André Falcão
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Capitalismo 08/Apr/2015 às 19:28
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Marx, a educação e o ódio

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André Falcão*

A exploração do homem pelo homem; a vida de um dependendo da exploração do trabalho de outro; a sociedade burguesa como modelo-condição à evolução dos povos. Esse modus vivendi seria a única solução possível? É o máximo a que a humanidade pode alcançar em sua tresloucada e cruel existência?

Para os conservadores, impossível a construção de uma comunidade onde superada a exploração do homem pelo homem. Seríamos egoístas e mesquinhos por natureza, individualistas até à medula. A sociedade burguesa, o capitalismo, o mercado seriam os balizadores do mais alto grau de convivência a que sonharíamos alcançar.

Porém, superada a derrocada do que mais perto se alcançou em termos de comunismo, ainda que dele assaz distante, traduzida no fim da URSS e na queda do Muro de Berlim, percebe-se nos mais diversos extratos da sociedade contemporânea um renovado interesse pelas ideias marxista-leninistas.

Esse recrudescimento naturalmente não é à toa. Ao contrário, certamente impregnado por uma realidade desumana, onde imperam crescentes pobreza e miserabilidade, o desemprego, o acirramento das lutas de classes, a violência urbana, além do crime organizado, aí inserido o tráfico de drogas, naturalmente que os mais sensíveis e “libertos” daquelas “características” que os conservadores lhes atribuem como de sua natureza, antes discriminadas, enxergam, questionam-se e buscam alternativas para a decadência capitalista.

Leia aqui todos os textos de André Falcão

Assim, as até hoje insuperadas ideias marxistas retornam à cena com novo vigor, ao mesmo tempo de um lado redespertando o interesse em parcelas da população mundial descontentes; de outro, entretanto, estimulando a reação do capital, que volta a amplificar o investimento maciço na aplicação das táticas de manipulação do povo, notadamente midiáticas, do financiamento em movimentos em sua defesa, escamoteado pela pecha de populares e anticorrupção (a história em alguns aspectos se repete), além do velho e patético, mas nada surpreendente ainda vigoroso discurso, de que o comunismo é o mal, pois despejado em sociedades histórica, filosófica, sociológica e politicamente tornadas propositadamente ignorantes.

Chega-me a notícia de que o Brasil hoje investe mais em educação do que países como o Japão. Ao mesmo tempo, persiste reduzindo as desigualdades sociais e pôs fim à fome de 500 anos. Também descobrimos o pré-sal e seus trilhões de dólares.

E aí? Percebe a manipulação que leva ao ódio cego e à baba, seletiva, anticorrupção?

*André Falcão é advogado e autor do Blog do André Falcão. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político

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Comentários

  1. Amanda Marques Postado em 08/Apr/2015 às 19:34

    O título já nos diz tudo: "Marx, a educação e o ódio". Parabéns pelo texto!

  2. Rodrigo Postado em 08/Apr/2015 às 22:09

    (Outro Rodrigo) O que seria dos textos de André se a palavra "ódio" não existisse... De toda sorte, aquele que viveu sustentado pelo primo, que não quis reconhecer o filho que tem com a funcionária do lar (quiçá por vê-la como inferior, julgando-se superior), que não deu valor ao trabalho... Não foi ele próprio um explorador? Aquele que escreveu um livro e praticamente disse "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" (próximo do famigerado "esqueçam o que eu escrevi", de FHC). É que nem quando Sakamoto questiona (quando da greve dos jornalistas da "Caros Amigos", que alegavam desrespeito aos seus direitos trabalhistas e foram sumariamente demitidos): "quem disse que jornalista pode fazer greve? Têm é que entender e contribuir com a causa". E, àqueles que discordarem de tamanha contradição, que seja etiquetado como "proferidor de ódio" (ainda que seja filósofa de esquerda que odeia quem tem renda "per capita" a partir de R$ 290,00), como racista (ainda que deputado de esquerda se refira a pessoas como "um tipo negro e gordo", o que, no mínimo, é algo a ser discutido e questionado), ou com qualquer termo pejorativo outro, pronto a desqualificar quem pensa diferente, disseminando o pensamento binário e maniqueísta. P.S.: uma reforma tributária poderia diminuir o "custo Brasil" (não restrinjo a crítica ao Governo Dilma), mas, não saindo, agora vemos, sim, sair o famigerado e extremamente danoso PL 4330/ 2004, das terceirizações... E aí alegamos que a culpa é do outro e pronto.

    • Peterson Silva Postado em 08/Apr/2015 às 23:57

      Eu tava tentando levar o seu comentário a sério até você citar o Sakamoto. Eu li o mesmo texto que você e lembro perfeitamente bem que ele falou essa frase JUSTAMENTE PARA IRONIZÁ-LA. Então parei de ler e não me importei mais - só achei necessário ressaltar sua desonestidade intelectual, para que quem tiver saco para ler tudo leve isso em consideração.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 07:20

        (Outro Rodrigo) Eu ia levar sua crítica a sério... Até você relativizar a fala de Sakamoto. É sempre assim, quando nos convém: "foi um errinho", "você não entendeu", "ele não quis dizer o que disse", "temos de dar uma interpretação". E depois o desonesto sou eu. Ou não... Você cometeu um errinho... Foi irônico! Não preciso ler mais... Entendi!

    • Peterson Silva Postado em 09/Apr/2015 às 00:00

      Marx merece ser lido, mas muita água rolou por debaixo da ponte depois dele. Hoje em dia a Escola de Frankfurt, por exemplo, é um modelo de teoria crítica bem mais contemporâneo e interessante, mesmo que ainda num viés 'iniciado' por Marx. Além disso, o Brasil pode investir o que quiser na 'instrução' (educação, educação mesmo, não é). Se continuarmos tratando educação como instrução, que é essa linha de montagem de autômatos para o 'mercado de trabalho', de fato a quantidade de dinheiro não vai fazer diferença nenhuma. Isso é coisa que as pessoas esquecem. Elas só querem saber de dinheiro, dinheiro, dinheiro - parece um tolo tentando comprar algo numa loja online jogando notas de 50 reais na tela do computador. É todo o tipo de educação, é o sistema - não se trata apenas de "aparelhar".

    • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 10:18

      Voce não entendeu o texto do Sakamoto, não entendeu Marilena Chaui, e não entendeu a citação de Jean sobre "negro gordo". Todas as citações foram impertinentes. Voce não entendeu nada.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 10:39

        (Outro Rodrigo) Ufa... Ainda bem... Quando Marilena diz que odeia pessoas e que, generalizando, impõe indiscriminadamente a pecha de facistas, terroristas, petulantes, ignorantes, abomináveis, ela não quis dizer nada disso. Era só amor reprimido. Mas, cuidado, porque o argumento seu, então, valerá para a deplorável fala de Levy Fidélix e de tantos outros que, eventualmente, venham a proferir falas em tal sentido. Se, para uns, o que é dito não vale, não é bem assim, não foi bem entendido, outros poderão usar o mesmo argumento. Imaginemos Bolsonaro, com seu também deplorável "vão queimar a rosca", dizer que não era bem assim. Ele achava que fala com padeiros displicentes. Obrigado, Eduardo. Eu não tinha entendido que é "ao gosto do freguês".

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 10:41

        (Outro Rodrigo) *ele achava que falava

      • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 11:23

        Não, não. É que você deu provas cabais de que não entendeu 3 (TRES) textos. E os citou impertinentemente. E depois re-provou que não entendeu um deles. O caso de Levi é diferente. O que ele disse foi dito e compreendido, ao menos por quem tem carater, da maneira que tinha que ser entendido mesmo: homofobia. "Ao gosto do fregues" é a sua interpretação por exemplo do "negro gordo". Manja CONTEXTO? Tente se informar. Leia onde e quando foi dito o "negro gordo", avalie o contexto. Se você após isso insistir que houve má intenção do Jean, aí é caso perdido mesmo.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 11:40

        (Outro Rodrigo) Manjei seu contexto particular. Para você é defensável e ponto. Ok.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 14:12

        Ou seja: não leu. Ouviu o galo cantar e não sabe onde. Comprou barulho raivoso e sai reproduzindo discursinho difamador, "ui, Jean chamou um cara de preto e gordo...justo ele que é gay...um discriminado discriminando...coerência zero". Lamento. Mas quando você ler vai saber do que estou falando. O contexto te mandou um abraço.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 14:51

        (Outro Rodrigo) Eduardo, li e não relativizo. A fala errada, equivocada, merece sempre reparo, seja de um direitista, seja de um esquerdista, seja de qualquer outro inserido no intervalo entre essas duas ideologias (que, no poder, acabam sendo mais ou menos a mesma coisa). E, ao fim, fique tranquilo. Entendo que você prefira pensar que é tudo relativo e que, quem discorde de você, é desonesto intelectualmente, não lê, não aceita espremer palavras para dela extrair sentido diferente. Leia Voltaire e vai entender meu ponto de vista: "posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defendo até a morte teu direito de dizê-las". O que não significa que eu não possa expressar, contudo, minha discordância. Abração e tudo de melhor!

      • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 15:06

        Pelo contrario. Nem tudo é relativo. A fala de Levy que você citou tem nada de relativo. É homofobia em estado bruto. A de Jean também não tem relativização. As palavras "negro gordo" surgiram no sentido de ilustrar a incoerência daquele que em dado momento debatia com Jean, pois sendo ele negro e gordo, vítima, portanto, de discriminações mil, estava se portando contra projetos que combatiam...ora, veja você...uma forma de discriminação. Infelizmente o site não permite o recurso de desenho, de forma que isso é o melhor que posso fazer. No mais, é curioso você atribuir a mim a qualidade de relativizador quando quem relativiza ao próprio gosto as palavras dos outros, como Marilena, Jean e Sakamoto, é justamente você. Enfim...relativizar o que não pode ser relativizado, deve ser um dos primeiros mandamentos da direita desonesta e canalha brasileira. Abraço pra voce tambem.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 15:26

        (Outro Rodrigo) Ok, já entendi. Viva relativizando, se te faz feliz e não te desilude. E siga invertendo o discurso. Schopenhauer manda um abração. E eu te mando outro. Tudo de melhor, sempre!

      • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 15:45

        Eu acabo de dizer que nem tudo é relativo. O que o coxinha, com o "manual reacionário" debaixo do braço, me responde? "Você é um relativizador". Ok, cansei de bater palma pra doido dançar. Vá e não peque mais, irmão.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 16:20

        (Outro Rodrigo) Tenho a impressão de que seu monitor é um espelho. Você não para de se ver nos outros. Acredite e tenha fé, nem todos relativizam tudo e nem todos veem-se como quitutes. Abração. P.S.: cuidado, você já está achando que é Jesus e Inri cristo pode se incomodar com a concorrência.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 16:26

        Sei disso. Nem todos relativizam. Você por outro lado, seguindo a risca o manual coxinha, relativizou o discurso de JW e construiu um raciocinio todo bisonho em cima dessa relativização errada. Espero que ao menos tenha servido pra enterrar essa mentirinha propagada pela ala coxinha. Agora, ciente de seu erro, ciente da aula que recebeu, se continuar a propagar a mentirinha de JW, eu vou realmente começar a duvidar de sua seriedade e de suas intenções. Mas se você entendeu, se eu consegui fazer um coxinha entender que propagar mentiras e desvirtuações é feio, me sinto feliz por ter cumprido uma parte de minha missão civilizatória. Abraço. Vá e não peque mais.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 16:28

        (Outro Rodrigo) Se acha Jesus e também professor? Puxa... "Negue e negue a relativização e imponha ao outro o que você faz!": rapaz, se eu fosse precisar de uma aula assim, coitado de mim.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 16:53

        "Um negro e gordo se opondo a um projeto anti-discriminação de minorias é mais que burrice. É o fim do mundo!". Essa foi a frase de JW. O que a coxinhada ensandecida entendeu? "mimimi olha aí, o gay discriminando". Rapaz...é evidente que a aula foi mais que bem-vinda e necessária. Não seja ingrato. Ou se quiser ser ingrato, ao menos não menospreze o esclarecimento que foi dado a quem leu suas palavras e acreditou. Você está errado conforme demonstrado. Minha dúvida é apenas o motivo pelo qual você relativizou as palavras dele (e tem a coragem de atribuir relativização a mim). Existem 2 motivos pelos quais alguem relativiza um discurso com significado tão claro. em se tratando de um coxinha, um dos motivos ganha muito mais força que o outro. Enfim...deixo a solução da dúvida com você.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 17:10

        (Outro Rodrigo) Cuidado com o exercício irregular de profissão... E, até outro dia, não seria "afrodescendente" e "obeso"? E, ao que consta, referir-se a alguém como "um tipo negro e gordo"... Não, não consta nada. Você cria uma escola, acha que é a dona da verdade, autoproclama-se professor e com falas de Messias... E, de tal "escola", passo bem longe! A aula inicial é: "Stalin, Pol Pot, Mao e cia deturparam Marx!"? E feche o espelho... Não se veja mais no outro, mesmo que insista em querer seguir relativizando. Viva feliz com isso, prezado concidadão, aceitando-se como ser humano e não mais como um quitute. No mais, fui! Estou é perdendo meu tempo, apesar de estar me divertindo muito com seus posts.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 17:22

        Obrigado por esclarecer. Conforme imaginei, seu caso não é meramente burrice. Ninguém em CNTP é burro a ponto de não entender uma frase transcrita integralmente e com significado tão explícito e evidente. O bom é que com a frase transcrita aí, toda tentativa de distorção daqui em diante vai falhar miseravelmente por si só (mimimi ele tinha que ter dito afrodescendente...). No mais: lamento que a diversão tenha acabado pra você. Pra mim é diferente: a coxinhada nunca me deixa ficar aborrecido. Sai você, logo vem outro coxinha - burro ou não, é indiferente - pra alegrar o dia e garantir umas risadas. Agora vá pra casa, prepare seu kit impeachment, deixe sua camiseta verde-amarela lavada e passada, prepare seu cartaz "contra a corrupçaum e contra tudo que está aí" que a passeata-gourmet está chegando. Fique em paz, irmão coxa.

      • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 17:39

        (Outro Rodrigo) Entrei só pra rir e não me surpreendi. Ri mais kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Tenho de parar com isso kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Eduardo Postado em 09/Apr/2015 às 08:39

    "Também descobrimos o pré-sal e seus trilhões de dólares." Para um texto que se propõe ser anti-capitalista, até que esta bem capitalista!

  4. Bruno Postado em 09/Apr/2015 às 09:21

    Insuperadas? Marx errou tudo que foi previsto! A mecanização não causou desemprego em massa, que por fim não levou a um contingente de massa desempregada que batalharia por empregos, reduzindo assim os salários, empregando também mulheres e crianças. A base de quase tudo era esse pressuposto, que a antítese seria o capital sobrevalorizado e o trabalho não. Muito embora o capital tenha o retorno maior a causa não é a redução de um em detrimento de outro, mas sim o crescimento mais acelerado do capital. Tanto que a renda no mundo cresceu muito e as pessoas melhoraram drasticamente de vida! E curiosamente nada disso se deveu a teoria marxista, que essa sim, prega o ódio. Deturparam Marx não existe, ele é rancoroso nos escritos dele.

  5. Rodrigo (o não-coxinha) Postado em 09/Apr/2015 às 09:24

    ótimo texto

  6. Luis Postado em 09/Apr/2015 às 09:41

    Não entendo como Marx, que pregava - com todas essas palavras, sem tirar nem pôr - a "destruição violenta da burguesia" não estimulava o ódio. A esquerda tem que esquecer esse cara. Tem pensadores esquerdistas muito melhores e mais sensatos por aí.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 09/Apr/2015 às 10:19

      "A esquerda tem que esquecer Marx". Tá sertinho. Tá manjando bem.

    • Rodrigo Postado em 09/Apr/2015 às 10:41

      (Outro Rodrigo) A destruição, bem como pregava uma ditadura. Mas, quando é a "nossa ditadura", nós somos amigos do rei e aí pode. A dos outros, amigos de seus respectivos "reis", "príncipes", não pode. Melhor seria se nenhuma tivesse lugar, não?

  7. Pereira Postado em 09/Apr/2015 às 12:15

    Marx , o homen mais incompreendido da história. Todos deturparam Marx. Os maiores assassinos ditadores da história eram seguidores de marx. Marx ???? Escola da Frankfurt ????? Gramsci ???? Faz me rir !!!!

    • Ricardo Postado em 10/Apr/2015 às 16:49

      Deixa eu ver se eu entendi: isso não vale porque te faz rir?! É o melhor que pode fazer?! O comunismo é errado, mas a tua postura não ajuda em nada.

  8. Pereira Postado em 09/Apr/2015 às 16:02

    Você é mais um a deturpar Marx !

  9. Pereira Postado em 09/Apr/2015 às 16:03

    As correntes que governavam a URSS estão no poder hoje na Rússia. Os caras tem uma tara em querer achar que URSS e comunismo é a mesma coisa. A URSS está dentro do comunismo é não o contrário.

  10. Pereira Postado em 09/Apr/2015 às 16:07

    Todos deturparam marx : Mao tse tung, Stalin, Lenin , Pol Pot , Fidel castro, Hugo chavez , Kim joon un. Apenas a Luciana genro entendeu bem. hahahahahah

  11. Ademar Postado em 11/Apr/2015 às 21:54

    André Falcão e seu sublime amor ao ódio...

    • Pereira Postado em 13/Apr/2015 às 12:44

      Isso é amor reprimido !! ele não tira o ódio do armário.