Redação Pragmatismo
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Desigualdade Social 26/May/2015 às 12:34
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A resposta do professor Christian Dunker a Rodrigo Constantino

Psicanalista e professor da USP Christian Dunker publicou uma resposta aos ataques do blogueiro da Veja, Rodrigo Constantino

Christian Dunker rodrigo constantino
Rodrigo Constantino (esq) e Christian Dunker | Pragmatismo Político

Christian Dunker, psicanalista e professor da Universidade de São Paulo (USP), foi convidado para debater a existência dos condomínios fechados no Brasil e o que motiva as pessoas a recorrerem a eles. O debate aconteceu no programa Café Filosófico, promovido pela TV Cultura e pela CPFL. O programa pode ser visto na íntegra aqui.

No dia seguinte ao debate, o blogueiro da revista Veja, Rodrigo Constantino, pincelou uma frase dita por Dunker e publicou um texto com o objetivo de depreciar o seu trabalho e a sua análise. Constantino chegou a tecer ataques pessoais contra o professor. “Psis’ invejoso”, “filósofo frustrado” e “escritor ressentido” foram algumas das expressões usadas pelo blogueiro para caracterizar Dunker.

A resposta de Dunker a Constantino você poderá ler a seguir:

A palavra perdida contra a bala perdida | Resposta de Dunker a Rodrigo Constantino

Lacan dizia que o equívoco é a essência da comunicação. É no deslize, na palavra que escapa, naquele tom de voz descompassado, é na incompreensão que o inconsciente trabalha gerando equívoco de sentido, posicionando os sujeitos mais além do que eles “queriam dizer” em seus devaneios e intenções mais ou menos conscientes. Recuperar a essência perdida da palavra, em meio à série dos equívocos que ela necessariamente acarreta talvez seja uma das tarefas mais importantes se quisermos constituir uma política sobre a violência que não seja ela mesma um exercício de violência, de guerra e de vandalização do outro. Acredito que esse tipo de consequência com a palavra – seja ela uma atitude ética ou rigorosa, seja ela uma atenção implicada ou cuidadosa – poderia tratar nosso atual pressuposto de que não é possível conversar e, portanto, reconhecer os que estão fora de nosso condomínio.

Trata-se, portanto, de uma espécie de experimento de casos mais simples mas em que se encontra em jogo um princípio maior. Muitos dizem que contra os irracionais, os incultos, os bárbaros os mal-intencionados não é desejável partilhar a palavra. Eles não se conformarão a nenhuma ideia e violarão permanentemente o que “nós” entendemos por debate público, por conversa ou por argumentação. “Eles” nos posicionam em uma pequena categoria diagnóstica e, a partir disso, repetem sempre a mesma ladainha de preconceitos sobre o tal inimigo imaginário nos quais nos tornamos, como um espantalho. Deles nós devemos nos afastar.

Tenho que admitir: “deixar secar”, não se envolver em brigas com alguém que não seja de seu tamanho, manter a política da “caravana passa enquanto os cães ladram” é uma atitude salubre. Contudo, manter-se na zona de conforto seria um ideal simples e razoável, não fosse o fato de que o equívoco, sendo a essência da comunicação, torna a nossa zona de conforto uma zona de confronto. A palavra perdida, na comunicação com o outro, volta como uma bala perdida. E dela temos que nos proteger, com novos muros, objetivos e subjetivos. Quanto mais recusamos a reconhecer nossa palavra simbolicamente perdida, mais ela tende a voltar como bala no Real.

São duas tarefas: nos proteger da palavra e da bala perdida. Nisso nosso mundo vai ficando menor. Mal tratado, isso caminha até tornar-se impossível habitar o lugar onde estamos. É neste ponto que nos mudamos para Miami ou para a Austrália (o Brasil que deu certo). Por isso a conversa com os “impossíveis” é uma tentativa de explorar os limites da palavra perdida. Espero que aqui o equívoco ressoe conforme a escolha do leitor: perda de tempo, extravio da palavra, suspensão do diálogo, derrota na batalha verbal, inconsequência no uso do sentido, palavra mal-dita, palavra maledicente.

O caso que trago à consideração do leitor baseia-se em uma trivial sequencia de equívocos, semelhante à que vemos em filmes como Faça a coisa certa (1989, dir. Spike Lee), Babel (2006, dir. Alejandro Iñarritu) ou Cronicamente inviável(2000, dir. Sergio Bianchi). Neles os acontecimentos acumulam desencontros, desacertos e equívocos que terminam em bala perdida, que depois ninguém consegue entender como aconteceu.

Pois bem, na gravação do Café Filosófico da TV Cultura, que tem por tema meu livro Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros, afirmei que há duas linhas de afeto concorrendo para a experiência simbólica do condomínio no Brasil.

A primeira reproduz expectativas de segurança e de solução para o medo. Defendo-me do mundo perigoso lá fora, erguendo muros e criando uma lei interna para consumo próprio com meus síndicos e regulamentos. A segunda determinação afetiva da vida em forma de condomínio baseia-se na inveja. Uma vez guarnecido e protegido imagino que o meu sonho é também o dos outros. Mas só alguns conseguem realizar esta ambição de consumo. Há uma graça adicional em pensar que os outros desejam ter o que eu tenho, portanto, que os outros me invejam. Isso faz parte da mais banal lógica do consumo conspícuo. Minhas determinações de consumo não são dadas pela satisfação para minhas necessidades, ainda que sejam as mais básicas necessidades de proteção e segurança.

Uma consequência trivial da psicanálise para a teoria do consumo é pensar que este seja sobre-determinado pelo desejo do Outro. Isso torna o consumo um ato de palavra. Ao usar um tênis, pilotar um carro importado ou comprar uma casa em um condomínio não estou apenas satisfazendo necessidades, estou dizendo algo para os outros. Este ponto é crucial, pois se não levo isso em conta, se minha palavra é perdida neste ponto, posso não perceber que estou dizendo coisas agressivas, provocativas ou violentas. Posso não entender que para outras pessoas a minha opulência e ostentação possam causar desagradável inveja. E ao não reconhecer isso, a inveja, que é um dos nomes do desejo, pode virar ódio. Desta maneira, ao perder a dimensão a palavra, envolvida em meus gestos, inclusive os gestos de consumo, particularmente os que têm expressão pública, posso reforçar a mensagem de perigo e violência da qual tento fugir. Pois bem, o leitor pode verificar a pertinência deste resumo do que eu disse na gravação do Programa por si mesmo, afinal a tese é de que a palavra vem com o equívoco.

Mas qual não foi minha surpresa quando vejo a coluna de meu interlocutor Rodrigo Constantino comentando minha apresentação, redescrita por Francisco Razzo, da seguinte maneira:

“Nem me dei ao trabalho de quem é a pérola. Há fortes indícios de ser mais uma análise de um desses ‘psicólogos sakamotianos’ tomados pelo espírito de justiça social tentando realizar uma anatomia da alma dos opressores.”

Ou seja, basta saber quem você é para que imediatamente possamos julgar a pertinência ou veracidade do que está sendo dito. A palavra está perdida para a pessoa. E assim, por ouvir dizer de outro, auto-declaradamente preguiçoso, Rodrigo Constantino comenta, não a tese, mas a pessoa que a enuncia:

“Esses psicanalistas parecem filósofos frustrados ou escritores ressentidos, e no fundo fazem de tudo para atacar os mais bem-sucedidos. […] Vivendo numa redoma, essas pessoas se blindam contra o ‘real’ e não querem se deparar com o Outro.”

Atualmente vivendo em Miami, ele defende-se da crítica de que teria fugido do Brasil por covardia, dizendo que essa é uma atitude racional (para os que podem). “Eles” psicanalistas frustrados, ressentidos atacam a “nós” pessoas “mais bem sucedidas”. Ou seja, se Constantino está certo eu (junto com toda minha classe) o invejo. Mas era exatamente isso que eu estava dizendo sobre a inveja e, portanto, ele me dá razão ao dizer que eu a perdi. Também quando diz que estou em uma “redoma blindada contra o real” reencontro meu argumento sobre a vida em forma de condomínio sendo empregado, desta vez contra mim. Ou seja, minhas palavras estão certas, minha pessoa é que está errada.

Este ponto é decisivo para entendermos como este discurso gera violência. O que vemos aqui é a transformação das diferenças sociais, da existência de pobres e ricos, da distribuição não equitativa de bens materiais e simbólicos, em um ressentimento de classe. Por isso os que estão na esquerda caviar são traidores, hipócritas e impostores. Eles não jogam no time dos ricos contra o time dos pobres. Pela regra do jogo os que perderam direito à palavra só podem se vingar por meio da bala. Por isso a coisa mais “lógica” a fazer é retirar-se para o condomínio, de preferência em Miami, e viver uma vida de refugiado sobrevivente.

Aqui encontramos o tradicional argumento da ameaça. Se você critica a vida em condomínio, e diz que ela envolve um tanto de inveja que pode causar nos que estão fora, você está apoiando o crime, o tráfico, os bandidos… enfim, os pobres que não podem ter condomínio. Mais uma vez os intelectuais (ou “pseudo-intelectuais”) são traidores. Se eles defendem os pobres eles deveriam… ser pobres. Quem come caviar não pode querer que os de outros condomínios comam também. Isso é um contra senso, uma ameaça ao mais geral princípio da identidade.

(Aliás, por esta lógica de equívocos é bom lembrar que o melhor caviar é feito de ovas do esturjão, peixe que abunda o mar Cáspio, que circunda a Rússia, que por sua vez é parte da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas… tá vendo? Caviar é da esquerda, você é que só sabe comer “x-burguêis”!)

Mas em outro sentido Constantino tem razão e suas palavras se ligam com sua pessoa. Somos traidores porque não aceitamos que a regra do jogo seja a da guerra de ricos contra pobres. Somos traidores porque acreditamos que as palavras recuperadas podem ser o meio para a suspensão das balas perdidas. Somos traidores porque acreditamos na regra da palavra, como meio de reconhecimento, entre ricos e pobres. E temos tanto medo quanto todos nós, pobres e ricos. Portanto estamos de acordo na medida em que:

“Não querem[os] encontrar o ‘outro’ mascarado e prestes a estuprar sua filha. Não querem[os], enfim, encontrar uma bala ‘real’.

Mas estamos em desacordo que este medo:

“É só fuga.”
(Rodrigo Constantino, “O gozo da inveja e o rancor dos pseudointelectuais“, Blog da Veja)

O que o colunista da revista Veja, que acredita que estou parasitando sua audiência ao discutir com ele, não consegue perceber é que o condomínio é uma estrutura. Semelhante à prisão, ao Shopping Center ou à favela. Por não ter assistido ao programa, nem lido o livro, nem qualquer de suas resenhas e críticas (o que torna bastante prática esta lógica do ‘basta saber quem você é’), Constantino simplesmente não entendeu o conceito de vida em forma de condomínio e acha que estou recriminando as pessoas que optam por este tipo de moradia, por bons e maus motivos.

Ele não entendeu que esta lógica toca a todos nós no Brasil de hoje. Não entendeu que ela concorre para a produção da violência da qual ele e todos nós nos queixamos. Um equívoco, gerado por outro equívoco, o do Sr. Razzo (e isso não é uma piada lacaniana!), que por sua vez engendra outros equívocos, que são soberbamente reproduzidos pelos leitores de Constantino. Esses sim são objeto de minha extrema preocupação (e ‘inveja’, dirá meu interlocutor). Como já havia verificado em outras ocasiões, nestes comentários encontramos uma mutação de tom, um aumento de virulência, uma acréscimo de gozo, que culminará na violência. Como se para agradar o mestre fosse preciso exagerar e amplificar seus métodos. Reproduzo as pérolas:

“Nosso suado dinheiro que banca as micaretas acadêmicas dessa corja.”

“São simplesmente idiotas, imbuídos de má-vontade, tentando parecer importantes.”

“O que um psicopata quer mesmo, principalmente se ele for de esquerda, não é ajudar os que ainda querem se arrumar na vida. Ele quer mesmo é atacar os que lutaram e conseguiram através do trabalho uma vida razoavelmente boa.”

“Gozo através da inveja têm esses merdinhas que podem olhar debochadamente da nossa cara.”

“Se Dunker mora em um prédio assim, é um hipócrita, como é a maioria dos intelectuais da Unicamp, USP., UERJ, UFF, PUC…”

“Na verdade, o que sustenta a suposta postura magnânima desta ‘psicanalhada’, é um profundo desrespeito pelo tal desejo do Outro, desejo de escolha, Liberdade para cada um decidir o seu próprio caminho, aspectos que ficam esquecidos no meio desta maldita Patrulha do Pensamento, que se instalou no campo da psicologia e da psicanálise neste país.”

“Psicanalistas, psicólogos e semelhantes, na esmagadora maioria, sempre tiveram graves distúrbios mentais que os inclinaram a essas atividades em busca de aliviar seus próprios males!”

Ora, depoimentos como estes já são em si a prática da violência da qual se gostaria de fugir. Preconceitos contra professores, intelectuais, psicanalistas, psicólogos, uso de expressões ofensivas, declarações de ódio, como se o problema do país fossem seus… professores! O leitor deve ter percebido uma espécie de escalada discursiva, primeiro um comentário levemente depreciativo e desinformado do Sr. Razzo, depois uma incitação generalizada do Sr. Constantino, e ao final a força covarde de um grupo cantando o jogral do ódio contra outros grupos. Qual seria o próximo passo?

Acredito que uma parte substancial da violência não decorre das diferenças reais com as quais temos que lidar, mas como desprezo por seu reconhecimento enquanto diferenças de palavra. Uma série como a que apresentei acima é o retrato banal de como diferenças evoluem rapidamente numa somatória de equívocos para convergirem em uma violência, inicialmente verbal mas cujo passo seguinte todos sabemos bem qual é. Uma vez que as palavras do outro não importam, pois já sabemos o que ele vai dizer, basta classificar pessoas. Depois da classificação vem a segregação e finalmente a violência. A palavra perdida cria a bala perdida. É assim que funciona a lógica do condomínio, Sr. Constantino. Menos do que em sua moradia norte-americana ela está em suas próprias palavras.

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Comentários

  1. Denisbaldo Postado em 26/May/2015 às 13:04

    "Por isso os que estão na esquerda caviar são traidores, hipócritas e impostores. Eles não jogam no time dos ricos contra o time dos pobres.' - SENSACIONAL!!!

    • Denisbaldo Postado em 26/May/2015 às 13:22

      Estou esperando você aqui, chupa aqui!!! Vem logo, vem!!! Hahahahaha!

  2. Antonio Palhares Postado em 26/May/2015 às 13:25

    "Se voce não for cuidadoso,a mídia fará voce odiar os oprimidos e começar a amar os opressores."

  3. Márcio Ferreira Postado em 26/May/2015 às 13:29

    Dunker tem razão quando diz que quem mora em condomínio provoca inveja. Constantino tem razão quando diz que os moradores buscam segurança. Se ambos têm parte da razão por que nenhum aceita o outro lado? Por que a obrigatória polarização? Por que esse tipo de discussão implica sempre a obliteração do outro ponto de vista, ainda que ambos tenham suas razões?

    • André Postado em 26/May/2015 às 15:39

      Muito simples, trata-se de uma opção editorial. O trabalho do Constantino e de outros assemelhados se baseia na caça e difamação rasteira de opiniões distintas do modo de pensar que ele representa. Ele é contratado para polemizar com todos os que não comungam de suas posições, pois é isso que agrada os seus leitores. No momento em que ele se tornar racional e aberto para ouvir as posições dos outros ele perde a função que exerce.

      • Marcos Magá Postado em 26/May/2015 às 17:05

        Perfeito !!!!!!

      • José Postado em 26/May/2015 às 17:52

        Perfeito André. Não culpemos o Constantino. Ele apenas segue a cartilha da Veja, assim como a Miriam Leitão segue a da Globo, e por aí vai. Se um dia o Constantino acordar e resolver publicar que Cuba tem a melhor educação e saúde pública das Américas, e que possui IDH melhor que o do Brasil e muitos outros países capitalistas (o que é fato, só pesquisar), ele será demitido na primeira hora da tarde, e outro "constantino" assumirá seu posto.

      • Cleber Postado em 26/May/2015 às 17:52

        Perfeito.

      • monica bertolotti Postado em 26/May/2015 às 19:17

        excelente comentário, André!

      • Eduardo Ribeiro Postado em 26/May/2015 às 21:37

        Nao é que ele escreve o que a Veja pede. Ele é um energumeno, que sempre bostejou quando escreveu alguma coisa sobre a realidade brasileira. E por isso, por ele ser esse lixo, é que foi contratado pela Veja. Pois a Veja viu nele alguem que realmente acredita nos "valores" que a revista defende. Se a Veja largar esse traste ele vai continuar bostejando sozinho, ou em outro veiculo reacionario e golpista, como Veja é.

      • Márcio Ferreira Postado em 26/May/2015 às 22:03

        Certo, Constantino não admitiu o argumento de Dunker por seguir o editor, por ser coxinha, energúmeno, o escambau... Mas ele também falou que quem procura condomínio busca segurança e Dunker também não admitiu o argumento de Constantino. Não prejulguem o autor, é possível ver que ele também tem razão. Mas duvido que certas pessoas admitam algo assim... O preconceito está formado e cristalizado.

      • Hugo Postado em 26/May/2015 às 22:21

        Perfeito

      • Adrienne Lisboa Postado em 26/May/2015 às 22:39

        Sensacional!

      • Daniel Postado em 26/May/2015 às 23:01

        Cara, que ocupação sombria a desses colunistas... Ótimo o seu comentário!

      • Cecilia Maria Postado em 26/May/2015 às 23:29

        Concordo, mas no mínimo o Constantino poderia ter um pouco de classe, educação e um tiquinho de argumentação inteligente. É pedir muito?

      • Pernan Postado em 26/May/2015 às 23:46

        Isso !

      • marcio Postado em 27/May/2015 às 01:30

        touche!

    • Rodrigo Barros Postado em 26/May/2015 às 17:27

      Porque um deles alimenta o ódio e teme, equivocadamente, que pessoas mais pobres tomem à força o que 'conquistou com o suor do seu trabalho'.

      • nadja Postado em 26/May/2015 às 23:59

        Obrigada, Rodrigo.Vc em poucas palavras resumiu tudo. É bem claro

      • Felipe Postado em 19/Aug/2015 às 11:48

        Perfeito!

    • Cleber Postado em 26/May/2015 às 17:51

      Acho que você não entendeu o texto acima.

    • Jorosiljrs Postado em 26/May/2015 às 23:11

      O fato é que o Constantino montou sua coluna violentando com palavras a entrevista e a opinião do psicanalista sem nem mesmo ler e entender sua opinião e seu raciocínio acerca dessa curiosa vontade de algumas pessoas tem de se isolar num subconjunto social, mas sem deixar de mostrar pros outros sua capacidade para tanto. Essa vontade de mostrar, acredito eu, pode até ser involuntária ou discreta em alguns, mas que existe, existe.

    • Luís Maurício Peixoto Postado em 27/May/2015 às 00:36

      Márcio, releia - ou simplesmente leia, se for o caso - o texto. Dunker não deixa de reconhecer que há duas linhas buscando explicar o fenômeno dos condomínios. Separei esse trecho aqui pra você: Dunker: "...afirmei que há duas linhas de afeto concorrendo para a experiência simbólica do condomínio no Brasil (...) A primeira reproduz expectativas de segurança e de solução para o medo. Defendo-me do mundo perigoso lá fora, erguendo muros e criando uma lei interna para consumo próprio com meus síndicos e regulamentos. A segunda determinação afetiva da vida em forma de condomínio baseia-se na inveja. Uma vez guarnecido e protegido imagino que o meu sonho é também o dos outros. Mas só alguns conseguem realizar esta ambição de consumo." Abraço.

    • Guilherme Diogenes Postado em 27/May/2015 às 00:45

      Márcio, o Dunkler nunca negou isso. Se der uma esforçada para ler um trecho vai ver que o condominio que ele fala não é o condominio de luxo fechado e etc, o condominio pode ser o bairro, a favela, a vila, pode ser o grupo de amigos. Basicamente o condominio é visto como uma estrutura social (e não o condominio de casas e prédios) é justamente não querer dialogar e ignorar a visão do outro que não tenha o seu ponto de vista. O que o Constantino fez em primeiro nem saber quem é o autor e depois fazer uma critica sem nem ver o teor da entrevista. O que não foi a primeira vez. Ele fez uma critica em sua coluna semanal a um livro que nem sequer tinha folheado, do pikett. Ou seja, o Constantino está fechado em um condominio, mas não o de miami, ele está fechado em uma comunidade que comunga de um mesmo pensamento e não aceita o que é externo o que vem de encontro. abraços

      • Maria Auxiliadora Postado em 08/Oct/2015 às 19:41

        Boa resposta. Não entendo nada de sociologia, mas o conteúdo do texto está claro e se refere a condomínio em sentido amplo, lato sensu. Pode ser qualquer grupo de amigos, por exemplo. Mas tem gente que tem preguiça de ir além do óbvio e quer fazer críticas e acaba passando vergonha.

    • pedro paulo Postado em 27/May/2015 às 01:21

      Porque a "segurança" que buscam a maioria daqueles q vão para condomínios fechados não é a de incolumidade física, não é o medo de ser agredido ou assaltado. É o medo de ser classificado como pobre, de não pertencer ao grupo "que trabalhou duro e conseguiu algo". A segurança que buscam é o conforto de poder pensar que são melhores que outros, que possuem aquilo que todos querem. Sendo assim, essa busca, essa fuga por segurança se tornar um modo de descriminar, de dar continuidade ao pensamento que pra você estar bem é necessário que alguém esteja mal, para que você possa comparar as situações e dizer: sou melhor que ele!

      • Márcio Ferreira Postado em 27/May/2015 às 08:47

        Como é que é? A "segurança que buscam a maioria daqueles q vão para condomínios fechados (...) é o medo de ser classificado como pobre, de não pertencer ao grupo"???????????????????????????????? Ok, eu já li muita besteira por aqui, mas essa está entre as finalistas com louvor. No Brasil, morreram 154 pessoas por dia em média em 2012, 56.337 foram assassinadas nesse ano, o que coloca o país em sétimo lugar num ranking de 100 como mais violento. Fica atrás de El Salvador, da Guatemala, de Trinidad e Tobago, da Colômbia, Venezuela e de Guadalupe. Melhorou "um pouco" porque houve algumas políticas de enfrentamento E outros países vivem ondas de violência. Brasileiro é violento. Aqui se mata mesmo, por qualquer coisa. E o comédia vem me jogar um devaneio argumentativo que a "segurança que se busca é o de não ser classificado como pobre". Ah, tenha um pouco de juízo! Isso tudo é medo de concordar com um mero fato consumado dito por alguém que vocês demonizam? Tudo o que ele disser é absurdo? Se disser que a Terra é redonda e ligeiramente abaulada, vocês vão dizer que é plana? É medo de se transformarem automaticamente num salgado gigante empanado com recheio de frango? Quem vai para condomínio pode até querer causar inveja, mas ele quer SEGURANÇA PARA NÃO MORRER! Admitam isso. Quero ver quem tem coragem. Constantino disse isso, mas é apenas o óbvio. Ainda que Hilter o dissesse, que FHC o dissesse, vocês ficam apenas rebatendo tudo, até quando faz sentido, até quando é um fato da natureza, pensando que isso os torna cidadãos críticos e politizados, mas são apenas burros que só fazem se guiar pela opinião adversa, já que se limitam a contrariá-la e nada mais. Vergonha e nojo... Ah sim, quase esqueci. As informações acima não foram obtidas da "mídia golpista". Foi da Carta Capital para que, aí sim, vocês possam dar algum crédito. Tadinhos de vocês... http://www.cartacapital.com.br/sociedade/brasil-bate-recorde-em-homicidios-e-fica-em-setimo-lugar-entre-100-paises-7178.html

    • Felipe Leal Postado em 27/May/2015 às 07:12

      Dunker não diz que quem mora em condomínio provoca inveja, Márcio. Ele justamente aponta que, nessa situação, hoje, as pessoas tendem a se sentir invejadas, como, de modo geral, quem adquire qualquer bem de consumo.

    • Rita Candeu Postado em 27/May/2015 às 09:45

      porque vc. ignora o tratamento dado pelo constantino quando ele escreve: "Constantino chegou a tecer ataques pessoais contra o professor. “Psis’ invejoso”, “filósofo frustrado” e “escritor ressentido” " e ainda quer defender e justificar? jura?

    • Jorge Postado em 08/Apr/2016 às 20:27

      Porque a lógica psicanalista diz que o sujeito é um algo vazio e que necessita do outro para se completar. Esse mesmo sujeito só se entroniza ou se materializa na palavra. A palavra perdida nega o sujeito. Não existe, desculpe-me, a polarização. Os condomínios, sejam eles quais forem (dos ricos, dos pobres (favelas), são tentativas de exclusão do outro, portanto, são uma negação do sujeito.A violência se manifesta exatamente nessa exclusão (a palavra perdida significa o sujeito inexistente...só sobre espaço, então, para a "bala" perdida), ou seja, na luta de classes. O remédio para isso não É a construção de condomínios, mas sim a equalização de todas os "sujeitos" dentro do mesmo sistema de inclusão, ou seja, a tal promoção do outro. Enquanto tivermos e vivermos em uma civilização que insistir na exclusão, ela terá como resposta a bala perdida, seja ela qual for. Um caso interessante, um motorista de taxi do Rio de Janeiro me colocou: comentei sobre a questão da baixada dos ricos (asfalto) e os pobres das fraldas do entorno de Copacabana. Ele foi simples e objetivo: porque o "asfalto" quereria acabar com o entorno favelado? É do entorno que tira as empregadas domésticas, os pedreiros, eletricistas, carpinteiros, fornecedores de todo o tipo de droga, e ainda fez uma gozação: não precisam nem pagar vale transporte, está tudo ali, na sua porta... Copacabana, nesse caso, é um grande condomínio. A solução para a violência não são condominios, mas sim oportunidades equalizadas para todos: acesso a bens, direitos, obrigações, lazer, transporte, saúde.... Talvez ai possamos entender o que agora acontece... Miame, nos EUA, é a cidade onde existem os maiores condomínios do mundo, auto-suficientes e, como se diz em inglês, "sorrounded by" quadrilhas das mais variadas matizes. Talvez seja só mais chique dizer que mora no condominio de lá....acho uma besteira: só são mais caros!!!! (Jorge é pós graduando em Psicanálise Clínica)

  4. Eduardo Ribeiro Postado em 26/May/2015 às 14:26

    Menino maluquinho da Veja atacando novamente. Amanhã ele escreve direto de Miami uma réplica raivosa e espumante de 75000 linhas em azul e vermelho. Aí aguenta o trololó reaça de sempre..."mimimi esquerdopatas", "mimimi meritocracia", "mimimi somente o capitalismo geraria a riqueza para a construção de condomínios que causam inveja a quem não mora em um..."....

    • Luiz Henrique Postado em 26/May/2015 às 15:25

      Boaaaa, melhor comentário que eu vi! Eu lembrei das linhas azuis e vermelhas também kkkkk Esse cara só sabe fazer isso, é ridículo.

    • Rodrigo Postado em 26/May/2015 às 19:07

      Muito bom, parabéns pelo comentário. Valeu a pena lê-lo!

  5. Luiz Postado em 26/May/2015 às 15:43

    Morariam em miami? Ou seria em Paris? kkkkkk

  6. Renato Postado em 26/May/2015 às 15:50

    Mandou bem professor, mas será q ele tem capacidade intelectual prá entender? Coxinha letrado.

    • Fernando Postado em 26/May/2015 às 18:32

      Renato duvido muito, ele não vai entender nada, para no segundo parágrafo, e vai continuar atacando a pessoa. O argumento ad hominem é o máximo o que a retórica do constantino consegue.

    • Maíra Postado em 26/May/2015 às 20:39

      Pensei isso ainda no primeiro parágrafo... rs

    • Marcos Postado em 26/May/2015 às 21:51

      Acho q vai espumar p/ boca pq é "hermético" e de linguagem típica dos intelctuais esquerdopatas..... And só on! Quando me deparo com essa figurinha estranha e embotada, como agora, vou ver de novo o vídeo do laço que levou de Ciro Gomes numa bancada de progr. Tv em Poa. Ele simplesmente não conseguiu falar, pq os argumentos de Ciro contra o neoliberalês do garoto simplesmente moeram o mancebo; foi ridículo, um verdadeiro massacre. O resultado é a distância entre a verve agressiva e encomendada e o tremor diante de argumentos fortes sem contemplação. Faltou-lhe coragem, argumento e serenidade para enfrentar um debate que nem estava na agenda do programa, principalmente o módulo massacre ON. Pessoas como ele se sustentam numa postura agressiva que muitos evitam ou não se interessam. O professor Dunker deu-lhe a resposta graúda q talvez nem compreenda o significado.

    • professora Postado em 27/May/2015 às 12:54

      Isso Renato. Ele provavelmente não entendeu, porque as coisas prá ele são "no real". E não foi desse ponto de vista a resposta do professor. Muita gente aqui também não compreendeu. De todo modo, Constantino sempre ataca e sempre desmerece qualquer pessoa que não esteja no condomínio dele. E nessas situações penso com Freud: "Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo".

  7. danny Postado em 26/May/2015 às 15:50

    Putz, mais um midiota que não entendeu o texto e principalmente o significado de " condomínio ".... É de dá dó!!!

  8. Adriana Postado em 26/May/2015 às 15:50

    Vc leu o artigo inteiro? Acho q vc não entendeu o debate. Menos pressa e uma leitura cuidadosa e vc terá a resposta para a sua pergunta.

    • Agnaldo Postado em 26/May/2015 às 19:57

      Na lata. Excelente alerta aos incautos.

  9. Adriana Postado em 26/May/2015 às 15:53

    Então, cara, vc acaba de fazer o que o Dunker afirma, no texto, que o Constantino fez: disse-me-disse. Primeiro você não tem fatos. Você faz uma afirmação sobre algo que vc desconhece. Depois você muda de assunto, colocando o Lula no meio. Ou vc é um teleguiado (e preguiçoso) repetindo boatos e mentiras, ou é mau caráter. Se vc for apenas burro, estude uns dez anos pra ficar menos burro. Se for mau caráter, aí não tem jeito: vc entendeu perfeitamente o texto e escolheu o discurso de ódio social.

    • Amarilia Postado em 26/May/2015 às 17:31

      Boa,Adriana.O Léo Bold deu uma de Constantino.A bela resposta do Dunker serve para ele.Esse reducionismo de interpretação está no cerne da violência que estamos presenciando..Ninguém quer entender nada,só atacar.Uma lástima.

    • Mari Postado em 26/May/2015 às 19:06

      Ótima sua resposta, Adriana. Concordo em gênero, número e grau.

    • Robinson Postado em 26/May/2015 às 19:40

      Exato, Adriana. O sr Léo Bold repetiu exatamente o discurso do Constantino. Foi bem treinado, sendo absolutamente incapaz de concatenar um raciocínio com alguma lógica, de expor alguma ideia própria, por menor e mais simples que seja.

    • Hugo Postado em 26/May/2015 às 22:24

      Isso!

    • guilbert Postado em 27/May/2015 às 00:43

      Otimo comentário

  10. Rodrigo Postado em 26/May/2015 às 15:53

    (Outro Rodrigo) O Professor expõe o uso do que Schopenhauer ensinou, há alguns séculos, no debate. Na discussão política, pois, independentemente do viés do interlocutor (extrema esquerda ou direita e seus intervalos), pouco importa a razão, sendo sim necessário "vencer". A discussão é vista como um fim em si mesma e, no "vale-tudo" em que é transformada, engloba táticas como a desqualificação do interlocutor (aliás, o mesmo jamais merecerá tal deferência, sendo sempre visto como um adversário, um inimigo), a seleção de uma palavra para distorcer o discurso, jogar o argumento de volta contra o interlocutor e muito mais. Nesse sentido, pois, lamentei muito a discussão inicial rasa, vazia, entre Jean Wyllys e Kim Kataguiri - em vez de debaterem, exporem suas razões, limitaram-se à tentativa de desqualificar a figura, um do outro. Isso é o que vemos em fóruns na internet, em blogs e mesmo nas propagandas e campanhas políticas, a defesa, o argumento, sendo o ataque e vibramos com isso, como expectadores de um coliseu da "modernidade", como torcedores organizados bem obedientes e amestrados.

    • José Carlos Postado em 26/May/2015 às 17:43

      No caso, está perfeitamente identificado quem usa referida tática. Para o exercício da qual, aliás, é pago. Não se trata de uma intervenção ocasional, a pessoa é um desqualificador profissional.

      • Rodrigo Postado em 26/May/2015 às 18:13

        (Outro Rodrigo) Não apenas neste caso, José. Infelizmente a prática é largamente disseminada.

  11. Paola Postado em 26/May/2015 às 15:59

    Como dizia Nelson Rodrigues: O PROBLEMAS QUE O BURRO COMEÇOU A DAR PALPITES. Uma boa obra para escrever neste momento seria AS RATAZANAS E SUA IMPRENSA. Felizes são aqueles que acham que a corrupção se restringe apenas um partido, é só tirar e acabou. Felizes são aqueles que vão para miami e nunca lavaram uma panela. A felicidade dos infelizes. Pois só é feliz quem pensa no outro com compaixão e inteligência emocional.

    • Marilda Postado em 26/May/2015 às 16:59

      Muito bem Paola !

    • graça Postado em 26/May/2015 às 17:38

      Isso Paola...é o que falta nessa direita obscura ...

  12. Iranice Postado em 26/May/2015 às 16:01

    O quê uma coisa tem a ver com a outra?

  13. Rafael Postado em 26/May/2015 às 16:05

    Constantino precisa morar nos States para não ser contraditório às suas idéias ridículas. Coerência cara essa.

  14. Rosali de Rosa Cantlin Postado em 26/May/2015 às 17:08

    Morar no States com bolsa esposa é fácil. Foi "na aba da mulher", esse incompetente. Ele que se cuide, porque a mamãe Veja está descendo a ladeira. Quero ver se manter em Miami pagando em dólar. Vamos ver quanto tempo vai durar. "Maior o coqueiro, maior o tombo". Tô doidinha esperando pra ver.

    • Regina Céle Postado em 26/May/2015 às 18:33

      A melhor resposta kkkkkkkkkkkkkkk adorei Rozali!

  15. maria amaral Postado em 26/May/2015 às 17:28

    Dunker,o senhor não viu nada em termos de "vandalização do outro". Procure ler os textos do Felipe Moura e Reinaldo Azevedo que o senhor terá uma instigante fonte para estudar a orquestração do "cantando o jogral do ódio contra outro grupo". Por exemplo, o episódio do assassinato do médico na Lagoa, resultou em um texto de Felipe Moura no qual, indignado, falava contra Lula e Dilma, dizia que estes utilizaram o dinheiro de uma classe (os ricos) para comprar a casa dos pais do menor infrator, chamando o PAC, de programa de aceleração da criminalidade, ficando subentendio no texto que o dinheiro dos impostos dos ricos não poderiam ser utilizados para construir escolas, hospitais e casas para os pobres, principalmente se esses pobres moram em favelas, pois este lugar são os criadouros dos criminosos. Se o texto foi absurdo, imagine os comentários dos leitores. Fiquei escandalizada quando o li..

    • graça Postado em 26/May/2015 às 17:41

      De fato Maria,,,não sei de que é feito essas pessoas, vivem em um mundo paralelo...em que fecham os olhos e escrevem asneiras que fazem a gente ter vtde de chorar...literalmente

    • luiz Postado em 26/May/2015 às 18:26

      Kkkkkkkkkkkkkkkkk...citando Moura Brasil e Reinaldo Azevedo?! Kkkkkkkkkkkkk...a melhor do dia. Kkkkkkkkkkk...quanta indigência cognitiva!

      • Maria De Lourdes Cardoso Postado em 26/May/2015 às 23:19

        Luiz! "São duas tarefas: nos proteger da palavra e da bala perdida. Nisso nosso mundo vai ficando menor. Mal tratado, isso caminha até tornar-se impossível habitar o lugar onde estamos." Só foi possível Dunker fazer a crítica do texto depois de ler Constantino, assim como Maria Amaral depois de ler Moura Brasil e Reinaldo Azevedo.

  16. Graça Postado em 26/May/2015 às 17:36

    O lula continua em SBC ...o FHC que tem um big apartamento em Paris,

  17. Patrícia Postado em 26/May/2015 às 17:39

    Uma pena que quem precisa ler esse texto não o fará. E se o fizer, pouco entenderá!

  18. André Postado em 26/May/2015 às 17:48

    Sendo contra a VEJA, eu aplaudo!

  19. Walmick Vieira Postado em 26/May/2015 às 17:50

    Será que a referência à Unicamp, USP, etc etá revelando algum ressentimento?

    • Luiz Souza Postado em 26/May/2015 às 23:24

      Não tenha dúvidas disso.

  20. Alex Sandro Postado em 26/May/2015 às 18:05

    Será que o "brilhante" colunista da veja conseguirá entender o texto? Se é que irá ler...

  21. Davi T. Postado em 26/May/2015 às 19:08

    Esse texto ficou tão lindo, tão bem escrito! Rodrigo Constantino jamais lerá! Não dispõe de paciência ou de legítimo hábito de leitura. Os odiadores que este cultiva também não lerão! Outros adeptos da cultura do ódio que invadiu o Brasil também não lerão. É um texto tão bem escrito para as paredes! É lamentável, e é outra violência que a sociedade brasileira hoje está distribuída em grupos cada um com a mão nos ouvidos gritando sem parar.

    • marcio Postado em 27/May/2015 às 01:59

      ótimo comentário davi! infelizmente este é um dos grandes sintomas dos "condomínios" que polulam nesse Brasil. .. poluem a mente tanto quanto estratificam a paisagem. .. nesse caso a paisagem é intelectual. .. sic

  22. Bruno Postado em 26/May/2015 às 19:23

    Acho que responder a qualquer coisa que Contantino escreve direcionado a você é se afundar mais ainda. É como um um anão tentando enfrentar um pugilista campeão mundial: não faz sentido nenhum,

  23. Carolina Postado em 26/May/2015 às 20:04

    Faz sentido sim. Uma hora o pensamento contra o ódio disdeminado nesse país há de reverberar. Eles não podem "tampar os ouvidos e bater panelas" para sempre. O texto é genial. Fico grata por ter escrito e publicado Dunker. "Para que o mal triunfe basta que os bons se calem"

    • marcio Postado em 27/May/2015 às 02:05

      Dunker tocou no ponto do problema da palavra nesse país. .. resultado tb de décadas de desvalorização do ensino ao contrário da hipervalorização desta mídia reacionária. ..

  24. Fabio Postado em 26/May/2015 às 20:07

    O que dizer... uma verdadeira aula ao pobre Sr. Constantino. Sim, pois mais pobre do que ele, só os seus leitores e simpatizantes.

  25. Cacai Postado em 26/May/2015 às 20:48

    Coisa linda de se ver! Ministrou uma aula ao pobre ser que não passa de um ignorante que é o Sr. Constantino. Somente o conhecimento para 'iluminar' a escuridão da ignorância e da estupidez! Salve Christian Dunker!

  26. Isaac Postado em 26/May/2015 às 21:21

    Quem é esse tal de Constantino?

  27. Guilherme Postado em 26/May/2015 às 21:40

    Tenho muito receio desse crescente ódio contra a educação. Já vi textos que atacam estudantes universitários (porque esses são instrumentos políticos da esquerda) e agora contra intelectuais, professores, academia em geral. É a maior prova de que o nosso país precisa urgente investir em educação. Esse descaso é tão antigo que já se esqueceram que educação, conhecimento e reflexão importam.

  28. Salomon Postado em 26/May/2015 às 21:41

    O escritor não precisaria carregar tanto na tinta para responder ao repórter da Veja. Bastaria " (,,,) Uma vez que as palavras do outro não importam, pois já sabemos o que ele vai dizer, basta classificar pessoas. Depois da classificação vem a segregação e finalmente a violência.". Aliás, o Ciro Gomes acabou com esse repórter da Veja num debate. Um massacre espartano.

  29. marlene de paula Postado em 26/May/2015 às 21:50

    Preste atenção! vc pode morar num palacete, comer caviar ,ter carros importados ! mais não pode ter imunidade contra doenças e pra morte mão tem remédio ! melhor coisa que existe é amar ,,

  30. Daniel Silva Postado em 26/May/2015 às 22:09

    Tenho medo é do Constantino não entender e pensar que foi uma elogio kkkkkkkkkkkk

  31. Daniel Bedoni Postado em 26/May/2015 às 22:30

    Um macaco com um lápis enfiado na boca é capaz de produzir um texto melhor que estes que circulam na vejinha. Impressiona-me que um homem inteligente como o Christian Dunker tenha-se dignado a responder ao energúmeno do Constantino. Só vermes dão ouvidos à vejinha e à sua corja de pseudoescritores.

  32. Luiz Souza Postado em 26/May/2015 às 23:34

    Breve arrazoado de como funcionam as coisas na Marginal Pinheiros: Certa vez Huck teve seu Rolex roubado; Huck redigiu um texto de página inteira na Folha; Huck dizia "chamem o Capitão Nascimento" - um clamor pela pena de morte; Ferréz fora chamado para uma resposta; Desabafo De Um Correria foi publicado no mesmo jornal, texto em primeira pessoa sob a ótica do ladrão; Reinaldo Azevedo contra-atacou descrevendo Ferréz como "gordo" e "empresário".

  33. sergio Postado em 27/May/2015 às 03:45

    Já li artigos sobre condomínios fechados bem interessantes que mostram a necessidade do afastamento entre as pessoas de diferentes classes sociais pela questão central que é a segurança pública que não é bem pública pois não protege como poderia proteger ,gerando assim uma industria da segurança privada que hoje conta com um imenso efetivo ,essa indústria que tem várias empresas também prestam serviços a condomínios fechados ou não ,dai se conclui que para ter segurança é preciso ter dinheiro ,e muito ,como é nos planos de saúde ,seguros e tudo que vem para completar o que o estado não faz ,só que a altos preços ,onde o pobre fica excluído dependente do estado ,esse circulo viscioso é antigo ,e a origem dessas empresas de segurança é no mínimo questionável ,é como a institucionalização do bico que fazem milhares de policiais para completar o salário ,ação essa que depõe contra o legitimo senso do que é segurança pública ,ou insegurança pública , o Brasil está caótico ,mas quando não esteve ? o Constantino ,o Moura Brasil .o Olavo de Carvalho e outros sempre mostram uma postura de ultra direita pelo que já li deles e sempre de forma reacionária ,quanto ao professor não conheço ,nem li o livro ,mas a falta de consenso sobre tudo por aqui é sempre sinal que é difícil acreditar em melhoras ,pois vivemos sobre as mesmas estruturas que não deixam que algo mude.

  34. Nath Postado em 27/May/2015 às 05:00

    Acho que muita gente aqui não entendeu tudo o que estava escrito. Dunker não desmerece pessoas que vão morar em condomínios para terem mais segurança, ele só diz que existem pessoas que vão apenas por este motivo (morar em um lugar mais seguro), e que há pessoas que vão para ostentar e causar inveja (dessas pessoas, eu tenho muita pena, elas devem ser tão pouco interessantes e devem ter tão pouco a oferecer, que a única coisa que lhes sobra é isto). O que é dito é que independente das intenções de ir morar em um condomínio (sejam elas boas ou ruins), aquilo gera consequências negativas, significa que, mesmo vc não querendo causar inveja, vc acaba fazendo-o. E ele diz, claramente, que isto não pode ser negligenciado, pq o bandido e a bala perdida não fazem distinção daqueles que tem motivos bons, daqueles que tem motivos ruins. No final das contas, todo este raciocínio sobre a vida em condomínios nada mais é do que uma metáfora para o problema da desigualdade social. É bastante óbvio que quanto maior a desigualdade for, maior será a vida em condomínio, e mais violência existirá. Acho que o próprio Constantino concorda com isto, caso contrário, ele não estaria morando em Miami, já que a desigualdade lá é bem menor que a maioria das cidades no Brasil. Também acredito que se forem dadas duas opções, 1: morar fora de condomínios, mas em um lugar onde todos tenham uma vida boa, e não exista violência, ou 2: morar um condomínio, mas estar sujeito à violência fora dele e até dentro (existem casos onde bandidos conseguem entrar em condomínios). Eu não pensaria duas vezes em escolher a primeira opção, e vc?

  35. Jornada Postado em 27/May/2015 às 08:44

    Christian Dunker estara no dia 26 de Setembro abrindo as palestras da II Jornada Psicodinâmica. Se você não está inscrito, aproveite e entre no site para se inscrever e curta nossa página para mais novidades sobre o evento http://jornadapsico.wix.com/jornadapsicodinamica

  36. Selma Postado em 27/May/2015 às 08:57

    Concordo com a maioria dos comentários aqui quando afirmam que o tal Constantino nunca se daria ao trabalho de ler o texto de Dunker. E também imagino que, ainda que o lesse, teria dificuldade em entendê-lo. Mesmo assim o texto é importantíssimo para levantar o nível do debate e sobretudo para apontar como, de fato, as perguntas mais importantes têm ficado ausentes dessas discussões rasas (como a do Sr. Razzo) que pipocam nas redes sociais. Foi um grande prazer ler algo assim!

  37. Roberto Pedroso Postado em 27/May/2015 às 09:17

    Para os apedeutas que tecem comentários elogiosos e saudosos à ditadura só tenho uma coisa a dizer abra um livro de história estude um pouco mais,agora sobre estes ideólogos da neo direita só temos a lamentar pois seus argumentos não possuem bases sólidas ou comprobatórias são unicamente estruturados sobre "achismos"tão frágeis e pueris que chegam as raias do ridículo temos como alguns de seus maiores representantes indivíduos como este tal de Constantino(que passou por um grande ridículo ao em um debate com Ciro Gomes)Raquel Sherazade(que sofreu em um debate em uma radio onde participou o prefeito Haddad)e Olavo de Carvalho(que somente a direita brasileira, que acha o exercício da leitura tarefa lancinante)pensa que seus pensamentos tem algo de original(tudo que Olavo escreve tem como base tudo que já foi melhor escrito por Leo Strauss,mas desconfio que a direita brasileira nem sabe quem foi Strauss) por isso mesmo Olavo de Carvalho faz tanto sucesso,enfim a direita brasileira e seus "pensadores" energúmenos que baseiam-se não em dados mas em "achismos" conseguem cativar com seu discurso somente os incautos/desavisados,triste se não fosse trágico.

  38. pompeu Postado em 27/May/2015 às 10:13

    Gente, vamos falar sério, o psicanalista foi muito generoso em escrever uma resposta. Quem é Rodrigo Constantino? Provavelmente o pior aluno de economia da história da PUC-RJ, tão ruim que sem conseguir carreira no mercado liberal que tanto defende ficou famoso por rastejar a atenção de Olavo de Carvalho um astrólogo que se intitula filósofo e em seus dias de glória ensinou português e latim a este estagiário da revista Veja, Rodrigo Constantino. Uma pesquisa rápida na internet é possível apreciar o desempenho medíocre deste coitado nas oportunidades em que através de algum QI conseguiu debater com Ciro Gomes, num evento que ficou famoso pela surra (em economia, a área dele) que tomou do Ciro, então vamos entender que a revista Veja já não é mesma de tempos outrora e por motivos que só ela sabe se vê na necessidade de lançar mãos de figuras como um economista que não sabe economia atuando como articulista sem saber seguir conjugar orações coordenadas assindéticas. Segue aqui uma prévia do próprio Olavo de Carvalho (agora mestre do Rodrigo Constantino) desmascarando este coitado: https://www.youtube.com/watch?v=DC7t1UdaQjg

  39. SILVIO MIGUEL GOMES Postado em 27/May/2015 às 11:23

    Há muitos anos quando o Empresário Mário Amato era Presidente da FIESP, ele processou o Jornalista Jânio de Freitas porque este escreveu em sua coluna da FOLHA que a cidade de São Paulo estava tornando-se violenta e via as casas se transformarem em uma fortaleza, condomínios com portarias, grades e portões enormes. Em razão da sua opinião você é ofendido, difamado, caluniado, processado, preso e até morto, apenas ouse criticar os poderosos, como aconteceu contra o Jornalista Marco Aurélio Carone de Minas (a sua prisão é um crime contra a humanidade). A Operação Zelote não é ao menos divulgada, por envolver criminosos que fizeram fortunas com o suor do seu rosto. E o Juiz que cuida do processo a Operação Zelote agora já está sendo investigado http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-serapiao/corregedoria-investiga-juiz-da-zelotes-4789.html

  40. SILVIO MIGUEL GOMES Postado em 27/May/2015 às 11:33

    A conduta da grande imprensa é sempre proteger os fazem parte do mesmo condonomînio. A oligarquia em todos os três poderes.

  41. Armando Divan Postado em 27/May/2015 às 17:28

    O ódio demonstrado pelo colonista da Veja a intelectuais, professores, psicólogos e psicanalistas faz lembrar a frase atribuída a Hermann Goering "quando ouço a palavra cultura pego a minha Luger. O que não é de admirar pois a o colega colonista dele na Veja, Felipe Moura Brasil, é colaborador em um blog neonazista. É bem provável que todos estes pitbulls sejam na verdade adeptos do neonazismo tal o ódio que disseminam por todos os poros. Já fiz minha parte denunciando o site neonazista à PF, espero que ela tire esses caras da web.

    • Luiz Souza Postado em 28/May/2015 às 15:01

      Isso precisa ser melhor divulgado: O grande amor entre os sionistas de nossa mídia e os neo-nazis, materializado na figura do terrorista Breivik - que os porcos da Marginal descreveram eufemisticamente como sendo apenas "um louco". Afinal de contas,"terrorista" é jargão aplicável exclusivamente aos árabes. Já sabíamos da entrada do Naspers / Apartheid / turma do P.W. Botha na Abril. Agora temos mais um caso. Muito útil essa informação.

  42. Francisco Sá Postado em 25/Oct/2015 às 16:17

    Não conheço bem a biografia de Constantino. Mas toda vez que ouço ou leio algoi dele, reforça-se a certeza de que se trata de um analfabeto funcional com, pretensões a intelectual. Tem desembaraço com as palavras, mas o raciocínio é falho, o entendimento do que leu é deficiente, e "as idéias não correspondem aos fatos". O resultado é um discurso com a profundidade de um pires. Então ele tenta disfarçar sua indigencia inelctual tentando desqualificar o opositor. Assim não precisa ler nem se esforçar para entender. Ciro Gomes demonstra isso com exuberância no debate que travaram a respeito de economia de mercado, demanda, lei de oferta, redução de gastos públicos, etc. Bom, não chegou a ser um debate. Foi um massacre. Melhor que o "massacre da serra elétrica". Fiquei com pena do Constantino.