc for ver os dados oficiais sobre o aborto no brasil, o número de interrupções praticadas ao ano (800 mil, segundo o ministério da saúde), e a quantidade de vítimas fatais decorrentes de procedimentos feitos em clínicas clandestinas (a maioria mulheres negras e pobres, pois as ricas e as de classe média fazem tudo nas melhores clínicas do país), iria me entender qdo falo q a discussão deve ser feita sobre o prisma da saúde pública.

      • felipe Postado em 11/Jun/2015 às 09:13

        Olha como é estranho, para maioridade penal dizem que não adianta prender que deve se investir em educação, agora para o aborto deve-se matar a criança em vez de dar educação para que a gravidez indesejada não ocorra.... complicado né? Pessoal não muda o disco e sempre quer colocar a palavra negro e pobre para se justificar algo, como se ser negro ou pobre te vivesse menor que qq outra pessoas mas enfim... volto a te falar a criação tem que ter o direito de viver.

      • poliana Postado em 11/Jun/2015 às 14:15

        felipe, se os negros e pobres são citados nessa situação, é pq essa população é q vive em constante estado de vulnerabilidade social no país. e sua comparação com a redução da maioridade e com o aborto n tem nada a ver. são duas situações totalmente diferentes. é justamente por viverem em estado de vulnerabilidade social histórica no país, é q a redução da maioridade penal n é o caminho correto a se seguir neste momento. primeiro dê direitos a essas minorias, reconheça-lhes tb como sujeitos de direitos e n apenas como bandidos e cidadãos marginalizados. a partir de então, conversamos sobre a redução da maioridade penal. mas enfim, esse n é o assunto da matéria em questão.

      • poliana Postado em 11/Jun/2015 às 14:17

        e ok, quer vc queira, quer não, vc achando a maternidade e a paternidade uma benção de deus, quase um milhão de abortos são feitos anualmente no brasil, e a maioria deles em clínicas clandestinas, matando milhares de mulheres, POBRES E NEGRAS em sua maioria. se isso pra vc n é importante, tudo bem. continue fechando os olhos pra essa realidade. é mais fácil seguir o caminho da hipocrisia. finja q está tudo bem e deixe as coisas como estão.

      • felipe Postado em 11/Jun/2015 às 15:57

        Se você acha que a solução é legalizar a morte de bbs inocentes que não pediram para nascer, é uma opinião sua e fechar os olhos é legalizar esse procedimento... imagina a cena...engravidei sem querer....a sim vou la abortar que se resolve tudo, pobreza e cor não se define caráter nem honestidade muito pelo contrário, tenho certeza que a maioria das pessoas que abortam são pessoas com boa renda fato é que uma materia publicada aqui no PP diz que mais da metade ganha até 5 salários mínimos. Desculpe, mas é a mesma coisa que se decretar a morte de uma pessoa essa é minha opinião.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 10/Jun/2015 às 18:00

      Poliana está correta como de praxe. Aliás sinto falta de mais mulheres falando desse assunto, que deve sim, ser tratado EXCLUSIVAMENTE sob o prisma de saúde pública. Engraçado como chove homem cagando regra sobre como a mulher deve proceder. Eu não gosto de frases-feitas, mas tem uma que é realmente linda: se homem engravidasse, haveria uma clínica de aborto em cada esquina, como existem botecos. E as mulheres pouco iriam pitacar a respeito do assunto.

      • felipe Postado em 11/Jun/2015 às 09:17

        O homem que é homem de verdade (acho que não é o seu caso) apoia a mulher nesse momento, eu fui em todas (todas) as consultas do pre natal de minha esposa, todos os ultrassons e me emocionei com todos eles ao ver em 3D o rostinho do meu anjinho que estava para nascer, se existissem homens menos turrões e duros de coração como você talvez a mulher se sentisse mais segura em saber que a gravidez apesar de ser da esposa é a continuidade de uma vida que foi gerada a dois.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Jun/2015 às 10:45

        Não seja burro, menino. Eu tambem sou pai e não sou adepto do aborto. Tambem fui em todos os ultrassons e ao contrário de você nem me vanglorio, porque isso é obrigação mínima, é o be-a-bá da paternidade. Quem se vangloria de fazer obrigação é bobo. O que vocês, coxinhas analfabetos, tem que entender, é que não é porque eu não faria um aborto na esfera particular da minha vida que eu devo ser contra a abordagem do aborto enquanto problema de saúde pública. Eu sei que parece sutil, mas na verdade há uns 400 anos-luz separando as duas posições. No mais, eu repito: se homem engravidasse, abortar seria algo no patamar de cortar o cabelo ou comprar uma camiseta. Algo banal e prosaico.

      • felipe Postado em 11/Jun/2015 às 11:24

        bla bla mimimi coxinha burro bla bla cara muda o disco o velho discurso arcaico e repetitivo de sempre, eu apenas citei que o homem de verdade nunca e jamais apoiaria um aborto como o idiota marido da suposta matéria fez. Entenda que não é só caso de saúde pública não, é de educação também pois quem apoio mais educação para o menor (em vez de cadeia) e a re-socialização em vez da pena de morte, deveria ter pelo menos um pouco de humanidade e sensibilidade com as crianças que não pedem para nascer. Olhe para seus filhos (como vc disse que é pai) e imagina que muitas pessoas abortam pelo simples fato de nao querer a criança como a mulher da suposta matéria isso é totalmente desumano. E como dito aqui, percebe-se nas palavras a quantidade de justificativas que mostram claramente o remorso.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Jun/2015 às 14:37

        Menino felipe...você não "apenas citou". Você citou e disse que achava que eu não era homem de verdade blablabla...tanto faz...a verdade é que não adianta tentar me sensibilizar, "olha pro teu filho mimimi moralista"...eu não fiz aborto, não aconselhei isso, e sou favorável a ele para a mulher que queira faze-lo, devidamente regulamentado. Não é assim que se pensa em políticas públicas, "olhando pros meus filhos, veja como sou moralista e fiscal da vida alheia". Aborto deve ser encarado sobretudo enquanto PROBLEMA DE SAUDE PUBLICA. Educação entra aí, óbvio, ninguém é burro de negar. Mas a partir do momento em que tanto aborto é feito, e tanta mortes maternas acontecem por conta exclusiva destes abortos - feitos em grande quantidade em clinicas clandestinas - , torna-se NECESSARIAMENTE um problema de saúde pública sobre o qual o governo deve atuar imediatamente. E quem morre não é a madame. Não é a patyzinha. Madame e paty pagam por uma clinica AAA++D'Or. Quem morre é a pobre e preta que junta os trocados de uma vida inteira pra ir no primeiro açougue que encontra, isso quando não faz em casa com o primeiro objeto pontiagudo que encontra pela frente, evidentemente morrendo horas depois. Aquela que se morrer - e geralmente morre - tem gente que até fica feliz, assim como ficam felizes quando o pretinho da favela morre baleado pela PM-maquina de matar preto e pobre numa madrugada qualquer...."ainnn um bandidinho a menos no mundo". Esses abortos vão continuar acontecendo independente de toda essa filosofia, garoto. Está tudo bem pra você se continuar morrendo brasileiras a rodo? Pra mim não está.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 11/Jun/2015 às 14:39

        Sinto sentindo falta de mulheres. 40 homens cagando regra sobre aborto é um absurdo imensurável.

      • Felipe Postado em 11/Jun/2015 às 21:51

        Blabla preto pobre todo assunto VC cita isso é muito estranho mas enfim olhe as estatísticas inclusive informadas aqui no PP antes de falar que pobre faz aborto li numa matéria aqui que mais de 60% são mulheres que ganham até 5 salários mínimos entenda estude e não tire suposições antes de falar que o pobre e o preto vive fazendo coisa errada.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 12/Jun/2015 às 11:07

        Não seja burro, menino. Eu não disse que é a preta-pobre que faz abortos. Mulheres de todas as categorias fazem, continuarão fazendo e nada vai mudar isso. Aliás isso é sabido por qualquer idiota. TODO TIPO de mulher faz. Eu disse que é a preta-pobre que MORRE por consequencia do aborto, seja ele numa clinica clandestina, seja feito em casa enfiando uma agulha de tricô. As estatísticas estão aí. Entenda, estude, leia a lingua portuguesa, interprete textos melhor antes de concluir insanidades.

  2. André Nelson Postado em 09/Jun/2015 às 23:42

    Sou totalmente contra o aborto, tenho duas filhas, e caso venham a engravidar, seja de que forma for, não aceito aborto. Um erro não concerta o outro. Mas, cada um faz o que quer de suas vidas. Como podemos nos manifestar e talvez votar, o meu é contra, sem mais polêmicas.

    • Pedro Accioli Postado em 10/Jun/2015 às 08:39

      Mas e em casos de estupro?

      • Lopes Postado em 10/Jun/2015 às 22:56

        A sua resposta já está clara no texto do André Nelson!

  3. João Paulo Postado em 10/Jun/2015 às 07:19

    Na hora que o calo aperta é que abandonamos certas ideias "corretas moralmente". O aborto é importante para a mulher, pois assegura a possibilidade de dispor de seu corpo da forma como julgar melhor. Outrossim, o feto é beneficiado. É melhor interromper a gestação a gerar uma criança mal amada ou em lar inadequado (financeiramente ou moralmente). Creio que o aborto é algo que naturalmente será aceito com o tempo, conforme o amadurecimento da população e a diminuição da influência de religiões.

    • felipe Postado em 10/Jun/2015 às 09:46

      Verdade não quer mata a criança para ela não sofrer depois, simples assim

      • Lopes Postado em 10/Jun/2015 às 22:57

        Usando o seu argumento, pode-se matar qualquer um para evitar um sofrimento posterior?

      • Lopes Postado em 10/Jun/2015 às 23:00

        Por que a justiça não facilita a doação de bebês recém-nascidos! Existem várias mulheres que adorariam receber uma criança recém-nascida para criar com muito amor. Eu por exemplo, sentiria a pessoa mais feliz do mundo nesse caso.

      • Dirceu Postado em 11/Jun/2015 às 00:58

        Lopes, que eu saiba a justiça facilita, sim, a doação de recém-nascidos deixados para a adoção. E candidatos a pais adotivos não faltam. O que ela dificulta é a adoção de crianças que são retiradas dos pais por abuso, maus tratos, etc. Essas ficam jogadas no orfanato por 5, 10 anos, até que sejam velhas demais para alguém querer. Sou um cara de esquerda. Mas não apoio aborto fora dos casos já previstos em lei. Se não quer a criança, tem muita gente que quer. Muita mesmo. Hoje existem mais de 30 mil famílias na lista de espera por uma criança. Em vez de presumir que é melhor que ela morra ainda no ventre porque senão ela vai ter uma vida miserável por ser indesejada, por que não dar ao menos uma chance a essa criança e a uma família que a queira? Outra coisa. Na imensa maioria dos casos que a pessoa pensou em abortar mas não o fez, depois que a criança nasceu ela acabou sendo aceita e amada pela própria mãe biológica. É fácil você odiar algo enquanto pensa nela como uma "coisa", um "corpo estranho invasor". Mas o tempo muitas vezes consegue transformar esse sentimento em um amor verdadeiro.

      • João Paulo Postado em 11/Jun/2015 às 02:06

        Existe uma "pequena diferença" entre o feto no estado inicial da gravidez e um bebê. Isso se aprende na escolinha (nosso ensino é ruim, mas nem tanto) ou no professor Google, basta um pouco de esforço.

      • felipe Postado em 11/Jun/2015 às 09:20

        João Paulo, independente disso ja é uma vida e em muitos caso (muitos mesmo) o aborto é feito em mulheres em estado avançado de gravidez.

  4. Junipero Postado em 10/Jun/2015 às 08:14

    Acredito que há muito que debater do ponto de vista filosófico sobre o que é a vida e quando uma célula se torna um humano. É extremamente problemático falar disso, por ser um dos maiores tabus, e um dos quais as pessoas jamais revelam seus reais pensamentos, sempre recorrendo a uma moralidade superficial e simplista. esse é o problema: estamos falando de mulheres, de úteros, de células e embriões, de leis, de livre arbítrio, e quanto as pessoas sentam para debater isso a primeira coisa que fazem é correr atrás de uma bíblia. não desprezando os valores espirituais atrelados a gestação, mas mesmo os defensores dos embriões tem que entender que nem sempre "viver" e defender esse direito é a resposta para tudo. A maioria dos médicos sabe que nem todo feto pode sobreviver e sabem quando é hora de interromper uma gravidez, e mais isso pode ainda tirar a vida da mãe. Bom, isso seria apenas um tipo de aborto, o que é obviamente, como anencefalia, estupro, mal formação, riscos para ambos, gravidez infantil, além dos espontâneos. Agora temos outro, o simples e deliberado aborto comum, no qual a mulher decide por conta própria interromper a gravidez por motivos que dizem respeito a ela (afinal é ELA que está gravida). A cada segundo que passa uma célula deixa de ser apenas uma para caminhar em direção a uma formação. Por incrível que pareça, muitos não conseguem diferenciar a “gravidez de um dia” de a de nove meses, tratando as duas como se fossem a mesma coisa. Além disso ainda a mais um problema: a marginalidade do processo: muitas mulheres morrem em clinicas clandestinas e no Uruguai por exemplo, onde o aborto foi descriminalizado, o caso de mortes de mulheres diminuiu muito. Curiosamente a desistência dos abortos também. Imagino que o mesmo possa acontecer em outros países. Sobre a gravidez indesejada, a respeito dos meios de como meios de evita-la, é algo que embora seja fácil (demais) devido ao acesso aos meios como preservativos e anticoncepcionais, parece que acabou se tornando mais difícil quanto a informação, onde mostra mais uma vez o lado inútil dos meio de comunicação. Apesar das emissoras de TV gabarem-se de serem modernas e cheias de prêmios, não tem a menor boa vontade de prestar um serviço de utilidade publica, e quando o fazem é tão tímido que chega a ser dúbio. Quase como se tivessem medo de falar de certos assuntos. Não ha uma campanha contra drogas descente, como se tivessem medo de traficantes, não há uma contra violência domestica, como se tivessem medo de maridos e esposas violentos (surpresa ? também a mulheres violentas...), e incentivo ao uso de preservativos salvo no carnaval, com campanhas em geral toscas, que fazem levar a crer que o ato sexual, que pode ser presencialmente feito como um ato de carinho, está mais para um ato de imprudência.

  5. Rodrigo Postado em 10/Jun/2015 às 16:13

    (Outro Rodrigo) Um Senhor de Engenho não poderia ter buscado se apropriar do corpo de um escravo e dizê-lo seu, do mesmo modo que o homem não poderia ter buscado apropriar-se do corpo de mulher e filhos, dizendo-os propriedade sua. No mesmo sentido, a mulher não pode querer confundir seu corpo com outro, em formação ou não, não podendo decidir quando à vida, ao nascimento e ao desenvolvimento de outrem. Ao abortar, pois, estará decidindo, na prática, quanto ao direito alheio a nascer. A mulher, pois, tem a capacidade de gestação de um outro ser, mas não de si mesma, aí residindo a inconsistência do argumento "decidir sobre o próprio corpo", ou ainda "direitos de fertilidade" ou "direitos reprodutivos". Com a geração de novo ser, pois, cabe a presente reflexão: estou confundindo direitos alheios com os meus, decidindo quanto à vida de outro ser, à sua geração; estou me apropriando de outro corpo e tolhendo o direito à vida de outrem?

    • Lúcio Sátiro Postado em 10/Jun/2015 às 17:50

      Sou um homem de mentalidade liberal, defensor convicto do livre mercado e do capitalismo e sou fervorosamente CONTRA o aborto.Os asquerosos esquerdopatas, de mentalidade psicopata e assassina (que se prova por seu gosto pela violência de classes marxista e pela defesa dos "direitos dos manos", pois adoram proteger bandidos que em sua visão doente, são o bom selvagem do Rousseau), e que mataram 120 milhões de pessoas principalmente o Leste europeu, esses porcos esquerdistas amam afirmar que só conservadores religiosos (como se só existisse a Direita Conservadora, e como se proteger um inocente fosse um crime) são contra o aborto. Então , como um liberal, deixo aqui as palavras de Ron Paul sobre o assunto, com as quais inteiramente concordo. Ei-las: " (O aborto é defendido pro alguns como um caminho para a liberação e para a responsabilidade pessoal da mãe. O argumento é que nem o Estado nem qualquer outro ser humano tem o direito de dizer à mãe o que fazer com o seu próprio corpo. Parece correto, certo. Nem tanto. Tal postura convenientemente ignora o fato de que dentro da mãe jaz uma entidade que é completamente distinta dela. Portanto, está havendo uma troca de liberdades e direitos. A mãe está ganhando direitos e privilégios especiais, ao mesmo tempo em que a criança está perdendo seus direitos. Um lado está ganhando às custas do outro." Aduzo de minha parte, outras observações de cunho lógico, baseado nas palavras de Ron Paul: se o argumento dos abortistas é de que nem o Estado e nem pessoa algum tem o direito de dizer para uma mãe o que fazer com o seu corpo, e se ela pode assassinar alguém que NÃO é ela mas sim seu filho....se o Estado não pode se meter numa questão grave como essa ,então o mesmíssimo Estado não pode interferir em nenhum aspecto da Economia e em nenhuma outra esfera da v ida provada de seus cidadãos. Se o Estado pode permitir que alguém cometa livre e impunemente um assassinato,então estão abolidos todos os impostos, todo o Código Penal, ninguém mais seja preso por furto, roubo, estupro, falsidade ideológica, crimes contra a ordem financeira e etc, pois simplesmente o Estado não tem qualquer requisito moral para cobrar coisa alguma dos cidadãos.Sendo a vida o maior de todos os direitos, ao chancelar a pena de morte para inocentes, o Estado rejeita a própria Constituição que, no caso do Brasil, proíbe pena de morte até mesmo para assassinos comprovados. Fim do Estado, o Estado se quer ser mínimo ao se eximir desse grave delito, que seja também mínimo em outras áreas muito menos graves e abusivas da vida social.

      • Priscila Postado em 16/Jun/2015 às 01:07

        Que argumento esdrúxulo. Se o ente em questão fosse completamente dissociável do corpo da gestora seria o caso de removê-lo e deixá-lo desenvolver-se, por conta própria, num ambiente extra-uterino. Isso não ocorre. É o corpo da mulher em questão e a necessidade doentia de determinados homens em manter o controle sobre algo que não lhes diz respeito.

      • Rodrigo Postado em 16/Jun/2015 às 16:55

        (Outro Rodrigo) Então o argumento é meramente utilitarista? Se não dá para remover, o mais razoável é poder eliminar?

  6. Lúcio Sátiro Postado em 10/Jun/2015 às 17:31

    O texto, altamente fajuto e possivelmente falso, embora isso não tenha muita importância, apenas demonstra a suja, corroída tática de colocar pessoas religiosas de um lado, e abortistas do outro, perpetuando o silogismo absurdo de que apenas pessoas religiosas são contra o aborto. Isso de um lado é uma mentira pois existem muitas pessoas que não professam qualquer religião e são contra essa atitude covarde, criminosa e cruel. De outro lado, só serve para mostrar o quanto pessoas verdadeiramente coerentes com a sua fé protegem uma vida inocente dos erros dos pais. Texto altamente tendencioso, ambientado para reforçar estereótipos. “ Podia conseguir anticoncepcionais numa clínica local, mas não era fácil chegar lá devido ao meu horário de trabalho, sem falar na vergonha enorme que eu sentia em pedir alguma coisa de graça. Tomávamos grande cuidado para sempre usar camisinha, mas, ao que parece, meu marido conseguia me engravidar mesmo estando do outro lado da rua.”. Essas foram palavras de uma pessoa estúpida, confirmando aquele velho ditado que diz “quem quer inventa um modo, quem não quer, arranja uma desculpa”. Se ela sentia vergonha, que mandasse o marido. A ideia do texto vai além, é inferir que pessoas de Direita são do tipo “opressoras” ao serem contra o assassinato de um inocente, ao contrário dos “progressistas” da esquerda, que sentam ,julgam e condenam à morte inocentes todos os dias e sem lhes dar a menor chance de defesa. E olha que mesmo no Brasil, até mesmo um adulto matador em série tem direito à defesa e ao contraditório. “Os argumentos apresentados sobre os supostos efeitos negativos do aborto para a saúde (câncer de mama, esterilidade, etc.) me pareciam fracos. Pesquisei mais e descobri que esses argumentos eram infundados. Muitos dos estudos que vinculavam o aborto a repercussões negativas para a saúde eram feitos por clínicas médicas declaradamente antiaborto, com perfis de pesquisa dúbios e táticas de reportagem também questionáveis. Parecia que, tirando a moral religiosa da equação, não havia uma razão forte para não fazer aborto, se a pessoa não quisesse estar grávida.” Aqui, a hipócrita se esmerou mesmo em quere arranjar uma desculpa para a injustiça brutal que iria cometer. Nesse ponto e por pura conveniência pessoal, ela queria arranjar qualquer tipo de indício ou pesquisa que corroborasse sua ideia assassina e livrasse sua consciência da vida inocente que sim, irá ser cobrada dela, não importa o que ela faça ou diga. Todos nós temos responsabilidades e seremos cobrados por nossas atitudes. “ Em seguida, pesquisei a adoção, novamente querendo sentir algum tipo de compulsão para fazer o que seria moral e decente, de acordo com a educação que recebi. Em muitos casos minhas pesquisas me levaram a centros de atendimento a grávidas em crise. Depois de perceber que suas mensagens de apoio e acolhida eram fundamentadas numa posição constantemente antiaborto (além de um discurso sexista rígido), não senti mais vontade de tratar com nenhum deles”. Aqui a irresponsável assassina coloca como ULTIMA RATIO para a sua ânsia assassina de conveniência, como “intransponível” obstáculo para cuidar de uma criança que deveria receber carinho e não a pena de morte,uma questão ideológica, sexista, moralista ou coisa que o valha. Nota-se que ela não teve qualquer intenção de salvar ou proteger a vida autônoma que ela carregava na barriga, mas que a ideologia foi mais importante que uma vida.

    • Fabio Postado em 10/Jun/2015 às 21:07

      Ela procurou justificar sua atitude o tempo todo. E a carta dela, mesmo que pareça o contrário, tem um forte tom de culpa.....e da tentativa de se eximir dela. Essa moça carrega uma culpa gigantesca. Não estou aqui discutindo se o que ela fez é certo ou errado (embora eu não concorde com o aborto, nas circunstâncias em que ela narrou, em absoluto), mas apenas constatando que ela continua sem convicção nenhuma do que fez. Apenas tenta justificar pra ela mesma...

  7. Fábio Postado em 10/Jun/2015 às 21:01

    Existe uma questão que muita gente se esquece. Até concordo que o aborto tem que ser tratado como uma questão de saúde pública e isso não pode ser ignorado. Além de casos de estupro, danos ao feto e á mãe, etc... Mas, desde a concepção, existe vida. De outro ser, não da mãe. A constituição atual põe a salvo, desde o momento da concepção, os direitos do nascituro. Por uma simples razão: o direito fundamental à vida, que não pertence mais à mãe (ela é apenas uma portadora). Não vejo como tratar o assunto do ponto de vista de que a mulher pode fazer o que quiser com o seu corpo (e até acho que pode, em qualquer outra circunstância). Pela simples razão de que, dentro dela, existe outro ser, do qual ela não pode simplesmente dispor ao seu bel prazer, pois se trata de outro ser vivo. Sou de esquerda, sou progressista, sou contra a pena de morte, contra a redução da maioridade penal, a favor de programas de inclusão social, não sou religioso, etc. Mas, no caso do aborto, tenho muitas dificuldade de entender casos como o acima relatado, em que a vida da criança jamais foi considerada e ninguém pode defender, mas apenas a vontade de uma jovem irresponsável. Isso, acima relatado, nada teve a ver com pobreza, dificuldades financeiras, doença, abandono do pai, etc... foi apenas uma conveniência de uma jovem que não sabia nada da vida. E, com isso, não posso concordar.

    • marina Postado em 20/Feb/2016 às 01:05

      concordo inteiramente com sua explicação e ponto de vista Fábio. Eu sou super a favor da igualdade de direitos, de mais espaço para mulheres,da liberdade sexual de mulheres ser desestigmatizada na sociedade,tal qual a dos homens é,entre várias outras coisas. Mas no caso específico do aborto,eu acho que é algo como "falta de respeito" não considerar os direitos do embrião/feto que está lá e já possui vida,e que por vezes perde seu direito de viver apenas por vontade da mulher que o carrega momentaneamente. Penso que entra numa questão muito próxima de outra apresentada aqui. Se o homem não deve dizer sobre o corpo da mulher, pois não é seu, também a mulher não deveria poder decidir sobre interromper o desenvolvimento da vida de outro ser humano que já existe e se desenvolve em si, pois este não tem nem chance de dar seu consentimento,se defender.E já não é mais corpo da mulher,é outro,embora dependa dele temporariamente.Entendo que os direitos reprodutivos e sexuais se exemplifiquem em outras questões: anticoncepcionais,ligaduras,etc,que dizem respeito exclusivamente ao corpo da mulher,sem interferir no direito de outrem. Existe um problema a ser solucionado aqui, muito urgente e pulsante, que é sim questão de saúde pública no Brasil, mas deveríamos incentivar uma alternativa que diminua esse ferir de direitos humanos. E aliás,existem já, afinal,segundo as pesquisas,se metade da diminuição de casos de aborto se deu pela legalização,a outra se deu pela informação,conscientização e distribuição democrática de métodos contraceptivos. É esse último que deveríamos reforçar e usar de forma eficiente, é o que mais resguarda os direitos das mulheres, das comunidades periféricas carentes e também o dos fetos.