Redação Pragmatismo
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Barbárie 18/Jun/2015 às 10:37
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Homem branco abre fogo em igreja de comunidade negra e mata 9 nos EUA

FBI abre investigação de crime de ódio após ataque a igreja de comunidade negra em Charleston. Polícia procura autor de massacre que matou ao menos nove nos Estados Unidos. Entre as vítimas estava um senador estadual democrata

Charleston massacre igreja negros EUA
Imagens do principal suspeito do massacre em Charleston (divulgação)

Nove pessoas foram mortas na noite desta quarta-feira após um homem abrir fogo em uma igreja histórica da comunidade negra em Charleston, no Estado americano da Carolina do Sul.

Oito das vítimas morreram dentro da igreja Emanuel African Methodist Episcopal Church e a nona pessoa acabou morrendo no hospital, segundo o chefe da polícia da cidade, Gregory Mullen. Um dos fiéis está hospitalizado.

“Eu acredito que tenha sido um crime de ódio”, afirmou Mullen, acrescentando que o FBI está liderando as investigações por conta das proporções do tiroteio.

O prefeito Joe Riley dise que o crime é “uma tragédia indescritível e desoladora em uma igreja histórica.”

“A única razão que pode levar alguém a entrar em uma igreja e matar pessoas rezando é o ódio. É um crime totalmente incompreensível. Mas vamos levar essa pessoa à Justiça o mais rápido possível.”

A polícia agora está em busca do suspeito pelo crime, um “homem branco com cerca de 20 anos, usando uma camiseta cinza, jeans azul e botas”.

Ele disparou contra os fiéis da igreja durante uma solenidade que ocorria no local, por volta das 21h (22h de Brasília). O pastor da igreja, o senador Clementa Pinckney, está entre os mortos.

Um grupo de fiéis se reuniu próximo à igreja para rezar. “Agora, queremos respostas”, disse um deles a jornalistas.

Jeb Bush, pré-candidato republicano à presidência dos EUA, cancelou um evento que faria em Charleston nesta quinta-feira por causa do tiroteio.

Já a pré-candidata democrata Hillary Clinton, que participou ontem de um ato eleitoral na cidade, tuítou: “Notícias terríveis de Charleston. Meus pensamentos e minhas orações estão com vocês”.

A Emanuel African Methodist Episcopal Church é uma das mais antigas dos Estados Unidos. Denmark Vesey ─ um dos fundadores do templo ─ liderou uma revolta de escravos fracassada em 1822.

Confira as principais coberturas internacionais sobre o massacre em Charleston: CNN | NYT | Washington Post

com informações de CNN, BBC e Opera Mundi

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Comentários

  1. Line Postado em 18/Jun/2015 às 14:22

    Ele já foi preso e de acordo com muitas declarações dele e de alguns detalhes, o crime foi por motivos racistas mesmo.

  2. Eduardo Ribeiro Postado em 18/Jun/2015 às 15:15

    Aguardando os meninos-mijados do PP, os de sempre, pra levantar duvidas sobre o ocorrido. "Ainnnn...eu não tenho certeza se foi um crime motivado pelo racismo....tem que ver isso aí"...aliás, meu Face está em silêncio. Se fosse um preto atirando numa igreja de brancos...se bem que me lembrei que "não existe racismo no Brasil", então estamos livres dessas coisas....né?

    • Eduardo Ribeiro Postado em 18/Jun/2015 às 17:31

      Chegou o primeiro. "Foi aleatório, não foi ódio racista". Curioso ele não ter despejado a saraivada de balas aleatoriamente num shopping, no metrô, num cinema ou numa escola qualquer, onde alvejaria brancos e pretos indistintamente. Mas ele não fez isso, ele foi específico: despejou centenas de tiros numa igreja majoritariamente de negros. Ah, sim...foi aleatoriedade, ele foi especificamente nesse lugar mas ele não queria matar pretos...as mortes de negros foi um azar da vida, aleatoriedade.....tá serto...falta o jênio do PP pra dizer que "não foi racismo, se os mortos cobrissem a testa usando uma franja não morreriam".

      • Eduardo Ribeiro Postado em 19/Jun/2015 às 09:58

        Ok. Arregue e leve a aleatoriedade junto.

  3. Line Postado em 19/Jun/2015 às 10:07

    A cara dos EUA, racismo e belicismo sempre juntos. Tem ainda gente ("mascus" em sua maioria) que gostariam de ver rapazes ganhando armas de presente de aniversário no Brasil para posar de "justiceiro" para matar negros/pobres e ainda sendo criados a acreditar que não existe racismo no Brasil. Juntando tudo isso a coisa não ficaria muito diferente de lá. Quanto aos EUA, já passou da hora de haver alguma discussão por lá sobre o uso indiscriminado de armas por qualquer um. Muitos pais racistas e misóginos dão armas aos filhos como sinônimo de "masculinidade e superioridade".