Redação Pragmatismo
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Fotografia 29/May/2015 às 16:18
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Ensaio fotográfico mostra a verdade por trás do que você come

Fotógrafo confronta indústria e resolve mostrar o que de fato estamos comendo por trás dos apetitosos alimentos industrializados

Você já parou para pensar do que são feitos os empanados de frango que estão em seu congelador? Se você desconfia que as iguarias não são “100% frango”, está certo. Uma pesquisa realizada em Mississipi constatou que os empanados contém de 40% a 50% carne de frango. O restante é composto por cartilagens, gordura, nervos e fragmentos de ossos.

Tentando alertar para esta composição, um fotógrafo texano resolveu fazer uma campanha de conscientização. Em “Mysterious Meat” (Carne misteriosa, em tradução livre), Peter Augustus, que vive em Hong Kong, mostra a verdadeira composição dos pratos industrializados, e sobretudo a carne que eles contêm, em sua forma bruta.

“Ao chegar a Hong Kong pela primeira vez, as cenas que mais me marcaram foram os açougues (…)”, explica Peter Augustus. “Como estrangeiros vindos de uma grande cidade do Ocidente, a maioria de nós nunca vê de perto com que se parece o animal que vamos comprar e comer – está sempre embalado adequadamente e apresentado em um supermercado climatizado”, ele constatou.

“Ao ter de passar na frente desses açougues todos os dias, com as cabeças de porcos, os intestinos, os olhos e os pulmões pendurados de ganchos em pleno ar, isso me trouxe um desafio de encarar essas lojas como um lugar normal, de onde vem o verdadeiro alimento, que terminam no cardápio de um restaurante local”, afirma Peter.

“A maioria de nós raramente vê de perto que tipo de comida estamos comprando. Elas estão sempre embaladas, bonitas e arrumadas, exibidas em um refrigerador de supermercado”, disse o fotógrafo.

Confira abaixo algumas imagens do ensaio “Mysterious Meat”:

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Comentários

  1. Line Postado em 29/May/2015 às 20:50

    Eu não como carne, mas os alimentos industrializados costumam ser assim mesmo.

  2. Thiago Silva Postado em 03/Jun/2015 às 13:13

    Que pena. Não fiquei com nojo.

    • Nina Postado em 03/Jun/2015 às 15:25

      Hahahahahaha mitou!

    • Renata Oliveira Postado em 04/Jun/2015 às 16:50

      kkkkkkk eu também não !!!!!

    • Renata Oliveira Postado em 04/Jun/2015 às 16:51

      kkkk também não !!!!

  3. Alexandre Rosa Postado em 03/Jun/2015 às 13:57

    Legal o ensaio mostrando as partes consideradas ''ruins'' dos animais que provavelmente comemos. Mas não é mais assustador que os agrotóxicos que consumimos nas frutas, verduras, etc. O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, sengundo o Idec. O brasileiro ingere em média 5 litros de agrotóxico por ano e vcs estão preocupados porque estamos comendo fucinho de porco e pé de frango? rs.

    • anonimo Postado em 03/Mar/2016 às 23:08

      A composição de agrotoxinas é maior nas carnes devido a bioacumulação.

  4. Thiago Postado em 03/Jun/2015 às 14:22

    Alexandre, os agrotóxicos também estão presentes em doses altíssimas nas carnes e derivados animais consumidos. Alguns agrotóxicos, principalmente os organoclorados, são lipossolúveis e possuem degradação extremamente lenta, o que propicia seu acúmulo no sistema adiposo dos animais. Assim, ao consumir uma vaca que se alimentou a vida toda de soja e milho transgênicos, culturas nas quais são usados herbicidas, pesticidas e fertilizantes, a pessoa também está consumindo os agrotóxicos em doses acumuladas. Em geral, nas culturas de cereal para consumo animal são as que mais se encontra abusos no uso de agrotóxico.

  5. paulo Postado em 03/Jun/2015 às 17:46

    que bom q aproveitam essas partes, sou contra o desperdicio mesmo.

  6. marcus Postado em 04/Jun/2015 às 03:06

    Pé de porco. Delícia! Me enojam mesmo os produtos industrializados. O que é mais asqueroso do que um nugget ou uma salsicha?

  7. Vanessa Sanches Postado em 05/Jun/2015 às 18:39

    Se a intenção foi 'fazer nojinho' devo dizer que comigo não funcionou! Lembrei de várias famílias que conheci que são tão pobres que comem essas 'carnes consideradas ruins' e ainda agradecem a Deus! Pelo lado bom, ficou satisfeita em saber que a industria aproveita todas as sobras e nada é jogado fora.