Redação Pragmatismo
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Racismo não 07/May/2015 às 15:47
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O desabafo de uma mãe de filha negra e o racismo na infância

Garota gravou as ofensas raciais no WhatsApp e enviou os áudios para a mãe com os seguintes dizeres: “Olha como eu sofro”. Em choque, mãe publicou um desabafo sobre o caso da filha e lançou um alerta para outros pais. “Imaginem quantas crianças passam por isso todos os dias e não fazem nada, por medo ou por vergonha”

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Lorena, de 12 anos, e a mãe Camila. (Imagem: Facebook/Global Voices)

Fernanda Canofre, Global Voices

Desde que Camila dos Santos Reis consegue lembrar, a filha Lorena, de 12 anos, sempre foi uma menina doce, que gosta de correr pelo Parque Ibirapuera, em São Paulo, e assistir desenhos da Disney. No entanto, desde a volta às aulas esse ano, Lorena estava diferente — mais quieta, retraída. Era uma noite de março quando Camila recebeu uma ligação da escola avisando que Lorena seria transferida de turma porque “os colegas não se adaptaram a ela”.

Foi difícil para Camila entender. As duas sempre foram muito próximas, era estranho que Lorena não tivesse contado nada. Quando a mãe a procurou, ela explicou: tinha vergonha. Desde o início do ano letivo, Lorena — que é negra — estava sofrendo bullying e racismo na escola.

No mesmo dia em que Camila recebeu a ligação, Lorena havia procurado a direção para reclamar dos ataques. Mas, segundo Camila, a escola só tomou medidas para identificar quem estava por trás dos atques duas semanas depois. Quando os outros alunos souberam que Lorena teve que nomear os agressores, acabou sendo confrontada, como conta o post da página Preta e Acadêmica:

No espaço da escola, seus “colegas” começaram a questionar sobre o ocorrido, e como ela pode ter os dedurado, iniciando uma gritaria contra a criança, que correu para os braços da diretora do colégio. A diretora, que “já está de saco cheio dessa história” (palavras da própria), resolveu fazer uma acareação. O resultado? Lorena teve que pedir desculpas para seus agressores.

Por fim, a diretora perguntou se a menina gostaria de trocar de turma e Lorena, cansada, aceitou.

Quatro dias depois, as coisas pioraram. Como Camila contou em seu perfil do Facebook, compartilhado por mais de 74 mil pessoas, Lorena lhe enviou uma mensagem com a frase: “Olha como eu sofro”, seguida de uma série de áudios.

(…) coloquei meu fone no ouvido, e apertei o botão “REPRODUZIR”, que susto eu levei… logo a primeira frase gritada em alto e bom som foi “SUA PRETA, TESTA DE BATER BIFE DO CARA*****”, foram 53 segundos de ofensas horrorizantes, palavrões ofensivos, a nível físico, racial e por incrível que pareça sexual, vinda de um garoto de aproximadamente 13 anos morador do condomínio onde vivemos.

Um grupo formado por 20 crianças — alguns da escola de Lorena, outros, seus vizinhos em São Bernardo do Campo — usaram um grupo no Whatsapp para seguir com as agressões contra Lorena. Camila conta no mesmo post:

Pedi para ela me mandar todos os áudios que tinha recebido, uma sequência de mais de 20 áudios aproximadamente, então percebi que os áudios estavam sendo enviados de um grupo de amizade da qual ela faz parte. Todos os participantes do grupo são do condomínio, onde 2 meninos a ofendiam enquanto alguns outros incentivavam as ofensas.

As frases que mais marcaram e mais me assustaram foram:

“SUA PRETA, TESTA DE BATE BIFE DO CARA******!”
“EU SOU RACISTA MESMO, QUANDO EU QUERO SER RACISTA EU SOU RACISTA, ENTENDEU?”
“TODA VEZ QUE EU ENCONTRAR ELA NA MINHA FRENTE EU VOU ZUAR ATÉ ELA CHORAR”
“VOCÊ VAI FICAR NESTE GRUPO ATÉ VOCÊ CHORAR”
“CABELO DE MOVEDIÇA, CABELO DE MIOJO, CABELO DE MACARRÃO”

Muitos dos colegas ficaram quietos e preferiram não se manifestar, um deles até saiu do grupo quando as ofensas começaram, teve outro que se revoltou e disse que estavam passando dos limites e que aquilo já era desrespeito demais.

Entrei em choque, diante de tantas agressões psicológicas, tamanha inconsequência dessa juventude que ainda nos dias de hoje se comporta de maneira tão cruel, não posso encarar essa situação como “coisa de criança”, racismo nunca foi coisa de criança.

Por envolver menores de idade, o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar. Dentro da escola, não houve nenhuma punição aos agressores ou mesmo uma tentativa de abordar a agressão com os envolvidos.

Em entrevista ao Global Voices, Camila revelou que isso foi o que a deixou mais indignada.

“É o errado vencendo o certo, trocou de turma, mas os alunos não foram conscientizados do erro que estavam cometendo, e nos corredores da escola quando se encontrassem, como seria? Eles iam continuar ofendendo ela? Recebi uma ligação da escola no período da noite me informando que ela seria trocada de turma porque não houve uma adaptação. Como assim? E na sociedade aonde eu coloco ela?”.

“Não é bullying, e sim racismo”

O que aconteceu com Lorena parece denominador comum na infância de alunos negros. É a experiência de vida de milhares de meninas negras que passam pelos anos de escola tendo que ouvir piadas sobre seus cabelos e a cor da pele. Todas vítimas de racismo, não bullying.

Para diferenciar as duas formas de preconceito, em 2013, um grupo de 21 mulheres negras resolveu reunir suas histórias de escola no livro “Negras (in)confidências: Bullying, não. Isto é racismo”, onde explicam:

As organizadoras fazem questão de afirmar que o que ocorre com as crianças negras não é bullying e sim racismo, pois, no primeiro caso, a maior parte das agressões acontece sem a presença dos adultos e os que sofrem a agressão tendem a cometer atos de agressão por terem sofrido agressões, mas não falam sobre o assunto. O racismo, no entanto, é uma ideologia que afirma uma raça superior a outra; a ideologia é tão difundida que as agressões ocorrem tanto na presença de adultos, como os mesmos as promovem, assim, mesmo que as crianças procurem ajuda na escola, não a obterão, o que aumenta a sensação de injustiça e solidão. Acreditam que o bullying inferioriza e o racismo, para além de inferiorizar, desumaniza o ser humano.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Institucional de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2009, mostrou que o preconceito étnico-racial é o segundo mais forte nas escolas brasileiras, atrás apenas de preconceito por questões físicas, como obesidade. O estudo ouviu professores, funcionários e alunos de 500 escolas em todo o país. Apenas 5% dos entrevistados eram negros.

Em 2003, a assinatura da lei 10.639, tornando o ensino da “História e Cultura Afro-Brasileira” temática obrigatória nas escolas, parecia anunciar uma mudança no sistema. Mas não foi bem assim. Dez anos depois, num artigo na Revista Fórum, o professor Dennis Oliveira, membro do Núcleo de Pesquisas e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro (Neinb), apontou entre os problemas na implementação da lei a resistência de cursos superiores de pedagogia em incluir a matéria no currículo e, consequentemente, a falta de professores com formação nela.

Viviane de Paula, em artigo publicado no site Blogueiras Negras, afirma que “o ambiente escolar é ainda agente opressor para muitas identidades”, algo que tanto o Estado quanto as comunidades escolares ainda não conseguem reconhecer:

A escola, sem dúvidas, é um espaço sócio-cultural que deve aceitar e, sobretudo, discutir amplamente a pluraridade cultural, até mesmo como uma maneira de desconstruir preconceitos. O que muitas vezes presencia-se nas escolas são atitudes de descaso e silenciamento por parte da gestão escolar. Observa-se que os gestores de instituições públicas e privadas não se posicionam: é mais fácil esconder, do que problematizar.

#SomosTodasLorena

Depois de tudo o que aconteceu na escola, Lorena só queria ver o pai, a mãe e a melhor amiga. “Isso gerou uma insegurança muito grande nela, além da resistência em ir para a escola, ela está tendo muita dificuldade de dormir, acorda de madrugada e não consegue mais pegar no sono, e o apetite dela diminuiu muito”, contou Camila em entrevista ao GV.

Ainda assim, o apoio que Camila encontrou nas redes sociais desde que contou a história da filha revela que a internet se abriu como espaço de afirmação a tudo aquilo que é ignorado fora da rede. “Diante da proporção que este caso tomou e da quantidade de mensagens de apoio, ajuda e carinho que recebemos, acredite, existem muito mais pessoas do bem do que do mal”, comentou em entrevista ao GV.

Logo após a publicação do relato no Facebook, um sociólogo escreveu para Camila se oferecendo para realizar um treinamento com o corpo docente da escola sobre medidas socioeducativas a serem tomadas nesse tipo de situação. A escola aceitou, mas depois voltou atrás.

Segundo Camila, ainda há muito para acontecer até a conclusão do caso. A hashtag #SomosTodasLorena começou a circular mostrando mães e comunidades dedicadas a exaltar os cabelos crespos, como o grupo As Vantagens de se Enrolar.

Desde que sua história apareceu na internet, Lolô (como Lorena é carinhosamente chamada) adotou um black power. Um começo para ela descobrir como ela é linda e tem poder.

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Comentários

  1. poliana Postado em 07/May/2015 às 15:52

    qto draminha! tudo vitimismo, não é jose ferreira???!! tá "sertu"!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

    • José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 16:02

      Me chamou?

    • José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 16:08

      A menina tem a testa semelhante a da mãe. No ambiente escolar sempre existiu a "zoação" (não gosto de estrangeirismos), inclusive fui muito zoado por conta das minhas espinhas e pela minha timidez. É ruim, mas existe em todas as escolas do mundo, de um jeito ou de outro. Alguns jornais usam essas notícias para fazer falsas correlações. PS.: A menina é mestiça. O "movimento negro" não gosta, mas eles existem, de várias formas.

      • Silva Postado em 07/May/2015 às 16:44

        Até acredito que você passou por uma faculdade de História, Zé, o que duvido é que seja humano. Igual ser zoado por ter espinhas, com tudo o que a Lorena sofreu. O pior é que você procria, seus filhos serão como essas crianças, não tem como ser diferente. Verme igual a ti causam nojo.

      • José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 17:28

        Verme? Não precisa ofender.

      • poliana Postado em 07/May/2015 às 17:31

        jose ferreira, uma coisa é sofrer bullying por ter espinhas no rosto, outra coisa é ser diariamente ofendida e humilhada em razão de sua RAÇA! será q vc realmente n vê diferença nisso? e mais cruel ainda pela omissão e negligência da diretora em ignorar esse problema. é como se ela fosse igualmente racista e consentisse com tudo isso...vc se "prendeu" a ofensa acerca do tamanho da testa da criança pra comparar com a sua história, e qto as ofensas dirigidas à raça da menina, vc as ignorou??? tem certeza q é a mesma motivação?

      • José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 17:36

        A parte racial é um complemento da ofensa por conta de questões físicas. Quem ofende quer atacar de todos os lados. Se ela fosse deficiente, ele usaria isso também para ofender.

      • ebicet Postado em 07/May/2015 às 18:05

        Jose suas espinhas um dia sairam, que tem que fazer essa menina pata tirar o cor da sia pele, me desculpa mas é ridículo que vc compare o que vc sofreu com o q essa menina esta sofrendo. É por isso que este pais social e culturalmente nunca vai sair do subdesenvolvimento não interessa quantas riquezas tenham.

      • Sílvio Postado em 07/May/2015 às 19:11

        hahaha A lógica do José é a caricatura do conservadorismo hipócrita com o qual a sociedade fica emperrada para evoluir humanamente. "Ah eu sofri "zoação" e sobrevivi, então é lógico que as pessoas devem "aguentar" serem humilhadas, pois "faz parte" ". Se tem gente que acha que esse José representa a maioria dos cidadãos comuns, pode, infelizmente, estar correta. Mas, não deve, nem por isso, mas por dever social, se abater e sim se indignar ainda mais e combater ferozmente essa mentalidade imbecil e, acima de tudo, hipócrita e ilógica.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 00:03

        Eu não disse que era igual. Existem casos piores que o meu, como o dos meus colegas que eram zoados por serem gordos.

      • Ariadne Jacques Postado em 08/May/2015 às 00:24

        Gostaria muito de saber com qual dos seus progenitores seu cérebro de assemelha. Então, você realmente acredita que zoar ou outros, aqueles que são diferentes de você, é natural? As crianças vão à escola para serem educadas, refletirem sobre a condição vulnerável dos humanos etc. É no compartilhamento do conhecimento que elaboramos nossa diferenças e aprendemos a respeitar os demais. Olha! Isso não existe em todas as escolas. Sou professora e onde trabalho esses problemas são sempre encaminhados para a Direção Pedagógica, para que os especialistas possam nos orientar. O pior dos mundo é alguém, estúpido, naturalizando o absurdo, que é alimentar o preconceito racial. Isso não é brincadeira de criança!

      • Felipe Postado em 09/May/2015 às 13:02

        bico sujo, vc ainda quer agumentar algo, vaza daqui!

      • eu daqui Postado em 13/May/2015 às 09:17

        Quando era zoada na escola não me atingia pq em meu tempo a zoação não era violenta como hoje. Além do que, eu era zoada por ser cdf, por inveja dos burros e preguiçosos que não conseguiam um boletim como o meu. Hoje é diferente para pior: escolas são verdadeiros campos de guerra.

    • Juliana Postado em 07/May/2015 às 16:35

      É por causa de adultos ignorantes como vocês que surgem indivíduos tão insensíveis como estas que com sentimentos visíveis de raiva e de se acharem superior insultaram uma criança de doze anos. Não há raça negra ou branca, há raça humana. Esses adolescentes não tem culpa, a culpa são dos pais e da escola que com idade de raciocinarem bem, não o fazem e repassa para suas crianças o modo medíocre de serem. Lamentável!

  2. Roger, o irônico. Postado em 07/May/2015 às 16:06

    Essas crianças, é tudo brincadeira, gente...

  3. Diego Postado em 07/May/2015 às 16:08

    Normalmente eu procuro ser razoável e ponderado com relação à praticamente tudo na vida. Racismo não é uma coisa que eu enquadro dentro dessa categoria de coisas relativizáveis. Sou branco mas minha família é repleta de negros (inclusive minha mãe), e só de imaginar alguém fazendo isso com um parente meu, eu perco as estribeiras. Se um filho meu praticasse racismo dessa forma, quebraria-lhe os dentes a pancadas eu mesmo. Não tenho a menor paciência e paz no coração para educar racistas. Pra mim racista tem que ir é pra vala coletiva. Inclusive meia dúzia de palhaços fascistas, racistas e homofóbicos que vêm ao PP encher o saco vez ou outra. #Somos TodosLorena

  4. Fernanda Postado em 07/May/2015 às 16:09

    Estou chocada com a violência dessas crianças... que tipo de pais elas tem em casa? Francamente, não consigo nem formar uma frase pra classificar essa situação... Dolorosa a situação da Lorena. Espero que ela se recupere e se torne uma mulher forte... quanto a essas crianças e seus pais (que acredito que também devam ser responsabilizados) só desejo que medidas eficazes de educação sejam tomadas e como resultado, eles evoluam como seres humanos.

    • Fabricio Condé Postado em 07/May/2015 às 16:36

      Os pais estão em casa, chamando a Presidente de vaca, chamando qualquer um que queira a redução da desigualdade social de petralha..... e por aí vai... Essas coisas se aprende em casa.

  5. Silva Postado em 07/May/2015 às 16:21

    Respondo Fernanda, Pereira e José Ferreira, são esses tipos de pais!

    • Fernanda Postado em 07/May/2015 às 16:27

      Certíssimo Silva.

  6. Eduardo Ribeiro Postado em 07/May/2015 às 16:40

    Mas o Ali Kamel, o Pereira e o José Ferreira me disseram que não existe racismo no Brasil. Fiquei confuso.

    • José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 17:18

      Eu não disse que não existe racismo. Entretanto os casos devem ser analisados mentalmente, ao invés de emocionalmente.

      • Verônica Postado em 07/May/2015 às 17:22

        O emocional é só consequência do racismo.

      • José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 17:27

        Quando digo "emocional" seria por conta das pessoas que veem de fora.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 07/May/2015 às 17:33

        Você vê de dentro ou de fora? Quando você colocou a zoação por causa de espinhas e timidez no mesmo patamar do racismo criminoso que essa guria sofreu, sua análise foi mentalmente ou emocionalmente?

      • Eduardo Ribeiro Postado em 07/May/2015 às 17:36

        Quando sua análise foi estrategicamente seletiva focando apenas na testa da guria ao invés de notar que houve racismo e negligência da diretoria da escola com relação ao racismo, e mais do que isso, o poste mijou no cachorro pois a guria saiu como errada da história toda, foi uma análise emocionalmente ou mentalmente?

      • José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 17:37

        Mentalmente. Quando você se torna adulto a sua visão de mundo muda. Vai ser assim com os algozes da menina.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 07/May/2015 às 17:40

        Você realmente acha que colocar a zoeira por causa de espinhas no mesmo patamar do massacre que um negro sofre por conta exclusivamente de sua cor - como é o caso explícito dessa garota - é uma atitude digna de ser chamada de "analise mental"?

  7. Veronica Postado em 07/May/2015 às 16:51

    Educação vem de casa, e se as crianças agem assim, é porque certamente não são educadas no seu lar a respeito do que é certo ou errado. Certamente não há um diálogo entre pais e filhos a respeito de como todos somos iguais e como devemos respeitar uns aos outros. Infelizmente Lorena não foi a primeira e nem será a ultima criança a ser ofendida pela sua cor e cabelo. Essa situação só serve para demonstrar como somos hipócritas em relação ao racismo, em achar que ele não existe ou que apenas está na cabeça de uns, que não passa de blá blá blá, "até tenho amigos negros" ou até mesmo que não passa de uma "brincadeira". "Brincadeira" essa, que mate e fere, e que deixa a parte ofendida traumatiza o resto da vida. E o ofensor: ahh, ele só estava brincando!! Saindo ileso dessa "brincadeira" toda. E a sociedade: inerte, retrocedendo mil anos em alguns segundos com esse tipo de atitude. Colocando nas suas propagandas 6 pessoas, sendo apenas 1 negro, só para falar que não é racista. Faça-me favor!!

  8. José Ferreira Postado em 07/May/2015 às 17:33

    Uma solução para o caso da menina é usar uma franja, pois isso eliminará os comentários sobre a testa dela, que é tão grande quanto o da mãe. Estamos no mundo real, e devemos ser mais práticos para solucionarmos os nossos problemas. A apresentadora Eliana sempre teve também uma testa grande, mas usava franja e nunca falaram nada dela por conta disso. Fora que ela nunca teve espinhas ou era tímida, como este que vos escreve.

    • Carlos Postado em 07/May/2015 às 17:45

      E para a cor da pele, ela usa água oxigenada? Isso resolveria de forma prática "o problema dela"? Francamente...

    • Veronica Postado em 07/May/2015 às 17:48

      Acho que vc é desprovido de qualquer tipo de consciência moral e ética. O seu exemplo de comparação é uma mulher branca. Que legal!!

    • Silva Postado em 07/May/2015 às 17:50

      Não acredito no você escreveu, cara não é ofensa te chamar de verme, é elogio, "Quanto mais vejo pessoas como você mais amo minha vira-lata." Não deve ser normal, seria bom procurar ajuda profissional. Um ser totalmente desprovido de qualquer sentimento de humanidade é um monstro, não um verme. Ser como você leva vida achando que está imune a sofrimento, só que a vida não é sempre só alegria, dá voltas. Desejo que viva pelo menos até 80 anos, que sabe tem a chance de evoluir e ser considerado ser racional.

    • poliana Postado em 07/May/2015 às 18:51

      isso. vc tá certo. o problema é a testa da criança q é grande mesmo. n existe racismo no brasil não. tenho certeza q todo esse episódio, n teve nada a ver com a cor da menina, em q pesem as ofensas; "“SUA PRETA, TESTA DE BATE BIFE DO CARA******!” “EU SOU RACISTA MESMO, QUANDO EU QUERO SER RACISTA EU SOU RACISTA, ENTENDEU?” “TODA VEZ QUE EU ENCONTRAR ELA NA MINHA FRENTE EU VOU ZUAR ATÉ ELA CHORAR” “VOCÊ VAI FICAR NESTE GRUPO ATÉ VOCÊ CHORAR” “CABELO DE MOVEDIÇA, CABELO DE MIOJO, CABELO DE MACARRÃO”.........imagina, n existe racismo no brasil. basta fazer uma franja nela e tá tudo resolvido. ok, jose ferreira! continue assim..durma em paz a noite!

    • Stella Postado em 07/May/2015 às 22:27

      Tá de brincadeira, né? A solução para um caso de racismo é cortar uma franja? Ela é que mais uma vez tem de se adaptar à sociedade? Já não basta que os colegas não tenham se "adaptado" à ela, agora ela vai ter que cortar uma franja e assim ela viverá feliz. Não sei se vc reparou mais ela tem cabelo crespo e resolveu assumir o cabelo natural e vc quer mais uma vez que a menina negra esconda as raízes dela...parece piada de mau gosto.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 00:09

        O fato de alisar o cabelo não esconde a raiz de ninguém, pois a genética da pessoa não é alterada por conta da franja. O xingamento racial é um complemento do xingamento físico que ela teria sofrido, independente da carga genética que ela possui. Eu usei a Eliana como exemplo por não conhecer uma negra famosa com testa grande.

  9. poliana Postado em 07/May/2015 às 17:34

    ah, claro...bobagem mesmo. é puro vitimismo dessa criança e da mãe! q abusadas! só querem aparecer...tá "sertu"...

  10. Eduardo Ribeiro Postado em 07/May/2015 às 17:47

    E pra cor dela, qual é a solução? Vai coberta com um lençol branco pra escola? E pra cor de todos os brasileiros negros, massacrados pelo racismo institucionalizado, qual a solução prática?

  11. Deisi Postado em 07/May/2015 às 17:53

    Moderador,PP, por favor, nos livre desse verme Zé ferreira!

    • poliana Postado em 07/May/2015 às 18:24

      deise, realmente, n tem jeito não. impressionante. olha qto absurdo nas palavras desse indivíduo. eu tô tão chocada q n consigo nem responder os últimos posts dele. realmente, o problema é o tamanho da testa da criança! q nojo desse homem, meu deus!

  12. Jussara Postado em 07/May/2015 às 17:58

    Isso aconteceu essa semana com minha filha, ela é negra e tem cabelo enroladinho, porém ainda é pequeno pois só tem 3 a ninhos. Chegou em casa chorosa, perguntando pq é "PETA", q não entende o pq do cabelo dela ser assim (sou branca) e por final falou que queria alisar o cabelo, pq duas " amiguinhas" falaram que ela era feia. Entendo muito bem a dor dessa mãe e dessa menina. #somostodoslorena

  13. Thiago Teixeira Postado em 07/May/2015 às 18:27

    Racismo se aprende dentro de casa, com a família, amigos e toda a galera branca que se acham os donos do Brasil. Até o dia que nós negros tomarmos vergonha na cara e começarmos e dar tiro na boca de gente preconceituosa.

    • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 00:06

      Tiago Teixeira: "..que nós negros tomarmos vergonha na cara e começarmos e dar tiro na boca de gente preconceituosa". Depois falam de discurso de ódio.

      • Thiago Teixeira Postado em 08/May/2015 às 07:28

        Reação contra o ódio, não seja desonesto.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 09:20

        Aí o ciclo da violência nunca vai ter fim.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 09:30

        """"""Depois falam de discurso de ódio."""""". Tem que falar de discurso de ódio mesmo. O ódio do opressor é completamente diferente da reação do oprimido. O duro é ler essas bizarrices, essas bobagens terceiranistas, vindas de um "historiador".

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 09:34

        As palavras de gente assim tem que sempre ser traduzidas, para evidenciar o seu verdadeiro significado, porque elas vem disfarçadas de sabedoria mas apenas alimentam a opressão e exploração, o ódio e o preconceito. Por exemplo: """"""Aí o ciclo da violência nunca vai ter fim."""""" = ei negros, não reajam nunca diante das agressões de seus opressores. Saibam seu lugar, não avacalhem com um esquema que está dando certo. Preto bom é preto conformado, cordeiro, bunda-mole que aceita nossa agressão e não reage.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 14:11

        Martin Luther King está se virando no túmulo. Eu não disse o que o Eduardo Ribeiro afirmou. Se fomos dar uma faca para cada um estaremos todos mortos.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 14:36

        Só não disse explicitamente. Pega mal dizer isso abertamente. Um "historiador" não pode dizer coisas assim tão racistas, mesmo sendo um racista. Aí você emula preocupação com uma coisa "ui ui o ciclo de violencia nunca terá fim desse jeito...", quando na verdade sua preocupação é outra: é a tomada de consciência dos oprimidos, é o abandono da condição de submisso, de sub-humanos, de animais cujos destinos dependem do humor do branco. Ver eles tomando consciência e saindo dessa condição é algo que incomoda gente como você, que está há 24 horas fazendo malabarismo argumentativo pra disfarçar seu racismo com essa conversa de "testa grande", "mimimi basta usar uma franja". Seu desespero pra focar o problema da guria em outro lugar qualquer que não seja na COR DA PELE DELA e no RACISMO verificado no episódio é algo constrangedor.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 14:41

      E detalhe: é impressionante como a burgesia, a elite, e toda ideologia imperialista sempre valorizam PELOS MOTIVOS ERRADOS lideranças predominantemente pacíficas, às vezes exaltando o BUNDAMOLISMO, e condenam lideranças mais ativas. Não é interessante para defensores e lacaios do imperialismo, como você, enxergar qualquer rascunho por mais pífio que seja de sublevação do povo oprimido. "Ui, não pode, vamos dar as mãos e levar flores num protesto cheio de música e pombas brancas...depois vamos pra casa e esperamos a coisa mudar". Pra gente como você, cordeiros e bundas-molas são mais interessantes. Pra gente como você, preto bom é preto quieto no canto dele. Então, não, meu caro. King não esta se revirando no tumulo, assim como Malcolm X também não está.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 15:31

        " a burgesia, a elite, e toda ideologia imperialista sempre valorizam PELOS MOTIVOS ERRADOS lideranças predominantemente pacíficas, às vezes exaltando o BUNDAMOLISMO, e condenam lideranças mais ativas." Você está procurando chifre em cabeça de cavalo, pois o que eu disse não se encaixa nesse pré-conceito usado por você.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 15:52

        Não apenas se encaixa como é o relato preciso do seu discurso. "Pretos, fiquem quietos nos seus cantos, não se rebelem, não lutem por igualdade e respeito". Gente como você acha mais do que certo que a guria tenha sido "botada em seu devido lugar" e obrigada pela direção da escola a pedir desculpas pros seus agressores. É gente como você que ficou possessa da vida porque o goleiro Aranha se recusou a pedir desculpas pra guria branca racistinha por ter sido chamado de macaco. Gostaria de ver você falar pro pai dessa guria, na frente dele, que a culpa pelo que aconteceu é dela, pois ela não estava usando uma franja pra tampar a grande testa dela.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 16:19

        Eu não disse que a culpa era dela. Esse discurso é falacioso e extremista.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 16:27

        Sim, você disse. Está escrito lá, menino. "A solução pra isso seria a menina usar uma franja comprida pra cobrir a testa dela, porque temos que ser práticos na solução dos problemas e blablabla.". Primeiro você fecha os olhos para os insultos racistas, minimiza-os como se fossem irrelevantes ou coisa secundária. Depois você transfere pra guria, por ela não usar uma franja, a responsabilidade de ter sido chamada de "cabelo de macarrão". Você com certeza ficou feliz de saber que "essa pretinha" foi colocada no seu lugar e teve que pedir desculpas por ter sido agredida. E te incomoda a discussão deste assunto, por isso você relativiza, minimiza, "ah, isso é coisa pequena....ah, ela é testudinha mesmo, aí essa criançada não perdoou...piada de criança...elas nem olharam pra cor da guria". Tente disfarçar seu racismo melhor da próxima vez.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 16:43

        Caro Eduardo. Tente disfarçar essa vontade de me difamar. Você não me conhece.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 16:52

        Conheço sim. Vocês são todos iguais. Além do que, você está se auto-difamando sozinho, menino. A história da franja é o seu fundo-do-poço até este momento. Como eu disse, gostaria demais de ver você de frente pro pai dessa garota, e falar pra ele que a culpa do RACISMO que a guria sofreu é da filha dele, porque ela não estava usando uma franja comprida suficiente pra tampar a imensa testa dela.

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 17:01

        Você não me conhece mesmo. Suas acusações seriam retiradas se me conhecesse de verdade.

      • poliana Postado em 08/May/2015 às 18:54

        eduardo, o jose ferreira disse q é pardo...é historiador, pardo, mora na zona leste de sp, e é esse monstro. vc acredita nisso!!?? e parabéns por tudo q vc disse...estou sem palavras.

      • Annie Postado em 08/May/2015 às 22:05

        Eduardo, ficou tudo dito! Você me representa!

      • José Ferreira Postado em 09/May/2015 às 00:21

        Monstro? Você pode não concordar com o que eu disse, mas isso não é a mesma coisa que matar alguém. Eu não gosto muito do termo "pardo", mas é assim que o governo me descreve. Sou mestiço mesmo.

  14. Fabio Hideki Postado em 07/May/2015 às 20:24

    Qual é o nome da escola ?

    • Stella Postado em 07/May/2015 às 22:29

      Escola Estadual João Ramalho, localizada no Centro de São Bernardo do Campo. Peguei na página do Face, numa mensagem da mãe

  15. mary Postado em 07/May/2015 às 23:19

    Somos todos responsáveis pelo racismo, machismo, homofobia, além dos pais e da escola, afinal o planeta terra vem passando por massacres de todos os gêneros, e o povo brasileiro vão as ruas para xingar a presidente da republica ao invés de reinvidicar os nossos direitos, então eu pergunto aonde iremos parar ?

  16. Telmo Postado em 08/May/2015 às 10:50

    Muito temos debatido sobre o sofrimento mental causado pelos discriminadores em: http://saudepublicada.sul21.com.br/category/discriminacao/ Em especial, no caso, a Conduta Discriminatória do racista. Em Medicina não podemos deixar de pensar em prevenção da conduta que causa sofrimento humano, físico e/ou mental. Pouco avançaremos,nesta questão, se não pudermos acabar com a invisibilidade/indefinição do racista. Enquanto a sociedade, em geral, e os grupos discriminados,em especial, mantiverem o racista invisível, fica fácil o crime perfeito. Essa idéia é debatida em: A invisibilidade dos negros é indesejável. A dos racistas é paralisante. Debater o racismo, sem o racista, é muito complicado ou quase impossível. Não acreditamos na diminuição dessas ocorrências racistas enquanto os discriminados não lutarem para acabar com a invisibilidade do racista. Infelizmente os "que sentem na pele" não se interessam em definir o racista e/ou a conduta discriminatória racista. E enquanto a ciência não definir estas questões, toda e qualquer pessoa poderá ter sua própria "opinião". Até lá "ninguém é racista"... Quanto as dúvidas sobre os problemas emocionais envolvidos na questão debatemos em Conduta Discriminatória: tentativa de conceituação motiva correspondência entre psiquiatras.

  17. Luiz Souza Postado em 08/May/2015 às 13:06

    Esse José Ferreira é nazi autêntico. Comprovadamente nazi. Na Paraíba, a bolsa da violência contra pretos anda na casa de 13:1. Comemore!

    • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 14:13

      A acusação de "nazi" é forte, e difamação é um crime grave. O fato de você usar o termo "pretos" é preconceituoso. Além disso, as pesquisas mostram que os negros morrem mais, mas nunca mostram a raça e as circunstâncias dos assassinatos. A pesquisa está incompleta.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 08/May/2015 às 14:43

        O historiador que relativiza até a estatística...

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 15:26

        O trabalho do historiador é o de análise e contestação.

      • Luiz Souza Postado em 08/May/2015 às 16:05

        Eu sou preto, não sou negro.

      • Luiz Souza Postado em 08/May/2015 às 16:09

        Completemos, pois: somos todos feios e criminosos malvados, por isso morremos! Esse Gilberto Freyre foi mesmo um grande canalha!

      • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 16:21

        As pesquisas mostram quem morreu, mas não mostram quem matou. Além disso, não são analisados os contextos dos homicídios.

  18. Rodrigo Postado em 08/May/2015 às 13:47

    Olhar com um olhar de vítima, não de culpada! Lorena não tem culpa de ter testa que fogem aos padrões de beleza impostas pela sociedade. Não tem culpa de ser do sexo feminino, negra ou “feia”. Não tem culpa de viver (ou tentar viver) em uma sociedade escrota, que não tem o mínimo de empatia e só sabe julgar e tacar pedra. Racismo é crime e ponto. Tem que tomar providências para tal e agir como tal. Não porque veio de crianças ou de “seres inocentes”. Duvido se fossem ofensas físicas e raciais vindas de uma criança favelada; já estava na FEBEM. Como bem disse a mãe da vítima, eram ofensas vindas de “um garoto de aproximadamente 13 anos morador do CONDOMÍNIO onde vivemos”. Sociedade com muita gente hipócrita é f*d*. Além de muitos ainda julgarem e se dizerem superiores só porque são ricos ou brancos, ainda, o agressor ou o conivente com isso, querem CULPABILIZAR A VÍTIMA!? Como assim!? Ah, são vizinhos e não quero confusão! Ah, são amigos! Ah, são crianças! LASQUE-SE! Enquanto houver impunidade para esse tipo de causo, haverá impunidade para muitos outros... Não por parte das “autoridades competentes”, mas por parte de cada um. Não adianta a diretora mudar Lorena de sala que não vai adiantar. Mas suspender por CAUSA de uma atitude racista, talvez! Lorena fez a parte dela. Cabe a seus pais e familiares (amigos também) apoiarem, denunciarem e ganharem dinheiro, visto que, quando aperta no bolso, a coisa muda de figura. Lorena, você é muito CORAJOSA! PARABÉNS!

  19. Luiz Souza Postado em 08/May/2015 às 16:17

    Há cem anos existiam muito mais pretos de crânio proeminente no Brasil, mas a maldita supressão via miscigenação mudou nosso fenótipo. Agora os que mantiveram características mais próximas ao do africano sofrem muito mais o racismo. Freyre dizia que a solução para o racismo seria miscigenar os africanos até suas características fenotípicas desaparecerem. Errou e muito.

    • José Ferreira Postado em 08/May/2015 às 16:23

      Maldita miscigenação. Isso aí é uma injúria racial também. Os tais membros do "movimento negro" podem não gostar, mas os mestiços existem. Entre o branco e o negro existem muitas identidades, fora que também temos (boa parte dos brasileiros) tem descendência indígena.

      • Luiz Souza Postado em 08/May/2015 às 20:51

        Sofisma? A uma hora dessas? Os racistas/racialistas que conheço ao menos tentam imprimir honestidade em seus argumentos. Dizem estultices como "also sprach Darwin" e tal. Estariam vocês perdendo a incrível capacidade de mutação? Você sequer tenta ser honesto.

  20. Guilhermo Postado em 08/May/2015 às 20:28

    Isso é revoltante. Senti pena da menina. Mas infelizmente não adianta, pré-adolescentes são crueis. Lembro quando eu tinha essa idade. Foi a pior fase da minha vida. Nessa etapa da minha vida fui tanto o alvo de bullying quanto também fui o agressor. Só que o que fizeram com essa menina passou de qualquer limite do tolerável. Triste. Felizmente quando crescemos, deixamos de lado essas atitudes e normalmente nos civilizamos. Sò não sei se a menina vai algum dia esquecer o que passou.

  21. lucy ribeiro Postado em 10/May/2015 às 13:45

    Nenhuma criança nasce racista..isto vem do que elas ouvem em casa, pais racistas transmitem para o filho, quem tem que ser punido é o pai ou a mãe, Educação vem de berço!!!!

    • eu daqui Postado em 13/May/2015 às 09:19

      A criança tem que ter um castiguinho também. A escola também tem esse dever quando o ambiente domestico falha nessa área. Agora, que é reflexo e resultado dos adultos, sem dúvida.

  22. Caçador de Nazista Postado em 15/May/2015 às 20:46

    Tem um racista nojento meu Deus! Que tal prendermos ele a correntes, afinal ele "tem espinhas" e "é zoado". Do jeito que age só pode ser historiador da raça Ariana, e viver na Alemanha. Sério, se fosse para ficar tão ignorante, não precisa fazer faculdade. Mister espinhas, nós vamos criar o dia do orgulho da pessoa com acne, ou assinar a carta de abolição a escravidão dos espinhentos. Faça-me o favor, chega até ser uma incoerência gastar internet e teclado contigo. Teu racismo enoja a todos aqui.

  23. LELCO Postado em 16/May/2015 às 00:18

    EU CHAMMO ESSES ALUNOS QUE FIZERAM ESSA SACANAGEM DE MARGINAIS, E A DIREÇÃO DA ECOLA É TÃO CULPADA QUANTO ELES.

  24. Caçador de Nazista Postado em 17/May/2015 às 18:56

    Existe um racista nojento meu Deus! Que tal prendermos ele a correntes, afinal ele "tem espinhas" e "é zoado". Do jeito que age só pode ser historiador da raça Ariana, e viver na Alemanha. Sério, se fosse para ficar tão ignorante, não precisa fazer faculdade. Mister espinhas, nós vamos criar o dia do orgulho da pessoa com acne, ou assinar a carta de abolição a escravidão dos espinhentos. Faça-me o favor, chega até ser uma incoerência gastar internet e teclado contigo. Teu racismo enoja a todos aqui.