André Falcão
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Cuba 01/Apr/2015 às 17:32
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Vai pra Cuba! (II)

cuba turismo América latina

André Falcão*

Imensa a dificuldade. Não havia agências de turismo que oferecessem algum pacote para Cuba, ou que tivesse conhecimento razoável de hotéis na ilha. Mais! Não descobrimos no Brasil uma só operadora a realizar a intermediação. A “culpa” não é delas, porém, tão vítimas quanto.

Com efeito, graças ao bloqueio cruel e bestial (ainda) imprimido à Cuba pela (ainda) maior potência econômica e bélica do planeta, inexiste absoluta referência à ilha e a seus numerosos hotéis em sítios de busca na internet, invariavelmente estadunidenses.

O que (ainda) surpreendia, por ignorância, é que as dificuldades ocorriam, em primeiro lugar, no Brasil! Era aqui que a informação era suprimida, como nas piores ditaduras da história. Seria por isto, indagava então com minhas velhas e inutilizadas abotoaduras guardadas inertes no armário, a existência do autodenominado Movimento Brasil Livre, com o perdão pela irresistível ironia? Certamente que não, é claro. Bom seria que no Brasil, onde se vive a mais ampla liberdade de opinião e manifestação de toda a nossa história, tal movimento fosse contra a moderna ditadura, aquela imprimida pela grande mídia hegemônica e pelo poder econômico, muito mais determinante do que o político, como as investigações policiais hoje levadas a cabo estão demonstrando.

No fundo, porém, acreditava, então, que as dificuldades se davam mesmo pela peculiar situação de Cuba, que (ainda) persiste em estado de vigília, em face dos milhares de ataques recebidos, sejam diretamente pelo governo estadunidense de então, seja com seu apoio. Redondamente enganado, porém. A verdade estava na compreensão antes exposta. A supressão de informação nos era imposta pelos grandes grupos midiáticos e por nossa sofrível educação político-histórica; tornamo-nos tolos deslumbrados com tudo o que seja estadunidense, inclusive para desprezar a ilha. Exemplo maior é que a expressão “Vai pra Cuba!” é aqui, pasme, xingamento.

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Finalmente, depois do auxílio inestimável e irrepreensível da agência de turismo escolhida, cujo nome não posso declinar, conseguimos hotel em Havana e partirmos.

Entre outras singelas observações e reflexões que aos poucos me disponho a aqui realizar, encerro afirmando que me deparei, naqueles saudosos dias, com uma multidão(!)de turistas canadenses e europeus, desde franceses, alemães e italianos, até austríacos, suecos e australianos, além de vários latino-americanos.

Brasileiros? Alguns poucos, muito poucos.

*André Falcão é advogado e autor do Blog do André Falcão. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político

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Comentários

  1. José Galberto Postado em 01/Apr/2015 às 21:07

    Cuba não tem liberdade, Brasil hoje já é muito mais avançado em liberdade de expressão do que Cuba e olha que nem somos ainda grandes coisas comparado com a liberdade de expressão da Inglaterra ou França.

  2. luis Postado em 01/Apr/2015 às 23:47

    Eu fico me perguntando se em ditadura comunista existe agência de turismo...

  3. jarau Postado em 02/Apr/2015 às 00:30

    maria. tu és uma mulher mal amada, feia, burra e de mau hálito

    • André Postado em 04/Apr/2015 às 15:21

      Ela eh feminista?

  4. Chuck Postado em 02/Apr/2015 às 07:58

    Mas não tem brasileiro fugindo daqui...

    • leonardo Postado em 02/Apr/2015 às 08:09

      seguindo os mesmos caminhos.

  5. Rodrigo Postado em 02/Apr/2015 às 09:31

    (Outro Rodrigo) Entendi... Então podemos fazer uma lei para obrigar agências de turismo e empresas aéreas a disponibilizarem pacotes para a ilha. Mesmo que a demanda de brasileiros não compense economicamente, pois isso é muita opressão! Depois conte-nos sobre a praia de Varadero e tantos outros destino turísticos. Há cubanos aproveitando o devido momento de lazer por lá?

  6. Postado em 11/Apr/2015 às 15:07

    Cuba é um parque de diversões comunistas. Os turistas vão lá da mesma forma como vão ao zoológico. Um dia abrirão a ala do PT lá. Nesse dia irei lá, e talvez, alimente-os.